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terça-feira, 7 de junho de 2016

Do Respeito Mútuo que Deve Existir Entre Crentes e Não Crentes

Procissão - S. gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Do Respeito Mútuo que Deve Existir Entre Crentes e Não Crentes

Este post vem na sequência de várias abordagens distintas, uma delas por escrito que me chegou da Mui Nobre e Invicta Cidade do Porto, dando-me conta da "estranheza" de estar a ver passar a procissão pela Ponte Velha enquanto na Alameda decorria aquele "fabuloso e educativo" programa da TVI que se faz em altos berros, do qual eu desconheço o nome e vou continuar a desconhecer porque não me vou dar ao trabalho de o pesquisar que tenho mais que fazer.
Ora, parece que no exacto momento em que a procissão passava pela Ponte Velha, no palco da TVI uma "banda" tocava e cantava umas músicas "manhosas", uma delas chamada "não te vou mostra o pau".
Ora vamos lá por partes. Em primeiro lugar devo dizer que não me assumo como porta-voz de ninguém e que as opiniões que aqui partilho vinculam-me unicamente a mim.
A problemática religiosa é assunto de cada um e para cada um resolver, por si, ao longo da sua vida... se o conseguir resolver. As religiões e as suas práticas são-me indiferentes desde que não colidam com a lei, sublinho expurgada de crenças religiosas, vigente que eu não quero retornar a tempos de Inquisição e também não me quero mudar para países islâmicos que ainda não separaram o que é da Igreja do que é do Estado... e isto só para dar dois exemplos.
Não defendo o fim das religiões ou o fim das igrejas que delas derivam e convivo muito bem com manifestações de fé, por aqui o mais das vezes católicas, públicas, efémeras, como é o caso das procissões, ou permanentes, como é o caso das alminhas herdadas de um outro tempo, que pontuam de onde em onde lugarejos e estradas. Se me interessar por estas manifestações físicas de fé, do ponto de vista religioso ou estético, o problema é meu, vou vê-las ou, se não me apetecer observar, posso sempre passar a direito e não me sinto agredida porque a coisa tem o peso e a patine da História e eu jamais desejaria que por cá se destruíssem os Budas de Bamiyan, como aconteceu no Afeganistão, às mãos de uns quantos religiosos fanáticos iconoclastas talibãs... ou se destruíssem pinturas interiores de igrejas trogloditas cristãs, como aconteceu na Turquia, mais concretamente na Capadócia, às mãos de religiosos fanáticos iconoclastas... cristãos.
Assim, preconizo respeito mútuo. Aliás bem patente neste post que escrevi um dia sobre a importância do respeito, através do silêncio, nas casas que para muitos são dos deuses.
Confesso que no Domingo passado não fui ver a procissão, muito embora tenha passado por ela a caminho da Alameda onde decorria o programa da TVI... já que fui comprar... a sério, fui lá comprar uns cogumelos.
Pelo caminho assisti a umas músicas foleiras, em altos berros, impossível não escutar tamanhos eram os decibéis, mas não escutei a não sei o quê do pau, um horror de baixaria e pimbalhada de que não gosto nem a brincar, agora que pela primeira vez a escutei no Youtube.
A confusão está instalada por terras amarantinas onde parece valer tudo, até manifestas faltas de respeito de parte a parte. Fruto dos tempos confusos que vamos vivendo? Amarante afirma-se assim? Será este um caminho que devemos trilhar colectivamente? Um caminho do tudo ao molho e fé em deus?
Por mim, exijo que a igreja católica me respeite não me impondo uma missa difundida, alto e bom som, para a rua. Mas, confesso, gostaria de viver numa terra onde no exacto momento em que passa uma procissão não se cantasse mesmo ao ladinho, numa gritaria só própria de quem é completamente surdo, e parvo?, "não te vou mostra o pau".

Hoje vou abrir uma excepção neste blogue para partilhar uma música de letra inenarrável. Agora imaginem isto e conjuguem-no com uma procissão a passar... é esquisito, não?

Ai, S. Gonçalo S. Gonçalo! Que confusão anda nesta terra!
E valham-me os deuses todos que isto já não vai  lá só com um!

domingo, 5 de junho de 2016

Bom Dia, Junho!

Festas do Junho 2016 - S. Gonçalo
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Bom Dia, Junho!

Arruemos... que a Festa é muito feita de arruamentos.

Gigantones/Cabeçudos

Gigantones/Cabeçudos - Festas do Junho - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Gigantones/Cabeçudos

Toda a gente sabe que festa popular sem gigantones não é festa não é nada.
Estes são os senhores cabeçudos pelos quais eu nutria... digamos... um certo respeito feito de um misto de atracção fatal pitado de algum/bastante medo. Em criança, claro está! Em muito criança.
Como é que eles podem ser assim gigantes? Donde vêm eles? O que se esconde por baixo das roupas largas?
Hoje o medo foi-se... foi-se há muito. Hoje não há cabeçudo que me derrube.

sábado, 4 de junho de 2016

Despique de Bombos



Bombos de Jazente - Festas do Junho 2015 - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Despique de Bombos

Continuo a amá-los... aos bombos... principalmente aos de Jazente que são tocados com mestria por rapazes garbosos vestidos com as suas calças pretas e as suas camisas vermelhas envolvendo, ano após ano, tantos e tantos alunos que já foram meus um dia.
Esta noite de sexta, esta noite de sexta-feira de Junho, é mítica aqui na cidade. Impossível não correr em direcção ao meu umbigo, o Largo de S. Gonçalo, de onde me continua a chegar, à hora a que escrevo, o som abafado, fantasmagórico e endiabrado do ribombar dos bombos loucos e das caixas tocadas com ritmo e paixão. Os tocadores entregam-se por inteiro aos bombos e parecem possuídos pelo demo feito força bruta. E nós, simples espectadores do despique, vamos apenas deixando o som mágico, forte, primitivo, violento entrar dentro de nós e seguir o seu trajecto direitinho ao nosso coração, envolvendo-o, fortificando-o com uma energia sem fim.
Há quem não goste disto... pelo barulho. Eu, confesso, é do que mais gosto de toda a programação das Festas do Junho. Assim é desde sempre. Assim é desde que me lembro.

Estar na primeira fila, junto a um grupo de bombos que bomba pum catra pum catra pum pum pum no máximo da sua força é um espectáculo imperdível que todo o português que se preza deverá experimentar mais cedo ou mais tarde. De preferência mais cedo.
O som batido de forma cadenciada e suave alterna com o som que nos entra entranhas adentro e nos faz trepidar da cabeça aos pés. Ao som dos bombos a bombar, o lajedo granítico do Largo parece ganhar vida própria e ele próprio estremecer com tal nível de ruído. É primitivo. É belo.

Pode ler mais aqui sobre os bombos.



Nota - As fotografias são do ano passado. Estafada, deixei a maquineta em casa...

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Amarante - Fim de Festa

Fim de Festas de Junho 2015 - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Amarante - Fim de Festa

A cidade está na ressaca... e nós com ela.

domingo, 7 de junho de 2015

A Avó Morcega e Voadora, a Jóia de Luz e a Iniciação nos Coretos

A Jóia de Luz no Coreto - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

A Avó Morcega e Voadora, a Jóia de Luz e Iniciação nos Coretos

"Eu sei bem que a minha Avó Morcega e Voadora adora coretos desde pequenina. Vai daí arranjou-me um todo só para mim... e eu corri e dancei e voltei a correr e voltei a dançar... yupi! Adoro os coretos!
Adoro as Festas do Junho!"

"Despique de Bandas"

"Despique de Bandas" - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

"Despique de Bandas"

Confesso que cheguei tarde ao amor pelas bandas, especialmente ao amor pela Banda de Música de Amarante mas, desde que despontou, alapou no meu interior.
Hoje foi noite de "despique" entre a Banda de Amarante e a de Mancelos e ambas deram um espectáculo do catano, em pleno Largo de S. Gonçalo, para os felizardos que a ele puderam e quiseram assistir.
Pela minha parte só lhes posso agradecer a fantástica noite, especialmente aos meus alunos, tantos de hoje e de ontem, espalhadinhos pela Banda de Amarante...

sábado, 6 de junho de 2015

Grupo de Bombos "As Rosas de Santa Maria de Jazente - Festas do Junho 2015

Rosas de Santa Maria de Jazente - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Grupo de Bombos "As Rosas de Santa Maria de Jazente - Festas do Junho 2015

Bombaram a bom bombar comprovando mais uma vez que este grupo não é composto por gente do sexo fraco. As mulheres chegaram tarde a esta actividade, é certo!, já que os grupos de Zés Pereiras eram exclusivamente masculinos mas, ao longo da nossa história colectiva, o que mais não faltam são exemplos de tradições em boa hora rompidas.
O mulherio, a tocar bombo, acrescentou forte sensualidade primitiva ao acto. E Pum Catrapum Catrapum Pum Pum! Ó p`ra elas! As Magníficas e Únicas Rosas de Santa Maria de Jazente!
No despique, foram superiores. E ganharam a módica quantia de duas taças.

Os meus parabéns a todas e a minha mais profunda admiração.

 
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