Justin Bieber e as Faltas Injustificadas das Alunas
É compreensível ter lugares vazios nas salas de aulas das escolas deste país, na minha, por exemplo, ainda hoje, porque a/as aluna/s foram ao concerto de um tal Justin Bieber?
Presumo que não terão fugido de casa dos pais... é compreensível?
Sorry, para mim não!
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quarta-feira, 13 de março de 2013
terça-feira, 29 de maio de 2012
O Rato de Esgoto Volta a Atacar
O Rato de Esgoto Volta a Atacar
O rato de esgoto voltou a atacar, agora no blogue "História 7º Ano" onde eu jamais publicaria um comentário deste teor dado que o blogue em causa se destina unicamente aos meus alunos de 7º ano e eles não têm de se preocupar com semelhante... como lhe chamar... opinião fundamentada?
No Anabela Magalhães sim, cá vem ele para o corpo do blogue
Quanto ao História 7º Ano... temos penas... lá foi ele para SPAM... apenas porque é mesmo de lixo que se trata.
E aqui está ele! História é uma grande MERDA!!! em 14ª Aula - Grécia - Território, Economia e Sociedade | Anónimo | às 12:31 |
Inacreditável
Inacreditável
"Dois homens completamente nus, um a comer a cara do outro, não será o tipo de coisa que se espera encontrar na rua, em pleno dia. Mas foi o que viram as pessoas que passavam num dos cruzamentos mais movimentados de Miami. A polícia chegou, ordenou ao canibal que parasse. Como ele continuou a refeição, dispararam. O homem ainda deu mais umas dentadas antes de parar. Com cinco ou seis balas no corpo, não teve outro remédio. Ele morreu, o outro está em estado crítico no hospital, com o rosto desfigurado. A história, que se passou no sábado, ainda não está explicada, mas terá a ver com uma "psicose da cocaína" que fará as pessoas ficarem muito quentes. E pelos vistos, esfomeadas."
Daqui.
"Dois homens completamente nus, um a comer a cara do outro, não será o tipo de coisa que se espera encontrar na rua, em pleno dia. Mas foi o que viram as pessoas que passavam num dos cruzamentos mais movimentados de Miami. A polícia chegou, ordenou ao canibal que parasse. Como ele continuou a refeição, dispararam. O homem ainda deu mais umas dentadas antes de parar. Com cinco ou seis balas no corpo, não teve outro remédio. Ele morreu, o outro está em estado crítico no hospital, com o rosto desfigurado. A história, que se passou no sábado, ainda não está explicada, mas terá a ver com uma "psicose da cocaína" que fará as pessoas ficarem muito quentes. E pelos vistos, esfomeadas."
Daqui.
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Nojo
Nojo
Confesso que foi com estupefacção e nojo que li este artigo. Há homens na Indonésia que usam orangotangos fêmea como prostitutas?!!!
Adenda - Confesso que me faltaram as palavras para comentar a aberração. A Lelé, do Pérola da Cultura, foi mais generosa e classificou melhor o nojo.
Assine a petição.
Confesso que foi com estupefacção e nojo que li este artigo. Há homens na Indonésia que usam orangotangos fêmea como prostitutas?!!!
Adenda - Confesso que me faltaram as palavras para comentar a aberração. A Lelé, do Pérola da Cultura, foi mais generosa e classificou melhor o nojo.
Assine a petição.
sábado, 10 de março de 2012
Kony 2012 e as Crianças Invisíveis do Uganda
Kony 2012 e as Crianças Invisíveis do Uganda
Conhecia o problema das crianças invisíveis do Uganda sem ter fixado o nome do crápula.
Mas já não o esqueço. Kony tem o destino marcado. Espero que não escape ao seu encontro.
Leia a notícia no Público e consulte os links a vermelho para mais informações.
http://www.kony2012.com/get_the_kit.html
Visit: http://kony2012.com
Donate to Invisible Children: https://stayclassy.org/checkout/set-donation?eid=14711
For info on Invisible Children: http://invisiblechildren.com
Conhecia o problema das crianças invisíveis do Uganda sem ter fixado o nome do crápula.
Mas já não o esqueço. Kony tem o destino marcado. Espero que não escape ao seu encontro.
Leia a notícia no Público e consulte os links a vermelho para mais informações.
http://www.kony2012.com/get_the_kit.html
Visit: http://kony2012.com
Donate to Invisible Children: https://stayclassy.org/checkout/set-donation?eid=14711
For info on Invisible Children: http://invisiblechildren.com
terça-feira, 6 de março de 2012
Denúncia
Denúncia
Pela Síria, a carnificina aprofunda-se com requintes de malvadez.
Quem pára a besta?
Porque uma coisa é certa, a besta vai parar, quer queira quer não, mais cedo ou mais tarde.
Pela Síria, a carnificina aprofunda-se com requintes de malvadez.
Quem pára a besta?
Porque uma coisa é certa, a besta vai parar, quer queira quer não, mais cedo ou mais tarde.
domingo, 28 de agosto de 2011
Concursos à Medida
Concursos à Medida
Os exemplos dos concursos à medida, à medida de quem contrata e à medida de quem se pretende contratar, abundam e têm sido denunciados pelo Ricardo Montes, do blogue Professores Lusos.
A notícia chegou agora ao DN. Leia aqui.
Os exemplos dos concursos à medida, à medida de quem contrata e à medida de quem se pretende contratar, abundam e têm sido denunciados pelo Ricardo Montes, do blogue Professores Lusos.
A notícia chegou agora ao DN. Leia aqui.
sexta-feira, 19 de agosto de 2011
Adoro Este tipo de Funcionário Público
Adoro Este Tipo de Funcionário Público
Ou, para ser mais concreta, esta Tipa. E passo a explicar.
A história que vou relatar passou-se hoje, na Loja do Cidadão das Antas, secção passaportes.
Senha tirada, eis que nos chamam quase de imediato.
A funcionária pública estava por certo tolinha. Tinha espalhado o conteúdo de um porta lápis enormesco, repleto de cheio de canetas das mais variadas cores, clipes e agrafos e separava tudinho na maior das calmas como se não houvesse qualquer clientela à vista. Lápis para aqui, clipes para acolá, agrafos para acoli, tudo a ficar arrumadinho, a molhada dos lápis primeiro, e lá vai ela de novo, a molhada, já separadinha, para dentro do dito cujo porta-lápis. E lá volta a Tipa de Funcionária Pública aos montinhos dos clipes e dos agrafos... e eu com uma cara já capaz de a comer viva e a lançar-lhe faíscas pelos olhos disfarçados pelos meus óculos de sol não tirados... e lá continua ela nestes preparos... Alôoooooooooo! Estamos aquiiiiiiiii! Olha! Olha! E eis que se lembra de nós, levanta a cabeça, olha de baixo para cima e lança um "Desculpem! É só..." Sim, é sóoo?! É sóooo, o quê?! Eeee...? E lá volta ela aos molhinhos emaranhados de clipes e agrafos. E continua nestes preparos, observados atentamente por mim, incrédula à frente dela e a fazer uso da minha maior contenção.
E nos entretantos... Aleluia! Aleluia! A Tipa de Funcionária lembrou-se da clientela que a olhava entre o atónito e a fúria contidíssima e decide começar o atendimento. Papéis para aqui, papéis para ali... e continuava a lançar olhares investigadores para os seus queridos montinhos de clipes e agrafos só parcialmente separados. Espeta os dedos inquisidores no montinho dos clipes e... Ops! Não é que descobre mais uns quantos agrafos disfarçados no montinho dos clipes?! Separa-os. Levanta a cabeça e esboça quase um sorriso rápido e volta à cara de pau de Tipa de Funcionária Pública.
Acaba o atendimento ainda a lançar olhares inquisidores aos montinhos de clipes e agrafos que pareciam berrar por ela.
Felizmente a seguir a nós não estava ninguém. A Tipa de Funcionária Pública teria tempo para acabar a arrumação do seu material.
Ou, para ser mais concreta, esta Tipa. E passo a explicar.
A história que vou relatar passou-se hoje, na Loja do Cidadão das Antas, secção passaportes.
Senha tirada, eis que nos chamam quase de imediato.
A funcionária pública estava por certo tolinha. Tinha espalhado o conteúdo de um porta lápis enormesco, repleto de cheio de canetas das mais variadas cores, clipes e agrafos e separava tudinho na maior das calmas como se não houvesse qualquer clientela à vista. Lápis para aqui, clipes para acolá, agrafos para acoli, tudo a ficar arrumadinho, a molhada dos lápis primeiro, e lá vai ela de novo, a molhada, já separadinha, para dentro do dito cujo porta-lápis. E lá volta a Tipa de Funcionária Pública aos montinhos dos clipes e dos agrafos... e eu com uma cara já capaz de a comer viva e a lançar-lhe faíscas pelos olhos disfarçados pelos meus óculos de sol não tirados... e lá continua ela nestes preparos... Alôoooooooooo! Estamos aquiiiiiiiii! Olha! Olha! E eis que se lembra de nós, levanta a cabeça, olha de baixo para cima e lança um "Desculpem! É só..." Sim, é sóoo?! É sóooo, o quê?! Eeee...? E lá volta ela aos molhinhos emaranhados de clipes e agrafos. E continua nestes preparos, observados atentamente por mim, incrédula à frente dela e a fazer uso da minha maior contenção.
E nos entretantos... Aleluia! Aleluia! A Tipa de Funcionária lembrou-se da clientela que a olhava entre o atónito e a fúria contidíssima e decide começar o atendimento. Papéis para aqui, papéis para ali... e continuava a lançar olhares investigadores para os seus queridos montinhos de clipes e agrafos só parcialmente separados. Espeta os dedos inquisidores no montinho dos clipes e... Ops! Não é que descobre mais uns quantos agrafos disfarçados no montinho dos clipes?! Separa-os. Levanta a cabeça e esboça quase um sorriso rápido e volta à cara de pau de Tipa de Funcionária Pública.
Acaba o atendimento ainda a lançar olhares inquisidores aos montinhos de clipes e agrafos que pareciam berrar por ela.
Felizmente a seguir a nós não estava ninguém. A Tipa de Funcionária Pública teria tempo para acabar a arrumação do seu material.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
sexta-feira, 11 de março de 2011
Sismo e Maremoto - Japão
Sismo e Maremoto - Japão
Acordei com o relato desta tragédia. A Terra parece furibunda com o Homem e volta e meia encarrega-se de o reduzir à sua insignificância. Pelas imagens que nos vão chegando vemos que o número de mortos e feridos será elevado. Apesar de todos os cuidados construtivos, e os japoneses nisto, como em muitas outras coisas, não brincam em serviço, uma central nuclear está em risco, uma refinaria está a arder e uma barragem cedeu. Impossível não pensar na Barragem de Fridão que esta porcaria deste governo está apostado em construir, qual guilhotina sobre a cabeça de todos os Amarantinos.
Temos 9 minutos para evacuar a Cidade antes da chegada da onda gigante que engolirá todo o Centro Histórico, não é assim? Nem no Japão tal seria possível, que fará por estas bandas desorganizadas.
Por isso teremos 9 minutos até sermos todos engolidos em caso de catástrofe semelhante a esta.
E porra! Impossível não pensar que os tipos se preparam para a construir num vale de fractura!
Sim, bem sei, em caso de catástrofe a onda não chegará aos gabinetes de quem toma estas decisões. Infelizmente.
Acordei com o relato desta tragédia. A Terra parece furibunda com o Homem e volta e meia encarrega-se de o reduzir à sua insignificância. Pelas imagens que nos vão chegando vemos que o número de mortos e feridos será elevado. Apesar de todos os cuidados construtivos, e os japoneses nisto, como em muitas outras coisas, não brincam em serviço, uma central nuclear está em risco, uma refinaria está a arder e uma barragem cedeu. Impossível não pensar na Barragem de Fridão que esta porcaria deste governo está apostado em construir, qual guilhotina sobre a cabeça de todos os Amarantinos.
Temos 9 minutos para evacuar a Cidade antes da chegada da onda gigante que engolirá todo o Centro Histórico, não é assim? Nem no Japão tal seria possível, que fará por estas bandas desorganizadas.
Por isso teremos 9 minutos até sermos todos engolidos em caso de catástrofe semelhante a esta.
E porra! Impossível não pensar que os tipos se preparam para a construir num vale de fractura!
Sim, bem sei, em caso de catástrofe a onda não chegará aos gabinetes de quem toma estas decisões. Infelizmente.
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
domingo, 23 de janeiro de 2011
quarta-feira, 24 de março de 2010
"Medo na Escola"
"Medo na Escola"
Para quem não viu. Para quem quer rever.
Para não esquecer que o medo por vezes reina dentro das escolas portuguesas.
Para quem não viu. Para quem quer rever.
Para não esquecer que o medo por vezes reina dentro das escolas portuguesas.
sábado, 6 de março de 2010
Escutas e Pedofilia
Escutas e Pedofilia
A pedofilia, crime asqueroso praticado por maiores sobre menores indefesos, parece que medra a olhos vistos dentro da igreja católica. Os casos chegam-nos dos Estados Unidos da América, da Irlanda, da Alemanha, do Vaticano.
Nojeira de mundo este, onde quase nada é o que parece ser, onde a teoria não tem nada a ver com a prática de gente que, proclamando o bem, pratica o mal.
"O Vaticano despediu o corista nigeriano Chinedu Thomas Ehim, de 40 anos, depois de descobrir que chefiava uma rede de prostituição masculina na Santa Sé envolvendo seminaristas e imigrantes clandestinos. Ehim foi apanhado em escutas a Angelo Balducci, responsável das Obras Públicas do Vaticano, já afastado por envolvimento num escândalo de corrupção.
Em algumas escutas, Ehim descreve a Balducci as características dos prostitutos. Numa delas, o cliente pergunta ao corista, a propósito de um deles: "A que horas tem de voltar para o seminário?"
Daqui.
A pedofilia, crime asqueroso praticado por maiores sobre menores indefesos, parece que medra a olhos vistos dentro da igreja católica. Os casos chegam-nos dos Estados Unidos da América, da Irlanda, da Alemanha, do Vaticano.
Nojeira de mundo este, onde quase nada é o que parece ser, onde a teoria não tem nada a ver com a prática de gente que, proclamando o bem, pratica o mal.
"O Vaticano despediu o corista nigeriano Chinedu Thomas Ehim, de 40 anos, depois de descobrir que chefiava uma rede de prostituição masculina na Santa Sé envolvendo seminaristas e imigrantes clandestinos. Ehim foi apanhado em escutas a Angelo Balducci, responsável das Obras Públicas do Vaticano, já afastado por envolvimento num escândalo de corrupção.
Em algumas escutas, Ehim descreve a Balducci as características dos prostitutos. Numa delas, o cliente pergunta ao corista, a propósito de um deles: "A que horas tem de voltar para o seminário?"
Daqui.
domingo, 6 de dezembro de 2009
Linha do Sabor
Linha do Sabor
A memória triste da Linha do Sabor
Pagamos caro o preço de não nos deslocarmos definitivamente para Lisboa, aquela cidade luminosa lá do Sul que mais parece um sugadouro nos dias que correm, por culpa dos políticos deslumbrados que por lá se fixaram um dia renegando por completo as suas origens, a sua interioridade.
Pois nós continuamos por aqui, pelo interior moribundo e triste. E lutamos. Agora também contra ELES!
Vertentes do pastoreio:
"Nas margens do Sabor
a rosa ousa
do incessante
vaivém o rubor."
(Sonhadas Palavras)
Ângelo Ôchoa
A memória triste da Linha do Sabor
Pagamos caro o preço de não nos deslocarmos definitivamente para Lisboa, aquela cidade luminosa lá do Sul que mais parece um sugadouro nos dias que correm, por culpa dos políticos deslumbrados que por lá se fixaram um dia renegando por completo as suas origens, a sua interioridade.
Pois nós continuamos por aqui, pelo interior moribundo e triste. E lutamos. Agora também contra ELES!
Vertentes do pastoreio:
"Nas margens do Sabor
a rosa ousa
do incessante
vaivém o rubor."
(Sonhadas Palavras)
Ângelo Ôchoa
domingo, 6 de setembro de 2009
"Os Destroços de Um Rio"
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães
"Os Destroços de Um Rio"
Hoje decidi olhar, ver e fotografar, de perto, a agonia do meu rio. A agonia que já consigo percepcionar de casa, ao longe, através dos vidros das minhas janelas, vendo o verde pastoso e quase florescente agarrado às margens mesmo a jusante da Açude dos Morleiros.
Hoje desci ao meu rio e vi o que jamais gostaria de ter visto e cheirei o cheiro pestilento e fétido que jamais gostaria de ter cheirado. Entre o espantada, o incrédula e o aterrada vi e cheirei o meu Tâmega agonizando, num silêncio penoso, aterrador e fantasmagórico, perante a absoluta indiferença das autoridades locais e nacionais.
Onde estão as autoridades do meu país?
Hoje decidi olhar, ver e fotografar, de perto, a agonia do meu rio. A agonia que já consigo percepcionar de casa, ao longe, através dos vidros das minhas janelas, vendo o verde pastoso e quase florescente agarrado às margens mesmo a jusante da Açude dos Morleiros.
Hoje desci ao meu rio e vi o que jamais gostaria de ter visto e cheirei o cheiro pestilento e fétido que jamais gostaria de ter cheirado. Entre o espantada, o incrédula e o aterrada vi e cheirei o meu Tâmega agonizando, num silêncio penoso, aterrador e fantasmagórico, perante a absoluta indiferença das autoridades locais e nacionais.
Onde estão as autoridades do meu país?
Onde estão as autoridades que têm responsabilidades nos sectores das águas e do ambiente, perante este crime que se perpetua no tempo, agravando-se a cada dia que passa?
Onde estão os órgãos de comunicação social do meu país cumprindo a sua função de denunciar e informar?
Onde estão os ambientalistas? Onde estão os ambientalistas?
Onde estão os órgãos de comunicação social do meu país cumprindo a sua função de denunciar e informar?
Onde estão os ambientalistas? Onde estão os ambientalistas?
Dormem?
A que interesses se deve esta "barragem de silêncio nacional" sobre um assunto tão grave quanto este?
E que país é este que, sem punição, em pleno século XXI e em plena Europa, se dá ao desplante, à lata, à irresponsabilidade, ao crime de ter no seu território um rio Tâmega neste estado caótico, moribundo, agonizante?
Já não é a primeira vez que denuncio este problema, gravíssimo, que atinge a minha região e não será a última.
A que interesses se deve esta "barragem de silêncio nacional" sobre um assunto tão grave quanto este?
E que país é este que, sem punição, em pleno século XXI e em plena Europa, se dá ao desplante, à lata, à irresponsabilidade, ao crime de ter no seu território um rio Tâmega neste estado caótico, moribundo, agonizante?
Já não é a primeira vez que denuncio este problema, gravíssimo, que atinge a minha região e não será a última.
Hoje volto à denúncia pedindo aos amarantinos que se desloquem ao rio.
Cheirem o rio pestilento e nauseabundo. Vejam o rio pastoso e moribundo. Garanto-vos que é bem diferente ver in loco ou ver aqui em fotografia. Não calem esta situação. Denunciem.
E peço aos bloggers que por aqui passarem que me ajudem igualmente na denúncia deste escândalo incompreensivelmente silenciado.
E termino com um post escrito no Plenacidadania, da autoria do meu irmão, José Emanuel Queirós, incansável amante e defensor de Amarante.
"O Tâmega – que já foi rio às portas de Amarante – agoniza a reserva de água na «zona sensível» (Decreto-Lei n.º 152/97, de 19 de Junho) da albufeira do Torrão, pela carga de nutrientes que lhe é vertida no leito.
Desde há muitos anos, em toda a extensão da albufeira criada pela Barragem do Torrão (Alpendorada - Marco de Canaveses), a prolífica cultura de algas azuis dá um colorido endémico muito verde, intensamente pastoso e pestilento às águas, imediatamente a jusante da cidade de Amarante. As suas margens, classificadas de «domínio público hídrico», outrora debruadas de areias douradas são agora pântanos de lodos negros, fétidos e nojentos onde se acumulam pastas verdes, sobras marginais de todo o tipo, lixos e latas, testemunhos de uma deplorável morbidez planetária que a civilização insustentável alcançou em terras amarantinas e o Estado consente.
E termino com um post escrito no Plenacidadania, da autoria do meu irmão, José Emanuel Queirós, incansável amante e defensor de Amarante.
"O Tâmega – que já foi rio às portas de Amarante – agoniza a reserva de água na «zona sensível» (Decreto-Lei n.º 152/97, de 19 de Junho) da albufeira do Torrão, pela carga de nutrientes que lhe é vertida no leito.
Desde há muitos anos, em toda a extensão da albufeira criada pela Barragem do Torrão (Alpendorada - Marco de Canaveses), a prolífica cultura de algas azuis dá um colorido endémico muito verde, intensamente pastoso e pestilento às águas, imediatamente a jusante da cidade de Amarante. As suas margens, classificadas de «domínio público hídrico», outrora debruadas de areias douradas são agora pântanos de lodos negros, fétidos e nojentos onde se acumulam pastas verdes, sobras marginais de todo o tipo, lixos e latas, testemunhos de uma deplorável morbidez planetária que a civilização insustentável alcançou em terras amarantinas e o Estado consente.
O rio é vital para o concelho e a região, onde a cidade alivia os efluentes que poderiam afogar a obsoleta ETAR de Amarante, pronta a ser desmantelada e substituída há vários anos – concluída e inaugurada apenas há 10 (Fev.1999) com «equipamentos de última geração vindos expressamente de Inglaterra».
Mas, se a qualidade das águas correntes são o sangue da Terra, se Portugal é um Estado de Direito na Europa da União, e se a lei preconiza o «desenvolvimento sustentável» e «um uso eficiente, racional e parcimonioso deste recurso» (Resolução do Conselho de Ministros n.º 113/2005, de 30 de Junho), de que vale que estejamos em plena «zona protegida» (Lei n.º 58/2005, de 29 de Dezembro (alínea jjj) - artigo 4.º) e em domínio de «ecossistema a recuperar» (Decreto Regulamentar n.º 19/2001, de 10 de Dezembro (alínea n) - Parte VI)?
Perante o papel ausente do Ministro deste Ambiente, do Presidente do Instituto da Água (Autoridade Nacional da Água) e da Administração Regional Hidrográfica, na gestão dos recursos hídricos e na função de garante do bom estado da qualidade das águas, ficamos com os destroços compósitos do Tâmega que durante milénios, até aos nossos dias, teve apenas água (H2O) na sua genuína composição fisico-química.
E perante a falaciosa campanha publicitária da EDP/Governo, para que não subsista a dúvida sobre o go(n)zo barragista para que todos fomos convocados pelo canto da água e pelo sofisma das 'energias renováveis', em Agosto de 2009, já sem rio na secção terminal do seu curso entre Amarante e o Marco de Canavezes, temos visíveis no espelho da albufeira os resultados do represamento das águas do Tâmega na Barragem do Torrão."
José Emanuel Queirós
Mas, se a qualidade das águas correntes são o sangue da Terra, se Portugal é um Estado de Direito na Europa da União, e se a lei preconiza o «desenvolvimento sustentável» e «um uso eficiente, racional e parcimonioso deste recurso» (Resolução do Conselho de Ministros n.º 113/2005, de 30 de Junho), de que vale que estejamos em plena «zona protegida» (Lei n.º 58/2005, de 29 de Dezembro (alínea jjj) - artigo 4.º) e em domínio de «ecossistema a recuperar» (Decreto Regulamentar n.º 19/2001, de 10 de Dezembro (alínea n) - Parte VI)?
Perante o papel ausente do Ministro deste Ambiente, do Presidente do Instituto da Água (Autoridade Nacional da Água) e da Administração Regional Hidrográfica, na gestão dos recursos hídricos e na função de garante do bom estado da qualidade das águas, ficamos com os destroços compósitos do Tâmega que durante milénios, até aos nossos dias, teve apenas água (H2O) na sua genuína composição fisico-química.
E perante a falaciosa campanha publicitária da EDP/Governo, para que não subsista a dúvida sobre o go(n)zo barragista para que todos fomos convocados pelo canto da água e pelo sofisma das 'energias renováveis', em Agosto de 2009, já sem rio na secção terminal do seu curso entre Amarante e o Marco de Canavezes, temos visíveis no espelho da albufeira os resultados do represamento das águas do Tâmega na Barragem do Torrão."
José Emanuel Queirós
quarta-feira, 21 de maio de 2008
hugo.mon@clix.pt Alguém conhece este rato?
hugo.mon@clix.pt Alguém conhece este rato?
As minhas últimas postagens são dedicadas a este rato de esgoto que me entrou anonimamente no meu e-mail deixando-me uma mensagem que é um insulto à minha inteligência e à inteligência dos meus alunos.
Eu levo a actividade docente muito a sério. Com empenhamento, muito trabalho, muito prazer, bastante sentido de humor. Presumo que isto não seja novidade para ninguém que me conheça, mas que me conheça de facto. Eu e os meus alunos trabalhamos em equipe, jamais de costas voltadas. Eu não lhes abro as bocas à força para lhes impingir o que quer que seja. Gosto que eles gostem das minhas aulas. Gosto de os pôr a pensar. Gosto que eles me questionem e desafiem. Gosto de os questionar e desafiar.
Pois este rato enviou-me uma mensagem que me deixou de olhos rasos de água... por ver a facilidade e o desplante com que "alguém" se arroga do direito de arrasar um trabalho que não conhece. Foi o pior ataque que recebi até hoje. Porque pela calada da noite. Porque abaixo do nível do esgoto. Ataca-me pessoal e profissionalmente e não assina os seus textos. É triste. Foi preciso quase chegar aos 50 anos para receber pela primeira vez na minha vida uma mensagem anónima. É caso para dizer que perdi a virgindade... é caso para dizer que dadas as circunstâncias preferia continuar virgem.
Presumo que o rato, quase de certeza do sexo masculino e um amarantino no seu melhor, não teve a inteligência suficiente para alterar o seu endereço de correio electrónico.
Assim sendo, o endereço do rato é hugo.mon@clix.pt
Agradeço que se alguém reconhecer este indivíduo entre em contacto comigo. Quero poder olhá-lo nos olhos e com o olhar dizer-lhe que sei quem ele é. E que ele não passa de um rato. De esgoto.
Posto isto passo a postar o lixo deste senhor. Hoje posto a primeira parte da novela de muito mau gosto.
14-05-2008
"Exª Professora Anabela Matias,
Prmeiro que tudo quero dizer-lhe que o seu trabalho relativo às apresentações Power Point sobre os conteúdos da disciplina de História é vergonhoso. Se é dessa forma que ensina os seus alunos, então, o melhor será demitir-se e dedicar-se a uma actividade como Coveira, pois assim não corremos o risco de prejudicar a formação de seres vivos. Então como professora de História é dessa forma que estrutura as suas aulas? Acha que é dessa forma que vai despertar o gosto pela disciplina? Como pretende com esses Power Point primários estimular a criatividade e espiríto crítico aos alunos? Mais, onde está a diversidade de recursos utilizados nas suas aulas? Pelo amor a Clio, pare com essa vergonha e deixe de contaminar o ensino da História, uma ciência de grande valor. Para não falar em muitos e graves erros científicos nessas apresentações.
E como se não bastasse, ainda, vem com um tom de superioridade informar que muitas famílias pedem que coloque um fundo branco nas suas apresentações. Como se não soubessemos as palavras passe para abrir essas apresentações? Em que mundo vive?
O que muitas familías pedem é que pare de publicar essas apresentações vergonhosas para que não estrague o ensino da História.
Sem mais,
obrigado.
(A minha resposta educada e paciente)
Hugo
Podia ter evitado o Exª.
Podia igualmente ter evitado o tom sobranceiro com que entrou em contacto comigo.
Podia ter evitado a crítica destrutiva.
Perante isto eu podia nem lhe responder, mas vou fazê-lo prestando-lhe alguns esclarecimentos sobre a minha actividade lectiva.
Ponto um
A partir das minhas apresentações em Powerpoint, ou de outras quaisquer apresentações, posso dar uma aula miserável ou excelente. O Hugo também o pode fazer, partindo do princípio de que é professor. E o mesmo pode acontecer com recurso a um texto, uma música, um esquema, um cartaz, uma fotografia, um gráfico ou o que quer que seja, já que não é o recurso ou recursos utilizados que determinam a qualidade da aula, mas sim a abordagem desses mesmos recursos/ferramentas.
Se pensa que eu vou para as minhas aulas ler os meus Powerpoints asseguro-lhe que está completamente enganado. Eu jamais li Powerpoints, jamais lerei Powerpoints.
Todos os meus alunos de 9º ano adquiriram já esta competência da leitura.
Considero pois abusiva a extrapolação que faz a partir das minhas apresentações em Powerpoint e considero-a superficial e medíocre. O Hugo jamais assistiu a uma aula minha, não pode pois avaliar e pronunciar-se sobre uma coisa que desconhece em absoluto.
Ponto dois
Quanto ao gosto pela disciplina eu não acho que o estimulo. Eu tenho a certeza que estimulo o gosto pela História e a certeza vem-me dos depoimentos dos meus alunos que são todos no mesmo sentido, sem excepção. "Achava a disciplina de História uma seca"; "História tornou-se mesmo a minha disciplina preferida"; "Adoro História"; "A professora dá umas aulas muito bonitas"; "Gosto das aulas de História porque elas são interactivas". São palavras dos principais actores do ensino/aprendizagem - são palavras dos meus alunos. Não são palavras minhas.
Tenho ainda a certeza que estimulo o gosto pela História pelos olhos a brilhar de entusiasmo que vejo, amiúde, dentro da sala de aula e pela colaboração e resposta entusiasmada que, por norma, obtenho junto dos meus alunos.
Tenho a certeza que estimulo o gosto pela História pelos trabalhos de pesquisa que os meus alunos a cada passo me apresentam, sobre este ou aquele tema do seu interesse, mesmo quando não correspondem a uma prévia solicitação minha.
Tenho ainda a certeza que estimulo o gosto pela História pelo facto de ter alunos de 9º ano a ler, com gosto, a História de Portugal do Matoso.
Tenho a certeza que estimulo este gosto quando eles me entram sala dentro e comentam comigo, entusiasmados, este ou aquele comentário sobre temas da História que viram e ouviram na televisão.
Considero pois abusiva a extrapolação que faz a partir das minhas apresentações em Powerpoint e considero-a superficial e medíocre. O Hugo jamais assistiu a uma aula minha, não pode pois avaliar e pronunciar-se sobre uma coisa que desconhece em absoluto.
Ponto três
Quanto à criatividade e ao espírito crítico garanto-lhe que ambos são bastante estimulados por mim na sala de aula e mesmo fora dela.
Assim os alunos são chamados a fazerem pesquisas na net recorrendo a computadores portáteis que eu requisito para o efeito, a fazerem pesquisas em manuais escolares e são chamados a prepararem as suas próprias apresentações; todos eles sabem que não podem copiar textos ou imagens e apropriarem-se deles/delas; todos eles sabem que os trabalhos apresentados têm de ser originais. Estes trabalhos e atendendo às circunstâncias ora são realizados individualmente, ora em pares, ora em grupos de quatro. O mesmo para os cartazes já elaborados. O mesmo para a exploração de uma fotografia, ou de uma letra duma música, ou de um gráfico, ou de uma caricatura... e essa exploração tanto pode ser escrita, como oral, individual ou resultante de um trabalho de pares, orientada por mim ou não, segundo as circunstâncias e as necessidades.
Considero pois abusiva a extrapolação que faz a partir das minhas apresentações em Powerpoint e considero-a superficial e medíocre. O Hugo jamais assistiu a uma aula minha, não pode pois avaliar e pronunciar-se sobre uma coisa que desconhece em absoluto.
Ponto quatro
Quanto à diversidade de recursos utilizados em contexto de sala de aula "dentro" das apresentações em Powerpoint cabem: textos, fotografias, caricaturas, esquemas, gráficos, reconstituições, quadros comparativos com informação diversa, mapas, plantas, alçados, árvores genealógicas, selos, dinheiro, desenhos, autocolantes... Para além desta multiplicidade de recursos utilizo ainda, sempre que possível e sempre que considero pertinente para a consolidação dos conhecimentos, os documentários, que os há excelentes, e que abarcam uma grande parte da matéria. Utilizo ainda réplicas de obras de arte, nomeadamente escultura, compradas em variadíssimos museus que respeitam as dimensões e as proporções da obra original, que os meus alunos manuseiam, tendo eu sempre o cuidado de lhes chamar a atenção para o facto de estarem a manusear uma réplica. E mostro-lhes e eles manuseiam fósseis de trilobites e amonites, e etc, que possuo da minha colecção privada, alertando-os para a importância das fontes no deslindar do passado. E alerto-os até para o coleccionismo, hoje em dia tão descurado, e que nos pode fornecer tanta informação pertinente. É o caso dos selos a que eu recorro frequentemente, e que utilizo nas minhas apresentações... não sei se os viu, todos da minha colecção privada. E já os levei a Tongobriga, não sei se conhece, e faço a reconstituição do percurso das invasões francesas aqui mesmo em Amarante, e ainda este ano lectivo os levei a uma visita guiada ao museu local, Amadeo de Souza-Cardoso, um excelente museu, a nível nacional, de arte contemporânea. Apesar de quase todos os meus alunos serem aqui do concelho alguns, bastantes mais do que aquilo que eu gostaria, entraram neste museu pela primeira vez nas suas vidas. Até o informo que, dadas as dificuldades de coordenação entre todos, acabei por levar uma turma em plenas férias de Natal. E informo-o ainda que, sempre que possível, procuro fazer a ponte com a história local.
Considero pois abusiva a extrapolação que faz a partir das minhas apresentações em Powerpoint e considero-a superficial e medíocre. O Hugo jamais assistiu a uma aula minha, a uma saída minha e dos meus alunos para o "campo", não pode pois avaliar e pronunciar-se sobre uma coisa que desconhece em absoluto.
Ponto cinco
O Hugo confundiu tom familiar com tom de superioridade. O " a pedido de várias famílias" é uma expressão que se utiliza frequentemente nesta zona não sendo sequer uma expressão original minha, e é uma expressão carinhosa destinada aos meus alunos que de facto são a minha família alargada. As apresentações com fundo branco devem-se ao pedido de alguns, poucos, dos meus alunos que as pediram para poderem imprimir um ou outro diapositivo. Não é uma coisa de que eu goste, não é uma coisa que eu gosto que eles façam mas também não os vou impedir. Sejamos plurais e democráticos. Nem todos consultam o Matoso.
A página de recursos foi feita para eles e corresponde a um desejo meu e a pedidos insistentes deles que queriam ter acesso às apresentações. O facto de eu ter publicado as apresentações tem a ver com o facto de eu não ser invejosa.
Considero pois abusiva a extrapolação que faz a partir das expressões que eu utilizo na minha página, retiradas de um texto temporário que desaparecerá da página logo que eles me dêem o OK, e considero-a superficial e medíocre.
Ponto seis
Quanto ao facto das apresentações estarem codificadas bem sei, e tenho perfeita consciência disto, que qualquer pessoa, mais preparada que o simples utilizador normal, descodifica o código em três tempos. Mas atenção, qualquer pessoa que o faça está a cometer uma ilegalidade, pois as apresentações, boas ou más, péssimas ou excelentes são da minha inteira responsabilidade. As apresentações estão protegidas pelos Direitos de Autor e devem ser respeitadas.
Ponto sete
Tenho a humildade suficiente para aceitar que possam existir erros nas apresentações. Acho até quase impossível que não os haja. Apesar de me esforçar por fazer o melhor que posso e sei, não tenho a presunção de achar que tudo aquilo que faço não tem lacunas ou mesmo erros. Tenho plena consciência deste facto, até porque não tenho ninguém a fazer-me a correcção ortográfica e muito menos científica. Ora se eu a cada passo detecto erros ortográficos e científicos em livros dos senhores professores universitários, mesmo depois de sujeitos a revisões em cima de revisões, por que carga de água eu não os teria também??!! É verdade que evito e o meu esforço é para não os dar, mas confesso-lhe que só a partir das minhas férias, que ocorrerão no próximo mês de Agosto, é que começarei a rever todo o trabalho por mim desenvolvido e farei isso a partir das apresentações de 7º ano. E esta será a primeira revisão que farei. Até agora o meu trabalho não foi revisto nem uma única vez, não por não o desejar, mas sim por manifesta falta de tempo.
Por isso agradeço-lhe desde já que me indique os erros científicos que pôde observar nas minhas apresentações para que eu os possa corrigir sem demora.
Ponto oito
Quem assim critica deve desenvolver um trabalho espectacular com os seus alunos. Assim sendo, e dado que eu estou sempre aberta à mudança e a novas estratégias, ficar-lhe-ia agradecida que partilhasse comigo algumas delas.
Ponto nove
Quem assim critica deve ser autor de recursos espectaculares próprios e originais para uso em contexto de sala de aula.
Ficar-lhe-ia por isso agradecida que os partilhasse comigo, para eu poder progredir enquanto docente. É claro que respeitando sempre o seu trabalho e a sua autoria.
Sem mais
Agradeço a paciência pela leitura de tão longo texto e aguardo resposta
Anabela Matias de Magalhães
Nota final - Aproveito para lhe corrigir os erros ortográficos constantes no seu pequeno texto e aguardo a sua correcção em troca.
Primeiro e não prmeiro
Família e não familía
(No dia seguinte escrevi)
Caro Hugo
Ainda duas correcções aos seus erros ortográficos que dado o adiantado da hora me escaparam e que constam do infeliz e-mail que me enviou.
Assim deverá escrever Exma. e não Exª;
e deverá escrever espírito e não espiríto.
Parece-me notar na sua escrita uma tendência para não acertar com a acentuação das palavras esdrúxulas obrigatoriamente acentuadas na antepenúltima sílaba.
Ontem presumi que fosse professor. Hoje relendo o seu texto não acredito.
Atentamente
Anabela Matias de Magalhães
As minhas últimas postagens são dedicadas a este rato de esgoto que me entrou anonimamente no meu e-mail deixando-me uma mensagem que é um insulto à minha inteligência e à inteligência dos meus alunos.
Eu levo a actividade docente muito a sério. Com empenhamento, muito trabalho, muito prazer, bastante sentido de humor. Presumo que isto não seja novidade para ninguém que me conheça, mas que me conheça de facto. Eu e os meus alunos trabalhamos em equipe, jamais de costas voltadas. Eu não lhes abro as bocas à força para lhes impingir o que quer que seja. Gosto que eles gostem das minhas aulas. Gosto de os pôr a pensar. Gosto que eles me questionem e desafiem. Gosto de os questionar e desafiar.
Pois este rato enviou-me uma mensagem que me deixou de olhos rasos de água... por ver a facilidade e o desplante com que "alguém" se arroga do direito de arrasar um trabalho que não conhece. Foi o pior ataque que recebi até hoje. Porque pela calada da noite. Porque abaixo do nível do esgoto. Ataca-me pessoal e profissionalmente e não assina os seus textos. É triste. Foi preciso quase chegar aos 50 anos para receber pela primeira vez na minha vida uma mensagem anónima. É caso para dizer que perdi a virgindade... é caso para dizer que dadas as circunstâncias preferia continuar virgem.
Presumo que o rato, quase de certeza do sexo masculino e um amarantino no seu melhor, não teve a inteligência suficiente para alterar o seu endereço de correio electrónico.
Assim sendo, o endereço do rato é hugo.mon@clix.pt
Agradeço que se alguém reconhecer este indivíduo entre em contacto comigo. Quero poder olhá-lo nos olhos e com o olhar dizer-lhe que sei quem ele é. E que ele não passa de um rato. De esgoto.
Posto isto passo a postar o lixo deste senhor. Hoje posto a primeira parte da novela de muito mau gosto.
14-05-2008
"Exª Professora Anabela Matias,
Prmeiro que tudo quero dizer-lhe que o seu trabalho relativo às apresentações Power Point sobre os conteúdos da disciplina de História é vergonhoso. Se é dessa forma que ensina os seus alunos, então, o melhor será demitir-se e dedicar-se a uma actividade como Coveira, pois assim não corremos o risco de prejudicar a formação de seres vivos. Então como professora de História é dessa forma que estrutura as suas aulas? Acha que é dessa forma que vai despertar o gosto pela disciplina? Como pretende com esses Power Point primários estimular a criatividade e espiríto crítico aos alunos? Mais, onde está a diversidade de recursos utilizados nas suas aulas? Pelo amor a Clio, pare com essa vergonha e deixe de contaminar o ensino da História, uma ciência de grande valor. Para não falar em muitos e graves erros científicos nessas apresentações.
E como se não bastasse, ainda, vem com um tom de superioridade informar que muitas famílias pedem que coloque um fundo branco nas suas apresentações. Como se não soubessemos as palavras passe para abrir essas apresentações? Em que mundo vive?
O que muitas familías pedem é que pare de publicar essas apresentações vergonhosas para que não estrague o ensino da História.
Sem mais,
obrigado.
(A minha resposta educada e paciente)
Hugo
Podia ter evitado o Exª.
Podia igualmente ter evitado o tom sobranceiro com que entrou em contacto comigo.
Podia ter evitado a crítica destrutiva.
Perante isto eu podia nem lhe responder, mas vou fazê-lo prestando-lhe alguns esclarecimentos sobre a minha actividade lectiva.
Ponto um
A partir das minhas apresentações em Powerpoint, ou de outras quaisquer apresentações, posso dar uma aula miserável ou excelente. O Hugo também o pode fazer, partindo do princípio de que é professor. E o mesmo pode acontecer com recurso a um texto, uma música, um esquema, um cartaz, uma fotografia, um gráfico ou o que quer que seja, já que não é o recurso ou recursos utilizados que determinam a qualidade da aula, mas sim a abordagem desses mesmos recursos/ferramentas.
Se pensa que eu vou para as minhas aulas ler os meus Powerpoints asseguro-lhe que está completamente enganado. Eu jamais li Powerpoints, jamais lerei Powerpoints.
Todos os meus alunos de 9º ano adquiriram já esta competência da leitura.
Considero pois abusiva a extrapolação que faz a partir das minhas apresentações em Powerpoint e considero-a superficial e medíocre. O Hugo jamais assistiu a uma aula minha, não pode pois avaliar e pronunciar-se sobre uma coisa que desconhece em absoluto.
Ponto dois
Quanto ao gosto pela disciplina eu não acho que o estimulo. Eu tenho a certeza que estimulo o gosto pela História e a certeza vem-me dos depoimentos dos meus alunos que são todos no mesmo sentido, sem excepção. "Achava a disciplina de História uma seca"; "História tornou-se mesmo a minha disciplina preferida"; "Adoro História"; "A professora dá umas aulas muito bonitas"; "Gosto das aulas de História porque elas são interactivas". São palavras dos principais actores do ensino/aprendizagem - são palavras dos meus alunos. Não são palavras minhas.
Tenho ainda a certeza que estimulo o gosto pela História pelos olhos a brilhar de entusiasmo que vejo, amiúde, dentro da sala de aula e pela colaboração e resposta entusiasmada que, por norma, obtenho junto dos meus alunos.
Tenho a certeza que estimulo o gosto pela História pelos trabalhos de pesquisa que os meus alunos a cada passo me apresentam, sobre este ou aquele tema do seu interesse, mesmo quando não correspondem a uma prévia solicitação minha.
Tenho ainda a certeza que estimulo o gosto pela História pelo facto de ter alunos de 9º ano a ler, com gosto, a História de Portugal do Matoso.
Tenho a certeza que estimulo este gosto quando eles me entram sala dentro e comentam comigo, entusiasmados, este ou aquele comentário sobre temas da História que viram e ouviram na televisão.
Considero pois abusiva a extrapolação que faz a partir das minhas apresentações em Powerpoint e considero-a superficial e medíocre. O Hugo jamais assistiu a uma aula minha, não pode pois avaliar e pronunciar-se sobre uma coisa que desconhece em absoluto.
Ponto três
Quanto à criatividade e ao espírito crítico garanto-lhe que ambos são bastante estimulados por mim na sala de aula e mesmo fora dela.
Assim os alunos são chamados a fazerem pesquisas na net recorrendo a computadores portáteis que eu requisito para o efeito, a fazerem pesquisas em manuais escolares e são chamados a prepararem as suas próprias apresentações; todos eles sabem que não podem copiar textos ou imagens e apropriarem-se deles/delas; todos eles sabem que os trabalhos apresentados têm de ser originais. Estes trabalhos e atendendo às circunstâncias ora são realizados individualmente, ora em pares, ora em grupos de quatro. O mesmo para os cartazes já elaborados. O mesmo para a exploração de uma fotografia, ou de uma letra duma música, ou de um gráfico, ou de uma caricatura... e essa exploração tanto pode ser escrita, como oral, individual ou resultante de um trabalho de pares, orientada por mim ou não, segundo as circunstâncias e as necessidades.
Considero pois abusiva a extrapolação que faz a partir das minhas apresentações em Powerpoint e considero-a superficial e medíocre. O Hugo jamais assistiu a uma aula minha, não pode pois avaliar e pronunciar-se sobre uma coisa que desconhece em absoluto.
Ponto quatro
Quanto à diversidade de recursos utilizados em contexto de sala de aula "dentro" das apresentações em Powerpoint cabem: textos, fotografias, caricaturas, esquemas, gráficos, reconstituições, quadros comparativos com informação diversa, mapas, plantas, alçados, árvores genealógicas, selos, dinheiro, desenhos, autocolantes... Para além desta multiplicidade de recursos utilizo ainda, sempre que possível e sempre que considero pertinente para a consolidação dos conhecimentos, os documentários, que os há excelentes, e que abarcam uma grande parte da matéria. Utilizo ainda réplicas de obras de arte, nomeadamente escultura, compradas em variadíssimos museus que respeitam as dimensões e as proporções da obra original, que os meus alunos manuseiam, tendo eu sempre o cuidado de lhes chamar a atenção para o facto de estarem a manusear uma réplica. E mostro-lhes e eles manuseiam fósseis de trilobites e amonites, e etc, que possuo da minha colecção privada, alertando-os para a importância das fontes no deslindar do passado. E alerto-os até para o coleccionismo, hoje em dia tão descurado, e que nos pode fornecer tanta informação pertinente. É o caso dos selos a que eu recorro frequentemente, e que utilizo nas minhas apresentações... não sei se os viu, todos da minha colecção privada. E já os levei a Tongobriga, não sei se conhece, e faço a reconstituição do percurso das invasões francesas aqui mesmo em Amarante, e ainda este ano lectivo os levei a uma visita guiada ao museu local, Amadeo de Souza-Cardoso, um excelente museu, a nível nacional, de arte contemporânea. Apesar de quase todos os meus alunos serem aqui do concelho alguns, bastantes mais do que aquilo que eu gostaria, entraram neste museu pela primeira vez nas suas vidas. Até o informo que, dadas as dificuldades de coordenação entre todos, acabei por levar uma turma em plenas férias de Natal. E informo-o ainda que, sempre que possível, procuro fazer a ponte com a história local.
Considero pois abusiva a extrapolação que faz a partir das minhas apresentações em Powerpoint e considero-a superficial e medíocre. O Hugo jamais assistiu a uma aula minha, a uma saída minha e dos meus alunos para o "campo", não pode pois avaliar e pronunciar-se sobre uma coisa que desconhece em absoluto.
Ponto cinco
O Hugo confundiu tom familiar com tom de superioridade. O " a pedido de várias famílias" é uma expressão que se utiliza frequentemente nesta zona não sendo sequer uma expressão original minha, e é uma expressão carinhosa destinada aos meus alunos que de facto são a minha família alargada. As apresentações com fundo branco devem-se ao pedido de alguns, poucos, dos meus alunos que as pediram para poderem imprimir um ou outro diapositivo. Não é uma coisa de que eu goste, não é uma coisa que eu gosto que eles façam mas também não os vou impedir. Sejamos plurais e democráticos. Nem todos consultam o Matoso.
A página de recursos foi feita para eles e corresponde a um desejo meu e a pedidos insistentes deles que queriam ter acesso às apresentações. O facto de eu ter publicado as apresentações tem a ver com o facto de eu não ser invejosa.
Considero pois abusiva a extrapolação que faz a partir das expressões que eu utilizo na minha página, retiradas de um texto temporário que desaparecerá da página logo que eles me dêem o OK, e considero-a superficial e medíocre.
Ponto seis
Quanto ao facto das apresentações estarem codificadas bem sei, e tenho perfeita consciência disto, que qualquer pessoa, mais preparada que o simples utilizador normal, descodifica o código em três tempos. Mas atenção, qualquer pessoa que o faça está a cometer uma ilegalidade, pois as apresentações, boas ou más, péssimas ou excelentes são da minha inteira responsabilidade. As apresentações estão protegidas pelos Direitos de Autor e devem ser respeitadas.
Ponto sete
Tenho a humildade suficiente para aceitar que possam existir erros nas apresentações. Acho até quase impossível que não os haja. Apesar de me esforçar por fazer o melhor que posso e sei, não tenho a presunção de achar que tudo aquilo que faço não tem lacunas ou mesmo erros. Tenho plena consciência deste facto, até porque não tenho ninguém a fazer-me a correcção ortográfica e muito menos científica. Ora se eu a cada passo detecto erros ortográficos e científicos em livros dos senhores professores universitários, mesmo depois de sujeitos a revisões em cima de revisões, por que carga de água eu não os teria também??!! É verdade que evito e o meu esforço é para não os dar, mas confesso-lhe que só a partir das minhas férias, que ocorrerão no próximo mês de Agosto, é que começarei a rever todo o trabalho por mim desenvolvido e farei isso a partir das apresentações de 7º ano. E esta será a primeira revisão que farei. Até agora o meu trabalho não foi revisto nem uma única vez, não por não o desejar, mas sim por manifesta falta de tempo.
Por isso agradeço-lhe desde já que me indique os erros científicos que pôde observar nas minhas apresentações para que eu os possa corrigir sem demora.
Ponto oito
Quem assim critica deve desenvolver um trabalho espectacular com os seus alunos. Assim sendo, e dado que eu estou sempre aberta à mudança e a novas estratégias, ficar-lhe-ia agradecida que partilhasse comigo algumas delas.
Ponto nove
Quem assim critica deve ser autor de recursos espectaculares próprios e originais para uso em contexto de sala de aula.
Ficar-lhe-ia por isso agradecida que os partilhasse comigo, para eu poder progredir enquanto docente. É claro que respeitando sempre o seu trabalho e a sua autoria.
Sem mais
Agradeço a paciência pela leitura de tão longo texto e aguardo resposta
Anabela Matias de Magalhães
Nota final - Aproveito para lhe corrigir os erros ortográficos constantes no seu pequeno texto e aguardo a sua correcção em troca.
Primeiro e não prmeiro
Família e não familía
(No dia seguinte escrevi)
Caro Hugo
Ainda duas correcções aos seus erros ortográficos que dado o adiantado da hora me escaparam e que constam do infeliz e-mail que me enviou.
Assim deverá escrever Exma. e não Exª;
e deverá escrever espírito e não espiríto.
Parece-me notar na sua escrita uma tendência para não acertar com a acentuação das palavras esdrúxulas obrigatoriamente acentuadas na antepenúltima sílaba.
Ontem presumi que fosse professor. Hoje relendo o seu texto não acredito.
Atentamente
Anabela Matias de Magalhães
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