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quarta-feira, 20 de junho de 2018

A ILC Avança - Novas da Assembleia da República


A ILC Avança - Novas da Assembleia da República

Atenção, ainda está a tempo de assinar a ILC!

Ex.mos Senhores e Senhoras,

 Elementos da Comissão Representativa da Iniciativa Legislativa de Cidadãos -

“Consideração integral do tempo de serviço docente prestado durante as suspensões de contagem anteriores a 2018, para efeitos de progressão e valorização remuneratória”

No seguimento da subscrição da Iniciativa Legislativa de Cidadãos, acima referenciada, cumpre informar que, tendo sido atingido o número mínimo de 20.000 assinaturas previsto no n.º 1 do artigo 6.º da Lei n.º 17/2003, de 4 de junho (Lei da Iniciativa Legislativa de Cidadãos), os serviços da Assembleia da República irão desencadear os procedimentos de verificação por amostragem da autenticidade da identificação dos subscritores da iniciativa legislativa, nos termos do no nº 5 do artigo 6.º da referida lei.
O início dos procedimentos de verificação por estes serviços não constitui todavia impedimento à continuidade do processo de recolha de assinaturas, pelo que continua a ser possível a assinatura da iniciativa por todos os interessados na sua subscrição até ao fim do prazo indicado para o efeito.

Com os melhores cumprimentos,

Ana Paula Bernardo
Chefe da Divisão de Apoio ao Plenário

ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA
Divisão de Apoio ao Plenário |Direção de Apoio Parlamentar
Palácio de S. Bento | 1249-068 Lisboa, Portugal Tel.: +351 21 391 9660 

Ana-Paula.Bernardo@ar.parlamento.pt

sábado, 13 de maio de 2017

Amarante - Um Exercício de Cidadania Responsável Decorrente da Falta Dela

Exercício de Cidadania Responsável - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães 

Amarante - Um Exercício de Cidadania Responsável Decorrente da Falta Dela

É certo que há inúmeras pessoas que não primam pelo asseio quando circulam pelo espaço público e/ou quando aí estacionam, aí permanecendo, por alguns minutos ou mesmo por algumas horas e vai daí toca de exibirem comportamentos que, presumo, não manterão num espaço privado e muito menos manterão num espaço seu.
É o caso do lixo atirado de forma displicente para o chão, que se encontra por todo o lado, se prestarmos um mínimo de atenção, no centro histórico de Amarante. Não é preciso um dia de muito vento, não é preciso sequer um dia de especial ocupação da cidade em termos de visitas de gente de fora, pois este problema nasce e permanece connosco, ano após ano, sendo também dos habitantes da cidade e das gentes que dela usufruem no seu dia-a-dia.
Se o problema da porcaria espalhada pelo chão tem início na falta de asseio demonstrada pelos transeuntes, é certo que também há um défice de interesse na manutenção da limpeza do espaço público por parte do poder local que, muito embora vire de cor de quando em vez, parece fadado ao arrastar de uma falta de cuidado que já parece crónica na cidade.
Já assisti a esta cena, que hoje fotografei, inúmeras vezes. Aliás, eu própria, irritada por abrir a porta de casa e deparar-me com o esterco chão, já peguei inúmeras vezes na vassoura e varri o espaço público pensando que estou a fazer um trabalho para o qual não fui mandatada e muito menos fui paga. Pelo contrário, penso que quando descontamos taxas, taxinhas e taxonas será também para a manutenção de um espaço público limpo e asseado... ou não será?
Hoje fotografei a limpeza desta Rua da Cadeia que é nossa. Duas miúdas, por certo igualmente cansadas por verem o lixo, imperturbável e imóvel ali à frente dos seus olhos!, de vassouras em punho, varreram, literalmente, a calceta de uma das ruas mais emblemáticas de Amarante... mas nem por isso das mais cuidadas. A calceta até teve projecto do afamado arquitecto portuense Fernando Távora e tudo... mas... e a manutenção da coisa xpto?

quarta-feira, 5 de abril de 2017

A Cidade da Participação na Cidade da Participação

A Cidade da Participação - Amarante 
Fotografias de José Emanuel Queirós

Amarante - A Cidade da Participação na Cidade da Participação

No próximo sábado, pelas 17 horas, no Café-Bar, vamos falar sobre Amarante?
Pelo direito a opinar sobre a cidade que é nossa, fora da esfera partidária. Porque por aqui acreditamos que a nossa terra é especial no contexto mundial.
Não é?
 E agora dou a palavra ao geógrafo José Emanuel Queirós:

VENHAM SEM MEDOS E SEM VERGONHAS
O evento anunciado é uma iniciativa de interesse comum e de acesso livre para os cidadãos que nele queiram tomar parte com o intuito de dialogar com especialistas em diversas áreas de intervenção urbana sobre as problemáticas que presentemente se relevam na cidade de Amarante e se colocam nas preocupações actuais dos amarantinos.
Na «Cidade da Participação» só há lugar à cidadania e à liberdade que faz do cidadão um ser íntegro na relação indispensável que mantém com o seu semelhante, sem medos nem injustificadas vergonhas como as que cerceiam o pensamento e diluem a voz nalgum tipo de submissão tribalista ou a alguma perniciosa ordem castrense.
A cidade são os cidadãos que a fazem habitada e a dinamizam no seu quotidiano, por isso, no próximo sábado (8 de Abril), pelas 17 horas, venham ao Café-Bar pensando na cidade que nos acolhe e naquela que pulsa no ideal reflectido em cada um.

sábado, 1 de abril de 2017

A Cidade da Participação ou a Participação como Modelo para a Cidade


A Cidade da Participação ou a Participação como Modelo para a Cidade

A Participação como Modelo para a Cidade

"A cidade é o exercício existencial colectivo dos cidadãos com consciência da ocupação de um espaço ou de um  território adequado à organização de funções e serviços necessários à vida de cada um.
Por si mesma, a cidade é relação e participação e, na essência das dinâmicas operativas que dão origem à sua constituição e manutenção, estão os cidadãos nas suas acções intercolaborativas e nos seus movimentos de cooperação tendentes a garantir uma ordem e estabilidade relacional entre si.
As iniciativas de sobrevivência e de orientação para o bem-estar comum marcam os processos vitais de revitalização do colectivo social das cidades progressivas e traduzem as necessidades prospectivas de assegurar para todos a busca permanente pelos melhores rumos que no meio e no tempo se possam alcançar.
A realização da iniciativa participativa "Amarante - A Cidade da Participação" agendada para o próximo dia 8 de Abril, a ocorrer no já emblemático Café-Bar de São Gonçalo (Amarante), é resultante dessa inquietação dialógica permanente que está patente na cidade e de que, democraticamente, os cidadãos não abdicam de procurar.
No debate público de ideias sobre a cidade se abrem novos espaços de responsabilidade cívica   participação livre com vista ao encontro de uma melhor cidade que no presente seja capaz de não comprometer o amanhã."

José Emanuel Queirós

Aqui vos deixo o convite. Apareçam no próximo sábado, pelas 17 horas, no coração da urbe, e vamos falar informalmente da Cidade da Participação, da Cidade da Nossa Participação.



Fim da conversa de

sexta-feira, 24 de março de 2017

Orçamento Participativo das Escolas


Orçamento Participativo - E.B 2/3 de Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Orçamento Participativo das Escolas

Hoje, os alunos do 3.º Ciclo da E.B 2/3 de Amarante foram a votos. E não estiveram sós pois todos os outros alunos, espalhados pelas escolas onde existe 3.º Ciclo e ensino secundário, foram chamados a votar uma medida de melhoria a introduzir na Escola que também é deles e da qual eles podem ser beneficiários. Deu-se, assim, cumprimento às directrizes do ministério da Educação que, pela primeira vez, deu voz ao alunos solicitando-lhes a apresentação de uma proposta, a defesa da mesma e a posterior sujeição a votação.
Este processo democrático é importante para que os alunos tomem contacto com uma cidadania que só se exerce quando praticada.
Parabéns a todos! O processo eleitoral decorreu dentro da maior normalidade e do maior civismo.

Nota - Se quiser saber mais clique em http://www.dgeste.mec.pt/ope/.

sábado, 18 de março de 2017

A Cidade da Participação - Café-Bar - 8 de Abril de 2017

Amarante - Rio e Casario
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

A Cidade da Participação - Café-Bar - 8 de Abril de 2017

As tertúlias, que nos ocuparão parte dos sábados do mês de Abril, têm estado a ser programadas e organizadas desde que partilhei uma série de postagens críticas sobre algumas das intervenções realizadas pelo poder autárquico aqui bem no coração de Amarante, aqui bem no centro histórico da minha amada cidade.
Defendemos que os cidadãos têm o direito, e até o dever, de formularem as opiniões que entenderem sobre o que os rodeia e Amarante, e as intervenções nela/sobre ela feitas, não foge a esta regra.

Hoje partilho algumas informações sobre o programa da primeira tertúlia, que ocorrerá no dia 8 de Abril, pelas 17 horas, no Café-Bar. Porque não abdicamos de pensar a cidade.

Cidade, Participação e Renovação Urbana

Participam:
Fernando Matos Rodrigues (Antropólogo; Investigador no CICS.Nova_UMinho e Director do Lahb);
António Cerejeira Fontes (Arquitecto, Investigador e Director de Projecto no Lahb/Imago);
David Viana (Arquitecto; Investigador; Doutor em Desenho Urbano e Assessor do Vereador de Urbanismo na C. M. Porto);
Fernando Bessa (Sociólogo; CICS. Nova_UM e ICS_UM
André Fontes (Prof. Arquitecto da Fac. Arquitectura UMinho; da BAS Noruega/Lahb)

Apresenta e modera o debate o Geógrafo José Emanuel Queirós.

Curadoria:
Fernando Matos Rodrigues, Emanuel Queirós, Anabela Magalhães

Organização:
Laboratório de Habitação Básica / CICS.Nova_UM

Parcerias:
Edições Afrontamento

A apresentação do livro "A Cidade da Participação. Projecto de Habitação Básica na Ilha da Bela Vista (Porto)" será feita pelo Geógrafo José Emanuel Queirós e contará com a presença de José Sousa Ribeiro, das Edições Afrontamento.

domingo, 13 de novembro de 2016

Cidadania Responsável

Prova de Resistência - Tâmega - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Cidadania Responsável

O que é? Que exercício é este?

É a manutenção de uma paz podre? É um fazer de conta que tudo está bem quando nem tudo está bem? É um varrer da porcaria para debaixo de um qualquer tapete? É um agachamento perante o poder local e/ou central? É um acolitanço por debaixo do pálio de uma igreja? É um não ter, ou não dar, vai dar ao mesmo, uma opinião pensada e consistente sobre um qualquer assunto que importa a um, a alguns, a muitos?
É um deixar o medo, das consequências das palavras ditas, ainda pior escritas, infiltrar-se dentro dos nossos neurónios? É um deixa andar que não estou para me chatear? É um ter as mãos presas? Ou uns pés? Ou todo um cérebro?

Que exemplo damos nós, professores, aos nossos alunos? Que legado deixamos nós para um futuro que está já aí?

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Roma - Quase Lixeira a Céu Aberto?

 
Lixo Romano - Roma - Itália
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães
 
Roma - Quase Lixeira a Céu Aberto?

Roma foi, provavelmente, a cidade mais porca por mim visitada até hoje, cidades árabes, nesta matéria tão afamadas!, incluídas.
De facto, não é incomum os relatos acerca do mundo árabe incluírem histórias de lixo sem fim e à pergunta "E que tal Marrocos?", ou "E que tal o Egipto?" as pessoas disparem logo informações das mais variadas sobre os lixos observados aqui e ali.
Pois tenho-vos a dizer que, depois de calcorreadas cidades, vilas e aldeias por essa Europa fora, pela Ásia e pela África e ainda pelas Américas, cheguei de Roma convicta que esta foi a cidade mais porca por mim visitada em todos os dias da minha vida.
Azar? Pois não sei, o que sei é que fora dos circuitos mais turísticos, também não imaculados!, o lixo acumulado era mais do que muito e existia, por vezes literalmente, aos pontapés!
Confesso que o lixo no meu chão me incomoda. Na praça pública também.
E confesso que me espanta esta falta de civismo por parte de um animal que se diz racional e o mais inteligente de entre toda a catrefada de fauna planetária.

Nota - Partilho apenas dois pequenos exemplos da lixeira... longe de serem os piores observados.

sábado, 27 de abril de 2013

Turismo - Sugestão ao Poder Político Local - Reconstituição do Percurso das Invasões Francesas

Reconstituição das Invasões Francesas em Amarante - Stª Luzia
2009 - Comemoração dos Duzentos Anos da Heróica Resistência
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
 
Turismo - Sugestão ao Poder Político Local - Reconstituição do Percurso das Invasões Francesas

Todas as terras devem procurar valorizar com unhas e dentes aquilo que as distingue e que é específico delas. Há um tipo de turista que não se contenta com férias de 15 dias num resort xpto de onde jamais sai e que, pelo contrário, espreita todos os cantos e recantos das terras por onde passa privilegiando até o contacto com as populações locais, procurando obter informações sobre a história das terras e das suas gentes.
Sei bem do que falo já que sempre pratiquei este tipo de turismo que precisa de ser acarinhado por ter grandes possibilidades de crescimento num futuro mais ou menos próximo... se os europeus não arrasarem a Europa... e a propósito das reconstituições do percurso das invasões francesas em Amarante, que farei proximamente com os meus alunos, bem espaldada pelos técnicos do Museu Amadeo de Souza-Cardoso, não posso deixar de pensar como seria bom se pudéssemos contar com um roteiro que o mapeasse pelo menos desde a entrada das tropas napoleónicas aqui no concelho, enquadrado por um pequeno mapa com as três invasões sofridas pelos portugueses onde estivesse destacada a 2ª, comandada por Soult, exactamente a que por aqui tantos estragos provocou. Depois teria umas informações gerais sobre os acontecimentos daqueles dias fatídicos iniciados a 18 de Abril e que se prolongaram até ao dia 2 de Maio, dia do rompimento das forças resistentes que permaneciam dando luta aos franceses na margem esquerda do Tâmega, teria informações sobre os solares incendiados, os solares poupados, as escaramuças vividas aqui pelo centro, as igrejas transformadas em autênticas cavalariças numa profanação do espaço sagrado inadmissível para os amarantinos, os estragos, as pilhagens...
Para além deste panfleto em suporte de papel, que um qualquer turista chegado ao burgo haveria de ter disponível para com ele calcorrear as ruas das invasões, haveria ainda que registar em placas bem estudadas e sóbrias, as histórias pitorescas e únicas de cada edifício, de cada canto e recanto... estou farta de me lembrar da Normandia e de como os acontecimentos trágicos da 2ª Guerra Mundial aí estão presentes e não sofrem da possibilidade de caírem no esquecimento porque tudo está registado, assinalado, catalogado, mapeado. Ao entramos num pequeno vilarejo desta região francesa onde se começou a infligir aos alemães uma pesada e merecida derrota lá estão as placas nas casas, nas igrejas... relatando sumariamente "Aqui aconteceu isto e aquilo... "
Gostaria de ver isto feito aqui em Amarante. Porque a heróica resistência às tropas napoleónicas e a defesa da ponte faz parte integrante da nossa história local que podia e devia ser valorizada.
Assim fica só a cargo de uns quantos aficionados professores de História... e, de quando em vez, de umas reconstituições promovidas pela Câmara Municipal de Amarante. Muito pouco, portanto. E quase nada para quem chega a esta belíssima terra como turista.
Aqui deixo a sugestão ao poder político local. Ao que está e ao que há-de vir. Em ano de eleições... quem sabe não haverá algum candidato capaz de pegar nesta ideia gratuitamente fornecida aqui pela je?

Nota - Esta sugestão tem a vantagem de ser de fácil concretização e de não ter custos exorbitantes, perfeitamente compatível com um orçamento camarário de Troika.

quinta-feira, 21 de março de 2013

A Palavra a Ramalho Eanes

A Palavra a Ramalho Eanes

Gosto dele. Sempre gostei. Hoje dou-lhe a palavra, séria e consciente.
A rua vai encher-se de multidões... escutem-no.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Parabéns, Islandeses!

Parabéns, Islandeses!

Islândia não tem de reembolsar Reino Unido e Holanda

Hoje tiro o meu chapéu ao povo islandês que se recusou, em referendo, a pagar os desmandos e falência de um banco!
Arriba, Islândia!
É claro que isto pressupõe uma população informada e interventiva que não abdica do exercício do seu direito de cidadania ... e sim, dá trabalho... e por vezes até dá frutos!

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Salvamento

Salvamento

Porque ainda há quem arrisque a vida para salvar terceiros e porque ainda há quem não se deixe ficar tipo barata tonta perante o perigo eminente.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Combater a Vergonha


Combater a Vergonha

Combater esta vergonha deveria fazer parte das obrigações de todos os que se prezam de Ser.
Porque a vergonha traduz-se em duas mulheres mortas por mês, fora as outras... as que vão morrendo aos poucos.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Alto e Pára o Baile!

Alto e Pára o Baile!

Haja alguém com bom senso e decência capaz de meter os senhores magistrados na ordem.... os do copianço descarado que quase resultava. Quase... porque a decisão de repetir o exame está tomada por quem de direito.
O que eu agradeço. É que o mau exemplo fedia que tresandava pelo país fora...

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Pausa


Pausa - S. Gonçalo - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Pausa

Porque quem luta merece descanso de quando em vez. As pernas cruzam-se, devagar, devagarinho... e deixam ver uns pés repletos de humor, prontos para calcorrear o mundo...
Mundo... aí vou eu...

sábado, 15 de janeiro de 2011

Comercial

Comercial

Todos os que seguem este blogue há mais tempo sabem do amor que nutro por um bom filme publicitário, um bom comercial. Este é só uma chamada de atenção sobre o respeito que devemos aos outros.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Campanha - Sida

Campanha - Sida

De quando em vez surgem anúncios extraordinários em campanhas contra isto e contra aquilo. É o caso desta - contra a Sida, pelo uso do preservativo, aquele que o papa já teve de enfiar no seu nariz.

sábado, 4 de setembro de 2010

Fadinha da Quelha


Esterqueira pelas Ruas de Amarante - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Fadinha da Quelha

É um facto - a cidade de Amarante já andou bem mais limpa e percorrer certas artérias aqui do burgo é uma verdadeira dor de alma tal a esterqueira acumulada.
Bem sei - as pessoas são recas. As pessoas que são recas são recas e parece não haver muito mais a fazer a não ser insistir, insistir, insistir em comportamentos dignos de seres pensantes.
Mas muita gente não pensa, actua apenas mecanicamente e, vai daí, é ver marcas asquerosas de pastilhas elásticas aos milhares pelo empedrado xpto do centro histórico da cidade. E é ver papéis, sacos plásticos, embalagens de batatas fritas e de sumos variados e é ver cuspidelas e escarradelas espalhadas aqui e ali e merda de cão, mais a merda das pombas e dos gatos, mais restos de comida para a bicharada e sei lá mais o quê que por aqui prolifera a torto e a direito.
Ultimamente tenho notado uma outra moda, que jamais notei anteriormente, durante a minha já longa vida.
Pois ultimamente tenho constatado que estão na moda, na minha cidade, as ervas daninhas, enormescas, altas e luxuriantes, a invadirem os empedrados do casco antigo, que deveriam estar reservados aos peões, sem que apareçam empregados camarários para lhes tratar da saúde.
Um dia destes dirigi-me à Junta de Freguesia de S. Gonçalo. Afinal eu não vivo no coração desta cidade tão bela? E lá pedi limpeza para a minha imunda quelha que a cada passo é vassourada por moi même e pela minha verdadeira Fadinha do Lar.
Coincidência, as ervas apareceram quase logo todas cortadinhas e eu pensei ok! a junta está a trabalhar bem, afinal como o esperado.
Mas eis que os dias passam e tornam a passar e a quelha uma esterqueira e a darem-me uns fernicoques e toca de pegar na mangueira e mangueirar a imundice de uma ponta à outra, feita Fadinha da Quelha, como se não me bastasse andar para aqui disfarçada de Fadinha do Lar.
Por acaso a limpeza calhou bem e uma vizinha resolveu dar-me uma ajuda de vassoura em punho e lá lavámos o espaço público imundo de uma ponta até à outra e até a deixar um brinquinho.
Ora, durante a nossa conversa vim eu a saber que as ervas luxuriantes, que eu pensara cortadas por quem de direito, foram afinal cortadas pela vizinha, por certo já cheia de ver aquele capim alto e pujante a perturbar o andamento dos pés na calçada.
E agora pergunto eu:
Para que pago eu impostos e taxas e mais taxas e sobretaxas se é para depois andar a fazer o serviço que a outros compete? Estarão os empregados de limpeza da câmara sentados em gabinetes a prencher papelada e estatística para inglês ver sobre a qualidade higiénica amarantina?
Um dia destes volto a este tema tão "pitoresco" da minha cidade.
Apenas para contar como foi e como é.

Nota final - Sim, sim, continuo a deixar mal a minha cidade. E a dar-lhe mau nome.
A bem dizer, continuo a mesma catástrofe de sempre.
E para não haver dúvidas amanhã vou fotografar a cidade... pois...
Nota - Estão fotografadas, as maravilhosas ruas, e nem é preciso dar-me a muito trabalho para escolher as mais representativas da esterqueira.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Casa Pia

Casa Pia

Independentemente de todas as considerações que se possam tecer sobre este julgamento quero fazer, hoje, apenas uma constatação - o julgamento mais mediático português terminou com a condenação de quase todos os arguidos, havendo apenas uma excepção a este facto.
De resto quero apenas sublinhar a minha percepção de que este julgamento ajudou a sensibilizar a esmagadora maioria da população portuguesa que está, agora, muito mais alerta para os sinais dados pelos menores - e eles dão sinais, mais ou menos explícitos, dos abusos a que são sujeitos.
Considero a pedofilia um crime hediondo. Mas nem sempre as nossas sociedades tiveram esta leitura sobre a pedofilia e há ainda sociedades onde estas práticas são bem toleradas e subsistem. Mas eu sou um produto do "meu" tempo e não admito, sejam quais forem as circunstâncias, este abuso forçado de gente predadora com ascendente sobre as vítimas, que frequentemente acontece dentro da família próxima, ou mesmo muito próxima, e que, por vezes, extravasa para redes criminosas organizadas e que deixa marcas para todo o sempre em todos os abusados. Sou professora. Infelizmente sei do que falo.

Se estou convencida de que muitos "importantes" ficaram de fora deste processo? Estou. Mas isso não passa, por agora, de um convencimento pessoal.
Por último termino com um apelo a todas as vítimas, destes predadores imorais e animalescos, e a quem os rodeia e se apercebe que algo vai mal por ali - denunciem, não se calem, não permitam. Vamos parar este flagelo.
E o meu pensamento fica com as vítimas... a minha solidariedade também.
 
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