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segunda-feira, 26 de setembro de 2016

A Bomba Calórica


Bomba Calórica - S. Gonçalo - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhaães


A Bomba Calórica



Esta sobremesa, composta de porção de queijo e porção de compota de figo, é uma bomba calórica. Vai daí, só deve ser ingerida em doses moderadas e quando o rei faz anos pelo comum dos comensais e, para os mais debilitados por maleitas que se acumulam com a idade, raios partam os colesteróis e afins!, estas sobremesas são mesmo a tentação infernal da qual se devem manter afastados como o diabo se mantém afastado da cruz.
Feita a compota de figos, dei-a hoje a experimentar à pessoa mais difícil cá de casa, o meu pai, que tem como grande referência uma fadinha do lar exímia, a minha mãe, que tudo onde tocava na cozinha virava ouro... líquido ou sólido, doce ou salgado, consoante a sua vontade, sempre sempre ouro.
Está bom de ver que eu não derivo desta sua costela, porque não gosto, porque não sei, porque me baralho toda na cozinha e sai-me tudo trocado... bom, tudo também não, estava mesmo a exagerar porque há coisas que faço até muito bem e uma dessas coisas são as compotas.
Hoje comprovei-o. O Big Boss disse-me, com ar de aprovação, que eu faço tão bem as compotas como a minha estimada e saudosa mãe as fazia.
Ou seja, hoje passei a prova dos nove e fui medalhada, pelo exigente, com distinção.

sábado, 10 de maio de 2014

Doçaria Conventual Amarantina


Doces Conventuais Amarantinos - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães 
 
Doçaria Conventual Amarantina

Quem ainda não se deixou tentar por doces de nomes lindos como Brisas do Tâmega, Papos de Anjo... ou serão de Anja?!, Bolos de S. Gonçalo, Foguetes, Lérias...  e isto para não falar da restante divinal doçaria por aqui confeccionada... não saberá, por certo, que o pecado da gula pode ser extraordinariamente cometido, e de imediato absolvido!, à conta de um qualquer docinho destes dando voltas e mais voltinhas enquanto o pecador/pecadora o degusta vagarosamente, absorvendo cada cambiante dos seus ovos maravilhosamente trabalhados, absorvendo cada cambiante dos seus açucares brancos de neve.
De fazer pecar o mais resistente... de fazer chorar por mais até as pedrinhas da calçada... quem ainda não comeu, perdeu!
Tenho dito!

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Rabanadas

Rabanadas - S. Gonçalo - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
 
Rabanadas

Adoro-as. Um dia destes cheguei a casa e tinha-as quentinhas à minha espera.
Confesso... marcharam três!

domingo, 28 de abril de 2013

Sugestão Youtube - Borkan Al Gala

Sugestão Youtube - Borkan Al Gala

Andava eu pelo youtube a pesquisar vídeos sobre o barroco quando me lembrei que hoje era o dia mundial do sorriso e lá fui à procura de um smile ajustado ao meu gosto que encontrei em três tempos... mas eis que o tubes me aparece com uma sugestão... eheheh... Borkan Al Gala... assinala-me o tubes que é um vídeo recomendado para mim.
E "prontos", se é recomendado, aqui vai ele... o Gala...


Insólito

 

Foto surripiada ao Omar... espero que ele não se importe...
 
Insólito

A cena passou-se há uns dias e deixou o mundo perplexo. Pode alguém ser expulso de um país por ser "demasiado bonito"? Pois parece que sim. Não sei se foi a primeira vez que tal aconteceu, talvez não, mas por certo foi a primeira vez que semelhante acontecimento teve repercussões mundiais ao conhecer-se a identidade de um dos homens expulsos da Arábia Saudita, aquele país sui géneris que é um poço sem fundo de moralismo e anormalidade.
Omar Borkan Al Gala, natural dos Emirados Árabes Unidos, fotógrafo, poeta e mais não sei o quê que o rapaz é cheio de atributos, foi um dos três fabulosos que, segundo o governo de Riad, deixaria o mulherio em polvorosa, quiçá em estado de transe, provocando a demência colectiva nas fêmeas sauditas perante tal visão de Adónis.
Visitei a sua página no facebook, este facebook a aproximar gente tão distante, e deparei-me com uma página inundada de comentários chegados de todo o mundo, alguns até muito engraçados... como este da Rena Valentino  - please stop posting sexy pics. Im trying to work and cannot concentrate

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Raivas

Raivas no Forno e a Crescer - S. Gonçalo - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
 
Raivas

Nem de propósito ontem à noite deu-me para fazer raivas. As raivas são uma bolachas tão fáceis de fazer que até eu as faço e faço-as a olho, uma medida de açúcar que é mais ou menos um copo, um bocado de manteiga, misturam-se bem estes dois ingredientes até incorporar a manteiga no açúcar, juntam-se três ovos inteiros batendo-os um a um, junta-se farinha e vai-se misturando tudo até a massa estar espessa e ficar agarradinha à colher de pau. Pode juntar-se canela, eu junto sempre porque a amo e uso a torto e a direito. Unta-se o tabuleiro com manteiga, polvilha-se com farinha, dispõe-se a massa em colheradas espalhadas porque elas tendem a esparramar-se com o calor e forno com elas. Quando estiverem no ponto viram-se e já está, é só comer as raivas!
Faço estas raivas amiúde. Confesso até que gosto muito de comer raivas, para além de gostar de rapar a bacia para comer a massa crua e de ficar para ali a saborear a massa, lentamente, apreciando todos os matizes do sabor da dita cuja. Digamos que sou uma lambona de raivas.
Hoje as raivas revelaram-se uma preciosa ajuda durante a intervenção do nosso querido Vítor Gaspar. Enquanto ele falava vagarosamente eu fui comendo as minhas raivas ao mesmo ritmo. Assim, tive tempo de devorar as minhas raivas todas, ai meus deuses! e acabei-lhes com o stock recentemente renovado. Resultado - Estou que nem posso... mas verdadeiramente estou que nem posso mesmo com a intervenção do nosso ministro das Finanças e não sei se estou capaz de digerir todas as medidas de agravamento, de difícil digestão. É que, de ajustamento em ajustamento, de corte em corte, de pacote restritivo em pacote restritivo... sei que estamos a cada dia mais pobres, sei que estamos a ficar cada vez mais gregos...

terça-feira, 6 de março de 2012

Orgulho

Auto-Retrato - Bruges - Bélgica
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Orgulho

Por vezes, por vezes até frequentemente, tenho motivos para me sentir orgulhosa no/do meu trabalho. E sinto. E lá cometo mais um pecado mortal daqueles que eu tanto gosto de praticar de quando em vez.
Ora leia aqui o post que desvenda o meu orgulho e que tem tudo a ver com o que escrevi aqui.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Afundaremos?


 

Alimento para Bóias - Pecado da Gula
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Afundaremos?


Pelo sim pelo não, é melhor começar a tratar das bóias...

terça-feira, 21 de junho de 2011

Enigma


Manif de 30 de Maio de 2009 - Baixa Pombalina - Lisboa
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Enigma

Quero aqui deixar muito claro que este post é para ser meio enigmático.
Desejo só que, para o próximo ano lectivo, quem o motivou tenha as piores turmas possíveis dos anos que lecciona e que os seus alunos tenham de ir fazer exame de final de ciclo, que para o caso não interessa qual é, e que é só para que, a pessoa em causa, possa ver como elas mordem.
Pois é. Por vezes não resisto e cometo uns pecados mortais.
E assumo-os... o que não deixa de ter a sua piada!

domingo, 2 de janeiro de 2011

Pecado Mortal - Orgulho


Auto-Retrato Sobre Zeligges - Fez - Marrocos
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Pecado Mortal - Orgulho

Confesso que cometo alguns e já aqui falei do pecado da gula, sem qualquer sombra de arrependimento. E também falei aqui. E continuei sem sombra de arrependimento. E como esquecer este aqui?
Por vezes cometo outros, listados pela Igreja Católica, no lote dos pecados mortais. O pecado do Orgulho cometi-o hoje, ao ler as palavras generosas do Ramiro Marques no seu Profblog e que me são dirigidas a mim e ao meu blogue homónimo.
Confesso que o meu orgulho é peculiar. Não é aquele orgulho bacoco do olha para mim, aqui estou eu, a sabichona cá do sítio, eu é que sei e sou boa, mas antes o orgulho de quem olha para trás e vê um trabalho realizado do qual não me envergonho de todo, enérgico, decidido e honesto, tal e qual eu, um trabalho partilhado porque não há Avaliação de Desempenho Docente que me faça abdicar dos valores que escolhi para mim e defendo com unhas e dentes.
O orgulho que sinto faz-me aumentar a responsabilidade pelo trabalho a desempenhar neste ano mal iniciado que, espero, será melhor do que o já desempenhado durante este ano que ainda agora findou. Apesar das tormentas que se avizinham e das núvens super carregadas e pretas que se avistam no horizonte.
Haja saúde. Física e mental. Haja zeligges coloridos e espampanantes para nos amparar a sombra e acompanhar na caminhada que se perspectiva difícil.
Muito obrigada Ramiro Marques.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Doçaria de Natal




Doçaria de Natal - ESA - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Doçaria de Natal

Antecipando a quadra que se avizinha, partilho com os meus leitores o meu pecado mortal, já assumido neste blogue, da gula.
Estas são as fotografias de algumas iguarias confeccionadas pelos meus Empregados de Mesa que têm direito a postagem específica.
Provei de tudo... ai ai ai... e tudo estava óptimo.
Gostei particularmente das rabanadas com molho e aconselhei-as a toda a gente que comigo se cruzou, porque me pareceram simplesmente divinais.
Manhã para não repetir com frequência, sob pena de crescer para os lados em ritmo acelerado!

domingo, 6 de julho de 2008

Bóias








Pecados - Iguarias - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Bóias

Este fim-de-semana foi perfeitamente desgraçado para a minha boa forma física.
Festa de aniversário da minha sobrinha Cláudia, que comemorou já 23 anos, e da minha sobrinha Mel, que se tornou trintona! Até a ela lhe custa acreditar como o tempo passou depressa! Ontem uma miudita, hoje uma futura mãe, barriguda, quase a dar à luz!

E como resistir a iguarias por todo o lado, eu que sofro do pecado da gula?
Pois é claro... é que nem me esforcei!
Vai daí, estou que nem posso, com bóias aumentadas que só me poderão trazer uma vantagem. Se cair ao rio Tâmega não precisarei de nadar. Flutuarei automaticamente à custa das minhas bóias!
Assim sendo é caso para perguntar...
Bóias?
Mas é claro que bóias!
Nota - Bom poder regressar ao meu frigorífico, sem tentações de qualquer espécie, depois de dois dias de ausência.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Ainda a Tal de Overdose


Dióspiros - S. Gonçalo - Amarante - Portugal
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Ainda a Tal de Overdose

Sim, continuo a correr sérios riscos de sofrer a tal de overdose de dióspiros. É que eles estavam mesmo a acabar, mas eis que o Helder me larga, literalmente, aqui na entrada, mais uma sacada deles, lindos e gloriosos, cor-de-laranja forte, mesmo mesmo da cor da moda, agora que outras cores estão a ficar cada vez mais demodés!
Eu até podia assumir a minha culpa, no caso da tal de overdose acontecer... mas não, decididamente, não, não tenho nada a ver com este filme. Como é que eu consigo resistir aos dióspiros, a rirem-se para mim, sempre que entro na cozinha?!
Por isso, menino Helder, se eu tiver a tal de overdose, a culpa é mesmo tua pois o meu pai também já não tem nada a ver com este filme.

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Overdose



Dióspiros - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Overdose

A Joana saiu-se com esta graçola/ameaça/certeza este fim-de-semana. Vendo-me a comer dióspiros pela milésima vez, decretou alto e bom som "Vais ter uma overdose de dióspiros".
E eu estou com um palpite que a profecia da Joana tem boas pernas para andar e para se concretizar. É que continuo a comer vários ao dia, bem regados e temperados com canela.
Deliciosos. Simplesmente deliciosos.
Agora para variar um pouco, alterno com dióspiros maçã que, muito embora não sejam de fazer perder a cabeça como os originais, são um fruto bastante interessante e saboroso. Alterno... alterno???!!!
Não, de facto não alterno. Permaneço. Permaneço fiel aos dióspiros, até que estes acabem nas árvores, arriscando mesmo a tal de overdose!

domingo, 4 de novembro de 2007

Dióspiros



Dióspiros - Amarante - Portugal
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Dióspiros

O sabor dos dióspiros foi completamente ignorado pela minha pessoa durante quase toda a minha já longa vida.
Presumo que algures na minha infância terei experimentado um dióspiro verde. E digo presumo porque não guardo lembranças da coisa... só sei que durante anos consecutivos olhei para eles com um olhar de repugnância impossível de disfarçar. Até sentia um amargor na boca só de olhar para eles. E sentia repugnância e espanto por ver a minha mãe, a cada ano que passava, comer deliciada este fruto que esteticamente sempre considerei bonito, mas sobre o qual não conseguia sequer conceber a ideia de o poder vir a experimentar.
E assim se foi passando o tempo.
Há cerca de dois anos resolvi vencer esta repugnância inexplicável face a um fruto que continuava a achar belíssimo, principalmente pela cor, laranja forte, com um pingo de sangue, e experimentei.
E dei comigo a pensar como foi possível ter perdido, ano após ano, este manjar dos deuses que me faz lembrar, pelo efeito que tem sobre mim, os Mille Feuilles da Patisserie du Sud de Ouarzazate?! Mas como foi possível ignorar completamente este sabor único e irrepetível e esta textura um pouco gelatinosa que se vai desfazendo lentamente na boca?!
Agora é ver-me a comer dióspiros atrás de dióspiros, geladinhos e bem regados com canela.
É a fruta que me tira completamente do sério porque é de ficar a lamber os beiços, deliciada.

É a fruta que me tira completamente do sério porque é de comer e chorar por mais.

quarta-feira, 18 de abril de 2007

Mille Feuille



Pâtisserie du Sud - Mille Feuille - Ouarzazate - Marrocos
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Mille Feuille

Estes são os bolos que me tiram do sério, e me fazem perder a cabeça, no meio das iguarias da Pâtisserie du Sud, em Ouarzazate, Marrocos. Uma pastelaria de aspecto manhoso que não deveria assustar ninguém. O que está lá dentro guardado é uma beleza para o paladar!
Comecemos pelo nome poético de Mille Feuille que, traduzido para português, significa Mil Folhas. O nome remete-nos imediatamente para a literatura e para o sentido dúbio das palavras. Tal como um livro, o Mil Folhas devora-se lentamente, saboreando cada nuance de gosto e sabor, saboreando o creme leitoso e doce a misturar-se com a massa folhada mais fina e estaladiça que já experimentei. Tal como um livro, o Mil Folhas é um doce para os sentidos e temos que saber interpretar as suas texturas subtis e os seus múltiplos significados.
Depois o aspecto visual do Mil Folhas que nos remete para mil lençóis (ou ainda mil folhas), cobertos por uma única manta (ou capa), que é a sua cobertura de açúcar muito fino, regado com uns fios finos de chocolate. "Suffisant", ou melhor ainda, "Parfait".
Os Mille Feuille da Pâtisserie du Sud, em Ouarzazate, acabam connosco, fazem-nos perder a cabeça, e acabamos descompostos, no meio da rua, a lamber os beiços e as pontas dos dedos...e a chorar por mais!
 
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