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quinta-feira, 30 de junho de 2016

O Brexit Visto ao Vivo e a Cores

O Brexit em Downing Street - Londres
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

O Brexit Visto ao Vivo e a Cores

Confesso que aterrei nos arrabaldes de Londres às primeiras horas da manhã de dia 24 sem saber o resultado do referendo que continua, passados seis dias, na boca do mundo. E perguntei, mal aterrei no aeroporto, como tinha ficado a coisa e o resultado da coisa foi-me transmitido por um funcionário triste que me informou que o Reino Unido tinha votado maioritariamente pelo Brexit, ou seja, pela saída da União Europeia. O resultado apanhou-me completamente de surpresa já que sempre pensei que os resultados ficassem muito próximos mas que ganharia o voto pela permanência na UE. Assim não foi. 
Pisadas e calcorreadas as ruas londrinas verifiquei in locco que a vida prossegue em terras de sua majestade com a normalidade possível depois do choque para os londrinos que votaram maioritariamente pela permanência dentro de uma União Europeia, que apenas é União de nome já que a cada dia que passa mais parece uma manta esfarrapada, curtíssima, que se puxa de um lado e destapa tudo do outro.
A única excepção à normalidade londrina verificava-se nos muitos repórteres e curiosos que se amontoavam em Westminster, em frente ao número 10 de Downing Street, à porta do já demissionário primeiro-ministro britânico que foi, sem dúvida, um dos grandes responsáveis pelos resultados deste referendo. Quanto à outra grande responsabilidade, bom, essa ficará para sempre com os políticos e burocratas de uma UE cada vez mais distante e alheada dos povos que afirma representar mas que apenas pseudo-representa.

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Roma - Quase Lixeira a Céu Aberto?

 
Lixo Romano - Roma - Itália
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães
 
Roma - Quase Lixeira a Céu Aberto?

Roma foi, provavelmente, a cidade mais porca por mim visitada até hoje, cidades árabes, nesta matéria tão afamadas!, incluídas.
De facto, não é incomum os relatos acerca do mundo árabe incluírem histórias de lixo sem fim e à pergunta "E que tal Marrocos?", ou "E que tal o Egipto?" as pessoas disparem logo informações das mais variadas sobre os lixos observados aqui e ali.
Pois tenho-vos a dizer que, depois de calcorreadas cidades, vilas e aldeias por essa Europa fora, pela Ásia e pela África e ainda pelas Américas, cheguei de Roma convicta que esta foi a cidade mais porca por mim visitada em todos os dias da minha vida.
Azar? Pois não sei, o que sei é que fora dos circuitos mais turísticos, também não imaculados!, o lixo acumulado era mais do que muito e existia, por vezes literalmente, aos pontapés!
Confesso que o lixo no meu chão me incomoda. Na praça pública também.
E confesso que me espanta esta falta de civismo por parte de um animal que se diz racional e o mais inteligente de entre toda a catrefada de fauna planetária.

Nota - Partilho apenas dois pequenos exemplos da lixeira... longe de serem os piores observados.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Pausa


Pausa - S. Gonçalo - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Pausa

Porque quem luta merece descanso de quando em vez. As pernas cruzam-se, devagar, devagarinho... e deixam ver uns pés repletos de humor, prontos para calcorrear o mundo...
Mundo... aí vou eu...

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

"Water - How the Earth Made Us"


História em Movimento - Akakus - Sahara - Líbia
Fotografia de Artur Matias de Magalhães

"Water - How the Earth Made Us"

"O Professor Iain Stewart conta a história épica de como a geologia, a geografia e o clima influenciaram a espécie humana."

Deparei-me com este post, aqui, no blogue do Movimento Cidadania para o Desenvolvimento do Tâmega, acompanhando um documentário, para mim até então desconhecido, com a chancela de qualidade da BBC.

Espreitei-o de imediato e, confesso, vi os primeiros minutos desde logo completamente rendida pela beleza e pela qualidade excepcional das imagens da água. Depois amei a voz e a pronúncia de Iain Stewart explicando, de forma simples, com peso, conta e medida, histórias tão complexas como as que aqui são narradas e depois porque mal vi as imagens do Grande Sahara... emudeci..., porque o silêncio é imprescindível para a fruição do deserto... e toquei com os meus dedos as imagens que corriam velozes à minha frente, tentando retê-las, mais uma vez, uma e outra vez, agora aqui, outrora lá.
Líbia... estas imagens foram captadas na Líbia... pensei eu de imediato olhando a plenitude da paisagem, a configuração das dunas, a sua altura, a sua cor... sentindo o seu cheiro, a sua textura nos meus pés descalços, o seu calor aconchegante e quente... já as vi... lá... e deixam-me sempre incrédula perante esta beleza de deserto, perante este Sahara espampanante como o raio que o parta... como o raio que o parta... "Meu deus, mas como é que eu vou conseguir explicar isto a alguém?" ...
E depois a arte rupestre. Neste caso a gravura, por lá aos molhos, mas também por lá aos molhos a pintura, ambas do Neolítico na sua esmagadora maioria, a temática a deixar transparecer tempos incomparavelmente mais benignos para a instalação e proliferação da vida humana.
Algumas das fotografias captadas aquando da minha visita ao Sahara Líbio, ali Património da Humanidade, podem ser vistas aqui, integradas no meu trabalho de realização de apresentações em Powerpoint, que nunca pára e é enriquecido a cada dia que passa.
Vejam a apresentação F - Arte no Neolítico. Cliquem em Transferir, Abrir, Só de Leitura. E vejam como pode ser bom viajar, também com o trabalho em mente. Com a "História em Movimento" em mente.

terça-feira, 27 de julho de 2010

A Aventura Chegou à SIC

A Aventura Chegou à SIC

A partir do minuto 4. Sim, Hélder, a estrada é complicada de carago!
E, para que saibas, nos últimos dias já te chamaram Colomero e ainda Calimero...

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Hélder e Companhia



Hélder e Companhia

Os três lindos portugas estão bem e recomendam-se e até já tiveram honras de imprensa russa.
Ora vamos lá traduzir... 17 mil e quinhentos quilómetros de Vladivostok até não sei onde... de mota... quem acaba a tradução?
Entretanto, e mesmo que não saiba russo, pode seguir a aventura aqui.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Pode Interessar

Pode Interessar

Islândia e Tailândia são os destinos mais baratos do mundo
Islândia e Tailândia são a par de Londres e Las Vegas os destinos de férias mais económicos do mundo, devido à crise financeira, anunciou na segunda-feira a Lonely Planet, editora de guias turísticos.
A lista dos dez destinos mais interessantes do ponto de vista monetário inclui também a África do Sul, Índia, Malásia, México, Bulgária e Quénia, segundo o guia Best in travel 2010 (Melhor para viajar 2010).
Leia a notícia completa em Diário Digital / Lusa

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

África Acima



Nouakchott - Mauritânia
Fotografias de Artur Matias de Magalhães

África Acima

"Como era de esperar, as minhas previsões africanas falharam... infalivelmente. De pouco serviram os quinze anos de experiência prática a viajar pelo resto do mundo. De pouco serviu a América Central, o Afeganistão, o planalto andino, as ilhas mais recônditas da Indonésia. A África não se prevê, vive-se. Vai-se lá. (...)
Felizmente a atitude pouco acolhedora, se não mesmo hostil, do aparelho consular africano nunca teve equivalente no terreno. Eu imaginava que iria inúmeras vezes passar por situações vexatórias e delicadas por causa da cor da minha pele. Preparava-me para sofrer pequenas vinganças retroactivas de um inteiro continente sobre um representante da antiga raça colonizadora. Uma espécie de racismo quotidiano a acompanhar a minha progressão por África acima.
Enganei-me. As populações africanas dos vários países que atravessei foram sempre generosas, hospitaleiras e fraternas comigo. Foi esta a mais importante lição, e hoje recordação, da minha viagem. Que surpresa, meu caro viajante tão experiente: encontrar o melhor da Humanidade no lugar onde essa mesma Humanidade apareceu. Mais uma vez as minhas previsões tinham falhado infalivelmente.
Gonçalo Cadilhe
A minha experiência de África é diminuta. Resume-se a Marrocos, ao Sahara Ocidental, à Líbia, à Tunísia, à Mauritânia, a Cabo Verde. No próximo Agosto será a vez de visitar Madagáscar e no ano seguinte os meus projectos contemplam a Namíbia. Depois não sei. Só sei que de todos os continentes onde os meus pés e as minhas mãos já tocaram (e só me falta tocar a Oceânia) nenhum outro exerce sobre mim a magia que exerce o continente africano, nenhum outro exerce sobre mim a atracção que exerce o continente africano. É o das paisagens extremas, dos grandes horizontes, do céu incomparável, dos cheiros e das cores espampanantes, da simpatia das suas gentes hospitaleiras e acolhedoras, dos sorrisos abertos e francos. Infelizmente também o da pobreza extrema, das doenças, dos conflitos.
Mas, de todas as surpresas do continente africano, a mais surpreendente é de facto o acolhimento que as suas gentes reservam aos brancos privilegiados que por aí se aventuram.
Gostei muito de ler esta passagem do livro "África Acima", de Gonçalo Cadilhe, que dá testemunho deste acolhimento caloroso e comovente e por isso a transcrevi para este blogue.
Não sei se tem a ver com o facto de sermos oriundos de lá, não sei se isso ficou registado algures nos nossos génes... só sei que
África é "Home".

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Férias

Férias

O Eugénio e a Paula talvez se tenham sentido compelidos a dar novas devido a algumas vibrações emanadas das perguntas que eu postei no blogue. Estão bem, como se pode verificar pela mensagem recebida terça à noite no meu telemóvel:
"24 e 40 tudo pronto para abandonar o comboio. Dentro de uma hora chegaremos a Irkutsk, Sibéria, para explorar o lago Baikal."
Ah, vida boa!
Quanto a mim, passei a manhã a pôr a escrita em dia com as beldades das minhas amigas Alice e Rosinha... bem... e a beldade do Artur! Uf! Férias! Finalmente férias!
E assim sendo fui, mais uma vez, à tosquia! Preparar os meus cabelitos para que não me importunem e embaracem nos tempos mais próximos. Não me chatearão!

Engraçado que hoje, enquanto folheava o guia de França, para grande surpresa minha, encontrei uma grande... e é que não fazia ideia da sua existência... acho que é a maior de toda a Europa... e achei-a linda!!!
Vou ter que a procurar... e encontrar... para a postar aqui no meu blogue e acabar com este maldito suspense...

sábado, 11 de agosto de 2007

Paula Coutinho e Eugénio Queiróz


Dakla - Sahara Ocidental
Fotografia de Artur Matias de Magalhães

Paula Coutinho e Eugénio Queiroz

Conheci a Paula Coutinho no primeiro ano em que leccionei na Escola Secundária de Marco de Canavezes onde a Paula já estava efectiva. Em escolas grandes, é um bem precioso quando ao fim de um ano se deixa boas amizades... foi o caso da Paula. Professora de Geografia, era uma das minhas companheiras na sala de fumadores, muito embora ela o nunca tenha sido, gente muito mais divertida do que a que frequentava a sala de não-fumadores. Noite e dia demos ali boas gargalhadas à volta de uma mesa grande, rectangular, onde me juntava ao impagável João Lima, à Júlia (já aqui falei sobre ela e recordo só que foi aquela rapariga, professora de Filosofia, que desatou num choro convulsivo abraçada a mim, aquando da nossa estadia no deserto líbio), à Elisabete, ao João Coutinho, ao Alfredo, ao Nocas, à Paula Dias, à Rosário e ao Sérgio... e a tantos outros que partilharam comigo tantos e tantos intervalos e trabalhos vários. Escola boa, aonde eu haveria de regressar por mais dois anos lectivos, para consolidar algumas amizades.
Entretanto a Paula, solteira à época, casou com o Eugénio e um dia telefonou-me, algures pelos anos 90. Queria vir falar comigo sobre Marrocos, tão propagandeado por mim a tanta gente. Lá vieram, ela e o Eugénio, e falámos sobre Marrocos, país que eles não conheciam e para onde iam nesse Verão, os dois, de carro. Queriam dicas sobre o que fazer, o que ver, segurança, hotéis, restaurantes... o costume.
Adoraram Marrocos, ficaram mesmo viciados, tal como já nos acontecera alguns anos antes, e a partir daí contam-se pelos dedos de uma mão as vezes em que não fomos juntos a Marrocos... pelo menos uma vez ao ano, às vezes duas e, mais raramente, até três! E fomos à Jordânia juntos, e à Líbia, e à Mauritânia ... e este ano, se tudo tivesse corrido com normalidade na minha vida, hoje não estaria em S. Gonçalo a fazer este post! Estaria em Moscovo, com eles que partiram ontem de Lisboa, às cinco da tarde, para fazer o Transiberiano e finalmente entrar deserto de Gobi adentro, e que passarão por Pequim e acabarão as suas férias em Hong-Kong, mesmo no final de Agosto!
Mas este ano foi um ano completamente anormal para mim... e esta anormalidade entrou-me pelas férias dentro impedindo-me de planear e marcar uma viagem complicada que não se compadece com horas de nascimento de filhos de funcionários da farmácia. A criança, entretanto nasceu e está de boa saúde, mas o pai só regressa ao seu posto de trabalho no dia 15. E lá se foram umas férias que são complicadas de planear e de fazer.
Foi por isso que eu fiquei de pés e mãos atadas não podendo planear nada e restando-me agora partir para Norte, com o A., sem a miragem de encontrar um qualquer deserto à nossa espera, acolhedor e quente, onde nos possamos sentar no topo de uma duna e, em silêncio, contemplar, e ouvir, esse mesmo silêncio.
Pois é, A., vamos para o ruído do Norte!
Pois é, A., vamos sem destino para a "civilização"!
E Paula e Eugénio, se tiverem oportunidade de ler este post numa viagem tão atribulada, aqui vos deixo beijos enormescos e desejos públicos de que tudo corra bem.
Aguardo a vossa chegada, e as vossas histórias, para ouvir quase com o entusiasmo de quem nelas participou!!!
 
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