domingo, 19 de outubro de 2008

Surpresas Atrás de Surpresas



Com os meus agradecimentos ao Antero.
In http://antero.wordpress.com/

Surpresas Atrás de Surpresas

"Tenho surpreendido muito, não é?" pergunta Maria de Lurdes Rodrigues a Paulo Chitas, autor da entrevista publicada esta semana na Visão.
De facto assim é, e quase sempre por péssimas razões.
De facto, com esta equipa ministerial, as surpresas sucedem-se a uma velocidade que já deve rondar a velocidade luz. Ip! Ip! Ip! Hurra!

Daí, provavelmente, o estarmos a ficar todos encandeados.

sábado, 18 de outubro de 2008

Light Blue



Light Blue

Eu e a maioria dos meus ex-alunos continuamos a encontrar-nos amiúde na escola. São tempos de sorrisos e risos cúmplices, que isto de convivermos semanalmente durante três anos tem que se lhe diga. "Professora, professora! Diga lá... tem saudades do 9.º F? Professora, professora"... e a pergunta repete-se com os meus ex-alunos do 9.º G e do 9.º H. Eu lá lhes respondo, entre risos e sorrisos, que sim, que tenho saudades, o que corresponde inteiramente à verdade. E eles sabem isso, muito embora esteja já noutra, à procura de estabelecer uma relação, igualmente confortável, com as minhas pulguinhas pequeninas de 7.º ano, com os meus, nalguns casos pulgões, alunos dos CEF.
A V, minha ex-aluna do 9.º F tem-me deixado a sorrir com um sorriso do tamanho da minha Barca. Pela segunda vez, ao aproximar-se de mim, diz-me com um sorriso aberto e feliz, espelhado na sua cara linda "Professora, que cheirinho a aulas de História!"
A última vez foi ontem mesmo e, propositadamente, conto este episódio da minha vida profissional depois do de ontem. Primeiro o muito mau e só depois o muito bom... para saborear, saborear e tornar a saborear, durante o meu fim-de-semana reduzido a Domingo.
Pelos vistos as minhas aulas de História cheiram a perfume. Pelos vistos as minhas aulas de História cheiram a Light Blue, o perfume fresco e colorido, enérgico e floral, claro e quase cristalino a que continuo fiel...
Já o disse inúmeras vezes neste blogue: o melhor da Escola são os alunos. Mas também é certo que estaria a cometer uma grande injustiça se me esquecesse da gente bem formada que me acompanha a vida na ESA. O A, o H, a S, a L, a E, o P, a C, a G... com quem fui estabelecendo uma relação de verdadeira amizade que, nalguns casos, extravasou a escola.
Segunda lá estaremos para as gargalhadas e protestos do costume, no bar.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

A Dimensão da Minha Fúria (Com Dedicatória)

A Dimensão da Minha Fúria
(Com Dedicatória)

Este post é inteiramente dedicado aos meus queridíssimos colegas professores do Departamento de Ciências Exactas e da Natureza que, não tendo nada de melhor para fazer durante a manhã de hoje, em que estiveram em departamento, resolveram cortar na casaca da minha pessoa a propósito do meu Portefólio Digital. Parece que estão muito incomodados com o dito, e que ele, o portefólio, lhes está a provocar urticária, parece que eu não tinha nada que o pôr na página da escola, e outras coisas que tais.
Caríssimos, eu não ponho nada! Então não aprenderam ainda que quem põe são as galinhas?!
Caríssimos, vocês não têm nada de mais interessante para fazer do que falar da vida alheia nas costas da pessoa visada?
Depois não têm portefólios, não é? :)
Depois falam dos portefólios dos outros, não é? :)
Pois é, é que o tempo não chega para tudo!
A mim também me acontece o mesmo e vai daí trabalho. :)
Para vossa informação também tive departamento hoje.
Aproveitei para resolver assuntos da minha direcção de turma e ia corrigir portefólios, desta feita dos meus alunos... mas eis que o C., igualmente a departamentar, estava com umas dúvidas de trabalho no word. Guardei os portefólios, será meu trabalho para o fim-de-semana, e socorri o C.
Ah! E vim para casa feliz. :)
Comparai as atitudes e envergonhai-vos.
Ah! E como diz o meu amigo P., agora que o portefólio passou a ser obrigatório deixou de ter a graça que tinha.

Assinado: "A Menina do Portefólio".

Euzinha. Aquela que continua sem esqueletos no armário.

Esclarecimento - Este post é uma excepção no meu blogue. Resolvi passar ao ataque com as armas de alguns, felizmente poucos. Devo informar os meus leitores que não gostei absolutamente nada da coisa e que não fiquei cliente da atitude.
E acrescento que não confundo o todo com a pequeníssima parte dos infelizes protagonistas de conversa "tão elevada".

A Dimensão e a Beleza da Minha Fúria :) :) :)


Sem-Abrigo - Caen - França
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Dia Mundial Contra a Pobreza

Aqui fica assinalado. Sem pompa. Com circunstância.


As Inscrições Estão Abertas

Ora vamos lá a ver quem mexe o rabo. Eu mexo.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Direcção de Turma - É Gozo


ESA - S. Gonçalo - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Direcção de Turma - É Gozo

Devo dizer desde já que não era directora de turma há quatro anos e que daí para cá muita coisa mudou na vida de um/a DT. O trabalho que se exige a um DT hoje em dia não tem nada, mas mesmo nada a ver com aquilo que se exigia quando fui DT a última vez. Há muitos dias em que não usufruo sequer de intervalos, há muitos dias em que vou bem antes do horário de entrada para a escola e muitos dias em que saio bem depois do meu horário para tratar de problemas da minha direcção de turma, já passei horas no Sr. Manuel, coitado, a tentar entrar em contacto com este ou aquele encarregado de educação, nalguns casos com êxito, noutros nem tanto, já estreei o serviço de aviso por sms para aviso instantâneo do encarregado de educação do aluno/s prevaricadores, já passei horas e horas embrenhada em processos que relatam as vidas dos alunos, nalguns casos desde o nascimento, o Projecto Curricular de Turma segue em velocidade cruzeiro com estudos estatísticos e informações diversas para trás e para a frente, já me inteirei dos casos problemáticos em termos de assiduidade, em termos de comportamento, sou cliente assídua do Núcleo de Apoios Educativos, da psicóloga da escola, da secretaria, do SASE, da portaria e até já tive de ir para a cantina resolver problemas diversos.
Devo informar que o mais impressionante, para mim, nesta nova experiência, é a degradação das relações familiares, a falta de respeito de pais para filhos e de filhos para pais, a forma como uns falam com os outros, a grosseria ali à minha frente. A minha experiência anterior em nada se assemelhava com esta realidade e parece-me que a escola é hoje um local bem mais problemático do que aquilo que já foi.
E confesso, honestamente, que já corri mais atrás dos filhos que não são meus, neste mês de aulas, do que corri atrás da minha filha a minha vida toda.
E fico eu a pensar. O Ministério da Educação concede-me 45 minutos semanais para trabalho na direcção de turma?!
E fico eu a pensar. O Ministério da Educação concede-me 45 minutos semanais para atendimento aos pais?!
É gozo!
A Generalização da Loucura

A estratégia foi excelentemente pensada e ainda melhor executada. O ME livra-se de qualquer maneira dos seus funcionários mais dispendiosos, em final e no topo da carreira, que usufruem das maiores reduções de horas lectivas e substitui-os por professores contratados, sem reduções horárias e infinitamente mais baratos.
Gabo-lhes o desplante e a desfaçatez de se marimbarem numa classe profissional no seu todo.
Jamais esquecerei. Jamais esqueceremos.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008


Manif - 8 de Março de 2008 - Lisboa
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

E Aqui Vai Mais Uma
A Plataforma Sindical chegou-se à Frente

"Grande acção nacional de luta dos educadores e professores no dia 8 de Novembro"

"A Plataforma Sindical dos Professores anunciou em conferência de imprensa (15 de Outubro) a realização de uma grande acção nacional de protesto e luta dos educadores e professores portugueses no próximo dia 8 de Novembro (Sábado) em Lisboa. A iniciativa incluirá um plenário no alto do Parque Eduardo VII, seguido de manifestação para o Ministério da Educação, na Av. 5 de Outubro.
Chamando a atenção para "o autêntico sufoco que se vive hoje nas escolas" e para a instabilidade provocada pelas políticas do ME em matérias fundamentais como a avaliação do desempenho, os concursos, ou os horários de trabalho, Mário Nogueira, falando em nome da Plataforma, sublinhou que "construímos uma proposta de acção, que foi aos órgãos dos sindicatos" e que recolheu desde logo um apoio total.
Trata-se, como realçou o dirigente sindical, do "reinício da luta agora em 2008/2009, um momento de partida, prosseguindo a luta desenvolvida no passado ano lectivo".
"No próximo dia Novembro, vamos juntar em Lisboa milhares de professores num grande plenário nacional no Alto do Parque Eduardo VII, e seguiremos depois em manifestação até ao Ministério da Educação", referiu Mário Nogueira acompanhado na mesa desta conferência de imprensa por representantes das diferentes organizações da Plataforma. JPO"

In http://www.fenprof.pt/

Obviamente, estarei lá. E já são duas!

Manif - 8 de Março de 2008
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Manifestação - Dia 15 de Novembro

Está agendada, e convocada, uma manifestação de professores para o próximo dia 15 de Novembro, em Lisboa.

Que fique bem claro que não me interessa quem a convocou. Que fique bem claro que discordo em absoluto das palavras proferidas pelo dirigente máximo do meu sindicato, Mário Nogueira, quando afirmou:
“a FENPROF não tem nada a ver com a manifestação de dia 15. É preciso que fique claro que se trata de uma manifestação convocada pelo discurso anti-sindical, com propósitos nitidamente anti-sindicais. Portanto, a FENPROF demarca-se, totalmente, dessa manifestação. Para a FENPROF e para os professores, o importante é unir e não dividir."
Ora não me parecem serem estas as posições adequadas para promover a união entre professores. Pareceu-me que Mário Nogueira perdeu uma excelente oportunidade para estar calado. Enfim, ele há dias assim, adiante, que não rasgarei o meu cartão de sindicalizada, por ora, por ainda me parecer importante o papel desempenhado pelo sindicato, qualquer que ele seja.
Posto isto que fique bem clara a minha posição. Há manifestação em Lisboa no dia 15 de Novembro? Lá estarei.
O meu sindicato, outro, a plataforma... quero lá eu saber!... convocarão outra para outro dia? Óptimo. Lá estarei também.
E todas são poucas para manifestar o meu desagrado por uma profissão que se degrada todos os dias perante os meus olhos.
E ponto final nesta conversa.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

O Tempo de Trabalho dos Professores

"Se é professor, temos o mobiliário adequado às suas necessidades! Poupe tempo. Não perca o nosso próximo projecto: lançamento de cama vertical com computador portátil.
Damos facilidade de pagamento. Para não titulares, esquema de pagamento de longo prazo. Para titulares, pagamento em 6 meses. Levamos o equipamento a casa. Em breve, disponível também nas escolas, integrado no Plano Tecnológico da Educação."

In http://www.profblog.org/

Nota - Com os meus agradecimentos ao Ramiro Marques, por este momento de humor acutilante.
Fire

Clique no link e veja o fogo começar! Aproveite e brinque. Aproveite e descarregue o stresse. :)

http://www.flamingcursor.com/

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Uma Escola, Um Autocarro

"Protestos contra novo modelo de avaliação
Movimentos de professores agendam manifestação em Lisboa para 15 de Novembro

13.10.2008 - 19h47 Lusa

Os movimentos de professores agendaram para 15 de Novembro em Lisboa um protesto contra o modelo de avaliação de desempenho que está a provocar um “enorme cansaço e saturação” entre a classe. A iniciativa está a ser divulgada através de blogues, mensagens de telemóvel e correio electrónico, o lema de protesto da manifestação é “uma escola, um autocarro”."A implementação do modelo de avaliação de desempenho está a provocar um cansaço e saturação enormes entre os professores, que passam horas e horas a preencher grelhas, fichas e planos que não têm nenhuma repercussão positiva na qualidade das aulas e no processo do ensino e das aprendizagens", afirmou Octávio Gonçalves, coordenador do Movimento Promova.Segundo o coordenador o sentimento da classe é que não há nada para negociar, já que rejeitam de todo o modelo de avaliação “e o seu fundamento, que é a divisão da carreira em duas categorias hierarquizadas", acrescentou Octávio Gonçalves.O Movimento Unidade e Mobilização dos Professores e a Associação dos Professores e Educadores em Defesa do Ensino são outras entidades que estão a tratar da organização logística do protesto."Os professores estão a divulgar a manifestação em nome individual, sem pertencer a nenhum movimento, associação ou sindicato. Esta manifestação é espontânea e traduz a vontade dos professores e o sentimento de cansaço, frustração e indignação que sentem nas escolas", afirmou.Os movimentos cívicos de professores surgiram no início do ano um pouco por todo o país. A maioria contestou o entendimento alcançado em Abril entre Ministério da Educação e sindicatos relativo à avaliação de desempenho. A última manifestação de professores, organizada pelos sindicatos, reuniu em Lisboa mais de 100 mil pessoas, a 08 de Março.A Federação Nacional dos Professores também já admitiu uma manifestação nacional em Novembro. No entanto, o sindicato reúne terça-feira com a Ministra da Educação para debater horários de trabalho, avaliação de desempenho, concurso de professores e outras matérias. Dependendo das respostas da ministra Maria de Lurdes Rodrigues, a federação vai conversar com os restantes sindicatos da Plataforma para decidirem se avançam em conjunto para mais um protesto nacional."

Imaginemos - Barca - Serra da Aboboreira
Fotografia de Artur Matias de Magalhães

Imaginemos

Imaginemos uma hipotética escola anedótica, num hipotético país anedótico. Imaginemos que o director dessa escola, em reunião geral, informa os seus subordinados, professores, que a Avaliação do Desempenho é para ser executada, que as aulas assistidas são para serem assistidas, e que não há um minuto a perder na marcação dessas aulas assistidas, sob pena de não haver tempo útil para as realizar. Imaginemos uma primeira reunião de departamento onde a informação passada continua a ser a mesma. Imaginemos uma segunda reunião de departamento, realizada a semana passada, onde somente após solicitação de informação sobre Avaliação do Desempenho é dito que tudo continua como até ali. Imaginemos que hoje um professor avaliador foi assistir a uma aula dum professor avaliado. Imaginemos que a ficha de observação de aula vai ser remodelada e afinal ainda não foi aprovada. Imaginemos que as delegações de competências de avaliação ainda não saíram em Diário da República. Imaginemos que se começam a cometer ilegalidades.

E agora?

Imaginemos...

Alunos/Professora - ESA - Amarante
Fotografia de não sei quem

Entrar nos Eixos

Finalmente estou a entrar nos eixos.
Desde o início do ano lectivo não parei ainda. A acção de formação que estou a frequentar terá a última sessão no próximo sábado e terei ainda muito trabalho a desenvolver para apresentar nesse dia, mas a verdade é que ficará já arrumada a minha formação acreditada deste ano. Esta semana será ainda tempo de marcar corpo presente da minha décima quarta reunião na ESA, neste ano lectivo que ainda ontem começou. É uma das vertentes do meu trabalho que mais me custa, ver que uma doença chamada reunite se espalha pelas escolas como uma praga. E pior do que isso só o facto de termos sido literalmente afogados em grelhados e outras papeladas que tais, guardadas em capinhas de Lucifer.
Tenho-me em conta de pessoa bastante organizada. Tenho-me em conta de pessoa que gosta de trabalhar e nunca se escusou ao trabalho. E constato que até este ano lectivo o tempo sempre me chegou para tudo. Costumo até brincar com esta minha faceta, a que eu chamo de hiperactividade, que me impele a trabalhar com gosto. O tempo sempre me chegou para escrever no blogue, preparar aulas, fazer apresentações em PowerPoint, planear férias, fazer passeios pedestres, calcetar, fazer muros, fazer actas e planificações, planos de recuperação e acompanhamento, ir ao café, estar com amigos, ir a exposições, cortar mato na Barca, visitar museus, ir a concertos, ler e o mais que me apetecesse.
Pois não é que dei por mim, este ano lectivo, a trabalhar até à uma hora da manhã, a chegar da escola perto das nove horas da noite, e a não ter tempo de preparar uma aula? Felizmente que tenho o serviço adiantado, doutra forma não sei o que seria de mim. E dei por mim em estado de quase completa exaustão. Digo-o aqui e agora que isto não é normal, e jamais me senti assim cansada nem no final de um ano lectivo. O meu passeio pedestre do outro fim-de-semana esteve quase a ir para o galheiro, de tal forma foi a pressão de reuniões e mais reuniões, papéis e mais papéis. Felizmente parei para pensar e decidir que primeiro estou eu, e que estando eu primeiro os meus alunos saem beneficiados.
Vai daí ontem, domingo, iniciei uma apresentação em PowerPoint que interrompi agora mesmo, a esta hora já tardia, e que decerto fará as delícias dos meus Cefs.
É que não me posso esquecer do meu Manuel, da turma de Carpinteiros 1 que no final da primeira aula de CMA, em PowerPoint, me perguntou em tom de desafio, enquanto eu arrumava as maletas pedagógicas:
"Professora, as aulas vão ser sempre assim?"
Porquê? - retorqui-lhe eu sem fazer ideia do que dali ia sair.
"É que se forem sempre assim eu não falto às aulas!"
Não, deste trabalho nunca ninguém me ouvirá queixar.
E eu quero trabalhar. Quero continuar a trabalhar. Assim a tutela e a ESA mo permitam. Assim eu ponha travão à tutela e à ESA.
Assim sendo, evidentemente, os papéis podem esperar.

domingo, 12 de outubro de 2008

Notícia Fresquinha Acabadinha de Chegar ao Meu Mail Directamente da Fonte - MUP

AMPLA DIVULGAÇÃO PARA TODOS OS CONTACTOS POSSÍVEIS!!!!

MANIFESTAÇÃO DE PROFESSORES - 15 DE NOVEMBRO - LISBOA

"É oficial!
Se, até aqui, apenas pairava no ar a ideia de uma manifestação, no dia 15 de Novembro, esta é, agora, irreversível.
Para todos aqueles que se têm interrogado sobre as questões legais e de organização, a partir de hoje o apelo é oficial.
Numa reunião da APEDE, em que o MUP participou, ficou decidido que uma comissão composta por elementos desta Associação e deste Movimento tratará dos aspectos legais (pedido de autorização ao Governo Civil de Lisboa) para:
Local de concentração: Marquês de Pombal, Lisboa.
Dia e Hora: 15 de Novembro, às 14 horas.
Segue-se desfile pela Rua Braancamp, Largo do Rato, Rua de S. Bento, terminando a manifestação em frente da Assembleia da República.
Vamos também solicitar a colaboração de outros movimentos e personalidades que têm dado o seu contributo à causa da Educação.
Nota: A APEDE é uma Associação legalmente constituída. Sítios na internet: http://apede.blogspot.com/ e http://apede.pt/.
Esta manifestação será o prenúncio de outra, certamente maior!
Agora, é preciso mobilizar o maior número de professores...TODOS SEREMOS POUCOS!
Passa esta mensagem a todos os teus contactos."
http://mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/

Nota - A ver vamos como reagirão os sindicatos.
This fire is out of control
I`m gonna burn this city
Burn this city

sábado, 11 de outubro de 2008



"Razões E Contornos De Um Êxodo"

"Notícia do Sol, a ser lida com muita atenção, em especial pelos críticos dos professores e por todos os que acham que se vão embora os medíocres e os que não tinham vocação para a função, porque eram apenas licenciados a dar aulas (corrente tavarista-rangeliana-moitadedeusinha).
Numa das melhores escolas públicas do país, saem muitos dos seus melhores elementos e certamente aqueles que ajudaram a moldar a história daquela instituição educativa verdadeiramente de referência.
Não estamos a falar de gestores de sucesso que vivem de negócios e contratos preferenciais com o Estado, ou daqueles que ajudaram a afundar instituições financeiras, que negociaram em off-shores produzindo prejuízos imensos ou que absorveram fundos comunitários sem produzir riqueza para mais do que si próprios. Ou mesmo de autarcas que distribuíram frigoríficos ou casas municipais às resmas, conseguindo com isso, em vários casos, ascender a cargos da maior responsabilidade na condução do país.
Estamos a falar de pessoas com 30 ou mais anos de uma carreira digna, que deram o melhor de si e que agora se fartaram de ser desrespeitados.
Não os considero desistentes. Considero-os sensatos. Há que saber até que ponto o sacrifício pessoal faz sentido."

Paulo Guinote, in http://educar.wordpress.com/

Manif 2007 - Lisboa
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Não somos minhocas, moles, viscosas, escorregadias... ou somos?

Náaaaaaaaaaaaaaaaaa

Com os meus agradecimentos ao Ramiro Marques que publicou a minuta em http://www.profblog.org/.

Minuta de pedido de suspensão das funções delegadas de avaliador

Exmo Senhor(a) Presidente do CE


1. Não me sinto convenientemente preparado para avaliar os meus colegas, até porque não me foi oferecida qualquer formação nesse sentido.

2. Estando a decorrer o processo de definição de objectivos individuais, faço chegar ao conhecimento de V. Exa que não me foi proporcionada qualquer formação específica nesse âmbito pelo que não me sinto preparado para assumir essa responsabilidade.

3. Não me parece que seja possível ultrapassar uma exigência legal plasmada no Código do Processo Administrativo, quando no seu Artigo 37º, referente aos requisitos de acto de delegação de competências ou poderes, no ponto dois se diz taxativamente o seguinte: “Os actos de delegação e subdelegação de poderes estão sujeitos a publicação no Diário da República, ou, tratando-se da administração local, no boletim da autarquia, e devem ser afixados nos lugares de estilo quando tal boletim não exista."

4. Não querendo fazer desta prerrogativa legal o espaço de luta pela contrariedade ao processo instituído, julgo, contudo, que é de todo importante lembrar as autoridades escolares que as leis, quando em vigor, se aplicam a todos.

5. Na sequência dos argumentos invocados atrás, sinto-me na obrigação de solicitar a V. Exa a suspensão das funções delegadas de avaliador até que estejam esclarecidas as dúvidas e questões colocadas.

Pede deferimento

O docente
Abaixo-Assinado

E aqui está ele, como prometido. Disponível para quem o quiser assinar.

http://www.fenprof.pt/AbaixoAssinado/RevogaECD/

Amarante em Lisboa - Lisboa - Portugal
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Lisboa, 15 Novembro 2008

Lisboa, lá vamos nós! Uma e outra vez, até o monstro morrer.
O meu sindicato escutou as queixas e acordou.

FENPROF exigirá à Ministra da Educação a resolução dos problemas

"Não queremos pressionar a senhora ministra (ao contrário do que o Ministério faz às escolas e aos professores...). Mas se na reunião de terça-feira, dia 14, não tivermos respostas objectivas para os graves problemas que afectam os educadores e professores, haverá, certamente, um reforço da luta e uma grande acção nacional, de protesto, já no próximo mês de Novembro", garantiu Mário Nogueira na conferência de imprensa realizada ao fim da tarde desta sexta-feira, 10 de Outubro, em Lisboa. No encontro com a comunicação social foram abordadas as conclusões fundamentais da reunião de dois dias do Secretariado Nacional da FENPROF. Além de Mário Nogueira, integraram a Mesa os dirigentes sindicais Abel Macedo (SPN), António Avelãs (SPGL), Anabela Sotaia (SPRC), Joaquim Páscoa (SPZS) e Marília Azevedo (SPRA). Das declarações do secretário-geral da FENPROF, que identificou as principais razões de descontentamento que se vivem hoje nas escolas do País, deixamos já de seguida algumas das passagens mais significativas.

Um grande cansaço

Vive-se nas escolas portuguesas um clima de grande insatisfação e também de alguma desorientação. Há uma pressão sobre as escolas, sobre os órgãos executivos e pedagógicos, sobre os professores Há um cansaço acumulado em apenas cerca de três semanas, equivalente ao de um ano inteiro de trabalho, que está a provocar um desgaste enorme entre os educadores e os professores, que tem a ver com razões de vária ordem. Razões essas que nos levam a uma reunião com a Ministra da Educação, no próximo dia 14, onde defenderemos que sejam tomadas as medidas necessárias para que as escolas regressem à normalidade. Horários de

Trabalho
Acusamos o ME de desrespeitar o Entendimento e o quadro legal que resultou desse entendimento e a legislação em vigor. A DGRHE está a divulgar orientações que impõem ilegalidades. Fizemos uma listagem dessas ilegalidades que será entregue à Ministra da Educação. Também as escolas, muitas escolas, estão a incorrer em ilegalidades, resultado dessas orientações, mas não só.
A Inspecção Geral de Educação (IGE) está a fechar os olhos a todas essas ilegalidades. Alertámos a IGE para isso, solicitando rigor na verificação dos horários. Coisa que não aconteceu. Isto não é aceitável! A Ministra não respeita um entendimento político que resultou de uma negociação política. Na reunião com Lurdes Rodrigues exigiremos uma reunião de imediato, com um responsável político, para que isto seja alterado e este incumprimento seja corrigido.

Avaliação do Desempenho

Não há só problemas técnicos. Este é um grave problema político. O início da aplicação do processo, ainda na fase, apenas, de definição de objectivos, leva a concluir que o próprio desempenho dos professores pode estar a ser posto em causa. O que se exige dos professores está impedido pelo que é, já, a aplicação embrionária do modelo.
Este problema grave tem de ser resolvido. Precisamos também de saber o que o ME quer fazer às recomendações, apreciações, críticas do modelo de avaliação do desempenho. Se criou o Conselho Científico da Avaliação do Desempenho não foi só para acatar as recomendações que lhe são favoráveis. Por exemplo, quanto aos resultados escolares, o CCAD recusa a sua aplicação, que tem um peso de 6,5% da avaliação total, quando se sabe que a responsabilidade dos resultados não pode ser atribuída só aos professores. Isto é inaceitável!

Gestão das Escolas

Muitas escolas não conseguiram constituir listas e a situação está ainda por resolver. Independentemente disso, temos um parecer de um prestigiado constitucionalista Guilherme da Fonseca que refere que sete dos artigos do DL 75/2008 estão feridos de ilegalidade, fundamentalmente por causa da forma como o director é escolhido. Queremos saber se o ME aceita alterar os artigos ilegais, pois se não o fizer, iremos recorrer às instâncias que possam pedir a verificação da legalidade do diploma, designadamente a Assembleia da República.

Concursos

O projecto do ME, a ser aprovado, tornará ainda mais instável a profissão. Com focos novos de instabilidade. A estabilidade não resulta apenas do tempo de intervalo entre cada concurso. Tem a ver com outras coisas: por exemplo, os professores de Quadro de Escola passarem para quadros de âmbito geográfico maior (a nível de Agrupamento) ou o facto de os professores de uma Zona Pedagógica serem obrigados a concorrer a mais três zonas, sob ameaça de processo disciplinar, agrava a instabilidade, bem como a consideração da avaliação do desempenho para efeitos de graduação profissional, quando se sabe que a avaliação tem quotas, para além de viciar o concurso e a sua própria dinâmica. O ECD não permite que a avaliação do desempenho sirva para graduar professores. Isto é ilegal e inaceitável.

Aposentação

Iremos propor que, face ao evidente desgaste físico e psicológico dos professores, que leva a que muitos estejam a aposentar-se, às centenas, mesmo lesados na sua remuneração, sejam aprovadas medidas específicas e especiais. São centenas de professores atingiram o limite da paciência e da capacidade para desenvolveram a sua profissão.
Não é aceitável que o Secretário de Estado Valter Lemos venha dizer que os professores se vão embora porque já estavam para ir... Com as suas pressões e políticas é também ele muito responsável por esta situação.
Propomos um debate que conduza a um processo negocial, com regras específicas para a aposentação dos professores e que contemplem, também, condições especiais de exercício profissional nos últimos anos de serviço nas escolas.

Escolaridade de 12 anos na gaveta

Por fim, iremos tentar perceber porque é que este Governo desiste de uma das suas bandeiras e uma necessidade do País, que é o da escolaridade obrigatória alargada até ao 12.º ano. Isto é sintoma da incapacidade e principalmente do fracasso deste Governo também em matéria de políticas educativas.

A acção

. A FENPROF dinamizará, em Outubro e em parte de Novembro, reuniões e plenários, promoverá reuniões e plenários (distritais, concelhios, locais, de escola) com todos os professores interessados, destacando-se, naturalmente, a análise e o enriquecimento das propostas da FENPROF.
· A Federação promove um Abaixo-Assinado de exigência de revogação do "ECD do ME", já em circulação, para que seja o maior abaixo-assinado até hoje recolhido.
· Neste primeiro período vai ser necessário uma grande acção de rua durante o mês de Novembro, envolvendo os professores de todo o País. As grandes acções devem somar, acrescentar, unir e por isso, levaremos estas propostas de acção aos outros sindicatos de professores da Plataforma Sindical. Essa reunião da Plataforma realizar-se-á às 14H30 de 2.ª feira, 13 de Outubro, em Lisboa.
· Porém, há uma reunião com a ministra da Educação. Damos-lhe esta uma oportunidade para responder às questões já referidas e para que crie a possibilidade para que este clima se altere.
· Se da reunião com a Ministra não resultar na resolução dos problemas, então, de seguida e de imediato, anunciaremos o que faremos.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Mais de 1100 professores reformados só este mês

DN-Online
PEDRO SOUSA TAVARES
HERNANI PEREIRA

Educação. Total das aposentações em 2008 já é de 5060

"Só na última quarta-feira - o mesmo dia em que foi noticiado que perto de quatro mil professores já se tinham reformado este ano - foram publicadas em Diário da República mais 1106 aposentações, referentes a novos processos concluídos este mês. O balanço actual, segundo contas enviadas ao DN pelo Sindicato Independente e Democrático dos Professores (Sindep), já vai nas 5060 reformas. E é "cada vez mais previsível" que, até ao final de 2008, tenham duplicado as cerca de 3200 de 2007.
"Entre a publicação das aposentações e os pedidos há um desfasamento de alguns meses", disse ao DN Carlos Chagas, secretário-geral do Sindep. "Os casos de que estamos a falar referem-se a professores que pediram a reforma no Verão, numa altura em que já começavam a adivinhar o que os esperava", disse.
"A partir de agora", acrescentou, "estamos convencidos de que os pedidos ainda vão aumentar mais, dado o descontentamento dos professores nas escolas, sobretudo devido à aplicação do novo modelo de avaliação".
Segundo o sindicalista, "entre a preparação das avaliações e outras questões, as escolas farão este ano, em média, mais de 90 reuniões. "É natural que muitos professores sintam que já não podem exercer a sua profissão", defendeu. "E os que estão a ir-se embora são precisamente os que poderiam acrescentar alguma coisa com a sua experiência".
Ainda de acordo com as contas deste sindicato, 2045 dos 5060 pedidos de reforma foram feitos antecipadamente, implicando perdas de vencimento. Entre os exemplos citados está um professor de Idanha-A-Nova, que acabou por ficar a receber 391,88 euros, e outro que aceitou uma reforma de 90,33 euros, quando "a reforma normal é, em média, de 2000 a 2400 euros por mês". "Vamos acabar a importá-los"
Carlos Chagas rejeitou a explicação, dada esta semana pelo secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, de que o aumento de pedidos antecipados esteja relacionado com a passagem da idade da reforma para os 65 anos. "Essa conclusão é uma falácia, já que só em 2014 se vai chegar a esse limite ", sustentou. "Actualmente, para um professor se aposentar sem penalizações bastam 61 anos e seis meses de vida e 33 de serviço".
"Este fenómeno é um reflexo das medidas", assegurou. "Aconteceu o mesmo há duas décadas no Reino Unido, com a senhora [Margareth] Thatcher. Acabaram a recrutar professores no estrangeiro. Como o nível de diplomados na Educação que temos hoje, que não cobre nem 1000 lugares por ano, se calhar também vamos acabar a importá-los".
Contactado pelo DN, o Ministério da Educação não quis comentar estes novos dados."

Descanso - Barca - Aboboreira - Amarante
Fotografia de Artur Matias de Magalhães

Descanso

À vista! Fim-de-semaaaaana!!! À vista!
Descanso, aqui estou eu.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

A Menina do Portefólio


A Menina do Portefólio - S. Gonçalo - Amarante
Fotografia de João Pedro Fonseca

A Menina do Portefólio

Pois é verdade. À medida que os anos avançam e passam por mim, deixando as suas inevitáveis marcas, vou acumulando outros nomes para além do meu nome original. Já aqui falei, por mais de uma vez, sobre este assunto, e um dia destes voltarei à carga, fazendo a listagem e o ponto da situação em post expressamente dedicado a esta temática deveras interessante e deliciosa.
Por agora quero apenas falar da forma jocosa como um meu coleguinha de escola se referiu a mim, em plena sala de professores, enquanto eu entrava na dita.
Sim, sou agora a "Menina do Portefólio". Kakaka.
Com muito gosto, assumi. Kakaka.
Sou agora a "Menina do Portefólio". Kakaka.
A que se marimba no gozo e na opinião dos outros que nada lhe interessam. A que assume aquilo que diz e actua em conformidade. A que diz pela frente, alto e bom som, e a que não tem medo de tomar posições. A que ficou só, perante 170 professores da ESA, enquanto era atacada publicamente pelo seu director, em plena reunião geral de professores, e que quase seis anos mais tarde lhe provou estar ele errado e ela certa, e que se conseguiu entender com ele sobre este e outros assuntos. E sobre outros não. A que ficou à espera que se erguesse uma voz de apoio e só escutou um pesado silêncio. A que anda na posição vertical porque não partiu a coluna, nem é uma minhoca. A que nunca ninguém apanhará de cócoras, na escola, apenas porque acha que não é uma posição própria e adequada para uma escola. Na Barca, talvez! Kakaka.
Aquela a quem podereis recorrer para vos ajudar a fazer o vosso portefólio digital, agora que se lembraram de exigir Portefólio para a Avaliação do Desempenho. A que o fez antes que alguém lho exigisse, apenas porque sim e tal, apenas porque lhe deu para aí, porque a Menina do Portefólio, às vezes, tem destas coisas. A que arrasta desde há quatro anos, pela escola fora, computador portátil e projector, porque lecciona as suas aulas com apresentações em PowerPoint apenas porque se lembrou que estava na hora de se modernizar. Apenas porque sim e tal. A que nunca escondeu de ninguém a sua página de recursos nem o seu portefólio. E tudo isto apenas porque a Menina do Portefólio acha que a evolução passa pela partilha. E tudo isto apenas porque a Menina do Portefólio adora a sua profissão.
Ok. Agora menos. Kaka. E coisa e tal.
Será que foi desta que deixei de ser Miss PowerPoint?
A Proposta da Fenprof - Avaliação do Desempenho

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Fenprof volta a protestar contra actual modelo de avaliação

Hoje às 15:07

"A Federação Nacional de Professores (Fenprof) exigiu, esta quarta-feira, a revogação do actual estatuto da carreira docente. Os professores anunciaram que «vão sair à rua», num protesto com dimensão nacional e com data a definir nos próximos dois dias.
A Fenprof voltou a manifestar-se contra o modelo de avaliação que está em vigor, fazendo circular um abaixo-assinado em que a revogação do decreto sobre o estatuto da carreira docente, o fim do actual modelo de avaliação de desempenho, horários adequados às exigências pedagógicas e um modelo de gestão participada de forma democrática pelos professores são algumas reivindicações que se incluem.
A Fenprof recordou que há seis meses, na altura em que foi assinado o memorando de entendimento entre o sindicato e o Ministério da Educação, ficaram definidos apenas princípios orientadores que tal como estão, não servem aos professores.
Para o coordenador da Fenprof, Mário Nogueira, a situação dentro das escolas é «explosiva».
Para além dos pedidos de reforma, Mário Nogueira falou em ilegalidades quanto a delegação de competências previstas no código de processo administrativo e denunciou as demissões de professores avaliadores e um clima de medo, que se traduz numa média de 600 mensagens electrónicas que diariamente chegam à Fenprof, muitas delas anónimas.
O coordenador da Fenprof acusou novamente o ministério da Educação de usar a chantagem para impor o actual modelo de avaliação de desempenho, dando o exemplo dos professores contratados.
O abaixo-assinado posto a circular esta quarta-feira, será o tema da próxima reunião da Fenprof com a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, marcada para a próxima terça-feira.
Está, no entanto, a ser colocada em debate público nas escolas uma proposta de avaliação aberta a todas as sugestões dos professores, para ser apresentada em versão definitiva no início do segundo período."
On-line

Depois de um período em que andei desaparecida da net, afogada em trabalho, quase sufocada e em estado de exaustão física e intelectual, resolvi alterar algumas condutas na minha vida.
Assim, hoje foi dia de ir ao café, local que sempre frequentei, e de onde tenho estado desaparecida, em combate inglório travado contra grelhados, para que não continuem a perguntar ao meu pai se eu estou doente, ou se se passa alguma coisa comigo.
Foi ainda dia de tomar outra decisão e de decidir continuar on-line para os meus alunos, para os meus ex-alunos e para os meus amigos também. A papelada pode esperar. Decidi não me deixar grelhar em grelhados doidos impostos pelo ME e pelas escolas seguidistas e, palpita-me, tubos de ensaio para a avaliação de desempenho. Se o tempo não me der para tudo paciência. Mandem-me prender que é da maneira que tiro uns dias de descanso bem merecidos.
Depois de falar no msn com o Rafael, meu ex-aluno da EB2/3 de Amarante, que está já na faculdade, hoje foi igualmente dia de me entrar pela casa adentro o Cristiano Costa, meu ex-aluno do 7.º, 8.º e 9º G e agora aluno da turma do 10ºCT3. Pois o Cristiano deixou de ter História, tendo agora "apenas" Biologia/Geologia, Física/Química, Inglês, Português, Matemática, Filosofia, Moral, Ed. Física.
E a dado passo da nossa conversa disse-me esta coisa extraordinária que, com a sua licença, transcrevo.

ANABELA diz:
e as tuas aulas?
ANABELA diz:
está tudo a correr bem?
CriST1An0 CoStA diz:
vou-lhe dizer uma coisa, ando com mtas saudades das aulas de historia

Confesso que o Cristiano me deixou a sorrir de orelha a orelha e ao mesmo tempo de olhos rasos de água. Porque nunca me senti tão mal, profissionalmente falando, graças a políticos incompetentes que decidiram colocar a Educação em alvoroço e que decidiram deixar os professores com as vidas num inferno. Porque tenho pensado mandar tudo às urtigas, porque tenho pensado mandar bugiar quem brinca assim com assuntos tão sérios como os da Educação. Porque ainda ontem abri as minhas torneiras e deixei a água escorrer-me livremente pela cara, de fúria, de frustração, de desilusão.

Por isso obrigada, Cristiano, eternamente grata pelas tuas palavras que me ajudarão a corrigir trajectórias confusas e errantes neste início de ano lectivo.
A professora volta a estar on-line!

ESA - S. Gonçalo - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Portugal no seu Melhor

Como é sabido os alunos a quem é atribuído escalão A provêm da franja mais desfavorecida da população, daquela que tem dificuldades económicas graves, vai daí que estes alunos não paguem absolutamente nada pelos livros nem pela alimentação nas escolas.
E, se assim não é, assim deveria ser.
Verificando-se em anos anteriores que alunos com escalão A nem sempre comem o almoço gratuito na escola, pago por todos nós através dos nossos impostos, tendo até a distinta lata de se marimbarem para o almoço da cantina saindo para almoçar nos restaurantes dos arredores, os directores de turma estão a avisar alunos e respectivos encarregados de educação que pura e simplesmente não há autorizações de saída da escola para ninguém a quem foi atribuído este escalão podendo estes alunos sair apenas quando as aulas terminam. Excepção, claro, para os que comem em casa. Porque das duas uma. Ou os alunos têm realmente necessidades económicas e comem na escola, ou não têm necessidades económicas, perdem o escalão A, e aí podem almoçar nos restaurantes dos arredores que já ninguém tem nada a ver com o assunto.
Os alunos têm feito queixa dos seus professores, dos seus directores de turma, em suma, da escola, aos seus pais.
E alguns pais têm dado conselhos gratuitos aos seus filhos.
"Ai não vos deixam sair da escola? Fujam!"

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Professores
Preparação das aulas trocada pelas avaliações

07.10.2008 - 08h42 Isabel Leiria
Em duas semanas, Fátima Gomes, professora na Secundária de Barcelos, já teve três reuniões do conselho pedagógico dedicadas à avaliação de desempenho. Mas a escola ainda nem conseguiu aprovar as fichas com base nas quais vai ser apreciado o trabalho dos docentes. "Tenho quatro turmas de Português do 12.º ano. Adoro dar aulas e não tenho tido tempo para as preparar", desabafa esta professora, responsável pela avaliação de 16 colegas do seu departamento.Crítica desde o início do novo modelo de avaliação de desempenho, que este ano lectivo se aplica a todos os 140 mil professores, Fátima diz que o arranque em força do processo está a confirmar todos os seus receios. Mas não deixa de fazer o seu trabalho. "Decidimos fazer tudo o que nos é pedido para mostrar como o modelo é incongruente. Mas estamos a tentar minorizar os estragos inerentes aos articulados e às fichas do Ministério da Educação. Não quero aprovar instrumentos que vão tornar ainda mais complicada a vida dos meus colegas."No meio do esforço, diz que é "enlouquecedor" encontrar uma lógica num processo que é "alienado" da realidade. "É um desgaste imenso", continua, exemplificando com o trabalho que estão agora a ter com os parâmetros relativos ao "empenho" dos docentes. A ideia é não prejudicar os professores por exercerem direitos consagrados na lei, como as faltas por morte ou assistência a filhos.Outra questão prende-se com a influência dos resultados dos alunos na avaliação dos docentes. Em Julho, o conselho científico para a avaliação dos professores (CCAP) recomendou que, neste ano lectivo, "o progresso dos resultados escolares não seja objecto de aferição quantitativa". Há escolas que o vão fazer, a Secundária de Barcelos não deve ser uma delas. "A lei diz que as grelhas devem ser constituídas em função das recomendações do CCAP. E eu também não posso compactuar com o que pretende ser um aumento estatístico do sucesso dos alunos", sustenta Fátima Gomes."Receio que haja um grande número de notas negativas nos testes diagnósticos [que estão a ser feitos agora], porque todo a melhoria conseguida até ao final do ano vai ser considerada como trabalho do professor", admite Deolinda Peralta, professora na Secundária José Cardoso Pires (Loures). E se a "viciação" dos testes é apenas um receio, uma coisa é certa, testemunha: "Há um excesso de preocupação com estas provas que não se justifica." Na Secundária José Cardoso Pires também não se iniciaram as reuniões que cada avaliado terá de ter com o avaliador para a definição dos seus objectivos individuais. Mas nesta escola, garante Deolinda Peralta, "não se fala de mais nada, nem se faz mais nada". "Toda a gente está centrada na avaliação e não no trabalho com os alunos", relata, criticando alguns dos indicadores que estão a ser construídos. "Para mim, não é possível medir a dimensão ética ou a relação pedagógica com os alunos fora de aula." Deolinda garante ainda que o processo está a ter consequências no relacionamento entre colegas. "As pessoas estavam bem dentro da escola. Agora não estão."Os relatos repetem-se: "Não estou a inventar que há professores que, nesta altura do ano, já estão esgotados, com efeitos negativos na preparação das aulas e acompanhamento dos alunos. Há pessoas a passar 40 e 50 horas por semana na escola por causa do aparato burocrático associado à avaliação. É uma reunite pegada", conta Mário Machaqueiro, professor e avaliador na Secundária de Caneças, que descreve as fichas de avaliação como um "delírio de tarefas" solicitado a todos.Indício de ilegalidadeA delegação de competências relativas à avaliação por parte dos coordenadores dos departamentos é outro dos pontos que está a dar polémica. A questão tem sido discutida por professores na Internet, que alegam estar a ser cometida uma ilegalidade. É que as regras definidas pela tutela dizem que a delegação de competências - quando um coordenador de departamento não consegue avaliar todos os professores da sua área - obedece ao Código do Procedimento Administrativo. Este determina que os "actos de delegação de poderes estão sujeitos a publicação no Diário da República". Apesar de já vários avaliadores terem passado a avaliação a outros colegas, não se conhecem diplomas publicados nesse sentido.Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof, admite que há aqui "fortes indícios de ilegalidade" e garante o apoio da Fenprof a docentes que venham a ser avaliados por professores que receberam competências, sem ter sido publicado o respectivo despacho. Ao "mail verde" da Fenprof continuam a chegar dezenas de reclamações sobre a avaliação.
In http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1345140&idCanal=58

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Manifs de Professores

Os professores começaram a sair à rua. Por ora de forma ainda algo tímida, aqui e ali. O filme repete-se. É um dejá vu. As manifestações alastrarão e engrossarão de caudal por uma razão muito simples - não há tempo para fazer tudo apesar de estarmos todos a cumprir horários ilegais. Assim sendo a desorientação geral grassa, o cansaço apodera-se dos professores próximos da exaustão. Não há tempo para pensar, a tranquilidade foi-se, o entusiasmo esvai-se.
Os nossos filhos têm pais cada vez mais ausentes. Os nossos alunos têm professores cada vez menos disponíveis.
O ensino está melhor?
Melhor uma ova!

domingo, 5 de outubro de 2008




Parque de Montesinho - Bragança
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães e Paula Coutinho

Passeios Pedestres

Com dois passeios pedestres no papo, cumpridos a rigor entre amigos, a vida fica mais leve, leve.
Foi coisa pouca. Ontem à tarde percorremos oito quilómetros durante duas horas, debaixo de um céu ora encoberto, ora azul radioso, num percurso que se fez essencialmente por entre uma mata de carvalhos, castanheiros, azinheiras e outras espécies que fazem parte da mata original da região e que teve início em Castro de Avelãs. E hoje, pela manhã, foi dia de cumprimos doze quilómetros mais difíceis, porque com um sol inclemente, e um relevo complicado feito de subidas aos cabeços e descidas dos mesmos, em que queimámos calorias durante quatro horas, em terreno aberto, num percurso ladeado de matos rasteiros e campos de cultivo que teve o seu início em Gimonde.
Depois do Parque do Alvão, foi desta que atacámos o Parque de Montesinho. Estava prometido.
E durante o fim-de-semana evitámos falar das bolhas que rebentam um pouco por todo o lado. Evitámos até falar de bolhas nos pés não fosse a conversa descambar!
E eu garanto... quase... quase consegui esquecer as trapalhadas da escola!
Só não esqueci que hoje é Dia do Professor.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008



Opinião - José Gil

José Gil está preocupado. Eu também.

José Gil diz "No processo de domesticação da sociedade a teimosia do primeiro-ministro e da sua ministra da Educação representa muito mais do que simples traços psicológicos. São técnicas terríveis de dominação e de esmagamento e de fabricação de subjectividades obedientes."

E eu digo "Pois é."

Clique sobre a imagem e amplie.

Auto-retrato Azul - Louredo - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Bom diaaaaaaa alegria!!!!!!!!!!!!!!!

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Emilie Simon - The Frozen World

Encore.



Relatório de Quinta-Feira

Entrei às 8:30 e saí das aulas às 12:45. À saída da escola, junto ao portão uns grupinho de alunos da minha DT queriam sair para almoçar fora da escola. Não tenho nem uma autorização de saída assinada pelos encarregados de educação que terão de assinar o documento na minha presença, que eu sei do que a casa gasta, vai daí as ordens que dei ao porteiro foram as de não permitir as saídas da escola a nenhum elemento da minha direcção de turma. Conversa daqui e dali, foi preciso fazer-lhes ver que, sem a respectiva autorização, se eu lhes permitir a saída a responsabilidade passa a ser minha em caso de acidente e que eu não estou disposta a arcar com essa responsabilidade. 13:10 consegui sair da escola. Intervalo para almoço. Às 14:30 já lá estava a massacrar o sr Manuel com os meus telefonemas em mais uma tentativa de entrar em contacto com uma familiar de uma aluna da minha DT. Serviço de mensagens pela enésima vez. Aulas das 15:10 até às 16:40. Passo pelo NAE para resolver um assunto dum aluno da minha direcção de turma, direcção de turma esta que me vai por velha em três tempos! Enfim, o caso está encaminhado. Vou de novo ao sr. Manuel e volto à carga com os telefonemas. Várias tentativas. Serviço de mensagens. Voltarei a tentar amanhã. Saí da escola às 17:10. Cheguei a casa e intervalei um pouquito que daqui a pouco nem gente me sinto. E das 18:00 às 19:15 foi tempo de terminar o trabalho, apressado, para a acção de formação que frequento. A ver vamos o feedback da minha formadora. E por hoje chega. Acabou-se. Estou a aprender a meter travões. Estou a aprender a meter travões. A acta da minha reunião está por ultimar? Who cares! O meu PCT precisa de trabalho? Who cares! Os testes de diagnóstico estão por corrigir e preciso deles corrigidos para amanhã? Who cares!
Hoje já trabalhei 8:15 minutos. Cheeeeeeeega!
E já trabalhei 33 horas e vinte e cinco minutos desde o início da semana! E a controlar-me para não trabalhar mais em casa. E amanhã ainda é dia de trabalho!
Farei bem se baixar os braços amanhã quando soar o gongo das 35 horas semanais?


Abaixo-Assinado

"A FENPROF lança, a partir de 1 de Outubro, um Abaixo-Assinado que recolherá as primeiras assinaturas nos plenários e demais iniciativas que terão lugar, em todo o país, integradas na jornada nacional de luta a que os docentes se associaram."

Nota - Post retirado do site da Fenprof. Logo que o abaixo-assinado esteja on-line colocá-lo-ei aqui.
Anedota que Circula Via Mail

Um ministro Português recebeu, em Lisboa, um ministro Angolano.
Simpático, o ministro Português convidou o outro a ir lá a casa.
O ministro angolano foi e ficou espantado com a bela vivenda.
Em bairro chiquíssimo e com piscina.
Com a informalidade dos luandenses pôs-se a fazer perguntas.

- Com um ordenado que não chega a mil contos limpos, como é que o meu amigo conseguiu tudo isto? Não me diga que era rico antes de ir para o Governo?

O ministro português sorriu, disse que não, antes não era rico. E em jeito de quem quer dar explicações, convidou o outro a ir até à janela.

- Está a ver aquela auto-estrada?
- Sim, respondeu o angolano.
- Pois ela foi adjudicada por 100 milhões. Mas, na verdade, só custou 90... disse o português, piscando o olho.

Semanas depois, o ministro português foi de viagem a Luanda. O angolano quis retribuir a simpatia e convidou-o a ir lá a casa. Era um palácio, com varandas viradas para o pôr-do-sol do Mussulo, jardins japoneses e piscinas em cascata.
O português nem queria acreditar, gaguejou perguntas sobre como era possível um homem público ter uma mansão daquelas.
O angolano levou-o à janela.

- Está a ver aquela auto-estrada?
- Não...!!!!
- Nem eu...
MOÇÃO

(Documento aprovado em reunião geral de professores do Agrupamento de Ourique, realizada a 29/09/08)

"Considerando que:

1 – O actual Modelo de Avaliação do Desempenho ao impor quotas para as menções de “Excelente” e “Muito Bom” desvirtua qualquer intuito que lhe pudesse estar subjacente de premiar os melhores professores e, por essa via, induzir à melhoria da qualidade do ensino.
2 - Assim, e como se torna claro para todos, tal Modelo de Avaliação só decorre duma estrita preocupação economicista a qual se traduz no afastamento do topo da carreira de cerca de 75% dos professores, independentemente dos seus conhecimentos, capacidades e competências.
3 – Se o Decreto regulamentar nº 2/2008 de 10 de Janeiro é mau em termos de ordenamento e regulamentação duma Avaliação de desempenho justa, imparcial, exequível e indutora de melhores práticas docentes – o que os professores deste Agrupamento aceitam e desejam –, pior é, sem dúvida, o conjunto das “Fichas de Avaliação do Desempenho” emanadas pelo Ministério da Educação destinadas à avaliação dos professores quer pelo Presidente do Conselho Directivo, quer pelos Coordenadores de Departamento.
4 - A obrigatoriedade em respeitar estas fichas no sentido de as operacionalizar para que possam medir desempenhos, nomeadamente a ficha de avaliação a ser efectuada pelo Presidente do Conselho Executivo, torna, pura e simplesmente, impossível a concretização de qualquer avaliação que se queira objectiva.
5 – Se a primeira responsabilidade dos professores é para com os seus alunos e se a sua principal tarefa é ensinar, como todos concordarão, a começar pelos pais dos alunos, estranho seria se os docentes deste Agrupamento aceitassem desviar a sua atenção, os seus conhecimentos, o seu empenho e a sua inteligência das actividades de ensino/aprendizagem para as focalizarem na operacionalização de fichas de avaliação que por defeito intrínseco não são passíveis de operacionalizar.

Os professores do Agrupamento Vertical de Ourique reunidos em Reunião Geral de Professores realizada a 29 de Setembro de 2008, pelas 17.30h, na Escola EB2,3/S de Ourique, sugerem ao Conselho Pedagógico a interrupção da aplicação do actual Modelo de Avaliação do Desempenho, até dia 30 de Outubro do corrente ano, para que o Ministério da Educação possa dar resposta a um conjunto de dúvidas, as quais impedem o Agrupamento de continuar a avançar com a regulação e a aplicação do citado Modelo de Avaliação."

Com os meus agradecimentos ao Ramiro Marques.
Aguente-se Ramiro. Cansados sim, vermes nunca. :)

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Beatles - Fool on the Hill

A precisar de música, aqui deixo Beatles.



Sala de Reunião - ESA - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Relatório de Quarta-Feira

Ora aqui vai o meu dia. Entrei às 8:30 para ocupar um bloco de 90 minutos do professor não colocado de electricidade. Os CEF`s funcionam de forma diferente dentro das escolas e as aulas estipuladas têm de ser leccionadas e ponto final. Mas é que nem que chovam canivetes. Só se escapa morrendo ou com baixa muito prolongada para que se possa pedir a substituição do professor. Ora assim sendo, os professores dos vários conselhos de turma tentam tapar os furos dos colegas que faltam para que as aulas não se prolonguem por Agosto dentro. Informei a direcção e pedi para me avisarem quando o colega fosse colocado. Qual quê! Hoje cheguei para dar a aula e éramos dois. Ok, Anabela Maria, quem te mandou sair da cama tão cedo?
Já agora resolvi aproveitar para solucionar um assunto que me anda a atormentar e que é o problema da marcação de faltas. Na minha escola ninguém se entende. Parece que as regras mudaram. Mas não sei se mudaram. Como marcar as faltas no básico? Como marcar as faltas nos Cef`s? Ele há professores a marcar uma falta para 45 minutos, uma falta para noventa, mas também há quem marque duas faltas para noventa. Como assim quem não se entende sou eu, lá fui à chefia. E ficaste a saber, Anabela Maria? Pois, nem eu! Nem eles!
Mas não se perdeu tudo. O professor de FQ telefonou a avisar que ia faltar e eu prontifiquei-me a leccionar no seu tempo nas minhas turmas de EI1 e CL1.
Sem solução para um dos problemas que me apoquenta, resolvi aproveitar para tirar umas fotocópias para a minha DT e Cef`s que este ano não faço outra coisa.
E não é que a inspecção entra pela sala de professores adentro enquanto aguardo pelas ditas!? E não é que nós estamos na conversa do costume? Que assim não se pode trabalhar. Que anda toda a gente exausta na segunda semana de aulas.. Mas quem nos paga as horas extraordinárias? "Que por este andar a maioria não chega à Páscoa", dizia a L. "À Pascoa?!!! Se a coisa continuar a marinar assim alguns rebentam antes do Natal" disse eu.
Saí da escola às 9:30 de fotocópias na maleta pedagógica e fui para casa. Corrigi testes de diagnóstico das 9:40 às 10:40. Voltei à escola e às 11.05 estava a substituir o colega de F.Q. Leccionei até às 12:50.
Almocei e às 14:00 já estava a trabalhar para a acção de formação, em modalidade oficina, que frequento desde Setembro, da Associação de Professores de História que é bastante trabalhosa e a qual não posso mesmo descurar. Trabalhei até às 16:30 em casa. Intervalei rapidinho. Às 17:15 estava de novo na escola a pedir ajuda com o Gato, programa informático a partir do qual requisitamos os audiovisuais, já que tentei reservar o projector para a semana e não consegui. Corri a escola, ninguém para me ajudar. Bolas! Mais um problema por resolver! 17: 30 resolvi sentar-me na sala de professores. Afinal só faltava uma hora para a reunião.
18:30 começa a minha reunião intercalar que dura até às 19:45.
E aqui estou. A postar. Retomarei o trabalho para a acção de formação depois de jantar. Até agora já se foram sete horas e vinte minutos de trabalho.

Nota - Novidade na minha escola. Agora chegamos às salas onde vão decorrer as reuniões e nem temos as salas preparadas. O professor, de facto, está a servir para tudo. Chegaremos a servir de capacho?
 
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