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quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

As Verdadeiras Medalhas dos Professores


As Verdadeiras Medalhas dos Professores 

Isto é o que conta.
Bem sei que nos querem a toda a força fazer pensar que é o contrário. Mas não é. A nossa função é fundamental num qualquer país civilizado ou a civilizar e a população portuguesa sabe disso.
Nós amparamos os filhos desta Nação. Nós secamos lágrimas, incentivamos, acarinhamos, ralhamos, amparamos, ensinamos, explicamos, partilhamos, escutamos... os filhos dos portugueses.
Eles, em sala de aula, chamam-nos mãe, pai, tio, tia, madrinha... e isto só para enunciar o que a mim já me chamaram .
Por isso vos digo, senhores políticos e senhores comentadores da treta, uma mentira repetida mil vezes nunca deixará de ser uma mentira nem que a torçam toda para ela parecer verdade.

Ontem, numa qualquer área de serviço onde tardiamente jantávamos no início do caminho para o Norte, e onde visionávamos em alta voz as filmagens da nossa intervenção na Assembleia da República, escutámos, com alguma surpresa, palavras de apoio da pessoa, relativamente jovem, que jantava sentada na mesa ao lado e que fez questão de as proferir e de as partilhar connosco.

Ontem, durante as nossas deambulações pela Casa da Democracia, e acreditem que foram muitas!, fomos acompanhados por uma jovem licenciada em Relações Internacionais que fez questão de frisar o quanto admirava o trabalho tão difícil dos professores portugueses e o quanto estava ao nosso lado nesta luta.

Por isso, continuem, senhores políticos de todos os quadrantes, continuem a fazer gato sapato dos professores portugueses como se não houvesse amanhã.
E tenham a certeza, há amanhã. E a História vos julgará.

Bombeiros, médicos e professores: os profissionais em que os portugueses mais confiam


sexta-feira, 13 de abril de 2018

Semana InterEscolas

Semana InterEscolas - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Semana InterEscolas

Encerra hoje, esta semana especial que já vai na sua quarta edição e que este ano é inteiramente dedicada à "Evocação do Centenário da Morte de Amadeo de Souza-Cardoso".
A iniciativa, da Rede Social de Amarante, conta com as parcerias da Câmara Municipal de Amarante, Agrupamento de Escolas de Amarante, Escola Secundária de Amarante, Agrupamento de Escolas Amadeo de Souza-Cardoso, Cercimarante, Colégio de S. Gonçalo, CPCJ Amarante, Infantário Creche O Miúdo, Cenfim, Externato de Vila Meã, Centro Cultural de Amarante e Associação de Municípios do Baixo Tâmega.
Já tinha passado pelos Claustros de S. Gonçalo aquando das visitas de estudo dos meus 8.ºs anos, que foram realizadas durante esta semana que agora finda, mas sem ter oportunidade de ver e fotografar alguns dos excelentes trabalhos que foram feitos pelos nossos amarantinos mais jovens e que agora integram esta exposição.
Hoje foi dia de visita... parabéns a todos!
Bonito quando as instituições dão as mãos...

Nota - Maravilhoso ver uma impressora 3D a imprimir uma Torre Eiffel!

sábado, 3 de fevereiro de 2018

Os Rankings - A Palavra a Alexandre Henriques


Os Rankings - A Palavra a Alexandre Henriques

Hoje dou a voz a um amigo, Alexandre Henriques de seu nome, sobre um pertinente assunto: os rankings!
O artigo de opinião pode ser lido no blogue ComRegras e no Público.

"Em primeiro lugar, quero agradecer ao jornal PÚBLICO este exercício de liberdade, em segundo lugar, reconhecer que os seus profissionais passaram horas e horas a analisar resultados para que todos nós conhecêssemos os rankings escolares.
Caros jornalistas e leitores, permitam-me a provocação…
Qual é a diferença entre a escola 320 e a escola 381 (garanto-vos que nem fui ver quais são!)? Será que a escola 320 é melhor, efetivamente, do que a escola 381? Atenção que ao dizer escola não me refiro a um dado momento cristalizado num exame mas sim a toda a comunidade escolar feita de alunos, professores, pais, encarregados de educação, funcionários e diretores. É que os rankings, direta ou indiretamente, passam uma imagem simplista e extremamente redutora - a escola 320 é melhor do que a escola 381.
Os rankings são imagem, os rankings são ego, os rankings são humilhação, os rankings são uma parte ínfima da realidade. Não acreditam?
Pois bem… os rankings mostram o aluno que gastou centenas de euros em explicações?
Os rankings mostram o aluno que esteve exposto ao frio e ao calor, quer na escola, quer em casa?
Os rankings mostram o aluno que sofreu privações de todo o género?
Os rankings mostram o aluno que assistiu ao pai bater na mãe, aos irmãos que teve de cuidar, enquanto abdicava do seu tempo para se preparar devidamente para o exame?
Os rankings mostram o aluno que teve como colegas alunos indisciplinados ou professores que não conseguiram dominar a turma?
Os rankings mostram o aluno que esteve inserido em turmas pequenas/grandes?
Os rankings mostram o aluno que não teve professor durante semanas/meses?
Os rankings mostram o aluno que anulou a matrícula?
Os rankings mostram o aluno retido?
E podia continuar…
Lembro-me, como se fosse hoje, de uma conversa que tive com um diretor que, tendo visto a sua escola subir em flecha nos rankings escolares, disse: “Alexandre, preferia mil vezes não ter uma taxa de reprovação de 30% no secundário, do que estar aqui a ser contactado pela comunicação social sobre o brilharete de ser subido umas centenas de lugares no ranking”.
Este ponto é muito importante e seria muito interessante colocar uma coluna com a percentagem de alunos retidos ou mesmo a percentagem de alunos que concluíram a escolaridade obrigatória sem qualquer reprovação.
E o que dizer da comparação, incomparável, da classificação externa com a interna? Talvez a população em geral desconheça, mas a classificação interna resulta do somatório de uma parcela que avalia o conhecimento - 60, 70, 80 % da nota total - a uma parcela que avalia atitudes e valores - 40, 30, 20% da classificação total. A classificação externa, ou seja, os exames, avaliam somente o conhecimento que, nessa situação, tem um peso de 100%. Então por que raio comparam as duas avaliações? Se nem os critérios de avaliação interna são iguais entre escolas?!  Portanto, comparar o que não é comparável é um absurdo total, uma falácia, ou como se costuma dizer na política, uma não verdade.
Portanto, comparar o que não é comparável é um absurdo total, uma falácia, ou como se costuma dizer na política, uma não verdade.
A escola é muito mais, mas mesmo muito mais do que uma pauta. Enquanto professor, valorizo tanto aquele aluno que supera as suas dificuldades para atingir uma classificação positiva como aquele que atinge uma classificação elevada. Tudo depende do ponto de partida, mas ambos estarão de parabéns!
Os rankings tornaram a escola escrava dos exames, tudo gira à sua volta. Os rankings e os exames deturpam aquilo que é essencial e a verdadeira obrigação da escola, ensinar/aprender, formando, indo ao encontro das caraterísticas individuais dos alunos, tornando-os melhores e mais preparados para a sociedade em geral. Os rankings e os exames tornaram-se um espetáculo mediático numa sociedade que transformou a Educação num negócio, onde se compara aqueles que têm os melhores ovos com aqueles que nem têm supermercado para os comprar…
Os rankings estão a mais, prejudicam a escola, uma escola que é de todos e devia ser defendida por todos."

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Dia do Perfil do Aluno

Dia do Perfil do Aluno - E. B. 2/3 de Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Dia do Perfil do Aluno

Foi hoje e, devo assinalar, em tempo recorde, a escola organizou-se muitíssimo bem.
Os alunos foram agrupados por ordem alfabética, baralhados relativamente à faixa etária e ao confortável grupo turma formando improváveis "turmas". Aos professores competia-lhes apenas fazerem a recepção dos alunos que compunham cada grupo, apresentarem os respectivos líderes e abandonarem a sala porque o trabalho durante os dois primeiros tempos da manhã competia-lhes por inteiro.
Da parte dos alunos, todas as etapas foram cumpridas na maior das civilidades incluindo o fórum de apresentação das conclusões que decorreu das 14:30 às 16:15, durante o qual uma representante do 2.º Ciclo e um representante do 3.º Ciclo, ladeando uma aluna moderadora dos trabalhos, e que é a presidente da Associação de Estudantes, apresentaram uma súmula das opiniões dos nossos alunos sobre o que alterar na forma como a escola se organiza - espaços físicos, modo de funcionamento, materiais pedagógicos, aulas, horários, desenhos curriculares, visitas de estudo, clubes, cantina, apoio de técnicos especializados...
De notar que tudo decorreu dentro da normalidade... e foi até muito produtivo... excepto o que dependia do ME. Bem tentamos acompanhar em directo a conferência que decorria no espaço expositivo da Fundação Champalimaud... mas a imagem chegava aos soluços, intercalada com enormes períodos estáticos, impossibilitando a compreensão da coisa . É que isto de querer fazer omeletes sem ovos é, comprovadamente, coisa impossível. E depois não sei o quê do aluno do século XXI... mas, nos entretantos, as escolas continuam com equipamentos já obsoletos do/no século XX.
Mas a Catarina Furtado estava gira... estava gira que eu vi!

domingo, 14 de janeiro de 2018

Dia do Perfil dos Alunos


Dia do Perfil dos Alunos

O Dia do Perfil do Aluno...  assim dito até parece coisa de seita esquisita... está marcado para amanhã e será divulgado com pompa e circunstância em Conferência Nacional cujo programa pode ser consultado aqui.
Entretanto, pelas escolas, os alunos estarão divididos em grupos, na minha por ordem alfabética, tentando reflectir sobre "como organizar a escola e o ensino, com vista à concretização do Perfil dos Alunos no Final da Escolaridade Obrigatória" o que quer dizer que os alunos terão de conhecer o referido documento para já imposto pelo ME.
É um documento bastante complexo, de várias dezenas de páginas, relativamente recente, divulgado no final do ano lectivo anterior, e que, dirigindo-se também aos alunos, bem podia ter sido construído numa linguagem mais acessível e que bem podia ser mais sucinto para que pudesse ser mais facilmente lido, descodificado e apropriado por estes mesmos alunos. Ou não?
Quanto aos resultados práticos deste evento, amanhã veremos. No entanto, estou convencida que somos bem capazes de ter algumas surpresas. Ou não?

sábado, 13 de janeiro de 2018

Ministro da Educação - 0 / Ministro da Saúde - 1


 Ministro da Educação - 0 / Ministro da Saúde - 1

Reza o documento que traça o perfil dos alunos à saída da escolaridade obrigatória que os alunos devem ser competentes em várias áreas, nomeadamente numa área intitulada Bem-estar, saúde e ambiente.
Passo a citar:
 "As competências na área de Bem-estar, saúde e ambiente dizem respeito à promoção, criação e transformação da qualidade de vida do indivíduo e da sociedade.
As competências associadas ao Bem-estar, saúde e ambiente implicam que os alunos sejam capazes de:

  • adotar comportamentos que promovem a saúde e o bem-estar, designadamente nos hábitos quotidianos, na alimentação, nos consumos, na prática de exercício físico, na sexualidade e nas suas relações com o ambiente e a sociedade;
  • (...)
Ora, o nosso ME mantém um comportamento disfuncional quando espera que os professores no terreno e outros técnicos ligados à saúde, nomeadamente os nutricionistas, desempenhem um papel de relevo na educação alimentar dos mais novos, educação alimentar essa que deve ser promotora de saúde e de bem-estar e depois permite que os bares das escolas... e, ainda pior, as máquinas!... funcionem com ofertas completamente erradas do ponto de vista nutricional e é ver as natinhas a rirem-se para os miúdos... e graúdos, e os lanches, e os queques, e os chocolates e os sumos e o diabo a quatro porque depois as receitas dos bares são das poucas fontes de rendimento próprias das escolas e é preciso facturar.
A proibição do fornecimento, em espaço escolar, de alimentos comprovadamente nefastos para a saúde e o crescimento saudável das nossas crianças, já há muito devia ter entrado em vigor, imposta por um ministério que se diz ser da Educação. Porque, depois da família, é na escola que muitos hábitos se moldam consolidados pelos conhecimentos que a miudagem vai adquirindo.
Mas a miudagem o que vê? Vê que a nossa bota não condiz com a nossa perdigota. Vê que a professora ou o técnico de saúde estão a falar para um lado mas depois nas escolas pode ser tudo ao contrário que ninguém se chateia.
Bom... ninguém se chateia também não é bem assim! Muitos de nós, que se preocupam com estes assuntos, chateiam-se e não é pouco...  enquanto esperam, sentados!, que o ME se digne olhar para este problema que é um problemão. E enquanto são ultrapassados, pela direita, pelo Ministério da Saúde... até quando?

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Como Deixar Arruinar Uma Aula em Três Tempos

Paisagem a partir da Sala de História - E. B. 2/3 de Amarante 
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Como Deixar Arruinar Uma Aula em Três Tempos

Prepare uma aula com amor e carinho. No caso, um quizizz xpto sobre os descobrimentos realizado especificamente para uma aula de revisões em que a ideia, à partida, era que os alunos respondessem a um questionário para, posteriormente, relembrarmos as matérias até aí já leccionadas à medida que íamos analisando os erros cometidos.
Mas, entretanto, esqueça-se que tem de tomar precauções. Esqueça-se que a turma em causa nunca teve TIC e não está familiarizada com a sala onde estão dispostos vinte e não sei quantos computadores, no caso um por aluno. Esqueça-se, na emoção e entusiasmo da entrada deles, que não pode deixar a rapaziada junta... porque a rapaziada está crescida em altura mas nem tanto no resto e porque a palhaçada pode tomar conta do bloco e ser altamente contagiosa.
E pronto. Foi. Aconteceu. Brincadeira daqui, brincadeira dali, com isso, com a palhaçada infantil, lá se foi o tempo para fazer o que estava planificado ser feito, que foi realizado em todas as outras turmas que não esta.
E pronto. Foi o que deu este pequeno "esquecimento" de professora. Felizmente todas as outras aulas, com as restantes seis turmas, correram sobre rodas... ou o professor João teria ficado deveras (mal) impressionado com esta aplicação que os alunos adoram.
Moral da História - Esta professora também tem os seus dias não.

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

Coragem académica...

Coragem académica...

O texto que hoje partilho foi escrito pela Teresa Martinho Marques e foi surripiado, com a sua licença, no blogue Tempo de Teia do qual ela é tratadora.
Resta-me dizer que gostaria de o ter escrito. E que o subscrevo por inteiro pois também eu procuro desenvolver a coragem académica dos meus alunos.

"Gosto imenso quando praticamos coisas há muitos anos com os alunos (porque são fundamentais para o sucesso, nascem naturalmente da nossa sensibilidade humana e atenção ao outro, atenção à descoberta - lembrança? - de fatores inibitórios da aprendizagem que nos parecem óbvios, memória dos nossos tempos com estas idades no banco da escola, proximidade com a criança que já fomos e continuamos a ser...) achando que toda a gente as faz nas aulas... e, de repente, descobrimos que alguém descobriu o mesmo mas... lhe deu nome. Daqui para a frente, quando falar com os alunos sobre este assunto, sobre a importância de não dizerem que percebem quando não perceberam, de colocarem todas as dúvidas mesmo que seja por que razão um mais um dá dois, de responderem sem receio do erro, porque o erro é uma oportunidade para aprender, quando lhes pedir que me contem como é a sua relação com a matemática, como foi o caminho até ali (para os ouvir dizer que detestam sem medo nem vergonha), quando todos os dias conversamos um pouquinho, em grupo ou individualmente pelos corredores, quando lhes peço confiança em mim acreditando que eu posso ajudar a mudar esse caminho, quando lhes digo que somos uma equipa e que não tolerarei sorrisos quando alguém erra, ou comentários como isto é fácil! em voz alta (inibe quem acha que não é tão fácil assim) e que temos de nos entreajudar para conseguirmos todos ser melhores, quando promovo a entreajuda com frequência e valorizo cada conquista... (faço isso o tempo necessário até que todos acreditem, percam a vergonha e comecem a massacrar-me com dúvidas... para alguns é quase imediato) já posso dizer-lhes que o que pretendo afinal é, simplesmente, desenvolver a sua coragem académica! :) 

Artigo interessante para compreender por que razão o que faço (o que muitos professores fazem) pode até ser um fator de sucesso para alguns (muitos?) alunos. 
O conhecimento empírico tem destas coisas: chamemos-lhe fé feita de experiência útil...  que nunca achamos ser nada de especial a ponto de necessitar de um estudo mais objetivo, ou registo de patente."

sábado, 25 de novembro de 2017

Meus senhores, respeito, que eu sou professora!


Meus senhores, respeito, que eu sou professora!

Hoje dou a palavra a uma Senhora Professora que muito respeito e admiro chamada Maria do Carmo Cruz que, através do post que com a sua licença transcrevo - e que retirei daqui - pronunciou-se por escrito sobre o profundo desrespeito e o enxovalho generalizado com que fomos brindados, toda uma classe profissional, principalmente desde a greve de professores, que teve ampla participação e que, talvez por isso, deixou certas pessoas... vá lá, vou ser simpática!... nervosas (?) ao ponto de perderem as estribeiras insultando-nos de forma vil, rasca, baixinha, rasteira.
Faço minhas as palavras da Professora Maria Do Carmo Cruz, com uma certeza - muito amaria ter escrito este post! Porque é meu também o seu grito - Meus senhores, respeito, que eu sou professora!
Obrigada, Maria do Carmo Cruz! Por tudo... incluindo a Amizade.

MEUS SENHORES, RESPEITO, QUE EU SOU PROFESSORA!
Maria do Carmo Cruz


A semana passada os Professores fizeram greve, a que se seguiu uma verdadeira guerra aos docentes nos meios de comunicação social. As televisões foram buscar “comentadores especialistas em tudo”, os jornais publicaram cartas inflamadas contra “essa gente” cheia de mordomias que lhes educa e ensina os filhos, as redes sociais funcionaram mais uma vez como cano de esgoto para a raiva, despeito, inveja e outros atributos do género.
Houve quem se permitisse dizer que nós, Professores, éramos uns miseráveis. Outra figura, que bem precisava de se dar mais ao respeito, chamou-nos “uma raça” e destilou veneno no vocábulo.
Já propus, no Facebook, que nós, os Professores ofendidos, enchessem igualmente as redacções de jornais, revistas e canais de televisão de cartas em que expliquemos o que somos, o que fazemos, como vivemos. Ainda não obtive qualquer resposta ao meu desafio e, por isso, vou proclamar uma parte do que me vai na alma.
Meus senhores, mostrem respeito pelos Professores e estarão a preparar um futuro melhor para todos, pais e filhos. Respeitem os Professores porque eles estão mais tempo com os vossos filhos do que vós todos. Sei que não é por vossa culpa que tal acontece, mas também não é por culpa dos professores – é a sua tarefa, que uma enormíssima parte cumpre com dedicação, empenho e amor.
Todos sabemos que uma batata podre infecta todo um saco e por isso convém retirá-la de entre as outras para que não as estrague. Quero dizer com isto que sei, por experiência de vida, que há maus professores: absentistas, descuidados, mal informados, até alguns mal formados. O que há a fazer é limpar essas cáries do sistema, depois de devida e rapidamente verificadas e confirmadas, e seguir em frente. Educar é demasiado importante para deixar margens para o desleixo, a incúria, a ignorância.
Os vossos filhos chegam à escola cada vez mais impreparados socialmente. Não sabem estar, não sabem socializar, não têm noção de hierarquia e respeito. E isto acontece mesmo para aqueles que já vêm da creche e do infantário. Porque apesar da preparação e empenho das educadoras, é a vossa pressão para que eles sejam poupados a qualquer constrangimento necessário para seguir normas e regras sociais que os transforma em pequenos tiranos.
Temos também os tiranos pelo abandono. Deixados desde muito pequenos entregues a si próprios, agem como sobreviventes que precisam de se afirmar a todo o momento. Eles bem vêem que quem o não faz é engolido pela torrente.
Mas, meus senhores, NÓS AMAMOS OS VOSSOS FILHOS! Somos nós que os acolhemos, que lhes perguntamos por que estão tristes, por que são indisciplinados. Somos nós que os aconselhamos, que estamos alerta para as suas acções menos comuns, que lhes sorrimos e elogiamos quando eles vencem mais uma batalha em que nos empenhámos conjuntamente.
Para isso, estamos com eles na Escola, mas passamos horas em casa a preparar materiais e estratégias, a procurar metodologias, a ler especialistas para sermos bem-sucedidos a ajudá-los a aprender. Fazemos formações, estudamos continuamente, consultamos especialistas. Sofremos com os seus maus resultados, culpamo-nos por eles (e quanto mais empenhados somos, mais nos culpamos), alegramo-nos com as suas vitórias e êxitos. Por eles todos, apesar de as nossas turmas serem bem grandes! Enquanto as famílias têm um, dois filhos, nós temos dezenas deles. Pensem em quantas vezes suspiram para que as férias acabem para “se verem livres” deles em casa. Mas nós recebemo-los com alegria e com um sorriso.
Sempre? Não. Primeiro, porque não existe “sempre” nem “nunca”, mas instantes de agora que fazem a vida de cada um. Mas vós, pais, fazeis ideia de quantos de entre nós só vêem os seus filhos ao fim de semana porque, para os criar, têm que se deslocar centenas de quilómetros? Fazem ideia de quantas famílias se desfazem por estas separações forçadas e repetidas, ano a ano, muitas vezes sem esperança de uma solução próxima? São capazes de contabilizar a percentagem do seu vencimento “perdida” para o carro, combustível ou alojamento?
Quantos sectores da função pública andam todos os anos com o credo na boca porque não sabem onde serão colocados em Setembro ou mesmo sem terem a certeza de virem a ser colocados? Quantos Professores não “põem o pé em ramo verde” e andam a fazer a volta a Portugal, sem poderem criar raízes, sem aprofundarem relações que poderiam fazer a diferença nos resultados dos vossos filhos?
Tenho a certeza de que se lhes perguntarem a opinião que têm sobre os professores ficarão surpreendidos. Até os mais indisciplinados sabem quanto vale um Professor. Aprendam com eles e não tenham vergonha de nos respeitarem. Tenham vergonha, sim, de nos faltarem ao respeito, porque ser Professor não é tarefa para fracos e incompetentes! Nós temos que ensinar, sim, mas também educar, imaginar, magicar (no sentido real da palavra), ajudar, curar, orientar, inspirar e dar o exemplo.
A terminar, exijo um pedido de desculpas públicas a quem nos enxovalhou publicamente também. Não conhece os Professores ou foi um infeliz que só conheceu ovelhas ranhosas do sistema. Lamentamos, mas continuamos a exigir respeito.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Alimentar ou Intoxicar? - Prós e Contras - RTP


Alimentar ou Intoxicar? - Prós e Contras - RTP

Aqui vos deixo o debate ocorrido na passada segunda-feira, no programa Prós e Contras, subordinado ao tema "Alimentar ou Intoxicar?". A alimentação fornecida nas cantinas escolares foi bastante focada na segunda parte do debate e este é um assunto que interessa a toda a comunidade educativa.
De resto, agradeço o trabalho incansável em prol de uma alimentação saudável, Senhora Bastonária da Ordem dos Nutricionistas!

Prós e Contras (XV) - Episódio 32 - RTP Play - RTP

terça-feira, 25 de julho de 2017

A Caligrafia Está Condenada?


A Caligrafia Está Condenada?

A palavra caligrafia tem origem em duas palavras gregas kalli, beleza a que se junta graphe, escrita e pode traduzir-se pela arte da bela escrita ou arte da escrita bela.
No tempo em que entrei na escola e aprendi a escrever já não se usava aprender os muitos e variadíssimos tipos de caligrafia artística com que me deparei um dia, investigando um baú de casa dos meus avós maternos situada na Régua, em caderno de escola pertencente por certo a uma das muitas minhas tias, agora já todas falecidas, e que relembro ainda hoje tal a beleza primorosamente desenhada naqueles cadernos de linhas diferentemente espaçados e apropriados aos vários tipos de caligrafia que eram aprendidos pelas miúdas e miúdos nessa longínqua primeira metade do século XX. Quem me dera ter hoje um desses cadernos na minha posse... até para ilustrar este post!... mas a verdade é que não tenho.
Bom, retomando a história, quando entrei na escola ainda tive uma caligrafia digamos que mais restrita e aprendi a desenhar as letras todas do alfabeto nas suas versões minúsculas e maiúsculas com as famosas canetas de tinta permanente que nos davam cabo do toutiço por exigirem perícia no seu manuseio para que não borrássemos a escrita toda com nódoas azuis que tratávamos de secar rapidamente com aquele célebre papel rosa mata-borrão que, por vezes, tal a aflição perante a ameaça da lostra ou do sadicamente chamado "bolo", deixava, quantas vezes! a coisa ainda pior do que já estava.
E eis que chegados ao dia de hoje nos deparamos com a abolição da caligrafia em escolas de múltiplos quadrantes antecipando, por certo, uma generalização de fim de caligrafia que me deixa, confesso, um pouco preocupada pelas consequências que daí podem advir para a humanidade se a coisa for generalizada e esta competência se perder ficando talvez reduzida, de novo, a alguns restritos escribas.
É por aqui que vamos?

terça-feira, 18 de julho de 2017

Listas Definitivas - Concursos 2017/2018


Listas Definitivas - Concursos 2017/2018

E aqui estão elas, as listas definitivas do concurso interno 2017/2018. Fiquem também com as listas do concurso externo e externo de integração extraordinária 2017/2018.
Boa sorte a todos quantos concorreram!

domingo, 2 de julho de 2017

Dos Chumbos em Extinção...


Dos Chumbos em Extinção...

... ou das retenções em extinção, para usar a terminologia agora em vigor nas escolas portuguesas muito haveria a dizer mas, por agora, fico-me pela transcrição de uma verdade vergonhosa, quem está no activo consegue vê-la mesmo se míope e sem óculos compensadores!, que me envergonha enquanto portuguesa, que me envergonha enquanto docente. Porque o retrato de Portugal sai mal nesta fotografia. E, como sempre, o retrato dos políticos, que têm responsabilidades acrescidas por termos chegado ao século XXI tão despudoradamente assimétricos, tão lamentavelmente desiguais, sai mais que borrado. Quanto desinvestimento em Educação a troco de gente com asas e com bolsos a esbordar... igualmente com asas!

"Por outro lado, Portugal é também dos países da Europa onde a retenção tem mais fortemente uma marca de classe: a maior parte dos alunos que chumbam são oriundos de meios socioeconómicos desfavorecidos."

Em 16 anos, nunca se chumbou tão pouco como no ano lectivo passado


terça-feira, 2 de maio de 2017

Provas de Aferição - "Diz que é uma espécie de exames"

Provas de Aferição - Expressões
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Provas de Aferição - "Diz que é uma espécie de exames"

As provas de aferição do 2.º ano iniciaram-se hoje com a realização das primeiras provas de Expressões que se prolongarão durante esta semana, no próximo dia 19 os miúdos realizarão a prova de aferição de Português e o processo só estará concluído no dia 21, com a realização da prova de Matemática. Relembro que estamos a falar de provas que respeitam somente ao 2.º ano de escolaridade e acrescento que estas provas estão a obrigar a uma logística fora do comum nas escolas portuguesas.
A este respeito dou a palavra à FENPROF, que subscrevo por inteiro, frisando que hoje foi dia de folga para muitos e muitos alunos deste país, que não tiveram aulas porque os seus professores foram deslocados para exercerem funções de... ai jasus...  não havia mais nada?! aplicadores, classificadores, interlocutores e supervisores!
E assim continuaremos nos tempos mais próximos, com as escolas sem conseguirem assegurar que os alunos que agora frequentam outros ciclos de ensino cumpram na sua totalidade o seu horário lectivo.
E assim estamos. E assim vamos. E a procissão ainda nem saiu do adro...

Como tem afirmado, a FENPROF reconhece a importância de aferir o sistema educativo e, por isso, congratulou-se com o fim dos exames e a realização de provas de aferição. Contudo, olhando agora para a forma como todo o processo está a ser preparado, a ideia que fica é que acabaram os exames do 4.º ano, mas foi criada uma espécie de exames para os alunos do 2.º ano. Se esta foi a opção dos responsáveis do Ministério da Educação ou resulta de velhos vícios dos dirigentes do IAVE é o que falta saber…
A FENPROF identifica um conjunto de aspetos que critica no processo que se inicia hoje:
  • O exagero de recursos humanos, facto bem patente no número de professores implicados – aplicadores, classificadores, interlocutores e supervisores – retirando a este processo toda a naturalidade que deveria ter;
  • utilização de materiais, equipamentos e espaços que não existem nas escolas para desenvolvimento do currículo, o que reforça o caráter artificial do processo, tendo o ME, inclusivamente, sido obrigado a apresentar alternativas com vista à realização das provas;
  • A necessidade de serem introduzidas alterações profundas no funcionamento das escolas, levando milhares de alunos não implicados nas provas a ficarem sem aulas durante 3 ou 4 dias ou, em muitos casos, a sobrelotarem as salas em que outros professores trabalham com as suas turmas;
  • Há alunos que têm de se deslocar para uma escola diferente da sua, a fim de realizarem as provas, sendo os pais obrigados a garantir a deslocação;
  • sobrecarga, ainda maior, dos horários de trabalho de docentes implicados neste processo que são obrigadas a acompanhar a realização das provas, mantendo-se intacta toda a restante atividade prevista para aqueles dias. Nestes casos, a FENPROF considera que, aos professores, deverá ser pago como serviço extraordinário todo o que acrescer à atividade já programada. Nesse sentido, os Sindicatos da FENPROF disponibilizarão minutas aos seus associados para que requeiram, na respetiva escola, esse pagamento.
A FENPROF lamenta que uma avaliação/aferição, cujos objetivos se pretendem orientados para a qualidade do processo educativo, devendo decorrer da forma mais natural possível, se revista de uma encenação que causa perturbação nas escolas, transformada que está numa espécie de exames.
Espera a FENPROF que, o que se passar este ano, sirva, essencialmente, para o Ministério da Educação identificar os erros que estão a ser cometidos e, assumindo as suas responsabilidades, desde logo, apetreche as escolas dos recursos que lhes são devidos ao longo de todo o ano e, simultaneamente, corrija os procedimentos que estão a ser adotados.

O Secretariado Nacional da FENPROF

Ver este texto aqui.

Provas de Aferição. "Diz que é uma espécie de exames", critica Fenprof

sábado, 4 de março de 2017

Indisciplina - A Palavra a Alexandre Henriques, Editor do ComRegras


Indisciplina - A Palavra a Alexandre Henriques, Editor do ComRegras


Este é um artigo de opinião escrito pelo Alexandre Henriques para o Observador. Pela sua pertinência, partilho-o, endereçando-lhe os meus parabéns!

"Recentemente, apresentei no “ComRegras” dados preocupantes sobre a indisciplina escolar. A quantidade de participações disciplinares, superando as 11 mil no ano letivo 2015-2016 em apenas 47 agrupamentos, mostra que esta é apenas a ponta do icebergue. Apesar do impacto mediático, as reações oficiais, quer por parte da Tutela, quer por parte dos principais representantes de pais e professores, ficaram-se por silêncios ensurdecedores, ao contrário da comunicação social que fez dos resultados apresentados o tema do dia. Qual o motivo para tamanho silêncio? Será a indisciplina tema tabu? Ou será que escasseiam soluções?
A disciplina não vem com manual de instruções, mas existem caminhos que podem ser percorridos. No meu entender, o que mais me agrada é seguramente o caminho da prática.
Existem escolas que estão organizadas e não esperaram por soluções externas, assumiram a sua realidade, as suas lacunas e fizeram das fraquezas força. “Profissionalizar” o combate à indisciplina escolar tem obrigatoriamente que passar por três fases. Reconhecer, conhecer e intervir!
Reconhecer
Não temos de ter medo, nem sentir incómodo em assumir que temos um problema nas mãos. A indisciplina dentro e fora da escola está a aumentar. Dados da Escola Segura, da violência do namoro, da indisciplina em sala de aula, entre outros, apontam claramente para um agravamento generalizado. Como digo aos meus alunos, não reconhecer que algo está errado é o primeiro passo para ficar tudo como está. É verdade que começo a sentir algumas vibrações de mudança mas, para já, não passam disso mesmo.
Conhecer
Defendo há muito um estudo aprofundado da indisciplina escolar dentro da sala de aula, algo nunca feito a uma escala nacional. Qual a verdadeira dimensão do problema? Quais as tipologias de indisciplina mais regulares? Onde é que ocorrem? Qual a influência das diferentes metodologias de ensino? Existe uma relação efetiva com estatutos socioeconómicos? Pessoalmente, já estou a trabalhar nesse campo e será útil o envolvimento de quem lidera a Educação em Portugal. Mas não basta ficar pelo estudo, é preciso acompanhar a evolução da indisciplina em Portugal, só assim saberemos que o caminho escolhido é o caminho correto e só assim será possível realizar os devidos ajustamentos.
As tutorias com 10 alunos por professor, que substituíram os incompreendidos e desorganizados cursos vocacionais, bem como a redução do número de alunos por turma, não farão milagres. O problema é mais fundo, transversal e está demasiado enraizado para ser resolvido pelos instáveis partidos políticos.
Intervir
Então o que fazer, na prática, sem nos ficarmos por perfis teóricos que, reconhecidamente, não passam de pontos de partida para algo maior? Ficam algumas ideias:
  • Criar um sistema de monitorização informática, que recolha os dados disciplinares de todas as escolas portuguesas;
  • Atribuir um crédito horário às escolas, especificamente para a abertura de Gabinetes Disciplinares (equipas multidisciplinares), fundamentais para uma política disciplinar de proximidade e consequente prevenção;
  • Incluir na formação de base de futuros docentes uma componente teórico-prática de gestão/mediação de conflitos;
  • Fornecer ao corpo docente e não docente, atualmente no ativo, formação específica sobre como gerir/mediar situações de indisciplina escolar;
  • Dar formação/orientação a Diretores Escolares, a fim de uniformizar critérios disciplinares;
  • Desburocratizar o estatuto do aluno, os procedimentos disciplinares são demasiado formais e tornaram a escola numa espécie de “tribunal dos pequeninos”;
  • Reduzir a carga letiva dos alunos, otimizar o calendário escolar, os intervalos e a dimensão das turmas;
  • Simplificar os percursos alternativos (onde muita da indisciplina se concentra), dando-lhes uma forte componente prática, reduzindo a sua carga letiva e apostando na formação cívica destes alunos;
  • Apostar num regime de codocência em turmas de maior insucesso escolar e/ou com problemas comportamentais;
  • Reforçar os meios de estruturas colaborativas e técnicos nas escolas (ex: Comissão de Proteção de Crianças e Jovens e psicólogos);
  • Ajudar os encarregados de educação a lidar com os filhos que apresentem elevados níveis de indisciplina escolar;
  • Responsabilizar de forma efetiva, através de cortes nos apoios sociais ou abonos, em detrimento das multas, os encarregados de educação que não cumpram com as suas obrigações, nomeadamente quando não comparecem à escola.
Muito tem de ser feito, muito terá que mudar. Trabalhemos em conjunto, criando pontes de diálogo entre os diferentes intervenientes sempre cientes que, se não o fizermos, esta e as futuras gerações pagarão bem caro a nossa incompetência, cegueira ideológica e falta de sentido cívico para com aqueles que são realmente importantes para todos nós – os nossos filhos, os nossos alunos.
É possível!"
Professor do 3.º ciclo e do ensino secundário. É autor do blogue ComRegras.
‘Caderno de Apontamentos’ é uma coluna que, às quintas-feiras, discute temas relacionados com a Educação, através de um autor convidado.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Professor(a)


Professor(a)

Um aluno, daqueles que já voou para fora da minha sala de aulas e se encontra agora em plena capital do Norte, fez-me chegar esta imagem acompanhada deste comentário:

Professor: É a categoria mais importante da nossa sociedade, mas uma das mais desvalorizadas pela sociedade. 😉

Não sei se ele terá completa razão. Penso que apesar das campanhas negras que têm sido feitas contra nós, exactamente por quem nos devia respeitar e proteger, e estou a referir-me aos últimos ministros da educação, excepção para o actual, desde aquela senhora que eu me recuso a nomear neste blogue, tenho para mim que as campanhas dos reles políticos não surtiram um efeito para além do residual.
Os alunos são os primeiros a vir a terreno em nossa defesa, os pais dos nossos alunos sabem a trabalheira e o cuidado que nós temos com as crias que são deles... e um pouco nossas, dentro das nossas salas de aulas, nos recreios das escolas, nas cantinas e nos bares.
E esta é a minha realidade. Haverá outras, não duvido! Mas, felizmente para mim, esta é a minha realidade amarantina e é com ela que tenho de me amanhar. Graças!

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Novas do Kahoot


Novas do Kahoot

Terminei agora mesmo o meu primeiro Kahoot e na próxima segunda-feira irei testá-lo com a ajuda do meu braço direito informático, Ana Osório de seu nome. Porque gosto de ter tudo sob controlo e não gosto de fazer fracas figuras à frente da miudagem, toca a assegurar primeiro que está tudo cinco estrelinhas para as aulas de revisões de História, que decorrerão, pela primeira vez, sob a forma de jogo, de quizz, subordinado ao tema "O mundo Helénico".
Resta-me, pois, experimentar esta poderosa ferramenta que todos os a que usam me asseguram ser belíssimamente aceite pelos alunos.
Por certo, com os meus alunos não será diferente...

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Kahoot

Kahoot - Captura de ecrã

Kahoot

Quem me falou do Kahoot em primeira mão foi o meu anjo da guarda informático lá da escolinha, a minha querida Ana Osório. Que sim, que era muito giro, que era um programa muito fácil para trabalhar, que era muito intuitivo, que os miúdos adoravam... e eu pumbas! Hoje mergulhei nele mesmo antes de jantar e estou agora a acabar o meu primeiro Kahoot, depois de muitas interrupções para acudir a outros lados!
Vou usar os meus primeiros Kahoot durante as próximas aulas de revisões para o primeiro teste de avaliação que farei durante este período. E darei novas da reacção dos meus alunos à coisa! Palpita-me que eles vão jogar, entusiasmados!, este jogo que agora para eles preparo!

sábado, 4 de fevereiro de 2017

TV 2 | All That We Share


TV 2 | All That We Share

O vídeo é maravilhoso e educativo e chega-nos da Dinamarca. Eu cheguei a ele pela mão da Maria do Carmo Cruz.

"We live in a time where we quickly put people in boxes. Maybe we have more in common than what we think?"

 
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