quarta-feira, 10 de setembro de 2014

A Jóia de Luz e a Avó Morcega - Adeus Verão!

A Jóia de Luz e a Avó Morcega - Praia da Mariana - Minho
Fotografias de Jorge Castelo Branco - Manipuladas Aqui pela Je!
 
 
A Jóia de Luz e a Avó Morcega - Adeus Verão!

Foi um casamento de Verão imperfeito, mas foi o que se arranjou, e sim, a praia é muito engraçada... tem areiinhas sem fim e água fria que avança e recua e bolas! ai meus deuses que esta água não é quentinha como a da minha banheira! E tem pedrinhas e algas e conchas de muitas cores e forminhas, bolas e baldes e guarda-sóis coloridos.

Gostei, Avó Morcega!

Os Filhos dos Professores Têm Voz? Crónica de Filha de Professora





Os Filhos dos Professores Têm Voz? Crónica de Filha de Professora

Por vezes têm, quando entendem ser importante fazerem ouvir a sua voz. Foi o caso da Dulce Pereira, estudante universitária que eu conheço pessoalmente. Conheço igualmente a sua mãe, minha ilustre colega de História que eu amaria manter na minha Escola, ao meu lado. Porque a prestigiaria, porque a valorizaria, porque a sua entrada/saída numa Escola jamais se fará de forma indiferente. Há Professores assim, que marcam pela entrega à profissão que um dia escolheram e que, maltratados e desrespeitados consecutivamente pela tutela, conseguem renovar o seu entusiasmo e receber os seus "novos/velhos" alunos de braços e coração abertos.
A mãe da Dulce Pereira tem nome. Chama-se Ana Oliveira. E também tem Uma Vida feita de inúmeras angústias comuns a tantos e tantos professores por este país fora. Mas, é verdade, também tem Uma Vida plena de sorrisos imensos, a começar pelos dela, generosos e cristalinos que encontram eco nos da sua queridíssima filha e em muitos de nós, professores e alunos que tiveram a sorte de com ela se cruzar um dia.
Desejo-lhe toda a felicidade do mundo, à sua filha também. São ambas Mulheres Guerreiras, sobreviventes da incúria do poder central, sobreviventes da acção nefasta de um MEC inqualificável.
Tenho dito.

Crónica de filha de professora

Aqui estou eu, como sempre, acordada depois do lusco-fusco, com a mente espicaçada por cada pensamento que a trespassa, recordando o antes e ponderando o depois. Ontem, marcava o relógio 7:00 da manhã e o meu subconsciente ainda não se havia apoderado de mim. Preocupava-me o incógnito, o mistério cuja solução se encontrava numas listas que o ministério da educação teima em publicar tardiamente, indicando local onde a minha mãe iria dar aulas. Curiosa a forma, como quem é súbdito tem datas que são estipuladas e têm de ser cumpridas (a colocação deverá ser aceite 48 horas depois da conhecida a escola onde irá trabalhar), mas o soberano ministério não dá cavaco às tropas, como se costuma dizer em bom português. Mas isso são assuntos paralelos. Continuando, 18:00 horas, abro a página da Direção Geral de Educação e lá estavam as tão desejadas listas (sim, sexta-feira os alunos já têm aulas e ela ainda nem conhecimento da localização da escola ou do seu horário tem). Contando que a minha mãe, pela primeira vez na sua vida, depois de dar aulas desde 1988 e termos percorrido o país desde Chaves a Santo André no Alentejo, ficaria próximo de casa, pois estava colocada no quadro de zona pedagógica de Porto e Braga e com os imensos anos de serviço que tem, descubro que fica a quase 1 hora de viagem de casa (ida e volta, 2 horas), que terá de fazer diariamente ou ficará, como habitualmente, a residir longe de casa. O mundo voltou a desabar, apesar de a notícia ser bem melhor do que aquela que recebi há dois anos em como ela iria dar aulas para o Algarve, Quarteira, com a consequente azafama do costume: notícia num dia, fazer as malas, e no dia seguinte pegar no carro cheio, arranjar um tecto para dormir e apresentar-se ao serviço, a 600 km de casa. Inconcebível! Bem, mas a situação este ano é diferente, como em todos os anos. Só não pode mudar é a capacidade de adaptabilidade de um professor, apesar do ministério ser o mais intransigente e serem necessários tribunais para o recuo em certas ordens, quando o bom senso não chega. Ligo-lhe e eis que a chamada é atendida, como sempre, com uma bela gargalhada estampada na voz. Questiono-a "Marco de Canaveses, desta vez. Com forças?" e sem hesitação, a resposta que recebo (não esperava outra coisa, para ser sincera) é: "Claro!". Dois dedos de conversa, mais umas piadas à mistura e a chamada é desligada. Ainda fiquei a olhar para o telemóvel como se de um oásis se tratasse. 20 e muitos anos de serviço, 52 anos de existência, com a saúde não propriamente em excelente estado, mas com uma vontade gigante de viver, um gosto pelo ensino que em nada é abalado e uma resistência gigante a adversidades, ali estava ela, a ser admirada, mais uma vez, por mim. É esta a minha mãe. A mulher, mãe exímia e excelente professora que se preocupa com cada aluno como se um filho fosse, com a vontade de conhecer o seu local de trabalho. Eu assumo que não teria tanta resistência quanto a dela. Questiono-me, quando a terei próximo de mim, de quando sairei da faculdade e conseguirei almoçar com a companhia dela. Talvez a resposta seja nunca, mas analisando bem a situação, talvez eu não precise disso, pois ela tem o dom de com um simples telefonema encher o meu dia e acima de tudo, o meu coração.
Entra com o pé direito na nova escolinha e com o sorriso de sempre estampado na face.
Fica com todo o meu amor,

Azul

Azul
Castanheiro em Fundo Azul e Branco - Barca - Serra da Aboboreira
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
 
Azul
 
O azul, cor do céu, do mar, dos Jardins Majorelle e das minhas calças de ganga, continua a ser uma das minhas cores favoritas. Gosto tanto da cor azul que a estendo sistematicamente à loiça onde como, aos copos onde bebo, às cadeiras onde me sento, às blusas com que me visto.
Continuo a gostar de entrar no azul, seja nas minhas calças de ganga, nas minhas blusinhas com nós, laços, lacinhos e folhinhos, seja no mar ou no ar. Continuo a associar a cor azul a tempo de férias em praias e mares distantes, a voos desenfreados pelos ares fintando o branco das nuvens, a deserto a morrer no azul azulíssimo do mar.
Ou será exactamente o contrário? Ou será que é o mar, azul, que morre, inteiramente rendido, inteiramente abraçado pelo deserto num abraço escaldante de morte?
E ao azul junto o preto e junto o branco e obtenho a trilogia perfeita através da silhueta de um quase centenário castanheiro da minha Barca.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Professora-Avó - A Minha Nova Condição

Auto-Retrato em Jota - S. Gonçalo - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
 
Professora-Avó - A Minha Nova Condição 

Na escolinha e fora dela, o trabalho continua a todo o vapor. Hoje, fora dela, digamos que na componente trabalho de casa, foi dia de reciclar o conteúdo da apresentação em PowerPoint, que utilizarei na primeira aula com os novos alunos de 7º ano, intitulada A - História - Apresentação, para,  fundamentalmente, acrescentar os critérios de avaliação dos alunos em vigor no meu agrupamento e para acrescentar a minha nova condição - Professora-Avó... Orgulhosa Professora-Avó!

Listas Definitivas de Ordenação, Exclusão, Colocação, Não Colocação, Retirados e Colocações Administrativas

Listas Definitivas de Ordenação, Exclusão, Colocação, Não Colocação, Retirados e Colocações Administrativas


Aviso à navegação - Este post foi inteiramente surripiado ao Paulo Guinote.

Parabéns a todos quantos hoje conseguiram colocação. Os outros, infelizmente a esmagadora maioria, ainda vão ter de esperar...

Mobilidade Interna – ano escolar de 2014/2015


Contratação Inicial/Reserva de Recrutamento – ano escolar de 2014/2015

Trabalho - EB 2/3 de Amarante

Caminhada na Escolinha - S. Gonçalo - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
 
Trabalho - EB 2/3 de Amarante

No Agrupamento de Escolas de Amarante já retomámos o trabalho e estamos agora a trabalhar a todo o vapor...
Este ano terei "apenas" sete turmas de 7º e 8º anos, e sim, ao fim de uns treze ou catorze anos de trabalho consecutivo com os alunos de CEF, descanso, finalmente!, deles. Digamos que é uma espécie de repouso da guerreira e não, nenhum professor devia estar tantos anos seguidos com turmas de CEF enquanto outros jamais as tiveram e nem lhes conheceram as doçuras e as amarguras e os múltiplos cambiantes de sabores que delas se conseguiu extrair.
Ontem já foi dia de trabalho duro com prolongamento pela noite dentro por aqui, na minha página de recursos em PowerPoint, que utilizo em contexto de sala de aula, tudo feitinho por mim apenas porque sim desde o ano lectivo de 2004/2005, estou a comemorar a década! e porque eu sou uma autêntica Abelha com costelinha de Cigarra.

Viola Amarantina - Os Corações da Tradição

A Viola Amarantina - o Cândido e o Eduardo, Ambos Costa
Fotografias de Francisco Monteiro
 
Viola Amarantina - Os Corações da Tradição

É única e específica. É igualmente muito bela e, por agora, está a salvo do esquecimento graças ao amor original do Eduardo Costa, do Cândido Costa, ambos Professores, e do artesão António Silva. Muitos se seguiram e muitos mais se seguirão... porque este amor pela Amarantina é, frequentemente, um amor assolapado.

Agradecida a todos.

Professor e artesão "salvam" viola amarantina



Nota - Sou admiradora incondicional desta acção de salvamento, encetada um dia. Amo esta estirpe de gente generosa e franca que faz, labuta, calcorreia estrada. E tiro o meu chapéu a estes Professores, que, nestes dias difíceis que vivemos, mantêm intactos o entusiasmo e a paixão.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

A Normalidade de Crato e dos Seus Muchachos - A Palavra a Susana Dias - A Falta de Respeito pelos Professores e pelos Alunos Não Tem Fim

 
A Normalidade de Crato e dos Seus Muchachos - A Palavra a Susana Dias - A Falta de Respeito pelos Professores e pelos Alunos Não Tem Fim

Hoje dou a palavra à Susana Dias, Professora que no último concurso conseguiu vincular à função pública após 21anos de serviço a ser contratada e despedida anualmente pelo MEC. 21 anos nisto, reparem bem!
Agora, prestes talvez a alterar radicalmente uma vida familiar construída na sua terra natal, o MEC comporta-se como nem um meco se comportaria... porque um meco é coisa inerte que não lhe causaria qualquer transtorno, nem ao seu marido, nem aos seus filhos adolescentes.

Que enorme falta de respeito pelas pessoas, Crato! Que vergonha vergonhosa!

"O ano escolar arranca com normalidade, diz o Crato…
Estou efectiva na zona de Coimbra mas não sei ainda qual o resultado do sorteio (não é bem sorteio mas o factor surpresa está lá!!) que me atribuirá uma escola. Ora, o Ministério da Educação obrigou-me a apresentar e cumprir o serviço na escola onde desempenhei funções no ano anterior. Assim, amanhã estarei em Alpendorada, numa reunião onde me será atribuído um horário que irei cumprir já em reuniões de Conselho de Turma, Diretores de Turma, etc. A situação assim descrita não revela toda a anormalidade que se esconde sob o que seria o início de ano escolar normal. O caso muda de figura quando acrescento que no dia seguinte ou num outro a seguir (presume-se que até ao fim da semana) poderei ter que apresentar-me e aceitar um horário em Melgaço, Braga, Aveiro, Coimbra, Leiria ou Pampilhosa da Serra (etc, etc…!)! Alguém anda a gozar comigo e com os Outros e eu sei quem é!! Ora, neste jogo de colocações, em que os professores e as suas famílias são tratados com o desdém que merecem as raspadinhas sem valor, tudo pode acontecer pois nenhum dos mais de 2000 professores efetivos, que aguardam a publicação destas listas, vislumbra onde se desenrolará o seu futuro próximo. Mas para o Ministro Nuno Crato esta incerteza será de somenos importância porque, afinal, é com toda a naturalidade que um professor, em 48 horas, pega nas malas, arranja um quartinho esconso (sim, porque o parco salário não permite devaneios) a uns 100 ou mais kms de casa, se despede da família e ruma à sua nova escolinha!! Vive-se um completo nonsense que não lembraria ao diabo, por muito que ele quisesse parodiar os humanos!
Alguém me explique, como se eu tivesse 4 anos, porque é que o Crato e a sua terrível equipa são tão incompetentes? É que eu já não tenho nem lucidez, nem sensatez muito menos paciência para esses palhaços que
 ocupam a pasta da Educação. Já me falha a clarividência quando procuro analisar todo este atraso na colocação de professores, não encontro justificação para toda esta palhaçada que revela uma incrível falta de respeito por todos aqueles que aguardam, incluindo os alunos (que irão ver nos seus horários um nome e depois terão outro). No entanto (porque há casos em que o louco, por ser tão louco, acredita na normalidade da sua loucura), e para convencer a “ opinião pública”, o “entertainer” (não digo aqui o que já lhe chamei em privado) vai continuar a defender que o ano letivo (5ª feira) arrancará com toda a normalidade. E talvez comece lá nos colégios privados da rua dele.

SD

Mania das Arrumações

 
Mania das Arrumações - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães
 
 Mania das Arrumações

Modelo a seguir... pois, pois, o modelito da loja, onde tudo aparece impecavelmente organizado em escaparates, por assuntos e cores. Mas, se consigo cumprir nas arrumações físicas, confesso, filhinha dos anos sessenta, nem sempre cumpro nas arrumações virtuais.

Nota - Na fotografia, uma loja não virtual...

domingo, 7 de setembro de 2014

Selecção Portuguesa de Futebol

 Caricatura surripiada aqui.
 
Selecção Portuguesa de Futebol

Depois da miserável prestação da Selecção Portuguesa de Futebol no último Mundial parece que a única alteração feita à dita cuja foi a mudança do médico.... eheheh... a sério, disseram-me...
Hoje, após a derrota com a Albânia esperam-se alterações radicais numa selecção que não funciona e eis que já se fala em despedimentos...
Sim, parece que o massagista vai cum catano.

Política Nojenta

 
Política Nojenta

Primeiro fecha-se o interior. Fecham-se balcões da EDP, dos CTT, quartéis da GNR e da PSP, fecham-se hospitais, urgências, tribunais, escolas e transforma-se a vida dos desgraçados, que não são cidadãos portugueses de pleno direito!, num inferno.

Um exemplo:

Viseu é o distrito mais afetado pelo fecho de escolas

Depois, os (des)governantes engendram políticas foleiras de tratamentos paliativos já com o doente em estado mais do terminal.

Um exemplo:

Governo paga a alunos que queiram ir estudar no interior

E se fossem para o raio que os parta? Pergunta meramente retórica, claro está.

sábado, 6 de setembro de 2014

O IGESPAR a Mandar nos Meus Interiores

Auto-Retrato em Despensa - S. Gonçalo - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
 
O IGESPAR a Mandar nos Meus Interiores

O IGESPAR, Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico, "tem por missão, a gestão, a salvaguarda, a conservação e a valorização dos bens que, pelo seu interesse histórico, artístico, paisagístico, científico, social e técnico, integrem o património cultural arquitectónico e arqueológico classificado do País."

Ok, está tudo muito bem, estou numa zona histórica, não posso fazer o que me dá na telha, compreendo-o, aceito-o e concordo... mas o IGESPAR tem mesmo de meter o bedelho também nos meus interiores?! Se eu quiser fazer obras dentro de minha casa, nada que se veja do exterior, sei lá, fechar uma porta de um lado e abri-la do lado oposto, tenho de pedir licença ao IGESPAR? A sério?!
Raios partam o país exagerado! Depois espantam-se que as pessoas os mandem bugiar!

Travo e Canela - Amarante

Travo e Canela - S. Gonçalo - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
 
Travo e Canela - Amarante

São servidos de um maravilhoso polvo grelhado?

Para quem não souber, o Travo e Canela fica na Quelha das Garridas. E recomenda-se!

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Alto e Pára o Baile! Alguma Coisa Está Mudar Neste País à Beira Mar Plantado??!

Alto e Pára o Baile! Alguma Coisa Está  Mudar Neste País à Beira Mar Plantado??!

Querem ver que a Justiça está a ganhar tomates?

Armando Vara "em choque" após ser condenado a cinco anos de prisão efectiva

A Esquizofrenia do MEC

 
A Esquizofrenia do MEC

As "ordens" paridas pelo MEC estão a revelar-se, a cada dia que passa, mais esquizofrénicas.

Eu é que sou o plesidente da junta... quero tudo para ontem e é JÀ!

MEC liga a directores escolares à noite dando-lhes duas horas para evitarem horários-zero

Bimba e Lola


 

Bimba e Lola - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães
 
Bimba e Lola

A cada passo, tenho as duas. A Bimba e a Lola.


quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Os Pojetos Educativos do MEC

 
 Os Pojetos Educativos do MEC

Até pela barulheira que instigou no país à conta dos erros dos professores na vergonhosa PACC, este MEC devia ter vergonha na cara e poupar-nos aos seus pojetos educativos.
Já não há pachorra para tamanho desrespeito.

Nota - Com os meus agradecimentos ao João Martins, pelo fino recorte!

A Jóia de Luz, as Azeitonas e as Varejas

Jóia de Luz a Ver o Mundo - S. Gonçalo - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
 
A Jóia de Luz, as Azeitonas e as Varejas

A Jóia de Luz está em crescimento acelerado, já se movimenta gatinhando como um tiro e, por estes dias, anda em explorações de texturas, de formas, de espaços, mas também de sabores. E por falar em sabores, a Jóia de Luz descobriu que, para além de gostar de bolinhos de bacalhau, fofinhos claro está!, simplesmente delira com azeitonas, que ele vai trincando aos bocados pequeninos, saboreando-as lentamente, depois de fatiadas, as ditas cujas, em fatias fininhas aqui pela je.
Pois ontem a Jóia de Luz esteve quase a comer uma vareja, pobre coitada, caída no chão, morta desamparada de papo para o ar, o tipo fisgou-a ao longe, por certo pareceu-lhe uma azeitona, até parecia que eu vi-a!, e aí vai ele como um tiro na sua direcção... "nãooooo, nãooooo, olha que isso é uma vareja!"
Desta vez foi salvo pelo gongo, já com a vareja bem agarradinha e presa entre os seus dedos ainda delicados e pequeninos. O tom mais alterado da voz do bisavô salvou-o duma experiência nojenta, mas, um dia destes, a experiência exploratória é bem capaz de não terminar assim... e, tal como todos nós, fará as suas aprendizagens mais ou menos bem sucedidas.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Perdas

Caminhada - S. Gonçalo - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
 
Perdas

Têm sido muitas, muito próximas umas das outras e de difícil gestão/digestão. Internas e externas, de qualquer modo sempre muito próximas, não nos dão descanso e deixam-nos sem chão e sem paredes, progressivamente sem elos de ligação, físicos, para trás e isto é assim desde o começo dos nossos dias, mesmo se nem sempre tivemos esta consciência que também nos complica a vida... salgando-a. E a nossa História prossegue, individual, colectiva... com momentos de luz e de sombra, por vezes de verdadeira escuridão, uns ajudando a valorizar os outros... e sim, agora nós somos os que vivemos depressa e morremos, quantas vezes!, demasiado devagar.
Tomamos consciência da nossa finitude, que estamos todos de passagem nesta Terra mais do que perturbada, que é uma sorte quando tudo se processa na ordem certa, seguindo a cronologia das diferentes gerações... que os próximos, com sorte!, seremos nós.
Entretanto, por mais difíceis que sejam os nossos dias, caminhemos com passos mais ou menos decididos, criativos, originais... subindo e/ou descendo ruas, calcorreando praças, trepando muros e abrindo portas de azuis quase impossíveis...
Sim?

A Novela das Putas Rascas?

A Novela das Putas Rascas?

Durão tem dois dias para serenar Putin (há uma afirmação beligerante a escaldar a diplomacia)

Nota - Com as minhas desculpas às verdadeiras.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

A Rua da Cadeia, a Amarantina e a Lisboeta

Sorrisos Familiares - S. Gonçalo - Amarante
Fotografia de Mafalda Justino Alves 
 
A Rua da Cadeia, a Amarantina e a Lisboeta

Duas gerações distintas usando uma mesma rua que já foi, um dia, a rua dos meus avós paternos, dos bisavós da minha filha, dos trisavós do meu neto. Gosto disto, desta vida que se renova inventando novos passos sobre uma mesma calçada que, subindo a bom subir!, nos tonifica os músculos mesmo sem a gente pedir. Agradecida, Rua da minha infância!
E gosto destes sorrisos familiares, especialmente se brotam em dias particularmente difíceis mas sempre sempre generosos.
Agradecida, Família!

Pior É Sempre Possível

 
Pior É Sempre Possível

Eles fabricam as leis como muito bem entendem e lhes dá jeito. Depois, lançam atoardas para o ar tentando lançar a confusão num total desrespeito pelas pessoas que estão por detrás dos números e pelas leis que eles mesmo pariram.

Que vergonha, sr ministro!

Professores acusam Crato de "falta de respeito" pelos que estiveram nas filas dos centros de emprego

A Sem Vergonhice Não Tem Fim

 
 A Sem Vergonhice Não Tem Fim



Obrigada, César Israel Paulo!

Pasión

Pasión

Viver a vida com ela...


segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Entrar ao Serviço Com os Dois Pés Direitos

 
Sombra Minha - S. Gonçalo - Amarante
Fotografia de Anabela  Matias de Magalhães
 
Entrar ao Serviço Com os Dois Pés Direitos

Garanto que entrei na escolinha com os dois pés direitos, logo pela manhã.

E aqui vamos nós...

MEC Sem Vergonha

 
 MEC Sem Vergonha

Depois de MLR, pior é sempre possível.

Professores alertam que a “incerteza” também é “prejudicial” para os alunos

Professores do quadro chamados a esperar pelas colocações dentro das escolas

As escolas ainda não sabem quando chegam os professores

Ano Lectivo 2014/2015

Rasto de Ent em Terras Inóspitas - Sahara - Marrocos
Fotografia de Artur Matias de Magalhães
 
Ano Lectivo 2014/2015

Está oficialmente inaugurado.
Caminhemos... a ver no que dá.

domingo, 31 de agosto de 2014

Praia de Moledo - A Fascinante Imprevisível

 
Praia de Moledo - Moledo do Minho - Portugal
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães
 
Praia de Moledo - A Fascinante Imprevisível

A Praia de Moledo, não sendo uma praia que eu frequente anualmente como muitos ferrinhos que conheço, é uma praia onde sempre entrei como quem entra em casa em termos de praia. É a Fascinante Imprevisível, baptizei-a assim no meu íntimo por ela ser o que é: agreste, doce, furibunda, familiar, extremada, poética, excessiva, quente, gélida, sempre sempre acolhedora, por vezes sucede que, num mesmo dia, é capaz de fazer múltiplas caras e, a cada passo, é vê-la sorrir radiosamente, inundada de sol, para logo de seguida se retrair e acabar a rugir tal e qual uma leoa ameaçadora que protege as suas crias recém-nascidas. 

A Praia de Moledo é única e irrepetível. Afinal, como cada um de nós.
Gosto disto.

Praia de Moledo

Praia de Moledo - Moledo do Minho - Portugal
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
 
Praia de Moledo

A Fascinante Imprevisível. A Norte.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Home

Grande Duna de Merzouga - Erg Chebbi - Sahara - Marrocos
Fotografia de Artur Matias de Magalhães
 
Home

No Grande Sahara... Home mesmo.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Castro de S. Lourenço

Castro de S. Lourenço - Esposende - Portugal
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães
 
Castro de S. Lourenço

Pode saber mais sobre o Castro de S. Lourenço, em Esposende, clicando aqui.

Perco-me... Encontro-me...



Auto-Retrato - Segóvia - Espanha
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Perco-me... Encontro-me...

"Vou e venho, perco-me por lá e encontro-me aqui."

Miguel Torga
 
Perco-me... Encontro-me...

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

A Saga dos Contratados

 
A Saga dos Contratados

Nas palavras, jorradas ainda a quente no facebook, de uma Professora de primeira água.

"Ontem ganhei o meu " Lugar ao sol", Efectiva, finalmente!
O Estado manteve comigo uma promiscua relação de abuso laboral ao perpetuar o meu estatuto de necessidade provisória! Durante 21 anos servi o Estado numa situação precária e de desigualdade em relação aos meus pares ( apesar de na Escola Secundária de Amarante e de Alpendorada todos os meus colegas e respectivas direcções me respeitarem com igual tratamento). Apesar de desempenhar as mesmas funções que os meus colegas efectivos, com os respectivos deveres, o meu salário foi inferior, nunca fui elegível para os cargos de Coordenação e fui avaliada anualmente. Todos os finais de ano lectivo vividos com discreta ansiedade e humilhação pela contínua instabilidade.
Agora, longe de casa, mas ganhei o meu lugar na carreira docente no QZP4, que se estende pelos concelhos de Mira, Oliveira do Hospital até Porto de Mós, passando por Coimbra. Não preciso deste vínculo para fazer melhor. Haveria de, naturalmente, me questionar e querer mais. Se, como contratada já não dava erros ortográficos, sabia redigir com clareza e coerência ( esta “boca” é deliberada e tem destinatários!!) espero continuar a desiludir aqueles que insistem em denegrir a qualidade dos professores.
Lamento que os inúmeros excelentes colegas que conheço ( como tu, Pedro Xavier, Francisco Pires, p.ex. e os outros) tenham ficado fora deste grupo dos 1954 eleitos. Lamento que a vergonha se perpetue com eles! Ontem, como hoje e amanhã, estarei na luta com eles."

SD

E aqui fica a minha resposta deixada na sua casa... ah, e impossível não relembrar esta minha alegria sentida em Julho de 2009, um passo acima da colocação agora conseguida pela Susana Dias.

Anabela Magalhaes Beijo enorme, do tamanho do mundo, Susana Dias! Tu sabes que eu conheço esse sentimento, do uso e abuso por parte de um ministério que se diz da educação! Que exemplo para o país virado do avesso onde tudo vale! Não posso estar mais contente, até porque sei da tua alegria, pela tua colocação. Só lamento que ao fim de 21 anos ainda mantenhas o estatuto de professora caracol e que o ministério da deseducação te impeça, a ti, docente de excepção que sempre o foste, de desempenhar na totalidade as tuas funções maternais e de acompanhar diariamente, e na proximidade física, os teus filhos adolescentes. Fica bem, minha linda!

Nota - Este MEC, e os anteriores, são uma verdadeira vergonha.
 
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