segunda-feira, 8 de setembro de 2008



Formação Contínua

Continuo a fazer formação contínua seguindo a lógica do que me parece relevante para a minha actividade profissional.
Vai daí inscrevi-me na acção de formação, que desde hoje frequento, intitulada "Planificação de Experiências de Aprendizagem para o Desenvolvimento de Competências em História", ministrada pela formadora Marília Gago, da Associação de Professores de História.
A acção, a decorrer no Colégio de S. Gonçalo, veio mesmo a calhar em termos da gestão do meu tempo. Hoje e amanhã duas sessões presenciais de dia inteiro, mais sessões autónomas para trabalho com os meus alunos que terão de perfazer mais 25 horas, e para finalizar duas sessões presenciais em dois sábados de maratonas, igualmente de dias inteiros. Total de 50 horas com possibilidade de obter dois créditos em formação específica na minha área. A acção não me colide com aulas, o que é bom, e não é no fim de extenuantes dias de trabalho lectivo, o que é óptimo. E é já de rajada, em período de muito trabalho, sim, de preparação do ano lectivo, mas ainda não de esgotamento como talvez se venha a verificar este ano lectivo, envolvidos que seremos em tralha associada à avaliação de desempenho.
A modalidade da acção é a modalidade oficina, o que quer dizer que nós, formandos, não somos meros agentes passivos, tal e qual como os nossos alunos dentro da sala de aula não devem ser.
Hoje foi a primeira sessão. Excelente.
Fiquei a pensar na formação a que já assisti ao longo da minha vida profissional e a fazer um balanço mental.
Formação ministrada por pessoal da DREN, uma vergonha.
Formação ministrada por pessoal dos Centros de Formação, da vergonha à excelência.
Formação ministrada por pessoal de várias editoras, nomeadamente da ASA e da Porto Editora, e da Associação de Professores de História, excelentes na sua esmagadora maioria.
E fico a pensar o que seria de nós, professores, entregues à "bicharada" duma DREN!
Safa! Livra!

domingo, 7 de setembro de 2008




Caminhos - Barca - Aboboreira - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Rapariga com Sorte

Sem dúvida que sou uma rapariga com sorte.
Atrapalhada que andava com falta de pedra para os meus caminhos, o que é que me aconteceu?
Encontrei "somente" aquilo a que chamo uma "mina de pedras". Pois alguém que não eu andou a juntar pedras soltas num canto do agora meu terreno agrícola e o sítio perdeu-se no tempo, com terra e folhagens a taparem a "mina". A "mina" é de uma fertilidade a toda a prova e basta-me cavar um pouco, assim como quem tira batatas, e lá vêm elas, as pedras, aos molhos, de tamanhos diversos, mesmo como eu necessito, para os meus caminhos da Barca.
Ontem fiz a descoberta, intrigada com aquele desnível num dos cantos do meu campo. E ontem e hoje foram dias de grande avanço no calcetamento das pedras que compõem os meus caminhos doces/rudes da Barca. A "mina", tem-se revelado de um caudal impressionante e já de lá colhi carretas e carretas de pedras que, depois, pacientemente, coloco no seu leito ondulante, monte acima, monte abaixo.
Trabalho de quase três décadas, para continuar pelo menos por outras três...
É por isso que sou uma rapariga com sorte.
Diria até que sou duplamente sortuda.
O trabalho não se me acaba. Os projectos também não.

sábado, 6 de setembro de 2008







Jardins - Aqui e Ali - França
Fotografias de Anabela e Artur Matias de Magalhães

França - Inveja

A inveja, um dos sete pecados mortais segundo a religião católica, é um sentimento que eu experimento de quando em vez. Safa-me o facto de não ser católica e de, por isso, a experimentar sem arrependimentos nem constrangimentos. A inveja que eu sinto também é uma inveja que posso englobar na categoria de inveja salutar. Vejamos.
Pois deu-me para invejar a agricultura francesa. Depois de percorridas tantas regiões de França, a fugir a sete pés de vias rápidas, auto-estradas e grandes centros urbanos, só me resta tirar o chapéu aos franceses. Se me fosse pedida uma palavra para classificar este país, a palavra que eu escolheria seria jardim. Com efeito a França é um jardim onde dá gosto caminhar, que dá gosto percorrer, inteiramente cultivado, com campos enormescos de girassóis, vinhas a perder de vista, alcachofras em vários estádios de desenvolvimento, campos e campos de cereais diversos, prados onde pastam rebanhos e manadas, campos extensos de couves, entrecortados, aqui e ali, por pequenas zonas de floresta.
É uma organização do espaço rural que já pouco tem a ver com a nossa organização, excepto nalgumas poucas regiões, uma vez que o que o característico do nosso campo, aqui no nosso interior, é mesmo o abandono, a tristeza, a desolação dos silvados e giestais que crescem sem controlo absolutamente nenhum.
Deliciei-me nestas férias a olhar o campo. A absorver uma paleta de cores diversa e atractiva, numa França com um relevo pouco acidentado.
A juntar a tudo isto as hortas, muitas a confundirem-se e a misturarem-se, literalmente, com os jardins. Fila de dálias, fila de tomates, fila de roseiras, fila de favas, fila de malmequeres, fila de alface, fila de rosmaninho..., intercalando horta e jardim numa mistura atractiva e saborosa. Sábios franceses que, das classes mais baixas às mais altas, andam ao ar livre a gozar a natureza, a tratar da horta, do jardim. Vi-os eu, por todo o lado, cuidando dos seus jardins.
E senti inveja do jardim deles.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008


Museu da Pré-História - Les Eysies-de-Tayac
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Fotografia

Entre as reuniões que preparam o meu novo ano lectivo, ando perdida e às voltas com milhares de fotografias que rejuvenescerão os meus PowerPoints, resultado duma máquina digital em que o custo é exactamente o mesmo para quem tira uma fotografia ou mil fotografias. Vantagem e inconveniente do digital que, facilitando o clique à custa do custo zero, nos inferniza a vida em milhares de documentos acumulados, que é preciso seleccionar, corrigir, cortar, e depois introduzir nos PowerPoints, legendar. Tarefa que me consome horas e horas dos meus dias, agora que já assentei arraiais à frente do meu computador, retomando gestos familiares interrompidos pelas férias.
Cada vez gosto mais de fotografia e isto reflecte-se no facto de andar para todo o lado acompanhada da minha máquina digital, tirando fotografias a torto e a direito, por esse mundo fora, numa actividade que já se tornou rotineira.
E é ver a minha cara de felicidade quando à entrada de um museu me dizem "Pode tirar fotografias. Sem flash."
Pois que seja.
Gotan Project - El Capitalismo Foraneo

Amiúde volto a estes meninos. É amor mesmo. Amor mesmo por estes tangos rejuvenescidos e excitantes.
Não é por acaso que tenho os Gotan Project linkados neste blogue. Permanentemente linkados neste blogue. Para que o som e as imagens, belíssimas, do seu site estejam à distância de um clique.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008



Gaffe?

O Antero, do blogue http://antero.wordpress.com/, publicou esta excelente caricatura relativa à "gaffe?" do nosso primeiro.

Aqui a deixo e divulgo. Para rir.




Duna de Pyla - Arcachón - França
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Duna

A duna estava na minha mira desde o ano passado quando, folheando um dos meus guias, me deparei com esta senhora. E é claro que a duna não me podia escapar para sempre. Escapou-me durante as férias do ano passado, devido ao trânsito automóvel para a região, mas é evidente que o nosso encontro era inevitável. Mas é que nem que chovessem canivetes! Aqui a rapariga é mesmo viciada em areia sob os pés e sob o corpo e vai daí procurou-a como uma tolinha para com ela travar conhecimento.
A hora não foi muito recomendável. Uma e meia da tarde e lá estava eu a suar as estopinhas, debaixo de um sol abrasador, em plena subida. É claro que para quem já subiu à grande duna de Merzouga, ao meio-dia, sem água... brincadeira de criança, foi o que foi!
Mas esta duna até é grandita. A maior de toda a Europa. Tem quase 3 km de comprimento, 104 m de altura e 500m de largura e daí já vêem que é uma senhora duna. O que de lá se avista, o Parque de Arguim, rodeado por um Atlântico ensolarado, remete-me para outras paragens mais a Sul, em pleno fim de deserto, que morre no mar, na Mauritânia.

As minhas perguntas para hoje são:

Como se chama a dita?
Onde se localiza semelhante fenómeno?

Ah! E a dita tem até um nome engraçado...

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Gaffe?

"É ali que os alunos vão ter aulas? Pensei que fossem os contentores das obras."

José Sócrates em visita ao Liceu Pedro Nunes
Tiques de Mediocridade

Só um pequeno comentário à atitude do nosso primeiro que nem com férias lá vai. De facto, o homem já não perde os insuportáveis tiques de arrogância que costumam ser apanágio de quem é medíocre. E deixo as demais palavras para JPP, que as deixou ontem, no Abrupto.

"As palavras com que o Primeiro-ministro José Sócrates se dirigiu aos 40000 candidatos à docência que ficaram de fora no concurso dos professores roçam o insulto e a grosseria. É verdade que o Ministério da Educação não deve contratar quem não precisa. É verdade que a maioria dos candidatos não se podem intitular de "professores", embora muitos o sejam, muitos já tenham dado aulas, muitos já andem há anos a tapar os buracos das colocações sem as garantias mínimas em termos de segurança social. Mas é também verdade que eles são parte da nossa mão de obra qualificada, eles são exactamente as pessoas a quem José Sócrates prometeu dar emprego. É insuportável o modo como ele os tratou."

terça-feira, 2 de setembro de 2008


Omaha Beach - Normandia - França
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Nome de Código - Utah, Omaha, Gold, Juno e Sword

No dia 6 de Junho de 1944, o célebre Dia D, as tropas aliadas desembarcaram em força nas cinco praias da Normandia, baptizadas com nomes de código - Utah, Omaha, Gold, Juno e Sword - depois de a coberto da noite terem sido largados de pára-quedas 20 000 homens por detrás das linhas alemãs e depois dos bombardeamentos feitos sobre as linhas inimigas que constituíam/defendiam o Muro do Atlântico. E assim se deu inicio à operação Overlord, mais conhecida por D-Day.
O desembarque nas duas primeiras praias ficou a cargo das tropas americanas, enquanto na Gold e na Sword desembarcaram tropas britânicas, tendo a Juno ficado a cargo das tropas canadianas.
O desembarque e a progressão no terreno foi irregular e se houve praias onde se registaram poucos mortos e feridos, outras houve onde a carnificina foi grave, como no caso de Omaha Beach. Mas o Muro do Atlântico abriu brechas, e a progressão no terreno, por uma França ocupada pelos nazis, tornou-se imparável.
Os dados do desembarque são impressionantes. Impressionantes em termos de material de guerra desembarcado, em material de apoio às tropas, em alimentos desembarcados, impressionantes em termos do número de homens envolvidos, impressionante no número de militares que ficaram nesse dia banhados em sangue, feridos ou mortos, naquelas praias irremediavelmente manchadas de vermelho. Ainda hoje irremediavelmente manchadas de vermelho.
Os despojos e as más/boas recordações desse dia estão por todo o lado. Nas placas que relembram este ou aquele acontecimento. Nas fotografias dos monumentos, bombardeados e destruídos, plantadas à frente desses mesmos monumentos agora de novo em pé. Nas bandeiras, sobretudo americanas, mas também de outros países que acabaram por se envolver nesta guerra terrível, que esvoaçam ainda em terras de França. Nos agradecimentos públicos do povo francês aos Aliados. Os despojos e as más/boas recordações deste dia estão por todo o lado. Nas praias também. Bunkers alemães, restos de portos artificiais necessários enquanto os portos de Rouen, Le Havre e Cherbourg não eram libertados, obstáculos diversos, em ferro e betão, que também constituíam a defesa do Muro do Atlântico.
10 000 jovens dos exércitos aliados perderam a vida nos combates desse dia. Só nesse dia. Os cemitérios pontuam a costa, aqui e ali. Britânicos, americanos, alemães. Milhares de vidas ceifadas numa guerra que provocaria um total de 50 000 000 baixas, numa guerra com contornos aterradores, numa guerra com contornos demenciais e patológicos. Números que me continuam a deixar perplexa vindos dum mundo dito de "civilizado".
E assim se explica a visão fantasmagórica de praias imensas, praticamente desertas, onde uma ou outra pessoa passeia junto à água, onde uma ou outra pessoa se senta na areia olhando em redor, fitando o mar, onde a maioria dos visitantes, muitos na praia de Omaha, rebaptizada de Omaha Sangrenta, não entra.
O silêncio é impressionante. Totalmente diferente do silêncio espampanante do deserto. É um silêncio pesado/leve, imensamente triste, o que envolve aquelas praias irremediavelmente manchadas de sangue até hoje.
E entrar por aquelas praias adentro não é uma experiência agradável, quando se tem consciência do que por lá se passou. Não é, definitivamente, uma experiência agradável.
No meu caso não foi.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008


Amarante - Vista da Barca - Aboboreira - Portugal
Fotografia de Artur Matias de Magalhães

Cobre e Dupla Incompetência
(ou outra coisa qualquer)

Parece que o cobre está caro. Vai daí a que se dedicam algumas pessoas neste país? Ao roubo dos fios de cobre, pois então, que sendo bons condutores são usados a torto e a direito pela EDP para fazerem chegar a electricidade aos lares deste pequeno rectângulo. Parece que a moda já não é propriamente nova, e que se agravou com o aumento do preço do cobre.
Pois chegada de férias foi tempo de contactar com uma Barca inteiramente envolta na escuridão.
E a que se deveu tamanha situação insólita? Ao roubo dos fios de cobre da rede pública de distribuição da dita electricidade, pois claro! Os ladrões deram-se até ao luxo de, não tendo ficado satisfeitos com o primeiro trabalho, irem uma outra noite, logo de seguida, roubar mais uma secção de fio de cobre que decerto lhes sorria. Pelo caminho estoiraram com um transformador e deixaram aquela parte da Aboboreira às escuras. "Um prejuízo dos diabos" nas palavras de um funcionário da EDP.
E a primeira incompetência a assinalar é mesmo da EDP. Prontamente mudaram os cabos e até aqui tudo bem. Esqueceram-se foi de fazer a ligação a minha casa, que é visível e não se encontra camuflada. Ontem, foi dia de deslocação à Barca do Piquete de Emergência da dita empresa que demorou uns dez minutos a fazer o trabalhinho que já deveria estar feito.
E a segunda incompetência vai para quem não os apanha. O cobre não se negoceia aí pelas esquinas, pois não? Estarei eu enganada? Será que é como o Faria me dizia ainda ontem, ironicamente "Sabes, o cobre é difícil de detectar. Vende-se para qualquer restaurante que os há neste país por tudo quanto é esquina. É servido nos pratos à freguesia que sem o saber roubado o come sem demora, perdendo-se no corpo, não deixando o seu consumo qualquer rasto."
Será?
Ano lectivo 2008/2009

E hoje inicia-se o ano lectivo 2008/2009 que se prevê bastante complicado pela tralha que com ele vem anexa.
Logo pela manhã, lá me fui apresentar ao serviço. Retorno ao serviço assinado, e entregue nos serviços administrativos, foi tempo de beijinhos e abraços e de colocar as conversas em ordem. Férias para aqui e para ali, que já se foram!, serviço para os próximos dias, programa de festas, como eu lhe chamo... enfim, o costume.
E foi tempo de comprovar com estes meus olhinhos que a ESA andou mesmo em obras de conservação e restauro.
A ver vamos se se confirma o resto da coisa.

Muçulmanos - Mesquita Hassan II - Casablanca - Marrocos
Fotografia de Artur Matias de Magalhães

Ramadão - رَمَضَان

Hoje inicia-se o Ramadão em todo o mundo muçulmano. Cultiva-se e pratica-se no nono mês de um calendário lunar que não é o nosso. É, por isso, uma data móvel que pode cair em qualquer um dos meses do ano. É o mês do jejum e do sacrifício, o mês mais importante para os crentes desta religião que passa actualmente por enormes dificuldades.
Convém relembrar que o mundo muçulmano não é feito apenas de bombistas suicidas, loucos e cegos pela manipulação que outros homens fazem da religião a seu bel prazer, segundo as suas conveniências, loucos e cegos pela manipulação que permitem que outros façam sobre si próprios.
Convém relembrar que o mundo muçulmano também é feito de gente de bem, que ama e sofre tal e qual como eu. Que tem filhos e os quer ver felizes. Que tem pais e os quer ver com saúde. Que quer um tecto para se abrigar. Que quer comida para se alimentar. E que sofre com as bombas dos outros. Na pele. Literalmente na pele. É desses que me lembro agora. E dos verdadeiramente crentes como o Sahel, que eu invejo. Dos que têm, verdadeiramente, fé.
Excelente Ramadão, Sahel, Mouftah, Abdol, Leila, Youssef...
E aqui fica a mensagem em árabe a assinalar esta data, com os meus agradecimentos ao Sahel que nunca se esquece de mim nestas datas tão importantes para ele.
Gosto desta partilha e desta comunhão de valores. Independentemente do Sahel ser muçulmano e de eu não ser nada.

مبارك عليك الشهر الفضيل شهر رمضان ,اعاده الله علينا و على الامة الاسلامية باليمن و البركة

domingo, 31 de agosto de 2008


Cemitério Alemão da 2ª Guerra Mundial - Normandia - França
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Praça da Paz Celestial

Com os meus agradecimentos à Passiflora Maré, que me emprestou esta sua poesia, belíssima, para publicação aqui nesta casa.
Sobre o cemitério da fotografia falarei mais tarde. Sobre este e sobre outros.

As mães.
As mães das mães
Da praça Tiananmen
Santa Maria de Iquique
Liquiçá
Haymarket
Nisoor
Auschewitz
Sibéria...
Fizeram nascer os generais, os ditadores...

As Mães das praças de Maio
fizeram nascer seus filhos
Sonhadores
Anónimos
Inocentes
Violentados
Desaparecidos
Oprimidos.

Sonhavam algumas mães com pássaros guardiões
Flores em vez de balas, deuses libertadores.
Enquanto outras sonhavam com grilhões
Canhões e paradas militares.

Sonhavam uns filhos
Com as mil cores das bolas de sabão
Barcos de papel, baloiços de árvore
Atlas em árvore para ver as montanhas
e o mar ao longe!
Sonhavam outros filhos
Com jogos de guerra
Soldado, capitão, general...

Mas há praças onde nunca brilham
as mil cores das bolas de sabão.
Os cravos nunca nascem
Nas bocas de fogo das metralhadoras.
Os pássaros não poisam em madeiros humanos.
Os ramos de oliveira não servem de bandeira!
E a coroa de louros não simboliza a glória!

Há mães de paz...

Mas há praças de guerra...

Passiflora Maré

sábado, 30 de agosto de 2008

Paris

Recebi esta prenda via Helder Colmonero. E, como estamos em maré de França, partilho Paris com os meus leitores.
Movam o cursor, ampliem a foto, ampliem os pontos nas caixas assinaladas a vermelho. Acima de tudo voem sobre Paris.
Eu já voei. E adooorei!

http://www.hyper-photo.com/grandes/paris.html
Rio Tâmega - Amarante

O meu rio está mortalmente doente. A jusante de Amarante apenas um açude nos livra desta praga verde. As algas não saltam. Felizmente ainda não saltam, nem pequenas nem grandes distâncias e, assim sendo, por ora, as algas estão lá, lá bem perto de Amarante, mas bem longe do olhar dos amarantinos e de quem nos visita. Depois de construída a Barragem de Fridão nada nos salvará do charco, da imundice, do nojo, desta sopa verde insuportável.
Por isso aqui volto a deixar um pedido.
Se não queres o Tâmega totalmente transformado nesta pocilga verde assina a petição em curso. Do meu ponto de vista a petição já devia estar cheia há muito!
Agradeço ao meu irmão a sua atenção e alerta constantes para os problemas locais. Ainda hoje lá andava ele a recolher assinaturas na ponte velha, em dia de mercado.
Precisas dos meus préstimos? Dispõe. O que eu puder fazer farei. Longe da politiquice merdosa local. Tão merdosa como este rio a jusante de Amarante.

http://www.petitiononline.com/PASB2008/petition.html



Os Franceses - Aqui e Ali - França
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Os Franceses e a Boa Educação

O meu contacto com os franceses vem de longe, da minha infância, já que os meu pais tinham uns amigos franceses com quem travaram conhecimento na década de sessenta, fãs incondicionais de Amarante, da vila e do seu rio, da vila e das suas gentes. Esses dois casais tinham filhos mais ou menos da minha idade e era ver-nos no rio, saltando penedos, pescando girinos de saco plástico e outras coisas que tais. O meu contacto com os franceses situa-se, por isso, lá longe no tempo.
Voltei a contactar com eles por esse mundo fora, através de contactos fortuitos em férias, onde os admiro, nos lugares mais recônditos, quantas vezes fazendo passeios pedestres, mochila às costas, que eles gostam deste contacto directo do pé com o planeta. E voltei a contactar com eles na sua terra, uma e outra vez em que me aventurei por terras francesas.
Agora foi tempo de me misturar nas ruas onde eles caminham, nas esplanadas onde eles se sentam, nos restaurantes onde eles comem, nas padarias onde eles compram pão, nos pequenos hotéis familiares que são deles e que por eles são frequentados, de visitar os sítios por onde eles andam de férias.
E foi tempo de os admirar.
Silenciosos, falando sempre em tom baixo e doce, extremamente polidos e corteses, delicados no trato, duma educação esmerada, pedindo desculpa por qualquer coisa que esteja menos bem, agradecendo constantemente, desejando um bom dia, desejando que tudo corra bem, oferecendo uma simpatia.
Andámos pelos Pirenéus, por Poitou e Aquitânia, por Périgord, por terras de Quercy e Gasconha, pelo vale do Loire, pela Bretanha e pela Normandia. Por todo o lado os encontrei assim.
Chegados a Espanha parámos numa área de serviço quase vazia. O barulho era ensurdecedor. Televisão com o som numas alturas de bradar aos céus. Máquinas de jogos que telintavam por tudo quanto era lado. Pouca gente. Empregados espanhóis dentro do balcão falando alto. Um grupo de camionistas portugueses, aí uns cinco, falando alto e bom som num linguajar insolente e ordinário, tal e qual como se a área de serviço fosse propriedade privada deles. Azar o meu. Logo na primeira paragem tinha de me cruzar com uns grunhos portugueses.
Troquei impressões sobre isto com a minha amiga Aurelina, que viveu em França e lá fez todo o seu percurso escolar, universidade excluída. Confirmou a minha opinião. Adiantou-me mais. Durante o ano lectivo que findou, a Escola E. B. 2/3 de Amarante recebeu um grupo de cerca de quinze alunos, dos 10 aos dezoito anos, que passou um dia inteiro com os alunos portugueses, neste caso amarantinos. No final do dia o balanço. Gostaram muito.
Algum reparo? Os alunos portugueses nunca pediam desculpa, disseram os miúdos franceses.
É, temos muito que aprender com os franceses em matéria de boa educação. Eu incluída.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008


Auto-Retrato Francês - França
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Reabertura

Findas as férias, acabada a viagem, 5 545 quilómetros após a saída de casa, eis que estou de novo At Home.
Este blogue, um rio ora manso ora tumultuoso, para usar as palavras do Galego, está de novo operacional. Foi um interregno. Mantive o rio represado durante estes doze dias em que se tornou complicado postar.
Cada país tem as suas especificidades. Se em Espanha e Marrocos a Internet está disponível em todo o lado, nos grandes ou pequenos hotéis ou, em desespero de causa, nos Ciber-cafés que existem em cada esquina, em França não vi um ciber-café por onde passei e nos pequenos hotéis onde ficámos nada de Internet para ninguém, ao passo que a Internet é livre nas cidades maiores, desde que tenhas o teu portátil. Ora não o levei. Propositadamente não o levei.
De qualquer modo, este post reabre oficialmente a saison.
Aqui e agora.

sábado, 16 de agosto de 2008

... adeus aos meus amores que me vouuuuu... p`ra outro muuuundo!!!....

A carga pronta e metida nos contentores
Adeus aos meus amores que me vou
P'ra outro mundo
É uma escolha que se faz
O passado foi lá atrás
A carga pronta e metida nos contentores
Adeus aos meus amores que me vou
P'ra outro mundo
Num voo nocturno num cargueiro espacial
Não voa nada mal isto onde vou
P'lo espaço fundo
Mudaram todas as cores
Rugem baixinho os motores
E numa força invencível
Deixo a cidade natal
Não vou nada mal
Não vou nada mal
Pela certeza dum bocado de treva
De novo Adão e Eva a renascer
No outro mundo
Voltar a zero num planeta distante
Memória de elefante talvez
O outro mundo
É uma escolha que se faz
O passado foi lá atrás
E nasce de novo o dia
Nesta nave de Noé
Um pouco de fé

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Petição para a Vinculação dos Professores Contratados

Sei bem o que é ser professor contratado. Senti-o na pele e na boca e ainda guardo o sabor amargo. Vinculei ao ME quase com 40 anos de idade. Fui tratada abaixo de cão, durante anos a fio, por um ministério que se diz ser da educação. Agosto, rua! E vamos lá a ver se te contratamos de novo em Setembro ou Outubro e já vais com sorte! Sem ter direito sequer a um mísero subsídio de desemprego.
Falta de respeito é o que é. Falta de respeito por quem trabalha. E a palhaçada continua.
Por isso convido os meus leitores a assinarem a petição. Não precisam ser professores. Basta serem maiores de 18 anos.
Fui a 1900 a assinar. Precisamos de 4000.

http://www.petitiononline.com/20031999/petition-sign.html

Diabo e Diaba - Amarante - Portugal
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Noite dos Diabos à Solta

Na noite do próximo dia 23 de Agosto os diabos voltam a andar à solta pelas ruas de Amarante.
Aqui deixo o convite para quem quiser ver in loco diabos, diabas e diabretes, às centenas, em diabruras pelas ruas, que nós, amarantinos e amarantinas, somos levados da breca!
A fotografia que ilustra este post é dos famosos Diabos de Amarante, religiosamente guardados no Museu Amadeo de Souza-Cardoso.
Um dia destes contarei esta história. Não hoje, por manifesta falta de tempo.
Aqui fica pois o convite, com a antecedência necessária, para que possam programar uma vinda aqui ao burgo.

ESA - S. Gonçalo - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Parolice

Sorry, hoje vou falar de um assunto desagradável.

Dizem-me que a ESA está a sofrer pintura nova para receber a Ministra da Educação, que aqui se deslocará, já em pré-campanha, no próximo dia 12 de Setembro, Dia do Diploma.
Entenderia que a escola fosse bem limpa, arranjada, repintada com o argumento e o pretexto de receber funcionários, alunos e professores no próximo ano lectivo. Entenderia a preocupação de criar melhores condições de trabalho no dia-a-dia das muitas pessoas que ali dão o litro todos os dias. Afinal é muito mais agradável trabalhar num local prazenteiro do que em edifícios onde cai a água da chuva sobre as nossas mesas de trabalho e a pintura descasca, dando aquele aspecto de desleixo que não é de todo bonito de se ver. Se bem que, como aqui deixou dito o Nuno, o mais importante são as pessoas que habitam os edifícios. Certo. Concordo. Mas se pudermos ter tudo com mais qualidade tanto melhor. Convenhamos que trabalhar num edifício com as condições adequadas à nossa prática lectiva seria bem mais agradável.
Pois dizem-me que a ESA está a sofrer pintura nova para receber a Ministra da Educação. E como eu tenho uma opinião quanto a esta atitude subserviente dos mais baixos para com os mais altos, dos menos graduados para com os mais graduados, como eu tenho uma opinião sobre este lambebotismo nacional, este querer agradar e engraxar a tutela, aqui a deixo registada.

É parolice. É coisa de gente pobre. De espírito, entenda-se.













Associação Amarante Automóveis Antigos

Só ontem soube da existência desta associação amarantina, fundada a 12 de Abril de 2007. E soube por mero acaso, em conversa informal com o P. e a menina Passi.
Confesso-me completamente desligada no que a automóveis diz respeito, não sabendo distinguir quase nenhuma marca, quanto mais modelos! Mas confesso também o meu gosto e fascínio por automóveis antigos.
Pois o P. pediu-me autorização para utilizar no blogue que esta associação mantém, as duas fotografias de automóveis antigos que aqui postei há uns dias. Evidentemente que a autorização foi concedida e comprometi-me até a digitalizar outras fotografias que possuo com automóveis antigos e a ceder o seu uso a esta associação amarantina.
Peço aos meus leitores amarantinos para fazerem o mesmo. Procurem nos arquivos fotográficos de vossas casas, da casa dos vossos pais ou mesmo em casa dos vossos avós. Vamos lá ver se enriquecemos o património fotográfico desta associação.
Para os mais curiosos aqui deixo o link para o blogue da Associação Amarante Automóveis Antigos

Por ora aqui te deixo as fotografias que consegui reunir, P.. Foram todas digitalizadas do álbum de fotografias que foi em tempos propriedade dos meus avós paternos, Rodrigo e Luzia. Usa-as se assim o entenderes. E vou procurar saber informações sobre elas junto do meu pai.
Bj
Nota - Clapinho, é favor procurar no espólio do seu querido sogro e pedir ao Zezinho o que ele tiver.
Helder, é favor perder meia hora entre as suas fotografias antigas. Susana, Laurita e todos os que por aqui passam, muitos sem deixar rasto, toca a mergulhar no passado!

quinta-feira, 14 de agosto de 2008


S. Gonçalo - Amarante - Portugal
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Amarante - Terra dos Três Dês

Aqui fica a solução do enigma:
Três Dês de Doidos, Doutores e Doces.

Nota - O Clap quase conseguiu fazer o pleno.

Tâmega - Amarante - Portugal
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Amarante - Terra dos Três Dês

Amarante tem várias particularidades. Para além dum centro histórico particularmente bonito, de raparigas charmosas e rapazes garbosos, Amarante é conhecida entre os locais mais antigos pela Terra dos Três Dês.

A pergunta para hoje é:

Mas que raio de coisa é esta?

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Carmen Miranda

Agora a verdadeira tropicalista brasileira, natural de Várzea de Ovelha, Marco de Canavezes. Faria 100 anos a 9 de Fevereiro de 2009.
E para quem quiser aprofundar o tema aqui deixo o link para a sua página.

http://carmen.miranda.nom.br/


Mão de Mãe/Pé de Filho - S. Gonçalo - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Mão de Mãe/Pé de Filho

As mãos continuam a fascinar-me. Os pés também, principalmente quando os pés não ultrapassam o tamanho dos dedos de uma mão de adulto. Gosto deste contraste de tamanhos, gosto deste passar de testemunho de pais para filhos. No caso a mão é da minha sobrinha Mel e o pé é do seu filho João. Este João, que tem pouco mais de uma semana, fez-me tia avó. Babada. E veio pedir-me a benção, o malandro.
E agora ocorreu-me... será que este também vai ser farmacêutico?!

terça-feira, 12 de agosto de 2008


Carmen Miranda - Amarante
Fotografia de Elsa Cerqueira

Carmen Miranda
(ou o que se pode fazer com um lenço de seda turco)

Este post é dedicado à S., pessoa com quem me quero parecer quando for grande.
O sorriso é o meu. Do tamanho da minha Barca. A S. sabe que foi para ela. Outras o sabem também. A Elsa C. fotografou-o. Limpei a tralha toda que estava atrás das minhas costas. A janela deixei-a. Símbolo da evasão e da luz.
Obrigada S., pelo teu exemplo que nos engrandece a todos.

Laurita - S. Gonçalo - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Laurita

A avó do Clap, Maria Bernarda, perguntou quem é a Laurita. Vai daí aqui estou eu a cumprir o prometido e a elaborar um post sobre a Laurita.
Conheci a Laura M. na sala de professores da ESA. A catraia é muito mais novita do que eu e não é, por isso, minha contemporânea de liceu ou de discoteca, ou seja lá do que for, e quando lhe pus a vista em cima, na ESA, o acto correspondeu mesmo a uma estreia. A sala de professores da ESA é um local pequeno por onde passam cerca de 170 professores, não ao mesmo tempo, que não caberíamos, mas desfasados ao longo dos dias, que escorrem ora lenta, ora rapidamente. Há colegas que mal conhecemos ao fim de anos de trabalho na mesma instituição, porque não temos horários mais ou menos coincidentes, porque não temos turmas em comum, porque não calha. Não foi o caso da Laura M. Dona de "um sorriso enorme" a catraia cativa qualquer pessoa que dela se aproxime o suficiente. É meiga, leal, conversadora, "olho vivo e faro fino" para utilizar as palavras do Clap, sentido de humor refinado, inteligente, perspicaz, correcta, estruturalmente bem formada, dona de um grande e excelente coração onde se aconchegam os alunos que rodopiam à sua volta como abelhas à volta do mel. Os nossos miúdos do 8º G, no ano lectivo de 2006/07, colocaram-na mesmo no primeiro lugar no ranking de professores da turma, o que nos fez trocar risos e mais risos cúmplices às duas. A Laura M., M de magra como aqui deixou dito a Elsa, mais conhecida entre os amigos por Laurita, é uma menina bonita que adora cerejas, cinema, livros, música, a natureza, os amigos, mas acima de tudo, acima de tudo, adora as suas princezinhas que crescem lindas e saudáveis, numa proximidade cúmplice com a mãe digna de registo. É aquela que todos os dias passa por este blogue e gosta, por vezes farta-se de gargalhar, diz ela, o que me deixa muito feliz sabendo que contribuo um nico para a felicidade da Laurita. Já sabemos que vamos ter uma turma em comum para o próximo ano, o que é óptimo, pois as aproximações e a amizade aprofundam-se assim, com tempo, em volta de conversas sobre as melhores estratégias para atacar as aulas, para superar este ou aquele problema, até em conversas pessoais que agora não são para aqui chamadas.
A Laurita "é uma Amadora (etimologicamente aquele/a que ama) da sua profissão" escreveu aqui a Elsa C., que a declarou Amiga e Colega de Excelência.

A mim só me resta assinar por baixo.


Nota - Alguém tem uma fotografia da Laurita?

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Redes Sexuais

Continuo a gostar de publicidade quando bem feita. É o caso desta, feita em Moçambique, em linguagem acessível para que todos possam entender, e com sentido de humor apesar do assunto ser bem sério. Os publicitários, neste caso, acertaram em cheio. A mensagem é linear. Mas é interiorizada?
Não, em muitos casos não. E o resultado é aquele que se vê com o crescimento dos infectados pelo HIV um pouco por todo o mundo. Neste mês de Verão, e de férias por excelência, aqui fica esta chamada de atenção para a necessidade de levarmos uma vida saudável também do ponto de vista sexual. É que se assim não for nem dadores de sangue podemos ser. E isto é o mínimo.

domingo, 10 de agosto de 2008

Laurita? Quem é a Laurita?

"Quem é a Laurita?" Perguntou a avó do Clap, de seu nome Maria Bernarda.
Ora, a tão interessante pergunta da avó, o Clap respondeu qualquer coisa como "É o vertice do triângulo formado pela AM e pelo próprio C."
Mas eu continuo a perguntar "Mas afinal quem é a Laurita?"
Desafio os meus leitores, que conhecem a personagem, a colaborarem na construção do seu retrato físico e psicológico.
Aguardo contributos para a elaboração do próximo post que se chamará "Laurita".
Vitorino - Partilha






Vitorino - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Vitorino

Ontem foi noite de concerto em Amarante. Gratuito, no Ribeirinho, inserido num programa de animação de Verão a que a Câmara Municipal já nos habituou. Estava muita gente. Mesmo assim acho que podia e devia estar mais atendendo à pessoa/artista em palco.
O concerto decorreu com o profissionalismo característico de Vitorino. A voz de Vitorino continua excelente. E Vitorino não se esqueceu de Zeca Afonso. E bem.
Lindo, Vitorino! Amei.

sábado, 9 de agosto de 2008

Quem se atreve?

شكرا
Quem se atreve?

كاترينا
Quem se atreve?

اميليا
Quem se atreve?

راؤول مارتينس
Frugalidade Precisa-se

Desconheço a autoria deste excelente trabalho comparativo sobre os gastos alimentares de várias famílias, em diferentes países, durante uma semana. Chegou-me via e-mail há já muito tempo. Partilho-o hoje com os meus leitores.
E continuo a dizer: a Europa da linha da frente está velha e obesa. Os EUA também.E vão ter de mudar. Nem que seja à força.

Nota - Já depois de ter publicado o post fiz uma breve investigação e cheguei à conclusão que as fotografias pertencem ao fotógrafo Peter Menzel e encontram-se publicadas no livro "Hungry Planet". Aqui ficam os créditos.

Germany: The = Melander family of BargteheideFood = expenditure for one week:
375.39 Euros or = $500.07


United States:
The Revis family of North Carolina Food = expenditure for one week:
$341.98



Italy:
The Manzo family of Sicily Food = expenditure for one week:
214.36 Euros or $260.11

Mexico:
The Casales family of = Cuernavaca Food = expenditure for one week:
1,862.78 Mexican Pesos or $189.09

Poland:
The Sobczynscy family of Konstancin-Jeziorna Food = expenditure for one week:
582.48 Zlotys or $151.27

Egypt:
The Ahmed family of CairoFood expenditure for one week:
387.85 Egyptian Pounds = or $68.53

Ecuador:
The Ayme family of TingoFood expenditure for one week:
$31.55

Bhutan:
The Namgay family of Shingkhey = VillageFood expenditure for one week:
224.93 ngultrum or $5.03

Chad:
The Aboubakar family of Breidjing Camp Food expenditure for one week:
685 CFA Francs or $1.23
 
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