
domingo, 18 de março de 2007
Muros I

domingo, 10 de março de 2019
Metáfora - Muros da Barca - Serra da Aboboreira
A Fadinha dos Muros voltou a atacar. Com gestos delicados, respeitadores do passado e das mãos que por aqui levantaram o grosso destes muros, respeitadores da Natureza que por aqui vai continuar a mandar, intervenciona estes muros sem precisar de os derrubar e de os deixar incaracterísticos, arranca ervas, corta silvados, arranca-os e dá-lhes cabo do canastro, tentando não danificar musgos e líquenes e fetos variados e plantas que florescerão na próxima Primavera fazendo explodir estes muros em manchas de cor branca, amarela, violeta, rosa e o mais que a nossa Mãe comum se lembrar.
Estes muros sempre foram toscos. Já foram terminados por mim, pedra a pedra, elevando-os até ao nível do socalco de cima, mas não lhes alterei a estrutura, o carácter - nasceram toscos e rudes, morrerão toscos e rudes. E lindos.
domingo, 2 de outubro de 2016
Muros da Barca - Serra da Aboboreira
A Fadinha dos Muros voltou a atacar. Com gestos delicados, respeitadores do passado e das mãos que por aqui levantaram o grosso destes muros, respeitadores da Natureza que por aqui vai continuar a mandar, intervenciona estes muros sem precisar de os derrubar e de os deixar incaracterísticos, arranca ervas, corta silvados, arranca-os e dá-lhes cabo do canastro, tentando não danificar musgos e líquenes e fetos variados e plantas que florescerão na próxima Primavera fazendo explodir estes muros em manchas de cor branca, amarela, violeta, rosa e o mais que a nossa Mãe comum se lembrar.
Estes muros sempre foram toscos. Já foram terminados por mim, pedra a pedra, elevando-os até ao nível do socalco de cima, mas não lhes alterei a estrutura, o carácter - nasceram toscos e rudes, morrerão toscos e rudes. E lindos!
quarta-feira, 28 de setembro de 2016
Muros
Continuo a amá-los. Porque se podem contornar, saltar, limpar, afagar.
Hoje foi dia do Sr. Manuel entrar em acção para a limpeza mais grosseira dos muros, de roçadeira nas mãos e aí vai aço! adeus silvados e matos para que vos quero!
Depois ataquei eu os muros, de tesoura da poda em punho, corta daqui, acaricia dacolá... eis que os muros vão ganhando nova vida e eu gosto dela. Da vida que se renova, ano após ano, e que pode ser comprovada se clicarem aqui. E sim, estes muros já foram terminados por estas minhas mãos que não servem só para teclar...
quinta-feira, 6 de março de 2014
Muros da Barca - Muralhas da China
Nada como um dia de sol na Barca para apreciar convenientemente os muros que eu e o meu pai erguemos com as nossas mãos em dias que já lá vão, mais concretamente em dias do ano de 2012. Agora é esperar pois o tempo encarregar-se-á de lhes conferir a patine verde dos musgos típicos da Barca... et voilá! Muros recuperados, onde antes apenas existiam as pedras de assentamento.
Feito o ponto da situação, é caso para exclamar: Os Muros da Barca/Muralhas da China aguentaram muito bem o Inverno Infernal!
E sim, ainda estou a ouvi-lo... ao meu pai... "Anabela Maria, tu não percebes nada disto! Não é assim que se faz um muro! É assim!"
Aviso à navegação - Não fazemos Muralhas da China para fora.
sábado, 13 de abril de 2013
Muros da Barca
Adoro muros. Porque se podem construir com duas mãos e porque sustentam as terras que, de outro modo, se esvairiam por ali abaixo sem dó nem piedade. E porque, vou-me repetir neste blogue, se podem contornar, trepar, saltar... sem que daí decorra qualquer prejuízo para terceiros.
Estes são alguns dos meus muros. Uns, os mais velhos e já musguentos, foram terminados no longínquo ano de 2007, os outros, quase novinhos em folha foram "terminados" no passado mês de Dezembro.
Hoje voltei a eles. Aproveitei a temperatura elevada que por aqui se faz sentir, 24º agorinha mesmo depois de ontem ter estado frio e bem frio e de eu ter andado todo o dia de roupa de pino de Inverno, e embarquei para a Barca!
Ahhhhhhhhhhhhhh! Qual Troika, qual Gaspar, qual Passos!!! Não há tripla que me estrague um dia assim. É que... não deixo.
Nota - Muros bem construídos... aguentam-se!
sexta-feira, 29 de junho de 2007
Muros e Flores

Os meus muros, talvez reconhecidos pelos carinhos que lhes vou dispensando ao longo do ano, continuam a brindar-me com explosões de cor super variadas.
segunda-feira, 7 de maio de 2007
sexta-feira, 30 de setembro de 2016
A Fadinha dos Muros
Não sou, decididamente, uma fadinha do lar... mas esta fadinha, euzinha, tem outras competências que extravasam tachos e panelas e também aventais, que de resto só ficam bem aos homens.
Hoje, esta fadinha dos muros voltou a atacar e foi um gosto rever as "velhas" pedras, muitas delas colocadas com estas minhas mãos num trabalho amalucado iniciado, neste preciso local, em 2007 e visível nas duas últimas fotografias acima partilhadas.
Hoje, as pedras colocadas em 2007, que rematam o muro nivelando-o pelo socalco de cima, não se distinguem já dos centenários blocos que já sustentavam as terras de cultivo e encontram-se cobertas de musgos que ajudam a "colar" estas pedras que compõem estes muros toscos, agrestes e rudes que eu, volta e meia, acaricio com estas minhas fortes/delicadas mãos.
sábado, 25 de agosto de 2012
Muros Meus
Avançam, devagar devagarinho. Muito devagarinho. Mas avançam.
As fotografias, tiradas com uns poucos dias de intervalo, dão conta disso mesmo. O trabalho é árduo e eu não tenho formação de pedreira... nem a força dos pedreiros... muito embora não me esqueça que se me derem um ponto de apoio eu moverei o mundo... não é assim?
Todo o muro novo era inexistente com excepção das duas pedras grandes que arrancam do solo, à esquerda na fotografia. Tudo o resto foi por mim construído num trabalho que começa por retirar a terra acumulada durante anos numa preparação primeira do terreno que vai receber as pedras. Por vezes tenho agradáveis surpresas... e lá me aparecem umas quantas pedras já colocadas no sítio certo porque o que eu imagino ao olhar para os meus muros inacabados também já outro alguém, lá muito atrás no tempo, imaginou um dia... e passou à acção ou no alinhamento dos muros não apareceria pedra alguma às minhas cavadelas. Fico contente por assim ser, por assim ver a continuidade de um trabalho que alguém começou e eu, por certo, acabarei... se me for dado tempo em quantidade suficiente.... e eu preciso de muito...
É claro que daqui a uma meia dúzia de anos ninguém conseguirá distinguir o que por mim foi feito e o pré-existente pois os musgos e os líquenes farão o seu trabalho... tal como já o fizeram no muro de cima, por mim terminado e hoje absolutamente harmonioso.
segunda-feira, 23 de novembro de 2020
Os Meus Muros e o Número Sessenta e Oito
Os Meus Muros e o Número Sessenta e Oito
Muito embora o muro presente nas várias fotografias seja sempre o mesmo, e seja o que dá suporte à terra do meu maior campo na Serra da Aboboreira, a verdade é que há uma distinção bem grande a fazer entre as duas primeiras fotografias e todas as que se lhes seguem - é que a parte do muro fotografada hoje de manhã, nas duas primeiras fotografias, foi acabada há mais de uma década e os musgos, os fetos, os líquenes e demais plantas e plantinhas tomaram conta do dito cujo por igual já não se distinguindo a parte que já lá estava, e que é sempre a das pedras grandes, da parte que foi por mim terminada, a das pedras mais pequenas que o fazem subir ao nível da terra do campo que ele sustenta. Consequentemente, nas cinco fotografias que se seguem a estas duas primeiras, nota-se muito bem o meu trabalho de força e de paciência para terminar o que não estava terminado. Afirmei um dia, neste blogue, que detesto coisas inacabadas e que terminarei estes muros, as minhas muralhas da China, um a um.
Este é gigantesco e não o terminarei tão cedo. Mas, nunca desistindo, porque parar é morrer, garanto-vos que está já acabada uma extensão de sessenta e oito passos, bem medidinhos, hoje, pela manhã.
Está a ser obra! E excelente para dias de confinamento.
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
Trabalho - Muros
Hoje demos por encerrada esta empreitada da construção de um muro com cerca de dez metros de comprido por mais de um de altura. Iniciado por mim em Agosto deste ano, queria acabá-lo hoje... porque parece que o tempo já vai mudar e agora anoitece muito cedo e o trabalho deixa de render o que já rendeu em dias ensolarados e com muiiiitas horas de sol por dia.
Pois está feito. Este! Com a ajuda do meu pai que, desde que se juntou ao empreendimento, acelerou o processo de forma nunca por mim vista pois costumo fazê-los sozinha...
É claro que agora temos uma nova leira a berrar que também quer um muro assim chique!
Pois, e é/será assim... o trabalho termina para se arranjar outro logo de seguida...
Nota - Não, não fazemos muros para fora...
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Muros
Avança mais um, para aproveitar o trabalho em dias de Outono com sol a esbordar, generoso como nem sei...
domingo, 21 de outubro de 2012
Muros Meus
Iniciados por mim, conto agora com o trabalho entusiasmado do meu pai. Por isso a realização do muro acelerou e, dentro em breve, assim os dias de sol nos ajudem, estará concluído.
Este. Mas a seguir há mais.
sábado, 30 de janeiro de 2016
Muros da Gentileza
O movimento, ao que parece, nasceu no Irão, numa cidade chamada Mashad e, daí, irradiou para outras cidades, Teerão incluída.
A ideia é excelente e, confesso, estes são os muros de que gosto particularmente. Porque aproximam. Porque não separam.
Replicamos?
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Muros
Hoje comecei outro. Para variar... toute seule.
A pedra mais complicada de colocar foi a da refundação... eheheh... estou a brincar porque não foi preciso refundar coisa nenhuma... a fundação aguentou-se de pedra e cal estes anos todos até ser destapada da terra que a cobria aqui por moi je...
Muro, aqui vou euuuuuuu!
domingo, 11 de março de 2007
Home
Ontem abri a "saison" na Barca. Finalmente verdadeiros dias de Primavera. A Aboboreira estava magnífica, o sol morno, a aveia a crescer nos campos... vai haver comida para os passarinhos!
O Artur plantou as aveleiras oferecidas pelo Manel Baptista e eu andei a limpar e a compor os muros da propriedade, de tesoura da poda e de enxada em punho. Carrega pedra para ali, carrega pedra para acolá... o contacto com a terra é sempre um prazer renovado... e uma canseira.
Fico a pensar quem transformou aquela serra em campos, quem fez aqueles muros que eu agora recupero e termino...não sou uma camponesa frustrada... faço exactamente aquilo que quero fazer e quando acabar os meus caminhos e os meus muros vou fazer uma horta.
A vida renova-se.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2016
Muros da Barca
Os que eu amo. Porque se podem saltar.






