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quarta-feira, 13 de outubro de 2021

As Meninas São dos Seus Papás

 

As meninas são dos seus papás
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

As Meninas São dos Seus Papás

Alto, robusto, firme, amável, educado, aprumado, disponível, conciliador, prestável, verdadeiro, pacato, presente, cavalheiro, simpático, de sorriso fácil, bem disposto e conversador, amigo do seu amigo, protector, extremamente organizado, perfeccionista, conhecedor profundo da terra que o viu nascer e das suas gentes, irradiava saúde do alto dos seus 84 anos e continuou mesmo até ao fim a banhar e a impregnar Amarante com a sua presença, sempre a rapiocar para cima e para baixo, inteirando-se nas novidades do burgo, enquanto, ao mesmo tempo, sorvia para dentro de si toda a cidade a cada golfada de ar inspirada.


segunda-feira, 26 de julho de 2021

Reconstrução Interior - Receita Minha

 








Trabalhos Manuais . S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Reconstrução Interior - Receita Minha

Pegue em trapos velhos e corte-os às tirinhas, pode ser delicada ou furiosamente, a largura das tirinhas dependendo sempre da espessura do tecido. 

Faça como eu e vá experimentando se é a primeira vez que se aventura nestas andanças até alcançar o ponto certo. Neste caso só utilizei lenços fininhos de sobras de loja que um dia fechei.

Faça rolos de cada peça cortada. Combine cores. Peque em agulha para trabalhar lã e dê vida ao processo criativo, misturando tudo conforme a sua sensibilidade, gosto pessoal, conceito estético.

Pode fazer tapetes, mantas, almofadas, sacos de praia, carteiras e o mais que a sua imaginação lhe ditar.

E assim vai a minha lenta recuperação interior depois de hoje ter acordado tarde e, ao olhar para o relógio, pensar de imedito "Anabela Maria despacha-te que o teu pai está quase a chegar para almoçar."

sexta-feira, 16 de julho de 2021

Coser Feridas, Bordar Recordações

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Misturas - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Coser Feridas, Bordar Recordações 

Continuo a coser feridas e a bordar recordações de familiares que me continuam a dizer muito pese embora o tempo que já decorreu entre as suas breves vidas físicas e terrenas e os dias em que, por agora, vou reconstruindo... devagarinho. 

Somos feitos de pó de estrelas e a pó de estrelas puro e duro voltaremos. Pelo caminho, podemos tentar bordar flores coloridas.

quinta-feira, 8 de julho de 2021

Pilar Meu

Serra da Aboboreira - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Pilar Meu

Memórias de um Pai Exemplar, Sempre, Sempre Presente.

E continuo a ver-te assim pela Serra Refúgio Seguro que será sempre Nossa/Nosso.

quinta-feira, 22 de abril de 2021

Dia Mundial da Terra em Dias de Dor

 

S. Leonardo da Galafura - Douro
Fotografia de Artur Matias de Magalhães

Dia Mundial da Terra em Dias de Dor

Em dias de bonança ou de tormenta, a Terra nunca nos falha.

domingo, 18 de abril de 2021

UM RIO DE MEMÓRIAS EM SAUDADE PROFUNDA


UM RIO DE MEMÓRIAS EM SAUDADE PROFUNDA 

Hoje o sol desta Primavera alvoreceu num rio de memórias dolorosas sem o encontro de afectos indispensáveis aos meus dias do mundo.  

É domingo (18/4) neste Abril, e o coração da família e dos amigos, numa Amarante distraída e volúvel, soaram no repique dolente dos sinos na torre da igreja, em toque fúnebre numa fidelidade ancestral à lei da vida, por um dos seus mais comprometidos e singelos naturais. 

A cidade encerrou a existência para os percursos terrenos de meu Pai e na profunda saudade da sua súbita e inesperada partida deixa na família um vazio lancinante de dor eterna numa ansiada espera impossível pela sua chegada a casa, na sua definitiva e inexorável ausência. 

Homem de carácter estruturado numa formação humana modelar, simples e afectuoso nos gestos e modesto nas ambições pessoais, vivia numa dedicação esmerada a toda a família e tinha nos filhos (José Emanuel Queirós e Anabela Magalhaes), genros (Artur Magalhães e Flora Queirós), netas (Joana Magalhães, Cláudia Queirós e Inês Queirós) e bisnetos (Joãozinho e Francisquinho) as suas âncoras a quem todos os dias entregou seus mais puros afectos e dedicados amanhos. 

Nestes dias de indescritível e profundo pesar partilhados em família, fico com uma gratidão profunda ao Ser que, com a minha Mãe, me proporcionou realizar este itinerário de transição na sua própria terra, onde aprendi a não recolher pedras e mágoas, e a semear as harmonias, o amor e a paz, enquanto a nossa interminável viagem decorre com novas chegadas e partidas profundamente tristes, angustiantes e indesejáveis. 

Assim sejamos capazes de nos erguer das águas deste interminável oceano encapelado pela inesperada tempestade e seguir o seu exemplo agregador sem esperar tributos nem retribuições nestas nossas curtas deambulações peregrinas sobre a Terra.

José Emanuel Queirós 

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Eduardo Lourenço - 1923-2020

 

Fotografia recolhida na net

Eduardo Lourenço - 1923-2020

E o país e o mundo a empobrecerem.

segunda-feira, 9 de novembro de 2020

Cruzeiro Seixas - 1920-2020

Cruzeiro Seixas - S. Gonçalo - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Cruzeiro Seixas - 1920-2020

Obrigada, Mestre!

domingo, 18 de outubro de 2020

quinta-feira, 30 de julho de 2020

Perda


Perda

Ontem, Amarante perdeu um dos seus melhores. Era, entre muitas outras coisas, um Médico que estava sempre lá, no seu consultório, de pedra e cal, atendendo os seus múltiplos doentes que sempre soube manter, muitos de uma vida inteira.
É o primeiro médico de que guardo memória, teria eu entre dois a três anos, morava eu na casa que me viu nascer, a dois passinhos do seu consultório - safou-me de uma espinha espetada na garganta que me atrapalhava a vida ao ponto de eu reter o episódio para sempre e de, durante muito tempo, recusar o maravilhoso peixe, qualquer que ele fosse.
Era directo, franco, desconcertante. Era um pilar nesta sociedade local que vamos, paulatinamente, construindo/desconstruindo/construindo. E estava sempre lá. De pedra e cal. Nunca houve muitos assim.
Amarante está incomparavelmente mais pobre. Porque perdeu um dos seus melhores.

E eu, hoje, agradeço-lhe o amparo que me deu sempre que dele necessitei e recordo, mais uma vez, as palavras sábias, de conforto, de Mia Couto - "Nenhuma pessoa é uma só vida".

sexta-feira, 1 de maio de 2020

Perda - D. Manuel Vieira Pinto


D. Manuel Vieira Pinto

Amarante (Aboim) 9 Dezembro 1923 - Porto (Massarelos) 30 Abril 2020

Ontem perdemos um Amarantino de estatura colossal. Enorme respeito pela figura ímpar e íntegra de D. Manuel Vieira Pinto.
E socorro-me das palavras de Raúl Lopes para partilhar um pouco da sua vida e obra.
Sentidos pêsames a toda a sua extensa família.


D. MANUEL VIEIRA PINTO (N. 1923) *  
Prelado católico, Arcebispo de Nampula (Moçambique) entre 1967 e 2000, divergiu da igreja oficial comprometida com o fascismo, destacando-se pelo seu firme posicionamento em defesa dos direitos das populações autóctones, pela condenação do colonialismo e da guerra colonial e pela defesa do direito à autodeterminação do Povo Moçambicano.  
Manuel da Silva Vieira Pinto, filho de José António Vieira Pinto, proprietário, e de Laurinda da Silva, doméstica, nasceu às 5:10 horas da manhã de Domingo, 9 de Dezembro de 1923, no lugar de Sanguinhedo, na freguesia de Aboim, concelho de Amarante. 
Tendo feitos os estudos no seminário da Diocese do Porto, foi ordenado presbítero, na Sé Catedral do Porto, em 7 de Agosto de 1949. No dia 15 de Agosto seguinte, na Igreja Paroquial de Aboim, celebrou a sua Missa Nova. Iniciou a sua actividade pastoral como coadjutor da paróquia de Campanhã, tendo sido depois assistente diocesano nas diversas associações da Acção Católica e director espiritual do Seminário de Vilar.   
Anos depois foi para Roma, onde conhece o famoso Padre Lombardi, fundador do Movimento por Um Mundo Melhor, do qual virá a ser responsável no nosso país entre 1960 e 1967.
A 27 de Abril de 1967, o Papa Paulo VI nomeou-o Bispo de Nampula, em Moçambique. A 29 de Junho, na Igreja da Trindade, no Porto, uma “imensa multidão de fiéis assistiu à sagração episcopal de D. Manuel Vieira Pinto”, anunciava o jornal católico "Novidades". 
Tomou posse da diocese de Nampula em 24 de Setembro desse mesmo ano. Nesse período escreveu diversas cartas pastorais e uma razoável quantidade de reflexões socio-políticas baseadas nos acontecimentos que então se desenrolavam em Moçambique, e de que se destacam «Caminhos de novas estruturas missio-pastorais», «Na hora da viragem» e «Das missões à Igreja local». 
Mas os documentos que maior influência tiveram na vida política, social e religiosa da sua diocese e de Moçambique, foram «Repensar a guerra» (Janeiro de 1974) e «Imperativo de consciência» (12 de Fevereiro de 1974) - assinado pelo Bispo e pelos missionários combonianos a trabalhar no Norte de Moçambique (34 padres, 19 irmãos e 41 irmãs). 
Aquelas cartas pastorais, o seu firme posicionamento em defesa dos direitos das populações autóctones, a condenação do colonialismo e da guerra colonial, a defesa do direito à autodeterminação do povo moçambicano, valem-lhe a expulsão de Moçambique, a 14 de Abril de 1974, tendo-lhe sido fixada residência no Cartaxo.   
Nos primeiros dias após o 25 de Abril de 1974, o General António Spínola convidou-o a integrar o Conselho de Estado, o que recusa. Regressado a Moçambique, foi eleito Presidente da Conferência Episcopal de Moçambique (CEM), em 1 de Janeiro de 1975.
No Moçambique pós-independência, continuou a bater-se pela dignidade, pelos direitos e pelas liberdades do povo moçambicano. Nesse contexto, teve várias entrevistas com dirigentes do país, incluindo os Presidentes Samora Machel e Joaquim Chissano. Lutou por todos os meios ao seu alcance pelo fim da guerra entre a Frelimo e a Renamo, cujas atrocidades denunciou publicamente. Em Maio de 1984, numa entrevista com o Presidente Samora Machel, falou-lhe abertamente da guerra civil fratricida e propôs-lhe o início urgente de negociações políticas com a Resistência. Ainda que discretamente, teve um importante papel no processo de mediação e das negociações para a paz em Moçambique. Mesmo depois de realizado o processo eleitoral em Moçambique, encontrou-se com Afonso Diakhama a fim de garantir a aceitação dos resultados eleitorais por parte da Renamo, com o sentido de preservar a paz a todo o custo.   
Por ocasião da Homenagem Nacional que lhe foi promovida no Porto, a 31 de Outubro de 1992, pelo Presidente da República Dr. Mário Soares, seria agraciado com a Ordem da Liberdade. Em 21 de Novembro de 1992, a Câmara Municipal de Amarante atribuiu-lhe a Medalha de Ouro do Município. De Dezembro de 1992 até Janeiro de 1998 exerceu as funções de Administrador Apostólico de Pemba (antiga Porto Amélia), em Moçambique. No ano de 1995 e seguintes, tem uma acção destacada na instalação da Universidade Católica em Moçambique, a cuja direcção pertencerá. Arcebispo resignatário da Arquidiocese de Nampula, com o título de
Arcebispo Emérito, desde 16 de Novembro de 2000. 
Em 8 de Dezembro de 2003, por ocasião do seu 80º aniversário, foi homenageado na sua terra natal – Aboim (Amarante), por iniciativa do periódico local “Jornal da Terra”. No acto, foi descerrada uma placa comemorativa na casa onde nasceu e o seu nome foi atribuido ao Largo defronte da Igreja Paroquial de Aboim. Idoso e doente, actualmente reside na Casa Sacerdotal da diocese do Porto, na mesma cidade.  

Fontes : Anselmo Borges: “D. Manuel Vieira Pinto, Arcebispo de Nampula – Cristianismo: Política e Mística”, Edições ASA, Porto, 1992; António Cadavez: “O Povo de Moçambique é amante da Paz – Entrevista com D. Manuel Vieira Pinto, Arcebispo de Nampula”, Figueirinhas, Porto, 1985; António José Vilela: “Dom Manuel Vieira Pinto – O Bispo Maldito”, revista Notícias Magazine, 27/04/2003; Raul Lopes: “D. Manuel Vieira Pinto: Obreiro da Paz”, Jornal da Terra, n° 10, Outubro de 1995; Rogério Nunes: “Figuras Missionárias – Uma voz incómoda”, revista Além-Mar, Setembro 1992.   (*) Biografia da autoria de Raul Lopes

terça-feira, 7 de abril de 2020

Perda


Perda

Vou continuar a gostar muito dela até ao fim dos meus dias, por múltiplas razões, algumas que enraizaram durante a minha adolescência, altura em que com ela comecei a privar. Acompanhou o meu crescimento enquanto pessoa, até ontem, dia em que faleceu. Sem ser do meu sangue, era minha tia e por ela sentia um carinho muito especial que, sei-o, era correspondido em beijos e abraços sentidos sempre que nos cruzávamos, sempre que nos sentávamos, juntas, à volta da mesmíssima mesa do café para falarmos tempos sem fim, entre risos e sorrisos muitos que o bom astral dela e a sua energia contagiante eram dignos de se ver. Guardarei para sempre o seu optimismo, a sua garra, a sua jovialidade, a sua leveza em ritmos de dança compassados e cheios de vida.
Mas... "somos todos visitantes deste tempo, deste lugar. E estamos todos de passagem. O nosso objectivo é observar, crescer, amar... e depois vamos para casa".
Até já, tia Dinda!

quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Perda


Perda

Hoje, Amarante perdeu um Homem Bom que acompanhou a vida escolar e profissional de muitos de nós, amarantinos e não só, de várias gerações. Recordo-o desde a Livraria Tulipa. Trabalhador incansável, afável, tinha sempre uma palavrinha especial para os seus clientes, alguns de muitas décadas. Estava sempre ali, no seu posto de trabalho... que só podia exercer com um gosto e uma disponibilidade que sempre me pareceram inesgotáveis. Vai fazer muita falta por aqui.
Hoje, agradeço-lhe o amparo que me deu durante quase toda a minha vida e recordo, mais uma vez, as palavras de conforto de Mia Couto - Nenhuma pessoa é uma só vida.

sábado, 14 de setembro de 2019

Perda

Vida - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Perda

Não era Amarantina de nascimento mas era, ainda mais importante, uma verdadeira Amarantina do coração. Disponível, sensata, cordata, culta, informada... era uma comunicadora nata com quem eu muito gostava de conversar e, frequentemente, com quem partilhei mesa, tomando café no Largo do nosso mútuo contentamento.
Pelas suas mãos de Professora passaram muitos miúdos e miúdas, múltiplas gerações que com ela aprenderam e cresceram, amparados pela sua sapiência... e paciência. Viveu uma vida cheia, plena, com tudo o que ela lhe deu muito saboreado, por vezes muito sofrido.
É verdade que ninguém é uma só vida, como afirma Mia Couto, mas também é verdade que, no dia 12 de Setembro de 2019, Amarante ficou incomparavelmente mais pobre.
Era uma Amiga. Estou-lhe grata por todo o apoio que me deu ao longo de décadas.
Até sempre!

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Agustina Bessa-Luís - 1922-2019

Imagens recolhidas na net

Agustina Bessa-Luís - 1922-2019

A Amarantina deveras especial deixou-nos hoje infinitamente mais pobres.
E dou-lhe a palavra, sempre acutilante, mordaz, sem papas na língua e sem ses e sem mas.

"Decorre a apresentação do livro de Cavaco Silva no salão nobre [do Centro Cultural de Belém], e os carros pretos dos ministérios sobem a rampa com uma lentidão consular. (...) Freitas do Amaral acaba também de escrever um livro e é saudado triunfalmente. Eu escrevi cinquenta e não me prestam tanta atenção. Pelo que fico, por um momento, desencorajada." (1994)

Citação retirada daqui.

Nota - Espanto meu, depois de passar os olhos pela página do facebook do Município de Amarante... ainda em modo Festas do Junho?! A sério?!!! Nem uma palavrinha sobre esta perda gigante para o país e especialmente para Amarante? É que Amarante não é só Mimo, Festas do Junho, Rali de Portugal, UVVA e afins... ou mesmo Amadeo, Pascoaes... ou é?

sexta-feira, 26 de abril de 2019

"Nenhuma Pessoa É Uma Só Vida"


"Nenhuma Pessoa É Uma Só Vida"

Hoje, volto a sussurrar ao vento este provérbio aborígene que apela à aceitação do momento em que dobraremos a esquina e deixaremos este mundo, definitivamente, para trás. Mais ou menos contrariados, mais ou menos preparados, de forma súbita ou bem interiorizada, todos dobraremos esta esquina porque todos estamos aqui de passagem, porque somos todos visitantes deste tempo, deste lugar. O nosso objectivo é observar, crescer, amar... e depois vamos para casa.
Entretanto, agarremos as palavras sábias de Mia Couto:
"Nenhuma pessoa é uma só vida." 

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Notre-Dame a Arder


Notre-Dame a Arder

E, ao arder, arde um dos ícones de Paris e da Europa e do Mundo.
Que dia triste. É um dos edifícios góticos mais belos que desaparece diante dos nossos olhos incrédulos. :(

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Antero de Alda e Gérard Fourel


Antero de Alda e Gérard Fourel

A exposição "História de uma bela humanidade: regresso ao Barroso", da autoria de Antero de Alda e Gérard Fourel, será inaugurada no próximo sábado, dia 23 de Junho, pelas 16 horas, na Casa da Granja.
Escutei inúmeras vezes o Antero a falar, com paixão, destes seus projetos. Este em particular, lamentavelmente, já não será realizado com a sua presença física porque o Antero já não se encontra entre nós, mas a família mais próxima - mulher e filhos que eu daqui abraço - e a Associação para a Criação do Museu Eduardo Teixeira Pinto encarregaram-se de encontrar a força necessária para não defraudar a memória deste Homem/Professor tão sabedor e tão complexo que um dia enriqueceu Amarante, que um dia enriqueceu a Escola onde todos os dias se movia.
Não tenho dúvida que a minha Escola, que também era a dele, comparecerá em peso nas pessoas que continuam a habitá-la e que lhe prestarão a merecida homenagem.
Até já, Antero! Por certo a exposição será imperdível!
E sim, precisamos de relembrar/celebrar esta nossa Humanidade.
 
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