Ficam Todos Mal na Fotografia
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Magalhães
Magalhães
"Ministra da Educação admite «muitos percalços» no processo do Magalhães
A ministra da Educação defende que a generalização do computador Magalhães aos alunos do 1º ciclo foi «uma boa medida» apesar dos «muitos percalços», sublinhando que a decisão do Governo sobre este programa teve de ser «muito rápida»"
Pois, pois... chama-lhe "rápida"! Chama-lhe "muito rápida"!
Pois, pois... nem que não admitisse! Os percalços do Magalhães são do conhecimento de todos os cães e gatos deste país!
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=135880
"Ministra da Educação admite «muitos percalços» no processo do Magalhães
A ministra da Educação defende que a generalização do computador Magalhães aos alunos do 1º ciclo foi «uma boa medida» apesar dos «muitos percalços», sublinhando que a decisão do Governo sobre este programa teve de ser «muito rápida»"
Pois, pois... chama-lhe "rápida"! Chama-lhe "muito rápida"!
Pois, pois... nem que não admitisse! Os percalços do Magalhães são do conhecimento de todos os cães e gatos deste país!
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=135880
Trapalhada, Trapalhada e Mais Trapalhada

Trapalhada, Trapalhada e Mais Trapalhada
Este governo parece não acertar uma e tanta incompetência já cansa.
Com os meus agradecimentos ao Ramiro Marques do blogue http://www.profblog.org/
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Andrew Bird
Andrew Bird
O genial está de volta. O Bird voltará a encantar o seu público, fiel, no próximo dia 26 de Maio, pelas 22 horas, no Theatro Circo, em Braga.
Aquele com quem eu bem treino, sem êxito, o meu reles assobio embalada no seu, aquele que escreve o meu nome na sua versão mais chique, não me escapa, mais uma vez.
Andrew Bird, aqui vou eu!
http://www.theatrocirco.com/agenda/evento.php?id=431
E aqui deixo memórias deste mesmo Bird, neste mesmo Theatro Circo, em Junho de 2007.
http://anabelapmatias.blogspot.com/2007/06/capa-de-cd-andrew-bird-mysterious.html
O genial está de volta. O Bird voltará a encantar o seu público, fiel, no próximo dia 26 de Maio, pelas 22 horas, no Theatro Circo, em Braga.
Aquele com quem eu bem treino, sem êxito, o meu reles assobio embalada no seu, aquele que escreve o meu nome na sua versão mais chique, não me escapa, mais uma vez.
Andrew Bird, aqui vou eu!
http://www.theatrocirco.com/agenda/evento.php?id=431
E aqui deixo memórias deste mesmo Bird, neste mesmo Theatro Circo, em Junho de 2007.
http://anabelapmatias.blogspot.com/2007/06/capa-de-cd-andrew-bird-mysterious.html
Trapalhadas
Trapalhadas
O país está sereno. O PGR impede o Eurojust de cumprir a missão para a qual foi criado, no caso Freeport, por causa das trapalhadas que rodeiam o caso Freeport e o procurador Lopes da Mota. Confuso? Náaaaaa. Parece-me bem. Em vez de se incomodar o senhor, incomoda-se a instituição de que ele faz parte. Proponho até que se siga a mesma receita para outros casos incómodos e escandalosos. Assim parece-me feio a professora de Espinho estar suspensa das suas funções e proponho, na mesma linha, que se afaste é a Escola da nobre missão para a qual foi criada.
O país está sereno. E a mim continua a parecer-me bem.
O país está sereno. O PGR impede o Eurojust de cumprir a missão para a qual foi criado, no caso Freeport, por causa das trapalhadas que rodeiam o caso Freeport e o procurador Lopes da Mota. Confuso? Náaaaaa. Parece-me bem. Em vez de se incomodar o senhor, incomoda-se a instituição de que ele faz parte. Proponho até que se siga a mesma receita para outros casos incómodos e escandalosos. Assim parece-me feio a professora de Espinho estar suspensa das suas funções e proponho, na mesma linha, que se afaste é a Escola da nobre missão para a qual foi criada.
O país está sereno. E a mim continua a parecer-me bem.
Não pode ignorar?
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Opinião - Nuno Crato
Opinião - Nuno Crato
São quinze minutos que devem ser escutados atentamente por todos quantos passarem por aqui.
Thanks, Maria Almeida.
São quinze minutos que devem ser escutados atentamente por todos quantos passarem por aqui.
Thanks, Maria Almeida.
Pré-Aviso de Greve
Pré-Aviso de Greve
26 DE MAIO DE 2009
DAS 8.00 HORAS ÀS 10.30 HORAS
POR OUTRA POLÍTICA EDUCATIVA
QUE DIGNIFIQUE E VALORIZE OS DOCENTES E A ESCOLA PÚBLICA
Os Professores e Educadores Portugueses desenvolvem uma forte luta contra o rumo de políticas educativas que têm contribuído fortemente para desvalorizar a profissão e os profissionais docentes e, simultaneamente, atentam contra a organização e o funcionamento da Escola Pública, pondo em risco a qualidade das suas respostas.
Por essa razão, os professores e educadores têm reclamado outra política e, nesse sentido, promovido grandes acções de luta, mas, também, apresentado propostas concretas que visam dar resposta aos principais problemas da Educação, das Escolas e dos Docentes.
Assumindo uma atitude de arrogância política e uma postura anti-negocial, o Ministério da Educação inviabilizou a procura de consensos, impondo as suas soluções nas mais diversas matérias, designadamente no âmbito do Estatuto da Carreira Docente.
No momento em que se aproxima o final de mais um ano lectivo, coincidindo com o período final da Legislatura, os professores e educadores portugueses consideram indispensável, uma vez mais, promover acções pelas quais manifestam:
– O seu mais veemente desacordo face às actuais políticas educativas;
– O seu mais forte repúdio pelo comportamento antidemocrático do ME, particularmente no que respeita à negociação;
– A sua exigência de profunda revisão do ECD, nomeadamente através da eliminação da divisão da carreira, da substituição do modelo de avaliação e das suas quotas, da revogação da prova de ingresso, entre outros aspectos que têm sido reivindicados pelos Sindicatos de Professores;
– A necessidade de, para o futuro, serem tomadas medidas que, resultando de uma política diferente, mereçam um amplo consenso de toda a comunidade, em particular dos professores que nela assumem um papel de destaque.
Com estes objectivos, a Federação Nacional dos Professores (FENPROF), nos termos da lei, apresenta este Pré-Aviso e convoca uma Greve Nacional para o dia 26 de Maio de 2009, entre as 8.00 horas e as 10.30 horas, abrangendo todos os docentes de todos os níveis de educação e de ensino, com excepção do ensino superior. Para os efeitos legais, caso os membros dos órgãos de gestão, usando os seus direitos, adiram à greve agora convocada, ficará responsabilizado pela segurança do edifício e de todas as pessoas que nele permaneçam o docente do quadro de nomeação definitiva mais antigo da escola que não se encontre em greve.
Lisboa, 12 de Maio de 2009
O Secretariado Nacional da FENPROF
Post editado por uma "professora morena."
O "loiro" habita no seguinte link
http://fjsantos.wordpress.com/2009/05/04/uma-explicacao-para-gente-loira/
26 DE MAIO DE 2009
DAS 8.00 HORAS ÀS 10.30 HORAS
POR OUTRA POLÍTICA EDUCATIVA
QUE DIGNIFIQUE E VALORIZE OS DOCENTES E A ESCOLA PÚBLICA
Os Professores e Educadores Portugueses desenvolvem uma forte luta contra o rumo de políticas educativas que têm contribuído fortemente para desvalorizar a profissão e os profissionais docentes e, simultaneamente, atentam contra a organização e o funcionamento da Escola Pública, pondo em risco a qualidade das suas respostas.
Por essa razão, os professores e educadores têm reclamado outra política e, nesse sentido, promovido grandes acções de luta, mas, também, apresentado propostas concretas que visam dar resposta aos principais problemas da Educação, das Escolas e dos Docentes.
Assumindo uma atitude de arrogância política e uma postura anti-negocial, o Ministério da Educação inviabilizou a procura de consensos, impondo as suas soluções nas mais diversas matérias, designadamente no âmbito do Estatuto da Carreira Docente.
No momento em que se aproxima o final de mais um ano lectivo, coincidindo com o período final da Legislatura, os professores e educadores portugueses consideram indispensável, uma vez mais, promover acções pelas quais manifestam:
– O seu mais veemente desacordo face às actuais políticas educativas;
– O seu mais forte repúdio pelo comportamento antidemocrático do ME, particularmente no que respeita à negociação;
– A sua exigência de profunda revisão do ECD, nomeadamente através da eliminação da divisão da carreira, da substituição do modelo de avaliação e das suas quotas, da revogação da prova de ingresso, entre outros aspectos que têm sido reivindicados pelos Sindicatos de Professores;
– A necessidade de, para o futuro, serem tomadas medidas que, resultando de uma política diferente, mereçam um amplo consenso de toda a comunidade, em particular dos professores que nela assumem um papel de destaque.
Com estes objectivos, a Federação Nacional dos Professores (FENPROF), nos termos da lei, apresenta este Pré-Aviso e convoca uma Greve Nacional para o dia 26 de Maio de 2009, entre as 8.00 horas e as 10.30 horas, abrangendo todos os docentes de todos os níveis de educação e de ensino, com excepção do ensino superior. Para os efeitos legais, caso os membros dos órgãos de gestão, usando os seus direitos, adiram à greve agora convocada, ficará responsabilizado pela segurança do edifício e de todas as pessoas que nele permaneçam o docente do quadro de nomeação definitiva mais antigo da escola que não se encontre em greve.
Lisboa, 12 de Maio de 2009
O Secretariado Nacional da FENPROF
Post editado por uma "professora morena."
O "loiro" habita no seguinte link
http://fjsantos.wordpress.com/2009/05/04/uma-explicacao-para-gente-loira/
Nota à Comunicação Social
Nota à Comunicação Social
A Federação Nacional dos Professores agradece a melhor divulgação da seguinte
NOTA À COMUNICAÇÃO SOCIAL
A LUTA VALE SEMPRE A PENA:
M.E./GOVERNO RECUA NA ALTERAÇÃO DO REGIME DE VÍNCULO DOS DOCENTES
O Governo, através da sua maioria absoluta, impôs a alteração do regime de vínculo dos trabalhadores da Administração Pública, com a aprovação da Lei n.º 12-A/2008, de 27 de Fevereiro, fazendo transitar, por decisão unilateral, o regime de nomeação para o de contrato de trabalho para funções públicas.
Esta alteração profunda da natureza do vínculo mereceu a mais forte contestação da FENPROF, como de todos os Sindicatos que integram a Frente Comum de Sindicatos, mesmo depois do acordo estabelecido entre o Governo e a FESAP/UGT. Nunca a luta contra esta alteração foi aligeirada, tanto no plano sindical (manifestações, abaixo-assinado, recurso à greve…), como político (neste caso, conseguindo que, por iniciativa do grupo parlamentar do PCP, com o apoio de deputados de outras bancadas, tivesse sido requerida a fiscalização sucessiva e abstracta de constitucionalidade) e jurídico.
Todavia, dando cumprimento ao artigo 109.º da referida lei, foi aumentando o número de escolas que, através de notificação individual ou pela afixação de listas nominativas, informou os docentes da alteração do regime de vínculo a que estavam sujeitos.
A FENPROF contestou essa informação e, naturalmente, a alteração em causa, junto do Ministério da Educação, em reuniões já realizadas em 2009, tendo sido informada de que as escolas apenas davam cumprimento ao estabelecido na nova lei que entrara em vigor em 1 de Janeiro do corrente ano. Face a esta posição ministerial, a FENPROF desencadeou um amplo movimento junto dos professores no sentido de contestarem juridicamente a alteração, o que mereceu a rápida adesão dos docentes que, para o efeito, utilizaram as minutas amplamente divulgadas nas escolas.
Na sequência deste protesto e desta luta, desenvolvida, agora, nos planos político-sindical e jurídico, o ME informou as escolas de que não deveriam continuar a publicar tais listas e que as já divulgadas teriam de ser recolhidas.
Conclui-se, daqui, que vale sempre a pena lutar e que a luta dos professores continua, de facto, a dar resultados que são muito importantes, pois, como acontece neste caso, vão no sentido de evitar a criação de novos e ainda mais graves focos de instabilidade e precariedade no exercício da profissão docente.
Há que continuar atento para evitar que o Governo (este ou futuros) tente, de novo, impor esta medida, sendo necessário manter a luta e a pressão sobre o Governo para que se obtenham outros resultados, designadamente nos âmbitos da carreira, incluindo a avaliação de desempenho, da gestão escolar ou dos concursos, com a salvaguarda da estabilidade e do emprego docente.
Nesse sentido, e com o resultado agora obtido, ganha ainda maior significado a presença dos professores na rua no próximo dia 30 de Maio. A luta dos professores e educadores vai manter-se e a Manifestação Nacional de 30 de Maio, promovida pela Plataforma Sindical dos Professores, será um dos momentos mais importantes dessa mesma luta.
O Secretariado Nacional
A Federação Nacional dos Professores agradece a melhor divulgação da seguinte
NOTA À COMUNICAÇÃO SOCIAL
A LUTA VALE SEMPRE A PENA:
M.E./GOVERNO RECUA NA ALTERAÇÃO DO REGIME DE VÍNCULO DOS DOCENTES
O Governo, através da sua maioria absoluta, impôs a alteração do regime de vínculo dos trabalhadores da Administração Pública, com a aprovação da Lei n.º 12-A/2008, de 27 de Fevereiro, fazendo transitar, por decisão unilateral, o regime de nomeação para o de contrato de trabalho para funções públicas.
Esta alteração profunda da natureza do vínculo mereceu a mais forte contestação da FENPROF, como de todos os Sindicatos que integram a Frente Comum de Sindicatos, mesmo depois do acordo estabelecido entre o Governo e a FESAP/UGT. Nunca a luta contra esta alteração foi aligeirada, tanto no plano sindical (manifestações, abaixo-assinado, recurso à greve…), como político (neste caso, conseguindo que, por iniciativa do grupo parlamentar do PCP, com o apoio de deputados de outras bancadas, tivesse sido requerida a fiscalização sucessiva e abstracta de constitucionalidade) e jurídico.
Todavia, dando cumprimento ao artigo 109.º da referida lei, foi aumentando o número de escolas que, através de notificação individual ou pela afixação de listas nominativas, informou os docentes da alteração do regime de vínculo a que estavam sujeitos.
A FENPROF contestou essa informação e, naturalmente, a alteração em causa, junto do Ministério da Educação, em reuniões já realizadas em 2009, tendo sido informada de que as escolas apenas davam cumprimento ao estabelecido na nova lei que entrara em vigor em 1 de Janeiro do corrente ano. Face a esta posição ministerial, a FENPROF desencadeou um amplo movimento junto dos professores no sentido de contestarem juridicamente a alteração, o que mereceu a rápida adesão dos docentes que, para o efeito, utilizaram as minutas amplamente divulgadas nas escolas.
Na sequência deste protesto e desta luta, desenvolvida, agora, nos planos político-sindical e jurídico, o ME informou as escolas de que não deveriam continuar a publicar tais listas e que as já divulgadas teriam de ser recolhidas.
Conclui-se, daqui, que vale sempre a pena lutar e que a luta dos professores continua, de facto, a dar resultados que são muito importantes, pois, como acontece neste caso, vão no sentido de evitar a criação de novos e ainda mais graves focos de instabilidade e precariedade no exercício da profissão docente.
Há que continuar atento para evitar que o Governo (este ou futuros) tente, de novo, impor esta medida, sendo necessário manter a luta e a pressão sobre o Governo para que se obtenham outros resultados, designadamente nos âmbitos da carreira, incluindo a avaliação de desempenho, da gestão escolar ou dos concursos, com a salvaguarda da estabilidade e do emprego docente.
Nesse sentido, e com o resultado agora obtido, ganha ainda maior significado a presença dos professores na rua no próximo dia 30 de Maio. A luta dos professores e educadores vai manter-se e a Manifestação Nacional de 30 de Maio, promovida pela Plataforma Sindical dos Professores, será um dos momentos mais importantes dessa mesma luta.
O Secretariado Nacional
terça-feira, 19 de maio de 2009
Listas Provisórias de Ordenação/Exclusão
Listas Provisórias de Ordenação/Exclusão
Consulte clicando no link
http://www.dgrhe.min-edu.pt/Portal/WebForms/Docentes/Listas/Listas_Provisorias_2009.aspx
Consulte clicando no link
http://www.dgrhe.min-edu.pt/Portal/WebForms/Docentes/Listas/Listas_Provisorias_2009.aspx
Confesso a minha total incapacidade em digerir estas "aulas" de deseducação sexual integradas na disciplina de História.
Confesso que tenho até dificuldade em arranjar um título adequado para este post de conteúdo impróprio, grosseiro e rasca.
A professora em causa foi suspensa das suas funções? Pois parece-me bem. Mesmo na dúvida, e sem se saber tudo o que se passou, parece-me bem que não se prolonguem os estragos de que esta senhora parece ser responsável.
Chegada a este ponto ocorre-me que no meu país há dois pesos e duas medidas.
Em que ficamos com um senhor que por acaso é o presidente do Eurojust?
Confesso que tenho até dificuldade em arranjar um título adequado para este post de conteúdo impróprio, grosseiro e rasca.
A professora em causa foi suspensa das suas funções? Pois parece-me bem. Mesmo na dúvida, e sem se saber tudo o que se passou, parece-me bem que não se prolonguem os estragos de que esta senhora parece ser responsável.
Chegada a este ponto ocorre-me que no meu país há dois pesos e duas medidas.
Em que ficamos com um senhor que por acaso é o presidente do Eurojust?
Antony ans the Johnsons
Antony and the Johnsons
Fui. Levantei voo com as minhas asas de bird girl e aterrei em pleno Coliseu. Aguardei serenamente a entrada de Antony em palco mas eis que sou apanhada de surpresa por uma bird girl que ora bate as suas asas de forma tímida e titubeante, ora se lança num voo decidido e corajoso sem sair do lugar. Lindo. O concerto promete.
E lá chega Antony e lá chegam os Johnsons, e o espectáculo inicia-se com os Johnsons iluminados em palco e um Antony completamente às escuras que agarra o Coliseu ao primeiro som lamentado que escorre e se solta do seu interior.
O concerto foi excepcional, com um Antony completamente rendido ao público do Norte e um público do Norte completamente rendido ao Antony. Foi uma ligação quase mágica que se estabeleceu logo ali entre nós e ele e entre ele e nós
Thank You! Thank You! Welcome! Ouvia-se de quando em vez.
Casa comigo, Antony! (Que importa se não sabes cozinhar?)
You are my sister! - continuava a saltar da plateia.
Antony é ainda melhor ao vivo do que escutado em gravação de estúdio. Dono da voz mais deprimente e triste que eu conheço, as letras saem-lhe cantadas em permanentes lamentos. É assim quase um estrebuchar espasmódico antes do fim para o qual caminhamos todos.
A pele não pôde deixar de ficar transformada em pele de galinha num concerto arrepiante e, como dizia alguém à saída, hipnotizante.
Antony confessou-nos, entre muitas outras coisas que ele fartou-se de falar, que imaginou um Cristo a nascer, algures numa montanha do Afeganistão, agora transformado em rapariga. E o Deus, o Deus era agora uma fêmea. E continuou o seu raciocínio - as mulheres ocupavam os mais altos cargos e lideravam o que havia de liderar e o mundo era diferente. Muito diferente. Ah! E o Papa podia finalmente retirar-se porque já não havia lugar para ele nesta história. E mostrou-se agradecido por viver nos dias de hoje. Nascido numa família católica, em Inglaterra, felizmente no século XX, cá continua entre nós, porque se tivesse nascido duzentos anos antes certamente teria ido parar à fogueira - disse ele.
É. Não sou só eu que não me conformo com esta versão absolutamente masculina adoptada por algumas religiões e estas intolerâncias reincidentes aqui e ali.
Por isso, e por muito mais,Thank You, Antony. Thank You pela partilha emotiva e íntima e pelos laços criados entre gente em palco e gente na plateia.
E aqui deixo os links para os curiosos que queiram investigar os seus sítios, a sua música. http://www.antonyandthejohnsons.com/
http://www.myspace.com/antonyandthejohnsons
E deixo "You are my sister". Só não consigo deixar a magia que irradiava do palco, que emanava da sua figura permanentemente sentada, quase permanentemente tocando piano.
Fui. Levantei voo com as minhas asas de bird girl e aterrei em pleno Coliseu. Aguardei serenamente a entrada de Antony em palco mas eis que sou apanhada de surpresa por uma bird girl que ora bate as suas asas de forma tímida e titubeante, ora se lança num voo decidido e corajoso sem sair do lugar. Lindo. O concerto promete.
E lá chega Antony e lá chegam os Johnsons, e o espectáculo inicia-se com os Johnsons iluminados em palco e um Antony completamente às escuras que agarra o Coliseu ao primeiro som lamentado que escorre e se solta do seu interior.
O concerto foi excepcional, com um Antony completamente rendido ao público do Norte e um público do Norte completamente rendido ao Antony. Foi uma ligação quase mágica que se estabeleceu logo ali entre nós e ele e entre ele e nós
Thank You! Thank You! Welcome! Ouvia-se de quando em vez.
Casa comigo, Antony! (Que importa se não sabes cozinhar?)
You are my sister! - continuava a saltar da plateia.
Antony é ainda melhor ao vivo do que escutado em gravação de estúdio. Dono da voz mais deprimente e triste que eu conheço, as letras saem-lhe cantadas em permanentes lamentos. É assim quase um estrebuchar espasmódico antes do fim para o qual caminhamos todos.
A pele não pôde deixar de ficar transformada em pele de galinha num concerto arrepiante e, como dizia alguém à saída, hipnotizante.
Antony confessou-nos, entre muitas outras coisas que ele fartou-se de falar, que imaginou um Cristo a nascer, algures numa montanha do Afeganistão, agora transformado em rapariga. E o Deus, o Deus era agora uma fêmea. E continuou o seu raciocínio - as mulheres ocupavam os mais altos cargos e lideravam o que havia de liderar e o mundo era diferente. Muito diferente. Ah! E o Papa podia finalmente retirar-se porque já não havia lugar para ele nesta história. E mostrou-se agradecido por viver nos dias de hoje. Nascido numa família católica, em Inglaterra, felizmente no século XX, cá continua entre nós, porque se tivesse nascido duzentos anos antes certamente teria ido parar à fogueira - disse ele.
É. Não sou só eu que não me conformo com esta versão absolutamente masculina adoptada por algumas religiões e estas intolerâncias reincidentes aqui e ali.
Por isso, e por muito mais,Thank You, Antony. Thank You pela partilha emotiva e íntima e pelos laços criados entre gente em palco e gente na plateia.
E aqui deixo os links para os curiosos que queiram investigar os seus sítios, a sua música. http://www.antonyandthejohnsons.com/
http://www.myspace.com/antonyandthejohnsons
E deixo "You are my sister". Só não consigo deixar a magia que irradiava do palco, que emanava da sua figura permanentemente sentada, quase permanentemente tocando piano.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Agradecimentos
Fez - Marrocos
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
Agradecimentos
Ok. Foi hoje. Dobrei o Cabo das Tormentas das cem mil visitas.
Confesso que era um objectivo longínquo e que me pareceu absolutamente inatingível quando, sem imaginação para mais, criei o Anabela Magalhães, numa acção de formação pós laboral lá na ESA. Não lhe augurei um longo percurso. Nunca tinha escrito nada na vida a não ser os trabalhos escolares que os meus professores me foram pedindo ao longo dos anos. Mesmo no início da adolescência em que tive um diário, como todas as meninas daquele tempo, a escrita não deve ter durado mais do que oito dias porque pura e simplesmente não tinha pachorra para aquilo.
Escrever, escrever a sério, só com este bloguito e por isso ele é significativo para mim. Descobrir este prazer da escrita, numa idade algo tardia como a minha, foi/é uma bênção, porque me faz exercitar os neurónios, irrequietos, praticamente todos os dias. E isso é bom. Muito bom.
E ao mesmo tempo permite-me ser mais interventiva na sociedade. E isso é bom. Muito bom.
E estar mais atenta ao que me rodeia e ser mais crítica. E isso também é muito bom.
Por isso agradeço a todos os que passam aqui pelo blogue, aos que deixam rasto nos comentários e me enriquecem o blogue e a vida, e aos que entram e saem sem deixar rasto, acompanhando-me em silêncio que a vida também é feita dele.
Continuem a aparecer. Serão sempre bem-vindos.
Esta Coisa Azul Não é o Magalhães em Paris?
Esta Coisa Azul Não é o Magalhães em Paris?
Agora que a brigada dos "bons" costumes ataca aqui e ali pelas repartições públicas, pelas escolas e outros estabelecimentos congéneres deste país, nada como lhes fazer uma provocação pequenina, pequenina, pequenina... ai meu deus... ai meu deus... que escândalo... quase uns nús neste blogue!
Brigada não passeis por aqui! Brigada não me fecheis o blogue!
Será que ainda veremos o "nosso" primeiro nestes preparos a vender magalhães nas ruas deste país?
Ok, e na Venezuela.
Ok! E na fermosa ilha da Madeira.
OK! E...
Nota - Com os meus agradecimentos à Ana Cristina Leopardo, perdão! Leonardo, a quem fui roubar o vídeo e a ideia original. Ver em http://wwwmeditacaonapastelaria.blogspot.com/
Amei o teu blogue, Ana Cristina, por isso o teu Meditação na Pastelaria passa a estar linkado ao meu.
Quanto ao mail da Margarida não tenho o original, apenas o conheço da transcrição nos blogues.
Fica bem e mantém a garra.
Agora que a brigada dos "bons" costumes ataca aqui e ali pelas repartições públicas, pelas escolas e outros estabelecimentos congéneres deste país, nada como lhes fazer uma provocação pequenina, pequenina, pequenina... ai meu deus... ai meu deus... que escândalo... quase uns nús neste blogue!
Brigada não passeis por aqui! Brigada não me fecheis o blogue!
Será que ainda veremos o "nosso" primeiro nestes preparos a vender magalhães nas ruas deste país?
Ok, e na Venezuela.
Ok! E na fermosa ilha da Madeira.
OK! E...
Nota - Com os meus agradecimentos à Ana Cristina Leopardo, perdão! Leonardo, a quem fui roubar o vídeo e a ideia original. Ver em http://wwwmeditacaonapastelaria.blogspot.com/
Amei o teu blogue, Ana Cristina, por isso o teu Meditação na Pastelaria passa a estar linkado ao meu.
Quanto ao mail da Margarida não tenho o original, apenas o conheço da transcrição nos blogues.
Fica bem e mantém a garra.
A Língua Portuguesa e a Directora Regional da Educação do Norte
A Língua Portuguesa e a Directora Regional da Educação do Norte
Confesso que resisti até hoje, por pudor e por vergonha, a fazer referência, ou mesmo a transcrever, a última missiva da Directora Regional da Educação do Norte, Margarida Moreira.
E resisti, acima de tudo, pelos meus alunos, especialmente os que frequentam os CEFs e que sei visitarem este blogue, silenciosamente, de quando em vez.
Pensei não lhes dar este péssimo exemplo de como se assassina a Língua Portuguesa a torto e a direito, ainda por cima servido de bandeja por esta professora que tanto exige deles em matéria de língua. Mas depois pensei... o assunto já é tão público que decerto mesmo eles já tomaram conhecimento desta "coisa" escrita por quem ocupa este alto cargo no Ministério da Educação.
E fiquei eu a pensar outra vez...
Será que os meus alunos dos CEFs me vão perguntar se poderão ter esperança em chegar a tão alto cargo no Ministério da Educação? Ou num outro ministério qualquer?
Sim, claro, - lá terei eu de lhes responder com verdade, que eu não gosto de mentir - Portugal é a terra de todas as oportunidades e alguns de vocês escrevem melhor do que a dita senhora por isso toca de investirem no futuro inscrevendo-se já no partido cor-de-rosa.
Alegria no trabalho
01h02m
O facto de a directora regional de Educação do Norte escrever com erros de ortografia e sintaxe e se exprimir num tartamudeio vagamente parecido com o Português, ou lá que língua é, não seria notícia no estado de coisas (um "Estado Novo" pois, como diria Pessoa, é um estado de coisas como nunca se viu) a que chegou a Educação em Portugal.
Notícia é continuar a fazê-lo, ante a mandarínica indiferença do Ministério da "Educação". Agora deu-lhe para o lirismo metafísico, num e-mail de agradecimento às escolas pelo seu "apoio" (pelos vistos está convencida de que tem o apoio das escolas):
"Faz hoje 4 Anos./ Tem dias que parece que o tempo se emaranhou nas coisas e nas pessoas./ Tem outros dias em que tudo parece ter ocorrido ontem./ Contudo há algo que o tempo tem os limites certos".
É verdade que momentos, ou "algo que o tempo tem os limites certos", de boa disposição como os que provoca a correspondência da directora regional são importantes em dias de tensão como os que hoje se vivem nas escolas.
Talvez, quem sabe?, seja esse louvável objectivo que move Margarida Moreira: pôr as escolas a rir.
Confesso que resisti até hoje, por pudor e por vergonha, a fazer referência, ou mesmo a transcrever, a última missiva da Directora Regional da Educação do Norte, Margarida Moreira.
E resisti, acima de tudo, pelos meus alunos, especialmente os que frequentam os CEFs e que sei visitarem este blogue, silenciosamente, de quando em vez.
Pensei não lhes dar este péssimo exemplo de como se assassina a Língua Portuguesa a torto e a direito, ainda por cima servido de bandeja por esta professora que tanto exige deles em matéria de língua. Mas depois pensei... o assunto já é tão público que decerto mesmo eles já tomaram conhecimento desta "coisa" escrita por quem ocupa este alto cargo no Ministério da Educação.
E fiquei eu a pensar outra vez...
Será que os meus alunos dos CEFs me vão perguntar se poderão ter esperança em chegar a tão alto cargo no Ministério da Educação? Ou num outro ministério qualquer?
Sim, claro, - lá terei eu de lhes responder com verdade, que eu não gosto de mentir - Portugal é a terra de todas as oportunidades e alguns de vocês escrevem melhor do que a dita senhora por isso toca de investirem no futuro inscrevendo-se já no partido cor-de-rosa.
Alegria no trabalho
01h02m
O facto de a directora regional de Educação do Norte escrever com erros de ortografia e sintaxe e se exprimir num tartamudeio vagamente parecido com o Português, ou lá que língua é, não seria notícia no estado de coisas (um "Estado Novo" pois, como diria Pessoa, é um estado de coisas como nunca se viu) a que chegou a Educação em Portugal.
Notícia é continuar a fazê-lo, ante a mandarínica indiferença do Ministério da "Educação". Agora deu-lhe para o lirismo metafísico, num e-mail de agradecimento às escolas pelo seu "apoio" (pelos vistos está convencida de que tem o apoio das escolas):
"Faz hoje 4 Anos./ Tem dias que parece que o tempo se emaranhou nas coisas e nas pessoas./ Tem outros dias em que tudo parece ter ocorrido ontem./ Contudo há algo que o tempo tem os limites certos".
É verdade que momentos, ou "algo que o tempo tem os limites certos", de boa disposição como os que provoca a correspondência da directora regional são importantes em dias de tensão como os que hoje se vivem nas escolas.
Talvez, quem sabe?, seja esse louvável objectivo que move Margarida Moreira: pôr as escolas a rir.
Apetite
Começar o Dia em Beleza
Começar o Dia em Beleza
É mais do mesmo. E de espantar seria que fosse de outro modo. O Ângelo Ochôa deixou-me aqui a informação em primeira mão e eu lá a fui procurar.
Pois é verdade, desapareceram papelinhos, papelitos, papeletas e papelões referentes ao processo do célebre caso dos Lixos da Cova da Beira que tem julgamento marcado para Outubro. E tal papelada salsada desapareceu, oportunamente, do nosso mui querido Ministério do Ambiente.
É mais do mesmo, é Portugal no seu melhor, o país onde qualquer delinquente só tem de se sentir como peixinho na água porque a sensação reinante é, cada vez mais, a de impunidade total.
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1381224&idCanal=62
É mais do mesmo. E de espantar seria que fosse de outro modo. O Ângelo Ochôa deixou-me aqui a informação em primeira mão e eu lá a fui procurar.
Pois é verdade, desapareceram papelinhos, papelitos, papeletas e papelões referentes ao processo do célebre caso dos Lixos da Cova da Beira que tem julgamento marcado para Outubro. E tal papelada salsada desapareceu, oportunamente, do nosso mui querido Ministério do Ambiente.
É mais do mesmo, é Portugal no seu melhor, o país onde qualquer delinquente só tem de se sentir como peixinho na água porque a sensação reinante é, cada vez mais, a de impunidade total.
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1381224&idCanal=62
Será?
Será?
Será que hoje ultrapasso as cem mil visitas?
Passado um pouco mais de dois anos sobre a introdução de contador no meu blogue, sobre o primeiro registo de entrada aqui no bloguito que ocorreu em 9 de Abril de 2007, será que hoje ultrapasso esta fasquia que nunca pensei alcançar?
Será?
Será que hoje ultrapasso as cem mil visitas?
Passado um pouco mais de dois anos sobre a introdução de contador no meu blogue, sobre o primeiro registo de entrada aqui no bloguito que ocorreu em 9 de Abril de 2007, será que hoje ultrapasso esta fasquia que nunca pensei alcançar?
Será?
domingo, 17 de maio de 2009
Fotografias de Família, PowerPoints, Prendas e CEFs

Fotografias de Família, PowerPoints, Prendas e CEFs
Hoje partilho uma fotografia que tem um triplo significado para mim. Em primeiro lugar porque se trata da fotografia de família, datada, mais antiga que eu mantenho na minha posse, em segundo porque retrata o meu bisavô, pai da minha avó Luzia, e em terceiro lugar porque, através dela, tenho acesso à escrita, diferente, deste meu antecessor que eu não conheci, vinda do já longínquo ano de 1896, vinda do já longínquo final do século XIX.
Esta fotografia está digitalizada e integra, com outras fotografias, um PowerPoint inacabado, mas bastante adiantado, sobre a família da minha filha Joana, que o receberá de prenda, um dia destes, a pretexto de um aniversário qualquer.
Costumo partilhar este PowerPoint inacabado com as minhas turmas de CEFs para motivar os alunos para a realização do PowerPoint intitulado "Quem sou eu?" integrado no módulo Empregabilidade I: Comunicação e Relações Interpessoais. O objectivo é que os alunos reflictam sobre si próprios, sobre o seu percurso de vida, se conheçam a si próprios e possam conhecer melhor os outros membros da turma. A estratégia costuma resultar em pleno e é ver os alunos atentos a questionarem-me sobre isto ou aquilo, curiosos de verem as fotografias tão antigas da família da professora de CMA. A todos alerto para o interesse e importância de iniciarem, sem mais demoras, um trabalho de pesquisa e registo junto dos seus familiares mais idosos, sob pena de perderem informações pertinentes e curiosas sobre os seus antecessores, sobre as suas origens. E eles lá avançam no terreno, procurando informação diversa, alguns contactando pela primeira vez com o programa PowerPoint, alguns avançando mais do que outros nas informações obtidas junto dos familiares.
Informações que eu irremediavelmente perdi, em grande número, ao não registar os dados que os meus avós, paternos e maternos, me passaram um dia.
Agora só me resta andar numa corrida contra o tempo confirmando dados, aqui e ali com os mais velhos da família, que cruzo com as informações obtidas através destas fotografias.
É certo que o meu bisavô paterno cumpriu serviço militar em terras lusas à época, na longínqua Índia então portuguesa, e que talvez eu tenha herdado deste senhor a andarilhice que me caracteriza.
Escolas que Matam Fome
Escultura numa cidade de Espanha
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
Escolas que Matam Fome
Tudo se pede às escolas e as escolas vão respondendo, o melhor que sabem e podem, às crises, tentando tapar, aqui e ali, carências materiais, morais e afectivas.
O espectro da fome agrava-se à medida que este ano de 2009 prossegue a sua marcha lenta e nefasta e as respostas vão surgindo à medida das necessidades materiais localmente observadas - cantinas escolares abertas aos fins-de-semana, cantinas escolares abertas nas férias.
Olho para toda esta situação angustiada pela miséria material, moral, afectiva, pela sensação de impunidade e de insegurança que parecem espalhar-se pelo meu país mais rapidamente do que o malfadado vírus H1N1 da Gripe agora Mexicana, e que deixará sequelas, mais ou menos profundas, em todos nós.
Olho para toda esta situação e não posso deixar de me sentir envergonhada pela incompetência - incompetência ou conivência com o poder económico? - de sucessivos políticos, de diferentes quadrantes, que nos trouxeram aqui, a este mar de águas revoltas, em pleno século XXI.
http://www.correiomanha.pt/Noticia.aspx?channelid=ED40E6C1-FF04-4FB3-A203-5B4BE438007E&contentid=01EBB4EA-D446-4206-8ACE-409EC188DB04
sábado, 16 de maio de 2009
Alunos d`Artes 09

Alunos d`Artes 09 - Museu Amadeo de Souza-Cardoso
Fotografia sobre Trabalho de Anabela Matias de Magalhães
Alunos d`Artes 09
A Exposição "Alunos d´Artes" foi inaugurada no passado sábado e está patente no Segundo Claustro do Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso, contando com trabalhos de alunos do 10.º, 11.º e 12.º anos das Escolas Secundárias de Amarante e do Marco de Canaveses. Gostaria de ter estado presente na inauguração, até para dar aquele apoio, sempre necessário, aos miúdos que crescem e desabrocham a olhos vistos, também para a arte, mas, embrenhada em múltiplas actividades, só hoje tive oportunidade de visitar a exposição que permanecerá aberta ao público até ao próximo dia 21 de Maio.
Hoje percorri-a em silêncio, reconhecendo aqui e ali caras de artistas que foram meus um dia.
Gostei. E gosto desta atitude de abertura do museu para com os nossos alunos que dão agora os primeiros passos num mundo difícil até dizer chega, como é o mundo das artes.
Os meus parabéns a todos. Pela exposição e, consequentemente, pela partilha generosa e corajosa. Continuem a trabalhar, não parem, façam ouvir a vossa voz através dos traços, das pinceladas, do clique das máquinas fotográficas, do que for. Não parem.
A nossa vida seria infinitamente mais pobre sem a vossa.
Nota - Os meus agradecimentos ao Júlio Cunha que me enviou a informação sobre a exposição e a quem se deve a realização do belísssimo cartaz anunciador da mesma.
Políticos Nojentos

Políticos Nojentos
Confesso que já gargalhei enquanto tomava o meu cafezito matinal e punha a escrita em dia passando um primeiro olhar pelos jornais e revistas de hoje. E gargalhei para não chorar porque as notícias vindas dos quatro cantos do mundo são cada vez mais deprimentes.
Esta notícia, de políticos/deputados ingleses fazerem pagar do bolso dos contribuintes coisas tão estapafúrdias como tratamentos de jardins, remoção de covas de toupeiras e ninhos de corvos dos mesmos, mudanças de lâmpadas a cinco euros a unidade, comida para o cão, obras em residências secundárias, feitura de relvados, ordenados de mulheres a dias... é no mínimo hilariante... porque é legal.
Afinal não são estes mesmos deputados que fazem as leis? Ora toma, contribuinte estúpido e ignorante que nem direito a relvado tens! Não tens direito a relvado, mas isso não quer dizer que não pagues o relvado dos outros com o suor do teu rosto.
Com sorte até pode ser que um dia possas fotografar estes relvados a 4463 euros!
Com sorte, digo eu, estes políticos, a quem sobra uma lata do carago, terão a lição que merecem num futuro próximo.
Uma penúltima nota pitoresca sobre este escândalo... alguns já pediram desculpa aos contribuintes, alguns estão a restituir as verbas gastas desta forma legal e perfeitamente imoral.
E chega? Evidentemente que não!
É favor alterarem a lei que tal permite e é já!
E agora a última nota, em forma de pergunta, que aqui quero deixar... para quando a publicitação destes dados relativamente aos deputados portugueses?
Mais Uma Trapalhada
Mais Uma Trapalhada
ME suspende passagem de nomeações definitivas a contratos de trabalho por tempo indeterminado
"Numa informação enviada pela Direcção Regional de Educação do Centro para os órgãos de gestão das escolas/agrupamentos é dada a orientação de que devem ser corrigidos todos os procedimentos que tenham transformado nomeações definitivas em contratos de trabalho por tempo indeterminado, os quais foram publicitados em listas publicadas e afixadas nas salas de professores. O SPRC/FENPROF sempre considerou este procedimento de ilegal e declarou guerra jurídica e judicial a estes actos precipitados e ilegais de muitos conselhos executivos, induzidos em erro perante a inexistência de esclarecimentos claros da administração educativa. Nesse sentido, o gabinete jurídico do SPRC elaborou uma minuta de requerimento de correcção da ilegalidade, profusamente divulgada, a qual foi interposta por muitos docentes da região. Este procedimento de algumas escolas incorria em ilegalidade por dois motivos principais:
(1) o facto de existir um diploma regulamentador da função docente que prevalece sobre a norma geral contida no novo Regime de Contrato de Trabalho em Funções Públicas — o Estatuto da Carreira Docente;
(2) o facto de esta matéria estar sob suspeita de ser inconstitucional, tendo merecido, por iniciativa do grupo parlamentar PCP, a que se juntaram PEV, BE, e deputados do grupo parlamentar do PSD, bem como de uma deputada sem grupo parlamentar, um pedido de verificação dessa mesma constitucionalidade"
Post roubadinho ao Ramiro Marques, in http://www.profblog.org/2009/05/me-suspende-passagem-de-nomeacoes.html
Nota - AlertA! A palavra aplicada é "suspende", o ME "suspende".
De pé atrás professores!
ME suspende passagem de nomeações definitivas a contratos de trabalho por tempo indeterminado
"Numa informação enviada pela Direcção Regional de Educação do Centro para os órgãos de gestão das escolas/agrupamentos é dada a orientação de que devem ser corrigidos todos os procedimentos que tenham transformado nomeações definitivas em contratos de trabalho por tempo indeterminado, os quais foram publicitados em listas publicadas e afixadas nas salas de professores. O SPRC/FENPROF sempre considerou este procedimento de ilegal e declarou guerra jurídica e judicial a estes actos precipitados e ilegais de muitos conselhos executivos, induzidos em erro perante a inexistência de esclarecimentos claros da administração educativa. Nesse sentido, o gabinete jurídico do SPRC elaborou uma minuta de requerimento de correcção da ilegalidade, profusamente divulgada, a qual foi interposta por muitos docentes da região. Este procedimento de algumas escolas incorria em ilegalidade por dois motivos principais:
(1) o facto de existir um diploma regulamentador da função docente que prevalece sobre a norma geral contida no novo Regime de Contrato de Trabalho em Funções Públicas — o Estatuto da Carreira Docente;
(2) o facto de esta matéria estar sob suspeita de ser inconstitucional, tendo merecido, por iniciativa do grupo parlamentar PCP, a que se juntaram PEV, BE, e deputados do grupo parlamentar do PSD, bem como de uma deputada sem grupo parlamentar, um pedido de verificação dessa mesma constitucionalidade"
Post roubadinho ao Ramiro Marques, in http://www.profblog.org/2009/05/me-suspende-passagem-de-nomeacoes.html
Nota - AlertA! A palavra aplicada é "suspende", o ME "suspende".
De pé atrás professores!
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Estratégias de Manipulação para Percebermos Este ps
Estratégias de Manipulação para Percebermos Este ps
ESTRATÉGIAS DA MANIPULAÇÃO
Estratégias e técnicas para a manipulação da opinião pública e da sociedade
por Sylvain Timsit
1 - A estratégia da diversão
Elemento primordial do controle social, a estratégia da diversão consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e da mutações decididas pelas elites políticas e económicas, graças a um dilúvio contínuo de distracções e informações insignificantes.
A estratégia da diversão é igualmente indispensável para impedir o público de se interessar pelos conhecimentos essenciais, nos domínios da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética."Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por assuntos sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar, voltado para a manjedoura com os outros animais" (extraído de "Armas silenciosas para guerras tranquilas" )
2 - Criar problemas, depois oferecer soluções
Este método também é denominado "problema-reacção-solução". Primeiro cria-se um problema, uma "situação" destinada a suscitar uma certa reacção do público, a fim de que seja ele próprio a exigir as medidas que se deseja fazê-lo aceitar. Exemplo: deixar desenvolver-se a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público passe a reivindicar leis securitárias em detrimento da liberdade. Ou ainda: criar uma crise económica para fazer como um mal necessário o recuo dos direitos sociais e desmantelamento dos serviços públicos.
3 - A estratégia do esbatimento
Para fazer aceitar uma medida inaceitável, basta aplicá-la progressivamente, de forma gradual, ao longo de 10 anos. Foi deste modo que condições sócio-económicas radicalmente novas foram impostas durante os anos 1980 e 1990. Desemprego maciço, precariedade, flexibilidade, deslocalizações, salários que já não asseguram um rendimento decente, tantas mudanças que teriam provocado uma revolução se houvessem sido aplicadas brutalmente.
4 - A estratégia do diferimento
Outro modo de fazer aceitar uma decisão impopular é apresentá-la como "dolorosa mas necessária", obtendo o acordo do público no presente para uma aplicação no futuro. É sempre mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro porque a dor não será sofrida de repente. A seguir, porque o público tem sempre a tendência de esperar ingenuamente que "tudo irá melhor amanhã" e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Finalmente, porque isto dá tempo ao público para se habituar à ideia da mudança e aceitá-la com resignação quando chegar o momento.
Exemplo recente: a passagem ao Euro e a perda da soberania monetária e económica foram aceites pelos países europeus em 1994-95 para uma aplicação em 2001. Outro exemplo: os acordos multilaterais do FTAA (Free Trade Agreement of the Americas) que os EUA impuseram em 2001 aos países do continente americano ainda reticentes, concedendo uma aplicação diferida para 2005.
5 - Dirigir-se ao público como se fossem crianças pequenas
A maior parte das publicidades destinadas ao grande público utilizam um discurso, argumentos, personagens e um tom particularmente infantilizadores, muitas vezes próximos do debilitante, como se o espectador fosse uma criança pequena ou um débil mental. Exemplo típico: a campanha da TV francesa pela passagem ao Euro ("os dias euro"). Quanto mais se procura enganar o espectador, mais se adopta um tom infantilizante. Por que?"Se se dirige a uma pessoa como ela tivesse 12 anos de idade, então, devido à sugestibilidade, ela terá, com uma certa probabilidade, uma resposta ou uma reacção tão destituída de sentido crítico como aquela de uma pessoa de 12 anos". (cf. "Armas silenciosas para guerra tranquilas" )
6 - Apelar antes ao emocional do que à reflexão
Apelar ao emocional é uma técnica clássica para curtocircuitar a análise racional e, portanto, o sentido crítico dos indivíduos. Além disso, a utilização do registo emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para ali implantar ideias, desejos, medos, pulsões ou comportamentos...
7 - Manter o público na ignorância e no disparate
Actuar de modo a que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para o seu controle e a sua escravidão."A qualidade da educação dada às classes inferiores deve ser da espécie mais pobre, de tal modo que o fosso da ignorância que isola as classes inferiores das classes superiores seja e permaneça incompreensível pelas classes inferiores". (cf. "Armas silenciosas para guerra tranquilas" )
8 - Encorajar o público a comprazer-se na mediocridade
Encorajar o público a considerar "fixe" o facto de ser idiota, vulgar e inculto…
9 - Substituir a revolta pela culpabilidade
Fazer crer ao indivíduo que ele é o único responsável pela sua infelicidade, devido à insuficiência da sua inteligência, das suas capacidades ou dos seus esforços. Assim, ao invés de se revoltar contra o sistema económico, o indivíduo se auto-desvaloriza e auto-culpabiliza, o que engendra um estado depressivo que tem como um dos efeitos a inibição da acção. E sem acção, não há revolução!...
10 - Conhecer os indivíduos melhor do que eles se conhecem a si próprios
No decurso dos últimos 50 anos, os progressos fulgurantes da ciência cavaram um fosso crescente entre os conhecimentos do público e aqueles possuídos e utilizados pelas elites dirigentes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o "sistema" chegou a um conhecimento avançado do ser humano, tanto física como psicologicamente. O sistema chegou a conhecer melhor o indivíduo médio do que este se conhece a si próprio. Isto significa que na maioria dos casos o sistema detém um maior controle e um maior poder sobre os indivíduos do que os próprios indivíduos.
Nota - Com os meus agradecimentos ao Ilídio Trindade, do MUP, que me enviou esta brilhante reflexão que deve ser lida muito atentamente por todos os que passarem por aqui.
In http://mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/2009/05/estrategias-de-manipulacao-para.html
ESTRATÉGIAS DA MANIPULAÇÃO
Estratégias e técnicas para a manipulação da opinião pública e da sociedade
por Sylvain Timsit
1 - A estratégia da diversão
Elemento primordial do controle social, a estratégia da diversão consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e da mutações decididas pelas elites políticas e económicas, graças a um dilúvio contínuo de distracções e informações insignificantes.
A estratégia da diversão é igualmente indispensável para impedir o público de se interessar pelos conhecimentos essenciais, nos domínios da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética."Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por assuntos sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar, voltado para a manjedoura com os outros animais" (extraído de "Armas silenciosas para guerras tranquilas" )
2 - Criar problemas, depois oferecer soluções
Este método também é denominado "problema-reacção-solução". Primeiro cria-se um problema, uma "situação" destinada a suscitar uma certa reacção do público, a fim de que seja ele próprio a exigir as medidas que se deseja fazê-lo aceitar. Exemplo: deixar desenvolver-se a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público passe a reivindicar leis securitárias em detrimento da liberdade. Ou ainda: criar uma crise económica para fazer como um mal necessário o recuo dos direitos sociais e desmantelamento dos serviços públicos.
3 - A estratégia do esbatimento
Para fazer aceitar uma medida inaceitável, basta aplicá-la progressivamente, de forma gradual, ao longo de 10 anos. Foi deste modo que condições sócio-económicas radicalmente novas foram impostas durante os anos 1980 e 1990. Desemprego maciço, precariedade, flexibilidade, deslocalizações, salários que já não asseguram um rendimento decente, tantas mudanças que teriam provocado uma revolução se houvessem sido aplicadas brutalmente.
4 - A estratégia do diferimento
Outro modo de fazer aceitar uma decisão impopular é apresentá-la como "dolorosa mas necessária", obtendo o acordo do público no presente para uma aplicação no futuro. É sempre mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro porque a dor não será sofrida de repente. A seguir, porque o público tem sempre a tendência de esperar ingenuamente que "tudo irá melhor amanhã" e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Finalmente, porque isto dá tempo ao público para se habituar à ideia da mudança e aceitá-la com resignação quando chegar o momento.
Exemplo recente: a passagem ao Euro e a perda da soberania monetária e económica foram aceites pelos países europeus em 1994-95 para uma aplicação em 2001. Outro exemplo: os acordos multilaterais do FTAA (Free Trade Agreement of the Americas) que os EUA impuseram em 2001 aos países do continente americano ainda reticentes, concedendo uma aplicação diferida para 2005.
5 - Dirigir-se ao público como se fossem crianças pequenas
A maior parte das publicidades destinadas ao grande público utilizam um discurso, argumentos, personagens e um tom particularmente infantilizadores, muitas vezes próximos do debilitante, como se o espectador fosse uma criança pequena ou um débil mental. Exemplo típico: a campanha da TV francesa pela passagem ao Euro ("os dias euro"). Quanto mais se procura enganar o espectador, mais se adopta um tom infantilizante. Por que?"Se se dirige a uma pessoa como ela tivesse 12 anos de idade, então, devido à sugestibilidade, ela terá, com uma certa probabilidade, uma resposta ou uma reacção tão destituída de sentido crítico como aquela de uma pessoa de 12 anos". (cf. "Armas silenciosas para guerra tranquilas" )
6 - Apelar antes ao emocional do que à reflexão
Apelar ao emocional é uma técnica clássica para curtocircuitar a análise racional e, portanto, o sentido crítico dos indivíduos. Além disso, a utilização do registo emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para ali implantar ideias, desejos, medos, pulsões ou comportamentos...
7 - Manter o público na ignorância e no disparate
Actuar de modo a que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para o seu controle e a sua escravidão."A qualidade da educação dada às classes inferiores deve ser da espécie mais pobre, de tal modo que o fosso da ignorância que isola as classes inferiores das classes superiores seja e permaneça incompreensível pelas classes inferiores". (cf. "Armas silenciosas para guerra tranquilas" )
8 - Encorajar o público a comprazer-se na mediocridade
Encorajar o público a considerar "fixe" o facto de ser idiota, vulgar e inculto…
9 - Substituir a revolta pela culpabilidade
Fazer crer ao indivíduo que ele é o único responsável pela sua infelicidade, devido à insuficiência da sua inteligência, das suas capacidades ou dos seus esforços. Assim, ao invés de se revoltar contra o sistema económico, o indivíduo se auto-desvaloriza e auto-culpabiliza, o que engendra um estado depressivo que tem como um dos efeitos a inibição da acção. E sem acção, não há revolução!...
10 - Conhecer os indivíduos melhor do que eles se conhecem a si próprios
No decurso dos últimos 50 anos, os progressos fulgurantes da ciência cavaram um fosso crescente entre os conhecimentos do público e aqueles possuídos e utilizados pelas elites dirigentes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o "sistema" chegou a um conhecimento avançado do ser humano, tanto física como psicologicamente. O sistema chegou a conhecer melhor o indivíduo médio do que este se conhece a si próprio. Isto significa que na maioria dos casos o sistema detém um maior controle e um maior poder sobre os indivíduos do que os próprios indivíduos.
Nota - Com os meus agradecimentos ao Ilídio Trindade, do MUP, que me enviou esta brilhante reflexão que deve ser lida muito atentamente por todos os que passarem por aqui.
In http://mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/2009/05/estrategias-de-manipulacao-para.html
Francisco Laranjo

Francisco Laranjo - Galeria de Arte Contemporânea de Fão
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
Francisco Laranjo
Francisco Laranjo é um artista plástico português nascido em Lamego, em 1955, e que eu conheço há quase três décadas, já nem sei se de alguma exposição de pintura, ou se através da sua família.
Ao longo destes anos, amiúde, lá o fui encontrando em inaugurações de exposições aqui e ali e até já me aconteceu encontrá-lo em pleno Café-Bar, em pleno Café de S. Gonçalo, aqui mesmo em Amarante, terra por onde passam, mais cedo ou mais tarde, todos os pintores que se prezam por causa do nosso enormesco Amadeo.
Ao longo de todos estes anos fui contactando com a sua pintura abstracta com a qual me senti identificada e à qual fiquei presa desde o primeiro olhar. Passados todos estes anos o meu olhar permanece agarrado às manchas de cor de Francisco Laranjo, especialmente quando essas manchas se espalham a preto, forte, corajoso, determinado, omnipresente.
No passado sábado reencontrei-o na inauguração da exposição do Justino Alves e fotografei-o pela primeira vez, na amena cavaqueira com o C. e a A., sendo que agora que dei em blogger fotografo tudo o que mexe e tudo o que está quieto também.
Aqui deixo a hiperligação do sítio de Francisco Laranjo, para quem estiver interessado em conhecer um pouco mais da obra deste importante Pintor, actualmente Professor Associado da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto.
"Uma pintura tem de responder, por si só, a uma multiplicidade de interrogações que a ela são dirigidas e, ao mesmo tempo, solicitar tantas outras inquietações quanto a inteligência e a sensibilidade do indivíduo para elas estiver disponível."
Francisco Laranjo
http://www.franciscolaranjo.com/
Porca Miséria ao Quadrado
Porca Miséria ao Quadrado
E continuo em Marrocos, ainda no Alto Atlas, agora numa pista aterradoramente bela por mim ainda não percorrida.
Se gostava de a fazer?
Mas é claro que sim... a pé!
E continuo em Marrocos, ainda no Alto Atlas, agora numa pista aterradoramente bela por mim ainda não percorrida.
Se gostava de a fazer?
Mas é claro que sim... a pé!
Porca Miséria
Porca Miséria
Encontrei-a no Tubes e vai daí partilho um pequeno cheirinho da pista pedregosa, curvilínea e estonteante que liga Ait Benhadou a Telouet.
No dia em que fiz esta pista pela última vez, por altura da Páscoa, a "Porca Miséria" estava num estado muito mais caótico e perigoso do que aquele que podemos observar nestas imagens, devido às chuvas torrenciais caídas no Alto Atlas uma semana antes.
Os precipícios, sem protecção, são uma constante. A pista é inacreditavelmente estreita em algumas zonas. E lá em baixo, serpenteiam oásis luxuriantemente verdes, acompanhando as curvas dos oueds, que nos interrogam constantemente e nos remetem para tempos imemoriais mais contidos.
Água, terra fértil, sementes, vegetação diversa, árvores de fruto, vegetais, animais, homens, paredes em adobe ocre que nos abrigam das intempéries de Inverno, ai o Inverno!, tudo tem por aqui um valor bem diferente devido à escassez.
É um Marrocos profundo, desconhecido da esmagadora maioria dos turistas que viaja em rebanho, vendo o que outros querem que seja visto, entrando nas lojas onde outros querem que eles entrem, jantando em restaurantes gigantescos com espectáculos a metro para que "contactem" com a cultura local, ficando em hotéis enormescos com animadores de piscina.
Deprimente.
Quase aos 50 anos continuo a sentir-me um espírito rebelde, uma carta fora do baralho que prefere a macieza duma duna do Sahara ao Mamounia de Marrakech, que prefere uma pista pedregosa do Alto Atlas a uma auto-estrada xpto, maçadora e sem novidade.
E sei do que falo? Sei. Já fiquei no Mamounia de Marrakech e em muitas dunas por esses desertos fora e também já andei muitas vezes nas auto-estradas xpto e nas pistas pedregosas do Haut Atlas. Sei do que falo e já senti os arrepios na minha pele, decorrentes das minhas escolhas.
Encontrei-a no Tubes e vai daí partilho um pequeno cheirinho da pista pedregosa, curvilínea e estonteante que liga Ait Benhadou a Telouet.
No dia em que fiz esta pista pela última vez, por altura da Páscoa, a "Porca Miséria" estava num estado muito mais caótico e perigoso do que aquele que podemos observar nestas imagens, devido às chuvas torrenciais caídas no Alto Atlas uma semana antes.
Os precipícios, sem protecção, são uma constante. A pista é inacreditavelmente estreita em algumas zonas. E lá em baixo, serpenteiam oásis luxuriantemente verdes, acompanhando as curvas dos oueds, que nos interrogam constantemente e nos remetem para tempos imemoriais mais contidos.
Água, terra fértil, sementes, vegetação diversa, árvores de fruto, vegetais, animais, homens, paredes em adobe ocre que nos abrigam das intempéries de Inverno, ai o Inverno!, tudo tem por aqui um valor bem diferente devido à escassez.
É um Marrocos profundo, desconhecido da esmagadora maioria dos turistas que viaja em rebanho, vendo o que outros querem que seja visto, entrando nas lojas onde outros querem que eles entrem, jantando em restaurantes gigantescos com espectáculos a metro para que "contactem" com a cultura local, ficando em hotéis enormescos com animadores de piscina.
Deprimente.
Quase aos 50 anos continuo a sentir-me um espírito rebelde, uma carta fora do baralho que prefere a macieza duma duna do Sahara ao Mamounia de Marrakech, que prefere uma pista pedregosa do Alto Atlas a uma auto-estrada xpto, maçadora e sem novidade.
E sei do que falo? Sei. Já fiquei no Mamounia de Marrakech e em muitas dunas por esses desertos fora e também já andei muitas vezes nas auto-estradas xpto e nas pistas pedregosas do Haut Atlas. Sei do que falo e já senti os arrepios na minha pele, decorrentes das minhas escolhas.
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Nem Sempre o Que Parece É, Nem Sempre o Que É Parece
Christine em Acção - Aquacool - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães
Nem Sempre o Que Parece É, Nem Sempre o Que É Parece
Hoje vou tratar um estereótipo/preconceito que me incomoda solenemente e que ataca sobretudo gente tacanha.
Hoje vou tratar um estereótipo/preconceito que me incomoda solenemente e que ataca sobretudo gente tacanha.
Não é a primeira vez que trato este tema, sob múltiplas formas, seja sob a forma de um riad numa viela decadente, seja sob a forma de uns lábios marcados no pescoço do A., que por acaso são meus.
Hoje abordo um preconceito com que me deparo amiúde, colado à pele de inúmeras pessoas, por aqui pela província, desconhecendo eu se nas grandes cidades isto também se cola à pele desta gente triste.
O preconceito é - Tudo o que tem bom aspecto, seja em comércio ou serviços, é muito caro e inacessível, e o melhor é a gente nem entrar para ver se assim é ou não!
Pois nada mais falso. As generalizações continuam a ser estúpidas porque se é certo que por vezes assim é, a verdade é que é igualmente certo que por vezes assim não é. De todo.
Sei do que falo e falo do que sei, porque já tive de lidar de perto com este preconceito no meu dia a dia, enquanto possuidora da Duplo M, uma loja aberta ao público aqui em Amarante que, enquanto esteve aberta, teve que sobreviver a este passa palavra do "Lá é tudo caríssimo!" sem que a maioria das pessoas que assim passava a palavra soubesse o que estava a dizer.
E era?
Hoje abordo um preconceito com que me deparo amiúde, colado à pele de inúmeras pessoas, por aqui pela província, desconhecendo eu se nas grandes cidades isto também se cola à pele desta gente triste.
O preconceito é - Tudo o que tem bom aspecto, seja em comércio ou serviços, é muito caro e inacessível, e o melhor é a gente nem entrar para ver se assim é ou não!
Pois nada mais falso. As generalizações continuam a ser estúpidas porque se é certo que por vezes assim é, a verdade é que é igualmente certo que por vezes assim não é. De todo.
Sei do que falo e falo do que sei, porque já tive de lidar de perto com este preconceito no meu dia a dia, enquanto possuidora da Duplo M, uma loja aberta ao público aqui em Amarante que, enquanto esteve aberta, teve que sobreviver a este passa palavra do "Lá é tudo caríssimo!" sem que a maioria das pessoas que assim passava a palavra soubesse o que estava a dizer.
E era?
Era, nalguns casos era, porque tive o atrevimento de trazer para Amarante marcas estrangeiras que tanto se vendiam aqui como em Nova Iorque, Paris ou Milão, e que são autênticas referências do Design a nível internacional, e nas quais eu não tinha qualquer interferência no preço de venda a público, sendo que os preços, por isso, eram os mesmos em Amarante, Nova Iorque ou Milão, com a agravante dos portugueses ganharem incomparavelmente menos que os nossos congéneres estrangeiros.
Mas só tinha estas marcas?
Mas só tinha estas marcas?
Não, nem pensar. Exactamente por ter a noção que nem todas as bolsas podiam aspirar a tais objectos, a tais peças de mobiliário, passei muitos dos meus fins-de-semana enfiada em feiras seleccionando, aqui e ali, objectos, mobiliário e artigos diversos, lindos de morrer, com óptimo aspecto e ainda melhor preço. Confesso que foi uma preocupação constante enquanto tive a Duplo M aberta.
E agora pergunto eu... e a esmagadora maioria da gente tacanha usufruiu desta minha preocupação?
E agora pergunto eu... e a esmagadora maioria da gente tacanha usufruiu desta minha preocupação?
Que nada! A maioria jamais colocou sequer um pé dentro da loja, pelo menos para poder ver como era, para depois poder contar como foi.
Vem isto a propósito duma conversa que a minha Fadinha do Lar teve comigo um dia destes.
Pois parece que a minha empregada doméstica se encontrou com uma amiga. E veio à baila o Aquacool. Pelos vistos o marido dessa senhora disse-lhe que lhe oferecia uma massagem e ela estava muito enrascada, não só pelo aspecto das instalações, muito chiques, dizia ela, mas porque, obviamente, de tão chiques tão chiques só podiam implicar a prática de preços proibitivos.
Respondeu-lhe a minha fadinha do lar que já tinha ido experimentar a cabeleireira, que as instalações eram muito sóbrias, bonitas e confortáveis, que a cabeleireira era competente e simpática e que, surpresa das surpresas, tinha pago menos do que na sua cabeleireira de sempre.
Pois parece que a minha empregada doméstica se encontrou com uma amiga. E veio à baila o Aquacool. Pelos vistos o marido dessa senhora disse-lhe que lhe oferecia uma massagem e ela estava muito enrascada, não só pelo aspecto das instalações, muito chiques, dizia ela, mas porque, obviamente, de tão chiques tão chiques só podiam implicar a prática de preços proibitivos.
Respondeu-lhe a minha fadinha do lar que já tinha ido experimentar a cabeleireira, que as instalações eram muito sóbrias, bonitas e confortáveis, que a cabeleireira era competente e simpática e que, surpresa das surpresas, tinha pago menos do que na sua cabeleireira de sempre.
E qual foi o resultado desta conjugação feliz de instalações óptimas, pessoal competente e preços agradáveis?
Pois a minha Fadinha do Lar, uma pessoa chiquérrima que nem sei, mudou de cabeleireira.
De notar que não a condicionei nesta opção. Não é a minha forma de estar na vida. Apenas lhe disse o que digo a toda a gente, válido para o Aquacool ou para outro sítio qualquer, desde que não haja bilhete cobrado à entrada -"Vá lá e experimente. Consulte os preços que estão disponíveis no balcão. Se lhe agradar o serviço e quiser voltar, volte. Se não lhe agradar, e não gostar, corte a direito."
É assim que eu funciono. E não me parece que funcione mal.
É assim que a minha Fadinha do Lar funciona e também não me parece que funcione mal.
De notar que não a condicionei nesta opção. Não é a minha forma de estar na vida. Apenas lhe disse o que digo a toda a gente, válido para o Aquacool ou para outro sítio qualquer, desde que não haja bilhete cobrado à entrada -"Vá lá e experimente. Consulte os preços que estão disponíveis no balcão. Se lhe agradar o serviço e quiser voltar, volte. Se não lhe agradar, e não gostar, corte a direito."
É assim que eu funciono. E não me parece que funcione mal.
É assim que a minha Fadinha do Lar funciona e também não me parece que funcione mal.
Mas, é claro, a minha Fadinha do Lar é tudo menos uma pessoa tacanha.
Santana Castilho
Santana Castilho
Carta aberta à ministra da Educação
13.05.2009, Santana Castilho
O Ministério da Educação devia passar a chamar-se Ministério da Certificação e das Novas Oportunidades
Senhora ministra: Dentro de poucos meses partirá para um exílio dourado. Obviamente que partirá, seja qual for o resultado das eleições. É tempo de lhe dizer, com frontalidade, e antes que o ruído da campanha apague o meu grito de revolta, como a considero responsável por quatro anos de Educação queimada. Este qualificativo metafórico ganhará realismo à medida que aqui for invocando os falhanços mais censuráveis, alguns apenas, dos muitos que fazem de si, politicamente, uma predadora do futuro da escola pública. Se se sentir injustiçada, tenha a coragem de marcar o contraditório, cara a cara, onde e quando quiser, perante professores, alunos, pais e demais cidadãos votantes. Por uma vez, sairia do ciclo propagandístico em que sempre se moveu.
A senhora ministra falhou estrondosamente com o sistema de avaliação do desempenho dos professores, a vertente mais mediática da enormidade a que chamou estatuto de carreira. A sua intenção não foi, nunca, como lhe competia, dignificar o exercício de uma profissão estratégica para o desenvolvimento do país. A senhora anda há um ano a confundir classificação do desempenho com avaliação do desempenho e demonstrou ignorar o que de mais sério existe na produção teórica sobre a matéria. Permitiu e alimentou mentiras inomináveis sobre o problema. O saldo é claro e incontestável: da própria aberração técnica que os seus especialistas pariram nada resta. Terá os professores classificados com bom, pelo menos, exactamente o que criticava quando começou a sua cruzada, ridiculamente fundamentalista. A que preço? Coisa difícil de quantificar. Mas os cacos são visíveis e vão demorar anos a reunir: o maior êxodo de todos os tempos de profissionais altamente qualificados; a maior fraude de que há memória quando machadou com critérios de vergonha carreiras de uma vida; o retorno à filosofia de que o trabalho é obrigação de escravos. Não tem vergonha desta coroa? Não tem vergonha de vexar uma classe com a obrigação de entregar objectivos individuais no fim do ano, como se ele estivesse a começar? Acha sério mascarar de rigor a farsa que promoveu?
A senhora ministra falhou quando fez aprovar um modelo de gestão de escolas, castrador e centralizador. Não repito o que então aqui escrevi. Ainda os directores estão a chegar aos postos de obediência e já os factos me dão razão. Invoco o caso do Agrupamento de Santo Onofre, onde gestores competentes e legalmente providos foram vergonhosamente substituídos; lembro-lhe a história canalha de Fafe, prenúncio caricato de onde nos levará a municipalização e a entrega da gestão aos arrivistas partidários; confronto-a com o silêncio cúmplice sobre a suspensão arbitrária de um professor em Tavira, porque o filho do autarca se magoou numa actividade escolar, sem qualquer culpa do docente. Dá-se conta que não tem qualquer autoridade moral para falar de autonomia das escolas?
A senhora ministra falhou quando promoveu a escola que não ensina. Mostre ao país, a senhora que tanto ama as estatísticas, quanto tempo se leva hoje para fazer, de uma só tirada, os 7.º, 8.º e 9.º anos e, depois, os 10.º, 11.º e 12.º. E sustente, perante quem conhece, a pantomina que se desenvolveu à volta do politicamente correcto conceito de escola inclusiva, para lá manter, a qualquer preço, em ridículas formações pseudoprofissionais, os que antes sujavam as estatísticas que a senhora oportunistamente branqueou. Ouse vir discutir publicamente a demagogia de prolongar até aos 18 anos a obrigatoriedade de frequentar a escola, no contexto do país real e quando estamos ainda tão longe de cumprir o actual período compulsivo, duas décadas volvidas sobre o respectivo anúncio. Do mesmo passo, esclareça (ainda que aqui a responsabilidade seja partilhada) que diferenças existem entre o anterior exame ad hoc e o pós-moderno "mais de 23", para entrar na universidade. Compreendo, portanto, que no pastel kafkiano a que chamou estatuto de carreira não se encontre o vocábulo ensinar. Lá nisso, reconheço, foi coerente. Só lhe faltou mudar o nome à casa onde pontifica. Devia chamar-se agora, com propriedade, Ministério da Certificação e das Novas Oportunidades. Não tem remorsos?
A senhora ministra falhou rotundamente quando promoveu um estatuto do aluno que não ajuda a lidar com a indisciplina generalizada; quando deu aos alunos o sinal de que podem passar sem pôr os pés nas aulas e, pasme-se, manifestou a vontade de proibir as reprovações, segundo a senhora, coisa retrógrada. A senhora ministra falhou quando defendeu uma sociedade onde os pais não têm tempo para estar com os filhos. A senhora ministra falhou quando permitiu, repetidas vezes, que crianças fossem usadas em actividades de mera propaganda política. A senhora ministra falhou quando encomendou e pagou a peso de ouro trabalhos que não foram executados, para além de serem de utilidade mais que duvidosa. Voltou a falhar quando deslocou para os tribunais o local de interlocução com os seus parceiros sociais, consciente de que o Direito nem sempre tem que ver com a Justiça. Falhou também quando baniu clássicos da nossa literatura e permitiu a redução da Filosofia. Falhou ainda quando manipulou estatisticamente os resultados escolares e exibiu os que não se verificaram. Falhou igualmente quando votou ao abandono crianças deficientes e professores nas vascas da morte. Falhou, por fim, quando se deixou implicar no logro do falso relatório da OCDE e no deslumbramento saloio do Magalhães.
Por tudo isto e muito mais que aqui não cabe, a senhora é, em minha opinião, uma ministra falhada. Parte sem que eu por si nutra qualquer espécie de respeito político ou intelectual. Professor do ensino superior (s.castilho@netcabo.pt)
In Público
Carta aberta à ministra da Educação
13.05.2009, Santana Castilho
O Ministério da Educação devia passar a chamar-se Ministério da Certificação e das Novas Oportunidades
Senhora ministra: Dentro de poucos meses partirá para um exílio dourado. Obviamente que partirá, seja qual for o resultado das eleições. É tempo de lhe dizer, com frontalidade, e antes que o ruído da campanha apague o meu grito de revolta, como a considero responsável por quatro anos de Educação queimada. Este qualificativo metafórico ganhará realismo à medida que aqui for invocando os falhanços mais censuráveis, alguns apenas, dos muitos que fazem de si, politicamente, uma predadora do futuro da escola pública. Se se sentir injustiçada, tenha a coragem de marcar o contraditório, cara a cara, onde e quando quiser, perante professores, alunos, pais e demais cidadãos votantes. Por uma vez, sairia do ciclo propagandístico em que sempre se moveu.
A senhora ministra falhou estrondosamente com o sistema de avaliação do desempenho dos professores, a vertente mais mediática da enormidade a que chamou estatuto de carreira. A sua intenção não foi, nunca, como lhe competia, dignificar o exercício de uma profissão estratégica para o desenvolvimento do país. A senhora anda há um ano a confundir classificação do desempenho com avaliação do desempenho e demonstrou ignorar o que de mais sério existe na produção teórica sobre a matéria. Permitiu e alimentou mentiras inomináveis sobre o problema. O saldo é claro e incontestável: da própria aberração técnica que os seus especialistas pariram nada resta. Terá os professores classificados com bom, pelo menos, exactamente o que criticava quando começou a sua cruzada, ridiculamente fundamentalista. A que preço? Coisa difícil de quantificar. Mas os cacos são visíveis e vão demorar anos a reunir: o maior êxodo de todos os tempos de profissionais altamente qualificados; a maior fraude de que há memória quando machadou com critérios de vergonha carreiras de uma vida; o retorno à filosofia de que o trabalho é obrigação de escravos. Não tem vergonha desta coroa? Não tem vergonha de vexar uma classe com a obrigação de entregar objectivos individuais no fim do ano, como se ele estivesse a começar? Acha sério mascarar de rigor a farsa que promoveu?
A senhora ministra falhou quando fez aprovar um modelo de gestão de escolas, castrador e centralizador. Não repito o que então aqui escrevi. Ainda os directores estão a chegar aos postos de obediência e já os factos me dão razão. Invoco o caso do Agrupamento de Santo Onofre, onde gestores competentes e legalmente providos foram vergonhosamente substituídos; lembro-lhe a história canalha de Fafe, prenúncio caricato de onde nos levará a municipalização e a entrega da gestão aos arrivistas partidários; confronto-a com o silêncio cúmplice sobre a suspensão arbitrária de um professor em Tavira, porque o filho do autarca se magoou numa actividade escolar, sem qualquer culpa do docente. Dá-se conta que não tem qualquer autoridade moral para falar de autonomia das escolas?
A senhora ministra falhou quando promoveu a escola que não ensina. Mostre ao país, a senhora que tanto ama as estatísticas, quanto tempo se leva hoje para fazer, de uma só tirada, os 7.º, 8.º e 9.º anos e, depois, os 10.º, 11.º e 12.º. E sustente, perante quem conhece, a pantomina que se desenvolveu à volta do politicamente correcto conceito de escola inclusiva, para lá manter, a qualquer preço, em ridículas formações pseudoprofissionais, os que antes sujavam as estatísticas que a senhora oportunistamente branqueou. Ouse vir discutir publicamente a demagogia de prolongar até aos 18 anos a obrigatoriedade de frequentar a escola, no contexto do país real e quando estamos ainda tão longe de cumprir o actual período compulsivo, duas décadas volvidas sobre o respectivo anúncio. Do mesmo passo, esclareça (ainda que aqui a responsabilidade seja partilhada) que diferenças existem entre o anterior exame ad hoc e o pós-moderno "mais de 23", para entrar na universidade. Compreendo, portanto, que no pastel kafkiano a que chamou estatuto de carreira não se encontre o vocábulo ensinar. Lá nisso, reconheço, foi coerente. Só lhe faltou mudar o nome à casa onde pontifica. Devia chamar-se agora, com propriedade, Ministério da Certificação e das Novas Oportunidades. Não tem remorsos?
A senhora ministra falhou rotundamente quando promoveu um estatuto do aluno que não ajuda a lidar com a indisciplina generalizada; quando deu aos alunos o sinal de que podem passar sem pôr os pés nas aulas e, pasme-se, manifestou a vontade de proibir as reprovações, segundo a senhora, coisa retrógrada. A senhora ministra falhou quando defendeu uma sociedade onde os pais não têm tempo para estar com os filhos. A senhora ministra falhou quando permitiu, repetidas vezes, que crianças fossem usadas em actividades de mera propaganda política. A senhora ministra falhou quando encomendou e pagou a peso de ouro trabalhos que não foram executados, para além de serem de utilidade mais que duvidosa. Voltou a falhar quando deslocou para os tribunais o local de interlocução com os seus parceiros sociais, consciente de que o Direito nem sempre tem que ver com a Justiça. Falhou também quando baniu clássicos da nossa literatura e permitiu a redução da Filosofia. Falhou ainda quando manipulou estatisticamente os resultados escolares e exibiu os que não se verificaram. Falhou igualmente quando votou ao abandono crianças deficientes e professores nas vascas da morte. Falhou, por fim, quando se deixou implicar no logro do falso relatório da OCDE e no deslumbramento saloio do Magalhães.
Por tudo isto e muito mais que aqui não cabe, a senhora é, em minha opinião, uma ministra falhada. Parte sem que eu por si nutra qualquer espécie de respeito político ou intelectual. Professor do ensino superior (s.castilho@netcabo.pt)
In Público
Citação Ajuizada
Citação Ajuizada
«A sociedade mais feia é aquela em que os opulentos são considerados os melhores»
Cícero
Nota - Com os meus agradecimentos à Maria, que me deixou esta ajuizada citação lá atrás nos comentários.
«A sociedade mais feia é aquela em que os opulentos são considerados os melhores»
Cícero
Nota - Com os meus agradecimentos à Maria, que me deixou esta ajuizada citação lá atrás nos comentários.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Acerca da Demissão de Lopes da Mota
Acerca da Demissão de Lopes da Mota
Muito se falou já sobre a necessidade deste senhor se demitir do cargo que ocupa no Eurojust.
Partilho da opinião desta corrente que acha que a Lopes da Mota não resta outra solução, uma vez que ocupa um cargo em que tem acesso a informação privilegiada sobre o Freeport, caso onde parece ter exercido pressão sobre magistrados no sentido do arquivamento do processo na parte que diz respeito ao "nosso " primeiro.
Mas uma coisa é achar que Lopes da Mota se deveria demitir, outra é desejar a sua demissão.
Desejo, sinceramente, que Lopes da Mota se demita?
Não, nem pensar! A cada dia passado com Lopes da Mota agarradinho ao seu poleirito corresponderão votos e mais votos perdidos pelo ps e, por isso, prefiro que ele se mantenha no cargo, arrastando com ele o governo. E ontem Vitalino Canas já deu uma boa ajuda.
Já assisti a este desnorte uma vez. Já assisti a este desnorte final no tempo da agonia do segundo governo de Cavaco Silva. Assisto uma segunda vez.
Sócrates, o Arrogante, o Autista, fritará em lume brando até às eleições e chegará lá esturricado.
Acredito nisto. Porque cá se fazem, cá se pagam.
Muito se falou já sobre a necessidade deste senhor se demitir do cargo que ocupa no Eurojust.
Partilho da opinião desta corrente que acha que a Lopes da Mota não resta outra solução, uma vez que ocupa um cargo em que tem acesso a informação privilegiada sobre o Freeport, caso onde parece ter exercido pressão sobre magistrados no sentido do arquivamento do processo na parte que diz respeito ao "nosso " primeiro.
Mas uma coisa é achar que Lopes da Mota se deveria demitir, outra é desejar a sua demissão.
Desejo, sinceramente, que Lopes da Mota se demita?
Não, nem pensar! A cada dia passado com Lopes da Mota agarradinho ao seu poleirito corresponderão votos e mais votos perdidos pelo ps e, por isso, prefiro que ele se mantenha no cargo, arrastando com ele o governo. E ontem Vitalino Canas já deu uma boa ajuda.
Já assisti a este desnorte uma vez. Já assisti a este desnorte final no tempo da agonia do segundo governo de Cavaco Silva. Assisto uma segunda vez.
Sócrates, o Arrogante, o Autista, fritará em lume brando até às eleições e chegará lá esturricado.
Acredito nisto. Porque cá se fazem, cá se pagam.
Clap - Abreu
Clap - Abreu
Hoje vi o Clapinho. Descia a minha rua, rumo ao café matinal, e lá estava ele, uma visão feliz à varanda.
Achei-o com muito bom aspecto, com cara de quem se afastou momentaneamente do pântano da Escola Pública e, simultaneamente, com cara de quem ficou muito bem, mas mesmo muito bem, com esse afastamento. É que o rapaz parece até ter rejuvenescido!
Bem que ele já me mandou atirar-me à doida para o chão...
A ideia até que me pareceu interessante e não fora estarmos quase a terminar haveria de pensar nela duas ou três vezes.
Assim, só me resta aguentar de pé firme esperando que a situação se resolva através do voto, espero que inteligente, dos portugueses.
Hoje vi o Clapinho. Descia a minha rua, rumo ao café matinal, e lá estava ele, uma visão feliz à varanda.
Achei-o com muito bom aspecto, com cara de quem se afastou momentaneamente do pântano da Escola Pública e, simultaneamente, com cara de quem ficou muito bem, mas mesmo muito bem, com esse afastamento. É que o rapaz parece até ter rejuvenescido!
Bem que ele já me mandou atirar-me à doida para o chão...
A ideia até que me pareceu interessante e não fora estarmos quase a terminar haveria de pensar nela duas ou três vezes.
Assim, só me resta aguentar de pé firme esperando que a situação se resolva através do voto, espero que inteligente, dos portugueses.
Homens e Mulheres Bestas Quadrados(as)
Homens e Mulheres Bestas Quadrados(as)
Juntos no essencial
Manuel Pina
O acaso pode ter inquietante objectividade. No mesmo dia em que cheguei, pela TVnet, à notícia de que um juiz saudita, Hamad Al-Razine, defende o direito de os maridos muçulmanos esbofetearem as mulheres, descobri no "El País" (seguindo um "post" de João Tunes em agualisa6.blogs.sapo.pt) algumas das consignas que a católica Secção Feminina da Falange, organização típica do fascismo beato espanhol, dava às mulheres: "Se o teu marido sugere que tenham relações sexuais, acede humildemente, tendo sempre em conta que a sua satisfação é mais importante que a tua", ou: "Se o teu marido te pede práticas sexuais incomuns, sê obediente e não te queixes".
Os pais da Igreja sempre atiraram sobre Eva a culpa da ruptura da incorruptibilidade original, partindo daí para a fundamentação da submissão da mulher, mera "costela" do homem ("Sobre ti subsiste a sentença de Deus", diz Tertuliano). Se há coisa em que os fundamentalismos católico e islâmico são duas faces de uma mesma moeda é a misoginia. Talvez, quem sabe?, possa começar por aí a "Aliança de Civilizações" que o Papa anda a pregar no Médio Oriente.
Li, confesso que sem surpresa, este texto de Manuel Pina.
Ocorre-me que o mundo das três grandes religiões monoteístas, Judaísmo, Cristianismo e Islamismo, sempre foi um mundo masculino, concebido e dirigido por homens desde a sua origem, o que se reflecte no papel absolutamente subalterno a que a mulher é votada por todas elas, sem excepção. Tendo todas elas a mesma origem, derivando todas do Judaísmo primitivo, enfermam todas do mesmo mal e reflectem um tempo, que eu recuso liminarmente daqui do século XXI, de Homem com Direitos, mulher com deveres.
Nascida dentro de uma família católica confesso que esta posição machista, que também é a da igreja católica desde as suas origens, sempre me incomodou enormemente. Quando cresci, e me informei, deparei-me com esta subalternidade no papel reservado às mulheres, que atravessa estas três religiões, sem excepção, e que me impede completamente de aderir a qualquer uma delas.
Pois, eu sei... falta-me a fé para fechar os olhos a isto. A isto e a outras coisas.
Para mim está fora de questão a redução da mulher a uma costela de um homem, a redução a um seu apêndice, criada unicamente para a satisfação e a companhia do Adão, que coitado, andava triste pelo paraíso. Para mim está fora de questão acarretar com as culpas da Eva ter cometido o pecado original e de, perigosa, pecadora, arrastar consigo o homem inocente. Para mim está fora de questão aceitar o papel da virgem Maria, mero receptáculo da vontade de deus que pariu o seu filho, o seu filho masculino. Para mim está fora de questão aceitar que uma das mulheres mais influentes na vida deste filho de deus seja de novo, de novo, uma pecadora dos sete costados, a prostituta Maria Madalena. Para mim está fora de questão aceitar que o chefe máximo desta igreja só possa ser um homem, prolongando no tempo um estatuto obsoleto nos dias que correm.
Claro, haverá sempre quem me diga que esta história pode ser vista de múltiplas maneiras e eu sei que pode. A mim interessa-me vê-la assim, sem a inocência ou a complacência dos crentes, tal e qual foi escrita, reflectindo a mentalidade masculina absolutamente dominante, própria daquela época.
E foi erradicada, esta mentalidade?
Que nada! A cada passo a vejo a estrebuchar aqui e ali, cá e lá, em nós e nos outros, absolutamente ridícula e obscena, ainda mais ridícula e obscena quando vinda das próprias mulheres.
Nota - A este propósito ler o meu post de 8 de Setembro de 2007 que se enquadra mesmo mesmo neste espírito ridículo e obsceno mantido por muitas fêmeas minhas contemporâneas.
Aqui deixo o link:
http://anabelapmatias.blogspot.com/2007/09/conversas-com-extraterrestres-i-ou-de.html
Juntos no essencial
Manuel Pina
O acaso pode ter inquietante objectividade. No mesmo dia em que cheguei, pela TVnet, à notícia de que um juiz saudita, Hamad Al-Razine, defende o direito de os maridos muçulmanos esbofetearem as mulheres, descobri no "El País" (seguindo um "post" de João Tunes em agualisa6.blogs.sapo.pt) algumas das consignas que a católica Secção Feminina da Falange, organização típica do fascismo beato espanhol, dava às mulheres: "Se o teu marido sugere que tenham relações sexuais, acede humildemente, tendo sempre em conta que a sua satisfação é mais importante que a tua", ou: "Se o teu marido te pede práticas sexuais incomuns, sê obediente e não te queixes".
Os pais da Igreja sempre atiraram sobre Eva a culpa da ruptura da incorruptibilidade original, partindo daí para a fundamentação da submissão da mulher, mera "costela" do homem ("Sobre ti subsiste a sentença de Deus", diz Tertuliano). Se há coisa em que os fundamentalismos católico e islâmico são duas faces de uma mesma moeda é a misoginia. Talvez, quem sabe?, possa começar por aí a "Aliança de Civilizações" que o Papa anda a pregar no Médio Oriente.
Li, confesso que sem surpresa, este texto de Manuel Pina.
Ocorre-me que o mundo das três grandes religiões monoteístas, Judaísmo, Cristianismo e Islamismo, sempre foi um mundo masculino, concebido e dirigido por homens desde a sua origem, o que se reflecte no papel absolutamente subalterno a que a mulher é votada por todas elas, sem excepção. Tendo todas elas a mesma origem, derivando todas do Judaísmo primitivo, enfermam todas do mesmo mal e reflectem um tempo, que eu recuso liminarmente daqui do século XXI, de Homem com Direitos, mulher com deveres.
Nascida dentro de uma família católica confesso que esta posição machista, que também é a da igreja católica desde as suas origens, sempre me incomodou enormemente. Quando cresci, e me informei, deparei-me com esta subalternidade no papel reservado às mulheres, que atravessa estas três religiões, sem excepção, e que me impede completamente de aderir a qualquer uma delas.
Pois, eu sei... falta-me a fé para fechar os olhos a isto. A isto e a outras coisas.
Para mim está fora de questão a redução da mulher a uma costela de um homem, a redução a um seu apêndice, criada unicamente para a satisfação e a companhia do Adão, que coitado, andava triste pelo paraíso. Para mim está fora de questão acarretar com as culpas da Eva ter cometido o pecado original e de, perigosa, pecadora, arrastar consigo o homem inocente. Para mim está fora de questão aceitar o papel da virgem Maria, mero receptáculo da vontade de deus que pariu o seu filho, o seu filho masculino. Para mim está fora de questão aceitar que uma das mulheres mais influentes na vida deste filho de deus seja de novo, de novo, uma pecadora dos sete costados, a prostituta Maria Madalena. Para mim está fora de questão aceitar que o chefe máximo desta igreja só possa ser um homem, prolongando no tempo um estatuto obsoleto nos dias que correm.
Claro, haverá sempre quem me diga que esta história pode ser vista de múltiplas maneiras e eu sei que pode. A mim interessa-me vê-la assim, sem a inocência ou a complacência dos crentes, tal e qual foi escrita, reflectindo a mentalidade masculina absolutamente dominante, própria daquela época.
E foi erradicada, esta mentalidade?
Que nada! A cada passo a vejo a estrebuchar aqui e ali, cá e lá, em nós e nos outros, absolutamente ridícula e obscena, ainda mais ridícula e obscena quando vinda das próprias mulheres.
Nota - A este propósito ler o meu post de 8 de Setembro de 2007 que se enquadra mesmo mesmo neste espírito ridículo e obsceno mantido por muitas fêmeas minhas contemporâneas.
Aqui deixo o link:
http://anabelapmatias.blogspot.com/2007/09/conversas-com-extraterrestres-i-ou-de.html
Lei dos Poços e Afins
Lei dos Poços e Afins
Poucos sabem desta lei saída em DR em 2007 e por isso ajudo a divulgar.
Aqui na província vai ter repercussões assinaláveis e acredito que a esmagadora maioria das pessoas continua na mais completa ignorância por falta de informação de quem de direito.
Chamo a atenção para as multas que não são nada meigas.
O Estado está nas lonas? Precisa de sacar mais umas verbazitas ao Zé Povinho?
Poucos sabem desta lei saída em DR em 2007 e por isso ajudo a divulgar.
Aqui na província vai ter repercussões assinaláveis e acredito que a esmagadora maioria das pessoas continua na mais completa ignorância por falta de informação de quem de direito.
Chamo a atenção para as multas que não são nada meigas.
O Estado está nas lonas? Precisa de sacar mais umas verbazitas ao Zé Povinho?
Nojo
Nojo
Quando se falou da hipótese dos docentes poderem vir a ser funcionários das autarquias eu insurgi-me contra esta hipótese. Quando o Ramiro Marques defendeu, numa primeira fase, esta posição, no seu blogue ProfAvaliação, eu voltei a insurgir-me contra esta hipótese não porque discorde dela na teoria, pelo contrário, mas porque discordo dela na prática.
Conheço o meu país. Conheço a gente que nele habita. Conheço a choldrice do poder local. Conheço a choldrice da política local. Conheço as gentes que nunca foram nada na vida, nada, zero à esquerda, e que fruto de um poleiro qualquer, de merdeca, desde os fiscalitos das obras aos senhores presidentes, montam nos seus tacões e colocam à mão o chicote. É gente sem substrato, sem estrutura, sem maturidade democrática, sem cultura, sem espírito aberto, é gente tacanha, em suma, é gente perigosa. E está disseminada por todos os partidos políticos porque, disseminada entre a população, não olha nem escolhe quadrantes políticos.
É claro que nem todos os portugueses fazem parte desta desgraça. É claro que há excepções até mesmo na política, mas a verdade é que estas excepções, principalmente na política, me parecem cada vez mais raras.
Esta história é um nojo. Já foi contada pelos bloggers e hoje volto a ela por ainda não ter solução à vista.
Triste é quem assim usa o poder. Infelizmente não é caso único.
Quando se falou da hipótese dos docentes poderem vir a ser funcionários das autarquias eu insurgi-me contra esta hipótese. Quando o Ramiro Marques defendeu, numa primeira fase, esta posição, no seu blogue ProfAvaliação, eu voltei a insurgir-me contra esta hipótese não porque discorde dela na teoria, pelo contrário, mas porque discordo dela na prática.
Conheço o meu país. Conheço a gente que nele habita. Conheço a choldrice do poder local. Conheço a choldrice da política local. Conheço as gentes que nunca foram nada na vida, nada, zero à esquerda, e que fruto de um poleiro qualquer, de merdeca, desde os fiscalitos das obras aos senhores presidentes, montam nos seus tacões e colocam à mão o chicote. É gente sem substrato, sem estrutura, sem maturidade democrática, sem cultura, sem espírito aberto, é gente tacanha, em suma, é gente perigosa. E está disseminada por todos os partidos políticos porque, disseminada entre a população, não olha nem escolhe quadrantes políticos.
É claro que nem todos os portugueses fazem parte desta desgraça. É claro que há excepções até mesmo na política, mas a verdade é que estas excepções, principalmente na política, me parecem cada vez mais raras.
Esta história é um nojo. Já foi contada pelos bloggers e hoje volto a ela por ainda não ter solução à vista.
Triste é quem assim usa o poder. Infelizmente não é caso único.
terça-feira, 12 de maio de 2009
Eu Também Ainda Não Fui

Eu Também Ainda Não Fui
O Clapinho, do blogue http://clapclapcalppp.blogspot.com/2009/05/eu-tb-ainda-nao-fui.html ainda não foi ameaçado, nem processado, pelo Sócrates. Ao que sei, nem pela Fernanda Câncio.
Eu também ainda não fui.
Freeport
Freeport
Freeport: Processo disciplinar aberto a Lopes da Mota -oficial
O procurador-geral da República determinou hoje a abertura de um processo disciplinar ao presidente do Eurojust, Lopes da Mota, sobre as alegadas pressões feitas aos dois procuradores responsáveis pelo «caso Freeport».
A decisão foi divulgada após uma reunião de várias horas do Conselho Superior do Ministério Público (CSMP), em Lisboa.Diário Digital / Lusa
In http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=13&id_news=387644
Pelos vistos as pressões, poucas, muitas, leves, graves, aconteceram mesmo ou não teríamos o processo disciplinar.
E agora pergunto eu... e a quem interessa o arquivamento do dito caso Freeport?
A mim não, com toda a certeza, e por isso garanto não ter absolutamente nada a ver com esta coisa.
E volto a insistir na pergunta. E a quem interessa o arquivamento rápido do Freeport?
É apenas uma pergunta inocente de quem se sente até um pouco estúpida neste país.
E aqui deixo o link para a minha postagem de dia 15 de Abril que por acaso não tem nadinha a ver com o assunto.
Diz o que parece que exerceu as pressões.
http://anabelapmatias.blogspot.com/2009/04/alberto-costa.html
E aqui deixo o link para o perfil de Lopes da Mota com a Fátima Felgueiras ao barulho.
Maravilha!
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=13&id_news=387662
Freeport: Processo disciplinar aberto a Lopes da Mota -oficial
O procurador-geral da República determinou hoje a abertura de um processo disciplinar ao presidente do Eurojust, Lopes da Mota, sobre as alegadas pressões feitas aos dois procuradores responsáveis pelo «caso Freeport».
A decisão foi divulgada após uma reunião de várias horas do Conselho Superior do Ministério Público (CSMP), em Lisboa.Diário Digital / Lusa
In http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=13&id_news=387644
Pelos vistos as pressões, poucas, muitas, leves, graves, aconteceram mesmo ou não teríamos o processo disciplinar.
E agora pergunto eu... e a quem interessa o arquivamento do dito caso Freeport?
A mim não, com toda a certeza, e por isso garanto não ter absolutamente nada a ver com esta coisa.
E volto a insistir na pergunta. E a quem interessa o arquivamento rápido do Freeport?
É apenas uma pergunta inocente de quem se sente até um pouco estúpida neste país.
E aqui deixo o link para a minha postagem de dia 15 de Abril que por acaso não tem nadinha a ver com o assunto.
Diz o que parece que exerceu as pressões.
http://anabelapmatias.blogspot.com/2009/04/alberto-costa.html
E aqui deixo o link para o perfil de Lopes da Mota com a Fátima Felgueiras ao barulho.
Maravilha!
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=13&id_news=387662
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