Mostrar mensagens com a etiqueta Espanha. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Espanha. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 17 de março de 2015

O Caminito del Rey

O Caminito del Rey

Conheço-o apenas dos vídeos e das fotografias. Lindo de morrer, a verdade é que já provocou literalmente a morte a uns quantos aventureiros que desafiaram um dos mais perigosos caminhos do mundo, dada a degradação em que, em tempos, se encontrava. Na verdade, a degradação era tão extensa que o Caminito estava interdito há cerca de 15 anos... o que, claro!, não impediu os mais destemidos, ou loucos!, de o percorrerem durante todos estes anos.
Fica em Málaga, sobranceiro ao Guadalhorce. Só tem 3 km de comprimento mas vale todos os arrepios que provoca. Especialmente agora, acabada a degradação, o Caminito, sujeito a extensas obras de recuperação, está um brinquinho, oferecendo segurança a todos quantos o queiram percorrer.
O Caminito del Rey está agora mais perto de mim. Um dia, será!

O antes...



... e o depois...


sexta-feira, 6 de abril de 2012

Reencontro com a História - Dia Três - Parte Dois

Procissões de Domingo de Ramos - Córdoba - Espanha
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Reencontro com a História - Dia Três - Parte Dois

A parte dois do dia três foi cumprida com a viagem de ligação entre Granada e Córdoba, onde chegámos a meio da tarde, ainda a tempo de percorrer a cidade e de assistir às muitas procissões das hermandades e confrarias que rasgam a cidade percorrendo-a desde manhã e se prolongam noite adentro em Domingo de Ramos feito de religiosidades mais ou menos genuínas. Impressionante  vê-las. Impressionante observar as bisarmas dos andores com imagens múltiplas ou singelas, super engalanadas, transportadas por rapazes jovens e possantes que se vão revezando continuamente ao longo do caminho, tal o peso dos andores gigantescos. Impressionante ver a entrada triunfal da iconografia católica em templo marcadamente islâmico, a antiga mesquita de Córdoba, agora ostensivamente cristã. Impossível não pensar em Jesus Cristo... se ali aterrasse... o Filho de Deus... o que faria ele com todo este folclore católico, com toda esta ostentação de riqueza e poder construída ao longo dos séculos?

Se quiser saber mais sobre as Hermandades de Córdoba clique aqui.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Alhambra

Alhambra

Parece que os árabes estavam, ainda ontem, no Alhambra...
E por falar em Alhambra, sabia que este é o monumento mais visitado de toda a Espanha?



Granada

Granada

Vinte e sete anos depois, dando cumprimento a uma actividade que mantenho vivinha da silva chamada "Reencontro com a História", voltarei a Granada. Não dá créditos, é certo, mas nem sempre o que dá créditos é o mais enriquecedor para a nossa actividade docente sendo que, por vezes, o mais enriquecedor são mesmo as nossas ausências... da Escolinha... que se reflectem posteriormente em energias renovadas, em entusiasmos genuínos, em partilhas generosas perante/com os nossos alunos.
Será certamente o caso. Chegarei a tempo de aperfeiçoar as minhas apresentações em PowerPoint com milhares de fotografias novas captadas num tempo em que a fotografia se fez fácil e de custo quase reduzido a zero, depois de um tempo em que a fotografia já foi coisa muito rara e cara.
Faz, desfaz, constrói, destrói... para depois voltar a construir... numa procura de Alhambra que jamais conseguirei alcançar... sim, eu sei.
Mas também já aprendi que, frequentemente, o mais importante é o caminho percorrido, um gozo!, e não a meta alcançada.
O meu caminho é então feito de Alhambras...

domingo, 2 de agosto de 2009

Canhar


Canhas que Parecem Copinhos de Leite - Espanha
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Canhar

Já aqui falei da importância de tapear em Espanha seguindo escrupulosamente aquele velho ditado popular do "Em Roma, sê Romano!". Falta-me apenas falar da importância de uma actividade paralela ao tapeio, falta-me falar da importância de canhar canhas. Canhas de canhas, e não só, porque eu canho apenas canhas de leite!
Confesso desde já que este amor pelas canhas escapa-me por completo, não por ser uma menina, mas apenas porque não gosto especialmente de canhas. Mas acompanho a rapaziada canhando o que posso, e o que gosto, canhando copinhos de leite bem fresquinho para aliviar os efeitos da canícula no meu corpo.
A rapaziada de História dedica-se a esta actividade com afinco, em terras do reino de Espanha. Tudo muito dentro das normas e nada de exageros que as canhas estão completamente vedadas a quem vai conduzir a minha Espace, que está aí para as curvas e ainda pretende ir aos próximos Reencontros com a História organizados pelos profs de História da ESA.
Tapear e canhar... duas actividades absolutamente indispensáveis a quem visita o património espanhol... mesmo se canhando copitos de leite ao lado dos copos de cerveja dourada e fresca que parece rir-se para os meus acompanhantes!

Tapear


Pulpo - Galiza - Espanha
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Tapear

Muitos dirão que ir a Espanha e não tapear é como ir a Roma e não ver o Papa. Ora eu tenho para mim que é bem mais grave não tapear em Espanha do que ir a Roma e não ver o Papa. Por isso vou de tapas, sempre que posso, sempre que os meus passos me levam a terras vizinhas, que não há país que chegue aos calcanhares da "nossa" Espanha para o tapeio.
Adoro ir de tapas. Adoro petiscar daqui e dali saboreando lentamente as tapas que por vezes misturo. Ele é o pulpo bem polvilhado com colorau, ele é o delicioso queijo Manchego, ele é o jambon serrano partido fininho em fatias que se derretem na boca, eles são os calamares fritinhos qb, eles são os pimentos Pádron... ai... ai...ai... picantes, picantes até dizer chega, alguns, e outros macios, macios como veludo, e elas são as andorinhas que voam direitinhas para o aconchego dos meus interiores... e... e...
Confesso que fui de tapas. Mas este ano as tapas não estiveram à altura das tapas dos anos anteriores. Terei pois de repetir a cena. E repetirei, claro está! E com que sacrifício!

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Vulcões







Lanzarote - Canárias - Espanha
Fotografias de Artur Matias de Magalhães

Vulcões

Hoje volto às paisagens excessivas, dramáticas, coloridas de negros. Volto às paisagens vulcânicas, que eu amo, postando sobre a belíssima ilha de Lanzarote.
Em 1998, data da minha estadia na ilha, Lanzarote era um oásis de calma e tranquilidade. Nada de resmas de turistas ingleses bêbados pelas ruas, passeando-se de garrafas de cerveja na mão, dando uma espécie de espectáculo deprimente de como o bicho turista não se deveria comportar em terra alheia, nada de ruas e passeios a colar, tal a porcaria, nada de turismo sexual, nada de turismo rasca rasca como tive oportunidade de observar e registar em Grã-Canária uns anos antes e onde ninguém me voltará a apanhar.
Decretada Reserva da Biosfera pela UNESCO em 1993, a ilha de Lanzarote vale cada km percorrido para lá chegar.
É uma ilha para se percorrer e absorver devagar, onde os vulcões adormecidos são uma presença constante. Olhe-se para onde se olhar lá estão eles com as suas estranhíssimas crateras, acompanhados por extensos rios de lava. E poder entrar nas entranhas desta terra como em Los Jameos del Agua ou visitar o Parque Nacional de Timanfaya e o seu Vale da Tranquilidade é um raro privilégio.
Lava e vulcões, vulcões e lava que dão à ilha estranhas texturas e estranhas formas.
É assim Lanzarote e é espectacular. Como eu gosto.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Guggeinheim









Guggeinheim - Bilbao - País Basco - Espanha
Fotografias de Artur Matias de Magalhães

Guggeinheim

Depois do registo intimista de ontem apetece-me voltar a este edifício de génio arquitectónico. Agora na versão "fotografia horizontal". Ainda mais belo! E sem mais comentários.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Guggeinheim - Bilbao





Guggenheim - Bilbao - País Basco - Espanha
Fotografias de Artur Matias de Magalhães

Guggenheim - Bilbao

E o que dizer de um edifício como este?

As primeiras palavras nem saem da boca perante semelhante edifício. Abrimos a boca, de espanto, e não saem sons! Emudecemos perante o arrojo de um arquitecto que soube captar a alma basca e lhe cantou um hino plasmado em arquitectura e em escultura. Sim porque este edifício é as duas coisas. É uma peça de arquitectura/escultura pousada sobre água. E está aqui tudo o que deveria estar.
O arquitecto Frank Gherry projectou um edifício indomável, arrogante mesmo, cheio de personalidade e especificidade, simultaneamente rude, duro, e suave, acolhedor. Como os bascos. E este edifício, indomável, desdobra-se em múltiplas embarcações, em múltiplas proas de navios que se erguem altivas e rasgam o mar, e a terra, numa atitude mais do que desafiadora e que por último se abrem numa gigantesca flor, exemplar maior de arquitectura orgânica que se percepciona nas formas curvilíneas e sensuais deste edifício recoberto por placas de titânio que lhe dão este aspecto simultaneamente agreste e doce.
Uma inteligente homenagem aos bascos, tradicionalmente pescadores, que entenderam perfeitamente a mensagem e incorporaram o edifício na cidade como sendo património de cada um, individualmente. E que assim recuperaram e dinamizaram uma parte da cidade anteriormente degradada e onde hoje dá gosto ir.
E como o titânio está a envelhecer bem dando ao exterior do edifício uma patine que vai do prata velho ao acobreado fazendo com que estes matizes e cambiantes de cor acompanhem esta textura, irregular, destas formas recobertas pelas placas de titânio. Amo isto.
É por isso que eu continuo a visitar aquilo a que chamo de arquitectura inteligente, desta vez de um arquitecto americano, que já esteve para fazer qualquer coisa na nossa Feira Popular, em Lisboa, no tempo do Santana Lopes. Infelizmente parece que ficou tudo no limbo. (Continuo sem perceber o fim, por decreto papal, do limbo... é que ele dá tanto jeito! Então em política!)
O Guggenheim de Bilbao vale bem uma visita propositada a tão peculiar edifício.
Vale por si só, independentemente de todas as exposições excepcionais que possa albergar.

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Pamplona - Amarante



Lago de Sanabria - Castela e Leão - Espanha
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães


Puebla de Sanabria - Castela e Leão - Espanha
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães


Pamplona - Navarra - Espanha
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Pamplona - Amarante

Dia sem grande história. Visita rápida ao centro histórico de Pamplona com direito a pequeno almoço numa das muitas esplanadas da Plaza del Castillo.
Oportunidade para relembrar que vida na rua é de facto com os espanhóis, que alegria de viver é de facto com os espanhóis! Oportunidade para pensar que a minha boa disposição pode ser genética e vir do lado do meu bisavô materno, que era galego, assim como o meu gosto por tapear, por circular, por me sentar numa esplanada e conversar enquanto tomo um café, por sair à noite, por conviver com os amigos. Amo a movida espanhola, o salero espanhol, o saber viver a vida sendo-se eficiente no trabalho. Amo a sensação de estar de bem com a vida que aquela população nos transmite. Em Espanha sinto-me cada vez mais um peixinho dentro de água.
Nota final para Puebla de Sanábria, uma povoação situada bem perto da nossa cidade de Bragança e a merecer uma visita. Assim como o grande lago glacial de Sanábria que fica nos arredores. É caso para dizer que fechámos a viagem com chave de ouro.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Laredo - Dax




País Basco - Espanha
Fotografias de Anabela e Artur Matias de Magalhães
Guggenheim - Bilbao - País Basco - Espanha
Fotografia de Artur Matias de Magalhães

Castro Urdiales - Cantábria - Espanha
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Laredo - Cantábria - Espanha
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Laredo - Dax

É claro que Laredo nunca foi e jamais conseguirá ser Chefchauen. Nem de longe, nem de perto, se bem que de longe ainda é um espectáculo ver a cidade a abraçar aquela enorme baía... mas ao perto?!.... é só de fugir a sete pés!
Logo pela manhã descemos ao povoado para tomarmos contacto com uma estância balnear sem rei nem roque, com altos prédios misturados com vivendas, tudo mais ou menos degradado ao longo da baía que já foi bonita. Uma pena.
De resto continua a chover e continuámos a viagem por uma via rápida que ladeia a costa e que nos vai permitindo ver as praias encravadas entre falésias.
Parei em Castro Urdiales, com um passeio marítimo muito interessante, um pequeno porto, um castelo construido pelos templários e agora transformado em hotel, e uma belíssima igreja gótica num ponto elevado, numa das pontas do pequeno porto. Mais fotografias de portais, fustes e capitéis, arcos e abóbadas para as apresentações em power point.
A cidade de Bilbao aparece-nos ainda circulámos nós na auto-estrada. E de repente... lá está ele... o Guggenheim, a destacar-se completamente da cidade. E mais não vou dizer sobre este edifício emblemático porque vou reservar um post inteirinho só para ele. É que ele merece.
Vou só dizer que entrámos com chuva e saímos com sol como que em celebração plena desta peça maior da arquitectura mundial.
E atacámos a costa basca. E a palavra que me ocorre ao percorrer esta parte do país basco é discriminação. Sei que a região sofre de problemas graves, nomeadamente o problema maior da nossa era que é o problema do terrorismo, sei que muitos turistas tendem a sair da região a sete pés e a não pernoitar por aí. A presença da ETA é visível em pinturas à beira da estrada, em paredes, tabuletas e mecos. É estranho passarmos por povoações e não se ver gente nas ruas... é que estamos em Espanha de qualquer modo... bem sei que na única região de Espanha que ostensivamente se chama país, País Basco. E que de facto é diferente. E a língua? É que o Euskara não tem rigorosamente nada a ver com nada. Se não fossem as tabuletas escritas também em castelhano estaríamos perdidos!
Nesta parte da costa a paisagem é mais pobre, mais abandalhada e abandonada. Pequenas povoações desordenadas, os montes cobertos de pinheiros, eucaliptos, silvas e mato... um Portugal no seu pior! Ainda assim deu para fazer belas fotografias de alguns redutos de beleza observados.
Fomos dormir a Dax, já em França, vila recomendada pela minha amiga e colega Aurelina. "Se passares por perto fica lá. É uma vila muito agradável e pacata".
Em boa hora fomos e por razões que estão para além das apresentadas pela Aurelina. Por acaso fomos acabar a noite num hotel que dará origem a um post inteirinho a ele dedicado e que foi uma surpresa surpreendente, ali, àquela hora da noite.

Santillana del Mar - Laredo





Barcena Mayor - Cantábria - Espanha
Fotografias de Artur Matias de Magalhães




Carmona - Cantábria - Espanha
Fotografias de Anabela e Artur Matias de Magalhães





Santillana del Mar - Cantábria - Espanha
Fotografias de Anabela e Artur Matias de Magalhães

Santillana del Mar - Laredo

Choveu a noite toda. Felizmente a manhã de dia 23 revelou-se seca e sem chuva.
Confiável Renato. Santillana del Mar, que não fica à beira mar como poderia sugerir o seu nome enganador, é uma preciosidade. Visitei La Colegiata, o mosteiro românico que data do século XII. Oportunidade para visitar um claustro, belíssimo, onde as colunas têm os mais belos capitéis historiados que já vi. Oportunidade para fazer mais umas boas dezenas de fotografias, que já vou cheia delas, para as minhas apresentações em power point. Sim, mesmo em férias continuo a "trabalhar" juntando assim o útil ao agradável. Mas Santillana não se fica pelos monumentos religiosos. Santillana é toda ela um espectáculo. As ruas, de empedrados antigos estão ladeadas por casas senhoriais do século XV, XVI e XVII, com magníficos brasões. O granito tem um tom amarelo dourado fazendo aumentar a sensação de bem estar que se sente numa povoação assim acolhedora e quente apesar do tempo cinzento e das nuvens que continuam a ameaçar descarregar ainda mais água em cima destes pobres turistas.
Oportunidade para visitar o museu de Altamira e de ver a réplica do famoso tecto dos bisontes , importante para ter a noção da escala, do conjunto, do relevo das rochas aproveitadas para a pintura dos animais dando-nos a enganadora sensação das três dimensões.
E alas que se faz tarde para o Vallle de Cabuerniga onde visitámos as maravilhosas aldeias de Carmona e Barcena Mayor, duas aldeias a merecerem absolutamente o desvio.
É incrível como os espanhóis estão bem à frente aproveitando o que herdaram dos seus antepassados e valorizando o património que têm. Voltarei a este assunto num próximo "post".
E chegámos a Laredo ao cair da noite. Ficámos num dos primeiros hotéis que nos apareceram, decrépito, mas com vistas magníficas sobre a cidade, ali aos nossos pés. Lembrei-me do meu hotel de estimação, igualmente decrépito, em Chefchaouen, Marrocos. Um hotel de quatro estrelas a cair, com elevadores avariados aos anos, cujo paquete é um anãozinho que desaparece por debaixo das malas e as leva todas empilhadas pelas escadas acima, e que fica mesmo mesmo por cima de um cemitério muçulmano... e que tem as mais fabulosas vistas para esta cidade de encantamento, nas montanhas do Rif. E que por isso, e pela simpatia de todos os funcionários que até já nos abriram o restaurante perto da meia noite, continua a ser o nosso preferido. Que se lixe o mobiliário decrépito, o frio de rachar durante o Inverno porque o aquecimento não funciona há muito. Que se lixe. Nada paga o acordar num sítio assim, o ir à varanda e ver a cidade aos nossos pés imaculadamente branca e imaculadamente... azul!
Laredo gostaria de ser assim!
 
Creative Commons License This Creative Commons Works 2.5 Portugal License.