quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Os Anónimos - Ainda a Propósito do Meu Post Sobre Amadeo


Anónimos - Ainda a Propósito do Meu Post Sobre Amadeo

Continuo a adorá-los! Aos que a coberto do anonimato achincalham o trabalho dos outros ou que, a coberto desse mesmo anonimato até podem lançar perguntas pertinentes e provocadoras sobre um qualquer assunto.
Foi o caso de um anónimo que hoje, pelas 02:25 da madrugada, hora a que eu até costumo andar pela net mas por circunstâncias diversas não andava, me deixou o seguinte comentário em forma de perguntas e passo a citar:

"n haverá mais amarantinos: pintores e artistas, para seguir? vamos seguir o morto?"

Reagindo à sua provocação, anónimo, faço-lhe notar que cada um de nós segue quem muito bem entender, mortos ou vivos esse é um problema de cada um e que cada um resolverá se assim o entender.
Posto isto passo a explicar-lhe o seguinte: Amadeo é um Gigante, um Monstro da pintura local, da pintura nacional, da pintura mundial. Repare que eu escrevi é, não era. Se a vida física de um génio destes acabou, para mal de nós todos, e dele!, de forma demasiado precoce, a sua obra perdura e, tal como todas as obras de qualidade excepcional, impõe-se a cada ano que passa sobre o seu desaparecimento. Amadeo, na pintura, é o maior vulto local, em termos de arrojo, de criatividade, de percurso, de cortes com o estabelecido, de desfaçatez mesmo ao não ir por onde seria previsível ir, de técnica, de experimentação...
Posto isto, faço-lhe notar que Amadeo, estando morto, está mais vivo do que muita gente que por aí anda mas que está morta em vida, "artistas" incluídos.
E depois, o facto de podermos ir atrás de "um morto", isto para utilizar a sua terminologia, não invalida que possamos ir atrás de outros artistas amarantinos emergentes em áreas tão diversas que por aí estão a surgir.
Só para lhe dar dois exemplos, em duas áreas distintas, e os restantes artistas amarantinos de que eu gosto que me desculpem... eu também sigo o João Pinetree... e também o Gil Peixoto... conhece?

E olhe, siga o seu coração... com a certeza de que os mortos nunca estarão fora dele. Pelo contrário, permanecerão em si até ao fim dos seus dias.
Pelo menos no meu permanecem e permanecerão. E esse é o caso de Amadeo. Mais vivo, estando morto do que muitos mortos, estando vivos.

O comentário, anónimo, caiu neste meu post:

Responsabilidade Amarantina - Amadeo


Responsabilidade Amarantina - Amadeo de Souza-Cardoso

Este Excepcional, Genial e Belíssimo Senhor Escorpião integra o património que deve ser responsabilidade primeira amarantina.

Amadeo vai voltar a correr o mundo. Parte de Paris.

Correremos o mundo atrás dele? Faremos um grupo "Todos Atrás do Amadeo de Souza-Cardoso Para Onde Ele Nos Quiser Levar?"
Pela minha parte, garanto-vos, vou com ele para qualquer lado...

1 comentário:

Anónimo 2 disse...

Artistas mortos... artistas vivos em livro e registo, sem dúvida com lugar na sociedade, sem dúvida ativos de inspiração para a criação artística. O papel do morto tomou um novo lugar, maior do que o vivo... podia-se chamar a muitos "living legend", contudo este termo não tem lugar nos noticiários passivos, revistas fracas de vontade, apenas em divulgações superficiais da não publicada minoria... São fracas as pormenorizações psicológicas dos mortos sem registo pessoal/ao vivo, algo que pode ser realizado com pessoas "interessantes" vivas, e da cidade...
O que é a inovação? Importante hoje em dia, tanto falamos nos mestres que saíram daqui e dali, mas qual é o lugar do errado? Não falo da "má arte", isso é uma conversa para outro dia/comentário, mas refiro-me do lugar do erro no estudo ou divulgação da tentativa... o poder do sketch de Da Vinci é muito, e ele, tendo até uma boa condição social/económica ao crescer conseguiu mostrar-se facilmente, mas gostava de saber quantos "morrem" nas vilas sem formação, ou na cidade sem oportunidade de divulgação. Sim, é preciso ser pro-ativo. Sim, é preciso perícia, mas o que é o apreciar de arte se não algo infinitamente subjetivo??? Será preciso olhar para o nome ou época de uma peça de arte? A divulgação deve ser cega: olha a arte para saberes o nome, pergunta o conceito para saberes o nível. Sou grande apreciador do conceito, isso revela mais do que muito, mas menos do que a norma, só o conceito/pensamento/objetivo de uma peça de arte já revela um grau de inspiração e estética na obra, a sua representação agora, pode-se explicar subjetivamente à maioria. Estou com medo de falta de meios? Sim, digo-o sem medo das palavras... estou com medo da "morte" daqueles cheios de inspiração e de conhecimento puro e inexplorado.
Na base da arte está o conhecimento da história, na história está o o próprio conhecimento. A palavra ´pureza` é perfeita para o meu ponto de vista. Falta a atenção ao pormenor. Falta a análise global. Falta a análise. Falta inteligência. Falta coragem. Falta coragem, muita coragem. Falta poder de análise. Falta poder de argumentação (válido). Falta poder critico. Só não falta o poder.

Já me prolonguei mais do que queria, por isso digo como conclusão que a pesquisa do desconhecido revela aquilo que procuramos. A divulgação do conhecido esconde o que procuramos. Arte crua

*texto escrito por anónimo (não o referenciado no post). Fico por Anónimo 2

 
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