terça-feira, 22 de janeiro de 2008




Mezinhas Caseiras - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Ainda as Mezinhas Caseiras

A recuperar muito lentamente o pio, continuo a experimentar mezinhas caseiras que vou juntando à medicação química.
Desta vez foi o xarope de cenoura. Ontem, a minha aluna Diana apanhou-me on-line e depois de eu lhe ter dito que ainda não tinha recuperado o pio, relembrou-me esta receita, que a minha mãe fazia lá em casa, quando eu ou o meu irmão estávamos doentes, e que, posteriormente, eu fiz à minha filha Joana. Estava agora completamente esquecida deste xarope, que se faz em três tempos, e que é delicioso.

Passados todos estes anos, e à falta de mãe para me mimar com mezinhas caseiras, fiz eu mesma este preparado simples e saboroso. A receita compõe-se de cenoura cortada às rodelas fininhas, cobertas de açúcar, a minha mãe fazia-a com açúcar amarelo, e este preparado fica a marinar de um dia para o outro.
Et voilá! Pronto a tomar às colheradas.

Não me lembro se esta mezinha era eficaz, mas lembro-me que era saborosa... vai daí mais uma tentativa, quiçá uma ajuda, para recuperar definitivamente o pio, que perdi há mais de uma semana.

Não tem sido bonito de se ver. Não tem sido bonito de se ouvir.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008


Equipamento duma Fadinha do Lar
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Fadinha do Lar II

Nos últimos dias, como se não bastasse dar aulas sem pio, tenho andado disfarçada de fadinha do lar. A verdadeira, ainda a debater-se com problemas num braço e a fazer fisioterapia, está de baixa, restando-me a mim fazer o serviço que por norma lhe compete. Ora o serviço de fadinha do lar implica fazer camas, limpar o pó, passar a ferro e arrumar a roupa passada nos respectivos sítios, mudar roupas de cama e quarto de banho, fazer máquinas de roupa suja, limpar o chão, varrer e lavar pátios exteriores, fazer máquinas de loiça suja, arrumar casas de banho, encher doseadores de champô e gel de banho, regar plantas, limpar vidros, fazer compras... uf, uf... estou cansada... e tudo isto sem avental!!!!
Disfarçada de fadinha do lar, sim, mas sem avental!!!
Se fosse homem ainda experimentava esta peça só para ver se ficava sexy... mas como sou mulher sei que só poderia ficar ridícula. Vai daí, não uso.

A fotografia que ilustra este "post" mostra-nos algum do equipamento duma verdadeira fadinha do lar. E uma verdadeira fadinha do lar não é nada sem um Pronto para o pó e para tratamento das madeiras, não é nada sem um limpa vidros, não é nada sem um pano do pó, não é nada sem um ferro de passar. Claro que poderia continuar porque ainda me falta falar de instrumentos tão indispensáveis como baldes, vassouras, aspiradores, regadores e afins, mas a verdade é que estes não couberam na fotografia.

Por estes dias resta-me ao menos a alegria de não cozinhar agora que frequento a Pensão Estrelinha, da minha querida sogrinha!

Confesso, isto de acumular funções, de professora sem pio e fadinha do lar, tem que se lhe diga.
E confesso que já delegava o serviço de casa na minha verdadeira fadinha do lar!
Sem pena. E sem saudades.

domingo, 20 de janeiro de 2008




Mezinhas Caseiras - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Mezinhas Caseiras e Agradecimentos

Ainda sem pio, e em desespero de causa com a nova semana de aulas que se avizinha, resolvi acrescentar às pastilhas, cápsulas e sprays, as mezinhas caseiras que ora um ora outro se lembra de me dar como receita infalível para recuperar o pio.
Já experimentei gema de ovo com mel e já experimentei sumo de limão com mel. E tenho mesmo insistido nesta última receita, porque gostei do sabor ácido do limão cortado pelo sabor extremamente doce do mel caseiro, mas confesso que não tenho tido grande êxito na recuperação do pio. Bem sei que ainda não tive coragem de experimentar o chá de casca de cebola que muitos dos meus colegas dizem ser mesmo mesmo infalível. Ora infalível infalível sei eu o que era. Infalível era mesmo ficar em casa a descansar as minhas pobres cordas vocais que se queixam, queixam, transformando a minha melodiosa voz em qualquer coisa de esquisito que nem eu mesma sei definir.
O que ainda me vai ajudando, sempre que perco o pio, é que os meus alunos, provavelmente por contágio, perdem igualmente o pio dentro da sala de aulas e comportam-se como muitas vezes nem os adultos conseguem comportar-se, fazendo com que eu dê a matéria calmamente, baixinho e sem flutuações e esforços que poderiam ser ainda mais penalizadores para o estado deprimente das minhas cordas vocais. É o que se está a passar este ano com os meus adolescentes de 9º ano que, comprovando o meu esforço aula a aula, fazem silêncio absoluto, intervindo na aula ordeiramente e sem atropelos.
Sem esta colaboração seria de todo impossível manter-me ao serviço.

Obrigada, alunos meus, pela consideração e respeito que por mim demonstram, a cada aula, difícil, que passa.

sábado, 19 de janeiro de 2008


Acerca do Decreto Regulamentar nº 2/2008 ou de como se coloca os docentes de um país em ansiedade e stresse

A 10 de Janeiro saiu o Decreto Regulamentar nº 2/2008 que regulamenta a avaliação do desempenho dos professores e que visa avaliar os docentes nas vertentes profissional e ética, no desenvolvimento do ensino/aprendizagem, na participação dos docentes na escola e na sua relação com a comunidade escolar, no desenvolvimento e formação profissional. Tudo muito bem. Tudo muito bem não fora com este decreto se dar início a mais uma palhaçada neste país. Tudo muito bem não fora dar-se início a processo de avaliação que só pode sair mal na fotografia pela manifesta falta de tempo para a sua operacionalização.
O processo começa logo por estar inquinado à partida, por impor, a meio dum ano lectivo, um novo modelo de avaliação do desempenho dos docentes.
Tenho para mim que as regras de um jogo não se mudam a meio desse jogo. Tenho para mim que se as regras são umas no começo deverão ser essas mesmas regras a acompanhar os intervenientes até ao apito final. Ora estas novas regras que agora nos são impostas, e sem discutir da sua justeza já que isso daria outro post, mudam radicalmente o nosso processo de avaliação. E é que mudam mesmo radicalmente, não deixando pedra sobre pedra do antigo modelo de avaliação de desempenho. E então mudam-se assim as regras com o ano lectivo já a decorrer em velocidade cruzeiro, lançando todo o corpo docente português na insegurança, na perplexidade, na incompreensão, no espanto de prazos extraordinariamente curtos que são impossíveis de cumprir?
De facto as palhaçadas sucedem-se. Os instrumentos de registo da avaliação de desempenho só podem ser elaborados e aprovados em conselho pedagógico de escola ou agrupamento depois de um tal de Conselho Científico elaborar as recomendações que vão condicionar a sua elaboração. E cadê as recomendações deste Conselho Científico? Ainda não existem. Como é que as escolas vão conseguir elaborar o que quer que seja até dia 11 de Fevereiro que é a data limite estipulada por este decreto?
Mais. A operacionalização deste novo modelo de avaliação implica reformulações dos Projectos Educativos de Escola, dos Planos Anuais de Actividades, dos Projectos Curriculares de Turma pois todos eles têm de prever objectivos e metas a alcançar e só depois de todas estas alterações é que nós, professores, podemos definir os nossos objectivos individuais. O prazo para elaboração dos objectivos individuais é 25 de Fevereiro. Só que se eu quiser começar a delinear os meus objectivos individuais não posso fazê-lo já que para trás nada foi ainda feito.
Como é que se vai conseguir pôr em marcha um processo de avaliação, tão complexo e burocrático quanto este, assim de um dia para o outro?
Não seria mais ajuizado criar os órgãos que são indispensáveis a este novo modelo como a Comissão de Coordenação da Avaliação de Desempenho, que ainda não existe em nenhuma escola, criar os instrumentos de avaliação, que ainda não existem, criar as novas regras do jogo, que ainda não existem, e explicitá-las com tempo?
E então para o próximo ano lectivo iniciarmos todos um novo processo já não de forma extremamente precipitada e atabalhoada como é da vontade do Ministério da Educação?
"O cérebro é uma coisa maravilhosa. Todos deveriam ter um!!!"
A funcionar, claro!!!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008


Caminhos do Todra - Marrocos
Fotografia de Artur Matias de Magalhães

Os Caminhos Desapareceram da Alma Humana

Caminho: faixa de terra sobre a qual se anda a pé. A estrada distingue-se do caminho não só por ser percorrida de automóvel, mas também por ser uma simples linha ligando um ponto a outro. A estrada não tem em si própria qualquer sentido; só têm sentido os dois pontos que ela liga. O caminho é uma homenagem ao espaço. Cada trecho do caminho é em si próprio dotado de um sentido e convida-nos a uma pausa. A estrada é uma desvalorização triunfal do espaço, que hoje não passa de um entrave aos movimentos do homem, de uma perda de tempo. Antes ainda de desaparecerem da paisagem, os caminhos desapareceram da alma humana: o homem já não sente o desejo de caminhar e de extrair disso um prazer. E também a sua vida ele já não vê como um caminho, mas como uma estrada: como uma linha conduzindo de uma etapa à seguinte, do posto de capitão ao posto de general, do estatuto de esposa ao estatuto de viúva. O tempo de viver reduziu-se a um simples obstáculo que é preciso ultrapassar a uma velocidade sempre crescente.

Milan Kundera, in "A Imortalidade"

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008














Nevoeiro - S. Gonçalo - Amarante - Portugal
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Nevoeiro II

Um dia destes, estava eu calmamente a trabalhar nas minhas apresentações em power point, telefona-me a Edite com uma informação preciosa para quem gosta de fotografar "Preguiçosa! Não vieste andar, não sabes o que estás a perder. Está a formar-se um nevoeiro lindíssimo junto ao rio."
Por esta altura já eu o estava a ver de minha casa. De facto. Um nevoeiro lindíssimo.
Não resisti ao desafio. Fui buscar a máquina e lá fui para a Costa Grande, primeiro, e depois para junto da Ponte Velha. E apanhei um daqueles fins-de-tarde de nevoeiro que ora se adensa, ora se dissipa, belíssimo, poético, lançando sobre o rio uma névoa de mistério e calmaria.
Foi bonito de se ver. Foi bonito de se fotografar.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Norah Jones - Sunrise

Sunrise, sunrise
Looks like morning in your eyes
But the clocks held 9:15 for hours
Sunrise, sunrise
Couldn´t tempt us if it tried
Cuz the afternoon´s already come and gone

And I said ooo...
To you

Surprise, surprise
Couldn´t find it in your eyes
But I´m sure it´s written all over my face
Surprise, surprise
Never something I could hide
When I see we made it through another day

And I said oooo...
To you

And Now the night
Will throw its cover down
On me again
Ooh and if I´m right
It´s the only way
To bring me back

ooooo...
To you
ooo...

terça-feira, 15 de janeiro de 2008



Sequilhos - S. Gonçalo - Amarante

Ainda os Sequilhos

Hoje soube novidades que me deixaram a gargalhar.
A Vera relembrou-se dos sequilhos através do meu blogue. Pelos vistos já não os comia aos anos! Esqueceu-se completamente deles. Vai daí foi a correr comprar sequilhos a uma qualquer confeitaria aqui do burgo. Vai daí eu sei que hoje em casa dos Pedros e das Veras vai haver sequilhos. E daí eu saber que hoje os Pedros e as Veras vão-se sequilhar todos!!!!

Kakakakaka ... Ah! E continuo sem pio! Kakakakaka
É caso para dizer que o meu pio está como o meu assobio!!!

Xana - S. Gonçalo - Amarante - Portugal
Fotografia de não sei quem

Alexandra Bento

Conheço a Alexandra Bento seguramente há mais de duas décadas. Lembro-me dela aí com catorze anitos, bem adolescente, e eu já rapariga casada e mãe de filha. No entanto a nossa amizade só se desenvolveria uns anos mais tarde em tertúlias no café-bar e, mais tarde ainda, aquando da sua licenciatura e posterior entrada no mercado de trabalho, como professora, na Escola Secundária do Marco de Canavezes onde eu então leccionava. Acompanhei a sua entrada no Hospital de Amarante, e desde aí esta nutricionista desempoeirada não mais parou. Soube há dias pelo blogue do Helder Barros que a Alexandra voltou a ser reeleita para o cargo de Presidente da Associação Portuguesa dos Nutricionistas e que iniciou por isso o seu 4º mandato à frente daquela associação. Não me espanta. É que muito embora não a conheça profissionalmente, pois felizmente nunca necessitei dos seus serviços, conheço a Alexandra há muitos anos e sei do que a casa gasta. A Alexandra é uma pessoa exigente a começar consigo própria, é calma, pacata, responsável, competente, boa pessoa, sempre pronta a contribuir para consensos e soluções, educada, simpática, sóbria, esforçada, trabalhadora e durante todos estes anos vi-a sempre igual a si própria. Por tudo isto, e porque não há duas Alexandras, só posso inferir que profissionalmente a Alexandra é tudo o que atrás mencionei mais tudo de bom que me esqueci de dizer. Por isso foi sem espanto, mas com enorme satisfação, que soube da sua reeleição. E é com enorme orgulho que me considero sua amiga e lhe deixo aqui os meus mais sinceros parabéns e votos de bom trabalho para esta amarantina à frente da legião constituída pelos nutricionistas portugueses.

Claro que para mim a Alexandra Bento será sempre a Xana. E muitas vezes a Xaninha.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008


Gaivotas - Essaouira - Marrocos
Fotografias de Artur Matias de Magalhães

Perder o Pio

Hoje foi dia de perder o pio. Literalmente. Foi o resultado de uma sinusite não curada, de dores de garganta lixadas, de uma noite sem dormir devido à impossibilidade de respirar pelo nariz e, acima de tudo, foi o resultado de uma manhã cheiinha de aulas em que arruinei completamente a minha já fragilizada voz. E amanhã há mais aulas. Bem sei que já estou habituada a perder o pio uma ou duas vezes por ano lectivo. Bem sei que não falha e que até já faz parte da minha rotina. Mas confesso que não é agradável. Perder o pio não é de todo agradável, especialmente para uma mulher, sempre com tanto assunto para falar, com tanto argumento para dar, com tanto problema para debater. Mais grave ainda quando a mulher é também professora.
Agora só me resta teclar. Só me resta o pio escrito. E pensar que isto não é uma malandrice do Santo. É que eu andei a chamar-lhe brejeiro e ele pode não ter gostado!!!!

domingo, 13 de janeiro de 2008

Preciosidades Linguísticas


Sequilhos Digitalizados- S. Gonçalo - Amarante - Portugal

Preciosidades Linguísticas

Hoje inauguro um novo tema que dá pano para mangas e que se intitula de Preciosidades Linguísticas. Toda a gente sabe que a língua portuguesa se presta ao múltiplo e dúbio sentido e que às vezes basta um sorriso malandro para todos nós alcançarmos o significado oculto da coisa. Também toda a gente sabe que os portugueses são peritos neste jogo de palavras donde por vezes resultam expressões engraçadas e curiosas, donde por vezes resultam autênticas preciosidades linguísticas. E os portugueses são, neste domínio, um povo extraordinariamente criativo.
E, posto isto, vou voltar a falar do nosso santo, ou beato, ou lá o que ele é, vou falar do nosso querido S. Gonçalo.
O verdadeiro dia de S. Gonçalo, 10 de Janeiro, já passou e por isso devo esclarecer os meus leitores que sempre que 10 de Janeiro calha num qualquer dia da semana, que não o Domingo, a festita, já que se trata apenas de uma festita, passa para o Domingo seguinte.
Daí que a festita é hoje, apesar da chuva que cai sem parar e que decerto afrouxará o ruído dos bombos a bombar Amarante acima e abaixo, apesar da humidade que decerto amolecerá a doçaria.
Por isso hoje volta a ser dia de doces de S. Gonçalo, já postados sem rodeios aqui no blogue, e hoje é também dia destes doces maravilhosos que muitas confeitarias aqui do burgo fabricam propositadamente neste dia e que se chamam sequilhos.
Nesta altura já os meus leitores se interrogam onde é que está a preciosidade linguística e o que é que ela tem a ver com tudo isto. Mas tem. Tem a ver com os sequilhos.

Ontem comprei-os. E hoje vou comê-los como manda a tradição.
Vou comer sequilhos até me sequilhar toda!

sábado, 12 de janeiro de 2008

Ainda a Sida

Sexo Seguro

Sexo Seguro

Hoje resolvi seguir a sugestão que o Luís me deixou aqui no blogue e fiz uma pesquisa rápida no youtube sobre "spots" publicitários que abordam a problemática da Sida. Há abordagens muito diferentes e muitas maneiras de alertar contra esta doença terrível, que não fez parte do meu vocabulário enquanto adolescente, mas que já deveria fazer parte do vocabulário de todos nós, crianças, adolescentes e adultos, que moram nos dias de hoje.
De todos os "spots" que vi o que mais me agradou é o que hoje posto aqui no blogue porque, sem estar com rodeios e paninhos quentes, alerta-nos para a necessidade de praticarmos sexo seguro, para a necessidade de não sermos promíscuos nas nossas relações sexuais, para a necessidade de tomarmos decisões consciente e responsavelmente porque, depois do prazer, a morte espreita por detrás de qualquer esquina. As imagens belíssimas de corpos humanos que se movimentam elegantemente e se emaranham uns nos outros sugerindo a prática de sexo aleatório, quando filmados ao longe, fizeram-me lembrar vermes que desaparecem da parte de cima da ampulheta, de 10 em 10 segundos, parando, morrendo. Só que aqui os vermes somos mesmo nós que não estamos a conseguir travar este terrível flagelo que é a Sida preferindo ignorar os dados, preferindo olhar para os lados, preferindo pensar que isto só acontece aos outros.
Ora nós temos mais do que a obrigação de não nos comportarmos como vermes, já que nunca tivemos tanto acesso à informação como hoje. Usemos pois essa informação a nosso favor seguindo opções pensadas e amadurecidas.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Novo Aeroporto


Deserto - Margem Sul
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Novo Aeroporto

Foi com alegria que soube que o novo aeroporto vai mesmo ser construído na Margem Sul. No deserto, portanto. Onde, como se pode comprovar em fotografia anexa, não há cafés, não há hospitais, não há escolas e não há pessoas. Melhor, assim não haverá nada a atrapalhar!
Finalmente chegamos a bom porto... ou será antes finalmente chegamos a bom aeroporto?!



9º G - Museu Amadeo de Souza-Cardoso
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Visita de Estudo - 9º G

Acabei ontem a série de visitas programadas para este ano lectivo ao nosso museu Amadeo de Souza-Cardoso. Mais uma vez aproveitando uma tarde livre já que em tempo lectivo normal seria impossível devido à incompatibilidade dos horários da turma com os do museu.
A visita correu muito bem e outra coisa não seria de esperar de uma turma educada desde o sétimo ano por uma série de professores empenhados em fazer destes alunos adolescentes que sabem estar e que sabem ser. Confesso que nos deu muito trabalho! Muito trabalho mesmo.
Relembro-os no 7º ano, meus alunos a História, Estudo Acompanhado e Área de Projecto, muito simpáticos, sempre alegres, muito trabalhadores... mas umas baratas tontas!!! É que entravam na sala de aula e continuavam a falar em grupinhos de amigos, agarravam-se, empurravam-se, beliscavam-se, como se eu não estivesse lá; riam-se por tudo e por nada, pelo que tinha realmente graça e pelo que não tinha graça absolutamente nenhuma; entravam-me na sala de bonés e mantinham-nos até eu os chamar à atenção; mantinham-se de pastilhas elásticas mesmo depois de os mandar deitá-las ao lixo até que eu descobria pelo mastigar das bocas bem abertas fazendo ruído e pelas bolas que eles, distraídos, faziam; entravam na sala de aula a jogar à bola; nos dias de entrega dos testes de avaliação tanto fazia terem positiva como negativa porque a alegria mantinha-se... sem dúvida alunos simpáticos e alegres que pediam desculpa quando eram chamados à atenção mas que voltavam a repetir tudo uma e outra vez na aula seguinte, da mesma forma, num processo desgastante para mim e para os restantes professores. Parecia que não aprendiam, que não retinham regras básicas de convivência e civismo.
Nunca desisti deles. Nunca desisti de os chamar à atenção ou mesmo de os castigar que alguns deles sabem bem do que falo e têm os cadernos com mais ou menos castigos conforme a gravidade dos casos.
E eis que somos chegados ao 9º ano. E o que dizer dos meus meninos e meninas do 9º G? No mínimo que parecem autênticos estudantes universitários. Comportam-se com uma correcção e educação que eles mesmo desconfiariam da veracidade das imagens se pudessem ver um filme comparativo do antes e do depois em termos de comportamento. É sem dúvida uma das turmas onde eu entro bem disposta e donde eu saio bem disposta, satisfeita pelo dever cumprido e, acima de tudo, satisfeita porque eles aprenderam a estar e estão a aprender a ser.
Por isso é para mim um enorme prazer leccionar as minhas aulas de História a este 9º G. Pena que o ano esteja a acabar, agora que o grosso do trabalho está feito!!! Porque leccionar História a estes alunos, hoje em dia, é canja!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

10 de Janeiro - Amarante - Portugal



Doces de S. Gonçalo - Amarante - Portugal

10 de Janeiro - Dia de S. Gonçalo

Hoje, dia 10 de Janeiro, é Dia de S. Gonçalo, e este santo, que somente é beato!, para quem desconhece este facto, é o santo padroeiro mui querido da nossa cidade de Amarante.
Há quem defenda que as festas em honra do nosso santo padroeiro deveriam ser transferidas do primeiro fim-de-semana de Junho para o seu dia, para hoje portanto, mas enquanto isso não acontece vamos tendo o verdadeiro dia a passar quase sem darmos por isso. Foi quase o que me aconteceu hoje. Não fora ter ido à rua, não fora ter passado na padaria, não teria visto à venda os famosos doces de S. Gonçalo que hoje posto no meu blogue e deixaria passar este importante dia sem qualquer menção. Convém esclarecer que estes doces, escolhidos por mim de um tamanho discreto, que os há muito mais generosos e avantajados, não têm nada a ver com qualquer tipo de brejeirice da minha parte sendo que o brejeiro é mesmo o santo. Estes Doces de S. Gonçalo, de forma fálica e de origem pagã, associados sem dúvida a cultos ancestrais de fertilidade que se perdem na memória, foram de algum modo incorporados, tolerados e aceites pelas várias moralidades vigentes e chegaram aos nossos dias vigorosamente associados ao santo. A ele está associada a crença de casamenteiro das velhas, a ele estão associados estes doces de formas muito pouco ortodoxas, a ele estão associadas quadras populares que todos nós amarantinos aprendemos desde pequeninos, entre gargalhadas de tão malandrecas que são as letras. Continuo a espantar-me sempre que olho para a sua imagem... uma carinha tão doce e sensata esconder o santo mais brejeiro de toda a cristandade! É que parece mesmo impossível!
E para finalizar, e para quem não é daqui e desconhece as quadras populares e brejeiras dedicadas ao santo, aqui fica um exercício para os meus leitores terminarem segundo o que lhes aprouver.

"Ó meu rico S. Gonçalo
Que estais virado prà vila
Virai-vos prò outro lado
Que vos dá o sol na ..."

E pronto, está comemorado o dia de S. Gonçalo, "comme il faut", aqui no meu blogue.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Sabonetes


Sabonete de Tomate Digitalizado

Sabonetes

Já não é a primeira vez que me ocorre postar sobre sabonetes mas só hoje me decidi, impelida por este belíssimo sabonete de cozinha que cheira a tomates deliciosa e delicadamente perfumados.
Hoje em dia o sabonete acompanha a nossa existência praticamente, ou mesmo literalmente, desde o nosso nascimento.
Relembro o nascimento da Joana, quase imediatamente enfiada numa banheira cheia de água tépida e lavada dos pés à cabeça, como era usual e moda á época, e relembro que, quando me foi dado revê-la, já ela vinha toda vestidinha com finos trajares que um dia foram vestidos pelo meu pai aquando do seu nascimento e cheirosa que nem sei fruto destes odores de maravilhosos sabonetes.
O sabonete, líquido ou sólido, acompanha pois a nossa existência, dia após dia, e nem sei o que seria de nós sem ele, agora que ele faz parte integrante dos nossos hábitos de higiene e está à distância de um braço, nas prateleiras das lojas da especialidade e a preços mais ou menos convidativos, dependendo da marca, do design. Mas nem sempre foi assim e a minha mãe contava-me da trabalheira que era fazer sabões e sabonetes em casa, no tempo da guerra, seguindo receitas caseiras que eram passadas de geração em geração. Em casa da minha avó materna assim se fazia. O sabonete era, à época, um luxo a que nem todos acediam. E convém não esquecer que o sabonete continua a ser um luxo para largas franjas da população mundial.
Os sabonetes fazem parte das minhas memórias mais antigas e os sabonetes da minha infância estarão sempre associados às farmácias aqui do burgo, e mais concretamente à Farmácia Central, onde a Dona Albana reinava e a cada passo oferecia-me miniaturas de sabonetes que me fascinavam e embriagavam com o seu cheiro cheiroso.
O sabonete faz pois parte integrante da minha vida e as minhas memórias de infância passam por aqui, incluem cheiros e odores a sabonetes deslizando sobre a pele molhada.
E no Verão era ver os amarantinos nos Poços, homens e crianças, quase exclusivamente, que as senhoras não iam para lá fazer essas figuretas, de sabonete em punho, ensaboando-se energicamente, a água pelos joelhos, num banho quase completamente público!
Quanto aos meus banhos, guardo na memória os banhos mais extraordinários que já tomei em toda a minha vida, no meio das dunas, com água mais do que racionada e o sabonete deslizando sobre a minha pele, lavando-me mais do que a pele morena, lavando-me a alma, morena, em pleno deserto do Sahara, em plena comunhão com a Natureza.
Inesquecível.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008






Museu Amadeo de Souza-Cardoso - Amarante - Portugal
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Visita de Estudo - 9º H

Hoje realizei mais uma visita de estudo ao Museu Amadeo de Souza-Cardoso, desta vez com a turma do 9º H, aproveitando a nossa tarde livre.
Saímos da ESA a pé, e lá fomos, Amarante abaixo, até ao museu, onde chegámos à hora marcada.
Estavam todos muito bem dispostos e a turma portou-se lindamente, tanto no trajecto, como durante a visita, guiada que foi, como sempre, com grande alegria, pela dra Cláudia Cerqueira.
As fotografias que ilustram este "post" foram propositadamente desfocadas e transformei, assim, os meus alunos em vultos elegantemente fantasmagóricos, envoltos em névoas diáfanas, deslocando-se pelo museu como que flutuando e que agora posto, com todo o carinho, no meu blogue. São fotografias das minhas meninas e dos meus meninos que comigo crescem há quase três anos. E como têm crescido bem!!!
Aqui lhes deixo beijinhos. Grandes. A condizer com eles.
Crónica - Objectivos individuais

por Teresa Martinho Marques

"Agora que o ano começa, e para que comece bem, vou fazer uma promessa ao meu pai e à minha mãe: Cumprirei os cem por cento do meu serviço lectivo, os mui nobres objectivos do apoio educativo, o serviço não lectivo, sempre de olho bem vivo, para ter pontuação máxima do conselho executivo. Serei a melhor a melhorar, os resultados de alunos, e nunca mais dormirei, se isso significar, provar por A+B que sou eu quem mais consegue abandonos evitar. E ainda, coisa pouca, vou participar que nem louca, na vida do agrupamento, actividades e festas, projectos curriculares, extracurriculares, tudo o que me ordenem chefes e titulares, andarei em roda-viva, somando pontos à toa, não quero que nada me escape, que eu cá sou muito boa e bem pouco dada a ais, quando defino e cumpro objectivos pessoais. Serei moça empenhada, cheia de qualidade na minha participação, e não haverá nenhum chefe que não repare em mim e em tod’esta dedicação. Já nos órgãos de gestão, estruturas de orientação, função de avaliador, de mestre coordenador, pontitos não posso ter... não quis ser titular e portanto por aí, não há nada a fazer (mas livro-me, sim senhor, de ser bem investigada, com pormenor e rigor, pelo senhor inspector). Promessas p’rá formação, não sei se as posso fazer, com o trabalho do mestrado não me sobra qualquer tempo, mesmo que durma pouco e ande sempre a correr... Mas tentarei, ind’assim, ter máxima pontuação, na avaliação de projectos, dos de investigação, cheios de inovação da coisa educativa, que eu por mais que me sufoquem, esbracejo e venho à tona, tentando ser criativa. Prometo relacionar-me, com toda a cordialidade, com todos e mais alguns, escola e comunidade, ter sempre o máximo dos pontos, sorrir a sérios e tontos, desenvolver contra a náusea, tod’a minha imunidade. E preparar, organizar, realizar as actividades lectivas, para que o chefe me dê, sempre sem hesitar, os quatro máximos pontos, seja qual for o parâmetro que esteja a considerar, cumprir objectivos, programas, tudo correcto sem falhas, disfarçando bem as gralhas, usar muitos materiais, ter em ordem dossiers e estimular tudo mais, mesmo agora sem ter tempo para as aulas preparar. E para ele me pontuar, maximizando o número, a relação pedagógica, nas aulas que for visitar, e se convencer também que sou boa a avaliar, recorrerei ao açúcar, chocolates, rebuçados, gelados e mais recompensas, promessas e ameaças, feitiços e outras graças que eu não sou de brincadeiras, ou bem que os miúdos ajudam, p’ra ninguém me mal grelhar, ou bem que se fritam eles se não querem ajudar.E na auto-avaliação direi o melhor de mim (que se a gente não se amar, quem de nós irá gostar tanto tanto tanto assim?). No fim de tudo isto, se não garantir um excelente, porque não há lugar na cota e é inconveniente, morderei de novo a raiva, farei um sorriso contente (será melhor prevenir), despeço-me por mais dois anos, na esperança do que há-de vir, que a coisa definhe e morra de enfarte e estupidez e que eu sobreviva à dita, sem ter ferido o amor que aqui me trouxe e me fez (de alma e coração, acordada e alerta, contra todos os absurdos, sem me vergar com a dor) defender com toda a força, a coisa séria que é isto de ser professor. Agora que o ano começa, e para que comece bem, vou fazer uma promessa ao meu pai e à minha mãe: Prometo ser forte e lutar para que o pesadelo descrito não me afogue a inteligência, não me contamine o corpo, não me deforme o sorriso, nem me impeça de sonhar..."

Gostei muito deste texto de Teresa Martinho Marques que nos alerta a todos nós, professores, para a possibilidade de nos prendermos e enredarmos em tralha e mais tralha, burocracia e mais burocracia.
Atenção redobrada é preciso. É que corremos o risco de perdermos o pé. Ou o Norte.
A ver vamos.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Ainda a Publicidade

Continuo a reconhecer a extraordinária criatividade e sentido de humor destes publicitários.
A mensagem deste spot publicitário, de tão inesperada, fez-me soltar uma gargalhada. Mas se pensarmos um pouco mais profundamente na cena deprimente aqui mostrada, e a que todos nós provavelmente, e infelizmente, já tivemos o desprazer de assistir na vida real, rapidamente concluímos que a solução não está no uso de preservativos. A solução está inevitavelmente na Educação. A solução está mesmo na não demissão dos pais da sua tarefa primordial que é zelar pela boa educação dos seus filhos.
Ora todos nós, professores, sabemos, pela prática quotidiana, que a educação está, quantas vezes, pelas ruas da amargura. Os miúdos pontapeiam-se, empurram-se, falam uns com os outros guinchando, dizendo palavrões em cima de palavrões, seja em que contexto for, acham que têm o direito de atender os telemóveis dentro das salas de aulas, as mães e os pais ligam-lhes para os telemóveis quando eles estão em aulas, lançando a confusão total nos valores e nas regras que nós, professores, vamos tentando impor na escola.
É por isso que é preciso seguir um outro caminho que não o deste pai demitido das suas funções de educador. É por isso que é preciso estabelecer barreiras para que as crianças cresçam sabendo que não existem só elas no mundo e que o mundo não está subordinado aos seus caprichos.
É urgente educar em todas e quaisquer circunstâncias. Porque, como sempre ouvi a minha mãe dizer, a Educação cabe em qualquer lugar. E porque a Educação é linda e eu gosto.

domingo, 6 de janeiro de 2008



Nocturnos - Amarante - Portugal
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Fotografia Nocturna

Aqui está uma vertente da fotografia que ainda precisa de ser muito explorada por mim já que a minha experiência em fotografia nocturna é quase nula.
As fotografias que ilustram este "post" foram tiradas numa noite de Dezembro, com temperaturas provavelmente negativas, e foi a primeira incursão, de tripé e máquina fotográfica na mão, pela noite amarantina. Foi uma experiência que precisa de ser seguida, mas agora com melhores condições atmosféricas para que eu não tenha que lutar contra casacos compridos, cachecóis e luvas, e seja só eu, o tripé e a máquina.

Claro que Amarante, de noite, continua igual a si própria, ou seja, belíssima.

sábado, 5 de janeiro de 2008

Children See. Children Do.

O bom exemplo dado pelos adultos às crianças é importantíssimo para que estas cresçam seguindo modelos coerentes e harmoniosos de desenvolvimento. Paciência, educação, compreensão, coerência, respeito pelos outros, amor, atenção, calma, carinho são palavras que não devem estar somente presentes no nosso discurso, quantas vezes balofo, mas que devem estar sempre presentes na nossa acção. Eu acredito mesmo na educação pelo exemplo e é por isso que procuro actuar de acordo com o meu discurso. E é por isso que procuro não consumir aquilo com que não concordo. Para que a minha acção seja o mais coerente possível com o meu pensamento. Para que a bota esteja de acordo com a perdigota.
Confesso que nem sempre é fácil.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Anorexia Nervosa

Anorexia Nervosa

Hoje coloco três vídeos com imagens verdadeiramente impressionantes e chocantes de raparigas jovens que sofrem de anorexia nervosa. Trata-se de uma doença de complicadíssimo tratamento, que não se pode confundir com falta de apetite, e que é antes uma verdadeira disfunção alimentar decorrente do medo que estes doentes sentem em ganhar peso, e que se traduz numa recusa deliberada de ingestão de alimentos. A doença afecta predominantemente adolescentes do sexo feminino, mas também mulheres adultas e mais raramente rapazes. E dá origem a estes verdadeiros cadáveres ambulantes, revestidos quase só a pele, arrepiantes e perturbadores.
Cabe-nos a nós, educadores, estar atentos. Atentos a filhos, familiares e alunos. Cabe-nos a nós contribuir para que o ambiente que rodeia os jovens, em crescimento acelerado e quantas vezes doloroso, seja de equilíbrio e de procura incessante e sem tréguas desse equilíbrio.





quinta-feira, 3 de janeiro de 2008




Chuva - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela matias de Magalhães

Chuva

Finalmente chove.
Começou ontem à noite. Chuva a sério. Como eu gosto. Chuva a rodos. Chuva a potes. Chuva a cântaros. Detesto dias de chuva miudinha, dias de chuva molha tolos, dias de chuva em que a chuva nem ata nem desata. Pelo contrário, gosto dos dias em que a chuva cai forte, em pingos grossos e graúdos que molham sem dó nem piedade qualquer um que se aventure a andar no meio deles, com ou sem guarda-chuva.

Durante anos circulei à chuva, dando corridinhas, esperando abertas, esgueirando-me para debaixo dos beirais, fintando a chuva.
Com a idade vieram os óculos e a necessidade imprescindível do uso do guarda-chuva que finalmente me acompanha em dias como este. Impossível sentir mais o prazer de circular à chuva, com óculos completamente molhados e opacos dos pingos da água colados aos vidros curvos.
Mas continuo a observar com gosto os pingos que se agarram aos vidros das janelas cá de casa, fazendo composições abstractas de água pingada e escorrida. E continuo a ouvir com gosto o barulho da chuva forte que se abate nas coberturas e telhados enquanto eu, cá em baixo, me enrosco numa manta no sofá e me abandono, por momentos, sem fazer nada, ao som melodioso da chuva.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008



2008

Recebi esta imagem via e-mail, enviada pelo Helder Barros.
Gostei da mensagem curta e incisiva, do design e da associação do oito estrangulado, de cinta e cinto apertados, ao conselho facultado. Resta-nos esperar não ter um ano feito num oito!! Mas, pelo sim pelo não, ó gente, e porque mais vale prevenir do que remediar, o melhor é seguir o conselho acima transcrito.

terça-feira, 1 de janeiro de 2008




Fogo de Artifício - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Ano Novo

E foi assim que um ano acabou e outro começou. Mais um ano, ou menos um ano, dependendo dos pontos de vista. Seja como for que seja um bom ano, de uma boa colheita, este ano de 2008 que neste dia se inicia. Eu iniciei-o ao som de um fogo de artifício, fraquito, a estoirar na Ponte Nova, sentindo o frio e a humidade a colarem-se a mim e a entranharem-se até aos confins dos meus ossos.

E pronto, Verinha, aqui está o "post" que vai acabar com os teus protestos!
Happy New Year!
Emilie Simon - Desert

Terminei o ano com Emilie Simon. Começo o ano com Emilie Simon.
Esta cantora e compositora francesa, nascida em 1978, em Montpellier, dedica-se a fazer uma música electro-pop belíssima de que eu gosto particularmente. E gosto deste video-clip, a preto e branco, que evoca memórias de outros tempos.
E adoro o nome desta música porque me remete para outros mundos e me deixa a sonhar com sol quente na cara e areia quente nos pés.

 
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