Lhasa de Sela - La Marée Haute
[LA MARÉE HAUTE]
La route chante
Quand je m'en vais
Je fais trois pas...
La route se tait
La route est noire
À perte de vue
Je fais trois pas...
La route n'est plus
Sur la marée haute
Je suis montée
La tête est pleine
Mais le cœur n'a
Pas assez
Mains de dentelle
Figure de bois
Le corps en brique
Les yeux qui piquent
Mains de dentelle
Figure de bois
Je fais trois pas...
Et tu es là
Sur la marée haute
Je suis montée
La tête est pleine
Mais le cœur n'a
Pas assez
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Lhasa de Sela
Lhasa de Sela
Morreu Lhasa de Sela, vítima de cancro aos 37 anos.
Apresentei-a aqui, neste blogue, num tempo em que quase só eu e o Helder Barros por aqui andávamos.
Recordo-a hoje. Invulgar. Original. Superior. Verdadeira. Autêntica.
E lamento a sua perda. Porque Lhasa de Sela pertence à categoria dos insubstituíveis.
Partilho este "Com toda palavra".
E partilho a sua página web.
Morreu Lhasa de Sela, vítima de cancro aos 37 anos.
Apresentei-a aqui, neste blogue, num tempo em que quase só eu e o Helder Barros por aqui andávamos.
Recordo-a hoje. Invulgar. Original. Superior. Verdadeira. Autêntica.
E lamento a sua perda. Porque Lhasa de Sela pertence à categoria dos insubstituíveis.
Partilho este "Com toda palavra".
E partilho a sua página web.
Crise (de valores)
Crise (de valores)
- Professora, tive 15 prendas!
-Professora, tive 32 prendas!
- Professora, tive uma playstation…
- Professora, tive uma singstar…
- Professora tive um telemóvel!
- Olha o meu telemóvel, professora…
- Tive um telemóvel!
-..um telemóvel…
Crise? Onde está a crise?
Quem lhes vai manter agora os telemóveis? O rendimento social de inserção? Os subsídios de…. Os meus impostos?
Crise? Onde está a crise?
Daqui.
- Professora, tive 15 prendas!
-Professora, tive 32 prendas!
- Professora, tive uma playstation…
- Professora, tive uma singstar…
- Professora tive um telemóvel!
- Olha o meu telemóvel, professora…
- Tive um telemóvel!
-..um telemóvel…
Crise? Onde está a crise?
Quem lhes vai manter agora os telemóveis? O rendimento social de inserção? Os subsídios de…. Os meus impostos?
Crise? Onde está a crise?
Daqui.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Dermografismo

Dermografismo - "Escrita sobre a Pele"
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
Dermografismo
Definição de Dermografismo
Classe gramatical de dermografismo: Substantivo masculino
Plural de dermografismo: dermografismos
Possui 13 letras
Possui as vogais: a e i o
Possui as consoantes: d f g m r s
Dermografismo escrita ao contrário: omsifargomred
Na numerologia dermografismo é o número 8
Rimas com dermografismo
humanitarismo
cepticismo
empirismo
diletantismo
despotismo
mecanismo
reumatismo
ceticismo
idealismo
dinamismo
civismo
fanatismo
patriotismo
organismo
abismo
pessimismo
pedantismo
cartesianismo
Daqui.
Dermografismo
Doença que atinge 5% da população mundial e que é de origem absolutamente desconhecida.
Trata-se com antiestamínicos. Pode ou não ter cura. Pode prolongar-se por uma semana, vários meses, anos, ou até acompanhar-nos pela vida fora. Incómoda porque parece que dá coceira.
Doença que possibilita a escrita sobre a pele. Literalmente. Com a pele escrita a ficar de cor vermelha e a ganhar relevo.
Liiiiindo!
A Em@ fez-lhe até uma poesia...
Cartografia
Na cartografia do meu corpo
há saudades
que roubaram a cor dos rios
e partiram em pedaços
o espelho que estes eram.
Os meus sentidos despertos
sentem a chamada do Sul
nos cheiros e nas cores
que os ventos trazem
de longe... longe... longe
e
um arrepio de emoção
põe-me a pele em turbulência.
Em@
Prémio - Selo

Prémio - Selo
Ganhei-o da Em@ que por sua vez o recebeu vindo do outro lado do Atlântico, mais concretamente de Terras de Vera Cruz.
Regra única deste selo:- Oferecer aos leitores indispensáveis em seu BLOG(ue).
Assim, ofereço-o a todos os meus leitores, sem excepção, muito embora o dedique particularmente aos meus leitores mais assíduos, aqueles corajosos e resistentes que passam por aqui mais do que uma vez ao dia.
Eles sabem quem são.
Levem o selo para os vossos blogues. Alguns até já o têm. Outros não o levarão - uns porque não estão para isso, outros porque simplesmente não têm blogue.
Façam como entenderem com a certeza, porém, que todos fazem falta por aqui.
Ainda o Tâmega
Ainda o Tâmega
«o poeta a mijar…»
Se milagres desejais
Recorrei a são Gonçalo,
O Sócrates leva um tal abalo
Que engole o Tâmega inteiro.
Fica o resto de sua vidinha
A mijar verde.
Acaba-se com as barragens
E despolui-se o mijado e obrado rio.
Rio eu ‘choa
Numa boa
E o bom Deus Agradece
Por o deixarem sorrir
Das socretinices cretinas mentecaptas
Deste jardinzinho nada Aprazível
Em que porque nos abaixamos
Nos mijam e obram para cima…
»o poeta a mijar...» versão 2
Se milagres desejais
Recorrei a São Gonçalo,
O Sócrates leva um abalo
E engole o Tâmega inteiro.
Fica o resto da vidinha
A mijar verde.
Acaba-se com barragens.
Despolui-se o mijado e obrado rio.
Rio eu ‘choa
Numa boa
E o bom Deus
Agradece
Por o deixarem sorrir-se
Das socretinices cretinas mentecaptas
Deste jardinzinho nada
Aprazível
Em que (porque nos abaixamos)
Nos mijam e obram para cima…
(...porque a escrita não para, Anabelinha!)
«o poeta a mijar…»
Se milagres desejais
Recorrei a são Gonçalo,
O Sócrates leva um tal abalo
Que engole o Tâmega inteiro.
Fica o resto de sua vidinha
A mijar verde.
Acaba-se com as barragens
E despolui-se o mijado e obrado rio.
Rio eu ‘choa
Numa boa
E o bom Deus Agradece
Por o deixarem sorrir
Das socretinices cretinas mentecaptas
Deste jardinzinho nada Aprazível
Em que porque nos abaixamos
Nos mijam e obram para cima…
»o poeta a mijar...» versão 2
Se milagres desejais
Recorrei a São Gonçalo,
O Sócrates leva um abalo
E engole o Tâmega inteiro.
Fica o resto da vidinha
A mijar verde.
Acaba-se com barragens.
Despolui-se o mijado e obrado rio.
Rio eu ‘choa
Numa boa
E o bom Deus
Agradece
Por o deixarem sorrir-se
Das socretinices cretinas mentecaptas
Deste jardinzinho nada
Aprazível
Em que (porque nos abaixamos)
Nos mijam e obram para cima…
(...porque a escrita não para, Anabelinha!)
Gregory Colbert
Gregory Colbert
De quando em vez volto a este fotógrafo de excepção.
Pudéssemos todos dançar assim...
De quando em vez volto a este fotógrafo de excepção.
Pudéssemos todos dançar assim...
Gregory Colbert - Ashes and Snow (the dance)
Gregory Colbert - Ashes and Snow (the dance)
"The whales do not sing because they have an answer,
they sing because they have a song."
"The whales do not sing because they have an answer,
they sing because they have a song."
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
E se Prometermos uma Barragem ao Santo?
E se Prometermos uma Barragem ao Santo?
Será que ele nos livra dela?
Valerá a pena tentar?
Só que... irra... as barragens não estão contempladas no preçário...
Quanto ao Santo... o Brejeiro presta-se a cada oferenda!
E sempre passíveis de converter em notitas, pois então!
As promessas, pois então!
Assim sendo... quanto valerá uma Barragem?
E, seguindo uma sugestão da Em@, acrescento a pergunta:
Qual será o sexo de uma Barragem?
Agradeço a partilha dos vídeos a quem de direito!
Muito obrigada!
Será que ele nos livra dela?
Valerá a pena tentar?
Só que... irra... as barragens não estão contempladas no preçário...
Quanto ao Santo... o Brejeiro presta-se a cada oferenda!
E sempre passíveis de converter em notitas, pois então!
As promessas, pois então!
Assim sendo... quanto valerá uma Barragem?
E, seguindo uma sugestão da Em@, acrescento a pergunta:
Qual será o sexo de uma Barragem?
Agradeço a partilha dos vídeos a quem de direito!
Muito obrigada!
Petição

Petição
Petição Anti-Barragem - Salvar o Tâmega e a Vida no Olo.
Leia e, se concordar, assine.
O Tâmega e o Olo agradecem.
Um Acordo Indecente
Um Acordo Indecente
por António Mendes, professor de Filosofia, Mestre e Investigador em Linguística Cognitiva
Hoje
A proposta de Acordo de Princípios para a Revisão do Estatuto da Carreira Docente e do Modelo de Avaliação apresentada pelo Ministério da Educação aos Sindicatos, ao abolir a suserania dos titulares sobre os professores, promete recentrar a vida das escolas no seu eixo essencial, o ensino e a aprendizagem, o aprender a tornar-se pessoa e cidadão participativo numa sociedade globalizada e do conhecimento.
Resgatado assim o porquê da escola e do ser docente, quase apetece dizer que se suportará qualquer como, isto é, que qualquer Estatuto ou Avaliação que venha a brotar das negociações entre Ministério da Educação e Sindicatos será sempre suportável e aperfeiçoável.
As onze páginas da proposta de acordo são, porém, de um desconsolo indescritível: limitam-se a alinhavar um novo memorando de entendimento que mantém no essencial o que mais de 100.000 docentes e educadores rejeitaram nas ruas. Ao mesmo tempo, adia, não se sabe até quando, os termos concretos do novo Estatuto e Modelo de Avaliação.
Como se não bastasse, o texto da proposta de acordo enferma de uma visão alienada e desfocada da realidade escolar: nenhuma palavra sobre sucesso ou insucesso e muito menos sobre exigência e esforço; 7 páginas em 11 são gastas com a avaliação de desempenho e apenas 1 página versa sobre o Estatuto Docente, mas com 8 dos 11 parágrafos centrados também em pormenores relativos à da avaliação dos docentes; condena docentes já profissionalizados e com mais de uma dezena de anos de serviço efectivo a um novo período probatório e à mesma prova pública de ingresso na carreira que os recém-formados; nenhuma ideia sobre formação científica, missão e condições de trabalho do docente, sobre a articulação entre avaliação externa das escolas, modelo de gestão das escolas e avaliação de desempenho docente ou sobre a implementação de bons mecanismos de avaliação interna em cada escola.
Uma das novidades desta proposta de Acordo é o Júri de Avaliação, com uma componente fixa (os membros da Comissão de Coordenação da Avaliação, isto é, o Director Executivo e 3 membros do Conselho Pedagógico) e uma componente variável, constituída por um outro docente, do mesmo grupo disciplinar do avaliado, com funções de Relator e a designar pelo Coordenador de Departamento a que pertence o avaliado (n. 23-24 do Acordo).
O facto que nos deixa pasmados é este: serão necessários agora, no mínimo, tantos júris de avaliação quantos os grupos disciplinares a funcionar numa escola e será necessário, para se concretizar a avaliação dos docentes de cada escola, que tais júris se reúnam independentemente, devendo a parte fixa do Júri participar em todas essas reuniões.
Alguém de bom senso acredita na seriedade, objectividade, imparcialidade, exequibilidade ou eficácia de um mecanismo de avaliação como este?
Ao ignorarem as questões que verdadeiramente importam para a qualidade, o Ministério e os Sindicatos sentam à volta de uma querela que não conduz o país a lado nenhum: saber quão rápido (32 anos ou mais) o Ministério da Educação (e o Ministério das Finanças) permitirá que cheguem ao topo da carreira e vencimento os cerca de 70% de bons desempenhos produzidos estatisticamente pelo Modelo de Avaliação.
Esta proposta de Acordo prometia devolver a dignidade a todos os docentes mas, afinal de contas, nem liberta a dignidade nem promove a qualidade. Quem avalia estes negociadores?
Daqui, via Ramiro Marques.
por António Mendes, professor de Filosofia, Mestre e Investigador em Linguística Cognitiva
Hoje
A proposta de Acordo de Princípios para a Revisão do Estatuto da Carreira Docente e do Modelo de Avaliação apresentada pelo Ministério da Educação aos Sindicatos, ao abolir a suserania dos titulares sobre os professores, promete recentrar a vida das escolas no seu eixo essencial, o ensino e a aprendizagem, o aprender a tornar-se pessoa e cidadão participativo numa sociedade globalizada e do conhecimento.
Resgatado assim o porquê da escola e do ser docente, quase apetece dizer que se suportará qualquer como, isto é, que qualquer Estatuto ou Avaliação que venha a brotar das negociações entre Ministério da Educação e Sindicatos será sempre suportável e aperfeiçoável.
As onze páginas da proposta de acordo são, porém, de um desconsolo indescritível: limitam-se a alinhavar um novo memorando de entendimento que mantém no essencial o que mais de 100.000 docentes e educadores rejeitaram nas ruas. Ao mesmo tempo, adia, não se sabe até quando, os termos concretos do novo Estatuto e Modelo de Avaliação.
Como se não bastasse, o texto da proposta de acordo enferma de uma visão alienada e desfocada da realidade escolar: nenhuma palavra sobre sucesso ou insucesso e muito menos sobre exigência e esforço; 7 páginas em 11 são gastas com a avaliação de desempenho e apenas 1 página versa sobre o Estatuto Docente, mas com 8 dos 11 parágrafos centrados também em pormenores relativos à da avaliação dos docentes; condena docentes já profissionalizados e com mais de uma dezena de anos de serviço efectivo a um novo período probatório e à mesma prova pública de ingresso na carreira que os recém-formados; nenhuma ideia sobre formação científica, missão e condições de trabalho do docente, sobre a articulação entre avaliação externa das escolas, modelo de gestão das escolas e avaliação de desempenho docente ou sobre a implementação de bons mecanismos de avaliação interna em cada escola.
Uma das novidades desta proposta de Acordo é o Júri de Avaliação, com uma componente fixa (os membros da Comissão de Coordenação da Avaliação, isto é, o Director Executivo e 3 membros do Conselho Pedagógico) e uma componente variável, constituída por um outro docente, do mesmo grupo disciplinar do avaliado, com funções de Relator e a designar pelo Coordenador de Departamento a que pertence o avaliado (n. 23-24 do Acordo).
O facto que nos deixa pasmados é este: serão necessários agora, no mínimo, tantos júris de avaliação quantos os grupos disciplinares a funcionar numa escola e será necessário, para se concretizar a avaliação dos docentes de cada escola, que tais júris se reúnam independentemente, devendo a parte fixa do Júri participar em todas essas reuniões.
Alguém de bom senso acredita na seriedade, objectividade, imparcialidade, exequibilidade ou eficácia de um mecanismo de avaliação como este?
Ao ignorarem as questões que verdadeiramente importam para a qualidade, o Ministério e os Sindicatos sentam à volta de uma querela que não conduz o país a lado nenhum: saber quão rápido (32 anos ou mais) o Ministério da Educação (e o Ministério das Finanças) permitirá que cheguem ao topo da carreira e vencimento os cerca de 70% de bons desempenhos produzidos estatisticamente pelo Modelo de Avaliação.
Esta proposta de Acordo prometia devolver a dignidade a todos os docentes mas, afinal de contas, nem liberta a dignidade nem promove a qualidade. Quem avalia estes negociadores?
Daqui, via Ramiro Marques.
Ai perderiam, perderiam!
Ai perderiam, perderiam!
Educação
Fenprof admite recorrer ao Parlamento já na 6.ª-feira
Hoje
Sindicatos apontam 5.ª-feira como prazo para acordo sobre carreiras e avaliação
O líder da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) admitiu ontem ao DN a possibilidade de avançar já na sexta-feira para a Assembleia da República. Isto caso não se chegue a um princípio de acordo sobre a avaliação e a carreira docente na reunião que terá lugar na véspera, no Ministério da Educação
"Se a reunião é quinta, não havendo acordo é natural que já na sexta-feira estejamos em condições de recorrer à Comissão de Educação", disse Mário Nogueira, acrescentando que uma primeira abordagem à Assembleia da República consistirá "na entrega de um dossiê com as propostas do Ministério e as contrapropostas dos sindicatos, para que os deputados compreendam o que separa as partes".
Neste momento, apesar dos pontos "onde poderá haver entendimento e outros em que deverão haver negociações posteriores", há um aspecto crucial a afastar as partes do acordo: a garantia de que os professores com avaliação de "bom" vão conseguir chegar ao topo da carreira.
E, se a ministra Isabel Alçada já avisou que nem todos terão essa garantia, os sindicatos também insistem que não há "qualquer hipótese de acordo" sem que a tutela aceite essa condição. De resto, dizem, nem valerá a pena continuar a procurar "pontos intermédios" de consenso.
"O Ministério sabe qual é o mínimo que estamos dispostos a aceitar. E na quinta-feira terá de dizer qual é o máximo que está disposto a atingir", disse Nogueira, explicando que o mínimo para os professores será a garantia de que os professores "bons" atingem o topo até "aos 36 anos de carreira", quatro anos antes da reforma.
Carlos Chagas, do Sindicato Independente e Democrático dos Professores (Sindep/Fenei) resumiu o porquê de esta garantia ser tão imprescindível: "Sem uma carreira que garante que os professores com um desempenho meritório [a partir do Bom] chegam ao topo, estaremos a contrariar o princípio que o próprio Governo defendeu de valorizar o mérito", explicou acrescentando: "Teríamos uma situação pior do que a que levou 100 mil às ruas duas vezes. Se aceitássemos uma coisa dessas, perderíamos os professores".
Daqui.
Educação
Fenprof admite recorrer ao Parlamento já na 6.ª-feira
Hoje
Sindicatos apontam 5.ª-feira como prazo para acordo sobre carreiras e avaliação
O líder da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) admitiu ontem ao DN a possibilidade de avançar já na sexta-feira para a Assembleia da República. Isto caso não se chegue a um princípio de acordo sobre a avaliação e a carreira docente na reunião que terá lugar na véspera, no Ministério da Educação
"Se a reunião é quinta, não havendo acordo é natural que já na sexta-feira estejamos em condições de recorrer à Comissão de Educação", disse Mário Nogueira, acrescentando que uma primeira abordagem à Assembleia da República consistirá "na entrega de um dossiê com as propostas do Ministério e as contrapropostas dos sindicatos, para que os deputados compreendam o que separa as partes".
Neste momento, apesar dos pontos "onde poderá haver entendimento e outros em que deverão haver negociações posteriores", há um aspecto crucial a afastar as partes do acordo: a garantia de que os professores com avaliação de "bom" vão conseguir chegar ao topo da carreira.
E, se a ministra Isabel Alçada já avisou que nem todos terão essa garantia, os sindicatos também insistem que não há "qualquer hipótese de acordo" sem que a tutela aceite essa condição. De resto, dizem, nem valerá a pena continuar a procurar "pontos intermédios" de consenso.
"O Ministério sabe qual é o mínimo que estamos dispostos a aceitar. E na quinta-feira terá de dizer qual é o máximo que está disposto a atingir", disse Nogueira, explicando que o mínimo para os professores será a garantia de que os professores "bons" atingem o topo até "aos 36 anos de carreira", quatro anos antes da reforma.
Carlos Chagas, do Sindicato Independente e Democrático dos Professores (Sindep/Fenei) resumiu o porquê de esta garantia ser tão imprescindível: "Sem uma carreira que garante que os professores com um desempenho meritório [a partir do Bom] chegam ao topo, estaremos a contrariar o princípio que o próprio Governo defendeu de valorizar o mérito", explicou acrescentando: "Teríamos uma situação pior do que a que levou 100 mil às ruas duas vezes. Se aceitássemos uma coisa dessas, perderíamos os professores".
Daqui.
domingo, 3 de janeiro de 2010
Estado da Nação

Estado da Nação
Partilho mais um postal, recebido via e-mail, desta vez da Karin Somers, a artista belga radicada em Amarante.
A urgência de Liberdade sentida por estes Homens-Pássaros amordaçados e amortalhados, que não se olham nos olhos, é um grito amarfanhado e silencioso. É o Estado da Nação.
Obrigada, Karin!
Delicadeza

Delicadeza
Este telegrama recebi-o directamente do Hélio Matias, um amante destes registos que já foram um must de modernidade, um dia, e que agora não passam de curiosidades obsoletas mas para sempre belas e delicadas.
A mensagem que encerra permanece, no entanto, completamente actual.
Obrigada pela delicadeza do gesto para comigo, Hélio.
E votos de felicidade para este ano novo que se abre por completo à nossa vivência.
Opiniões – José Manuel Fernandes
Opiniões – José Manuel Fernandes
Salvar o país deste Estado, e o Estado deste governo
"Portugal gosta de viver à sombra do Estado, mas raras vezes um governo quis controlar tanto o Estado como o que temosOntem de manhã fui ao Portal do Governo, abri um por um os perfis profissionais de todos os membros do Governo, e confirmei uma suspeita: nenhum deles trabalhou a maior parte da vida no sector privado. A maioria nunca o fez. Alguns, poucos, exerceram vagamente a advocacia, mas há muito que não têm “escritório”.
Duas ministras terão ganho mais em direitos de autor do que com os proventos dos lugares que mantêm na administração pública. E até a “sindicalista” nunca trabalhou numa empresa, começou logo como funcionária da UGT. Considerando o conjunto dos ministros, o número total de anos passados no Parlamento ou em gabinetes ministeriais não deve ser muito diferente do acumulado a dar aulas em universidades públicas. Perguntar-se-á: mas porquê a minha suspeita? E será que podemos tirar alguma ilação desta constatação? Na verdade não há mal intrínseco em se ter feito toda a carreira no sector público. Nem de tal se pode tirar qualquer ilação, sobretudo se pensarmos nos que dão aulas nas universidades.
Contudo… Contudo estamos perante um sinal dos tempos: o melhor (?) que o país foi capaz de produzir para depois lhe entregar a responsabilidade de o governar foi um grupo de quadros que nunca correu os riscos associados à actividade privada e sempre cresceu no ambiente protegido – mesmo que nem sempre glorioso – da administração pública. Sucede com este Governo, como poderia suceder com um governo liderado pelo PSD, talvez com pequenas nuances, e não deve surpreender ninguém: o sonho da maioria dos portugueses é, há décadas, há séculos, acolher-se no regaço protector do Estado. De preferência como seu servidor, se necessário como seu subsidiado."
Daqui.
Salvar o país deste Estado, e o Estado deste governo
"Portugal gosta de viver à sombra do Estado, mas raras vezes um governo quis controlar tanto o Estado como o que temosOntem de manhã fui ao Portal do Governo, abri um por um os perfis profissionais de todos os membros do Governo, e confirmei uma suspeita: nenhum deles trabalhou a maior parte da vida no sector privado. A maioria nunca o fez. Alguns, poucos, exerceram vagamente a advocacia, mas há muito que não têm “escritório”.
Duas ministras terão ganho mais em direitos de autor do que com os proventos dos lugares que mantêm na administração pública. E até a “sindicalista” nunca trabalhou numa empresa, começou logo como funcionária da UGT. Considerando o conjunto dos ministros, o número total de anos passados no Parlamento ou em gabinetes ministeriais não deve ser muito diferente do acumulado a dar aulas em universidades públicas. Perguntar-se-á: mas porquê a minha suspeita? E será que podemos tirar alguma ilação desta constatação? Na verdade não há mal intrínseco em se ter feito toda a carreira no sector público. Nem de tal se pode tirar qualquer ilação, sobretudo se pensarmos nos que dão aulas nas universidades.
Contudo… Contudo estamos perante um sinal dos tempos: o melhor (?) que o país foi capaz de produzir para depois lhe entregar a responsabilidade de o governar foi um grupo de quadros que nunca correu os riscos associados à actividade privada e sempre cresceu no ambiente protegido – mesmo que nem sempre glorioso – da administração pública. Sucede com este Governo, como poderia suceder com um governo liderado pelo PSD, talvez com pequenas nuances, e não deve surpreender ninguém: o sonho da maioria dos portugueses é, há décadas, há séculos, acolher-se no regaço protector do Estado. De preferência como seu servidor, se necessário como seu subsidiado."
Daqui.
sábado, 2 de janeiro de 2010
Aniversário

Aniversário
Costumo encontrá-la amiúde. Em minha casa ou na dela.
De longe a longe, encontro-a pelas ruas de Amarante ou na esplanada do café, sempre sempre pendurada no seu costumeiro cigarro que não larga noite e dia.
Nessas ocasiões costumo aproximar-me, risonha, e atiro-lhe um "Olha, olha! Uma sogra igual à minha!" - o que a deixa a gargalhar deliciada.
É uma personagem e tanto!
É aquela que tem um pensamento tão, mas tão veloz!, que, volta e meia, sou chamada para as traduções, perdidas que estão as almas à sua volta, num rodopio de curvas e contra-curvas de pensamentos revoltos, impossíveis de acompanhar para quem não está muito treinado. Eu, confesso, tenho treino, adquirido em muitos anos de prática constante e regular.
É uma senhora muito senhora do seu nariz e o seu nariz fica-lhe muito bem. Aliás, tudo lhe assenta bem, que a senhora é uma beleza, numa família de gente bela até dizer chega! E original e excêntrica. Excêntrica como nenhuma outra ou não fossem eles descendentes de artistas e eles próprios artistas que cultivam essa veia, de uma excentricidade saudável e irreverente que, nos dias que correm, está à beira da extinção.
Aqui lhe deixo esta homenagem singela para que ela possa gargalhar ao abrir o seu computador no seu querido "Anabela Magalhães"!
Parabéns!
Rafting - Paiva
Rafting - Paiva
E, por falar em rios, do Tâmega saltei para o Paiva e fiz rafting.
Se envolve alguns riscos?
Alguns... mas o que seria da nossa vida sem eles?
E, por falar em rios, do Tâmega saltei para o Paiva e fiz rafting.
Se envolve alguns riscos?
Alguns... mas o que seria da nossa vida sem eles?
Relembro a Catástrofe do Tâmega
Relembro a Catástrofe do Tâmega
"O Tâmega que já foi rio às portas de Amarante agoniza a reserva de água na «zona sensível» da albufeira do Torrão (Decreto-Lei n.º 152/97, de 19 de Junho), pela carga de nutrientes que lhe é vertida no leito.
Desde há muitos anos, em toda a extensão da albufeira criada pela Barragem do Torrão (Alpendorada - Marco de Canaveses), a prolífica cultura de algas azuis dá um colorido endémico muito verde, intensamente pastoso e pestilento às águas, imediatamente a jusante da cidade de Amarante. As suas margens, classificadas de «domínio público hídrico», outrora debruadas de areias douradas são agora pântanos de lodos negros, fétidos e nojentos onde se acumulam pastas verdes imundas, sobras marginais de todo o tipo, lixos e latas, testemunhos de uma deplorável morbidez planetária que a civilização insustentável alcançou em terras amarantinas e o Estado consente."
"O Tâmega que já foi rio às portas de Amarante agoniza a reserva de água na «zona sensível» da albufeira do Torrão (Decreto-Lei n.º 152/97, de 19 de Junho), pela carga de nutrientes que lhe é vertida no leito.
Desde há muitos anos, em toda a extensão da albufeira criada pela Barragem do Torrão (Alpendorada - Marco de Canaveses), a prolífica cultura de algas azuis dá um colorido endémico muito verde, intensamente pastoso e pestilento às águas, imediatamente a jusante da cidade de Amarante. As suas margens, classificadas de «domínio público hídrico», outrora debruadas de areias douradas são agora pântanos de lodos negros, fétidos e nojentos onde se acumulam pastas verdes imundas, sobras marginais de todo o tipo, lixos e latas, testemunhos de uma deplorável morbidez planetária que a civilização insustentável alcançou em terras amarantinas e o Estado consente."
Em 2010...

Em 2010...
Porque a editora deste blogue não é pressionável, hoje volto ao Tâmega e faço dele a minha primeira página.
Porque a editora deste blogue não é pressionável, hoje volto ao Tâmega que corre agora cheio, revolto, furibundo, prenhe de Inverno, aparentando uma normalidade perdida há muito.
Aproveito para pedir a todos os bloggers, que por aqui passarem, o favor de levarem este selo e o publicarem nos respectivos blogues.
Porque juntos formaremos uma corrente forte e imparável, na defesa de um bem precioso e comum, na defesa de um rio chamado Tâmega.
Efectivamente Adoro...
Efectivamente Adoro...
Hoje estou assim...
Efectivamente adoro... cágados de pernas pr`ó ar...
Adoro o campo, as árvores e as flores
Jarros e perpétuos amores
Que fiquem perto da esplanada de um bar
Pássaros estúpidos a esvoaçar
Adoro as pulgas dos cães
Todos os bichos do mato
O riso das crianças dos outros
Cágados de pernas pr'ó ar
Hoje estou assim...
Efectivamente adoro... cágados de pernas pr`ó ar...
Adoro o campo, as árvores e as flores
Jarros e perpétuos amores
Que fiquem perto da esplanada de um bar
Pássaros estúpidos a esvoaçar
Adoro as pulgas dos cães
Todos os bichos do mato
O riso das crianças dos outros
Cágados de pernas pr'ó ar
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Carlos Drummond de Andrade

Fotografia de Autoria Desconhecida
Carlos Drummond de Andrade
Feliz Olhar Novo
O grande barato da vida é olhar pra trás e sentir orgulho da sua história. O grande lance é viver cada momento como se a receita da felicidade fosse o AQUI e AGORA!
Claro que a vida prega peças. É lógico que, por vezes, o bolo sola, o pneu fura, chove demais. Mas... Pensa só: tem graça viver sem rir de gargalhar pelo menos uma vez ao dia? Tem sentido ficar chateado durante o dia todo por causa de uma discussão na ida pro trabalho? Tá certo, eu sei, Polyanna é personagem de ficção, hiena come porcaria e ri, eu sei. Não quero ser cego, burro ou dissimulado. Quero viver bem. 2009 foi um ano cheio. Foi cheio de coisas boas e realizações, mas também cheio de problemas e desilusões... Normal.
Às vezes se espera demais das pessoas... Normal. A grana que não veio, o amigo que decepcionou, o amor que acabou...Normal. 2010 não vai ser diferente.
Muda o século, o milênio muda, mas o homem é cheio de imperfeições, a natureza tem sua personalidade que nem sempre é a que a gente deseja, mas e aí? Fazer o quê? Acabar com o seu dia? Com seu bom humor? Com sua esperança? O que eu desejo pra todos nós é sabedoria, é que todos nós saibamos transformar tudo em uma boa experiência!
Que todos consigamos perdoar o desconhecido, o mal educado. Ele passou na sua vida. Não pode ser responsável por um dia ruim. Entender o amigo que não merece nossa melhor parte. Se ele decepcionou, passa pra categoria 3, a dos amigos. Ou muda de classe, vira colega. Além do mais, a gente, provavelmente, também já decepcionou alguém. O nosso desejo não se realizou? Beleza, não tava na hora, não deveria ser a melhor coisa pra esse momento (me lembro sempre de uma frase que adoro: 'Cuidado com seus desejos, eles podem se tornar realidade').
Chorar de dor, de solidão, de tristeza, faz parte do ser humano. Não adianta lutar contra isso. Mas se a gente se entende e permite olhar o outro e o mundo com generosidade, as coisas ficam diferentes...
Desejo pra todo mundo esse olhar especial. 2010 pode ser um ano especial se nosso olhar for diferente. Pode ser muito legal, se entendermos nossas fragilidades e egoísmos, e dermos a volta nisso.
Somos fracos, mas podemos melhorar. Somos egoístas, mas podemos entender o outro. 2010 pode ser o bicho, o máximo, maravilhoso, lindo, maneiro, especial...
Pode ser puro orgulho. Depende de mim! De você! Pode ser. E que seja!!!
Que a virada do ano não seja somente uma data, mas um momento para repensar tudo o que fizemos e que desejamos, afinal sonhos e desejos podem se tornar realidade somente se fizermos jus e acreditarmos neles!"
Carlos Drummond de Andrade
Com dedicatória especial ao A.
Daqui.
Happy New Year
Happy New Year
I wish you all a very peaceful and blissful New Year 2010. Lets resolve our differences and try to see oneness in all.
Hope you like the video.
Lyrics:
Sarveshaam Svastir Bhavatu
Sarveshaam Shaantir Bhavatu
Sarveshaam Purnam Bhavatu
Sarveshaam Mangalam BhavatuS
Sarve Bhavantu Sukhinah
Sarve Santu Niramayaah
Sarve Bhardrani Pashyantu
Maa Kadhchit Duhkhabhahg Bhavet
Meaning:
May good befall all,
May there be peace for all,
May all be fit for perfection, and
May all experience that which is auspicious.
May all be happy.
May all be healthy.
May all experience what is good andlet no one suffer
This video is a Sanskrit Hymn with message about peace and prosperity for all.
Daqui.
Estes são os meus votos, para todos os que passarem por aqui, hoje!
Excelente entrada no ano de 2010!
Depois... depois logo se vê!
I wish you all a very peaceful and blissful New Year 2010. Lets resolve our differences and try to see oneness in all.
Hope you like the video.
Lyrics:
Sarveshaam Svastir Bhavatu
Sarveshaam Shaantir Bhavatu
Sarveshaam Purnam Bhavatu
Sarveshaam Mangalam BhavatuS
Sarve Bhavantu Sukhinah
Sarve Santu Niramayaah
Sarve Bhardrani Pashyantu
Maa Kadhchit Duhkhabhahg Bhavet
Meaning:
May good befall all,
May there be peace for all,
May all be fit for perfection, and
May all experience that which is auspicious.
May all be happy.
May all be healthy.
May all experience what is good andlet no one suffer
This video is a Sanskrit Hymn with message about peace and prosperity for all.
Daqui.
Estes são os meus votos, para todos os que passarem por aqui, hoje!
Excelente entrada no ano de 2010!
Depois... depois logo se vê!
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
"A Cruzada de Sempre!
"A Cruzada de Sempre"
Paulo Guinote na "Opinião Pública" - a cruzada de sempre
"Paulo Guinote e o seu umbigo lá foram hoje mais uma vez à televisão. Ontem na TVI24 e hoje na SIC Notícias lá esteve a defender a classe e com classe.
Nem perante os desmandos dos reformados, auxiliares de acção educativa e avozinhas ressabiadas ao ataque, ele perdeu a compostura. Limitando-se a sorrir levemente, sem nunca se notar no seu semblante qualquer alteração do bom humor e fair-play que o caracterizam, o Paulo desmontou, uma após outra, aquilo que considero as calúnias com que uma certa opinião pública se habituou a mimosear os professores.
Desde o advento de Jorge Pedreira, Valter Lemos e Maria de Lurdes Rodrigues, que, por mais de uma vez injuriaram e ofenderam os professores com insultos ou insinuações pouco abonatórias, que todo e qualquer cidadão, mesmo nada sabendo de educação, se diz "conhecedor no terreno" do trabalho dos docentes e SABE que "eles não querem ser avaliados" e “só querem é bagunça!”!
Continuo, apesar do tempo, a sentir-me chocada com a injustiça de algumas mentiras, tais como: que nunca quereremos avaliação nenhuma e que deixamos as crianças sem aulas para irmos para as ruas fazer manifestações... quais arruaceiros, para não dizer Hooligans, como nos chamou o Sr. Emídio Rangel, que acabou (e bem!) arguido por difamação (haja Deus!). Não vou aqui repetir a argumentação do Paulo Guinote para rebater isto, assim como as questões que melhor salientou. Esse trabalho já está feito (e bem); poderão lê-lo no ProfBlog, que transcreve tudo o que de fundamental foi dito. Quero apenas sublinhar duas coisas:
- A primeira: que lamento que muitos cidadãos continuem a entender que os professores são um bando de malandros que querem ganhar muito sem nada fazer (incluindo não querer ser avaliados, o que seria coerente com a sua incompetência), mesmo tendo em vista que educam e ensinam os seus filhos e netos;
- A segunda: que me congratulo com a existência de professores que não se importam de oferecer o peito às balas, e que, além de eloquentes, são corajosos e bem preparados para desmascarar as mentiras e calúnias sistemáticas com que a classe, lamentavelmente, continua a defrontar-se ainda hoje e passados quatro anos. É graças a Bloggers como o Paulo e outros colegas, a líderes de Movimentos Independentes e a certos Deputados, como por exemplo, a Ana Drago, que tem sido possível fazer ouvir a nossa voz e, apesar de tudo, fazer com que alguns sectores da sociedade já vão começando a reconhecer o nosso trabalho e as nossas razões de outra forma.
Estou convencida de que a informação e a troca de experiências e testemunhos na Blogosfera acabam por ter eco na Comunicação Social tradicional e constituir-se também como força de pressão sobre as próprias estruturas sindicais.
Há que ter a coragem de continuar esta que eu chamo já uma verdadeira cruzada. Assim o cansaço e o desânimo não nos derrubem."
Daqui e com os meus agradecimentos à Lelé que me poupou à escritura a esta hora tardia!
Paulo Guinote na "Opinião Pública" - a cruzada de sempre
"Paulo Guinote e o seu umbigo lá foram hoje mais uma vez à televisão. Ontem na TVI24 e hoje na SIC Notícias lá esteve a defender a classe e com classe.
Nem perante os desmandos dos reformados, auxiliares de acção educativa e avozinhas ressabiadas ao ataque, ele perdeu a compostura. Limitando-se a sorrir levemente, sem nunca se notar no seu semblante qualquer alteração do bom humor e fair-play que o caracterizam, o Paulo desmontou, uma após outra, aquilo que considero as calúnias com que uma certa opinião pública se habituou a mimosear os professores.
Desde o advento de Jorge Pedreira, Valter Lemos e Maria de Lurdes Rodrigues, que, por mais de uma vez injuriaram e ofenderam os professores com insultos ou insinuações pouco abonatórias, que todo e qualquer cidadão, mesmo nada sabendo de educação, se diz "conhecedor no terreno" do trabalho dos docentes e SABE que "eles não querem ser avaliados" e “só querem é bagunça!”!
Continuo, apesar do tempo, a sentir-me chocada com a injustiça de algumas mentiras, tais como: que nunca quereremos avaliação nenhuma e que deixamos as crianças sem aulas para irmos para as ruas fazer manifestações... quais arruaceiros, para não dizer Hooligans, como nos chamou o Sr. Emídio Rangel, que acabou (e bem!) arguido por difamação (haja Deus!). Não vou aqui repetir a argumentação do Paulo Guinote para rebater isto, assim como as questões que melhor salientou. Esse trabalho já está feito (e bem); poderão lê-lo no ProfBlog, que transcreve tudo o que de fundamental foi dito. Quero apenas sublinhar duas coisas:
- A primeira: que lamento que muitos cidadãos continuem a entender que os professores são um bando de malandros que querem ganhar muito sem nada fazer (incluindo não querer ser avaliados, o que seria coerente com a sua incompetência), mesmo tendo em vista que educam e ensinam os seus filhos e netos;
- A segunda: que me congratulo com a existência de professores que não se importam de oferecer o peito às balas, e que, além de eloquentes, são corajosos e bem preparados para desmascarar as mentiras e calúnias sistemáticas com que a classe, lamentavelmente, continua a defrontar-se ainda hoje e passados quatro anos. É graças a Bloggers como o Paulo e outros colegas, a líderes de Movimentos Independentes e a certos Deputados, como por exemplo, a Ana Drago, que tem sido possível fazer ouvir a nossa voz e, apesar de tudo, fazer com que alguns sectores da sociedade já vão começando a reconhecer o nosso trabalho e as nossas razões de outra forma.
Estou convencida de que a informação e a troca de experiências e testemunhos na Blogosfera acabam por ter eco na Comunicação Social tradicional e constituir-se também como força de pressão sobre as próprias estruturas sindicais.
Há que ter a coragem de continuar esta que eu chamo já uma verdadeira cruzada. Assim o cansaço e o desânimo não nos derrubem."
Daqui e com os meus agradecimentos à Lelé que me poupou à escritura a esta hora tardia!
Reabilitação
Reabilitação
Hoje,
revejo-me no tempo,
chuvoso, cinzento, ventoso.
Comecei
a varrer as cinzas,
de feridas já cicatrizadas.
O meu choro é interior,
apesar de por vezes,
ainda enxugar os meus olhos,
na teimosia de lágrimas.
Espero que o vento,
apanágio de desarrumação,
faça o oposto, e
coloque dentro de mim
a harmonia,
seja em tons de cinza,
mas que esteja
em sintonia.
revejo-me no tempo,
chuvoso, cinzento, ventoso.
Comecei
a varrer as cinzas,
de feridas já cicatrizadas.
O meu choro é interior,
apesar de por vezes,
ainda enxugar os meus olhos,
na teimosia de lágrimas.
Espero que o vento,
apanágio de desarrumação,
faça o oposto, e
coloque dentro de mim
a harmonia,
seja em tons de cinza,
mas que esteja
em sintonia.
Assim, o Sol brilhará.
Quando?
Um dia destes,
abrirei a alma,
limpa, reabilitada,
fechada de inútil energia.
O Sol terá entrada permitida,
e eu serei tida em conta,
e poderei finalmente
renovar-me,
abastecer-me de risos,
de quereres reais,
estar viva,
e nisso acreditar,
e em nada mais.
Quando?
Um dia destes,
abrirei a alma,
limpa, reabilitada,
fechada de inútil energia.
O Sol terá entrada permitida,
e eu serei tida em conta,
e poderei finalmente
renovar-me,
abastecer-me de risos,
de quereres reais,
estar viva,
e nisso acreditar,
e em nada mais.
maria eduarda
Vergonha
Vergonha
Recursos
Avaliação Simplex gera protestos até ao último dia
por PEDRO SOUSA TAVARES
Hoje
Acaba amanhã o ciclo de avaliação no regime simplificado, que será substituído em breve. Ainda há classificações a sair e muitos recursos de notas a avançar. Modelo 'antigo' dá polémica até ao fim.
O modelo de avaliação introduzido pela equipa de Maria de Lurdes Rodrigues -a substituir ainda este ano lectivo - promete polémica até ao fim. A um dia do termo do prazo deste "1.º ciclo de avaliação" continuam por sair algumas classificações e já surgem relatos de muitos protestos de professores.
Por outro lado, não há dados oficiais sobre o número de avaliados, com o último balanço - 80 mil, entre 115 mil quadros e perto de 30 mil contratados - a datar de Novembro.
Na área metropolitana da capital, confirmou ao DN António Avelãs, do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa (da Fenprof) as maiores queixas têm surgido "em escolas onde houve muitos candidatos às classificações de excelente e muito bom", que permitem progredir mais depressa na carreira.
Em causa, explicou, estiveram os critérios usados pelas escolas para aplicar as quotas (até 25%) para estas classificações. "Os itens avaliados [no regime simplificado em vigor], como a assiduidade e o cumprimento de serviço permitiam facilmente ter a nota máxima", explicou. "O único elemento diferenciador era a observação de aulas, mas não é com duas aulas assistidas que se diz se um professor é excelente".
Segundo contou , "houve uma escola onde o número de candidatos a estas notas foi de 37 e só havia seis vagas para atribuir". Por outro lado, " houve escolas em que os candidatos foram tão poucos que professores apenas razoáveis tiveram muito bom para cumprir a quota".
Na região Norte, disse ao DN Fernanda Vasconcelos, da área de contencioso do Sindicato dos Professores do Norte (SPN) têm também surgido "muitas queixas nos últimos dias, sobretudo de professores que estão a receber a notificação das notas atribuídas" (ver caixa).
A sindicalista criticou também a demora na atribuição de notas. Sobretudo em escolas que tinham recusado avaliar professores que não tinham entregue os objectivos individuais, tendo entretanto sido informadas pelo Ministério de que deviam fazê-lo: "Houve escolas que não perceberam bem o que estava em jogo. Nem quando a ministra disse que todos deviam ser avaliados.
Paulo Guinote, autor do blogue "A Educação do Meu Umbigo tem recolhido testemunhos de vários problemas, e revelou ao DN situações como "professores ainda à espera de classificação, outros com nota atribuída mas sem documento de suporte a atestá-lo e arredondamentos inexplicáveis, com notas de 7,6 e 8, 4 a valerem 8 [o mínimo para o muito bom]". Contactado pelo DN, o ministério remeteu para mais tarde quaisquer declarações a este respeito
Daqui.
Recursos
Avaliação Simplex gera protestos até ao último dia
por PEDRO SOUSA TAVARES
Hoje
Acaba amanhã o ciclo de avaliação no regime simplificado, que será substituído em breve. Ainda há classificações a sair e muitos recursos de notas a avançar. Modelo 'antigo' dá polémica até ao fim.
O modelo de avaliação introduzido pela equipa de Maria de Lurdes Rodrigues -a substituir ainda este ano lectivo - promete polémica até ao fim. A um dia do termo do prazo deste "1.º ciclo de avaliação" continuam por sair algumas classificações e já surgem relatos de muitos protestos de professores.
Por outro lado, não há dados oficiais sobre o número de avaliados, com o último balanço - 80 mil, entre 115 mil quadros e perto de 30 mil contratados - a datar de Novembro.
Na área metropolitana da capital, confirmou ao DN António Avelãs, do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa (da Fenprof) as maiores queixas têm surgido "em escolas onde houve muitos candidatos às classificações de excelente e muito bom", que permitem progredir mais depressa na carreira.
Em causa, explicou, estiveram os critérios usados pelas escolas para aplicar as quotas (até 25%) para estas classificações. "Os itens avaliados [no regime simplificado em vigor], como a assiduidade e o cumprimento de serviço permitiam facilmente ter a nota máxima", explicou. "O único elemento diferenciador era a observação de aulas, mas não é com duas aulas assistidas que se diz se um professor é excelente".
Segundo contou , "houve uma escola onde o número de candidatos a estas notas foi de 37 e só havia seis vagas para atribuir". Por outro lado, " houve escolas em que os candidatos foram tão poucos que professores apenas razoáveis tiveram muito bom para cumprir a quota".
Na região Norte, disse ao DN Fernanda Vasconcelos, da área de contencioso do Sindicato dos Professores do Norte (SPN) têm também surgido "muitas queixas nos últimos dias, sobretudo de professores que estão a receber a notificação das notas atribuídas" (ver caixa).
A sindicalista criticou também a demora na atribuição de notas. Sobretudo em escolas que tinham recusado avaliar professores que não tinham entregue os objectivos individuais, tendo entretanto sido informadas pelo Ministério de que deviam fazê-lo: "Houve escolas que não perceberam bem o que estava em jogo. Nem quando a ministra disse que todos deviam ser avaliados.
Paulo Guinote, autor do blogue "A Educação do Meu Umbigo tem recolhido testemunhos de vários problemas, e revelou ao DN situações como "professores ainda à espera de classificação, outros com nota atribuída mas sem documento de suporte a atestá-lo e arredondamentos inexplicáveis, com notas de 7,6 e 8, 4 a valerem 8 [o mínimo para o muito bom]". Contactado pelo DN, o ministério remeteu para mais tarde quaisquer declarações a este respeito
Daqui.
FNE - Não Há Acordo
FNE - Não Há Acordo
Afirmei ontem que não haveria acordo. E hoje constato-o. A FNE já foi ouvida hoje de manhã e não assinou qualquer acordo com ou sem Alçada.
A FENPROF será ouvida esta tarde mas está a anos-luz de poder chegar a um entendimento por mínimo que fosse.
As diferenças entre nós - professores e governo -mantêm-se intransponíveis, uma vez que a proposta do governo não é séria e representa um retrocesso relativamente ao que agora está em vigor e que foi deixado por MLR.
E a jogada do governo é... pois é... não chegar a acordo, esperar que a Assembleia lhe retire a batata quente que escalda nas mãos, para fazer o discurso da vítima logo de seguida, com um primeiro a vociferar que a Assembleia não o deixa governar. Coitadinho!
Mais do mesmo, pois então.
FNE rejeita acordo com Governo sobre avaliação e carreira docente
O Ministério da Educação e a Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE) não chegaram a acordo sobre as alterações a introduzir no estatuto da carreira docente e na avaliação de desempenho, anunciou hoje o secretário-geral da organização sindical.
Daqui.
Afirmei ontem que não haveria acordo. E hoje constato-o. A FNE já foi ouvida hoje de manhã e não assinou qualquer acordo com ou sem Alçada.
A FENPROF será ouvida esta tarde mas está a anos-luz de poder chegar a um entendimento por mínimo que fosse.
As diferenças entre nós - professores e governo -mantêm-se intransponíveis, uma vez que a proposta do governo não é séria e representa um retrocesso relativamente ao que agora está em vigor e que foi deixado por MLR.
E a jogada do governo é... pois é... não chegar a acordo, esperar que a Assembleia lhe retire a batata quente que escalda nas mãos, para fazer o discurso da vítima logo de seguida, com um primeiro a vociferar que a Assembleia não o deixa governar. Coitadinho!
Mais do mesmo, pois então.
FNE rejeita acordo com Governo sobre avaliação e carreira docente
O Ministério da Educação e a Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE) não chegaram a acordo sobre as alterações a introduzir no estatuto da carreira docente e na avaliação de desempenho, anunciou hoje o secretário-geral da organização sindical.
Daqui.
Os Blogues de Professores que o Ramiro Não Perde
Os Blogues de Professores que o Ramiro Não Perde
Os blogues de professores que eu não perco
28.12.09 Publicado por: Ramiro Marques 7 Comments and 4 Reactions
"Os blogues de professores que eu não perco estão no meu blog roll, ao fundo na barra lateral. Hoje, selecciono os 10 blogues de professores de que gosto mais.
Correntes
Editor: Paulo Prudêncio
Plataforma: Sapo
Número de visitas: mais de 1000 por dia
Ponto forte: a escrita
Ponto menos bom: alojamento no Sapo
Em@
Editora: Em@
Plataforma: Blogger
Número de visitas: mais de 300 por dia
Ponto forte: as belíssimas pinturas da Em@
Ponto menos bom: a template com fundo preto
J.Alfaro
Editor: João Alfaro
Plataforma: Blogger
Número de visitas: mais de 300 por dia
Ponto forte: as belíssimas pinturas do João Alfaro
Ponto menos bom: a template demasiado simples
Pérola de Cultura
Editora: Lelé Batita
Plataforma: Blogger
Número de visitas: mais de 300 por dia
Ponto forte: agenda cultural
Ponto menos bom: a template demasiado
Anabela Magalhães
Editora: Anabela Magalhães
Plataforma: Blogger
Número de visitas: mais de 500 por dia
Ponto forte: a escrita da Anabela
Ponto menos bom: a template demasiado simples e com fundo preto
Seleccionei estes blogues porque me habituei a gostar de os visitar diariamente e porque há vida para além da ADD e do ECD. São blogues que não se limitam a repetir até à exaustão tudo aquilo que já sabemos sobre a ADD e o ECD. São uma lufada de ar fresco e de boa disposição no panorama dos blogues de professores."
Obrigada, Ramiro Marques!
E toda a gente percebeu que os dez são cinco...
Os blogues de professores que eu não perco
28.12.09 Publicado por: Ramiro Marques 7 Comments and 4 Reactions
"Os blogues de professores que eu não perco estão no meu blog roll, ao fundo na barra lateral. Hoje, selecciono os 10 blogues de professores de que gosto mais.
Correntes
Editor: Paulo Prudêncio
Plataforma: Sapo
Número de visitas: mais de 1000 por dia
Ponto forte: a escrita
Ponto menos bom: alojamento no Sapo
Em@
Editora: Em@
Plataforma: Blogger
Número de visitas: mais de 300 por dia
Ponto forte: as belíssimas pinturas da Em@
Ponto menos bom: a template com fundo preto
J.Alfaro
Editor: João Alfaro
Plataforma: Blogger
Número de visitas: mais de 300 por dia
Ponto forte: as belíssimas pinturas do João Alfaro
Ponto menos bom: a template demasiado simples
Pérola de Cultura
Editora: Lelé Batita
Plataforma: Blogger
Número de visitas: mais de 300 por dia
Ponto forte: agenda cultural
Ponto menos bom: a template demasiado
Anabela Magalhães
Editora: Anabela Magalhães
Plataforma: Blogger
Número de visitas: mais de 500 por dia
Ponto forte: a escrita da Anabela
Ponto menos bom: a template demasiado simples e com fundo preto
Seleccionei estes blogues porque me habituei a gostar de os visitar diariamente e porque há vida para além da ADD e do ECD. São blogues que não se limitam a repetir até à exaustão tudo aquilo que já sabemos sobre a ADD e o ECD. São uma lufada de ar fresco e de boa disposição no panorama dos blogues de professores."
Obrigada, Ramiro Marques!
E toda a gente percebeu que os dez são cinco...
Eu não!
Acabou-se o Estado de Graça

Acabou-se o Estado de Graça
Porque isto não ata, nem desata!
Daqui. Com os meus agradecimentos ao Octávio.
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