sábado, 15 de janeiro de 2011

Informação Pertinente



Informação Pertinente

A inauguração ocorrerá hoje. Infelizmente não poderei comparecer ocupada que estarei na formação do sexo, hoje em sessão contínua das 9:30 até às 18 horas, só com intervalinho para comer qualquer coisita... que será preciso retemperar energias neste sábado retirado ao nosso descanso.
Conclusão - Vida de professor está mesmo abaixo de cão.

Nota - Desculpa-me, Karin, pela ausência forçada. Passarei pelo Museu Amadeo de Souza-Cardoso na primeira oportunidade.
Desejo-vos sorte e que tudo corra muito bem.

O Emplastro, O Emplastro do Emplastro e o Pai do Emplastro

O Emplastro, O Emplastro do Emplastro e o Pai do Emplastro



O pai deles todos está aqui.

Comercial

Comercial

Todos os que seguem este blogue há mais tempo sabem do amor que nutro por um bom filme publicitário, um bom comercial. Este é só uma chamada de atenção sobre o respeito que devemos aos outros.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Tudo Bons Rapazes

Tudo Bons Rapazes

Não vou comentar. Podia sair asneira.


Vídeo surripiado aqui.

A Ferro e Fogo

A Ferro e Fogo

Não sou especialmente amante da Tunísia, embora o país seja belo e esteja repleto de ruínas romanas e albergue o território da mítica Cartago e os seus vestígios.
Mas isso não me impede de estar atenta a todo este Norte, árabe e berbere, que pode explodir de forma incalculável a todo o momento.
Tunes já está a ferro e fogo. O povo está farto de promessas. O povo está farto de mentiras. O povo está farto de corrupção. O povo está farto de ser chulado e espoliado. O presidente, no poder desde 87, está em fuga. O povo está farto de políticos.
Engraçado... por aqui não...



Olha Olha! Lá se Foi a Escola a Tempo Inteiro!


Sequilhos - Doces Tradicionalmente Feitos no Dia de S. Gonçalo
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Olha, Olha! Lá Se Foi a Escola a Tempo Inteiro

Mas qual escola a tempo inteiro, qual carapuça!? Isso já era! Era! Passado! Ficou demodé.
A desbunda foi/é grande e só podia dar nisto.
No fim, quem sequilha sem sequilhos?
Pois! Os mesmos. Os mexilhões.

Estado de Bovinidade


Monstros à Solta - Budapeste Mas podia Ser Algures - Hungria
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Estado de Bovinidade

Estado de Bovinidade é como o Ramiro Marques classifica o estado a que chegou a sociedade espanhola, comandada pela batuta dos socialistas. Uma pessoa lê e fica incrédula e volta a ler e continua a não acreditar. Subscrevo tudinho, Ramiro Marques. Ontem em desacordo, hoje em total acordo.
Confesso que estou preocupada. É que é por aqui que se começa. Primeiro queimam-se os livros. Depois queimam-se as pessoas.
Copiaremos também esta aberração?

Wadi Mujib

Wadi Mujib

Hoje volto lá porque preciso de me afastar da choldra.
Hoje volto à água pura, transparente, fresca, selvagem, indomada, violenta... do Mujib.

The Great Escape

The Great Escape

Profundo. Filosófico. Belo. Solidariedade precisa-se.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

APEVT

APEVT

Atenção professores de EVT, será melhor tentarem fazer alguma coisa e mexerem os rabinhos... não?
Aqui vos deixo o link para a vossa associação... e eu até sou de História...

Talibans Chineses

Talibans Chineses

Uma pessoa lê esta notícia e nem acredita... o estúdio do arquitecto do "Ninho", daquela fabulosa obra-prima da arquitectura/escultura mundial, que eu não tive, ainda, a oportunidade de ver com os meus olhinhos, foi demolido.... demolido... ai meus deuses... ai meus deuses... parece que por perseguição política ao arquitecto ser pensante e perigoso, portanto.

Conclusão - Lá como cá, estamos nas mãos de políticos de m****.
E eles são perigosos. Muito perigosos.

A Palavra a Ramiro Marques e a Anabela Magalhães ou a Importância do Contraditório


Diabretes Vermelhos Blogosféricos - Manif - Lisboa
Fotografia de Cristina Ribas

A Palavra a Ramiro Marques e a Anabela Magalhães ou a Importância do Contraditório

O Ramiro publicou aqui o texto que agora transcrevo, intitulado "Finalmente uma boa notícia". Aconselho todos os professores que por aqui passarem a clicar na hiperligação. Só para se irem inteirando da catástrofe que será o próximo ano lectivo.

"ME quer suspender todos os projectos das escolas. Não o faz porque tenha chegado à conclusão de que a grande parte desses projectos são tralha e ajudam a alimentar a escola do faz-de-conta, mas porque o dinheiro acabou e a festa tem de parar.
Pode ser que a partir de agora, directores, inspectores e professores passem a concentrar as atenções no que acontece dentro da sala de aula e o ensino das matérias volte a ser o alfa e o ómega das escolas.
Ora leiam:
"Qualquer atribuição de horas a agrupamentos ou escolas não agrupadas para dinamização de projectos, ainda que aprovados por serviços do Ministério da Educação, extingue-se com a entrada em vigor do presente despacho, carecendo de nova autorização do membro do Governo responsável pela área da Educação", lê-se na proposta de despacho de organização do ano lectivo (2011/2012) que o ME enviou a sindicatos e associações."

Como estou em completo desacordo com este texto deixei-lhe esta resposta na caixa de comentários, que agora transcrevo:

Vais-me desculpar, Ramiro, mas a aberração é o Ministério da Educação.
Estou envolvida nun projecto, História em Movimento, que tu conheces, e cuja despesa é pouco mais do que zero. Até agora foram 3 cadernos de folhas A3 e umas folhas de K-line. O projecto engloba visitas de estudo a custo zero, montagem de exposições a custo zero, palestras a custo zero, criação de um Centro de Recursos na sala de História a custo zero para a tutela, que os miúdos adoram e que está super activo, a criação de um blogue a custo zero, no qual os miúdos participam a custo zero, aproximando-os e familiarizando-os com as novas tecnologias... e vou parar por aqui sob pena de me alongar muito.
Há projectos e projectos. Se os há de folclore, que os há, outros há com um fio condutor, bem estruturados e que são oportunos e fundamentais para a ligação dos miúdos à Escola.
A quase única contribuição do Estado para o desenvolvimento do projecto são os 90 minutos que eu tenho da componente não lectiva para trabalho semanal com os miúdos, e outros tantos para a minha colega igualmente participante neste projecto. Para além disto ainda temos uma colega que participa com uma turma de 2º ciclo, sem horas atribuídas, por amor à camisola.
O Ministério quer acabar com o quê?
Garanto-te que o Ministério é um empecilho na minha vida!
Estou farta!
E só para terminar - Tu sabes que as notas dos miúdos sócios do Clube de História subiram? É que eles ganharam em adrenalina, alegria e entusiasmo face a uma disciplina que muitos, quando me chegam às mãos, dizem detestar e mesmo odiar.
Pois eu detesto a tutela.
Bjs

Estão aqui duas opiniões contrárias. Absolutamente contrárias.
Gostaria de ter a vossa participação neste debate. Pode ser?
Partilham a vossa opinião com o mundo?

Os Escaladores

Os Escaladores

Os escaladores políticos, sociais e económicos são estes e estão sempre de lugar assegurado, movendo-se por debaixo do pálio do partido, envoltos na segurança do grupo, da gentalha igual a eles. Sempre... quer dizer... até um dia... porque o convencido Luís, um dia, um dia... ficou sem cabeça! E não é que a perdeu para sempre?
La la liberté, e egalité, fra fraternité... french revolution!

Âmbar


Verso/Frente - A Cara e a Careta
Mãos Digitalizadas

Âmbar

Hoje dormi até acordar. É o que eu digo sempre que durmo até acordar sem toques, sem músicas, sem notícias.
E não é que acordei no meio de um dia repleto de sol radioso e de céu azul como já não o via faz tempo? É prenda, prenda minha chegando, o tempo uniu-se para me alegrar.
Ontem foi dia de entrar, de facto, em avaliação, com aula assistida e tudo. Ontem foi dia de perder a virgindade disto aos 49 anos de idade. É, há sempre uma primeira vez para tudo.
Assim, aqui deixo este âmbar. Porque o amo e porque hoje estou assim.
Pois... em muitos outros dias também... é a vida... e eu detestaria passar por ela...


quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Visitas de Estudo - Museu Amadeo de Souza-Cardoso


Bilhetes Colectivos, Digitalizados, Para Visitas de Estudo Gratuitas
Museu Amadeo de Souza-Cardoso - Amarante

Visitas de Estudo - Museu Amadeo de Souza-Cardoso

Acabaram hoje. Ainda farei um post no História em Movimento, mas por agora contarei apenas um episódio curioso ocorrido ontem.
Estava a despedir-me das funcionárias que se ocupam da vigilância, dizendo-lhes até amanhã, amanhã cá estarei para a última visita com os meus alunos de 9º ano, quando elas se viraram para mim a pedir "Tragam cá os vossos alunos, professora, tragam-nos cá! Quando eles vêm este museu ganha outra vida!"
Ora é certo. Eu faço o que posso, mas não posso muito mais. Alunos de 9º é sagrado, quando abordamos as vanguardas artísticas, os ismos do início do século XX, lá encerramos nós o tema com uma visita ao Museu cá do burgo. Os da minha Direcção de Turma também o visitarão quando chegarmos ao módulo do Património, de resto nada mais posso fazer a não ser publicitar as visitas aqui no bloguito.
O custo é zero para alunos e professores. É só marcar as visitas, tirar um bilhete colectivo e assinar a folha de presença com a identificação da Escola e dos professores acompanhantes.
Os diabos estão no museu. E ainda se haviam de rir... ai ai ai... fazendo a contabilidade das visitas... fiscalizando as escolas e respectivos professores... ai ai ai... e santos da casa não fazem milagres... e pronto... páro mesmo por aqui sob pena de hoje estar particularmente escorpião, escorpião azul, bem entendido!, e saírem para aí umas ferroadas a torto e a direito.
Hello, Rosinha! Soube que também tu por lá andaste, Linda, acompanhando os teus pupilos do Colégio de S. Gonçalo! Que pena não nos termos cruzado!
Sábado conversamos?

Professora em Avaliação - Aula Assistida


Caminhada em Frente Sobre Areia - Praia da Amoreira - Portugal
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Professora em Avaliação - Aula Assistida

Foi hoje ao último tempo da manhã. A turma escolhida para a minha aula assistida foi a minha direcção de turma, uma turma de CEF, alunos por quem eu nutro um amor assolapado, pelo desafio colocado, ano após ano. Já as tive, às turmas, do piorio, assim-assim, com dias assim e dias assado, já as tive não diferentes das turmas ditas normais, enfim, já tive de tudo um pouco, mais heterogéneas e mais homogéneas
A deste ano não é uma turma particularmente difícil, tem evoluído positivamente desde o primeiro dia de aulas, já levaram chás de 90 minutos, dados por mim, e saíram a agradecer os ditos, porque, segundo eles, foram muito produtivos. Assim se cresce, assim se aprende a Ser e a Estar e esta aprendizagem é uma aprendizagem contínua, que não pára nunca e que é posta à prova em cada situação nova, quantas vezes inesperada, que nos aparece ao longo das nossas vidas, das vidas de cada um de nós, porque aqui não há ninguém especial.
A aula estava meticulosamente preparada, tal como todas as outras, da aula de apresentação até à aula de despedida, da primeira aula do 7º ano até à última aula do 9º.
É assim que eu trabalho, é assim que eu sei ser.
A planificação foi integralmente cumprida, tudo a bater certinho, competências específicas todas desenvolvidas sem falhas, objectivos integralmente cumpridos, conceitos novos explorados, as estratégias pedagógicas todas cumpridas, ou não fosse uma aula já testada em muitas outras turmas antes desta, turmas igualmente de CEF.
Toda a aula é da minha autoria, não esquecer que nós, professores dos CEF, trabalhamos sem rede, isto é, sem manuais, e não há ali copy-past, que eu abomino o dito, desde a estrutura do PowerPoint, ao design, às fotografias da minha autoria, aos textos por mim criados, às citações por mim escolhidas criteriosamente. E os alunos completamente controlados, ou eu não fosse a professora coronel! Mas sempre sempre de sorriso na cara e de gargalhada fácil.
Hoje não consegui deixar de me recordar do Manuel, o meu aluno bombeiro hiperactivo carpinteiro que um dia, depois da minha primeira aula do ano, leccionada em PowerPoint, me perguntou se todas as minhas aulas seriam assim e que à minha pergunta do porquê da questão me respondeu todo lampeiro "é que se forem eu nunca vou faltar às suas aulas".
Pois os meus alunos adoraram a aula. Disseram mesmo que foi a que mais gostaram até hoje. Sorte a minha, que foi uma das aulas avaliadas. Mas presumo que outras virão de que ainda gostarão mais... aguardem as aulas do módulo de Património... ai ai ai... tenho a certeza de que as vão amar, tanto quanto eu o amo e que acabarão o módulo sentindo um respeito imenso pelo Património Local.
Posto isto, como avalio a minha aula assistida, eu pondo-me do lado de lá, na pele da avaliadora?
Pois numa escala de zero a 20 teria de me dar 20 ... uma vez que não há 25.
Sim, eu sei, há quem confunda franqueza e honestidade com arrogância e petulância e mesmo com exibicionismo. Mas são os riscos que se correm. É a vida. E a vida assim vivida tem uma grande vantagem pois afastamos as pessoas lixo de nós, afastamos aquelas que não nos interessam de todo mas é que nem para companhia num carrocel, muito menos num circo, neste caso no circo da vida.
Posto isto, continuo contra a avaliação de desempenho doente? Mas é claro. A minha opinião sobre ela não mudou nem um milímetro. Burrocrática como o raio que a parta, prejudica o trabalho nas Escolas, retirando energias que deveriam ser canalizadas para os alunos.
Quando é a próxima greve? Quando é a próxima manif?
E sim, continuarei a zurzir contra ela, porque ela é mesmo doente de tão burrocrática.
E o que aprendi hoje, enquanto docente, enquanto ser humano, durante a minha aula assistida? Pois aprendi zero. Assim sendo para que é que ela me serviu? Para rigorosamente nada.
Entretanto consumi recursos ao país e perdi tempo a tirar fotocópias da planificação do módulo, da aula, da apresentação em PowerPoint utilizada e da ficha formativa distribuída por cada um deles. Porca miséria!

Nota 1 - Estava a pensar ir fazer uma permanente, quiçá pintar o cabelo de cenoura, fazer uma massagem de relaxamento, talvez pintar a unhata de vermelho e colocar nos pés uns tacões... mas... que sequilhe, não tive tempo, nem por ser dona do Aquacool e ter tudo isto de borla!

Nota 2 - Pena que não tenhas conseguido ir, Gabriel. Sei que terias gostado particularmente desta aula sobre Lusofonia pois o tema, sei-o bem, é bem caro para ti...

Nota 3 - Assim comprovo perante os meus pares, e os meus ímpares também, que o que me move contra este modelo de avaliação não é o não querer ser avaliada de todo. Porque uma coisa é ser avaliada seriamente, com um modelo simples, eficaz e escorreito, outra é ser avaliada por esta coisa engendrada por gente incompetente que não sabe o que anda a fazer. Avaliados e avaliadores a concorrerem às mesmas quotas?????!!!! Mas onde já se viu semelhante idiotice?

Nota 4 - Propositadamente deixada para o fim - Obrigada, alunos meus! Portaram-se como uns/umas cavalheiros(as)... eheheh

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Visitas de Estudo ao Museu Amadeo de Souza-Cardoso


Visita de estudo ao Museu Amadeo de Souza-Cardoso - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Visitas de Estudo ao Museu Amadeo de Souza-Cardoso

Uma delas foi hoje. Outra fez hoje oito dias. Amanhã terminarei este périplo das visitas por parte, apenas parte, do património local que honra e engrandece Amarante.
Têm sido dias cansativos, mas felizes, povoados pela criatividade, força, energia, excentricidade, cor, formas e espaços, criados pelo genial Amadeo. Têm sido dias de inspiração.
Para quem não conhece a sua pintura, muita da qual em depósito no museu cá da terra, apareçam, apresento-a neste vídeo de belas imagens e de bela música.
Relaxem... ou então excitem-se... ambos os estádios são necessários para alimentar neurónios.

"Eu não sigo escola alguma. As escolas morreram. Nós, os novos, só procuramos agora a originalidade. Sou impressionista, cubista, futurista, abstraccionista? De tudo um pouco."

Amadeo de Souza-Cardoso



Partilha


Escolinha de Ontem - Museu da Escola - Le Mans - França
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Partilha

Partilho o meu plano de aula assistida que acabei de disponibilizar aqui para quem o quiser consultar. Sempre assim fui, sempre assim serei. Não há Maria de Lurdes Rodrigues ou Isabel Alçada, ou Avaliação de Desempenho Doente, que me abastarde.
Chamo a atenção que é para uma aula dos Cursos de Educação e Formação, os famosos CEF que a esmagadora maioria dos professores mais antigos sempre rejeitou e sempre deles fugiu como quem foge do diabo ou como o diabo foge da cruz, aqueles cursos que muitos apelidam de malditos e mais não sei o quê, emprenhando, o mais das vezes, pelos ouvidos.
Falo do que sei. Falo da minha realidade. Da minha realidade em salas com empregados de mesa, carpinteiros, electricistas, carpinteiros, jardineiros, padeiros e pasteleiros. Da minha realidade muito trabalhosa, para quem não queima o ano a passar-lhes filmes, da minha realidade sem manuais, com alunos, por vezes, muito difíceis, por vezes mesmo incrivelmente difíceis e outras vezes não.
A realidade dos outros não a vivenciei e por isso não a posso testemunhar.
Falo do que sei. E tenho dito.

Avaliação de Desempenho Doente


Quero - Salamanca - Espanha
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Avaliação de Desempenho Doente

Já escrevi e mais que escrevi porque estive contra a anterior avaliação de desempenho docente. Sendo que esta é herdeira directa da outra e, em alguns aspectos até a agrava, obrigada sindicalistas!, não poderei estar de acordo com o novo modelo parido.
As minhas críticas são simples e rápidas e centradas apenas no fundamental:
1- Este modelo de avaliação, feita pelos pares, que são amigos de infância, amigos do peito, inimigos figadais ou mesmo de estimação, parentes afastados ou próximos, em alguns casos até muito próximos, enferma desta maleita da falta de distanciamento permeabilizando a avaliação a juízos pré-concebidos, a vontades de não prejudicar, até a vontades, deliberadas, de prejudicar.
2 - Este modelo de avaliação determina avaliadores aos molhos que, sem qualquer preparação para o serem, o vão ser, contrariando a conversa da própria tutela de que tudo será feito assegurando competências adquiridas em formação disponibilizada para o efeito e seriedade nos procedimentos. Ora nós sabemos que das palavras aos actos vai um passo de gigante.
3 - Depois mantemos a questão das quotas. Dou de barato que elas tenham de existir e que nem todos os 140 ou 150 mil professores portugueses possam chegar ao topo da carreira, estrangulada por quotas. Não me repugna esta ideia. Dentro de uma farmácia nem todos os farmacêuticos chegarão a Director Técnico da mesma, por falta de vagas, lá está. Aceito este princípio pacificamente e convivo muito bem com ele. Já não posso aceitar que sendo eu uma professora excelente tenha que gramar uma nota chapada no meu currículo de muito bom, ou mesmo de bom, apenas porque não há vagas para as outras avaliações. Seria lindo se avaliássemos assim os nosso alunos! Promovemos assim a mentira, a aldrabice, aquilo que parece mas não é, a bota que não corresponde à perdigota.
4 - E volto aos avaliadores e avaliados que concorrem exactamente às mesmas quotas decididas pela tutela. Está bom de ver a pouca vergonhice e aberração à solta nas escolas do país. E nem vou deter-me mais neste ponto porque não me quero irritar muito logo pela manhã. Só dizer que aguardo informação do meu sindicato sobre este ponto da avaliação de desempenho docente, e doente, porque quero saber o que está a ser feito, em concreto, para resolver este conflito de interesses que é ilegal, sendo apenas legal para este (des)governo que já provou à exaustão ser capaz de tudo. É que como não admito o princípio, a meu ver subversivo, e ele me causa asco, asco este de impossível digestão, estou disposta a actuar em conformidade nem que esteja sozinha.
5 - Este modelo, colocando uns a avaliar os outros, sendo que avaliados e avaliadores são iguais entre si, ou seja todos são professores, promove o que de mais baixo tem um povo e que é a inveja, a dor de cotovelo, a má língua, o egoísmo e a falta de partilha porque se eu partilhar o que sei e tenho, as minhas estratégias e os meus projectos, as minhas planificações, os meus materiais construídos, os meus instrumentos de avaliação, as minhas reflexões, estou a colocar um trampolim por debaixo dos pés do outro que me pode, no futuro, fazer frente na ocupação das quotas.

Posto isto vou ser claríssima. Se não estivesse num escalão que me obriga a ter aulas assistidas não as pediria. Avaliar, honestamente, o trabalho nas aulas de um qualquer professor, obrigaria a um acompanhamento constante, da primeira à última aula do ano lectivo porque só assim se estará certo que há um fio condutor, uma finalidade prosseguida, objectivos alcançados.
Ter duas aulas assistidas pode ser o mesmo que zero. Já assisti a cenas lamentáveis de professores que sempre zurziram contra o PowerPoint e se gabaram da sua não utilização, da sua recusa de aprendizagem de manuseamento e construção, do que quer que fosse e eis que surge a aula assistida, e toca de pedir aos amigos do peito "fazes-me um PowerPoint para a aula assistida?"
Que show... off! Lamentável de falta de seriedade, de honestidade, de rectidão, de verticalidade.
Mas são duas as aulas assistidas previstas, poderão ser três, no máximo, e o modelito previsto presta-se à aldrabice e à trapaça.
A minha primeira aula assistida ocorrerá amanhã. Escolhi a minha Direcção de Turma, a minha turma de CEF de Padaria/Pastelaria porque quem não deve não teme e eu sempre gostei de caminhos que me dão luta. A aula será a de iniciação ao módulo Lusofonia: A Língua Portuguesa para além de Portugal. A planificação do módulo está aqui há uns anos que eu não gosto de andar a chover no molhado e prefiro organizar de uma vez, para depois ser só dar pequenos retoques.
A planificação da aula foi feita em três tempos a partir da planificação do módulo, que isto já é quase mecânico e é mais papel, menos papel, mais grelhado, menos grelhado.
Única alteração aos meus procedimentos normais será o facto de distribuir uma fotocópia com exercícios. Não que eles não os façam regularmente, que fazem, aliás estes alunos têm de estar sempre ocupados sob pena da coisa virar uma feira, só que eu tenho preocupações ecológicas, para além de pedagógicas e económicas e obrigo os meus alunos a terem portefólios organizados, onde registam tudo tudinho, obrigando-os a escrever, excelente exercício que parece estar a ficar fora de moda, poupando assim verbas ao Estado, poupando recursos ao país, contribuindo para a manutenção das florestas... mas as evidências, as evidências... e reter portefólios não sei se será correcto para mostar o trabalho feito, por mim e pelos meus alunos, ao longo de todo um ano lectivo. De resto utilizarei esta apresentação em PowerPoint que está feita há vinte mil anos... parece-me... e que foi só cortar pela abordagem da CPLP a que não chegarei numa aula.

Vou ainda concretizar mais a minha posição - confesso que não pediria aulas assistidas se confiasse nesta gente que detém o poder. Mesmo estando no 4º escalão a passar... deixa-me rir... para o 5º em Fevereiro próximo. Mas não confio. Sei lá se estes não serão os primeiros a ter problemas mesmo se não está agora prevista qualquer sanção?! Não me quero ver nesta situação que não controlo, muito embora perspective a minha saída do Ensino, que eu amo, exactamente por isso mesmo, porque, a acontecer, deverá ser fruto de uma decisão minha, ponderada, que rumina volta e meia na minha cabeça, fruto da exaustão, por precisar de digerir a anormalidade e não o estar a conseguir muito bem, porque muito do que se passa colide com a minha estrutura de ser humano, com a minha matriz, da qual não abdico, apesar das minhas contradições, próprias de qualquer ser humano que pensa.
Vai daí observo. E registo. Principalmente dentro da minha cabeça.

Nota final - Não apresentei objectivos individuais. São facultativos, pois são?
Pois então...

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Falos/Doces de S. Gonçalo


Falo/Doce de S. Gonçalo Digitalizado

Falos/Doces de S. Gonçalo

Não, não enlouqueci.
Não tenho culpa que hoje seja o dia do santo, que não é santo mas é adorado como tal.
Não tenho culpa que os seus doces sejam estes... falos... estes e os enormes que não cabiam no meu scaner.
Pois hoje é dia de S. Gonçalo e para além de hoje ser dia de comer destes doces... eheheh... é ainda dia de comer sequilhos... e não é que já me sequilhei toda na acção de formação do sexo?
Ai meus deuses, ai meus deuses... importa só dizer que a culpada foi a Zinha...

Parabéns!

Parabéns!

«Este prémio é um grande orgulho para mim»

José Mourinho

Para mim também, José. Parabéns!

Inacreditável Mesmo

Inacreditável Mesmo

Leia aqui. A vontade de fugir para Marte é imensa... e vai daí... será que estaríamos a salvo em Marte?

20 Milhões para Aqui, 20 Milhões para Ali

20 Milhões para Aqui, 20 Milhões para Ali

Se já estiverem muito stressados não cliquem aqui.

Dia Difícil


Prioridades - Salamanca - Espanha
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães


Dia Difícil

Hoje vou ter um dia difícil, não porque esteja naquele período da vida de qualquer mulher em período ainda fértil, que é uma valente grandessíssima seca, diga-se de passagem, mas apenas porque tenho muitos afazeres na Escola, para além das aulas durante toda a tarde a encadearem na formação de educação sexual, para além de já ter ido atender uma encarregada de educação, que me telefonou no sábado a solicitar o atendimento fora das horas normais. O argumento foi poderoso e lá fui. Temos de nos apoiar uns aos outros, solidariedade precisa-se e as coisas vão piorar, a olhos vistos, neste maldito 2011 que devemos aos xuxialistas.
Não sei se ainda postarei hoje. De qualquer forma aqui fica a promessa de um post sobre a Avaliação de Desempenho Docente.

Pedido


Homem Correndo - Pintura Rupestre do Neolítico - Líbia
Fotografia de Artur Matias de Magalhães

Pedido

Preciso do seguidor 80 para aqui. Quem se atreve?

domingo, 9 de janeiro de 2011

Pedido

Pedido

Preciso do seguidor/seguidora 140. Quem se atreve?

Os Demagogos

Os Demagogos


E cu-protagonistas desta viagem guiada pelas estrelas... entre muitas nuvens...

Cagamerdeira Alegre... ou Alegre Cagamerdeira?



Cagamerdeira Alegre... ou Alegre Cagamerdeira?

Atenção que este blogue continua com um nível cultural elevado... e trago agora à liça o nosso mui querido e amado Gil Vicente, pessoa de palavra acima de qualquer suspeita e que tanta falta nos tem feito aqui no rectângulo.

O recorte foi surripiado daqui.

Acção de Formação Sobre Sexo


Mosaico Romano - Museu de Leon - Espanha
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Acção de Formação Sobre Sexo

A opção cega do ME de impor por lei, aos directores de turma, a obrigatoriedade de estes leccionarem Educação Sexual à rapaziada que povoa as nossas escolinhas... tem que se lhe diga. Porque uns não têm qualquer apetência para, porque uns têm formação em arquitectura e outros em engenharia civil e outros em alemão e francês e outros sentem-se mesmo desconfortáveis ao falar dos assuntos do sexo e patati e patatá.
Por acaso não é o meu caso, que eu sou a bem dizer pau para toda a colher, ganhei uma grande endurance na Educação de Adultos e nos CEF, onde já tive de lidar com situações que não lembra ai diabo, e não me sinto especialmente desconfortável perante tão interessante e basilar tema. Mas nem todos se sentem assim e, mais uma vez, o ME decidiu de forma cega, o que me deixa sempre incomodada de sobremaneira. Mas adiante.
A acção de formação, que tem um nome pomposo que me abstenho de reproduzir, é por nós carinhosa e familiarmente tratada de sexo para a frente e sexo para trás e é ver-nos na Escola em conversas alto e bom som -"Para onde vais?" Vou para o sexo!" ; "Já vais embora?" "Não, ainda tenho sessão de sexo!" E é ver-nos no bar, pelas 17 horas a pedir lanches reforçados "porque temos sexo até às 21:00 e já nem temos energia para tanto!"
Ou seja, o sexo ganhou uma dimensão, agora profissional, nunca antes vista, nem observada, pelo menos por mim, em todas as escolas por onde passei.
Que o sentido de humor não nos falte, nem nos abandone, porque garanto que é penoso, no fim de um dia de trabalho, entrar em formação de não sei quantas horas seguidas, mesmo se o tema é tão interessante, mesmo se a acção é deveras interessante, opinião partilhada por todos, pelo que me é dado observar.
Um dia destes acho que causei até uma certa perplexidade na formação. Porque sou, talvez, a mais velha, pelo menos uma das mais velhas. Em idade, bem entendido!
Perguntou a nossa formadora se alguém de entre nós tinha tido Educação Sexual na escola.
Tudo em silêncio... e eu estiquei o braço e o dedo e partilhei a informação, alto e bom som, orgulhosa "Eu tive, antes do 25 de Abril, com a Maria Eulália Macedo, a professora de Moral que não cumpria os programas impostos pelo Estado Novo e era, por certo, para grande alegria das suas alunas, uma subversiva." E fui secundada pela Zinha, feliz usufruidora das aulas da Lala.
Já falei da Menina Lalinha, Lala, Eulália, Maria Eulália, Tia Lala... variadíssimas vezes neste blogue, etiquetada na secção dedicada a "Professores Muito Especiais" que povoaram e povoam os meus dias. Cliquem nos linkes a vermelho. A Lala teve, e continua a ter, uma enorme importância na minha vida.
Foi minha professora na Escola que antecedeu aquela onde agora sou professora. Vejo-a todos os dias ao entrar na Biblioteca Maria Eulália Macedo, nome da Biblioteca da EB 2/3 de Amarante. Sei que ela me continua a envolver com as suas asas maternais capazes de albergar o Mundo.
Obrigada, Tia Lala.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Porreiro, Pá!

Porreiro, Pá!

Se se quiser chatear mais um enormesco bocado pode ler aqui o que eu surripiei aqui.
Não sei se não correrei o risco de ficar depré...

Se a França e a Alemanha Querem...

Se a França e a Alemanha Querem...

Venha o FMI. É que a sua vinda apenas perde e peca por tardia.
Apesar de se concretizar bem antes do que muitos julgam, não é assim?
Veremos.

O Caldo Aquece


Sobre o Abismo - Portugal Preso Por Molas, Piscos ou Lá o Que É
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

O Caldo Aquece

O caldo do descontentamento, da insubordinação e da revolta tem estado a aquecer em lume brando alimentado diariamente por casos inacreditáveis que vão chegando ao nosso conhecimento. O que está para além da superfície, da linha de água, somente pode ser imaginado.
Entretanto o caldo continua a aquecer no fogo alimentado por cavacos, acendalhas, pintos, varas, acendalhas, robalos, chernes, loureiros, acendalhas, penedos e eu sei lá mais o quê!
Apenas sei que o caldo cozinhado pode tornar-se explosivo.
E não o será já?

Novas Sobre Amarante


A Cada Ocasião Seu Bouquet de Sabão
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Novas Sobre Amarante

O Centro Histórico de Amarante, e a freguesia de Padronelo revelam níveis anormais de radioactividade.
Ip! Ip! Cuidado connosco! Estamos radioactivos!
Manif, aqui vou eu!

Nojo/Vómito


Sais de Banho Desinfectantes Precisam-se
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Nojo/Vómito

E já me faltam as palavras para comentar isto.
Confesso-me cansada de dar para este peditório.
Porque... e o que não se sabe e anda por aí à solta?
E depois uma pessoa lê isto e.... desculpem... tive que ir ali vomitar.

Portugal no Seu Melhor


Cartoon surripiado aqui.

Portugal no Seu Melhor

Esgotei as palavras.

Campanha Eleitoral

Campanha Eleitoral

Coelho ao Poleiro!



Com os meus agradecimentos ao Donatien.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Novas para os Profs Contratados a Leccionar CEF e Profissionais


Documentos surripiados daqui.
Novas Para os Profs a Leccionar CEF e Profissionais

Muito embora não atingida por esta novidade de pagamento de vencimentos de professores através do POPH e não do empregador Estado, apesar de leccionar CEF ... estranho... olho o horizonte... e cheiro a borrasca.
Acho que estou a delirar...ou então estou mula velha...
Levanto apenas três questões.
O Estado está a desorçamentar despesa?
Os professores pagos pelo POPH vão ter os seus pagamentos em dia?
E quando acabar o POPH? O que não demorará muito, os cursos são extintos?
Acho que estou a delirar...

Aqui está o Melhor Candidato às Presidênciais

Aqui Está o Melhor Candidato às Presidênciais

Confesso que estava a pensar votar no Tiririca. Porque pior do que tá não fica.
Mas eis que surje na minha vida o candidato Coelho que diz verdades seguidas de verdades. Além do mais apaixonei-me pelo slogan da sua campanha.

Coelho ao Poleiro!

Por mim, tá lá. Porque este Coelho é do melhor que há!

Nota - Se a entrevista está linkada no slogan, aqui pode ler o resumo.

Prognóstico


Manif convocada pelos Movimentos de Professores 19-9-2009
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Prognóstico

O próximo ano lectivo vai abater-se nas escolas do país sem apelo nem agravo e vai ser uma verdadeira hecatombe. Pasmo com a falta de informação de muitos professores, pasmo com a falta de reacção de muitos professores, pasmo e até, confesso, chego a invejar a indiferença, a passividade, a ignorância que observo em muitos.Tomara eu poder/conseguir poupar-me assim.
Na minha Escola, uma EB 2/3 a hecatombe atingirá os efectivos, os da casa, aqueles que julgavam/julgam estar a salvo não se apercebendo que, nos dias que agora correm, dias de Sócrates, ninguém está a salvo de coisíssima nenhuma e é um salve-se quem puder, valetudo até arrancar olhos.
O prognóstico está feio na minha Escola - estimativas de cortes para o próximo ano e só para não lançar o pânico... em consequência do fim de Área de Projecto menos 6 horários e em consequência do fim do par pedagógico em EVT menos outros tantos... e já vamos em 12 horários que verão o eclipse e vou parar por aqui antes que me dê uma qualquer coisinha má.
Depois não digam que não avisei. Continuem a dormir na forma... continuem...

Reacção da FENPROF


Manif dos 300 Mil - Avenida 5 de Outubro - Lisboa
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Reacção da FENPROF

É pá! Os sindicalistas estão a acordar.

Façam o favor de ler este texto com atenção.
Por mim, já não é a primeira vez que o assumo e por certo não será a última, todas as formas de luta serão bem vindas independentemente se convocadas pela esquerda, pela direita ou pelo centro... é que eles atacam-nos por todos os lados, não é assim?
Contem comigo para o que for preciso. Apesar de zangada, porque ainda não me passou a mágoa do Acordo.
E já tive a oportunidade de transmitir tudo isto ao Mário Nogueira. Pessoalmente. Em meu nome e em nome de muitos outros que não eu, apesar de não mandatada por ninguém, para o efeito.

Mais logo a ver se tenho tempo de ilustrar este post com uma fotografia das minhas...
Ok! Já está.
 
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