segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Bebedouros e Plásticos

Bebedouros - Exemplar Lisboeta do início do século XX
Fotografia retirada da net

Bebedouros e Plásticos

Quando eu era miúda, aqui pela terrinha e nas escolas daqui também, existiam fontanários e bebedouros a torto e a direito, espalhados pela então vila e seus espaços escolares. Acredito que assim era no resto do país e respectivas escolinhas.

Depois fizeram da água muitos negócios e desapareceu tudo: os fontanários foram bloqueados, vieram as tabuletas com o costumeiro "Impróprio para consumo" e os bebedouros foram-se estragando pelas escolas sem que uma alma caridosa tratasse destes assuntos.

Quando eu era miúda, tudo vinha em garrafas de vidro, das bebidas aos yogurtes, tudo vinha e tudo ia pois quem descarregava garrafas de vidro cheias carregava e levava outras, entretanto vazias, para serem reutilizado depois de lavadas. Tão simples... e a funcionar tão bem.

Não sei precisar quando acabaram com uma atitude de impecável cidadania. Sei que comigo já não contam para beber em plásticos pois bebo água del cano... et voilá, da torneira para o copo... simples, simples e sem a aldrabice do Volta!

E aqui deixo esta ideia à autarquia local. Invistam em água gratuita e fresca e espalhem bebedouros em pontos críticos e de maior necessidade e movimento pedestre. Garanto que fica mais barato, mais bonito e é mais ajuízado e útil do que andar a mexer em muros de alamedas, desmantelando-os, pondo os pedreiros que os fizeram às voltas nos seus túmulos, destruindo as meias laranjas que são nossas, e muito só nossas e que nós não damos a ninguém... a não ser a ideia, claro está!
Não se fala tanto em ambiente, em cidadania e mais não sei o quê?
E que tal metermos as mãos na massa?

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