sábado, 25 de agosto de 2012

A Palavra a Juan José Millas - Um Canhão Pelo Cú


A Palavra a Juan José Millas - Um Canhão Pelo Cú
 
Hoje transcrevo um excelente texto de Juan José Millas publicado no El País.
Em jeito de conclusão este mundo terá de dar uma grande volta... a bem... ou a mal.
Eu preferia a primeira via... mas, francamente, pelo rumo seguido, não me parece coisa viável.
 
"Se percebemos bem - e não é fácil, porque somos um bocado tontos -, a economia financeira é a economia real do senhor feudal sobre o servo, do amo sobre o escravo, da metrópole sobre a colónia, do capitalista manchesteriano sobre o trabalhador explorado. A economia financeira é o inimigo da classe da economia real, com a qual brinca como um porco ocidental com corpo de criança num bordel asiático.
Esse porco filho da puta pode, por exemplo, fazer com que a tua produção de trigo se valorize ou desvalorize dois anos antes de sequer ser semeada. Na verdade, pode comprar-te, sem que tu saibas da operação, uma colheita inexistente e vendê-la a um terceiro, que a venderá a um quarto e este a um quinto, e pode conseguir, de acordo com os seus interesses, que durante esse processo delirante o preço desse trigo quimérico dispare ou se afunde sem que tu ganhes mais caso suba, apesar de te deixar na merda se descer.
Se o preço baixar demasiado, talvez não te compense semear, mas ficarás endividado sem ter o que comer ou beber para o resto da tua vida e podes até ser preso ou condenado à forca por isso, dependendo da região geográfica em que estejas - e não há nenhuma segura. É disso que trata a economia financeira.
Para exemplificar, estamos a falar da colheita de um indivíduo, mas o que o porco filho da puta compra geralmente é um país inteiro e ao preço da chuva, um país com todos os cidadãos dentro, digamos que com gente real que se levanta realmente às seis da manhã e se deita à meia-noite. Um país que, da perspetiva do terrorista financeiro, não é mais do que um jogo de tabuleiro no qual um conjunto de bonecos Playmobil andam de um lado para o outro como se movem os peões no Jogo da Glória.
A primeira operação do terrorista financeiro sobre a sua vítima é a do terrorista convencional: o tiro na nuca. Ou seja, retira-lhe todo o caráter de pessoa, coisifica-a. Uma vez convertida em coisa, pouco importa se tem filhos ou pais, se acordou com febre, se está a divorciar-se ou se não dormiu porque está a preparar-se para uma competição. Nada disso conta para a economia financeira ou para o terrorista económico que acaba de pôr o dedo sobre o mapa, sobre um país - este, por acaso -, e diz "compro" ou "vendo" com a impunidade com que se joga Monopólio e se compra ou vende propriedades imobiliárias a fingir.
Quando o terrorista financeiro compra ou vende, converte em irreal o trabalho genuíno dos milhares ou milhões de pessoas que antes de irem trabalhar deixaram na creche pública - onde estas ainda existem - os filhos, também eles produto de consumo desse exército de cabrões protegidos pelos governos de meio mundo mas sobreprotegidos, desde logo, por essa coisa a que chamamos Europa ou União Europeia ou, mais simplesmente, Alemanha, para cujos cofres estão a ser desviados neste preciso momento, enquanto lê estas linhas, milhares de milhões de euros que estavam nos nossos cofres.
E não são desviados num movimento racional, justo ou legítimo, são-no num movimento especulativo promovido por Merkel com a cumplicidade de todos os governos da chamada zona euro.
Tu e eu, com a nossa febre, os nossos filhos sem creche ou sem trabalho, o nosso pai doente e sem ajudas, com os nossos sofrimentos morais ou as nossas alegrias sentimentais, tu e eu já fomos coisificados por Draghi, por Lagarde, por Merkel, já não temos as qualidades humanas que nos tornam dignos da empatia dos nossos semelhantes. Somos simples mercadoria que pode ser expulsa do lar de idosos, do hospital, da escola pública, tornámo-nos algo desprezível, como esse pobre tipo a quem o terrorista, por antonomásia, está prestes a dar um tiro na nuca em nome de Deus ou da pátria.
A ti e a mim, estão a pôr nos carris do comboio uma bomba diária chamada prémio de risco, por exemplo, ou juros a sete anos, em nome da economia financeira. Avançamos com ruturas diárias, massacres diários, e há autores materiais desses atentados e responsáveis intelectuais dessas ações terroristas que passam impunes entre outras razões porque os terroristas vão a eleições e até ganham, e porque há atrás deles importantes grupos mediáticos que legitimam os movimentos especulativos de que somos vítimas.
A economia financeira, se começamos a perceber, significa que quem te comprou aquela colheita inexistente era um cabrão com os documentos certos. Terias tu liberdade para não vender? De forma alguma. Tê-la-ia comprado ao teu vizinho ou ao vizinho deste. A atividade principal da economia financeira consiste em alterar o preço das coisas, crime proibido quando acontece em pequena escala, mas encorajado pelas autoridades quando os valores são tamanhos que transbordam dos gráficos.
Aqui se modifica o preço das nossas vidas todos os dias sem que ninguém resolva o problema, ou mais, enviando as autoridades para cima de quem tenta fazê-lo. E, por Deus, as autoridades empenham-se a fundo para proteger esse filho da puta que te vendeu, recorrendo a um esquema legalmente permitido, um produto financeiro, ou seja, um objeto irreal no qual tu investiste, na melhor das hipóteses, toda a poupança real da tua vida. Vendeu fumaça, o grande porco, apoiado pelas leis do Estado que são as leis da economia financeira, já que estão ao seu serviço.
Na economia real, para que uma alface nasça, há que semeá-la e cuidar dela e dar-lhe o tempo necessário para se desenvolver. Depois, há que a colher, claro, e embalar e distribuir e faturar a 30, 60 ou 90 dias. Uma quantidade imensa de tempo e de energia para obter uns cêntimos que terás de dividir com o Estado, através dos impostos, para pagar os serviços comuns que agora nos são retirados porque a economia financeira tropeçou e há que tirá-la do buraco. A economia financeira não se contenta com a mais-valia do capitalismo clássico, precisa também do nosso sangue e está nele, por isso brinca com a nossa saúde pública e com a nossa educação e com a nossa justiça da mesma forma que um terrorista doentio, passo a redundância, brinca enfiando o cano da sua pistola no rabo do sequestrado.
Há já quatro anos que nos metem esse cano pelo rabo. E com a cumplicidade dos nossos."
 
Juan José Millas

Quem Tem Amigos Tem Tudo e Ai Portugal Portugal!

Trás-os-Montes - Bragança - Portugal
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães
 
Quem Tem Amigos Tem Tudo e Ai Portugal Portugal!

Maravilhosamente instalada numa casa de "Turismo Rural de Amigos", a quem agradeço do coração a hospitalidade que só eles sabem dar, desfrutei das terras sossegadas e quentes de Trás-os Montes, algures nos arrabaldes de Bragança. De facto, quem tem amigos tem tudo.

Quantos habitantes tem a aldeia? - perguntei eu já adivinhando... pois nem vinte!... foi a resposta entre sorrisos e uma expressão de evidência evidente, passo o pleonasmo... e a coisa está assim com aldeias e vilas despovoadas até dizer chega, um pouco por todo o interior de um país desequilibrado e sem coesão. Dez aqui, vinte acolá... nas aldeias... sessenta em vilas belíssimas... quase tudo a precisar de socorro... quem lhes acode, a estas aldeias e vilas deste Portugal profundo? Quem acode a este interior moribundo? Meia dúzia de corajosos? E chegará? Com o governo a desfazer, a desfazer, a encerrar, a encerrar?

"Ai Portugal Portugal... tens o pé numa galera... e outro no fundo do mar..."

Muros Meus



Muros Meus - Serra da Aboboreira - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães
 
 
Muros Meus

Avançam, devagar devagarinho. Muito devagarinho. Mas avançam.
As fotografias, tiradas com uns poucos dias de intervalo, dão conta disso mesmo. O trabalho é árduo e eu não tenho formação de pedreira... nem a força dos pedreiros... muito embora não me esqueça que se me derem um ponto de apoio eu moverei o mundo... não é assim?
Todo o muro novo era inexistente com excepção das duas pedras grandes que arrancam do solo, à esquerda na fotografia. Tudo o resto foi por mim construído num trabalho que começa por retirar a terra acumulada durante anos numa preparação primeira do terreno que vai receber as pedras. Por vezes tenho agradáveis surpresas... e lá me aparecem umas quantas pedras já colocadas no sítio certo porque o que eu imagino ao olhar para os meus muros inacabados também já outro alguém, lá muito atrás no tempo, imaginou um dia... e passou à acção ou no alinhamento dos muros não apareceria pedra alguma às minhas cavadelas. Fico contente por assim ser, por assim ver a continuidade de um trabalho que alguém começou e eu, por certo, acabarei... se me for dado tempo em quantidade suficiente.... e eu preciso de muito...
É claro que daqui a uma meia dúzia de anos ninguém conseguirá distinguir o que por mim foi feito e o pré-existente pois os musgos e os líquenes farão o seu trabalho... tal como já o fizeram no muro de cima, por mim terminado e hoje absolutamente harmonioso.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Em Consolidação

Em Consolidação

Sem comentários.

Asco

Asco

Parece que os fuzilamentos estão na moda. Triste e nojenta moda que nos chega dos quatro cantos do globo e que nos deve encher a todos de vergonha. O fuzilado, aqui, é um americano, sem abrigo, com problemas mentais... fuzilado com 46 tiros?!
A humanidade está a desumanizar-se a olhos visto...


Praia Fluvial de Rio Mouro


Praia Fluvial de Rio de Mouro - Minho
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães
 
Praia Fluvial de Rio Mouro

Situa-se nos arrabaldes de Monção, perto do castro de Nossa Senhora da Assunção e vale cada passo da curta descida ao rio por caminhos mais ou menos bem amanhados. A praia fluvial de rio Mouro, descoberta ao acaso, revelar-se-ia paradisíaca, tranquila, apenas aproveitada por meia dúzia de pessoas que, bem cedinho pela manhã, já usufruíam de um sábado refrescante perto/dentro da água gelada que, depois de nascer em Lamas de Mouro, dentro do Parque da Peneda- Gerês, vem por ali abaixo e, calmamente, embrenha-se rio Minho adentro, engrossando-o.
As árvores, nas margens do rio, estão cheias de cordas penduradas que permitem saltos espectaculares para a água, a grande penedia sobranceira ao rio permite o mesmo e é ver a rapaziada corajosa a bater o dente à saída de tão revigorante líquido... que não experimentei, com imensa pena minha, ainda por cima porque quem já se banhou nas águas da maravilhosa praia de Moledo também se banha nas águas transparentes e cristalinas deste rio.
Mas o caminho ainda era longo longo...

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Caminhos Meus


Caminhos Meus - Serra da Aboboreira - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Caminhos Meus

Depois de imaginados pelos meus neurónios irrequietos e de construídos pedra após pedra pelas minhas irrequietas mãos, a última parcela data do ano passado, é agora tempo de tratar deles como se de pequenas jóias se tratassem.
A limpeza faz-se em duas etapas - primeiro uma mais grosseira em que arranco o grosso das infestantes que são tantas que me chegam a tapar completamente os caminhos, depois segue-se uma limpeza finíssima em que os ditos são cuidadosamente limpos das raízes das ervas e posteriormente varridos de vassoura em punho, por moi même, tal e qual como se varresse o meu lar de impurezas indesejadas. Bem sei, podia usar uns produtos químicos xpto que matavam as ervas infestantes em três tempos... mas não, produtos químicos não entram no meu jardim, no Jardim do Escorpião Azul.
Quero-os assim amanhados, os caminhos, e quero a Natureza assim bela e luxuriante, brilhando apenas com plantas autóctones e próprias da serra.
E brilha, aqui, a Natureza? Pois brilha... mas à custa de muito trabalho meu e de muita dedicação e amor pelos caminhos que se traçam e empedram... apenas porque sim... apenas porque sim.

Eu, Amarante e o Tâmega

Quinta-feira, 16 de Agosto de 2012


Eu, Amarante e o Tâmega

O Tâmega e as Suas/Nossas Margens - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Eu, Amarante e o Tâmega

O rio povoa a minha vida desde o meu nascimento, em casa de varanda corrida e generosa de onde se abarcava/abarca toda a largueza do Tâmega, junto ao parque Florestal, mais concretamente onde o rio acelerava, em tempos que já lá vão, para descer o Açude dos Morleiros. Digo acelerava porque agora o Tâmega é quase um lago, de tão parado, que só acelera em Inverno de cheias ou quando abrem as comportas da barragem do Torrão. A maldita!
Entretanto, o rio permanece omnipresente na minha vida e é ver-me, de quando em vez, a percorrer as suas margens, de máquina em punho, clicando de forma a captar as guigas, o arvoredo frondoso composto de muitos plátanos seculares, as águas paradas e calmas, os açudes muitos que por aqui existem, as ilhas e ilhotas espalhadas aqui mesmo onde o Tâmega corta a cidade de Amarante em duas, marcando-a de forma indelével desde tempos imemoriais.

Nota - O blogger não me deixa, o estuporado!, postar as fotografias do meu Tâmega. Logo que o caprichoso se resolva a inverter a decisão... coloco-as aqui mesmo! rsrsrsrsrs...

Nota às 3 horas de Sexta-Feira - Yupi! O blogger desendoidou! Por isso aqui deixo de novo o post, agora compostinho com fotografias tiradas no passado dia 15 de Agosto.

Xutos e Pontapés

Xutos e Pontapés

É para o que está. Para xutos e pontapés. E contentores.

A carga pronta metida em contentores... adeus ó meus amores que me vou... para outro mundo... é uma escolha que se faz... o passado foi lá atrás... a carga pronta metida em contentores... adeus ó meus amores que me vou... para outro mundo... rugem baixinho os motores... deixo a cidade natal... não vou nada mal... e nasce de novo o dia... um pouco de fé...


A Palavra a Álvaro Santos Pereira

A Palavra a Álvaro Santos Pereira

Quem assim fala... não é manco.
E corta carne, corta carne, corta carne...


Horror

Horror

O que é isto? Voltamos à barbárie?
Impossível olhar para as imagens sem sentir um asco profundo por quem assim dispara.


quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Eu, Amarante e o Tâmega

O Tâmega e as Suas/Nossas Margens - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Eu, Amarante e o Tâmega

O rio povoa a minha vida desde o meu nascimento, em casa de varanda corrida e generosa de onde se abarcava toda a largueza do Tâmega, junto ao parque Florestal, mais concretamente onde o rio acelerava para descer o Açude dos Morleiros. Digo acelerava porque agora o Tâmega é quase um lago, de tão parado, que só acelera em Inverno de cheias ou quando abrem as comportas da barragem do Torrão. A maldita!
Entretanto o rio permanece omnipresente na minha vida e é ver-me, de quando em vez, a percorrer as suas margens, de máquina em punho, clicando de forma a captar as guigas, o arvoredo frondoso composto de muitos plátanos seculares, as águas paradas e calmas, os açudes muitos que por aqui existem, as ilhas e ilhotas espalhadas aqui mesmo onde o Tâmega corta a cidade de Amarante em duas, marcando-a de forma indelével desde tempos imemoriais.

Nota - O blogger não me deixa, o estuporado!, postar as fotografias do meu Tâmega. Logo que o caprichoso se resolva a inverter a decisão... coloco-as aqui mesmo! rsrsrsrsrs...

Nota às 3 horas de Sexta-Feira - Yupi! O blogger desendoidou!



quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Adrenalina Pura

Adrenalina Pura

Confesso que sinto um misto de fascínio e terror perante estas alturas desamparadas...
Thanks, Manuel Gonçalves, pela partilha do vídeo impressionante!



Le chemin de VTT le plus dangereux du monde por Spi0n

Porca Miséria

Porca Miséria

"Foi literalmente aos molhos que os funcionários da sede nacional do CDS-PP levaram nos últimos dias de Dezembro de 2004 para o balcão do BES, na Rua do Comércio, em Lisboa, um total de 1.060.250 euros, para depositar na conta do partido. Em apenas quatro dias foram feitos 105 depósitos, todos em notas, de montantes sempre inferiores a 12.500 euros, quantia a partir da qual era obrigatória a comunicação às autoridades de combate à corrupção."
Leia mais aqui.

Pussy Riot - Punk Prayer

Pussy Riot - Punk Prayer

Ora aqui está a melhor maneira de promover uma banda - prender três dos seus membros, fazer um julgamento mediático por motivos ridículos e com possibilidade de pena despropositada e desproporcionada. A sentença será lida na sexta-feira.
Note que as Pussy Riot apenas cantaram uma oração de protesto, dentro de uma igreja ortodoxa, não por acaso mas devido ao caso do apoio declarado do patriarca Kirill ao patriarca... sorry... ao Presidente Putin .
E a oração canta-se em duas penadas. Ora cante!

St. Maria, Virgin, Drive away Putin
Drive away! Drive away Putin!


A Luta Continua pelos Algarves

A Luta Continua pelos Algarves

Parabéns João Vasconcelos! A luta continua. Porque estas histórias das SCUT são anedotas... e isto é para ser muiiiito meiguinha.


terça-feira, 14 de agosto de 2012

O Novo Manuel Pinho?

O Novo Manuel Pinho?

"2013 será um ano de estabilização da economia e do início da recuperação económica"

Pedro Passos Coelho

A Palavra à FENPROF


 A Palavra à FENPROF

Infelizmente, as contas da FENPROF não me parecem muito erradas. A não ser que haja alguma magia...

A Palavra a Adalmiro da Fonseca

A Palavra a Adalmiro da Fonseca

A associação de directores das escolas públicas teme um início do próximo ano lectivo «muito preocupante» com um clima desfavorável ao sucesso escolar e pede que seja dada verdadeira autonomia às escolas para se organizarem.
«Nunca vi os directores tão preocupados com o próximo ano lectivo como neste momento. Ou se dá autonomia completa às escolas para que, com os meios que tiverem, fazerem a sua distribuição ou então vamos ter as escolas com um clima impensável», afirmou à agência Lusa Adalmiro da Fonseca, dirigente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP).
A associação critica a imposição que tem sido feita às escolas para que os professores mais velhos tenham horários carregados, criando situações de grande disparidade entre docentes.
«Vamos ter horários cheios nos professores mais velhos e outros sem horas. Não se podem ter professores com meia dúzia de horas ou com horário zero, e em muitos casos a trabalhar projectos que nem se adequam ao seu perfil, e outros no mesmo grupo a dar 22 horas. Isto vai dar um ambiente terrível nas escolas [ao nível do sucesso escolar]», lamentou o dirigente da ANDAEP.
Para a associação que representa os directores, é urgente que seja dada às escolas uma verdadeira autonomia para utilizarem professores, horas e turmas de que disponham, de acordo com os projectos que melhor se adequam ao sucesso escolar.

Pode continuar a ler aqui.

Lote de Boas Notícias

Lote de Boas Notícias

Só a Grécia fez pior que Portugal

PIB encolheu 3,3% no 2.º trimestre, pior registo desde 2009

Taxa de desemprego 'real' atinge os 23,3 por cento

Parabéns, Gaspar!

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

domingo, 12 de agosto de 2012

ABC - Águas Bravas Clube


Fotografias surripiadas aqui.

ABC - Águas Bravas Clube

Tenho por aqui muita gente conhecida entre ex-alunos, alunos e familiares.
Hoje deixo-lhes os meus mais sinceros parabéns por se dedicarem de corpo e alma a esta modalidade que exige tanto esforço e sacrifício. E um agradecimento muito especial ao Mário Silva, grande impulsionador deste ABC, por nunca ter desistido.

Será da Idade?

Telemóvel Escafedido - S. Gonçalo - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Será da Idade?

Ao que parece o meu telemóvel escafedeu-se depois de eu ter chegado imunda do trabalho no campo e de ter enfiado, numa pressinha, a roupa na máquina de lavar, a 60º pois claro!, com o meu telemóvel guardadinho no bolso das calças.
É certo que ficou desinfectado...  e é certo que eu estava à espera que ele reanimasse depois de bem seco... mas agora é também certo que o diacho continua sem dar por burro nem por albarda, restando-me somente a satisfação de ter resistido aos telelés todos xptós que a menina da loja me quis vender quando eu lhe pedia apenas uma coisa que recebesse e de onde eu pudesse fazer chamadas e mensagens...

O Que Mudou na Vida dos Professores

O Que Mudou na Vida dos Professores

Leia aqui.

La Educación Prohibida

La Educación Prohibida




Aqui, via João Soares, a quem deixo os meus agradecimentos pela partilha.

Bem Bons

Bem Bons

No gamanço.

As obras do Parque Escolar custaram mais 1,3 mil milhões de euros do que o esperado, um valor que permitia cobrir a sobretaxa aplicada ao subsídio de Natal. Nas cerca de cem escolas intervencionadas, o custo da obra foi em média cinco vezes maior do que o orçamento esperado

sábado, 11 de agosto de 2012

Escorpião

Escorpião

Por exemplo, eu.

A Palavra a Luís Costa

 

 

 

 

 

 

A Palavra a Luís Costa

Carta Aberta a Mário Nogueira

Prezado Mário,
Em primeiro lugar, espero que esta carta te vá encontrar de boa saúde, na companhia dos demais colegas da Fenprof, pois bem precisais dela para o ano letivo que se avizinha. Nós, por cá (nas escolas) lá vamos desandando, e todos mal, graças ao último triunvirato ministerial e a alguma falta de arrojo da vossa parte.
Começo por dizer-te, Mário, que gostei muito de te ouvir, ontem, na SIC Notícias. Estiveste bem, muito bem mesmo, contrariamente ao outro Mário, que esteve bem mais crespo contigo do que com o ministro. Coisas! Mas… isso já não se estranha! Concordei quase em absoluto com tudo o que disseste. Essa é, aliás, a minha posição mais comum sempre que criticas as decisões ministeriais. Não há dúvida de que são, por via de regra, pertinentes, rigorosas e acutilantes as tuas análises. Pena é que, também por via de regra, após esses preliminares tão prometedores, acabes sempre com uma efabulação precoce, uma espécie de vitória de Pirro daquelas que só dão mesmo gozo ao próprio. Há qualquer coisa que não funciona bem quando te sentas a negociar com os ministros. Talvez haja demasiada ansiedade de ambas as partes.
Estive na concentração do Porto, em frente à DREN. Uma vez mais, gostei de ouvir e concordei quase em absoluto com o teu diagnóstico preciso. Mas já não gostei tanto das tuas palavras, no final, após o encontro com o Diretor Regional, ou seja, da tua terapêutica. Falaste em estar, no início de setembro, nos centros de emprego, em gesto de solidariedade com os colegas “descontratados”. Muito bem, mas muito pouco também! Depois, falaste numa “ação simbólica”, na abertura do ano letivo. Muito mal! Já te digo porquê.
Nas restantes concentrações de julho, foste variando sinonimicamente o teu receituário, acabando mesmo por dizer mais ou menos isto: “estamos a pensar, vamos todos pensar em qualquer coisa no início de setembro”. Finalmente, seguiu-se o encontro com Nuno Crato e a tua inevitável efabulação precoce. Mas ele parecia satisfeito e apaziguado! É este o teu calcanhar de Aquiles, para nossa desgraça!
Mário, tu és um dos mais inteligentes sindicalistas que conheci na nossa praça. Contudo, a federação que encabeças, embora se demarque muito bem da FNE, que é uma espécie de pároco do sindicalismo, acaba por fazer um papel muito semelhante: transmitir aos professores a ideia de que estão a ser defendidos, dentro do possível, enquanto a máquina ministerial os vai cilindrando impiedosa e massivamente. Juntamente com os professores, também vai sendo cilindrado o “serviço nacional de educação” e as esperanças de muitos portugueses, sobretudo dos mais novos, filhos daqueles que não têm posses para pagar o conforto das carteiras do privado.
Como tens repetidamente dito, estamos a sofrer o maior ataque desde que a Escola Pública foi criada. E quando digo estamos, não me refiro somente a nós, os professores, refiro-me a todos aqueles que podem beneficiar de uma Escola Pública de qualidade: alunos, pais, comunidades… Então não achas que grandes males exigem grandes remédios? Então não achas que o pior ataque de que há memória justifica a maior e a mais contundente reação de sempre? E não achas que uma ação dessas já devia estar a ser preparada e anunciada, mesmo em tempo de férias?
Que muitos blogues de professores queiram apenas assumir o papel de comentadores, de descritores da desgraça, ainda se tolera. Estão no seu direito, por moto próprio e à sua conta. Mas dos sindicatos exige-me muito mais, sobretudo em situação de calamidade como a que sofremos. Os sindicatos não estão no terreno para consolar o nosso espírito e salvar as nossas almas, os sindicatos existem para defender quem trabalha, para combater incondicionalmente todas as injustiças que ameaçam ou são perpetradas contra os trabalhadores. Ações simbólicas e hinos de vitória por migalhas são elementos de uma coreografia que os desgovernantes conhecem e aceitam muito bem. Useiros e vezeiros nesse folclore, eles já incluem as cedências vindouras nos cortes anunciados. E muitas vezes, estranhamente, os sindicatos parecem até contentar-se com bem menos do que o previsto. Estes cantam vitória e aqueles compõem um visual tranquila e assertivamente descontente. E o mundo continua a girar.
Termino esta improvável missiva exortando-te a um encontro com a História. Faz o que a conjuntura impõe: solicita a adesão das restantes organizações sindicais, o envolvimento das associações de pais e encarregados de educação, dos blogues mais representativos da classe, e convoca os professores deste país para uma greve sem precedentes à abertura do ano letivo. Motivos não te faltam. Não queiras ser apenas um gestor de infortúnios.
Surripiado ao Luís Costa, tratador do blogue Dardomeu.

Mete e Tira

Mete e Tira

O Luís Costa enviou-me o link e remeteu-me para esta música dos meus saudosos Táxi, um dos grupos responsáveis pela minha boa forma física, aquando do final da minha adolescência, consequência de tantas e tantas horas dançadas sem parar.
Porque o jogo do MEC é mesmo pornográfico, aqui fica uma música à sua altura.
Que saudades dos Táxi!
Thanks, Luís!

Ora Mete e Tira e Torna a Meter

Ora Mete e Tira e Torna a Meter


O jogo é simples e é a coqueluche inventada pelo MEC para nos entreter o Verão deste ano de 2012. Chama-se "Ora Mete e Tira e Torna a Meter" e, nele, o MEC brinca com a vida dos professores com horário zero... com horário zero ou não... ou sim... ou não... ou sim...

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Sócrates - Sem Espanto

Sócrates - Sem Espanto

Sócrates votado como o melhor primeiro-ministro

É por estas e por outras que o país está como está...

Muros

 Muros com Auto-Retrato - Barca - Serra da Aboboreira
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães
Muros

E lá ando eu às voltas com eles, terminando-os, refazendo-os, retira a terra com a enxada, faz a cama para as pedras, coloca-as no seu sítio, ufa ufa... uma após outra... ufa ufa... uma após outra... mas como é que eu consigo arrastar estes calhaus?
Acho que é o poder da mente...

Agosto Animado

Agosto Animado

Directores recusam repescar professores sem horário

Pena que se jogue com a vida de pessoas parecendo que se está a jogar a feijões...

A Palavra a Mário Nogueira

A Palavra a Mário Nogueira

Cadê a FNE? Aliás... o que é isso de FNE?

A Palavra a Nuno Crato

A Palavra a Nuno Crato

De novo. Agora sem cortes e na totalidade.


A Palavra a Nuno Crato

A Palavra a Nuno Crato

Aqui fica. Professores do quadro, sim! Contratados... não, digo eu!
E sim, já tínhamos percebido que entre este ano lectivo e o próximo os contratados serão mesmo para arrumar para canto.
Quanto aos professores dos quadros e com horário zero... veremos nos próximos anos se a coisa será assim tão delicodoce e fofinha... mas isto sou eu que digo, não é ele.


quinta-feira, 9 de agosto de 2012

 
Creative Commons License This Creative Commons Works 2.5 Portugal License.