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sábado, 1 de junho de 2013

O Professor António Costa e o Teatro


 O Professor António Costa e o Teatro

A peça foi representada na passada quinta-feira, no Colégio de S. Gonçalo, aquele que eu visito amiúde a convite da professora Rosa Maria Fonseca e do professor António Costa.
A convite deste último, assisti à representação da peça "Do que um homem é capaz - Quadros da crise... de valores" e, mais uma vez, pasmei. Porque sou Professora e sei bem avaliar o quanto é difícil organizar seja o que for que vá para além de um horário pré estipulado de uma Escola, seja ela Pública ou Privada, quanto mais a representação de uma peça parida pelo António, encenada pelo António e o mais que ele fez, porque até actor foi! sei bem o suor e lágrimas... e as gargalhadas... que foram derramadas, por certo, até todos chegarem ali. É claro que uma actividade como esta, que envolveu muitos alunos e alguns professores só é passível de levar a bom porto devido um gosto imenso devotado ao Teatro  sentido por todos e ao imenso amor pela Actividade Docente e ao entuasiamo que contagia tudo e todos e vence obstáculos e contagia actores, estrelas maiores por uma noite sem as quais a peça não veria a luz do dia... ou da noite, como foi o caso.
O argumento da peça não podia ser mais actual, pertinente e acutilante: a crise, a crise de valores, a futilidade reinante nas redes sociais reflexo da futilidade das vidas reais, as políticas demolidoras e obscenas, a corrupção, a contestação, as tentativas mais ou menos eficazes de reacção de um povo que tem obrigação dizer não, eu não vou por aí! mas que só poderá tomar essa atitude consciente e responsável se para isso estiver preparado, se reflectir, se criticar, se for capaz de apontar caminhos outros.
Fiquei a pensar... felizes dos alunos que podem contar e privar com Professores do calibre do Professor António Costa!

A surpresa da noite foi reconhecer antigos/as alunos/as... meus... não esperava, não sabia... sim, meus queridos/as, darei novas sobre esta extraordinária noite de teatro no meu blogue!... e... como foi possível não te reconhecer, meu querido Álvaro Brás? Tão crescido, tão adulto, tão maduro, tão compenetrado no teu papel?
Mea culpa... esta Professora continua a parecer jovem, é certo... eheheh... mas...

Deixo os meus sentidos agradecimentos a todos quantos de algum modo contribuíram para uma noite feliz, de contacto íntimo com a magia do teatro, especialmente aos maravilhosos actores por uma noite e ao fabuloso Professor António Costa pela amabilidade do convite que me proporcionou uma noite especial e inesquecível... à Elisabete Costa também, eu sei!

Para o ano lá estarei... espero! Lá estaremos...

sexta-feira, 25 de maio de 2012

O Fingidor

O Fingidor

Fui ver a peça de teatro "O Fingidor", encenada pelo professor António Costa, ao Colégio de S. Gonçalo, colégio onde dei os primeiros passos de escola, cinco anos da pré à 4ª classe, isto no tempo da outra senhora, tempos que me marcaram, pela positiva, pelo rigor e disciplina exigidos. Não vou lá muitas vezes, é certo, mas normalmente quando regresso é agora para viver acontecimentos felizes.

Que posso eu dizer mais para além de que venho deveras impressionada com a qualidade do trabalho gigantesco que foi desenvolvido por toda a equipa que hoje subiu ao palco?
Que posso eu dizer mais para além de expressar a minha enorme admiração por todos os actores e actrizes que hoje tive a feliz oportunidade de observar?
Que posso eu dizer mais para além de expressar o meu espanto pela força que irradia da locomotiva chamada António Costa, Professor na verdadeira acepção da palavra?
Sim, posso ainda referir-me ao discurso lúcido, honesto, marcante, feito de Valores, reconhecido e incentivador do Padre Clemente, que não poupou elogios a alunos, pais... e que dirigiu palavras de reconhecimento, mais do que merecido, ao António!
Parabéns a todos. Ao António, resta-me agradecer o convite... pois sem ele não teria ido hoje ao Teatro e sem ir a minha vida ficaria mais pobre.

terça-feira, 27 de março de 2012

sábado, 18 de julho de 2009

Black and White

Black and White

A história deste pequeno filme conta-se em duas penadas. Dois jovens, antigos colegas de liceu, convidaram uma terceira colega de turma, modelo famosa na actualidade, para rodar um pequeno filme em que a dita faria as filmagens nua. Bar, a modelo famosa que agora ficou ainda mais famosa, aceitou, e o filme daqui resultante é um hino à sensibilidade, à simplicidade e ao bom gosto, e é já um caso sério de visitas no Youtube. Não admira. A modelo é Bar Refaeli, uma judia de vinte e quatro anos, ex de Di Caprio, é uma beleza de mulher que, num cenário simples e elementar, reduzido a um sofá preto generoso, se deixa filmar tal como veio ao mundo, ou apenas envolta num lençol, sem nunca resvalar para a mediocridade.
Gosto deste jogo em que Bar sugere mais do que na realidade mostra. E partilho esta descoberta com os meus leitores.
Hoje não quero saber de notícias deprimentes.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

L`Ours

L`Ours

Dedico este Urso, que nunca deixou de acreditar na salvação e na superação das dificuldades quando tudo parecia já perdido, aos professores portugueses. Dedico-o aos professores portugueses e à resistência e luta que encetaram contra as pessoas que ocuparam, temporariamente, o ME. Foram "apenas" quatro anos e meio mas, ainda assim, com muitos estragos causados que se prolongarão no tempo após a saída desta gente.
Vai daí, a luta continua.

Nota - Os meus agradecimentos à Elsa C. que me enviou esta beleza de Urso, de 1988.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

"Home"


Home - S. Gonçalo - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

"Home"

Já vi este "Home" três vezes de tal forma o acho belo, tocante, pertinente nas questões colocadas, fundamental nas inquietações alimentadas e agora sentidas de forma ainda mais premente.
Caminharemos "alegremente" para o suicídio colectivo? Conseguiremos inverter a marcha a tempo? Somos já Homo sapiens demens?
Eis o texto que serviu de ponto de partida para o debate.

"HOME"

OU A IMPERIOSA NECESSIDADE DE UMA ECOÉTICA/ECOSOFIA

O filme de Yann Arthus-Bertrand proporciona-nos uma reflexão sobre uma interrogação fundamental: que relação estabeleceu e estabelece o ser humano com o seu ancestral “habitat”, a Terra? E a resposta a esta interrogação reenviará o ser humano à inquietação primeira: Qual é a essência do Homem? O que é e quem é o Homem?
Ao longo do documentário, é perceptível a relação ambivalente de amor-ódio que o homem mantém com o Planeta Terra. Por que destruímos os recursos naturais? Por que maltratamos a Terra?
“Os humanos moldaram a terra num ritual quase de sacrifício infindavelmente repetido”- ouve-se no filme. E moldaram-na à sua imagem, acrescento. Sim. Talvez esta relação não passe de um espelho do que o homem faz a si próprio e aos seus semelhantes. Por que há miséria no mundo? Por que persistem as guerras? Por que potenciamos o nosso instinto de “thanatos”?
E são estas duas relações que constituem o objecto de culto deste filme.
O homo sapiens sapiens intrometeu-se na biografia de 400 biliões de anos do Planeta e rompeu com o equilíbrio natural: “alterou a face do mundo”. A desflorestação, a escassez de água, a poluição do ar (através da emissão de gases tóxicos para a atmosfera), a agricultura intensiva, ludibriando o Tempo de gestação e de criação quer de animais não humanos, quer de produtos hortícolas, fazem perigar os ecossistemas e, com isso, ameaçam a biodiversidade.
A imagem que o ser humano projecta é a de alguém que perdeu a lucidez: a de um homo demens. Animal predador que depaupera os recursos naturais. Animal técnico e megalómano que constrói arranha-ceús de Nova York a Xangai ou ilhas artificiais no Dubai. Animal insaciável, consumista compulsivo, isento de preocupações com o meio ambiente. Somos, provavelmente, o único animal que aniquila a biodiversidade e se torna refém da capacidade criadora com que é dotado.
Não percebemos que ao fazer perigar a vida no Planeta-Mãe nos aniquilamos. É uma relação de reciprocidade. Mas se os recursos naturais escasseiam, devido à irresponsabilidade humana, isso revela que a inteligência, “recurso” ou capacidade intrinsecamente humana, não abunda entre nós.
Acometido de um complexo antropocêntrico, o homem usurpou o que não lhe pertencia, o que nunca lhe pertenceu: a Terra.
Aliás, todo pensamento, toda a prática do Homem Ocidental encontra-se profundamente enraízada nesta ética antropocêntrica cuja premissa se poderia objectivar no facto do mundo natural existir única e exclusivamente para benefício dos seres humanos. Ética especista, que nega os valores intrínsecos à riqueza e à diversidade de formas que transgridam a condição humana. Mas tal como os primeiros povos recolectores que extraíam do solo apenas o essencial à sobrevivência, também na hodiernidade há seres humanos – como aqueles que pertencem ao movimento da Deep Ecology - que se inquietam com estas questões e para quem deve existir uma igualdade biocêntrica, isto é, a concepção de que “todos os organismos e entidades da ecosfera, como partes do mundo interligado, são iguais em termos de valor intrínseco”[1]. Assim uma gestão sustentável, consciente e racional dos recursos naturais e das diversas formas de vida, deve ser alicerçada no puro respeito que nos merecem, independentemente dos benefícios que delas advêm para o humano.
E no contexto dos pensadores que propugnam uma ecoética, parece-me importante relembrar o imperativo ético de Hans Jonas: “Age de tal maneira que os efeitos da tua acção na terra sejam compatíveis com a permanência de uma vida autenticamente humana sobre a terra”. Entre nós, Miguel Baptista Pereira advoga a bioética como o domínio que “concerne à responsabilidade do homem enquanto observador solicito e guardião de todas as formas de vida”. E é esta atitude de protecção contínua (e partilhada) face ao meio ambiente que deverá ser encetada. De resto, este respeito surge também no documentário através, por exemplo, dos parques eólicos ou de placas solares. Sim, “olhemos para o sol”, mas também para dentro de nós. Não só como forma de recuperarmos a confiança traída mas de repor a relação harmoniosa, de outrora, com a natureza. É que sempre que há desequilíbrios visíveis há perdas profundas: feridas telúricas que devoram o próprio homem. Aos gastos desmesurados em armamento bélico, opõe-se a condição miserabilista da existência de milhões de pessoas. Este paradoxo é apenas outro indício da perda da razoabilidade da espécie humana.
Mas a revisitação aos actos praticados pelos humanos, documentados, só adquire sentido quando cada um de nós, munido de consciência e responsabilidade, se eleva através de uma temporalidade prospectiva e se pergunta: O que fazer doravante? Como actuar?
E não é por acaso que ouvimos uma voz, insistente e repetidamente, no filme que poderia muito bem ser a da nossa consciência moral, dizer: “É tarde de mais para ser pessimista. É urgente agir”.
Há uma exigência ética fundamental: a de repensar esta ruptura que o ser humano operou com os valores nobres e vitais. Não só como forma de recuperar o equilíbrio exterior ou ambiental, como também a interioridade perdida.
Estaremos a tempo de inverter estas duas tendências correlativas: a da nossa crescente desumanização e a do suicídio assistido que lentamente fomos inflingindo ao Planeta?

Elsa Cerqueira

Casa da Cultura e da Juventude, 8 de Julho de 2009

[1] Bill Deval e Georges Sessions

terça-feira, 7 de julho de 2009

Convite - Home


Atóis - Um Mundo em Perigo - Maldivas
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Convite - Home

A Elsa C. endereçou-me o convite que agora partilho com os meus leitores. O filme "Home" foi apresentado neste blogue no passado dia 5 de Junho, e já o vi de fio a pavio, mas não perderei a oportunidade de o rever, agora certamente em condições à altura deste fantástico filme do excepcional fotógrafo francês Yann Arthus-Bertrand.
Lá estaremos, Elsa C.

"Na Casa da Cultura e da Juventude, no dia 8 de Julho, pelas 22 horas, “temos um encontro” com um filme muito especial, seguido de debate. Uma parceria com o Cineclube de Amarante.
Dizer que o filme “Home” aborda, apenas, a problemática do ambiente é truncá-lo da cadeia de interligações que projecta: são as relações do homem com a natureza, do homem consigo próprio que estão em questão.
Um documentário que retrata o ser humano como um predador da natureza, um “homo sapiens” que se metamorfoseou em “homo demens”. Mas Yann Arthus-Bertrand repete insistentemente uma frase, talvez como estratégia superadora do instinto de “Thanatos” que o homem potenciou: “É tarde de mais para ser pessimista”. Será?
Uma oportunidade para ver um excelente filme, reflectir sobre os problemas inquietantes que coloca e partilhar as suas opiniões.
Apetece-me adaptar a frase do realizador e dizer: “É tarde de mais para ser comodista”.
Apareça... com chuva ou sem ela."

Elsa Cerqueira

terça-feira, 14 de abril de 2009

A Turma



A Turma

Um filme imperdível, nas palavras de Elsa Cerqueira, a ver já na próxima sexta-feira, aqui mesmo no CineClube de Amarante. Há duas projecções à escolha: uma pelas 10:30 da manhã e outra pelas 21:30 da noite.
Podes contar com a minha presença, Elsa. Não perderei o imperdível.

"O comportamento humano é condicionado pela aprendizagem. Esta remete, inevitavelmente, para convenções (tradições, costumes, usos, língua).
A Escola é o espaço privilegiado da educação formal/institucional e a sala de aula o local onde convergem múltiplas personalidades, sensibilidades e experiências. Neste filme Laurent Cantet transforma um professor (de francês) em actor e os alunos (de uma escola problemática de Paris) em actores.
Não há relações humanas fáceis, simples. “Somos muitas pessoas dentro de uma só Pessoa”, escreveu Pedro Paixão.
A complexidade de variáveis que confluem dentro da mesma Pessoa, tornam-na singular, mas também de difícil compreensão. Seja ela o Professor, o Aluno, o Vizinho ou o Merceeiro.
O desafio de qualquer obra de arte – independentemente da sua manifestação -, consiste em captar o “interior” do humano. Os Interiores. As Almas Invisíveis. Mas o esforço maior radica no facto do espectador fruir a obra e ser convidado a reflectir sobre a sua mensagem.
Eis um filme que descreve, realisticamente, as relações social, afectiva, cognitiva, do Professor e dos seus Alunos. Pedagogia comportamental ou o inverso?
No momento em que os comportamentos considerados inadequados, convencionalmente catalogados como indisciplina, são cada vez mais numerosos e mediatizados, compete-lhe a si visionar a película e reflectir sobre o rumo da Educação e do Ensino e agir procurando com o seu contributo melhorá-los. Todos somos pais ou filhos de alguém. Por isso, esta problemática é/deveria ser do interesse de todos.
Saberia responder às seguintes questões: serão coincidentes o acto de rebeldia e o acto de indisciplina? Qual a fronteira de demarcação entre ambos? E qual é o papel do inconformismo na educação, no ensino e na evolução do ser humano?

Nota: Um filme obrigatório para Professores, Alunos, Encarregados de Educação, Conselhos Executivos, Núcleo de Apoio Educativo...e Ministra da Educação. Simplesmente imperdível."

Elsa Cerqueira

http://www.hautetcourt.com/fiche.php?pkfilms=142

Nota - Thanks, Elsa C, pelo envio dos logotipos, lindos, da autoria da Karin, artista plástica por mais de uma vez já falada e badalada neste blogue.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Programação para Março

Programação para Março

Hoje partilho a programação do Cineclube para o Cinema Teixeira de Pascoaes, para o próximo mês de Março, que me foi enviada pela Elsa C.
As sessões são às sextas-feiras pelas 21:30.

Dia 6
Caos Calmo
Título original: Caos Calmo
De: Antonio Luigi Grimaldi
Com: Nanni Moretti, Valeria Golino, Alessandro Gassman
Género: Drama
Classificacao: M/12

GB/ITA, 2008, Cores, 107 min.

Dia 13
Austrália
Título original: Australia
De: Baz Luhrmann
Com: Nicole Kidman, Hugh Jackman, David Wenham
Género: Drama, Western
Classificacao: M/12

Austrália/EUA, 2008, Cores, 166 min.

Dia 20
A Fronteira do Amanhecer
Título original: La Frontière de l'Aube
De: Philippe Garrel
Com: Louis Garrel, Clémentine Poidatz, Laura Smet
Género: Drama
Classificacao: M/12

FRA, 2008, Cores, 106 min

Dia 27
O Lado Selvagem
Título original: Into The Wild
De: Sean Penn
Com: Emile Hirsch, Marcia Gay Harden, William Hurt
Género: Drama
Classificacao: M/12

EUA, 2008, Cores, 140 min.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Chinese Shadow Theater

Chinese Shadow Theater

O teatro de sombras sempre me fascinou desde que em criança observava encantada os bicharocos fantásticos e até fantasmagóricos feitos pelas mãos do meu pai ou do meu avô Rodrigo. Das mãos deles saíam pássaros diversos que chilreavam e levantavam voo, cães que ladravam, gatos que miavam e até animais estranhíssimos que nos assustavam. Era um espectáculo que nos era servido ali mesmo, sem sair de casa, e ao qual assistíamos fascinados. Hoje os tempos são outros com a informação à distância de um clique no computador e a magia não é mais a mesma. É irremediavelmente outra. Mas ainda a sinto nestes espectáculos feitos de parcos recursos mas muita, mesmo muita, habilidade e imaginação.



 
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