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domingo, 14 de maio de 2017

13 de Maio de 1917 - Dia de Fiéis Devotos

Imagem retirada daqui

13 de Maio de 1917 - Dia de Fiéis Devotos

O dia de ontem foi atípico neste Portugal à beira mar plantado porque foi um dia de intensa alegria para muitos milhões de portugueses que, unidos por fervorosas crenças, em uníssono dentro dessas crenças, tiveram mais do que motivos para festejar.
Primeiro tivemos por cá o papa Francisco, o papa Chico como lhe chamam muitos dos meus alunos que o conhecem pelo nome e, espero, também um pouco pela obra. E a obra dele é já, no mínimo!, monumental. Só ter a coragem de pegar na vassoura e desatar a vassourar, higienizando, na medida certa, aquele Vaticano coberto de chagas! tem que se lhe diga e requer uma energia e um saber que não está ao alcance de qualquer um.
O seu exemplo é importante para fiéis e para infiéis, para crentes e para não crentes porque é um exemplo enraizado na Humanidade, no decoro, na simplicidade que extravasa, em importância, o cargo que ocupa mas que também radica no cargo que ocupa - pastor máximo dos fiéis que acreditam e que têm fé, católica, neste caso.
Depois tivemos o tetra do Benfica, comemorado a preceito por fiéis de outras crenças, neste caso clubísticas, mas que podem, estas últimas, acumular com as crenças religiosas, quaisquer que elas sejam, porque não se auto-excluem e têm até manifestações de fé cega, de "crença religiosa", que se assemelham. Ontem foi pois o dia do Benfica e dos benfiquistas, comemorado num país já meio em êxtase colectivo e a tender para o irreal.
Finalmente, tivemos, e temos!, o Salvador que, qual Dom Sebastião em dia de nevoeiro!, zarpou pela Europa fora e cavalgou uma onda improvável que haveria de se revelar muito maior do que a gigantesca onda da Nazaré, isto dos nomes é coisa premonitória, não é?, e surfou-a com a delicadeza e a força de quem está seguro do que faz. E o que fez foi tão só arejar e limpar um festival medíocre, deprimente, a cheirar a mofo, decadente em múltiplos aspectos, catapultando-o para a primeira linha dos acontecimentos mundiais. Não foi pouca a obra! E, com isso, contagiou milhões de portugueses, mas não só porque o Mundo é global!, milhões de crentes na música, na cultura, enfim, de gente que só aparentemente tinha abandonado a fé em Portugal mas que ontem se redimiu de muitos pecados e, parece, talvez de todas as descrenças.
Ou seja, e resumindo, ontem foi um dia bom. Muito bom!
Os meus parabéns a quem conseguiu fazer dele um dia memorável... independentemente das crenças, da fé... ou de nada disto.

Nota - De fora ficaram, propositadamente, Fátima e os pastorinhos e os milagres a eles associados.

sábado, 18 de março de 2017

Bebé Novo na Rua


Bebé Novo na Rua

Quando um bebé novo chega a esta minha rua isso constitui sempre motivo de alegria maior para os seus habitantes. É que somos poucos, mas lá vamos crescendo... devagar, devagarinho...
Foi o que aconteceu ontem. Uma cegonha deu voltas e mais voltas sobre o casario e achou que estava mais do que na hora de deixar um bebé novo nesta rua que é nossa.
E foi assim que um bebé novo chegou para animar e encher de vida esta velha calçada.
Que seja bem vindo. Que seja muito bem vindo!
Aos felizes pais, aos meus vizinhos, os meus parabéns!

Yupi! E, aqui na rua, já são para aí uns dois ou três bebés... incrível, não é?!

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Sismo - Portugal

Sismo - Portugal

Foi ontem à noite, pelas 23:22 que se fez sentir um sismo de magnitude 3.7 na escala de Richter, com epicentro em Porto de Mós.
Aqui ficam os dados para quem gosta de se informar sobre esta "vida" da Terra.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Matemática - Alunos Portugueses de 4º Ano à Frente dos Finlandeses


Matemática - Alunos Portugueses de 4.º Ano à Frente dos Finlandeses

O post que se segue foi originalmente escrito e publicado no ComRegras.

Sem dúvida que esta é a notícia de hoje, a divulgação dos resultados do TIMSS - Trends in International Mathematics and Science Study - que compara resultados internacionais de Matemática e Ciências e que nos comprova que não só os estudantes portugueses do 4.º ano de escolaridade conseguiram melhores resultados que os míticos finlandeses, como comprova ainda que, entre 1995 e 2015, Portugal foi o país que mais melhorou no que à Matemática diz respeito.
Clara Viana, no Público de hoje, chama este feito, como não podia deixar de ser, para o título da notícia Matemática: alunos portugueses do 4º ano passam à frente dos finlandeses. Mas, já a Ciências...

"Estes testes realizam-se de quatro em quatro anos. Por comparação a 2011, a média obtida por Portugal a Matemática subiu nove pontos, estando agora na 13.ª posição de um ranking que lista 49 países e regiões, dois lugares acima do que foi alcançado há quatro anos.
Já a Ciências (Estudo do Meio no currículo português), pelo contrário, registou-se "uma descida significativa": menos 14 pontos de média e descida da 19.ª posição para a 32.ª" escreve Clara Viana que aborda ainda a desigualdade de géneros verificados nos resultados de Matemática, desta vez com os rapazes na liderança em Portugal.

É claro que o PSD já veio reivindicar os excelentes resultados a Matemática... esquecendo-se, habilmente, de também reivindicar os péssimos resultados de Ciências...

Público - Clara Viana

Matemática: alunos portugueses do 4º ano passam à frente dos finlandeses

Lusa

PSD chama a si louros pelos bons resultados a Matemática

E ainda no Público

Bons resultados a Matemática mostram que houve políticas eficazes

Olaria Negra de Bisalhães - Património Imaterial da Unesco

Fotografias recolhidas na net

Olaria Negra de Bisalhães - Património Imaterial da Unesco

Já era Património Cultural Nacional mas, a partir de hoje, a Olaria Negra de Bisalhães é também, orgulhosamente, Património Imaterial da Unesco. Restam cinco oleiros, todos idosos e vale bem a pena saber os seus nomes - Cesário da Rocha Martins, Jorge Ramalho, Manuel Joaquim da Rocha Martins, Querubim Queirós Rocha e Sezisnando Ramalho são os resilientes artesãos que perpetuaram esta actividade fazendo-a chegar aos dias de hoje. A janela da extinção ainda não está, assim, fechada e a distinção de hoje vai contribuir, por certo, para a preservação desta forma de produzir peças de barro que, por usarem a soenga, muito embora não tão primitiva quanto a de Gondar, como método de cozedura, resultam em peças de barro preto pretinho, muito apreciadas na região e nos seus arredores, estrangeiro incluído.
Orgulho! Hoje, enquanto portuguesa, só posso estar orgulhosa.

Orgulho também na olaria de barro negro produzida em Gondar, Amarante, actualmente em processo de certificação, que usa um método de cozedura em soenga primitiva já raríssima nos dias que correm e já só produzida por um único artesão de seu nome César Teixeira.
Orgulho em saber que aqui mesmo, nesta mesma rua em que habito, abrirá um pequeno museu a esta olaria negra dedicado, com o apoio do Município de Amarante e a dedicação e empenho de sempre da Associação Camerata das Artes. Chamar-se-á Núcleo Museológico do Barro Negro e talvez para o próximo ano, até porque é ano de eleições, vos dê a notícia da inauguração deste importante espaço que contribuirá, inevitavelmente, para o ressurgimento desta rua que já bateu no fundo e está agora, nitidamente, a reerguer-se.
Aguardamos as cenas dos próximos capítulos mas, sem dúvida! esta foi uma importante notícia para Bisalhães... e para Gondar.

terça-feira, 12 de julho de 2016

Ainda Sobre a Bola e os Portugueses


Ainda Sobre a Bola e os Portugueses

Hoje abri um jornal diário, no caso o JN e constatei que meio jornal, e não estou a exagerar, foi dedicado ao feito alcançado pela selecção portuguesa de futebol que é agora a melhor da Europa, conquistado que foi o título de Campeão Europeu de Futebol, com a vitória na final contra a França.
E lembrei-me de um país que, muito bem, saiu à rua eufórico e encheu praças e ruas e avenidas e esplanadas e vibrou e sofreu e vitoriou uma equipa de futebol que, pela primeira vez na sua história, conquistou o título de campeã de futebol da Europa.
E lembrei-me dos noticiários quase integralmente preenchidos com o futebol para cima e para baixo, o que comeram os jogadores, o que treinaram, o que passearam, o que vestiram os jogadores, o que comeram... acho que até quantos arrotos deram cada jogador... que exagero!... e foi ainda tempo de me lembrar que desejava um país mais equilibrado e ainda mais grandioso. Porque se os portugueses acompanhassem o que se passa na vida política, económica e financeira e mesmo educativa e cultural com o mesmo sentido de pertença com que acompanham o que se passa no futebol... e se saíssem assim à rua para lutar contra quem os deixa a pão e água para alimentar meia dúzia de falcatrueiros...  pois é isso... outro galo nos cantaria, mais afinado, aqui neste rectângulo à beira mar plantado.

segunda-feira, 6 de junho de 2016

Dia D - 6 de Junho de 1944


Omaha, a Sangrenta - Normandia - França
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
   
   
Cemitérios Alemão e Americano - Normandia - França
Fotografias de Artur Matias de Magalhães

Dia D - 6 de Junho de 1944

Um dia escrevi:

No dia 6 de Junho de 1944, o célebre Dia D, as tropas aliadas desembarcaram em força nas cinco praias da Normandia, baptizadas com nomes de código - UtahOmahaGold, Juno e Sword - depois de a coberto da noite terem sido largados de pára-quedas 20 000 homens por detrás das linhas alemãs e depois dos bombardeamentos feitos sobre as linhas inimigas que constituíam/defendiam o Muro do Atlântico. E assim se deu inicio à operação Overlord, mais conhecida por D-Day.
O desembarque nas duas primeiras praias ficou a cargo das tropas americanas, enquanto na Gold e na Sword desembarcaram tropas britânicas, tendo a Juno ficado a cargo das tropas canadianas.
O desembarque e a progressão no terreno foi irregular e se houve praias onde se registaram poucos mortos e feridos, outras houve onde a carnificina foi grave, como no caso de Omaha Beach. Mas o Muro do Atlântico abriu brechas, e a progressão no terreno, por uma França ocupada pelos nazis, tornou-se imparável.
Os dados do desembarque são impressionantes. Impressionantes em termos de material de guerra desembarcado, em material de apoio às tropas, em alimentos desembarcados, impressionantes em termos do número de homens envolvidos, impressionante no número de militares que ficaram nesse dia banhados em sangue, feridos ou mortos, naquelas praias irremediavelmente manchadas de vermelho. Ainda hoje irremediavelmente manchadas de vermelho.
Os despojos e as más/boas recordações desse dia estão por todo o lado. Nas placas que relembram este ou aquele acontecimento. Nas fotografias dos monumentos, bombardeados e destruídos, plantadas à frente desses mesmos monumentos agora de novo em pé. Nas bandeiras, sobretudo americanas, mas também de outros países que acabaram por se envolver nesta guerra terrível, que esvoaçam ainda em terras de França. Nos agradecimentos públicos do povo francês aos Aliados. Os despojos e as más/boas recordações deste dia estão por todo o lado. Nas praias também. Bunkers alemães, restos de portos artificiais necessários enquanto os portos de RouenLe Havre e Cherbourg não eram libertados, obstáculos diversos, em ferro e betão, que também constituíam a defesa do Muro do Atlântico.
10 000 jovens dos exércitos aliados perderam a vida nos combates desse dia. Só nesse dia. Os cemitérios pontuam a costa, aqui e ali. Britânicos, americanos, alemães. Milhares de vidas ceifadas numa guerra que provocaria um total de 50 000 000 baixas, numa guerra com contornos aterradores, numa guerra com contornos demenciais e patológicos. Números que me continuam a deixar perplexa vindos dum mundo dito "civilizado".
E assim se explica a visão fantasmagórica de praias imensas, praticamente desertas, onde uma ou outra pessoa passeia junto à água, onde uma ou outra pessoa se senta na areia olhando em redor, fitando o mar, onde a maioria dos visitantes, muitos na praia de Omaha, rebaptizada de Omaha Sangrenta, não entra.
O silêncio é impressionante. Totalmente diferente do silêncio espampanante do deserto. É um silêncio pesado/leve, imensamente triste, o que envolve aquelas praias irremediavelmente manchadas de sangue até hoje.
E entrar por aquelas praias adentro não é uma experiência agradável, quando se tem consciência do que por lá se passou. Não é, definitivamente, uma experiência agradável.
No meu caso não foi.

Nota - As fotografias da praia de Omaha e do cemitério americano foram tirada de solo americano, oferta dos franceses em sinal de profundo reconhecimento pela ajuda prestada em tempos tão difíceis para a Europa.

sábado, 8 de agosto de 2015

Excelente Notícia

Medronhos Rizonhos - Barca - Serra da Aboboreira
Fotografia de Artur Matias de Magalhães

Excelente Notícia

A mim parece-me bem que a possibilidade de trabalhar em part-time esteja salvaguardada pela lei. Obviamente, sei que só usufruirá dela quem puder e/ou quem quiser sendo que tudo isto é muito relativo pois as prioridades de uns não são as prioridades de outros.
Mas, se nenhum funcionário público vai ser obrigado a pedir para trabalhar em part-time e ganhar 60% do seu vencimento... a que propósito votaram contra o PS, o PCP, BE e PEV?
Ele há coisas que não entendo...

Funcionários públicos com netos e filhos até aos 12 anos já podem trabalhar em part-time

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Dia Negro

Fotografia retirada daqui

Dia Negro

No dia em que passam 70 anos sobre um dos acontecimentos mais dramáticos da 2ª Guerra Mundial, o lançamento da bomba atómica sobre Hiroshima, partilho um depoimento de um sobrevivente, contado na primeira pessoa.

Quando o Sol caiu em Hiroshima

E partilho um registo de um dos maiores crimes de guerra cometidos contra população civil.
Para que Hiroshima não caia no esquecimento.

sábado, 6 de junho de 2015

Dia D - 6 de Junho de 1944


Omaha, a Sangrenta - Normandia - França
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Dia D - 6 de Junho de 1944

Já escrevi inúmeras vezes neste blogue sobre a importância deste dia 6 de Junho de 1944.

Um dia escrevi:

No dia 6 de Junho de 1944, o célebre Dia D, as tropas aliadas desembarcaram em força nas cinco praias da Normandia, baptizadas com nomes de código - UtahOmahaGold, Juno e Sword - depois de a coberto da noite terem sido largados de pára-quedas 20 000 homens por detrás das linhas alemãs e depois dos bombardeamentos feitos sobre as linhas inimigas que constituíam/defendiam o Muro do Atlântico. E assim se deu inicio à operação Overlord, mais conhecida por D-Day.
O desembarque nas duas primeiras praias ficou a cargo das tropas americanas, enquanto na Gold e na Sword desembarcaram tropas britânicas, tendo a Juno ficado a cargo das tropas canadianas.
O desembarque e a progressão no terreno foi irregular e se houve praias onde se registaram poucos mortos e feridos, outras houve onde a carnificina foi grave, como no caso de Omaha Beach. Mas o Muro do Atlântico abriu brechas, e a progressão no terreno, por uma França ocupada pelos nazis, tornou-se imparável.
Os dados do desembarque são impressionantes. Impressionantes em termos de material de guerra desembarcado, em material de apoio às tropas, em alimentos desembarcados, impressionantes em termos do número de homens envolvidos, impressionante no número de militares que ficaram nesse dia banhados em sangue, feridos ou mortos, naquelas praias irremediavelmente manchadas de vermelho. Ainda hoje irremediavelmente manchadas de vermelho.
Os despojos e as más/boas recordações desse dia estão por todo o lado. Nas placas que relembram este ou aquele acontecimento. Nas fotografias dos monumentos, bombardeados e destruídos, plantadas à frente desses mesmos monumentos agora de novo em pé. Nas bandeiras, sobretudo americanas, mas também de outros países que acabaram por se envolver nesta guerra terrível, que esvoaçam ainda em terras de França. Nos agradecimentos públicos do povo francês aos Aliados. Os despojos e as más/boas recordações deste dia estão por todo o lado. Nas praias também. Bunkers alemães, restos de portos artificiais necessários enquanto os portos de RouenLe Havre e Cherbourg não eram libertados, obstáculos diversos, em ferro e betão, que também constituíam a defesa do Muro do Atlântico.
10 000 jovens dos exércitos aliados perderam a vida nos combates desse dia. Só nesse dia. Os cemitérios pontuam a costa, aqui e ali. Britânicos, americanos, alemães. Milhares de vidas ceifadas numa guerra que provocaria um total de 50 000 000 baixas, numa guerra com contornos aterradores, numa guerra com contornos demenciais e patológicos. Números que me continuam a deixar perplexa vindos dum mundo dito de "civilizado".
E assim se explica a visão fantasmagórica de praias imensas, praticamente desertas, onde uma ou outra pessoa passeia junto à água, onde uma ou outra pessoa se senta na areia olhando em redor, fitando o mar, onde a maioria dos visitantes, muitos na praia de Omaha, rebaptizada de Omaha Sangrenta, não entra.
O silêncio é impressionante. Totalmente diferente do silêncio espampanante do deserto. É um silêncio pesado/leve, imensamente triste, o que envolve aquelas praias irremediavelmente manchadas de sangue até hoje.
E entrar por aquelas praias adentro não é uma experiência agradável, quando se tem consciência do que por lá se passou. Não é, definitivamente, uma experiência agradável.
No meu caso não foi.

Nota - A fotografia foi tirada de solo americano oferta dos franceses em sinal de profundo reconhecimento pela ajuda prestada em tempos tão difíceis para a Europa.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

1ª Guerra Mundial - 100 anos


Trincheiras - Arredores de Verdun - França
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães
 
1ª Guerra Mundial - 100 anos

Passam hoje 100 anos sobre a declaração de guerra da Áustria à Sérvia que haveria de saldar-se em muitos milhões de mortos... mortos também portugueses...

Hoje recupero um post escrito neste blogue em 13 de Outubro de 2013, depois de mais uma das minhas peregrinações pelo que resta desta história deprimente.

1ª Guerra Mundial - Frente Ocidental - Campos da Morte

Já percorri esta Frente Ocidental para cima e para baixo, mais a norte e mais a sul, sendo que, durante a minha última peregrinação, andei pela Alsácia e pela Lorena não deixando de visitar a fustigada região de Verdun, palco de uma das mais sangrentas batalhas ocorridas durante esta guerra que, contra todas as expectativas, não foi rápida e se prolongou por quatro longos anos.
Esta guerra teve o seu início no Verão de 1914, após o assassinato do herdeiro do Império Austro-Húngaro, o arquiduque Francisco Fernando, no dia 28 de Junho, em Sarajevo, capital da Bósnia, cometido pelo sérvio Gavrilo Princip, membro de uma organização secreta chamada Mão Negra, tendo-se concretizado passado um mês deste fatídico acontecimento, no dia 28 de Julho, data da declaração de guerra da Áustria à Sérvia. Os acontecimentos precipitaram-se, imparáveis!,como se ganhassem vontade própria e a História se tornasse não dependente da vontade dos homens, sucedem-se as declarações de guerra e a 4 de Agosto a Bélgica, país neutral, foi invadida pelas tropas alemãs que pretendiam chegar rapidamente a Paris. Derrotadas e barradas pelos exércitos francês e inglês na Batalha do Marne, 5 a 12 de Setembro de 1914, os dois exércitos instalaram-se no terreno começando a abrir vastíssimas valas, as trincheiras, de um e de outro lado, pondo assim termo a uma primeira fase da guerra, rápida, conhecida por Guerra de Movimentos e inaugurando uma fase longa, que duraria até 1918, conhecida pela Guerra das Trincheiras. Ora, são estas trincheiras que ainda hoje rasgam, como uma ferida bucólica que permanece aberta mas não sangra, grande parte do território francês, teatro de guerra, à época, e frente de batalha aqui do lado ocidental. Estes são os "Campos da Morte" da 1ª Guerra Mundial, rasgados ainda pelas crateras das bombas... tantas!!!, rasgados ainda pelas trincheiras, aqui na região de Verdun onde se travaria uma das épicas batalhas ocorridas durante esta guerra, que duraria de 21 de Fevereiro a 18 de Dezembro de 1916 e que provocaria perto de um milhão de mortos de ambos os lados. Quase inimaginável...
Hoje, olhando-as, as trincheiras parecem até lindas, amostras do que foram um dia, serpenteando um território florestado no fim da guerra mas que era agricultado antes da desgraça se abater sobre esta região, desgraça sangrenta que varreu do mapa localidades inteiras e muitas das suas gentes, mas que varreu do mapa principalmente as tropas que serviram de carne para canhão numa guerra desajustada do ponto de vista estratégico face à modernidade e sofisticação das armas envolvidas em combate.
Hoje, olhando-as, quase nem conseguimos imaginar o sofrimento da gente de carne e osso que aqui combateu ao frio, à chuva, à neve, mal alimentada e de moral sabe deus, vivendo na imundice, partilhando o espaço com os ratos e as ratazanas... corpos servindo de alimento a pragas de piolhos, corpos desfeitos pelas bombas, pelos tiros automáticos das metralhadoras, aniquilados pelo armamento químico utilizado pela primeira vez nesta guerra.
Sim, esta foi uma guerra de muitas inovações. De muito sofrimento também. E estes são lugares de peregrinação para muitos de nós, conhecedores da importância da História por motivos profissionais... ou apenas porque sim...

Nota - Se alguém quiser usar as fotografias, façam os favor de estar à vontade desde que não omitam a autoria das mesmas.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Bye Bye 9ºC no D Day

 
Bye Bye 9ºC no D Day - EB 2/3 de Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães
 
Bye Bye 9ºC no D Day

Não nos despedimos num dia qualquer. Foi para nós uma honra tratar das despedidas neste dia tão especial em que passam 70 anos sobre o desembarque das tropas aliadas nas praias da Normandia.
Fizemos um minuto de silêncio pelos jovens tombados nas praias... jovens pouco mais velhos do que os meus alunos... e, simbolicamente, prestámos homenagem a todas as vítimas da guerra que mais mortos acrescentou ao historial bélico deste Homem que ainda tem muito caminho a percorrer no respeito pelo Outro.
E depois... depois foi tempo de autoavaliações e de despedidas calorosas e de autógrafos e beijinhos muitos! Sempre foram três anos de trabalhos conjuntos... por vezes muitos! Agora voem.
Até sempre, Alunos Meus!
A gente continua a ver-se por aí...

Nota - Algures lá atrás no tempo já me aconteceu terminar três anos de trabalhos intensos ao som de música de luta - foi com o meu 9ºF e Grândola. Por vezes... acontece...

Dia D - 70 Anos

Cemitério Americano - Normandia - França
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
 
Dia D - 70 Anos

Jamais esqueceremos o preço da Liberdade.

Dia D - 70 Anos

Estatísticas do Dia D - Normandia - França
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
 
Dia D - 70 Anos

Já caminhei respeitosamente pelas cinco praias do desembarque e pelas aldeias, vilas e cidades libertadas pelas tropas aliadas naquela madrugada de 6 de Junho de 1944...

Hoje gostaria de voltar a andar por lá, passados 70 anos de um dia que ditaria esta nossa vida que agora vivemos.

Obrigada, Rapazes!

Heróis do Dia D voltam à Normandia 70 anos depois

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Onde Estavas no Ano Lectivo de 73/74?

Bilhete de Identidade do Aluno - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães
 
Onde Estavas no Ano Lectivo de 73/74?

Eu sei bem onde estava e estava por aqui mesmo, em Amarante, na terra onde ainda hoje permaneço.
 Iniciei o ano lectivo de 74/75 com onze anos para logo de seguida fazer doze, idade que mantinha aquando do 25 de Abril de 1974. À época, em pleno Estado Novo já muito decadente, cumpria o 2º ano do Ciclo Preparatório, na maravilhosa Escola Preparatória de Teixeira de Pascoais, da qual só guardo excelentes recordações que podem ser revisitadas em post antigo datado de 12 de Agosto de 2009, publicado aqui, e que aproveito para transcrever na íntegra.
Facto curioso, passados tantos anos voltamos ao tempo dos directores...

Todas as Escolas Deviam Ser Assim

A Casa da Cultura e da Juventude de Amarante, aberta ao público não há muito tempo, funciona na minha antiga Escola onde frequentei e completei o antigo Ciclo Preparatório.
Hoje volto um pouco atrás e recordo a saída muito ansiada, no final da 4ª Classe, do Colégio de S. Gonçalo, do qual guardo péssimas recordações de um ensino ministrado por freiras ríspidas, frustradas, maldosas, violentas... que me fizeram querer sair dali e fugir a sete pés o mais depressa possível. Chegada a este ponto tenho de abrir duas excepções para as minhas amadas irmã Augusta e irmã Clara, pessoas bem formadas, equilibradas e doces que me leccionaram Trabalhos e Música, mas que não conseguiram salvar a honra daquele convento.
Mas adiante. O meu pai fez-me a vontade e deixou-me sair daquele espartilho ao qual jamais me adaptei. E foi assim que entrei no Ciclo Preparatório Teixeira de Pascoaes, no Ribeirinho, finalmente no Ensino Público.
Foi um tempo de mudança que correspondeu a escola nova em edifício muito velho, colegas novos, recreios novos, disciplinas novas, professores novos.
Hoje recordo os recreios, dois, um para as raparigas e outro para os rapazes, que o tempo era o da outra senhora e a outra senhora tinha destas coisas, e centro-me essencialmente no espaço romântico e poético do Recreio das Raparigas porque ontem percorri-o, e fotografei-o amorosa e demoradamente, integrado que está num espaço agora remodelado mas em que a traça do edifício antigo e original se manteve intocada.
Lá está o tanque, onde eu caí um dia em plena brincadeira que não teve consequências de maior a não ser uns valentes ralhetes em casa. Lá está o espaço onde tanto saltei à corda, onde tanto joguei à patela e ao elástico, em exercícios físicos permanentes que me mantinham as pernas altas e magras, exactamente como as da Olívia Palito. E, acima de tudo, lá está a magnólia frondosa que me deixava de nariz no ar aquando da floração cor-de-rosa, em pleno Inverno, anunciando já a esperada Primavera.
Foi um tempo de mudança de que recordo a sensação de crescimento acelerado, nós a sentirmo-nos umas Mulherzinhas, livro devorado a conselho da Maria Eulália, os primeiros olhares, apreciadores, para os rapazes, as primeiras paixonetas, quase colectivas, pelo M., pelo P. e pelo P., a Língua Portuguesa ensinada pela grande Maria Emília Barros, o Francês ensinado pela minha querida Francisca, por um livro de personagens ainda bem presentes na minha memória, Nicole, mr Robert e Patapouf, o cão francês que eu amava, o Desenho ensinado pela Zé Pinto, sempre em movimento constante, passeando o seu corpo esguio e os seus longos cabelos lisos pela sala de aula, a Moral ensinada pela já amplamente apresentada Maria Eulália Macedo, as Ciências e a Matemática ensinadas pela Isabel Sardoeira e as suas/nossas experiências com feijões, microscópios e afins, a História ensinada por um prof novo cá no burgo e que me chamava, sorrindo docemente, a "Menina do Sorriso".
Pois ontem foi tempo de percorrer estes espaços e lembrar a alegria de ter disciplinas tão diferentes, leccionadas por professores igualmente tão diferentes uns dos outros, que marcaram de forma indelével o meu crescimento e a minha formação, e de me sentir grata por me ter sido proporcionado este contacto com gente tão diversa e tão enriquecedora.
E foi tempo de espreitar a minha antiga sala de aula e vislumbrar um cartaz afixado na parede, escrito em letra colorida e juvenil, que dizia, apropriadamente, "Bem Vindos".
Assim me senti.

domingo, 13 de outubro de 2013

1ª Guerra Mundial - Frente Ocidental - Campos da Morte

Trincheiras - Arredores de Verdun - França
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães
 
1ª Guerra Mundial - Frente Ocidental - Campos da Morte

Já percorri esta Frente Ocidental para cima e para baixo, mais a norte e mais a sul, sendo que, durante a minha última peregrinação, andei pela Alsácia e pela Lorena não deixando de visitar a fustigada região de Verdun, palco de uma das mais sangrentas batalhas ocorridas durante esta guerra que, contra todas as expectativas, não foi rápida e se prolongou por quatro longos anos.
Esta guerra teve o seu início no Verão de 1914, após o assassinato do herdeiro do Império Austro-Húngaro, o arquiduque Francisco Fernando, no dia 28 de Junho, em Sarajevo, capital da Bósnia, cometido pelo sérvio Gavrilo Princip, membro de uma organização secreta chamada Mão Negra, tendo-se concretizado passado um mês deste fatídico acontecimento, no dia 28 de Julho, data da declaração de guerra da Áustria à Sérvia. Os acontecimentos precipitaram-se, imparáveis!,como se ganhassem vontade própria e a História se tornasse não dependente da vontade dos homens, sucedem-se as declarações de guerra e a 4 de Agosto a Bélgica, país neutral, foi invadida pelas tropas alemãs que pretendiam chegar rapidamente a Paris. Derrotadas e barradas pelos exércitos francês e inglês na Batalha do Marne, 5 a 12 de Setembro de 1914, os dois exércitos instalaram-se no terreno começando a abrir vastíssimas valas, as trincheiras, de um e de outro lado, pondo assim termo a uma primeira fase da guerra, rápida, conhecida por Guerra de Movimentos e inaugurando uma fase longa, que duraria até 1918, conhecida pela Guerra das Trincheiras. Ora, são estas trincheiras que ainda hoje rasgam, como uma ferida bucólica que permanece aberta mas não sangra, grande parte do território francês, teatro de guerra, à época, e frente de batalha aqui do lado ocidental. Estes são os "Campos da Morte" da 1ª Guerra Mundial, rasgados ainda pelas crateras das bombas... tantas!!!, rasgados ainda pelas trincheiras, aqui na região de Verdun onde se travaria uma das épicas batalhas ocorridas durante esta guerra, que duraria de 21 de Fevereiro a 18 de Dezembro de 1916 e que provocaria perto de um milhão de mortos de ambos os lados. Quase inimaginável...
Hoje, olhando-as, as trincheiras parecem até lindas, amostras do que foram um dia, serpenteando um território florestado no fim da guerra mas que era agricultado antes da desgraça se abater sobre esta região, desgraça sangrenta que varreu do mapa localidades inteiras e muitas das suas gentes, mas que varreu do mapa principalmente as tropas que serviram de carne para canhão numa guerra desajustada do ponto de vista estratégico face à modernidade e sofisticação das armas envolvidas em combate.
Hoje, olhando-as, quase nem conseguimos imaginar o sofrimento da gente de carne e osso que aqui combateu ao frio, à chuva, à neve, mal alimentada e de moral sabe deus, vivendo na imundice, partilhando o espaço com os ratos e as ratazanas... corpos servindo de alimento a pragas de piolhos, corpos desfeitos pelas bombas, pelos tiros automáticos das metralhadoras, aniquilados pelo armamento químico utilizado pela primeira vez nesta guerra.
Sim, esta foi uma guerra de muitas inovações. De muito sofrimento também. E estes são lugares de peregrinação para muitos de nós, conhecedores da importância da História por motivos profissionais... ou apenas porque sim...

Nota - Se alguém quiser usar as fotografias, façam os favor de estar à vontade desde que não omitam a autoria das mesmas.

domingo, 29 de setembro de 2013

Última Hora - Amarante

Última Hora - Amarante

Ainda sem ser oficial... espalho rumores... ao que parece teremos quatro vereadores do pê esse dê, quatro do pê esse e um independente... ao que parece...
Se assim for, o grande ganhador da noite é o candidato independente.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Depois de Noivar... Casar

 
Flores de Noiva - Quinta da Pena - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
 
Depois de Noivar... Casar

Casar uma sobrinha, afilhada de baptismo e afilhada de casamento é uma tripla responsabilidade que foi por nós cumprida, ontem, durante um casamento que correu sobre carris oleadinhos que nem sei!
Hoje recordo o dia em que soube que a Cláudia tinha vindo ao mundo, no Porto, eu a apanhar boleia com o pai dela que conduziu ligeiro o carro por atalhos e mais atalhos, na ânsia de chegar e conhecer a criança que também ele fizera... rsrsrsrsr... ao ponto de se perder e chegar mais tarde do que cedo à maternidade Júlio Dinis onde uma jovem mãe e jovem filha o esperavam.
Linda a criança, a minha primeira sobrinha deste meu lado, a primeira herdeira do meu irmão.
E a criança fez-se jovem estudante, a deixar estupefactos todos quantos lhe pegavam nos cadernos, acho que nunca vi cadernos tão imaculados, tão impecavelmente organizados, a perfeição feita cadernos escolares vindos de uma jovem que cresceu sendo extraordinariamente metódica e perfeccionista, características que ainda hoje a acompanham e que fazem parte integrante de si.
Entretanto, a jovem estudante fez-se uma belíssima mulher, casadoira, encontrou o seu amado num jovem bem apessoado, elegante e aprumado... eheheh... perfeccionista como ela, ambos projectos de arquitectos, no dizer do Helder Colmonero.
Arquitectaram os cursos, os interesses comuns, os gostos semelhantes, o entendimento perfeito.
Um dia destes, a sobrinha, agora duplamente afilhada, tornou-se a mulher mais encantada do mundo: noivou!
O dia de ontem apenas foi a continuidade, o passo seguinte: casou! Ou melhor, casaram ambos... numa cerimónia e recepção muito belas que ficará para sempre na memória dos privilegiados que assistiram e testemunharam a felicidade, num dia de sol a rodos talhado de luz perfeita, tal como era de suas vontades.
Valeu! O casamento foi mesmo de sonho.

Que sejam felizes para todo o sempre!
 
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