How Earth Made Us
Post feito especialmente para recordar uma viagem de preparação complicada, à Líbia, agora interdita e a ferro e fogo. A partir do minuto 2:45 mergulhamos no deserto líbio.
E sim, eu já pisei estas areias, já afaguei estas pedras, já subi estas dunas gigantescas, já escutei este silêncio espampanante...
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Novas da Líbia
Fotografia de autoria desconhecida
Chegadas a tempo e horas, como sempre, religiosamente, vindas do Sul, de Sebha, do senhor Abdel Doumnaji, o marroquino de Marrakech dono da agência de viagens mais recomendável do país.
Ainda será cedo para o retomar do fluxo turístico para este país de belezas indizíveis... de qualquer modo aqui deixo o seu contacto...
Alguém se quer aventurar pela Líbia adentro?
CHERS AMIS
A L'OCCASION DE LA NOUVELLE ANNEE 2012, JE VOUS ADRESSE MES SINCERES VOEUX DE BONHEUR, SANTE, SANTE ET PROSPERITE .
ABDEL DOUMNAJI
AFRICATOURS LIBYE
Phone + 218 71 413 72 76 - PO BOX 396 SEBHA LIBYA
Fax : + 218 712 631 084
Gsm : + 218 92 513 23 04
E.MAIL : doumnaji@hotmail.com
http://www.africatours.ly
domingo, 20 de novembro de 2011
Líbia
Líbia
Saudades desta areia quente que eu já pisei com os meus pés descalços, das gargalhadas sem barreiras, das paisagens surreais, da simplicidade de uma vida reduzida ao essencial, do silêncio espampanante do deserto.
Votos de paz e harmonia deste Norte para esse Sul que eu amo... perdidamente... e onde preciso de reentrar...
Saudades desta areia quente que eu já pisei com os meus pés descalços, das gargalhadas sem barreiras, das paisagens surreais, da simplicidade de uma vida reduzida ao essencial, do silêncio espampanante do deserto.
Votos de paz e harmonia deste Norte para esse Sul que eu amo... perdidamente... e onde preciso de reentrar...
sábado, 19 de novembro de 2011
Novas da Líbia
Leito de Rio em Pleno Sahara - Akakus - Líbia
Fotografia de Artur Matias de Magalhães
Saif Kadhafi, o presumível herdeiro do ditador, foi capturado no sul da Líbia.
Espero que o conservem em boas condições físicas até ser presente a julgamento.
Entretanto as comunicações foram restabelecidas e é agora possível falar daqui para lá, é agora possível falar deste Norte para o Sul que eu amo, é agora possível escutar de novo as gargalhadas quentes que me chegam vindas directamente de um Sahara feito de paisagens improváveis e de cortar, verdadeiramente, a respiração. Já o fiz. E foi com especial emoção e alegria que soube boas novas dos meus amigos, ao que sei bem, tanto quanto é possível estar bem num país dilacerado por uma guerra aberta desnecessariamente por um ditador que confundiu um país e um povo com a sua propriedade pessoal e particular.
Os povos só são manobráveis até certo ponto, os povos só são manipuláveis até certo ponto. Convinha que os dirigentes mundiais percebessem isto, convinha que os dirigentes europeus percebessem isto sob pena de serem ultrapassados pelos acontecimentos descontrolados de que as democracias ocidentais não estão isentas.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
E Entretanto Pela Líbia...
E Entretanto Pela Líbia...
Os problemas continuam. Sabha foi bombardeada pela aviação da NATO. E já não foi a primeira vez.
Os problemas continuam. Sabha foi bombardeada pela aviação da NATO. E já não foi a primeira vez.
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Líbia - Testemunho em Português
Líbia - Testemunho em Português
Ouça-o aqui. Porque há uma família portuguesa que permanece em Trípoli.
Ouça-o aqui. Porque há uma família portuguesa que permanece em Trípoli.
Entretanto pela Líbia
Entretanto pela Líbia
O fim de um está próximo. Falta o outro. O Assad.
Segura-te, Sahel!
E parabéns aos rebeldes, muitos gente comum, como eu, como tu, como nós, que pegou em armas pela primeira vez para defender o seu direito à Democracia e à Liberdade.
Espero que estes desígnios se cumpram.
Está a ser bonito de se ver. Que assim continue.
O fim de um está próximo. Falta o outro. O Assad.
Segura-te, Sahel!
E parabéns aos rebeldes, muitos gente comum, como eu, como tu, como nós, que pegou em armas pela primeira vez para defender o seu direito à Democracia e à Liberdade.
Espero que estes desígnios se cumpram.
Está a ser bonito de se ver. Que assim continue.
sábado, 16 de julho de 2011
Novas da Síria e Afins
Novas da Síria e Afins
Más. A pouca vergonha continua e parece não haver quem lhe ponha cobro. Ontem tombaram mais dezassete.
Entretanto continuo sem novas da Líbia e do meu amigo Sahel. Desde o dia 25 de Abril que nada sei, nem através da web, cortada, nem através do telemóvel, igualmente cortado. Persisto e não desisto. Todos os dias tento uma brecha, um buraco de luz e energia... mas sem êxito!
A Líbia conseguirá emergir do buraco? Recuperarei os meus contactos neste país distante?
O Sahel voltará ao meu umbigo, ao Largo de S. Gonçalo?
Más. A pouca vergonha continua e parece não haver quem lhe ponha cobro. Ontem tombaram mais dezassete.
Entretanto continuo sem novas da Líbia e do meu amigo Sahel. Desde o dia 25 de Abril que nada sei, nem através da web, cortada, nem através do telemóvel, igualmente cortado. Persisto e não desisto. Todos os dias tento uma brecha, um buraco de luz e energia... mas sem êxito!
A Líbia conseguirá emergir do buraco? Recuperarei os meus contactos neste país distante?
O Sahel voltará ao meu umbigo, ao Largo de S. Gonçalo?
sábado, 23 de abril de 2011
Novas da Líbia
Novas da Líbia
"Apenas" a conquista, inesperada, do posto fronteiriço com a Tunísia pelas forças rebeldes líbias.
Quando por ali passei, em 2004, foi só entrar em território líbio para perder automaticamente o sinal do telemóvel, imprestável para a Líbia. Com os restantes dezoito telemóveis, idos daqui de Portugal, passou-se exactamente o mesmo. Hoje as comunicações estão ainda mais difíceis... porque impossíveis... e quanto a novas da Gente do Sul, boas ou más, não há. Os telemóveis não funcionam, muito menos a Internet... desde que os combates se intensificaram a Norte.
Gostaria que a libertação da Líbia ocorresse e se concretizasse rapidamente.
Gostaria de receber boas novas do Sul.
"Apenas" a conquista, inesperada, do posto fronteiriço com a Tunísia pelas forças rebeldes líbias.
Quando por ali passei, em 2004, foi só entrar em território líbio para perder automaticamente o sinal do telemóvel, imprestável para a Líbia. Com os restantes dezoito telemóveis, idos daqui de Portugal, passou-se exactamente o mesmo. Hoje as comunicações estão ainda mais difíceis... porque impossíveis... e quanto a novas da Gente do Sul, boas ou más, não há. Os telemóveis não funcionam, muito menos a Internet... desde que os combates se intensificaram a Norte.
Gostaria que a libertação da Líbia ocorresse e se concretizasse rapidamente.
Gostaria de receber boas novas do Sul.
domingo, 20 de março de 2011
Líbia
Líbia
A apoiar a intervenção na Líbia, contente por esta coligação integrar a Liga Árabe, mas muito preocupada com os meus Amigos do Sul, o Sahel, o Abdol, o Mouftha, o Abdel...
A apoiar a intervenção na Líbia, contente por esta coligação integrar a Liga Árabe, mas muito preocupada com os meus Amigos do Sul, o Sahel, o Abdol, o Mouftha, o Abdel...
sexta-feira, 18 de março de 2011
Líbia
Líbia
A situação complica-se. A ONU estabeleceu uma zona de exclusão aérea na Líbia e autorizou o recurso à força. Finalmente, e já vai um pouco tarde.
Entretanto o amigo do primeiro ameaça a torto e a direito, ora os inimigos são os terroristas da Al Qaeda, ora são os americanos e afins que lhe querem o petróleo.
Uma coisa é certa, este início do século XXI tem sido conturbado que chegue. O início do século XX também o foi e deixou marcas profundas.
A ver vamos o que acontecerá. Estamos a viver a História.
A situação complica-se. A ONU estabeleceu uma zona de exclusão aérea na Líbia e autorizou o recurso à força. Finalmente, e já vai um pouco tarde.
Entretanto o amigo do primeiro ameaça a torto e a direito, ora os inimigos são os terroristas da Al Qaeda, ora são os americanos e afins que lhe querem o petróleo.
Uma coisa é certa, este início do século XXI tem sido conturbado que chegue. O início do século XX também o foi e deixou marcas profundas.
A ver vamos o que acontecerá. Estamos a viver a História.
terça-feira, 1 de março de 2011
A Palavra a Muammar Kadhafi
A Palavra a Muammar Kadhafi
"O meu povo adora-me e morreria para me proteger"
Muammar Kadhafi
Palavra?
"O meu povo adora-me e morreria para me proteger"
Muammar Kadhafi
Palavra?
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Líbia
Líbia
Hoje volto ao infindável mar de areia líbio e dirijo-me ao Sul, fugindo da agitação e dos confrontos ferozes que se fazem sentir a Norte. Por Sabha e arredores a vida continua a escoar-se tão tranquila quanto é possível num país dividido em lutas intestinas. A areia aos molhos, as dunas gigantestas de formas improváveis continuam lá, impávidas e serenas, perante uma catástrofe que se adivinha e, no seu seio, lá estão os lados salgados e surreais aninhados nas encostas doces e sensuais das mais altas dunas de todo o deserto do Sahara.
Por ali ecoa a voz do Sahel, agora sem gargalhadas. Por ali permaneço presa a uma areia movediça...
Hoje volto ao infindável mar de areia líbio e dirijo-me ao Sul, fugindo da agitação e dos confrontos ferozes que se fazem sentir a Norte. Por Sabha e arredores a vida continua a escoar-se tão tranquila quanto é possível num país dividido em lutas intestinas. A areia aos molhos, as dunas gigantestas de formas improváveis continuam lá, impávidas e serenas, perante uma catástrofe que se adivinha e, no seu seio, lá estão os lados salgados e surreais aninhados nas encostas doces e sensuais das mais altas dunas de todo o deserto do Sahara.
Por ali ecoa a voz do Sahel, agora sem gargalhadas. Por ali permaneço presa a uma areia movediça...
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Revolução de Jasmim em Marcha - Líbia
Revolução de Jasmim em Marcha - Líbia
As notícias que chegam da Líbia são cada vez mais perturbadoras e preocupantes e fala-se já em catástrofe humanitária.
Tomara que a população, cheia até dizer chega de Kadhafi e companhia, consiga colocar uma pedra neste regime e passar à frente, rumo à Liberdade e Democracia.
Tomara. Porque os calhaus no caminho são mais do que enormes.
Por agora tiro o meu chapéu aos revoltosos, por saberem defender os ideais que perseguem, mesmo correndo o risco de pagarem tal afronta com a própria vida. As revoluções fazem-se com gente deste calibre e é esta gente que provoca rupturas. para o bem e para o mal.
Esperemos que neste, como noutros casos, seja para o bem de um povo "paciente e dócil", que aguentou estoicamente as maluqueiras do Chefe da Revolução, que já o foi e já não o é mais, não sento agora reconhecido nas ruas como tal, sendo agora visto "apenas" como o seu mais feroz opositor.
As notícias que chegam da Líbia são cada vez mais perturbadoras e preocupantes e fala-se já em catástrofe humanitária.
Tomara que a população, cheia até dizer chega de Kadhafi e companhia, consiga colocar uma pedra neste regime e passar à frente, rumo à Liberdade e Democracia.
Tomara. Porque os calhaus no caminho são mais do que enormes.
Por agora tiro o meu chapéu aos revoltosos, por saberem defender os ideais que perseguem, mesmo correndo o risco de pagarem tal afronta com a própria vida. As revoluções fazem-se com gente deste calibre e é esta gente que provoca rupturas. para o bem e para o mal.
Esperemos que neste, como noutros casos, seja para o bem de um povo "paciente e dócil", que aguentou estoicamente as maluqueiras do Chefe da Revolução, que já o foi e já não o é mais, não sento agora reconhecido nas ruas como tal, sendo agora visto "apenas" como o seu mais feroz opositor.
quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011
Efeito Dominó - Agora na Líbia
Efeito Dominó - Agora na Líbia
As imagens são de hoje e as manifestações foram convocadas através do Twitter e do Facebook, à semelhança de tantas outras que ocorreram e ocorrem em pleno coração do mundo muçulmano, dito árabe, em pleno Norte de África atravessado de lés a lés por problemas semelhantes.
E digo "dito árabe" porque convém não esquecer as populações autóctones, que habitavam o Norte de África antes das invasões árabes - não esqueçamos os berberes e os tuaregues, ou Homens Azuis, como também são conhecidos.
Sahel, Sahel... chegou a vez do teu país...
As imagens são de hoje e as manifestações foram convocadas através do Twitter e do Facebook, à semelhança de tantas outras que ocorreram e ocorrem em pleno coração do mundo muçulmano, dito árabe, em pleno Norte de África atravessado de lés a lés por problemas semelhantes.
E digo "dito árabe" porque convém não esquecer as populações autóctones, que habitavam o Norte de África antes das invasões árabes - não esqueçamos os berberes e os tuaregues, ou Homens Azuis, como também são conhecidos.
Sahel, Sahel... chegou a vez do teu país...
sábado, 27 de novembro de 2010
Evasão










Deserto do Sahara - Líbia
Evasão
Proporcionada pelas fotografias do Sahel, o Líbio.
... saudades dos acampamentos desamparados no meio de um mar de dunas sem fim... saudades das noites frias à volta da fogueira... saudades do céu estrelado e luminoso como nenhum outro... saudades da areia quente por debaixo dos meus pés descalços... saudades dos banhos ao ar livre, tomados em pleno deserto... saudades das noites dormidas dentro de um saco-cama pousado por cima da areia fina... saudades da música tuaregue ecoando no acampamento... saudades dos lagos improváveis aninhados no meio das dunas altas como o raio que as parta... saudades do esforço físico da subida pela crista das dunas, em subidas penosas e duras... saudades de chegar ao topo do mundo e de olhar ao redor e só ver mundo... saudades do silêncio espampanante do deserto... saudades das dunas que cantam e me dão a volta ao miolo... saudades do pide-guide, Abdol, o único pide-guide musical que até hoje conheci... saudades do Moufta, o Sensível... saudades do Sahel, o Líbio, que me acompanha os passos à distância... saudades das suas gargalhadas francas ecoando no interior da minha cabeça... para quando um reencontro, Sahel?
Merci pour les photos, Sahel! Pour l`expérience au désert aussi...
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
"Water - How the Earth Made Us"

História em Movimento - Akakus - Sahara - Líbia
Fotografia de Artur Matias de Magalhães
"Water - How the Earth Made Us"
"O Professor Iain Stewart conta a história épica de como a geologia, a geografia e o clima influenciaram a espécie humana."
Deparei-me com este post, aqui, no blogue do Movimento Cidadania para o Desenvolvimento do Tâmega, acompanhando um documentário, para mim até então desconhecido, com a chancela de qualidade da BBC.
Espreitei-o de imediato e, confesso, vi os primeiros minutos desde logo completamente rendida pela beleza e pela qualidade excepcional das imagens da água. Depois amei a voz e a pronúncia de Iain Stewart explicando, de forma simples, com peso, conta e medida, histórias tão complexas como as que aqui são narradas e depois porque mal vi as imagens do Grande Sahara... emudeci..., porque o silêncio é imprescindível para a fruição do deserto... e toquei com os meus dedos as imagens que corriam velozes à minha frente, tentando retê-las, mais uma vez, uma e outra vez, agora aqui, outrora lá.
Líbia... estas imagens foram captadas na Líbia... pensei eu de imediato olhando a plenitude da paisagem, a configuração das dunas, a sua altura, a sua cor... sentindo o seu cheiro, a sua textura nos meus pés descalços, o seu calor aconchegante e quente... já as vi... lá... e deixam-me sempre incrédula perante esta beleza de deserto, perante este Sahara espampanante como o raio que o parta... como o raio que o parta... "Meu deus, mas como é que eu vou conseguir explicar isto a alguém?" ...
E depois a arte rupestre. Neste caso a gravura, por lá aos molhos, mas também por lá aos molhos a pintura, ambas do Neolítico na sua esmagadora maioria, a temática a deixar transparecer tempos incomparavelmente mais benignos para a instalação e proliferação da vida humana.
Algumas das fotografias captadas aquando da minha visita ao Sahara Líbio, ali Património da Humanidade, podem ser vistas aqui, integradas no meu trabalho de realização de apresentações em Powerpoint, que nunca pára e é enriquecido a cada dia que passa.
Vejam a apresentação F - Arte no Neolítico. Cliquem em Transferir, Abrir, Só de Leitura. E vejam como pode ser bom viajar, também com o trabalho em mente. Com a "História em Movimento" em mente.
terça-feira, 4 de maio de 2010
Expedição à Líbia
Expedição à Líbia - 2004
Foi em 2004, depois de mais de um ano de preparação de uma logística um pouco complicada que levaria 19 portugueses ao país "fechado", "quase proibido", onde o deserto se espraia de lés a lés, sem cabresto nem amarras.
Já reflecti longa, carinhosa e emotivamente sobre esta viagem que me levou à imensidão infindável de um deserto surrealmente belo. Não O sei explicar. Porque os sentimentos chegam em turbilhões contrastantes, a inquietude dá lugar à paz, à serenidade e à alegria contagiante de uma gargalhada descomprometida e franca. Lá somos nada. Seres reduzidos à sua insignificância perante O Deserto, este longe longe de ser nada, longe longe de ser um vazio, apenas porque é a vida reduzida à sua essência - bela.
Sim, é verdade, lá não há telemóveis, não há computadores, não há camas, mesas, cadeiras, muito menos sofás e não há televisão, não há cinema, tão pouco há frigoríficos e não há espelhos... a não ser a superfície parada dos lagos salgados, aqui e ali, resistindo teimosamente ao avanço das areias avassaladoras e escaldantes. Mas, como explicar? Lá não necessitamos da tralha de que são feitos os nossos dias por aqui, nos dias que vão correndo...
Hoje recordo a Líbia porque recebi um link do Strokman que me remeteu de imediato para uma expedição realizada pouco depois da nossa e que resultou no ganho de um amigo para a vida.
O Hélder Colmonero tem alma de nómada errante e é vê-lo por aqui na sua potente BMW, rasgando continentes de lés a lés. A seu lado o "nosso" anjo da guarda, Sahel de seu nome, que nos revelou uma pequena parte da inatingível perfeição total.
O meu obrigada a todos, especialmente ao Strokman, sem o qual eu não teria, hoje, andado por aqui, por estas areias do Sul, com os meus pés descalços.
Foi em 2004, depois de mais de um ano de preparação de uma logística um pouco complicada que levaria 19 portugueses ao país "fechado", "quase proibido", onde o deserto se espraia de lés a lés, sem cabresto nem amarras.
Já reflecti longa, carinhosa e emotivamente sobre esta viagem que me levou à imensidão infindável de um deserto surrealmente belo. Não O sei explicar. Porque os sentimentos chegam em turbilhões contrastantes, a inquietude dá lugar à paz, à serenidade e à alegria contagiante de uma gargalhada descomprometida e franca. Lá somos nada. Seres reduzidos à sua insignificância perante O Deserto, este longe longe de ser nada, longe longe de ser um vazio, apenas porque é a vida reduzida à sua essência - bela.
Sim, é verdade, lá não há telemóveis, não há computadores, não há camas, mesas, cadeiras, muito menos sofás e não há televisão, não há cinema, tão pouco há frigoríficos e não há espelhos... a não ser a superfície parada dos lagos salgados, aqui e ali, resistindo teimosamente ao avanço das areias avassaladoras e escaldantes. Mas, como explicar? Lá não necessitamos da tralha de que são feitos os nossos dias por aqui, nos dias que vão correndo...
Hoje recordo a Líbia porque recebi um link do Strokman que me remeteu de imediato para uma expedição realizada pouco depois da nossa e que resultou no ganho de um amigo para a vida.
O Hélder Colmonero tem alma de nómada errante e é vê-lo por aqui na sua potente BMW, rasgando continentes de lés a lés. A seu lado o "nosso" anjo da guarda, Sahel de seu nome, que nos revelou uma pequena parte da inatingível perfeição total.
O meu obrigada a todos, especialmente ao Strokman, sem o qual eu não teria, hoje, andado por aqui, por estas areias do Sul, com os meus pés descalços.
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