O Governo Contra-Ataca
Informação cirurgicamente oportuna, pois então!
Sindicatos, façam o vosso papel.
E não se esqueçam que estaremos sempre prontos para descermos de novo à rua.
Eu estou mesmo pronta para mais umas quantas acções de luta, endurecendo-a, que estou mesmo saturada da palhaçada em que se transformou este país.
Aguardo. O ultimato do psd é de 30 dias, não é assim? Deixa-me rir! Ultimato ao ps!
Ao fim de 30 dias, se não houver fumo branco vamos ver o Aguiar Branco gritar "Agarrem-me... se apanho o passarinho mato-o!"
"Acordo na avaliação custa pelo menos 20 milhões"
Daqui.
sábado, 21 de novembro de 2009
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
A Palavra a Ana Drago
A Palavra a Ana Drago
Caro/a Professor/a,
O retomar dos trabalhos parlamentares nesta nova legislatura foi feito em torno do debate sobre Educação e Carreira Docente.
Para que o trabalho político do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda na área da educação tenha a qualidade que nos é exigida, e para que esse trabalho seja também participado e avaliado por todos os envolvidos e interessados no debate sobre política educativa, retomamos por este meio o contacto e o diálogo com todos os professores e educadores que a nós se dirigiram na anterior legislatura. A Assembleia da República votou hoje os projectos apresentados pelos diferentes partidos da oposição relativos ao fim da divisão da carreira e ao actual modelo de avaliação.
O resultado da votação será hoje divulgado pela comunicação social – os projectos apresentados pelo Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda, que previam quer o fim da divisão da carreira de professor, quer a suspensão do actual modelo de avaliação (o que implicaria a não penalização de qualquer professor ao abrigo deste modelo, ou a contagem das classificações para os efeitos de concurso ou progressão) foram chumbados.
Os restantes projectos que também previam a suspensão, designadamente do PCP e do CDS, foram também chumbados.
As intervenções do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda no debate dessas propostas, de Francisco Louçã, Ana Drago, José Manuel Pureza e Cecília Honório podem ser visualizadas nas respectivas hiperligações.
Da votação de hoje resultou apenas a aprovação do projecto de resolução do PSD. Porque muita desinformação e confusão se tem instalado sobre o que significa esta iniciativa, e muitas dúvidas se criaram sobre as implicações desta votação, aproveitamos para fazer alguns esclarecimentos.
1 . A proposta pelo PSD não define a suspensão do actual modelo de avaliação. Defende sim a substituição no futuro por um outro modelo, mas sem o balizar (ou seja, não acautela a não introdução de quotas, ou dos resultados escolares dos alunos num futuro modelo), e sem acautelar os efeitos das classificações do actual modelo nos futuros concursos ou na progressão na carreira.
O que significa que o modelo de avaliação ainda está em vigor, e que só o Governo pode agora definir o que vai acontecer. Ou seja, o acordo do PS e do PSD vai no sentido de passar um “cheque em branco” ao Governo.
2. A proposta do PSD que foi hoje aprovada é uma recomendação ao Governo. Isto é, não tem carácter vinculativo. O Governo pode ou não cumprir essa recomendação. Se tivessem sido aprovado projecto de lei do Bloco de Esquerda significaria que a suspensão da avaliação era uma lei da República – logo, imperativa e vinculativa.
3 . Deste debate fica, portanto, muito em aberto. Contudo, se algo aprendemos com este debate na AR foi que ele forçou o Governo a recuar e a mostrar disponibilidade negocial . O que significa que a pressão tem que ser mantida, para que essa negociação tenha resultados reais. Nesse sentido, acompanharemos com atenção o processo negocial que agora decorre entre Ministério da Educação e os representantes sindicais, e tudo faremos para que este tenha resultados positivos que permitam colocar um ponto final neste lastimável processo.
Contamos, para tal, com a sua participação, crítica ou sugestão – para que possamos cumprir o nosso compromisso político: trabalhar para construir e reforçar uma escola pública democrática e de qualidade.
Com os melhores cumprimentos,
Ana Drago
Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda
Caro/a Professor/a,
O retomar dos trabalhos parlamentares nesta nova legislatura foi feito em torno do debate sobre Educação e Carreira Docente.
Para que o trabalho político do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda na área da educação tenha a qualidade que nos é exigida, e para que esse trabalho seja também participado e avaliado por todos os envolvidos e interessados no debate sobre política educativa, retomamos por este meio o contacto e o diálogo com todos os professores e educadores que a nós se dirigiram na anterior legislatura. A Assembleia da República votou hoje os projectos apresentados pelos diferentes partidos da oposição relativos ao fim da divisão da carreira e ao actual modelo de avaliação.
O resultado da votação será hoje divulgado pela comunicação social – os projectos apresentados pelo Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda, que previam quer o fim da divisão da carreira de professor, quer a suspensão do actual modelo de avaliação (o que implicaria a não penalização de qualquer professor ao abrigo deste modelo, ou a contagem das classificações para os efeitos de concurso ou progressão) foram chumbados.
Os restantes projectos que também previam a suspensão, designadamente do PCP e do CDS, foram também chumbados.
As intervenções do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda no debate dessas propostas, de Francisco Louçã, Ana Drago, José Manuel Pureza e Cecília Honório podem ser visualizadas nas respectivas hiperligações.
Da votação de hoje resultou apenas a aprovação do projecto de resolução do PSD. Porque muita desinformação e confusão se tem instalado sobre o que significa esta iniciativa, e muitas dúvidas se criaram sobre as implicações desta votação, aproveitamos para fazer alguns esclarecimentos.
1 . A proposta pelo PSD não define a suspensão do actual modelo de avaliação. Defende sim a substituição no futuro por um outro modelo, mas sem o balizar (ou seja, não acautela a não introdução de quotas, ou dos resultados escolares dos alunos num futuro modelo), e sem acautelar os efeitos das classificações do actual modelo nos futuros concursos ou na progressão na carreira.
O que significa que o modelo de avaliação ainda está em vigor, e que só o Governo pode agora definir o que vai acontecer. Ou seja, o acordo do PS e do PSD vai no sentido de passar um “cheque em branco” ao Governo.
2. A proposta do PSD que foi hoje aprovada é uma recomendação ao Governo. Isto é, não tem carácter vinculativo. O Governo pode ou não cumprir essa recomendação. Se tivessem sido aprovado projecto de lei do Bloco de Esquerda significaria que a suspensão da avaliação era uma lei da República – logo, imperativa e vinculativa.
3 . Deste debate fica, portanto, muito em aberto. Contudo, se algo aprendemos com este debate na AR foi que ele forçou o Governo a recuar e a mostrar disponibilidade negocial . O que significa que a pressão tem que ser mantida, para que essa negociação tenha resultados reais. Nesse sentido, acompanharemos com atenção o processo negocial que agora decorre entre Ministério da Educação e os representantes sindicais, e tudo faremos para que este tenha resultados positivos que permitam colocar um ponto final neste lastimável processo.
Contamos, para tal, com a sua participação, crítica ou sugestão – para que possamos cumprir o nosso compromisso político: trabalhar para construir e reforçar uma escola pública democrática e de qualidade.
Com os melhores cumprimentos,
Ana Drago
Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda
Os Miseráveis
Os Miseráveis
E aqui está o texto que os miseráveis aprovaram hoje na Assembleia da República.
Recomendações, recomendações, blá, blá, blá...
A ver vamos se o ps, composto por outros políticos igualmente miseráveis, as seguirá.
E se as não seguir, senhores miseráveis do psd que perderam hoje, mais uma vez, a oportunidade de acabarem com uma aberração?
Como descalçareis a bota?
Hoje o psd passou a bola a uma equipa que não me merece absolutamente nenhuma confiança.
Tudo volta a estar nas mãos do ps. Porque hoje foram chumbados os sete projectos que suspendiam de imediato o actual modelo de avaliação e acabavam com a divisão da carreira dos professores.
Com os votos contra do PS e a abstenção do PSD.
Projecto de Resolução nº ___/XI
Recomenda que, no âmbito do processo negocial em curso e no prazo de trinta dias, seja revogada a divisão da carreira docente nas categorias hierarquizadas de “Professor” e “Professor titular” e seja concretizado um novo regime de avaliação do desempenho dos docentes.
O XVII Governo Constitucional introduziu, através do Decreto-Lei n.º 15/2007, de 19 de Janeiro, profundas alterações ao Estatuto da Carreira Docente que careceram de um entendimento alargado entre os parceiros sociais. Esse facto contribuiu para que, desde o início da sua aplicação, tivesse merecido a contestação de uma ampla maioria daqueles que eram os seus destinatários.
Por sua vez, a regulamentação do referido Estatuto da Carreira Docente foi igualmente acompanhada de episódios de tensão e conflituosidade entre os diferentes intervenientes, designadamente, no que respeita ao modelo de avaliação do desempenho docente.
Sucede que, entre as alterações introduzidas ao Estatuto, a carreira docente foi dividida, passando a desenvolver-se pelas categorias hierarquizadas de “professor” e “professor titular”.
A experiência de concretização desta cisão na carreira permite evidenciar a sua artificialidade, não sendo reconhecida, pelos docentes, a razão para a distinção em causa. Acresce que a ponderação limitada aos últimos sete anos de carreira, para efeitos do primeiro concurso de acesso à nova categoria, originou legítimos sentimentos de injustiça na comunidade docente ainda hoje significativamente perceptíveis.
De igual modo, o actual Estatuto não leva em conta a especificidade da carreira docente, não pondera a singularidade do trabalho nas escolas, não promove o mérito e não incentiva a desejável melhoria de desempenhos. Pelo contrário, tem sido causa de injustiça, angústia e desmotivação para muitos professores.
Para tal contexto, também o modelo de avaliação de desempenho dos docentes e a imposição administrativa de percentagens máximas para a atribuição das classificações de “Muito Bom” e de “Excelente” por escola (quotas) têm contribuído decisivamente.
Ora, um processo de avaliação deve ser exigente e distinguir a excelência. E deve ser um instrumento indutor de melhorias do desempenho.
A divisão na carreira e as referidas quotas não contribuem para este desiderato.
A acção do Governo deve concentrar-se na melhoria das condições de ensino e de aprendizagem, não abdicando, em momento algum, de uma rigorosa avaliação a todo o sistema educativo: escolas, alunos, professores, programas, curricula, manuais, materiais didácticos, etc.
Em consequência, a progressão na carreira docente e os correspondentes escalões remuneratórios deverão ser acompanhados de um sistema de avaliação do desempenho que seja justo, exequível e que premeie a dedicação e o mérito individuais.
Nenhum destes princípios é posto em causa se a carreira docente não se encontrar hierarquizada nas categorias de “professor” e “professor titular”.
E esses princípios serão mesmo valorizados se não se impuser um sistema de quotas que, administrativamente, possam olvidar a efectiva avaliação do docente, gerando graves distorções e injustiças.
Não compete à Assembleia da Republica interferir nas negociações que decorrem entre o Ministério e as estruturas representativas dos professores.
Contudo, é da responsabilidade do Parlamento expressar posições políticas e contribuir construtivamente para a melhoria da qualidade do ensino nas escolas do nosso País.
A Educação é a melhor e mais duradoura solução para ultrapassarmos os momentos difíceis que o País atravessa.
Só prestigiando a função do professor na sala de aula e na sociedade e, assim, devolvendo às escolas a imprescindível serenidade para o sucesso do ensino e das aprendizagens, estará criada uma conjuntura favorável para a superação dos desafios que se nos colocam. Só com alunos empenhados e professores motivados, o País caminhará para o salto qualitativo no ensino de que tanto carece.
É tempo de fazer regressar a paz à comunidade educativa.
Assim, nos termos da alínea b) do artigo 156.º da Constituição da República Portuguesa e da alínea b) do n.º 1 do artigo 4.º do Regimento, na esteira de um entendimento alargado com os parceiros sociais, a Assembleia da República resolve recomendar ao Governo que, no prazo de trinta dias:
1. Elabore as normas do Estatuto da Carreira Docente e legislação complementar, designadamente, extinguindo a divisão da carreira docente entre as categorias hierarquizadas de “Professor” e “Professor titular”;
2. Estabeleça um novo modelo de avaliação do desempenho docente que seja justo, exequível, que premeie o mérito e a excelência e que contenha uma componente de avaliação orientada para o desenvolvimento profissional e melhoria do desempenho dos docentes, e que contribua para o aprofundamento da autonomia das escolas;
3. Crie as condições para que do 1º ciclo de avaliação não resultem penalizações aos professores, designadamente para efeitos de progressão na carreira, derivadas de interpretações contraditórias da sua aplicação.
Assembleia da República, 13 de Novembro de 2009.
Os Deputados,
Resumindo - Por agora a aberração continua de pé. Sendo que podia ter morrido hoje.
É caso para dizer "Tudo na mesma como a lesma!"
E aqui está o texto que os miseráveis aprovaram hoje na Assembleia da República.
Recomendações, recomendações, blá, blá, blá...
A ver vamos se o ps, composto por outros políticos igualmente miseráveis, as seguirá.
E se as não seguir, senhores miseráveis do psd que perderam hoje, mais uma vez, a oportunidade de acabarem com uma aberração?
Como descalçareis a bota?
Hoje o psd passou a bola a uma equipa que não me merece absolutamente nenhuma confiança.
Tudo volta a estar nas mãos do ps. Porque hoje foram chumbados os sete projectos que suspendiam de imediato o actual modelo de avaliação e acabavam com a divisão da carreira dos professores.
Com os votos contra do PS e a abstenção do PSD.
Projecto de Resolução nº ___/XI
Recomenda que, no âmbito do processo negocial em curso e no prazo de trinta dias, seja revogada a divisão da carreira docente nas categorias hierarquizadas de “Professor” e “Professor titular” e seja concretizado um novo regime de avaliação do desempenho dos docentes.
O XVII Governo Constitucional introduziu, através do Decreto-Lei n.º 15/2007, de 19 de Janeiro, profundas alterações ao Estatuto da Carreira Docente que careceram de um entendimento alargado entre os parceiros sociais. Esse facto contribuiu para que, desde o início da sua aplicação, tivesse merecido a contestação de uma ampla maioria daqueles que eram os seus destinatários.
Por sua vez, a regulamentação do referido Estatuto da Carreira Docente foi igualmente acompanhada de episódios de tensão e conflituosidade entre os diferentes intervenientes, designadamente, no que respeita ao modelo de avaliação do desempenho docente.
Sucede que, entre as alterações introduzidas ao Estatuto, a carreira docente foi dividida, passando a desenvolver-se pelas categorias hierarquizadas de “professor” e “professor titular”.
A experiência de concretização desta cisão na carreira permite evidenciar a sua artificialidade, não sendo reconhecida, pelos docentes, a razão para a distinção em causa. Acresce que a ponderação limitada aos últimos sete anos de carreira, para efeitos do primeiro concurso de acesso à nova categoria, originou legítimos sentimentos de injustiça na comunidade docente ainda hoje significativamente perceptíveis.
De igual modo, o actual Estatuto não leva em conta a especificidade da carreira docente, não pondera a singularidade do trabalho nas escolas, não promove o mérito e não incentiva a desejável melhoria de desempenhos. Pelo contrário, tem sido causa de injustiça, angústia e desmotivação para muitos professores.
Para tal contexto, também o modelo de avaliação de desempenho dos docentes e a imposição administrativa de percentagens máximas para a atribuição das classificações de “Muito Bom” e de “Excelente” por escola (quotas) têm contribuído decisivamente.
Ora, um processo de avaliação deve ser exigente e distinguir a excelência. E deve ser um instrumento indutor de melhorias do desempenho.
A divisão na carreira e as referidas quotas não contribuem para este desiderato.
A acção do Governo deve concentrar-se na melhoria das condições de ensino e de aprendizagem, não abdicando, em momento algum, de uma rigorosa avaliação a todo o sistema educativo: escolas, alunos, professores, programas, curricula, manuais, materiais didácticos, etc.
Em consequência, a progressão na carreira docente e os correspondentes escalões remuneratórios deverão ser acompanhados de um sistema de avaliação do desempenho que seja justo, exequível e que premeie a dedicação e o mérito individuais.
Nenhum destes princípios é posto em causa se a carreira docente não se encontrar hierarquizada nas categorias de “professor” e “professor titular”.
E esses princípios serão mesmo valorizados se não se impuser um sistema de quotas que, administrativamente, possam olvidar a efectiva avaliação do docente, gerando graves distorções e injustiças.
Não compete à Assembleia da Republica interferir nas negociações que decorrem entre o Ministério e as estruturas representativas dos professores.
Contudo, é da responsabilidade do Parlamento expressar posições políticas e contribuir construtivamente para a melhoria da qualidade do ensino nas escolas do nosso País.
A Educação é a melhor e mais duradoura solução para ultrapassarmos os momentos difíceis que o País atravessa.
Só prestigiando a função do professor na sala de aula e na sociedade e, assim, devolvendo às escolas a imprescindível serenidade para o sucesso do ensino e das aprendizagens, estará criada uma conjuntura favorável para a superação dos desafios que se nos colocam. Só com alunos empenhados e professores motivados, o País caminhará para o salto qualitativo no ensino de que tanto carece.
É tempo de fazer regressar a paz à comunidade educativa.
Assim, nos termos da alínea b) do artigo 156.º da Constituição da República Portuguesa e da alínea b) do n.º 1 do artigo 4.º do Regimento, na esteira de um entendimento alargado com os parceiros sociais, a Assembleia da República resolve recomendar ao Governo que, no prazo de trinta dias:
1. Elabore as normas do Estatuto da Carreira Docente e legislação complementar, designadamente, extinguindo a divisão da carreira docente entre as categorias hierarquizadas de “Professor” e “Professor titular”;
2. Estabeleça um novo modelo de avaliação do desempenho docente que seja justo, exequível, que premeie o mérito e a excelência e que contenha uma componente de avaliação orientada para o desenvolvimento profissional e melhoria do desempenho dos docentes, e que contribua para o aprofundamento da autonomia das escolas;
3. Crie as condições para que do 1º ciclo de avaliação não resultem penalizações aos professores, designadamente para efeitos de progressão na carreira, derivadas de interpretações contraditórias da sua aplicação.
Assembleia da República, 13 de Novembro de 2009.
Os Deputados,
Resumindo - Por agora a aberração continua de pé. Sendo que podia ter morrido hoje.
É caso para dizer "Tudo na mesma como a lesma!"
Os Miseráveis
Os Miseráveis
Estes políticos nacionais, que decerto prometeram não nos dar descanso, a par de outras novelas rascas, que eles são assim pró imparáveis, protagonizam agora a novela "Os Miseráveis" com actores todos eles eleitos pelos portugueses e que integram, agora, a bancada parlamentar daquela coisa que, justamente, definha no panorama político nacional, chamada de psd.
Hoje assistimos a um momento alto desta novela apropriadamente chamada de "Os Miseráveis", com capítulo todo ele filmado no cenário, que já foi bem mais nobre, da Assembleia da República" Hoje os actores, miseráveis, voltaram com a "sua" palavra atrás e rasgaram o "seu" programa eleitoral na parte em que se comprometeram a suspender a avaliação de professores e protagonizaram mais um capítulo da novela, ou melhor da agonia, por mim apelidada de "Os Miseráveis."
Mais um episódio, hoje, e não acredito que esta gente fique por aqui.
Estes políticos nacionais, que decerto prometeram não nos dar descanso, a par de outras novelas rascas, que eles são assim pró imparáveis, protagonizam agora a novela "Os Miseráveis" com actores todos eles eleitos pelos portugueses e que integram, agora, a bancada parlamentar daquela coisa que, justamente, definha no panorama político nacional, chamada de psd.
Hoje assistimos a um momento alto desta novela apropriadamente chamada de "Os Miseráveis", com capítulo todo ele filmado no cenário, que já foi bem mais nobre, da Assembleia da República" Hoje os actores, miseráveis, voltaram com a "sua" palavra atrás e rasgaram o "seu" programa eleitoral na parte em que se comprometeram a suspender a avaliação de professores e protagonizaram mais um capítulo da novela, ou melhor da agonia, por mim apelidada de "Os Miseráveis."
Mais um episódio, hoje, e não acredito que esta gente fique por aqui.
Face Oculta
Epidódio de Hoje
Episódio de Hoje
Face Oculta
Escutas a Sócrates não serão destruídas
Por Felícia Cabrita e Ana Paula Azevedo
As escutas telefónicas a Armando Vara, em que constam conversas com o primeiro-ministro, vão continuar no processo ‘Face Oculta’, que decorre em Aveiro, avança a edição do SOL desta sexta-feira
Daqui.
Face Oculta
Escutas a Sócrates não serão destruídas
Por Felícia Cabrita e Ana Paula Azevedo
As escutas telefónicas a Armando Vara, em que constam conversas com o primeiro-ministro, vão continuar no processo ‘Face Oculta’, que decorre em Aveiro, avança a edição do SOL desta sexta-feira
Daqui.
Legislação
Legislação
Olha qui coisa mais linda
mais cheia di graça...
DR 224 SÉRIE I de 2009-11-18
Declaração de Rectificação n.º 84/2009
Presidência do Conselho de Ministros - Centro Jurídico
Rectifica o Decreto-Lei n.º 270/2009, de 30 de Setembro, do Ministério da Educação, que procede à nona alteração ao Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 139-A/90, de 28 de Abril, à terceira alteração ao Decreto-Lei n.º 20/2006, de 31 de Janeiro, e à primeira alteração ao Decreto-Lei n.º 104/2008, de 24 de Junho, publicado no Diário da República, 1.ª série, n.º 190, de 30 de Setembro de 2009
Proposta minha - deitem tudo ao lixo e façam bem por uma vez!
Bolas! É que já não há paciência!
Olha qui coisa mais linda
mais cheia di graça...
DR 224 SÉRIE I de 2009-11-18
Declaração de Rectificação n.º 84/2009
Presidência do Conselho de Ministros - Centro Jurídico
Rectifica o Decreto-Lei n.º 270/2009, de 30 de Setembro, do Ministério da Educação, que procede à nona alteração ao Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 139-A/90, de 28 de Abril, à terceira alteração ao Decreto-Lei n.º 20/2006, de 31 de Janeiro, e à primeira alteração ao Decreto-Lei n.º 104/2008, de 24 de Junho, publicado no Diário da República, 1.ª série, n.º 190, de 30 de Setembro de 2009
Proposta minha - deitem tudo ao lixo e façam bem por uma vez!
Bolas! É que já não há paciência!
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Sobre as Escutas
Sobre as Escutas
«Vou decidir sábado aquilo que me compete decidir»
Pinto Monteiro.
Ora leia e escute aqui o capítulo de hoje.
«Vou decidir sábado aquilo que me compete decidir»
Pinto Monteiro.
Ora leia e escute aqui o capítulo de hoje.
Este País Está Um Vómito

Bem Vindo a Lisboa - Manif - 19-9-09 - Lisboa
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
Este País Está Um Vómito
“Uma escuta, autorizada por um juiz de instrução no respeito dos pressupostos materiais e procedimentais prescritos na lei, é, em definitivo e para todos os efeitos, uma escuta válida. Não há no céu - no céu talvez haja! - nem na terra, qualquer possibilidade jurídica de a converter em escuta inválida ou nula”.
Costa Andrade, Professor Catedrático da Universidade de Coimbra.
Costa Andrade não estava, por certo, a falar de um país onde todas as pantominices são permitidas e branqueadas - Portugal.
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
Este País Está Um Vómito
“Uma escuta, autorizada por um juiz de instrução no respeito dos pressupostos materiais e procedimentais prescritos na lei, é, em definitivo e para todos os efeitos, uma escuta válida. Não há no céu - no céu talvez haja! - nem na terra, qualquer possibilidade jurídica de a converter em escuta inválida ou nula”.
Costa Andrade, Professor Catedrático da Universidade de Coimbra.
Costa Andrade não estava, por certo, a falar de um país onde todas as pantominices são permitidas e branqueadas - Portugal.
As Duas Faces da Mesma Moeda
As Duas Faces da Mesma Moeda
Tenho acompanhado atentamente a vergonha da política nacional, particularmente no que diz respeito ao suspende versus substitui.
Hoje dei-me ao luxo de perder parte do meu precioso tempo a escutar os senhores deputados da Nação. Acompanhei com particular interesse o deputado do psd, Aguiar Branco, justificando o injustificável. O psd assumiu compromissos com os professores portugueses antes das eleições e agora, na primeira esquina, faz deles tábua rasa e estende a mão, e o pé, a um governo ps que me tem coberto de vergonha, enquanto portuguesa.
Hoje o psd teve uma excelente oportunidade de se redimir da sujeira feita a todos os professores deste país quando decisivo na manutenção de um modelo de avaliação que é uma verdadeira aberração, com as faltas, vergonhosas, dos senhores deputados na Assembleia da República.
Hoje o psd, ao não honrar os seus compromissos com os Professores, enterra-se uma vez mais.
Convém não esquecer o que já aqui escrevi durante a campanha eleitoral - foi o ps e o psd que nos trouxeram aqui onde estamos, a esta situação aflitiva, enquanto Nação.
Para mim ps e psd são exactamente as duas faces da mesma moeda e merecem-se um ao outro com todos os escândalos nojentos que têm protagonizado e arrastado sem pudor perante o país.
Eu é que não os mereço a eles. Eu é que não os mereço a eles!
Porque esta gente é tudo menos gente em quem se possa confiar.
Tenho acompanhado atentamente a vergonha da política nacional, particularmente no que diz respeito ao suspende versus substitui.
Hoje dei-me ao luxo de perder parte do meu precioso tempo a escutar os senhores deputados da Nação. Acompanhei com particular interesse o deputado do psd, Aguiar Branco, justificando o injustificável. O psd assumiu compromissos com os professores portugueses antes das eleições e agora, na primeira esquina, faz deles tábua rasa e estende a mão, e o pé, a um governo ps que me tem coberto de vergonha, enquanto portuguesa.
Hoje o psd teve uma excelente oportunidade de se redimir da sujeira feita a todos os professores deste país quando decisivo na manutenção de um modelo de avaliação que é uma verdadeira aberração, com as faltas, vergonhosas, dos senhores deputados na Assembleia da República.
Hoje o psd, ao não honrar os seus compromissos com os Professores, enterra-se uma vez mais.
Convém não esquecer o que já aqui escrevi durante a campanha eleitoral - foi o ps e o psd que nos trouxeram aqui onde estamos, a esta situação aflitiva, enquanto Nação.
Para mim ps e psd são exactamente as duas faces da mesma moeda e merecem-se um ao outro com todos os escândalos nojentos que têm protagonizado e arrastado sem pudor perante o país.
Eu é que não os mereço a eles. Eu é que não os mereço a eles!
Porque esta gente é tudo menos gente em quem se possa confiar.
Avaliação de Professores no Parlamento
Avaliação de Professores no Parlamento
Acompanhe aqui, em directo, o debate de hoje, no Parlamento, sobre a avaliação dos professores.
Está também a decorrer um inquérito.
Concorda com a suspensão do modelo de avaliação?
Já votei e a votação apresentava-se assim.
Sim ( 88% )
Não ( 12% )
Acompanhe aqui, em directo, o debate de hoje, no Parlamento, sobre a avaliação dos professores.
Está também a decorrer um inquérito.
Concorda com a suspensão do modelo de avaliação?
Já votei e a votação apresentava-se assim.
Sim ( 88% )
Não ( 12% )
No Teacher Left Behind
Manif - 30-5-09 - Lisboa
Fotografia de Anabela Matias de magalhães
No Teacher Left Behind
Dá para entender?
Dá para entender, senhores políticos?
Daqui.
Política Nojenta
Política Nojenta
"Criminalizar o enriquecimento ilícito é inconstitucional"
Ricardo Rodrigues, deputado da Nação
Daqui.
"Inconstitucional deveria ser apregoar aberrações destas.
Inconstitucional deveria ser ter deputados da Nação deste calibre."
Anabela Magalhães, Professora, para que não fiquem dúvidas.
"Criminalizar o enriquecimento ilícito é inconstitucional"
Ricardo Rodrigues, deputado da Nação
Daqui.
"Inconstitucional deveria ser apregoar aberrações destas.
Inconstitucional deveria ser ter deputados da Nação deste calibre."
Anabela Magalhães, Professora, para que não fiquem dúvidas.
Dia Mundial da Filosofia - Emília Barros

Dia Mundial da Filosofia - Emília Barros
Os cartazes que tanta polémica geraram são dois. Já aqui partilhei um deles, quando anunciei esta actividade programada para hoje, Dia Mundial da Filosofia, pelo grupo de Filosofia e pelos alunos que frequentam esta disciplina na ESA, disciplina que deveria ser obrigatória porque absolutamente estrutural do pensamento de qualquer ser pensante.
Hoje partilho o segundo. Que cada um faça as suas leituras, sendo certo que Filosofar não é dizer o sim dos rebanhos, como já o afirmei anteriormente neste blogue.
Neste dia, Dia Mundial da Filosofia, presto homenagem a uma professora que foi minha e que já aqui foi referida, por diversas vezes, em variadíssimos comentários deixados por ex-alunas, onde me incluo.
Hoje presto homenagem à Grande e Única Professora Emília Barros.
Foi minha professora de Português no Ciclo Preparatório e posteriormente no terceiro ano do Liceu. Voltei a ser sua aluna no Secundário, no antigo sexto e sétimo ano, agora a beber conhecimentos, sofregamente, de Psicologia e Filosofia.
A Drª Emília Barros foi uma verdadeira bênção na minha vida académica e foi absolutamente decisiva e marcante na minha vida futura. Com ela aprendi a reflectir sobre a vida e a entender que há caminhos múltiplos, variados, que podem ser percorridos, uns mais fáceis, nem sempre os mais aliciantes e belos, outros mais complicados, por vezes os mais gratificantes de percorrer e de saborear, em cada passo dado, em cada paragem necessária para recuperar o fôlego.
As suas aulas eram à sua imagem e semelhança - belas, extremamente cuidadas e preparadas, exemplares, marcantes - feitas com análises de textos de filósofos que explorávamos até ao tutano, que virávamos do avesso, deixando em nós um sabor doce e único resultante das descobertas contínuas e continuadas que fazíamos à volta de um texto, que constituía sempre, para mim, um desafio à compreensão, ao conhecimento. Tínhamos tempo e assim o gastávamos.
Hoje só posso agradecer-lhe publicamente. Porque o Ensino Público também foi/é feito destes Professores, anónimos na multidão e nos números avassaladores que tudo devoram, mas que tocam para sempre os privilegiados que lhes caem nas mãos, que nunca mais os esquecem.
Hoje só posso agradecer-lhe o exemplo do seu profissionalismo sem mácula.
Nem sei se seria a mesma, hoje, se não tivesse sido aluna desta Professora que continuo a encontrar por aqui, amiúde, e que me faz atravessar as ruas empedradas da minha cidade na sua direcção, atraindo-me como um íman.
Por isso hoje só lhe posso deixar uma palavra de que gosto particularmente:
Obrigada!
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Telenovela Mais que Rasca com Folclore Deprimente à Mistura
Telenovela Mais que Rasca com Folclore Deprimente à Mistura
Entretanto, a telenovela mais que rasca com folclore deprimente à mistura continua imparável. Se não assistiu a este capítulo, nojento, pode vê-lo aqui mesmo, isto se o seu fígado ainda aguentar.
Confesso que o meu não aguentou e juro que já vomitei. Literalmente. E não estou a ironizar.
Acho que vou tomar qualquer coisita contra telenovelas mais que rascas com folclore deprimente à mistura...
Entretanto, a telenovela mais que rasca com folclore deprimente à mistura continua imparável. Se não assistiu a este capítulo, nojento, pode vê-lo aqui mesmo, isto se o seu fígado ainda aguentar.
Confesso que o meu não aguentou e juro que já vomitei. Literalmente. E não estou a ironizar.
Acho que vou tomar qualquer coisita contra telenovelas mais que rascas com folclore deprimente à mistura...
A Ver Vamos...
A Ver Vamos...
Educação
Professores que não entregaram elementos de avaliação não serão penalizados
Os professores que não entregaram os elementos de avaliação não serão penalizados, declarou hoje o secretário-geral da Federação Nacional de Professores (FENPROF), Mário Nogueira
«Foi-nos dito que a ministra da Educação iria actuar para que não houvesse penalizações aos professores em relação ao primeiro ciclo (de avaliação)», relatou Mário Nogueira, após uma reunião com o secretário de Estado adjunto e da Educação, Alexandre Ventura.
O Governo retomou hoje o diálogo com as estruturas sindicais, tendo apresentado o calendário negocial relativo ao Estatuto da Carreira Docente e ao modelo de avaliação.
A próxima reunião está agendada para 25 de Novembro, altura em que será discutida a estrutura da carreira dos professores, devendo as negociações terminar no dia 30 de Dezembro.
Continua aqui e a mim parece-me bem.
Agora só falta passar da teoria à prática.
Educação
Professores que não entregaram elementos de avaliação não serão penalizados
Os professores que não entregaram os elementos de avaliação não serão penalizados, declarou hoje o secretário-geral da Federação Nacional de Professores (FENPROF), Mário Nogueira
«Foi-nos dito que a ministra da Educação iria actuar para que não houvesse penalizações aos professores em relação ao primeiro ciclo (de avaliação)», relatou Mário Nogueira, após uma reunião com o secretário de Estado adjunto e da Educação, Alexandre Ventura.
O Governo retomou hoje o diálogo com as estruturas sindicais, tendo apresentado o calendário negocial relativo ao Estatuto da Carreira Docente e ao modelo de avaliação.
A próxima reunião está agendada para 25 de Novembro, altura em que será discutida a estrutura da carreira dos professores, devendo as negociações terminar no dia 30 de Dezembro.
Continua aqui e a mim parece-me bem.
Agora só falta passar da teoria à prática.
Cai Divisão da Carreira
Cai Divisão da Carreira
A ministra da Educação deixa cair a aberração mor da divisão da carreira entre professores titulares e professores. Já não era sem tempo e apenas peca por tardia.
"A ministra da Educação entrega hoje aos sindicatos a proposta de calendário negocial para a revisão do estatuto da carreira e da avaliação de desempenho docentes.
O Governo prepara-se para deixar cair a divisão da carreira docente entre professor titular e não titular, naquele que será um dos maiores passos dados pela nova ministra da Educação, Isabel Alçada, no sentido de chegar a um consenso quanto a um novo modelo de avaliação dos professores."
Continua aqui.
A ministra da Educação deixa cair a aberração mor da divisão da carreira entre professores titulares e professores. Já não era sem tempo e apenas peca por tardia.
"A ministra da Educação entrega hoje aos sindicatos a proposta de calendário negocial para a revisão do estatuto da carreira e da avaliação de desempenho docentes.
O Governo prepara-se para deixar cair a divisão da carreira docente entre professor titular e não titular, naquele que será um dos maiores passos dados pela nova ministra da Educação, Isabel Alçada, no sentido de chegar a um consenso quanto a um novo modelo de avaliação dos professores."
Continua aqui.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Sim? Não?
Sim? Não?
O nível discursivo que possibilita a expressão das ideias sobre um determinado objecto em análise é múltiplo. Poderei abordar superficialmente um tema, mas a sensatez impedir-me-á de o fazer. É um facto óbvio de que serei ou seremos mais facilmente tentados a concordar com o nosso interlocutor se este for um especialista no assunto que desconhecemos. A ausência de conhecimentos é escrava de um “Sim” redutor, unidimensional. Tal como o “Não” impensado e irreflectido. Nenhum dos dois é ou acompanha o nível elevado da indagação, curiosidade e insatisfação filosóficas.
Temos, portanto, um “Sim” e um “Não” a-filosóficos. Epidérmicos e cativos da pobreza de espírito de quem os carrega.
Por outro lado, perceber com sagacidade a importância do “Sim”, equivale a aprofundar as razões ontológico-filosóficas do “Não”.
Por cada “Sim” automático das multidões, há um “Não” que resiste. Os “ismos” são apanágio do homem incapaz de se assumir como alteridade. O “sim” da mesmidade nunca potenciou a evolução. Daí o papel inconformista do “Não”. Não ao preconceito, ao dogma, ao ditador ou à ditadura, à falsa doxa. Não ao “espírito de camelo” a que se referia Nietzsche.
Gosto do “Sim” esclarecido, fundamentado racionalmente. Profundo. Mas este derivará de inúmeros “Nãos” prévios.
O “Não” pode ser conclusivo, mas também premissa. Ponto de chegada ou momento de partida. Ruptura e construção. Ao pensamento divergente, criador e criativo interessará captar os seus fundamentos.
A celeuma que hoje, na ESA, causou o “Não” do cartaz, dá-me a medida dos “sins” que pairam em Portugal….
E quem não tem “umas tintas de Filosofia”, dedique-se à pastorícia….onde encontrará um rebanho pronto a prestar vassalagem.
“(…) Sei que Não vou por aí!”
José Régio
17 de Novembro de 2009 21:12
Elsa C.
O nível discursivo que possibilita a expressão das ideias sobre um determinado objecto em análise é múltiplo. Poderei abordar superficialmente um tema, mas a sensatez impedir-me-á de o fazer. É um facto óbvio de que serei ou seremos mais facilmente tentados a concordar com o nosso interlocutor se este for um especialista no assunto que desconhecemos. A ausência de conhecimentos é escrava de um “Sim” redutor, unidimensional. Tal como o “Não” impensado e irreflectido. Nenhum dos dois é ou acompanha o nível elevado da indagação, curiosidade e insatisfação filosóficas.
Temos, portanto, um “Sim” e um “Não” a-filosóficos. Epidérmicos e cativos da pobreza de espírito de quem os carrega.
Por outro lado, perceber com sagacidade a importância do “Sim”, equivale a aprofundar as razões ontológico-filosóficas do “Não”.
Por cada “Sim” automático das multidões, há um “Não” que resiste. Os “ismos” são apanágio do homem incapaz de se assumir como alteridade. O “sim” da mesmidade nunca potenciou a evolução. Daí o papel inconformista do “Não”. Não ao preconceito, ao dogma, ao ditador ou à ditadura, à falsa doxa. Não ao “espírito de camelo” a que se referia Nietzsche.
Gosto do “Sim” esclarecido, fundamentado racionalmente. Profundo. Mas este derivará de inúmeros “Nãos” prévios.
O “Não” pode ser conclusivo, mas também premissa. Ponto de chegada ou momento de partida. Ruptura e construção. Ao pensamento divergente, criador e criativo interessará captar os seus fundamentos.
A celeuma que hoje, na ESA, causou o “Não” do cartaz, dá-me a medida dos “sins” que pairam em Portugal….
E quem não tem “umas tintas de Filosofia”, dedique-se à pastorícia….onde encontrará um rebanho pronto a prestar vassalagem.
“(…) Sei que Não vou por aí!”
José Régio
17 de Novembro de 2009 21:12
Elsa C.
Filosofar é dizer sim?
Filosofar é dizer sim?
Pode ser que seja, em condições específicas, mas o sim sistemático jamais poderá ser um sim filosófico.
Porque esse é o sim reservado aos rebanhos. Porque esse é o sim reservado aos acéfalos.
Pode ser que seja, em condições específicas, mas o sim sistemático jamais poderá ser um sim filosófico.
Porque esse é o sim reservado aos rebanhos. Porque esse é o sim reservado aos acéfalos.
Novas da FENPROF
Novas da FENPROF
O secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, defendeu hoje que a suspensão do actual regime de avaliação dos professores "é fundamental" e avisou que está pronto "para a luta" se o Governo insistir nas "soluções negativas".
"Da parte da Fenprof vamos para esta negociação procurar consensos e não temos nenhum problema em subscrever acordos. Mas também não temos nenhum problema, se este Governo persistir nas soluções negativas para a carreira dos professores, de voltar para a rua, para a luta, para as manifestações", afirmou.
O líder da Fenprof intervinha numa audição pública promovida pelo PCP sobre a avaliação dos professores e sobre o estatuto da carreira docente, na Assembleia da República.
A ministra da Educação, Isabel Alçada, afirmou hoje que quarta-feira apresentará um calendário aos sindicatos para negociar novas regras na avaliação de desempenho e no estatuto da carreira docente.
A ministra admitiu que haverá um novo modelo de avaliação e um novo estatuto, mas frisou que optou por não suspender o que está em vigor para não haver "um vazio legal".
Na sua intervenção, Mário Nogueira deixou um "recado" ao ministério da Educação sobre as regras para as convocatórias:
"A negociação tem regras e uma das regras é que as convocatórias não se fazem de um dia para o outro, fazem-se com cinco dias de antecedência", disse, afirmando esperar que "a distracção do secretário de Estado" se tenha devido à vontade de "tentar encontrar os consensos e os acordos".
Mário Nogueira elogiou o projecto de lei do PCP por prever a "suspensão ou nulidade" dos efeitos do modelo em vigor, e lamentou que o PSD tenha desistido de propor a suspensão.
"Há uma diferença muito grande entre os projectos do PCP e do PSD", disse, acrescentando que a Assembleia da República pode aprovar a suspensão independentemente de o Governo e os sindicatos começarem desde já a negociar um novo modelo.
Para o sindicalista, vai demorar meses até estar concluído o processo de negociação, a promulgação e até à entrada em vigor do novo modelo.
"Por muito bem que as coisas corram, temos três meses que entre o inicio da negociação e o fim e não faz sentido as escolas estarem a avançar com os procedimentos", defendeu.
Daqui.
O secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, defendeu hoje que a suspensão do actual regime de avaliação dos professores "é fundamental" e avisou que está pronto "para a luta" se o Governo insistir nas "soluções negativas".
"Da parte da Fenprof vamos para esta negociação procurar consensos e não temos nenhum problema em subscrever acordos. Mas também não temos nenhum problema, se este Governo persistir nas soluções negativas para a carreira dos professores, de voltar para a rua, para a luta, para as manifestações", afirmou.
O líder da Fenprof intervinha numa audição pública promovida pelo PCP sobre a avaliação dos professores e sobre o estatuto da carreira docente, na Assembleia da República.
A ministra da Educação, Isabel Alçada, afirmou hoje que quarta-feira apresentará um calendário aos sindicatos para negociar novas regras na avaliação de desempenho e no estatuto da carreira docente.
A ministra admitiu que haverá um novo modelo de avaliação e um novo estatuto, mas frisou que optou por não suspender o que está em vigor para não haver "um vazio legal".
Na sua intervenção, Mário Nogueira deixou um "recado" ao ministério da Educação sobre as regras para as convocatórias:
"A negociação tem regras e uma das regras é que as convocatórias não se fazem de um dia para o outro, fazem-se com cinco dias de antecedência", disse, afirmando esperar que "a distracção do secretário de Estado" se tenha devido à vontade de "tentar encontrar os consensos e os acordos".
Mário Nogueira elogiou o projecto de lei do PCP por prever a "suspensão ou nulidade" dos efeitos do modelo em vigor, e lamentou que o PSD tenha desistido de propor a suspensão.
"Há uma diferença muito grande entre os projectos do PCP e do PSD", disse, acrescentando que a Assembleia da República pode aprovar a suspensão independentemente de o Governo e os sindicatos começarem desde já a negociar um novo modelo.
Para o sindicalista, vai demorar meses até estar concluído o processo de negociação, a promulgação e até à entrada em vigor do novo modelo.
"Por muito bem que as coisas corram, temos três meses que entre o inicio da negociação e o fim e não faz sentido as escolas estarem a avançar com os procedimentos", defendeu.
Daqui.
Dia Mundial da Filosofia - 19 de Novembro

Dia Mundial da Filosofia - 19 de Novembro
Quem acompanha este blogue há mais tempo por certo perceberá a importância deste cartaz afixado na adesivada ESA.
Enviado pela Elsa C., de quem sinto a falta no meu bar da Escola... e do Clapinho, e do Helder e..., encheu-me de orgulho por constatar que continua a haver profes e alunos que ainda não perderam a capacidade de dizer NÃO sempre que é preciso.
E por vezes é mesmo preciso. Não o não birrento, estúpido, fútil, inconsciente... mas antes o não amadurecido, assumido, consciente, fruto da decisão reflectida.
Eu disse-o, alto e bom som, na ESA, e jamais me arrependi.
É certo que saí. Mas deixei ficar um exemplo exemplar.
E sim, há gente que não aprecia mesmo nada este meu modo de ser.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Nova Página
Nova Página
Hoje foi dia de iniciar uma nova página web, que pode ser visitada aqui, dentro do sítio já anteriormente apresentado onde alojo/alojarei as minhas apresentações em PowerPoint e que se encontra aqui.
Não só neste blogue, mas também na minha página de recursos ou mesmo no meu portefólio digital, aproveito para partilhar críticas e saberes acumulados e que decorrem de uma prática docente que já vai algo longa.
Hoje foi dia de atestar por escrito o ridículo de uma carga horária semanal, composta por um único bloco de 90 minutos, que me obriga a correr que nem uma doida para conseguir cumprir um programa completamente desajustado a esta carga horária. A bota não condiz de todo com a perdigota. O que é simplesmente ridículo!
Deixei escrito:
"Esta página contém instrumentos de avaliação formativa, por mim concebidos e elaborados, das aprendizagens realizadas pelos meus alunos do sétimo ano de escolaridade.
Muito gostaria que o Ministério da Educação me disponibilizasse tempo lectivo suficiente e compatível com um trabalho que passaria pela realização destas mesmas fichas em contexto de sala de aula mas, atendendo a que à disciplina de História apenas está atribuído um bloco semanal de noventa minutos no sétimo ano, tal desejo revela-se uma completa utopia.
Esta foi, pois, a forma que encontrei para contornar um problema que se me coloca diariamente enquanto docente, e para o qual o Ministério da Educação, lamentavelmente, não está sensibilizado."
Hoje foi dia de iniciar uma nova página web, que pode ser visitada aqui, dentro do sítio já anteriormente apresentado onde alojo/alojarei as minhas apresentações em PowerPoint e que se encontra aqui.
Não só neste blogue, mas também na minha página de recursos ou mesmo no meu portefólio digital, aproveito para partilhar críticas e saberes acumulados e que decorrem de uma prática docente que já vai algo longa.
Hoje foi dia de atestar por escrito o ridículo de uma carga horária semanal, composta por um único bloco de 90 minutos, que me obriga a correr que nem uma doida para conseguir cumprir um programa completamente desajustado a esta carga horária. A bota não condiz de todo com a perdigota. O que é simplesmente ridículo!
Deixei escrito:
"Esta página contém instrumentos de avaliação formativa, por mim concebidos e elaborados, das aprendizagens realizadas pelos meus alunos do sétimo ano de escolaridade.
Muito gostaria que o Ministério da Educação me disponibilizasse tempo lectivo suficiente e compatível com um trabalho que passaria pela realização destas mesmas fichas em contexto de sala de aula mas, atendendo a que à disciplina de História apenas está atribuído um bloco semanal de noventa minutos no sétimo ano, tal desejo revela-se uma completa utopia.
Esta foi, pois, a forma que encontrei para contornar um problema que se me coloca diariamente enquanto docente, e para o qual o Ministério da Educação, lamentavelmente, não está sensibilizado."
A Opinião de Ricardo Silva
Vida de Cão - Lisboa - Portugal
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
A Opinião de Ricardo Silva
Hoje divulgo a opinião de Ricardo Silva que, como sou tudo menos política "vá de retro Satanás!", é igualmente a minha.
Como aceitar os resultados de uma avaliação que foi tudo menos séria?
Como pactuar com a palhaçada de país construído nos últimos anos pelo psd e pelo ps com os reflexos hipernegativos que estão à vista de todos na Educação, na Economia, nas Finanças, na Justiça...?
Como pactuar com dirigentes políticos que nos deixam cobertos de vergonha com os seus joguinhos sujos, imundos?
Já fui "avaliada". Com "Bom". Um "Bom" bem mais indigno do que todos os Satisfaz que acumulei durante anos a fio, muito embora José Sócrates afirme a pés juntos que os professores portugueses não foram avaliados até ele aparecer . E eis que o "Iluminado", o próprio "Sol" que voltou à terra neste Portugal que, de resto, merecia melhor, afirmou e pôs a circular "uma" mentira, já desmentida por mim neste blogue com comprovativo e tudo.
Avaliação "isto" que agora finda? Deixa-me rir!
Não poderemos defender nunca que este simulacro de avaliação pese em consequências na progressão dentro de uma carreira que já conheceu melhores dias, que já conheceu regras bem mais límpidas e cristalinas. Continuamos em luta.
Continuo em luta. E subcrevo o texto do Ricardo, no blogue APEDE.
segunda-feira, 16 de Novembro de 2009
POSIÇÃO DO RICARDO SILVA - COM VÁRIAS QUESTÕES PERTINENTES
Eu queria apenas colocar uma questão muito simples aos colegas:
concordam que os professores titulares avaliadores que não avaliaram ninguém e não tiveram aulas assistidas venham a ser classificados com «Muito Bom» e «Excelente» apenas e só porque há quotas específicas para esse grupo de professores? Consideram isso justo e merecedor de uma aceleração na progressão na carreira (se confirmarem a classificação no futuro) ou de uma majoração na sua graduação profissional? Consideram mesmo que isto pode ser entregue como moeda de troca no “tabuleiro negocial”?
Afinal andámos a lutar pela justiça e agora vamos permitir que fiquem “nódoas” e “resíduos” da brutal injustiça que foi a aplicação deste modelo de ADD? E vamos permitir que afirmações da ministra não tenham consequências: quando se diz que “é preciso dar formação aos avaliadores” isto significa que as avaliações que se fizeram aferem realmente a qualidade superior dos avaliados com MB e Exc., de modo a permitirem efeitos que prejudicam outros colegas que se mantiverem firmes numa luta a que o tempo veio dar total razão?
Eu sei que a negociação exige cedências, mas não cedemos já nós o suficiente? Ou o que é que chamam ao congelamento das carreiras, aumento da idade da reforma, supressão das reduções no horário lectivo, regime de faltas, reduções por idade, aumento da burocracia de que o Estatuto do Aluno é só um exemplo, etc. etc. etc.?
Não se trata de querer a cabeça de ninguém, não se trata de querer exibir o escalpe dos adesivos e oportunistas, não se trata de humilhar ninguém, trata-se apenas de uma coisa, de uma coisa simples mas muito importante: REPARAR INJUSTIÇAS, REPÔR ALGUMA DECÊNCIA neste autêntico lodaçal! Isso é negociável? Para mim não. Chamem-me radical! Há princípios de que não abdico. E já nem quero agora tergiversar sobre o que poderíamos e deveríamos ter conseguido ganhar em tempo útil… se … se…
Publicada por APEDE em 00:45
domingo, 15 de novembro de 2009
Vale Tudo
Vale Tudo
Vale tudo na tentativa desesperada de não perder a face, mesmo que completamente disforme, perante a opinião pública. Vale tudo para, no final, Sócrates poder afirmar "Avaliamos os professores!"
Mas "nós" sabemos que esta gente já não tem face a perder, perdida que foi há muito e que esta ADD começou de forma trapalhona e que estrebucha agora num estertor final de forma ainda mais trapalhona.
É o que se vê. A palhaçada é total.
Ficha de auto-avaliação permitirá ser classificado
por PEDRO SOUSA TAVARES
Hoje
Isabel Alçada insiste na aplicação da lei, mas deixa aberta a porta a solução que inclua quem não entregou objectivos individuais. Mesmo quem não preencheu ficha de auto-avaliação pode, em teoria, fazê-lo ainda até ao final do ano.
O Ministério da Educação deverá viabilizar uma solução, para a avaliação de desempenho dos últimos dois anos, que permita às escolas classificarem todos os docentes que tenham entregue, pelo menos, as fichas de auto-avaliação.
É esta, soube o DN, a interpretação que pode ser dada às declarações deste sábado de Isabel Alçada, quando afirmou que "os professores que entregaram elementos para a avaliação serão todos avaliados".
Oficialmente, a ministra nunca se antecipará no anúncio de que os professores que não entregaram objectivos individuais poderão ser classificados e progredir na carreira. Até porque essa é uma questão que fará parte das negociações agora iniciadas com os sindicatos de professores.
Mas ao aceitar integrar na avaliação todos os que "entregaram elementos", Isabel Alçada já está a deixar uma porta aberta aos professores que recusaram definir objectivos, mas não fizeram o mesmo em relação à auto-avaliação.
Maximizar números
Em termos práticos, esta solução tem inúmeras vantagens em relação a uma posição de intransigência em torno dos objectivos.
Para começar, evita-se um novo problema: o que fazer aos largos milhares de professores, entre os cerca de 60 mil já avaliados, que as escolas classificaram mesmo sem terem entregue esse documento. Recorde-se que muitas direcções escolares entenderam que os próprios projectos curriculares poderiam servir essa finalidade.
Por outro lado, seria dada resposta parcial à exigência dos sindicatos de que os professores não sejam prejudicados na sequência do ciclo avaliativo que termina em Dezembro. Uma condição essencial - a par do fim da divisão entre professores e titulares -para o sucesso das negociações em torno dos novos estatutos da carreira (ECD) e modelo de avaliação.
De referir que, vários pareceres jurídicos defendem que o único acto obrigatório para os professores é a auto-avaliação, prevista no Estatuto da Carreira Docente de 2007. Os objectivos só foram introduzidos no modelo de avaliação, entretanto reduzido à figura de regime transitório. Ou seja: o Governo não deixará de cumprir a promessa de "aplicar a lei" se optar por se cingir ao ECD.
Além disso, com as "simplificações" de que foi alvo, a avaliação pelas escolas está actualmente reduzida a aspectos - como a assiduidade, participação em projectos da escola e contactos com a comunidade - que podem ser enquadrados sem necessidade de objectivos individuais.
Segunda oportunidade?
É certo que, embora em número muito inferior, há ainda situações de professores que nem sequer entregaram a ficha de auto-avaliação. Ou por opção própria ou porque as escolas não lhes permitiram fazê-lo, invocando... a falta de objectivos.
Mas também em relação a estes parecem haver alguns sinais de flexibilidade.
Nas suas declarações, a ministra tem frequentemente frisado que o processo se mantém até Dezembro. Ou seja: não existe, à partida, nada que impeça as escolas de convidarem quem ainda não entregou a auto-avaliação a fazê-lo agora.
De resto, ao que apurou o DN, só na última semana, alguns milhares de professores terão cumprido essa etapa.
Daqui.
Vale tudo na tentativa desesperada de não perder a face, mesmo que completamente disforme, perante a opinião pública. Vale tudo para, no final, Sócrates poder afirmar "Avaliamos os professores!"
Mas "nós" sabemos que esta gente já não tem face a perder, perdida que foi há muito e que esta ADD começou de forma trapalhona e que estrebucha agora num estertor final de forma ainda mais trapalhona.
É o que se vê. A palhaçada é total.
Ficha de auto-avaliação permitirá ser classificado
por PEDRO SOUSA TAVARES
Hoje
Isabel Alçada insiste na aplicação da lei, mas deixa aberta a porta a solução que inclua quem não entregou objectivos individuais. Mesmo quem não preencheu ficha de auto-avaliação pode, em teoria, fazê-lo ainda até ao final do ano.
O Ministério da Educação deverá viabilizar uma solução, para a avaliação de desempenho dos últimos dois anos, que permita às escolas classificarem todos os docentes que tenham entregue, pelo menos, as fichas de auto-avaliação.
É esta, soube o DN, a interpretação que pode ser dada às declarações deste sábado de Isabel Alçada, quando afirmou que "os professores que entregaram elementos para a avaliação serão todos avaliados".
Oficialmente, a ministra nunca se antecipará no anúncio de que os professores que não entregaram objectivos individuais poderão ser classificados e progredir na carreira. Até porque essa é uma questão que fará parte das negociações agora iniciadas com os sindicatos de professores.
Mas ao aceitar integrar na avaliação todos os que "entregaram elementos", Isabel Alçada já está a deixar uma porta aberta aos professores que recusaram definir objectivos, mas não fizeram o mesmo em relação à auto-avaliação.
Maximizar números
Em termos práticos, esta solução tem inúmeras vantagens em relação a uma posição de intransigência em torno dos objectivos.
Para começar, evita-se um novo problema: o que fazer aos largos milhares de professores, entre os cerca de 60 mil já avaliados, que as escolas classificaram mesmo sem terem entregue esse documento. Recorde-se que muitas direcções escolares entenderam que os próprios projectos curriculares poderiam servir essa finalidade.
Por outro lado, seria dada resposta parcial à exigência dos sindicatos de que os professores não sejam prejudicados na sequência do ciclo avaliativo que termina em Dezembro. Uma condição essencial - a par do fim da divisão entre professores e titulares -para o sucesso das negociações em torno dos novos estatutos da carreira (ECD) e modelo de avaliação.
De referir que, vários pareceres jurídicos defendem que o único acto obrigatório para os professores é a auto-avaliação, prevista no Estatuto da Carreira Docente de 2007. Os objectivos só foram introduzidos no modelo de avaliação, entretanto reduzido à figura de regime transitório. Ou seja: o Governo não deixará de cumprir a promessa de "aplicar a lei" se optar por se cingir ao ECD.
Além disso, com as "simplificações" de que foi alvo, a avaliação pelas escolas está actualmente reduzida a aspectos - como a assiduidade, participação em projectos da escola e contactos com a comunidade - que podem ser enquadrados sem necessidade de objectivos individuais.
Segunda oportunidade?
É certo que, embora em número muito inferior, há ainda situações de professores que nem sequer entregaram a ficha de auto-avaliação. Ou por opção própria ou porque as escolas não lhes permitiram fazê-lo, invocando... a falta de objectivos.
Mas também em relação a estes parecem haver alguns sinais de flexibilidade.
Nas suas declarações, a ministra tem frequentemente frisado que o processo se mantém até Dezembro. Ou seja: não existe, à partida, nada que impeça as escolas de convidarem quem ainda não entregou a auto-avaliação a fazê-lo agora.
De resto, ao que apurou o DN, só na última semana, alguns milhares de professores terão cumprido essa etapa.
Daqui.
Manifesto Anti...
Manifesto Anti...
Use a sua imaginação e substitua o "Dantas" por...
Sim, pode ser por esse mesmo.
Use a sua imaginação e substitua o "Dantas" por...
Sim, pode ser por esse mesmo.
sábado, 14 de novembro de 2009
Amadeo de Souza-Cardoso
Amadeo de Souza-Cardoso
Um dos maiores pintores portugueses de todos os tempos, por acaso amarantino, não por acaso escorpião, faria hoje 122 anos.
Thanks, Pedro, pela lembrança!
Um dos maiores pintores portugueses de todos os tempos, por acaso amarantino, não por acaso escorpião, faria hoje 122 anos.
Thanks, Pedro, pela lembrança!
Inquérito
Inquérito
Está a decorrer agora mesmo.
Aqui. A pergunta é:
O modelo de avaliação dos professores deve...
E as votações agora mesmo eram...
Ser suspenso:
33%
2644 votos
Ser reformulado:
42%
3386 votos
Ser mantido:
26%
2098 votos
Responde e já! Não percas tempo.
E divulga por e-mail para os teus contactos.
Nota - Com os meus agradecimentos à Em@!
Está a decorrer agora mesmo.
Aqui. A pergunta é:
O modelo de avaliação dos professores deve...
E as votações agora mesmo eram...
Ser suspenso:
33%
2644 votos
Ser reformulado:
42%
3386 votos
Ser mantido:
26%
2098 votos
Responde e já! Não percas tempo.
E divulga por e-mail para os teus contactos.
Nota - Com os meus agradecimentos à Em@!
Programa Nacional de Barragens
Albufeira do Tâmega - Canguido - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
Programa Nacional de Barragens
Confesso que esta teoria, agora posta a circular por António Neves de Carvalho, que considera "que as novas infraestruturas vão ajudar a alcançar esse objectivo" de cumprir a directiva europeia sobre a qualidade da água, a que Portugal está obrigado até 2015, é original.
Tiro-lhe o meu chapéu pela criatividade revelada. E informo-o que já rebolei de tanto rir.
E só acrescento que, nos dias que correm, qualquer teoria, sobre o que quer que seja, não apanhará ninguém desprevenido.
Porque, nos dias que correm, tudo, mas mesmo tudo, é possível!
Entretanto não posso deixar de convidar António Neves de Carvalho para uma banhoca no Tâmega.
EDP contesta criticas da UE sobre Plano Nacional de Barragens
"A EDP não acredita que as críticas que chegaram da União Europeia venham a pôr em causa o Plano Nacional de Barragens. É a primeira vez que empresa comenta o relatório encomendado por Bruxelas para avaliar o alargamento do sistema hidroeléctrico português.
Jornalista da TSF, Artur Carvalho, registou os argumentos do director nacional da EDP que contesta relatório da UE
No documento afirma-se que o caderno definido pelo Governo ameaça as metas europeias para a qualidade da água, assim como a biodiversidade nos locais onde as barragens vão ser construídas, mas estes são reparos que a EDP contesta.
A eléctrica nacional, que ganhou a construção de três das sete barragens já atribuídas, está segura de que o processo é sólido e que o relatório dos peritos não vai pôr em causa a sua execução.
António Neves de Carvalho, o director nacional da EDP para a área da sustentabilidade e ambiente diz que as criticas reveladas esta semana não fazem a empresa temer que o processo tenha de voltar à estaca zero.
O responsável da EDP contesta o aviso feito no relatório de que as novas barragens colocam em risco o cumprimento por parte de Portugal da directiva europeia sobre a qualidade da água que deve ser cumprida até 2015.
António Neves de Carvalho considera, ao contrário, que as novas infraestruturas vão ajudar a alcançar esse objectivo e portanto o director da eléctrica nacional considera que só pode haver uma grande dose de equívocos entre Lisboa e Bruxelas.
Este é um excerto da entrevista feita numa emissão especial Terra-a-Terra- Energia da Água, que vai passar na antena da TSF no próximo domingo das 9h às 11h."
in TSF - 13 de Novembro de 2009
Páginas Web - Google
Páginas Web - Google
A minha primeira página de recursos pedagógicos, em PowerPoint, viu a luz do dia em Julho de 2007 e resultou da resposta aos pedidos insistentes, por parte dos meus alunos à época, para que publicasse os recursos que ia elaborando para as minhas aulas de História.
Pois esta página, que ainda pode ser visitada em http://anabelapmatias.googlepages.com/home, tem os dias contados. Não por mim, mas pela Google.
Com efeito, entraram em contacto comigo via e-mail, já há uns bons meses, informando-me do desaparecimento dos sites alojados no googlepages e da sua substituição pelos sites alojados em googlesites. Informaram-me ainda que se encarregariam da migração dos conteúdos e pediram-me apenas que os gravasse porque na migração poderia perder algum conteúdo.
Confesso que não gosto de deixar o destino de páginas que são minhas nas mãos de desconhecidos e este último Verão resolvi meter pés ao caminho, que continuo a gostar deles, e resolvi explorar as novas páginas da Google que encontrei muito mais versáteis que as anteriores e a possibilitarem uma arrumação de conteúdos muito mais lógica e confortável.
É claro que não sendo de informática, e não tendo grandes conhecimentos nesta coisa das páginas web, tenho andado para aqui literalmente às apalpadelas, completamente só, experimenta daqui, limpa acolá, caixote do lixo com isto, aproveito só aquilo, até compreender o mecanismo da coisa e estabilizar num modelo que me agradou e que mantém uma imagem que é a minha, sempre sempre com o preto como pano de fundo.
O esqueleto da página, que mantém o espírito da anterior, está já montado, e tenho andado por aqui a revesti-lo com os conteúdos das minhas apresentações em PowerPoint, já remodeladas para este ano lectivo, que eu sou hiperactiva e estou sempre insatisfeita com o produto do meu trabalho, achando que posso sempre fazer mais e melhor.
A nova página, que está em crescimento e que irá ganhar forma durante este ano lectivo, pode ser já visitada em http://sites.google.com/site/anabelapmatias1/ e aqui poderão encontrar as apresentações em PowerPoint já reformuladas, das aulas que já leccionei de 7º ano, referentes ao Paleolítico, ao Neolítico e ao Egipto.
Optei agora por outra organização das apresentações, muito mais confortável para mim e para os meus alunos.
Inicialmente organizadas por temas, as apresentações estão agora organizadas aula a aula, com sumários e tudo. Só lá não estão explícitas as minhas estratégias, que as tenho, para manter os meus alunos de olhos bem abertos, presos ao conforto de aulas agradáveis, participadas, felizes.
"Ó professora, hoje vamos ver múmias?"
Pois viram. Trouxe-as comigo, fotografadas, de Leiden, na Holanda, onde se situa o museu com a sétima maior colecção de artefactos do Antigo Egipto. Uma beleza!
Entretanto sinto-me frustrada por não conseguir fazer o mesmo para o oitavo ano, por manifesta falta de tempo. Com efeito, estas apresentações, elaboradas para o oitavo ano de escolaridade, clamam por uma outra ordem e organização que não sei se lhes poderei dar nos tempos mais próximos. A ver vamos.
É que ainda tenho outra página que aloja o meu Portefólio Digital a dar-me trabalho continuado. Não abdico dele. Nasceu antes de mo exigirem para depois deixarem de mo exigir durante a palhaçada da ADD. Não me rejo por palhaçadas. E não dobro perante a mesquinhez. Mesmo correndo o risco de ser acusada de estar a trabalhar para o excelente por quem não tem nenhum trabalho original para apresentar e por quem não se fez ouvir na luta contra a ADD. Estou a lembrar-me, é claro, do meu percurso pela ESA e das palhaçadas que por lá aconteceram e que estouraram aqui.
Não desisto da partilha. Quem frequenta este blogue há mais tempo sabe-o muito bem.
Partilho o que puder, o que souber, sempre na esperança de poder ser útil a outros.
Vai daí também partilho o meu portefólio na Net em http://sites.google.com/site/anabelapmatias2/ sendo que esta é a nova página que substituirá a antiga, aberta em Fevereiro de 2008 no endereço http://anabelapmatias1.googlepages.com/home.
Sou Escorpião. Não desisto de lutar por aquilo em que acredito.
Além do mais não me esqueço da responsabilidade de ser
"Miss PowerPoint" e "Menina do Portefólio"!
A minha primeira página de recursos pedagógicos, em PowerPoint, viu a luz do dia em Julho de 2007 e resultou da resposta aos pedidos insistentes, por parte dos meus alunos à época, para que publicasse os recursos que ia elaborando para as minhas aulas de História.
Pois esta página, que ainda pode ser visitada em http://anabelapmatias.googlepages.com/home, tem os dias contados. Não por mim, mas pela Google.
Com efeito, entraram em contacto comigo via e-mail, já há uns bons meses, informando-me do desaparecimento dos sites alojados no googlepages e da sua substituição pelos sites alojados em googlesites. Informaram-me ainda que se encarregariam da migração dos conteúdos e pediram-me apenas que os gravasse porque na migração poderia perder algum conteúdo.
Confesso que não gosto de deixar o destino de páginas que são minhas nas mãos de desconhecidos e este último Verão resolvi meter pés ao caminho, que continuo a gostar deles, e resolvi explorar as novas páginas da Google que encontrei muito mais versáteis que as anteriores e a possibilitarem uma arrumação de conteúdos muito mais lógica e confortável.
É claro que não sendo de informática, e não tendo grandes conhecimentos nesta coisa das páginas web, tenho andado para aqui literalmente às apalpadelas, completamente só, experimenta daqui, limpa acolá, caixote do lixo com isto, aproveito só aquilo, até compreender o mecanismo da coisa e estabilizar num modelo que me agradou e que mantém uma imagem que é a minha, sempre sempre com o preto como pano de fundo.
O esqueleto da página, que mantém o espírito da anterior, está já montado, e tenho andado por aqui a revesti-lo com os conteúdos das minhas apresentações em PowerPoint, já remodeladas para este ano lectivo, que eu sou hiperactiva e estou sempre insatisfeita com o produto do meu trabalho, achando que posso sempre fazer mais e melhor.
A nova página, que está em crescimento e que irá ganhar forma durante este ano lectivo, pode ser já visitada em http://sites.google.com/site/anabelapmatias1/ e aqui poderão encontrar as apresentações em PowerPoint já reformuladas, das aulas que já leccionei de 7º ano, referentes ao Paleolítico, ao Neolítico e ao Egipto.
Optei agora por outra organização das apresentações, muito mais confortável para mim e para os meus alunos.
Inicialmente organizadas por temas, as apresentações estão agora organizadas aula a aula, com sumários e tudo. Só lá não estão explícitas as minhas estratégias, que as tenho, para manter os meus alunos de olhos bem abertos, presos ao conforto de aulas agradáveis, participadas, felizes.
"Ó professora, hoje vamos ver múmias?"
Pois viram. Trouxe-as comigo, fotografadas, de Leiden, na Holanda, onde se situa o museu com a sétima maior colecção de artefactos do Antigo Egipto. Uma beleza!
Entretanto sinto-me frustrada por não conseguir fazer o mesmo para o oitavo ano, por manifesta falta de tempo. Com efeito, estas apresentações, elaboradas para o oitavo ano de escolaridade, clamam por uma outra ordem e organização que não sei se lhes poderei dar nos tempos mais próximos. A ver vamos.
É que ainda tenho outra página que aloja o meu Portefólio Digital a dar-me trabalho continuado. Não abdico dele. Nasceu antes de mo exigirem para depois deixarem de mo exigir durante a palhaçada da ADD. Não me rejo por palhaçadas. E não dobro perante a mesquinhez. Mesmo correndo o risco de ser acusada de estar a trabalhar para o excelente por quem não tem nenhum trabalho original para apresentar e por quem não se fez ouvir na luta contra a ADD. Estou a lembrar-me, é claro, do meu percurso pela ESA e das palhaçadas que por lá aconteceram e que estouraram aqui.
Não desisto da partilha. Quem frequenta este blogue há mais tempo sabe-o muito bem.
Partilho o que puder, o que souber, sempre na esperança de poder ser útil a outros.
Vai daí também partilho o meu portefólio na Net em http://sites.google.com/site/anabelapmatias2/ sendo que esta é a nova página que substituirá a antiga, aberta em Fevereiro de 2008 no endereço http://anabelapmatias1.googlepages.com/home.
Sou Escorpião. Não desisto de lutar por aquilo em que acredito.
Além do mais não me esqueço da responsabilidade de ser
"Miss PowerPoint" e "Menina do Portefólio"!
Heresias
Heresias
12 Novembro 2009 - 00h30
Heresias
Farto, farto, farto!
Estou farto de uma Justiça talhada para que a verdade dos factos se perca no emaranhado burocrático dos tribunais. Estou farto das guerras deprimentes entre Noronha do Nascimento (STJ) e Pinto Monteiro (PGR) que só revelam – para além da obsessiva sua cegueira – falta de grandeza humana para as funções tão elevadas que ocupam.
Estou farto de um primeiro-ministro que saltita alegremente por entre casos suspeitos e nauseabundos (licenciatura, Cova da Beira, as casas beirãs, os apartamentos lisboetas, o Freeport, e, agora, a ‘Face Oculta’). Estou farto do seu tom de mártir improvável, do seu ar postiço de quem é permanentementeinjustiçado por todos aqueles que não confiam nas suas pseudo-justificações. No fundo, estou farto desta III República.
Carlos de Abreu Amorim, Jurista
Quanto a mim... confesso que também estou farta, farta, farta!
Há mais alguém por aí?
12 Novembro 2009 - 00h30
Heresias
Farto, farto, farto!
Estou farto de uma Justiça talhada para que a verdade dos factos se perca no emaranhado burocrático dos tribunais. Estou farto das guerras deprimentes entre Noronha do Nascimento (STJ) e Pinto Monteiro (PGR) que só revelam – para além da obsessiva sua cegueira – falta de grandeza humana para as funções tão elevadas que ocupam.
Estou farto de um primeiro-ministro que saltita alegremente por entre casos suspeitos e nauseabundos (licenciatura, Cova da Beira, as casas beirãs, os apartamentos lisboetas, o Freeport, e, agora, a ‘Face Oculta’). Estou farto do seu tom de mártir improvável, do seu ar postiço de quem é permanentementeinjustiçado por todos aqueles que não confiam nas suas pseudo-justificações. No fundo, estou farto desta III República.
Carlos de Abreu Amorim, Jurista
Quanto a mim... confesso que também estou farta, farta, farta!
Há mais alguém por aí?
SIC - 10 de Novembro
SIC - 10 de Novembro
Com os meus agradecimentos à Patrícia Nogueira pela excelente peça jornalística, já transmitida no programa "Nós por cá" e que, no passado dia 10, teve honras de noticiário.
Nós, aqui por Amarante, estamos no centrinho do furacão com a construção prevista, mas que tudo faremos por travar, da barragem de Fridão, 6 Km a montante da cidade.
Com os meus agradecimentos à Patrícia Nogueira pela excelente peça jornalística, já transmitida no programa "Nós por cá" e que, no passado dia 10, teve honras de noticiário.
Nós, aqui por Amarante, estamos no centrinho do furacão com a construção prevista, mas que tudo faremos por travar, da barragem de Fridão, 6 Km a montante da cidade.
O Governo e as Barragens
O Governo e as Barragens
Ou será antes o Desgoverno e as Barragens?
Pois! Também me parece.
Economia
Bruxelas aponta falhas no Programa Nacional de Barragens Um relatório encomendado pela Comissão Europeia refere que os impactos e a verdadeira necessidade do programa nacional de barragens português foram mal avaliados.
De acordo com a Sic Notícias, que veicula a informação, o documento refere que ficaram estudos por fazer como aqueles para avaliar os impactos das novas barragens na qualidade da água.
Na bacia hidrográfica do Douro, por exemplo, a construção de cinco novas barragens “irá deteriorar significativamente” a qualidade da água.
O governo já adjudicou a maior parte das construção referentes ao plano, uma das bandeiras do actual governo socialista. O Ministério do Ambiente esclarece à SIC que já conhece o conteúdo do relatório desde Junho.
O relatório avisa ainda que caso Portugal concretize todas os dez aproveitamentos hidroeléctricos previstos no Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico, irá falhar o cumprimento da directiva europeia sobre a qualidade da água.“Considerando a relação custo-benefício é difícil compreender esta decisão”, sustentam ainda os investigadores, citados pela mesma cadeia televisiva.
No Programa de Governo, apresentado e discutido na semana passada na Assembleia da República, a “implementação do Plano Nacional de Barragens” consta na alínea dedicada à energia hídrica do capítulo sobre a “revolução energética”.
O Executivo de José Sócrates definiu como meta para a energia hídrica o aumento da actual potência hidroeléctrica instalada, ambicionando cumprir a redução de 54% para 33% do potencial hidroeléctrico por aproveitar até 2020.
António Larguesa, in Jornal de Negócios Online - 11 de Novembro de 2009
Ou será antes o Desgoverno e as Barragens?
Pois! Também me parece.
Economia
Bruxelas aponta falhas no Programa Nacional de Barragens Um relatório encomendado pela Comissão Europeia refere que os impactos e a verdadeira necessidade do programa nacional de barragens português foram mal avaliados.
De acordo com a Sic Notícias, que veicula a informação, o documento refere que ficaram estudos por fazer como aqueles para avaliar os impactos das novas barragens na qualidade da água.
Na bacia hidrográfica do Douro, por exemplo, a construção de cinco novas barragens “irá deteriorar significativamente” a qualidade da água.
O governo já adjudicou a maior parte das construção referentes ao plano, uma das bandeiras do actual governo socialista. O Ministério do Ambiente esclarece à SIC que já conhece o conteúdo do relatório desde Junho.
O relatório avisa ainda que caso Portugal concretize todas os dez aproveitamentos hidroeléctricos previstos no Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico, irá falhar o cumprimento da directiva europeia sobre a qualidade da água.“Considerando a relação custo-benefício é difícil compreender esta decisão”, sustentam ainda os investigadores, citados pela mesma cadeia televisiva.
No Programa de Governo, apresentado e discutido na semana passada na Assembleia da República, a “implementação do Plano Nacional de Barragens” consta na alínea dedicada à energia hídrica do capítulo sobre a “revolução energética”.
O Executivo de José Sócrates definiu como meta para a energia hídrica o aumento da actual potência hidroeléctrica instalada, ambicionando cumprir a redução de 54% para 33% do potencial hidroeléctrico por aproveitar até 2020.
António Larguesa, in Jornal de Negócios Online - 11 de Novembro de 2009
O Governo e as Barragens
O Governo e as Barragens
COMUNICADO
Declaração do Instituto da Democracia Portuguesa sobre o Programa Nacional de Barragens
Vários programas nacionais energéticos de grande incidência sobre o território têm vindo a embater com uma reacção pública, com origem nas proprias regiões afectadas. Foram, porém, sempre apresentados como factos consumados.O relatório da Comissão Europeia sobre o Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico – Tradução IDP em Anexo – é arrasador, na linha do que vem referindo o IDP e muitos sectores da sociedade civil.Sabe o país agora que a Avaliação Ambiental Estratégica (AAE) do Plano Nacional de Barragens omitiu propositadamente o tratamento de factores críticos tais como a qualidade da água, a perda de biodiversidade, o uso potencial de barragens existentes para a produção de energia (mais de 50 barragens têm agora, outros usos); as adaptações das instalações existentes às centrais hidroeléctricas, o armazenamento bombeado; o potencial das novas tecnologias; o impacto das alterações climáticas (especialmente a água e os recursos); a eventual actualização e remodelação das instalações existentes; a suposição de que a selecção dos projectos em construção e em estudo são aqueles que foram melhor adequado para ser adaptadas ou melhoradas;
Estima-se que a actualização de turbinas e geradores nas hidrolectricas nacionais já existentes deveria permitir um aumento de capacidade entre 173 e 553 MW e estranha-se que a EDP não aposte nesta melhoria de todas as instalações hidreléctricas, especialmente as que operam há mais de 30 anos, e que pode resultar num substancial aumento da capacidade hidroelectrica. Esse, sim, seria um contributo para as energias sustentáveis e não apenas para os negócios de ocasião de empresas cotadas em Bolsa.
O relatório garante que com este Programa, Portugal não conseguirá atingir as metas relativas à qualidade da água, a que está comprometido até ao ano 2015 conforme a Directiva Quadro da Água.
De que serve construir mais barragens, em nome da retenção de água, se as condições de construção das nove (9) barragens mais não farão do que criar outros tantos reservatórios de água deteriorada ?
O relatório europeu refere que houve erros de cálculo inadmissíveis e que, para garantir alguma qualidade dos recursos hídricos, a geração electrica nestas barragens teria de ser reduzida a um terço. Ora, sendo que o Programa Nacional de Barragens já só representava, nos moldes propostos, 3% da geração hidroeléctrica nacional, calcule-se a que se reduziria no caso de se procurar uma coisa tão básica e necessária ao interesse local, regional e nacional como a preservação da qualidade da água.
A barragem de Foz Tua é um erro ecológico, um erro social, um bom negócio para uma empresa pública convertido num desinvestimento para Trás-os-Montes e Alto Douro. Prova-se agora ser uma ferida aberta na Coesão Nacional.Face ao exposto, o IDP pede a suspensão imediata, para revisão séria e profunda, como solicitado pela Comissão Europeia, do vigente Programa Nacional de Barragens.
in Instituto Democracia Portuguesa - 13 de Novembro de 2009
COMUNICADO
Declaração do Instituto da Democracia Portuguesa sobre o Programa Nacional de Barragens
Vários programas nacionais energéticos de grande incidência sobre o território têm vindo a embater com uma reacção pública, com origem nas proprias regiões afectadas. Foram, porém, sempre apresentados como factos consumados.O relatório da Comissão Europeia sobre o Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico – Tradução IDP em Anexo – é arrasador, na linha do que vem referindo o IDP e muitos sectores da sociedade civil.Sabe o país agora que a Avaliação Ambiental Estratégica (AAE) do Plano Nacional de Barragens omitiu propositadamente o tratamento de factores críticos tais como a qualidade da água, a perda de biodiversidade, o uso potencial de barragens existentes para a produção de energia (mais de 50 barragens têm agora, outros usos); as adaptações das instalações existentes às centrais hidroeléctricas, o armazenamento bombeado; o potencial das novas tecnologias; o impacto das alterações climáticas (especialmente a água e os recursos); a eventual actualização e remodelação das instalações existentes; a suposição de que a selecção dos projectos em construção e em estudo são aqueles que foram melhor adequado para ser adaptadas ou melhoradas;
Estima-se que a actualização de turbinas e geradores nas hidrolectricas nacionais já existentes deveria permitir um aumento de capacidade entre 173 e 553 MW e estranha-se que a EDP não aposte nesta melhoria de todas as instalações hidreléctricas, especialmente as que operam há mais de 30 anos, e que pode resultar num substancial aumento da capacidade hidroelectrica. Esse, sim, seria um contributo para as energias sustentáveis e não apenas para os negócios de ocasião de empresas cotadas em Bolsa.
O relatório garante que com este Programa, Portugal não conseguirá atingir as metas relativas à qualidade da água, a que está comprometido até ao ano 2015 conforme a Directiva Quadro da Água.
De que serve construir mais barragens, em nome da retenção de água, se as condições de construção das nove (9) barragens mais não farão do que criar outros tantos reservatórios de água deteriorada ?
O relatório europeu refere que houve erros de cálculo inadmissíveis e que, para garantir alguma qualidade dos recursos hídricos, a geração electrica nestas barragens teria de ser reduzida a um terço. Ora, sendo que o Programa Nacional de Barragens já só representava, nos moldes propostos, 3% da geração hidroeléctrica nacional, calcule-se a que se reduziria no caso de se procurar uma coisa tão básica e necessária ao interesse local, regional e nacional como a preservação da qualidade da água.
A barragem de Foz Tua é um erro ecológico, um erro social, um bom negócio para uma empresa pública convertido num desinvestimento para Trás-os-Montes e Alto Douro. Prova-se agora ser uma ferida aberta na Coesão Nacional.Face ao exposto, o IDP pede a suspensão imediata, para revisão séria e profunda, como solicitado pela Comissão Europeia, do vigente Programa Nacional de Barragens.
in Instituto Democracia Portuguesa - 13 de Novembro de 2009
Para começo de novo dia até que não está nada mal
Para começo de novo dia até que não está nada mal
Ora leia esta notícia com atenção.
O que lhe parece?
Pois é! A mim também me parece!
TC diz que houve violações flagrantes à lei nos contratos das auto-estradas
Por Graça Rosendo
O Tribunal de Contas fez dois acórdãos demolidores sobre as auto-estradas Transmontana e do Douro Litoral, dizendo-se «perplexo» por o Estado ter prescindido de receber 430 milhões de euros, avança a edição do SOL desta sexta-feiraA Empresa pública Estradas de Portugal prescindiu de receber 430 milhões de euros da Soares da Costa e da Mota-Engil, com a adjudicação a estas duas empresas da construção e exploração das novas auto-estradas Transmontana e do Douro Litoral.
A revelação é feita pelo Tribunal de Contas (TC) nos acórdãos, aprovados na semana passada, em que é recusado o visto prévio aos dois contratos destas subconcessões.
Os conselheiros do TC consideram que «este facto não pode deixar de suscitar perplexidade», até porque não foi justificado pela Estradas de Portugal (EP), apesar das dúvidas levantadas pelo tribunal.
O problema, revela ainda o TC, é que o facto de a Soares da Costa (no concurso da Transmontana) e a Mota-Engil (na Douro Litoral) terem incluído nas suas propostas iniciais o pagamento à EP, respectivamente, de 230 e 200 milhões de euros, fez com que estas empresas obtivessem uma classificação melhor que as suas concorrentes, acabando por ser, por isso, seleccionadas para a fase final da negociação nos respectivos concursos.
Aliás, foi a ambas que a EP adjudicou as obras – aceitando, no entanto, propostas finais destas empresas nas quais já não constava qualquer pagamento deste tipo.
graca.rosendo@sol.pt
Daqui.
Pois é! A mim também me parece.
Ora leia esta notícia com atenção.
O que lhe parece?
Pois é! A mim também me parece!
TC diz que houve violações flagrantes à lei nos contratos das auto-estradas
Por Graça Rosendo
O Tribunal de Contas fez dois acórdãos demolidores sobre as auto-estradas Transmontana e do Douro Litoral, dizendo-se «perplexo» por o Estado ter prescindido de receber 430 milhões de euros, avança a edição do SOL desta sexta-feiraA Empresa pública Estradas de Portugal prescindiu de receber 430 milhões de euros da Soares da Costa e da Mota-Engil, com a adjudicação a estas duas empresas da construção e exploração das novas auto-estradas Transmontana e do Douro Litoral.
A revelação é feita pelo Tribunal de Contas (TC) nos acórdãos, aprovados na semana passada, em que é recusado o visto prévio aos dois contratos destas subconcessões.
Os conselheiros do TC consideram que «este facto não pode deixar de suscitar perplexidade», até porque não foi justificado pela Estradas de Portugal (EP), apesar das dúvidas levantadas pelo tribunal.
O problema, revela ainda o TC, é que o facto de a Soares da Costa (no concurso da Transmontana) e a Mota-Engil (na Douro Litoral) terem incluído nas suas propostas iniciais o pagamento à EP, respectivamente, de 230 e 200 milhões de euros, fez com que estas empresas obtivessem uma classificação melhor que as suas concorrentes, acabando por ser, por isso, seleccionadas para a fase final da negociação nos respectivos concursos.
Aliás, foi a ambas que a EP adjudicou as obras – aceitando, no entanto, propostas finais destas empresas nas quais já não constava qualquer pagamento deste tipo.
graca.rosendo@sol.pt
Daqui.
Pois é! A mim também me parece.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
E por falar em marcas...
E por falar em marcas...
... lembrei-me desta.
Senhores políticos, façam o favor de seguir o exemplo!
... lembrei-me desta.
Senhores políticos, façam o favor de seguir o exemplo!
Última Hora!
Última Hora!
"Isto está a passar todas as marcas"
José Sócrates
Correcção automática:
"Já passou mesmo todas as marcas"
Anabela Magalhães
Correcção automática:
"Já não tem marcas!"
Hélio Matias
"Isto está a passar todas as marcas"
José Sócrates
Correcção automática:
"Já passou mesmo todas as marcas"
Anabela Magalhães
Correcção automática:
"Já não tem marcas!"
Hélio Matias
"Sleeping mode"

E eu sei lá a autoria desta fotografia!
"Sleeping mode"
Acho que vou seguir a Cristina Leopardo... perdão, Leonardo!
Sleeping mode.
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