sexta-feira, 17 de junho de 2022

Ainda as Quelhas Amarantinas

 

Quelha das Garridas - São Gonçalo - Amarante

Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Ainda as Quelhas Amarantinas

Recuperação de texto com barbas.

SEGUNDA-FEIRA, 29 DE ABRIL DE 2013

Turismo - Sugestão ao Poder Político Local - Trilhos Pitorescos

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Quelhas Amarantinas - Amarante - Portugal
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães 
 
Turismo - Sugestão ao Poder Político Local - Trilhos Pitorescos

No seguimento deste post, em que sugeri a criação de um roteiro do Percurso das Invasões Francesas em Amarante, hoje deixo outra sugestão, associada a percursos pitorescos que a esmagadora maioria dos turistas não faz por mero desconhecimento da sua existência.

Comecemos pelas quelhas. Escrevi eu em 25 de Julho de 2012:

Quem acompanha este blogue desde o seu primeiro ano de vida sabe que eu amo as quelhas, as vielas, os pátios que se abrem nestes capilares urbanos tão ao meu gosto pelo prazer da descoberta que me proporcionam quotidianamente, pelo inesperado de um recanto, de uma porta mais castiça, de um raio de luz que, de súbito e inesperadamente, penetra até às suas entranhas, amiúde decadentes, pobres, velhas, abandonadas, maltratadas, desrespeitadas. Eu não as abandono. Recuso-me. E continuo a gostar mais delas do que das avenidas mesmo se xpto.
A beleza das nossas quelhas amarantinas é um filão turístico ainda por explorar e que, se estivessem limpas e asseadas, fariam as delícias fotográficas de qualquer turista que se preze em busca de instantâneos pitorescos e especificamente portugueses. Estas quelhas, com estas características de cores, de rasgamentos, de janelas de guilhotina, de soluções de desenrasque, de recantos deliciosos, são nossas e de mais ninguém porque diferentes das marroquinas, das espanholas, das francesas... do que seja.
Deus dá as pérolas a quem não tem dentes, já diz o povo, e constato que, passados 5 anos sobre as minhas postagens sobre as quelhas amarantinas elas permanecem quase iguais, salvo um ou outro toque de cor que lhes dá vida e encanto enquanto disfarça os pivetes emanados de casas insalubres, uma transformada em canil aqui mesmo no centro da cidade sem que haja delegado de saúde que lá meta o nariz... pois podia até desmaiar com o fedor que de lá se solta. Enfim! No comments.
Penso que a Câmara Municipal de Amarante já podia ter feito alguma coisa por estes espaços. Por exemplo manter estes espaços limpos e asseados era da mais elementar justiça, e depois um retoque aqui e ali, umas flores e umas trepadeiras estrategicamente colocadas, uma caiadela aqui e ali... et voilá, sem grande dinheiro despendido podiam até abrir o Roteiro das Quelhas Amarantinas ao turismo.
Tenho a certeza que os turistas agradeciam. Os amarantinos que as habitam, que são gente, também. E talvez até os próprios amarantinos que as não habitam se aventurassem por estes espaços que se mantêm, ainda hoje, tão à margem da vida da cidade.
A fotografia que ilustra este post foi tirada na Quelha dos Eirados, agora transformada em Rua do Bairro Padre Américo num ímpeto talvez de novo riquismo que tudo apaga até as memórias. Que raio de lembrança foi esta de chamar rua a uma quelha que sempre o foi e vai continuar a ser?
Quelha dos Eirados, pois então! Ou, quando muito, Quelha da Generosa Faria!
Aqui com uma belíssima Trombeta da China, ou, ainda mais chique, uma campsis grandiflora trepadora... que trepou, trepou, trepou... até nos poder brindar com esta mancha vibrante e quente de cor para disfarçar o pivete de uma quelha que podia Ser... mas ainda não é.
Tal como todas as outras quelhas amarantinas. E é pena!

Sobre esta temática pode ainda ler outros posts que eu venho escrevendo sobre as quelhas desde 2007, ano de abertura deste blogue. Para isso basta clicar aqui.

Acrescento a cereja em cima do bolo dos Trilhos Pitorescos - o percurso pedonal pelas belas margens do Tâmega, a margem direita está impecavelmente tratada e a caminhada podia iniciar-se nos Poços, ou no Mercado, estender-se até os turistas apanharem um cheirinho do Lugar da Torre, meia volta e Morleiros, com a travessia da açude do mesmo nome... se permitido pelo Senhor Tâmega!, Ilha dos Amores, margem esquerda do Tâmega, a precisar de um arranjo em parte do pavimento, até à escadaria que, encostadinha à Ponte Velha, levaria a turistada aos doces regionais...

Nota - Habito numa das quelhas de Amarante. Desloco-me pela cidade a pé. Farto-me de ver turistas a passar... nas ruas principais, pois então! que é raro algum aventurar-se quelhas adentro.
Já de roteiro na mão... por certo que entrariam. Mas é claro que o poder local teria de as acarinhar... o que não é muito difícil de fazer... fundamentalmente teria de as manter limpas, de plantar uma ou outra trepadeira num ou noutro local estratégico... et voilá! Uma Outra Amarante renasceria!

domingo, 29 de maio de 2022

Vergonha Amarantina




Quelha das Garridas - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Vergonha Amarantina

Hoje, em dia de visitas guiadas pelo centro histórico da cidade de Amarante, em pleno Festival de Fotografia de Amarante, fotografias estas que se encontram espalhadas pela cidade por vezes em sítios improváveis, deparei-me com um problema amarantino muito velho e que já tem barbas a arrastar pelo chão e que, pelos vistos, é irresolúvel em Amarante: limpeza, asseio, brio, orgulho pelo belíssimo legado que nos foi depositado em mãos pelos nossos antepassados por parte de quem nos "governa" localmente.

As fotografias que ilustram este post são todas da Quelha das Garridas... mas podiam ser de outra quelha qualquer. A imundice é notória. As ervas foram cortadas e o lixo foi deixado para trás, como é usual, como sempre fazem aqui mesmo na minha quelha, promovida em tempos de ps a, talvez, "chique" rua.

Presumo que esta falta de limpeza e de vergonha na cara se deva à falta de verbas do município liderado por psd e cds coligados. Em tempos de ps foi exactamente o mesmo.

Presumo que só haja verbas para obras multimilionárias de muitos e muitos milhões, muito betão, muito granito, muito elevador, muito calhau variado, muito arquitecto famoso. 

De facto, a limpeza não se enquadra neste item. Raio de sorte a nossa!

Nota - Ampliem as fotografias sff.


quinta-feira, 28 de abril de 2022

1, 2, 3... Feito!

Auto-Retratos Crochetados - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

1, 2, 3... Feito!

Pega-se na tradição, mistura-se um pouco de inovação... et voilá!

segunda-feira, 11 de abril de 2022

Toys by Oksana Shvedenko

Toy by Oksana Shvedenko e Jóia de Luz II - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Magalhães

Toys by Oksana Shvedenko 

A Oksana Shvedenko estabeleceu-se aqui mesmo em Amarante depois de um longo périplo de fuga que a trouxe da Ucrânia, da região de Odessa, a esta bela e pacata terra que é a nossa e que passou a ser também a dela e a da sua família mais próxima e mais alargada. Deste núcleo familiar alargado fazem parte onze pessoas, de uma avó a um bebé de 10 meses, que não querem ficar paradas, que querem continuar a trabalhar, que querem continuar a estudar e em que existem duas crianças pequeninas e três adolescentes que aspiram à integração total muito embora tenham uma enorme barreira a transpor, para além de todas as outras, e que é a barreira linguística, que nenhum deles domina. Valha-nos o inglês... e o Google Tradutor. 

A Oksana adora fazer crochet e sabe fazer estes belíssimos e macios bonecos que são uma verdadeira perfeição e lindos de morrer.

E aceita encomendas, no imediato de coelhinhos, nas cores que desejarem.

Slava Ukraini!  Que é o mesmo que dizer "Glória à Ucrânia"!

Aqui vos deixo os contactos para que possam fazer as vossas encomendas, se assim o desejarem:

https://instagram.com/toys_by_oksana_shvedenko 

https://www.facebook.com/Oksana-Shvedenko-589147021438032

terça-feira, 5 de abril de 2022

Mulheres da Rua

 

Crochet - Composição com pegas de Cozinha
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Mulheres da Rua

Voltamos!

Nota - Pilhas de pegas da autoria de Filomena Rodrigues.

segunda-feira, 4 de abril de 2022

Elisabete

 

Elisabete - Feira Medieval - E.B. 2/3 de Amarante 

Fotografia de Lucinda Leite 

Elisabete 

No dia 21 de Julho de 2007, estando eu colocada na ESA, escrevi um texto neste blogue intitulado "Elisabete" e que passo a transcrever:

"O meu relacionamento com a Elisabete começou no ano lectivo de 2001/2002 aquando da minha colocação na E.B. 2/3 de Amarante. Claro que já a conhecia daqui de Amarante, que isto é uma terra pequena, e também já tinha trabalhado com ela nesta mesma escola, mas o meu relacionamento/conhecimento com esta escorpiona interessante vem só, volto a frisar, de 2001. 

Aprendi a observar e a admirar o seu trabalho, na direcção da E.B. 2/3, onde desempenhou os cargos de braço direito e esquerdo do Magalhães, chefe máximo dessa escola. Todos estes anos a vi ocupando o seu posto, dando o litro por uma Escola com um ambiente por vezes nada fácil... e eu sei do que estou a falar pois "vivi" lá três anos da minha vida. E devo confessar aqui, publicamente, que vivi lá três anos de pura felicidade profissional e que a Elisabete também contribuiu para isso. A E.B. 2/3 de Amarante foi a minha segunda casa e nunca me furtei ao trabalho que se estendia, por vezes, muito para além do serviço lectivo. O ambiente familiar que lá encontrei e que contrastava enormemente com o ambiente frio e até hostil que deixara para trás, na Escola Secundária de Amarante, deixaram-me surpreendida e senti-me aconchegada numa das escolas por onde passei como estudante e onde estava agora como docente. Essa tranquilidade e aconchego profissional encontrei-o na Elisabete (também no Magalhães, mas agora não vou falar dele) sempre disponível para quem chegasse, sempre disponível para encontrar a melhor solução para a "sua" Escola. 

Admiro-a muito pela sua capacidade de trabalho, pela sua generosidade, pela sua correcção, pelo seu respeito pelos outros e falo assim dela porque não só a conheço profissionalmente como também particularmente e porque sei do que falo. 

Por tudo isto estarei sempre em dívida com ela, e agora que ela está de saída da direcção da E.B. 2/3, e nesta hora da "derrota", aqui lhe deixo a minha admiração e aqui lhe tiro o meu chapéu!  

É agora, Elisabete, que vais ter tempo para construir blogues e páginas web e tudo aquilo que desejares... e vamos ter mais tempo para nos encontrarmos e para pormos a escrita em dia. E eu estou sempre aqui para o que precisares. 

Obrigada pelo teu exemplo e beijão muito grande duma escorpiona para outra!" 

Entretanto os anos passaram, voltei a conviver com a Elisabete Professora e, posteriormente, e de novo, com a Elisabete Membro Insubstituível da Direcção. Agora, na hora do seu mais do que merecido repouso da arena em que se transformou a Escola Pública, repito, ponderando muito bem as palavras e agora por escrito e com tudo o que elas encerram e com tudo o que está implícito nesta aparente singela frase: 

"Não sei o que vai ser de nós sem ti"

sexta-feira, 1 de abril de 2022

Slava Ukraini!

 


Slava Ukraini!

Que é o mesmo que dizer "Glória à Ucrânia"!


Voltei!

Euzinha 
Fotografia de Artur Matias de Magalhães

Voltei!

A fazer estragos desde tenra idade.

 
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