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quinta-feira, 2 de janeiro de 2025

Eu - Ponto da Situação - 2025

Arte - Só para quem compreende.

Eu - Ponto da Situação - 2025

Este meu primeiro post do ano de 2025, escrito por moi meme no meu blogue Anabela Magalhães, do qual sou a única tratadora, editora, pensadora, escritora... o que seja... e onde não há lugar para anonimatos, que eu continuo a abominar anonimatos desde que me lembro, e onde também não há lugar a fretes que eu não escrevo a pedido, destina-se a esclarecer as boatices que ao longo destes últimos tempos foram postas a correr a meu respeito aqui pela cidade onde nasci, cresci e voltei a crescer, e onde ainda hoje habito para deleite de uns quantos e desgosto de outros tantos ou mais, boatices essas originadas não sei onde, não sei a partir de quem... o que, de facto, nem me interessa saber pois só serviria para me deixar ainda mais doente ainda do que aquilo que já estou.

Muitos pensarão/dirão, certamente, que eu não tenho nada que fazer isto e que não devo satisfações seja a quem for, o que, de resto, é verdade verdadinha, mas eu sou assim - continuo a não ter esqueletos nos meus armários, continuo a não querer acumular esqueletos nos meus armários.

E passo a negar, publicamente, que isto é uma terra pequena onde tudo circula e tudo se sabe:

  • Não, não fui suspensa da Função Pública.
  • Não, não fui expulsa da Função Pública.
  • Não, não fui presa.
  • Não, não estou com cancro... tanto quanto me é dado saber e já bati com os nós dos dedos na madeira não vá o diabo tecê-las.
  • Não, jamais me vergarei à mentira.
  • ...
  • E sim, usarei as perucas que me apetecer, sempre que me apetecer.
  • E sim, chorarei, gritarei, cantarei, correrei, arrancarei os meus próprios cabelos, treparei pelas paredes acima... mas jamais mentirei, seja sobre insignificâncias ou sobre assuntos muito sérios.
  • E simjamais me vergarei à mentira.
  • E sim, não venderei jamais a minha alma ao diabo.
  • E sim, continuo a ser um Ent nas histórias do Tolkien.

sexta-feira, 28 de junho de 2024

Apoio Vindo Nem Sei de Onde - Saboroso, Importante, Significativo, Carinhoso... e Anónimo








Flores - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Apoio Vindo Nem Sei de Onde - Saboroso, Importante, Significativo, Carinhoso... e Anónimo

Chegou-me um dia destes a casa, em caixa grande em que no exterior apenas estava escrito "A felicidade floresce de dentro", causando-me estranheza já que eu, por norma, nunca recebo encomendas.
Até comentei "deve ser para a minha filha ou para o meu marido" mas não, insistiu o entregador, a encomenda era mesmo para esta senhora que sou eu.
O enigma instalou-se dentro desta anonimidade, a única de que gosto e que aceitei de bom grado.
Presumi que não seria nada de grave vindo da escola a que pertenço... e abri, corajosamente o comprido caixote, bonito por fora e ainda mais belo por dentro... puras e bran cas flores salpicadas com um verde de eucalipto, um cheiro celestial, uns recados para tratamento do belíssimo ramo e um cartão, escrito sem qualquer assinatura.

Toda a gente sabe que a minha vida profissional foi virada do avesso com a instauração de um processo disciplinar e eu, passado todo este tempo, continuo a pensar que se havia pessoa que o não merecia era eu, uma trabalhadora incansável da e para a Escola Pública, para os Meus Alunos em particular, partilhadora, sempre pronta a ajudar quem de mim precisasse... e tanta gente ajudei ao longo da minha vida... e ainda por cima não é que o processo disciplinar é-me instaurado no final de um ano de trabalho em que tinha regressado à escola após prolongada ausência, por luto, após o falecimento do meu pai que me abalou até ao tutano... e ainda não completamente digerido neste momento em que escrevo?
Foi na mouche, parece que escolhido a dedo.
Pois não sei de onde chegaram-me flores e um cartão que assim reza:

"Anabela,
que esta flores a possam animar nestes dias cinzentos que têm persistido em se arrastar, dando-lhe esperança e ânimo. Admiro-a e sei que este gesto pouca diferença fará, mas acredite que a sua determinação, frontalidade e coerência dão força a outras.
Abraço sincero e grato desta sua colega."

Pois Colega Minha, que eu desconheço, nem imaginas tu a diferença que faz e fará um gesto destes na vida de uma pessoa votada quase completamente ao ostracismo dentro de uma escola onde sempre deu o litro nunca olhando para o relógio e trabalhou até ao esgotamento fazendo a minha filha afirmar, frequentemente, "Nem sei porque não levas o colchão para a Escola!".
Agradeço-te do coração este gesto tão carinhoso, empático, sensível, solidário, cuidadoso, enfim, humano... e como eu gosto destes atributos!
Estando em fase de poder vomitar se me cruzar com determinadas pessoas, este gesto alimentará a minha alma por dias e dias a fio... e isso é tão bom...

Tempos houve em que eu me alimentava muito de Escola Pública. Agora, o que já foi alimento, transborda em mar de toxicidade.
Daí este consolo chegar em momento certo, em momento de muita descrença... ajudando-me a recentrar, espero, na beleza dos meus, na beleza que persiste no Mundo, na beleza interior de gente anónima e não só espalhada por esta superfície que acolhe, temporariamente os nossos passos.
Que eles possam ser firmes, honestos, solidários, contribuidores de um mundo melhor onde parece qu8e parte da humanidade já anda completamente perdida.

Obrigada do coração.

Anabela Magalhães

quinta-feira, 16 de maio de 2024

Pesadelos com... Escola

Tampa de saneamento romano - Jerash - Jordânia
Fotografia de Anabela Magalhães

Pesadelos com... Escola

Já contei aqui alguns dos pesadelos que vou tendo amiúde em noites em que, invariavelmente, acordo a pensar " Mas que merda é esta que se abateu sobre mim quando eu dei tudo o que pude aos Meus Alunos e à minha escola que já teve vários nomes a agora se chama Teixeira de Pascoaes?!!! 

Ai, Dr. Joaquim... se viesse aqui à terra e soubesse o que se passa através de mim, ou mesmo através do meu pai, do meu avô ou até do meu bisavô que o Dr. Joaquim tão bem conheceu... nem sei o que faria!!!!!

Pois este meu pesadelo começa estou eu a solicitar as actas do Conselho Geral e do Conselho Pedagógico, por escrito. já que nos dias que correm continua a existir a palavra dita oralmente, que para mim é sagrada, mas que, frequentemente, é mentirosa em muitas "bocas de gente" que eu conheço e, para além do mais, eu gosto que fique tudo escritinho... e eis que entro em sono agitado, suado, desesperado mesmo, o tempo a passar e eu já velhinha a exigir a porra das cópias do Conselho Geral e do Conselho Pedagógico, que é um direito que me assiste, por lei deste país... e nada! 

E eu a ficar mais velhinha, encarquilhadinha, desdentadinha... e nada!

E pumbas! Acordei!

Nota - Penso que já toda a gente devia ter saneamento básico nas suas ruas e nas suas casas. Os romanos já o tinham e cumpria a sua função: por aqui era canalizada a merda saída das casas, dos estabelecimentos, enfim, do que fosse. Poupava-se assim a cidade a um cheiro nauseabundo!

 
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