sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

DGRHE - Informação?

DGRHE - Informação

Hoje foi dia de receber esta prenda via e-mail.
Confesso que já me considerava a salvo destas investidas da DGRHE.
Por um lado, tinha-lhes respondido algures para aí no terceiro mail propagandístico sobre a ADD qualquer coisa como "Desculpem, mas deve haver engano. A Avaliação do Desempenho está suspensa."
Por outro lado mandei-lhes um cartão de boas festas pelo Natal em que a festa se fazia estoirando balões com grande alarido... não tanto como o alarido provocado pelos estoiros da ADD, mas enfim, foi o que se conseguiu arranjar, e eles não me responderam, o que me fez pensar "Uf! Uf! Estou a salvo! Quiçá riscada dos ficheiros desejáveis!"
Mas que nada! Hoje voltaram à carga! E ainda por cima chamando-me Professor...
Que lata!

Professor,
Tendo em conta o elevado número de escolas que têm solicitado esclarecimentos sobre a fixação de objectivos individuais, importa informar o seguinte:
1.Os objectivos individuais são um requisito obrigatório quer para a auto-avaliação quer para a avaliação a cargo do presidente do conselho executivo;
2.De acordo com o Artigo 16.º do Decreto-Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro, é por referência aos objectivos individuais previamente fixados e ao respectivo grau de cumprimentos, que o docente efectua a sua auto-avaliação;
3.Da mesma forma, os objectivos individuais são elemento obrigatório na avaliação da componente funcional do desempenho, uma vez que só a partir da aferição do seu nível de execução é possível avaliar o contributo de cada docente para o cumprimento dos objectivos fixados no projecto educativo e no plano de actividades da escola, de acordo com o estabelecido nos artigos 10.º e 18.º do Decreto-Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro. Assim, sem objectivos individuais fixados, não é possível avaliar o desempenho dos professores.
Relembra-se ainda, relativamente aos procedimentos inerentes à fixação de objectivos individuais, que:
1.O prazo para entrega dos objectivos individuais deve estar definido no calendário aprovado pela escola;
2.Nas situações em que o prazo estipulado não seja cumprido, deverá o director notificar o docente desse incumprimento, bem como das respectivas consequências;
3.No entanto, poderá o director/presidente do conselho executivo, tendo em conta a situação concreta da sua escola, fixar os objectivos ao avaliado, tendo por referência o projecto educativo e o plano anual de actividades da escola (número 4, do Artigo 9.º, do Decreto-Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro). A avaliação de desempenho docente começa para os avaliados com a entrega dos objectivos para o período avaliativo (número 1, do Artigo 9.º, do Decreto-Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro), atribuindo-se aos professores, desta forma, uma significativa responsabilidade individual, uma vez que se trata de profissionais com elevados níveis de competências e de autonomia. Aliás, no SIADAP, os objectivos individuais são sempre fixados a partir de uma proposta da hierarquia. A recusa da entrega de objectivos individuais prejudica sobretudo os professores avaliados que, dessa forma, ou reduzem o espaço de participação e valorização do seu próprio desempenho, ou, no limite, inviabilizam a sua avaliação. Esta informação deve ser divulgada junto de todos os professores, para que não restem dúvidas relativamente às suas obrigações no processo de avaliação de desempenho que não pode, em caso algum, ser reduzido a um mero procedimento de auto-avaliação.
Lisboa, 13 de Fevereiro de 2009.
Com os melhores cumprimentos, DGRHE

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Refresco para a Memória IV

Refresco para a Memória IV

E aqui estão elas, as belas!
As tais que foram aprovadas em tempo recorde.
Tenho uma teoria para explicar tal facto.
A "qualidade" da coisa era sempre tal que mal um projecto do Sócrates entrava na câmara levava logo pulseira vermelha, como na triagem de um qualquer serviço de urgência deste país, e a partir daí era um ar que se lhe dava! É que era sempre a andar!
E de facto só posso concordar com esta forma de actuar.
Projectos de casas com esta qualidade têm mesmo que ter prioridade máxima neste país.
Aliás sempre tiveram.
É só ver o chiqueiro em que está transformado o rectângulo!


Refresco para a Memória III

Refresco para a Memória III

Casas de Sócrates vão ser investigadas pela PJ e Ministério Público
Os polémicos projectos assinados por José Sócrates no concelho da Guarda nos anos 80 vão ser investigados pelo Ministério Público e pela Polícia Judiciária. Vários projectos de casas realizados pelo primeiro-ministro levaram entre um a oito dias a ser aprovados pelo executivo

Segundo o Correio da Manhã, três vereadores do PSD na Câmara serrana tomaram a iniciativa de denunciar os casos ao MP depois de receberem um relatório feito por cinco funcionários da autarquia que não conseguiram encontrar qualquer tratamento de favor nos projectos assinados por José Sócrates e aprovados pelo executivo camarário, que era, tal como hoje, dominado pelo PS.
Mesmo quando os processos tinham pareceres desfavoráveis de várias entidades regionais ou até embargos da autarquia, bastava que tivessem como engenheiro responsável José Sócrates e os projectos eram aprovados em tempo recorde.
Entre a entrada do processo até à decisão camarária, os prazos variam entre um e oito dias. O relatório entregue refere que foram comparados os projectos de Sócrates com outros 18 seleccionados aleatoriamente. A conclusão é que, para além dos outros projectos não terem sido seleccionados por uma comissão independente, os prazos médios de aprovação duravam meses.
Ao que adianta o CM, a iniciativa dos vereadores do PSD vai ser hoje anunciada em reunião de Câmara.

Retirado daqui http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=125866

A Isto Chama-se Persistência

A Isto Chama-se Persistência

"Muitas das coisas mais importantes do mundo foram conseguidas por pessoas que continuaram tentando quando parecia não haver mais nenhuma esperança de sucesso."

Dale Carnegie

Opinião - Mário Crespo

Opinião - Mário Crespo

Está bem... façamos de conta

Façamos de conta que nada aconteceu no Freeport. Que não houve invulgaridades no processo de licenciamento e que despachos ministeriais a três dias do fim de um governo são coisa normal. Que não houve tios e primos a falar para sobrinhas e sobrinhos e a referir montantes de milhões (contos, libras, euros?). Façamos de conta que a Universidade que licenciou José Sócrates não está fechada no meio de um caso de polícia com arguidos e tudo.
Façamos de conta que José Sócrates sabe mesmo falar Inglês. Façamos de conta que é de aceitar a tese do professor Freitas do Amaral de que, pelo que sabe, no Freeport está tudo bem e é em termos quid juris irrepreensível. Façamos de conta que aceitamos o mestrado em Gestão com que na mesma entrevista Freitas do Amaral distinguiu o primeiro-ministro e façamos de conta que não é absurdo colocá-lo numa das "melhores posições no Mundo" para enfrentar a crise devido aos prodígios académicos que Freitas do Amaral lhe reconheceu. Façamos de conta que, como o afirma o professor Correia de Campos, tudo isto não passa de uma invenção dos média. Façamos de conta que o "Magalhães" é a sério e que nunca houve alunos/figurantes contratados para encenar acções de propaganda do Governo sobre a educação. Façamos de conta que a OCDE se pronunciou sobre a educação em Portugal considerando-a do melhor que há no Mundo. Façamos de conta que Jorge Coelho nunca disse que "quem se mete com o PS leva". Façamos de conta que Augusto Santos Silva nunca disse que do que gostava mesmo era de "malhar na Direita" (acho que Klaus Barbie disse o mesmo da Esquerda). Façamos de conta que o director do Sol não declarou que teve pressões e ameaças de represálias económicas se publicasse reportagens sobre o Freeport. Façamos de conta que o ministro da Presidência Pedro Silva Pereira não me telefonou a tentar saber por "onde é que eu ia começar" a entrevista que lhe fiz sobre o Freeport e não me voltou a telefonar pouco antes da entrevista a dizer que queria ser tratado por ministro e sem confianças de natureza pessoal. Façamos de conta que Edmundo Pedro não está preocupado com a "falta de liberdade". E Manuel Alegre também. Façamos de conta que não é infinitamente ridículo e perverso comparar o Caso Freeport ao Caso Dreyfus. Façamos de conta que não aconteceu nada com o professor Charrua e que não houve indagações da Polícia antes de manifestações legais de professores. Façamos de conta que é normal a sequência de entrevistas do Ministério Público e são normais e de boa prática democrática as declarações do procurador-geral da República. Façamos de conta que não há SIS. Façamos de conta que o presidente da República não chamou o PGR sobre o Freeport e quando disse que isto era assunto de Estado não queria dizer nada disso. Façamos de conta que esta democracia está a funcionar e votemos. Votemos, já que temos a valsa começada, e o nada há-de acabar-se como todas as coisas. Votemos Chaves, Mugabe, Castro, Eduardo dos Santos, Kabila ou o que quer que seja. Votemos por unanimidade porque de facto não interessa. A continuar assim, é só a fazer de conta que votamos.
Nota - Thanks, Elsa C.

Paródia

Paródia

O Antero retratou excelentemente a paródia em que se tornou este senhor.
Pois não é que ele disse isto mesmo que eu ouvi?!!!!!!!
Já nos podiam poupar, não concordam?
Já chegava de tanto disparate!



terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

A Palavra a Mário Nogueira

A Palavra a Mário Nogueira

Mário Nogueira comentou hoje as palavras de Maria de Lurdes Rodrigues que se referiu ao processo de avaliação dos professores nestes termos "apesar desta ou aquela dificuldade, está a avançar com normalidade"

Mário Nogueira comentou "o caso" da dita "normalidade".

A palavra a Mário Nogueira: «deve ter estado a apreciar o processo no Dubai ou num país desse tipo, assim muito longe».

Subscrevo Mário. De facto MLR anda desaparecida... terá sofrido uma insolação?

Refresco para a Memória II

Refresco para a Memória II

E afinal em que ficamos?
Ok, ok, já sei que este é aquele que sofre de um problema qualquer, parece que grave, no seu relacionamento com a verdade.

Refresco para a Memória I

Refresco para a Memória I

Garcia Pereira deu Frutos

Garcia Pereira deu Frutos

Notícia lida sem espanto. A 5 de Outubro está ocupada por gente que legisla de forma trapalhona desde que lá chegou.

Especialista em Direito do Trabalho diz que Estatuto da Carreira Docente é inconstitucional
Diplomas sobre avaliação dos professores são ilegais, defende Garcia Pereira
10.02.2009 - 11h41 Clara Viana

“Claramente violador” de princípios constitucionais, padece de “inquestionável e incontornável legalidade”, “manifestamente ilegais”. É assim que o especialista em Direito de Trabalho, Garcia Pereira, qualifica os diplomas que nos últimos três anos “incendiaram” as escolas portuguesas - o decreto-lei que alterou a estrutura da carreira docente e os decretos regulamentares sobre o modelo de avaliação de desempenho.
Num parecer preliminar ontem divulgado pelo grupo de professores que o contratou, Garcia Pereira responde também, pela negativa, à questão que nos últimos tempos tem oposto professores, presidentes de Conselhos Executivos e Ministério da Educação: a entrega, pelos docentes, dos chamados Objectivos Individuais, que foi apresentada pelo ME como primeira etapa da avaliação. Para o advogado “nenhuma obrigação existe fixada por norma legalmente válida, da apresentação pelos docentes dos respectivos objectivos individuais”.
No seu parecer, ainda em fase de conclusão, Garcia Pereira faz suas as reservas manifestadas pelo juiz do Tribunal Constitucional, Mário Tavares, sobre o Decreto-Lei que instituiu o novo Estatuto da Carreira Docente. Em vigor há dois anos, esta lei, que está na origem da actual contestação dos professores, dividiu a classe em duas categorias hierárquicas: professor titular e professor, contabilizando para o efeito apenas os últimos sete anos e valorizando nestes o exercício de cargos administrativos. Por requerimento de um grupo de deputados, este Decreto-Lei (15/2007) foi analisado pelo Tribunal Constitucional que em Abril passado, por maioria, se pronunciou apenas pela inconstitucionalidade de uma das alíneas do diploma, a que impedia os docentes em situação de dispensa total, mesmo por motivos de doença, de concorrer a professor titular. No seu parecer, Garcia Pereira retoma contudo a argumentação expressa pelo juiz Mário Tavares para atacar uma das bases do ECD: o sistema de quotas em vigor tanto para a ascensão a professor titular, como para as classificações de Excelente e Muito Bom.

Quatro princípios constitucionais em causa

Um sistema que o advogado considera ser “claramente violador quer do basilar princípio da igualdade, constante do artigo 13º da Constituição, quer dos da proporcionalidade e da Justiça a que toda a Administração Pública se encontra constitucionalmente vinculada por força do artigo 266 da CRP”. Este sistema, explicita, possibilitaria que “dois docentes em situação exactamente idêntica (mesma classificação média das pontuações atribuídas em cada uma das folhas de avaliação, igual percentagem exigida de cumprimento das respectivas actividades lectivas e, no caso da atribuição de Excelente, idêntico reconhecimento de contributos relevantes para o sucesso escolar dos alunos e para a qualidade das suas aprendizagens, reconhecimento esse feito através da proposta classificativa devida e expressamente fundamentada) seriam afinal classificados de forma diversa em função de um factor a eles completamente estranho e em absoluto arbitrário, como seja o de um exercer funções numa escola ou agrupamento onde, para sua infelicidade, a quota de Excelente ou de Muito Bom já foi atingida e o outro exercer funções em escola ou agrupamento onde, para sua felicidade, a dita quota ainda não foi atingida…”.
Garcia Pereira considera ainda que o ECD violenta os princípios constitucionais da confiança, segurança jurídica e da imparcialidade, já que faz depender o estabelecimento daquelas quotas dos resultados obtidos na avaliação externa da escola, uma variável com um “conteúdo extremamente vago” e “aleatório”. O advogado frisa também que a fixação deste sistema foi remetido “para um simples despacho ministerial” para publicação em momento posterior, mas sem este estar definido, o que, segundo ele, põe em causa o direito dos avaliados de conhecer com antecedência os parâmetros e critérios de avaliação.Hierarquia das Fontes de DireitoO modelo de avaliação de desempenho foi fixado um ano depois da entrada em vigor do ECD por via de um decreto regulamentar e sujeito depois a duas simplificações, a última das quais entrou em vigor em Janeiro passado. Nestes decretos regulamentares são patentes, segundo Garcia Pereira, “ notórias divergências e até inovações de regime” em relação ao que se encontra estipulado no diploma que instituiu o Estatuto da Carreira Docente que, no entanto, é de uma natureza superior a estes. O advogado argumenta que tal prática vai contra a “hierarquia das Fontes de Direito”, sendo por isso as disposições contidas naquele decretos-regulamentares “manifestamente ilegais” e também inconstitucionais. “Também por força do princípio da hierarquia das Fontes de Direito, está em absoluto constitucionalmente vedado que um decerto regulamentar ou até um simples despacho ministerial crie regime jurídico novo sobre as matérias em causa, suspenda, afaste, modifique ou revogue algum preceito constante do acto legislativo (no caso, o ECD), ou até simplesmente procure “interpretar ou integrar algum dos seus preceitos”, especifica.
O advogado frisa, a propósito, que os decretos regulamentares vieram estabelecer novos critérios de avaliação, parâmetros ou factores de ponderação, bem como deveres e obrigações dos docentes e demais intervenientes do processo de avaliação, que não se encontram contidos no ECD.
Na semana passada, a Federação Nacional de Professores anunciou que também irá recorrer aos tribunais para tentar impugnar a actual legislação, por duvidar da sua legalidade e constitucionalidade.

In http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1364631&idCanal=58

Anedota

Anedota

Dizem os Americanos:
'We have BARAK OBAMA, Stevie Wonder, Bob Hope and Johnny Cash.'

Respondem os Portugueses:
'We have José Socrates, No Wonder, No Hope and No Cash.

Nota Com o meus agradecimentos à Maria.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Carmen Miranda

Carmen Miranda

A brasileira do Marco de Canaveses faria hoje cem anos.

Mentirosos - Ainda o "Estudo da OCDE"




Mentirosos - Ainda o "Estudo da OCDE"

É, há quem diga que este primeiro ministro e este governo têm um problema sui generis com a verdade...
Eu por mim, a quem sofre deste problema, chamo apenas de

Mentirooosos, Mentirooooosos, Mentiroooosos, Men ti rooooo sos!!!!

Pagamento ao Guinote



Pagamento ao Guinote

Andei um pouco descuidada deste assunto que, confesso, me incomodava amiúde.
Hoje foi dia de sacudir do pêlo o incómodo. Fui à rua, passei numa caixa multibanco munida do NIB do Guinote, e fiz a minha acção cívica do dia, transferindo os 10 euros, solicitados pelo Paulo, para a conta aberta do Fundo que servirá para pagamento dos serviços jurídicos prestados pelo Garcia Pereira.
Apelo aos meus leitores para fazerem o mesmo. Todos os contributos são poucos e esta acção é bem capaz de ter já produzido os seus frutos e feito mexer os sindicatos que também entrarão na justiça com esta barafunda em que se transformou a avaliação de professores. Todas as contribuições serão bem vindas.
Relembro o NIB - 001 800 032 016 735 902 029
Da última vez que o Paulo Guinote fez referência a este assunto os números da adesão a esta iniciativa eram impressionantemente baixos.
Está mais do que na altura de os reverter.
De notar que sou contribuidora regular para o peditório do Sindicato. Mas não iria ficar de fora em mais esta acção de luta pela dignificação da carreira docente, que é a minha por opção.
Apelo aos meus leitores para fazerem o mesmo.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Encontro de PCEs



Encontro de PCEs

A pressão aumenta sobre o ME. Desta vez foram 212 PCEs, bem mais do que os que estiveram presentes no primeiro encontro, a pedirem a suspensão do modelito. Espera-se que o caudal deste rio aumente sem parar e que no terceiro encontro, já agendado, sejam ainda mais do que este número capicua.
Avizinha-se um terceiro período muuuiiito complicado, com os sindicatos a sugerirem várias hipóteses para acções de luta que irão ser decididas entre nós, nas escolas.
Antecipadamente afirmo que todas as acções decretadas pela Plataforma de Sindicatos terão a minha adesão e participação entusiasmada.
Greve aos primeiros tempos do dia? Greve aos últimos? Greve por tempo indeterminado? Manifestação em Lisboa, durante a semana, para aqueles políticos de meia tigela darem pela nossa existência? Cordão humano seja onde for?
Vamos nessa, que nós gostamos é de malhar em políticos mais do que incompetentes responsáveis pela desagregação da Escola Pública!!
A luta continua!

Anedota

Anedota

Quando Deus fez o mundo, para que os homens prosperassem, decidiu dar-lhes apenas duas virtudes . Assim, mandou ao seu anjo-secretário que anotasse quais seriam os dons :

- Aos Suíços, os fez estudiosos e respeitadores da lei.
- Aos Ingleses, organizados e pontuais.
- Aos Japoneses, trabalhadores e disciplinados.
- Aos Italianos, alegres e românticos.
- Aos Franceses, cultos e finos.
- Aos Portugueses, inteligentes, honestos e socialistas.

O anjo anotou, mas logo em seguida, cheio de humildade e de medo, indagou:
- Senhor, a todos os povos do mundo foram dadas duas virtudes, porém aos portugueses, foram dadas três ! Isto não os fará soberbos em relação aos outros povos da terra ?
- Muito bem observado, bom anjo! exclamou o Senhor.
- Isto é verdade! Façamos então uma correcção ! De agora em diante, os portugueses, povo do meu coração, manterão esses três dons, mas nenhum deles poderá utilizar, simultâneamente, mais de duas, como os outros povos!

- Assim, o que for socialista e honesto, não pode ser inteligente.
- O que for socialista e inteligente, não pode ser honesto.
- E o que for inteligente e honesto, não pode ser socialista !!!!

Palavra do Senhor !!!...

Prémios



Prémios

Foi com imensa satisfação que recebi o prémio/troféu Pedagogia do Afecto. Deixei-o guardado no ambiente de trabalho pois coincidiu com a semana em que este bloguito esteve amputado de fotografias, problema já diagnosticado, e medicado, mas que me tem provocado uns buracos negros lá para trás no blogue. :)
O prémio foi-me atribuído pela Safira e pela Fátima André a quem muito agradeço pelo facto de se terem lembrado de mim, dos blogues Escola do Presente e Revisitar a Educação.
Estes prémios podem ser vistos nos links abaixo transcritos.
http://escoladopresente.blogspot.com/2009/02/que-bom-recebemos-um-premio.html
http://revisitaraeducacao.blogspot.com/2009/02/pedagogia-e-afectos.html
Resta-me atribuir este prémio a blogues que frequento, e dos quais gosto, o que farei mais logo que agora são horas da bica. :):):)

Nota - Entretanto recebi outro troféu do blogue Breves_OnLine, das mãos carinhosas e fortes da Elsa D.
Obrigada.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Boas Notícias


Nevão - S. Gonçalo - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Boas Notícias

"Quando o vento não é favorável, tem de se remar. Quando aumentam as dificuldades de sermos nós próprios e de sermos alguém, quando o vento é contrário e não nos deixa avançar na direcção certa, há que ter a cabeça liberta, o coração bem aberto e recorrer a todas as forças para navegar contra a corrente. Não é fácil, mas é absolutamente necessário."
Santos Guerra

Subscrevo cada palavra e agradeço ao Raul Martins, com saudades do seu imenso sorriso africano, a gentileza do contacto.
Xi-coração amarantino

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Boas Notícias

Boas Notícias

A Fenprof vai avançar para os tribunais e tentar impugnar o Simplex 2.
E face à legislação trapalhona deste ME é bem capaz de ter êxito.
Isto sim, são boas notícias!
É malhar neles, sem dó nem piedade, nestes indivíduos que se dizem socialistas e são sabe-se lá o quê!
Parece que são sugalistas, diz a Elsa D.
Aceitam-se outras sugestões.

Apelo

Apelo

EDUCAÇÃO

Campanha Nacional de Informação e Esclarecimento da População Portuguesa

O MUP vai lançar uma campanha de informação e esclarecimento dirigida à população portuguesa, realizada através de comunicados, a distribuir em todo o território nacional, sobre a realidade vivida no sector da Educação pelos seus principais agentes - os professores - e sobre as consequências que terá na sociedade a desastrosa política educativa dos actuais responsáveis políticos .
Nesta primeira fase, apela-se aos professores que façam chegar ao MUP, através do e-mail, textos/artigos que possam vir a ser seleccionados para integrar esta Campanha Nacional.
MOBILIZAR! UNIR! RESISTIR!
Contacto: mobilizar.e.unir.professores@gmail.com

Busco - Stop - Espanha
Fotografia de Zé Rui Fonseca

Assistência Técnica Cunhas & Cunhas

Eis que chego da escolinha, da consulta previamente marcada com a Assistência Técnica Cunhas & Cunhas, na pessoa do seu ilustre representante Helder Barros.
Partilho a síntese da consulta com o Comandante por poder ser útil a outros.
De facto o blogger está a agrupar as fotografias para álbuns aleatórios no Picasa que eu não mando fazer.
E faz mais. Como estamos na era da batotice, faz batota, e duplica, triplica, e mesmo quadruplica as fotografias, enchendo e esgotando a capacidade de armazenamento gratuita, disponibilizada pelo Google, em três tempos.
Por agora recuperei algum espaço apagando umas quantas fotografias e é certo que já tenho tarefa para uns tempos pois tenho que apagar mais umas valentes centenas.
Por agora recuperei o meu bloguito da amputação forçada que o afectou nos últimos dias.
Por agora recuperei o sorriso.
E a verdade é que não foi nada agradável sentir-me assim para o triste e desamparada durante uma longa semana, sem as minhas fotografias a colorirem-me o blogue e a vida, e a verdade é que andei assim a modos que... como na fotografia... kakakakaka...
Por isso... thanks, Comandante!

Nota 1 - A fotografia que ilustra este post foi tirada durante um dos Passeios Históricos que o meu grupo realiza anualmente. O calor, pelas 15 horas daquele dia de Verão de 2008, estava de esborrachar. Sentei-me na soleira de uma qualquer porta espanhola sem ver que mesmo ao meu lado estava este lindo cartaz.
O Zé Rui não me perdoou.
:):):)

Nota 2 - A Fátima André, expert nestas andanças de blogues, deu aqui uma achega preciosa.
As fotografias estão nos álbuns porque nós fazemos mesmo os downloads. Uma, duas, três, quatro vezes... cada vez que uma fotografia não nos satisfaz e a apagamos do blogue, só a apagamos do blogue, não do Picasa.
Conselho de gato muito escaldado, que sou eu... vão vistoriando os álbuns à medida que vão fazendo os downloads.

Nota 3 - Estive raciocinar, sim por vezes dá-me para aqui, fruto de uns neurónios nirviosos que me recheiam o crânio, e cheguei à brilhante conclusão que o processo deve ser o seguinte: quando carregamos as fotografias para o blogue fazemos o upload das fotografias para o Picasa, onde as ditas permanecem alojadas, e posteriormente fazemos o download para o blogue.
Daí que não adiante apagar as fotografias no blogue. Temos mesmo é que as apagar no Picasa. Com cuidado... já me aconteceu as ditas levarem sumiço mesmo do bloguito.
É assim, Helder?
Tem lógica, não tem?

Pérolas

Pérolas

De Santos Silva, o Trauliteiro

"Eu cá gosto é de malhar na direita, e gosto de malhar com especial prazer nesses sujeitos e sujeitas que se situam, de facto, à direita do PS. São das forças mais conservadoras e reaccionárias que eu conheci na minha vida, e que gostam de se dizer de esquerda plebeia ou chique. Refiro-me, obviamente, ao PCP e ao Bloco de Esquerda."

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Assistência Técnica Cunhas & Cunhas!‏

Assistência Técnica Cunhas & Cunhas!‏

É com imenso prazer que informo os frequentadores desta casa que o meu encontro com a Assistência Técnica Cunhas & Cunhas, na pessoa do seu representante informático Helder Barros, está marcado para amanhã, na ESA.
Não, não precisais de meter mais cunhas ao Comandante que o encontro está já marcado.
A ver vamos se o rapaz consegue resolver os meus problemas técnicos!
Bem, meus... salvo seja!

Comunicado FENPROF

Comunicado FENPROF

ENTREGA DE OBJECTIVOS INDIVIDUAIS:DGRHE/ME ESTÁ A ENGANAR AS ESCOLAS E OS PROFESSORES

A Direcção-Geral de Recursos Humanos da Educação (DGRHE/ME) está a enganar as escolas e os professores, ao informar, na sua página electrónica, que a primeira fase do processo de avaliação é a "Fixação dos objectivos individuais, por acordo entre o avaliado e o avaliador da Direcção Executiva".
Basta ter em conta os quadros legais em vigor para concluirmos que se trata de uma gravíssima distorção da lei, que visa, não só, criar ainda mais equívocos junto dos professores, como, através do medo, semeado pela mentira, levar os professores a entregarem os objectivos individuais.De facto, de acordo com o n.º 1 do Artigo 44.º do Estatuto da Carreira Docente aprovado pelo Decreto-Lei n.º 15/2007, de 19 de Janeiro, constatamos que o processo de avaliação tem diversas fases, mas nenhuma delas corresponde à que é referida pela DGRHE/ME. Aliás, a fixação de objectivos individuais nem sequer é referida.Se nos reportarmos ao Artigo 15.º do Decreto Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro, que tem como epígrafe "fases da avaliação", verificamos que, das fases enunciadas, não consta a "fixação dos objectivos individuais" …verificamos, também, que a primeira fase do processo de avaliação é o preenchimento da ficha de auto-avaliação.
Portanto, é abusivo, por não corresponder à verdade, o que a DGRHE/ME está a informar na sua página electrónica. É lamentável, reprovável, inaceitável e anti-democrático este comportamento do Ministério da Educação, até desrespeitador das suas próprias leis, pelo que será denunciado e combatido pelos Professores e Educadores e pela FENPROF.
O Secretariado Nacional da FENPROF

Subscrevo: "É lamentável, reprovável, inaceitável e anti-democrático este comportamento do Ministério da Educação, até desrespeitador das suas próprias leis, pelo que será denunciado e combatido" pelos portugueses, digo eu.
Há pessoas que integram este governo, particularmente algumas das que ocupam a 5 de Outubro, que se comportam de uma forma verdadeiramente inqualificável.
Fazem-me lembrar aquela estrada de Palma de Maiorca que tem tantas curvas, mas tantas curvas, que a dada altura a dita estrada passa por cima de si própria e, num exercício de delírio, dá um nó cego, a que se chama o Nó da Gravata.
Ora esta estrada, iniciada e percorrida por este governo, já tem tantas curvas e contracurvas, já tem tantos, mas tantos nós mais do que cegos que já mete dó! E enoja.

Está farto de Inverno?

Está farto de Inverno?

Está farto de Inverno?
Então clique em
http://www.eldogma.com.ar/flyers/diaprimavera/default.asp
e entretenha-se a limpar a janela.

Obrigada, Dudú, o meu dia ficou mais radioso depois de limpar a minha janela sem cortinas.

O Medo

O Medo

"O histórico do PS Edmundo Pedro afirmou ontem numa reunião socialista na sede do partido, no Largo do Rato, em Lisboa, que dentro do PS há quem não se pronuncie sobre a vida interna do partido porque tem medo."

No Público de hoje.
Garanto que tal notícia não me causou qualquer espanto.
Pois se o vejo disseminado na sociedade portuguesa!
Pois se o vejo disseminado nas escolas!
Pois se vejo um ps a comportar-se como se tem comportado!...

Deseducação - Está Tudo Tolo?!

Deseducação - Está Tudo Tolo?!

E, pergunto eu, por que não 24 horas ao dia?
Os pais querem? Mas que espécie de pais?
Pobres crianças... pagaremos caras estas leviandades!

Educação
Pais querem escolas do 1.º ciclo abertas doze horas por dia e dizem que ME já deu luz verde

04.02.2009 - 09h24 Natália Faria

Algumas escolas do 1.º ciclo do ensino básico vão estar de portas abertas entre as 7h30 e as 19h, ainda este ano lectivo. A informação foi avançada por Albino Almeida, da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), segundo o qual o Ministério da Educação (ME) já deu luz verde para avançar com este alargamento de horário.
Ao PÚBLICO, o secretário de Estado da Educação, Valter Lemos, disse apenas que o ME está "disponível para estudar a questão", mas Albino Almeida garante que a proposta anda há um ano a ser negociada e que o ministério "sinalizou a sua disponibilidade para avançar com o modelo". O objectivo, segundo o responsável da Confap, "não é transformar as escolas em armazéns de crianças". Nem sequer reforçar a carga lectiva, roubando tempo para a brincadeira. "O que queremos é que as escolas funcionem numa lógica de centro educativo, deixando de estar exclusivamente centradas na instrução e com uma componente de apoio às famílias.
" Na prática, o que a Confap propõe é que, entre as 7h30 e as 9h da manhã, as escolas ocupem as crianças com actividades lúdicas. As aulas deverão decorrer entre as 9h e as 15h30, com intervalo para almoço. A partir daquela hora e até às 17h30, decorrem as actividades de enriquecimento curricular, seguindo-se novo período de apoio à família "até às 19h ou 19h30". No período de férias lectivas, as escolas deverão igualmente assegurar actividades para as crianças. Competirá às escolas definir as actividades a desenvolver, sendo que a proposta terá sempre que ser escrutinada. "Não aceitaremos propostas de mais Inglês ou mais Educação Física. Haverá um júri responsável e as propostas podem incluir canto coral ou folclore, visitas a museus, visionamento de filmes...", especificou o presidente da Confap, para quem se trata, aliás, de assegurar a sobrevivência da escola pública: "Esta coisa de despejar a matéria e depois esperar que, em casa, os pais tenham literacia suficiente e computadores para ajudar os filhos a perceber as matérias tem que acabar, porque o mundo mudou e as escolas têm que se adaptar." Claro que nenhum pai será obrigado a deixar o seu filho tanto tempo na escola. Aqueles a quem este prolongamento de horário e de oferta educativa convier terão de pagar uma quantia a definir consoante os rendimentos da família. O investigador Manuel Sarmento, do Instituto de Estudos da Criança, não vê inconvenientes neste alargamento de horários. Desde que "o acompanhamento das crianças para lá do tempo lectivo seja fruto de um trabalho de articulação com a comunidade e não se centre demasiado nos interesses dos pais". E "porque é importante respeitar a autonomia das crianças", estas terão que "ter espaço dentro da escola para exercer as suas decisões".

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1358774&idCanal=58

Investigação à Investigação

Investigação à Investigação

Ao que parece vai haver uma investigação à investigação ao caso Freeport.
Se não fosse tão trágico este país seria hilariante!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Bloguito Amputado

Bloguito Amputado

O meu bloguito está amputado e sem fotografias não é de modo algum o mesmo.
A minha aselhice é notória, já que tentei resolver o problema mas... sem êxito.
Assim sendo aguardo a ajuda habilitada do Helder Barros.
Já entrei em contacto com o Comandante Informático... help, help, não consigo carregar fotografias para o meu bloguito!!!!! Help, help!
Bolas! O meu bloguito está amputado! Help... help... aguardo ajuda preciosa... help, help...

Pensamento da Semana

Pensamento da Semana

"Em dia de tempestades e trovoadas, o local mais seguro é perto da Ministra da Educação ou dos seus secretários.

-Não há raio que os parta!!"

Nota - Circula via e-mail. Obrigada Dudú. Já gargalhei.

Petição - Pelo Voluntariado na política‏

Petição pelo Voluntariado na Política‏

"As grandes iniciativas são de aplaudir. E as grandes iniciativas majestaticamente altruístas são de incentivar, depois de aplaudidas. Sua Excelência o Secretário de Estado da Educação, de seu nome Valter de Lemos, com o seu projecto de despacho para recrutar professores reformados para trabalho voluntário nas escolas, inspirou-nos. Professores que tenham abandonado o ensino por via duma reforma antecipada poderão tranquilizar a sua consciência face à fuga prematura, mesmo que a perda material não seja reposta. Para se sentirem mesmo re-integrados, até terão igualmente direito a avaliação no final do ano lectivo.
Como medida genial que é, cuja superior grandeza apenas não foi suficientemente sublinhada face ao carácter humilde do seu criador, entendemos que a bem da Nação não pode ficar limitada a esta área profissional. O voluntariado é nobre; é desinteressado; e é barato! É em consequência desta observação que vêm os signatários desta petição solicitar que esta Assembleia estenda este brilhantismo aos gestores públicos e ministros, sem esquecer todos os cargos de nomeação pública. Dêem, por favor, hipótese de redenção a todos quantos pretendam desempenhar os seus cargos sem a maçada de uma remuneração mensal.
Pelo País, pela abnegação mas sobretudo pelo nosso bolso, que esta Assembleia institua o regime de voluntariado entre a classe política. Sem esquecer a avaliação anual, naturalmente."

Este é o texto da Petição. Se concordas com o seu conteúdo assina em:

http://www.petitiononline.com/voluntar/petition.html

E replica. Divulga.
Eu já a assinei. Sou a nove!

Nota - Desconheço a autoria desta Petição que me foi enviada pelo Fernando Oliveira e desconheço se é para levar a sério ou se é a brincar.
Seja qual for o caso quero aproveitar para deixar aqui os meus aplausos e agradecimentos públicos pela iniciativa que já me fez soltar uma meia dúzia de gargalhadas bem dadas.
É, estes políticos andam a esticar demasiado a sua corda...

Entretanto parece que a origem está aqui http://fliscorno.blogspot.com/2009/02/pelo-voluntariado-na-politica.html

Ainda o Embuste

Ainda o Embuste

A DEBORAH

Vasco Graça Moura

O Governo divulgou um pomposo documento intitulado "Políticas de Valorização do Primeiro Ciclo do Ensino Básico em Portugal", elaborado por cinco peritos ditos independentes.
O perito português foi nomeado subinspector-geral da Educação em 1.1.2007 e veio a ser nomeado presidente do Conselho Científico para a Avaliação de Professores em 1.11.2008. O CCAP existe na dependência directa do membro do Governo responsável pela área da educação (art.º 134 do DL 15/2007, de 19 de Janeiro). Parece pois tratar-se de um independente que, à data do documento (Dezembro de 2008), estava na dependência directa do Governo!
Este verdadeiro oxímoro dialéctico não impediu o PS, nem o Ministério da Educação, nem o primeiro-ministro (este em plena Assembleia) de garantirem a independência dos peritos.
Mas temos ainda a Deborah."A Deborah", assim ternurentamente tratada com a familiaridade dos grandes pelo primeiro-ministro, como se viu na televisão, escreveu o prefácio. O PM chegou a afirmar no Parlamento que o relatório tinha sido assinado por ela.
A dama é chefe de divisão das Políticas de Educação e Formação da OCDE desde meados de 2007. É uma economista que não publicou até hoje, que se saiba, uma única linha sobre questões de educação a não ser o tal prefácio (ver a lista actualizada do que ela escreveu em http/econpapers.repec. org/RAS/pro105.htm).
Pois a Deborah prestou-se a vir a Lisboa armada em lavandisca promocional só para servir um objectivo do Governo socialista: o de fazer passar a ideia de que se tratava mesmo de um relatório da OCDE.
E diz muito ufana que a avaliação feita "segue de perto a metodologia e abordagem que a OCDE tem utilizado para avaliar as políticas educativas em muitos países membros ao longo dos anos". Vejamos.
Na pág. 26 informa-se que a avaliação teve por base um "relatório abrangente", preparado pelo próprio ministério, descrevendo as medidas e fornecendo muita informação e dados. "Foi estudado antes da visita de seis dias a Portugal de uma equipa internacional para entrevistar os principais actores educativos e visitar um pequeno número de escolas". De págs. 87 e 88 deduz-se que, em 14 reuniões, os peritos se avistaram com 2 secretários de Estado, 4 elementos dos serviços centrais, 7 dos serviços regionais, 3 do IGE, 4 peritos, 3 coordenadores dos programas de formação contínua de professores, 3 elementos das associações profissionais de professores, 5 coordenadores de escolas do primeiro ciclo do meio urbano e outros 5 do meio rural, 3 membros da Confederação das Associações de Pais, 5 do Conselho das Escolas, 3 do Conselho Nacional de Educação, 4 dos sindicatos e 7 representantes das autoridades locais (Guimarães, Gondomar, Santo Tirso, Amadora, Ourique, Lisboa e Portimão, sendo que "só" seis destas sete autarquias são PS).
De derrear um cristão! Umas 57 pessoas, pelo menos, mais as deslocações e os encontros do Minho ao Algarve, 11 escolas, cinco direcções regionais, tudo isto numa lufa-lufa, tudo isto numa maratona esfalfante, tudo isto sem tempo para fazer chichi, tudo isto em seis dias, seis, num inglês dos intervenientes lusitanos, que se supõe mais ou menos pedestremente técnico, e num português dos quatro peritos estrangeiros, que não pode deixar de ser ágil e escorreitíssimo, para eles terem conseguido perceber e qualificar tanta coisa em tão pouco tempo.
Talvez por isso, a adjectivação seja bastantemente esbaforida: "ambição" e "rapidez" sem paralelo internacional, "ampla melhoria", "excelente relatório nacional" (o tal preparado pelo ministério), "impressionante conjunto de dados", "enorme sucesso" (p. 13), "visão política clara", "elevado conhecimento estratégico", "resposta corajosa e imaginativa" (p. 17), "desenvolvimentos impressionantes" (p. 18), "excelente modelo de formação contínua", "impressionante leque de informação" (p. 19), "liderança decisiva e visionária", "modelo admirável" (p. 44), "grande sucesso", "professores bastante entusiasmados" (p. 47), coisas assim.
Se é assim que a OCDE trabalha, estamos bem aviados! Resta saber quem é que intermediou toda esta batota e quanto é que ela custou.

Retirado daqui http://dn.sapo.pt/2009/02/04/opiniao/a_deborah.html

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

7 de Fevereiro - Encontro de PCEs

7 de Fevereiro - Encontro de PCEs

PARA REENCAMINHAR A TODOS OS PRESIDENTES DOS CONSELHOS EXECUTIVOS!

Caros colegas:
Dia 7 de Fevereiro, às 12 horas, no Auditório Bissaya Barreto, Campus do Conhecimento e da Cidadania, Bencanta, em Coimbra
No seguimento da reunião de 10 de Janeiro em Santarém e da reunião com a Srª. Ministra da Educação, informam-se todos os colegas que se irá realizar em Coimbra um encontro nacional de PCE´s. Apela-se à disponibilidade de todos para a presença nesta reunião, pois será um momento primordial para a reflexão de vários assuntos, especialmente no que concerne à avaliação de desempenho docente. Esperamos que os colegas marquem a sua presença em maior número que no último encontro.
Mais uma vez, sugiro a todos os colegas que efectuem a inscrição que me informem para nos organizarmos no que diz respeito ao transporte.
Com os melhores cumprimentos
Eduardo Ferreira

ENCONTRO DE PCEs – 7 de FEVEREIRO

Na sequência da "reunião de 10 de Janeiro" realizada em Santarém, e por determinação dos presentes, será realizada uma nova reunião de Presidentes de Conselhos Executivos, no dia 7 de Fevereiro, às 12 horas, no Auditório Bissaya Barreto, Campus do Conhecimento e da Cidadania, Bencanta, em Coimbra, no sentido de se fazer de novo o ponto da situação e de se discutirem formas de actuação no futuro.
Reconhecendo o transtorno que eventualmente possa acarretar esta deslocação, será de todo o interesse uma presença mais significativa do que a de Santarém, pois quanto maior for o número de PCEs presentes, maior será a autoridade das nossas propostas e consequentemente, a capacidade de continuar a pressionar o Ministério da Educação no sentido de suspender o actual modelo de avaliação.
Para alguns será uma óptima oportunidade para reverem a sua Universidade, para outros uma boa forma de a conhecerem e para todos um bom pretexto para partilhar experiências e preocupações.
A Ordem de trabalhos para 7 de Fevereiro, será a seguinte:
Ponto um: Informações;
Ponto dois: Discussão do actual momento do processo de avaliação de desempenho de docentes;
Ponto três: definição de linhas de actuação conjunta a curto e médio prazo.
Organização:
A localização do Auditório pode ser consultada na Internet através de um motor de busca onde escreve "Instituto Superior Bissaya Barreto" e clica em contactos. Vai aparecer o mapa com a localização. Entretanto envio em anexo um mapa que a colega Eduarda me fez chegar e que tem todas as indicações para se chegar ao local.
O preço a pagar é de 10 Euros (8 Euros para o almoço e 2 Euros para o aluguer do Auditório).
É necessário que a inscrição seja feita, o mais breve possível, a fim de garantir o contrato de aluguer do Auditório e o número de almoços que tem que ser, impreterivelmente, indicado até dia 3 de Fevereiro.
As únicas formas de inscrição poderão ser através de transferência bancária para a conta cujo NIB é 0033 0000 0009 7970 9710 5 ou, através de cheque dirigido a:
Maria Eduarda Carvalho – R. General Humberto Delgado, 127- A- 3º Esq – 3030 – 327 –Coimbra
Ou
Maria do Rosário Gama – Quinta D. João, Lote 10 – 8º Esq – 3030-020 Coimbra
Solicitamos a cada colega que, consultando a lista de presenças no Encontro de Santarém, se organize por Distrito de modo a fazer chegar este convite a todas as Escolas desse Distrito.
Pedimos aos colegas do Conselho das Escolas que na reunião que vão ter em breve, tentem junto dos outros conselheiros, dinamizar o mais possível o Encontro.

Nota - Mensagem que circula por mail.

Fenprof - Sobre o Regime de Volutariado

Fenprof - Sobre o Regime de Voluntariado

NOTA À COMUNICAÇÃO SOCIAL

M.E. PRETENDE GARANTIR PLENO FUNCIONAMENTO DAS ESCOLAS
RECORRENDO A TRABALHO GRATUITO DE DOCENTES APOSENTADOS

O Secretário de Estado da Educação remeteu ao Conselho das Escolas um projecto de despacho que visa recrutar professores aposentados para, “de livre vontade, sem remuneração, numa prática privilegiada de realização pessoal e social”, isto é, em regime de voluntariado, desenvolverem actividades nas escolas que deveriam ser da responsabilidade de professores no activo com que, no entanto, estas não podem contar.

Perante o cada vez maior número de solicitações a que as escolas estão sujeitas, mas que não podem satisfazer-se com as regras impostas pelo ME para definição do seu quadro ou, mesmo, pelo recurso à contratação (correspondendo, tais regras, a uma das facetas da política economicista com que gere o funcionamento e organização do sistema educativo), pretende o ME a aprovação de legislação que permita as escolas organizarem programas de voluntariado envolvendo professores aposentados.

Ainda que o projecto de despacho refira que o voluntário não substitui os recursos humanos considerados necessários, é evidente que, por um lado, as dificuldades colocadas às escolas para adequarem os respectivos quadros às suas necessidades efectivas e, por outro, as designadas “áreas de intervenção do professor voluntário” negam aquela declaração de intenção.

Entre muitas outras, são referidas como áreas de intervenção para trabalho voluntário: apoio a alunos nas salas de estudo, apoio e funcionamento das bibliotecas escolares/Centros de Recursos, articulação vertical e horizontal dos currículos, articulação de projectos internos e externos das escolas, dinamização de projectos de aproximação da escola ao meio, apoio e dinamização de actividades extracurriculares…

Não se questiona a importância, para as escolas e as comunidades, das actividades que são referidas no anexo ao projecto de despacho, discorda-se é que, para as desenvolver e assumir em pleno, o ME, em vez de criar as indispensáveis condições às escolas, dotando-as dos recursos que lhes fazem falta, pretenda, através do trabalho gratuito dos docentes aposentados, substituir aqueles que nelas deveriam ser colocados.

Sabendo-se que um dos motivos do afastamento de muitos professores das escolas, aposentando-se, é a natureza e o rumo da política educativa do ME/Governo, não é de crer que este voluntariado consiga muitos adeptos, contudo, independentemente disso, há limites para as medidas economicistas do Governo, não se aceitando aquelas que pretendem, sobretudo, remeter para o desemprego jovens professores que tanto têm para dar e tão necessários são às escolas portuguesas.

O Secretariado Nacional

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Solidariedade

Solidariedade

No site indicado http://www.botaminuto.com/aquecaestaspessoas/ terá acesso à localização das lojas Botaminuto no País. A entrega de sapatos poderá ser feita em qualquer delas.

A Bota Minuto promove uma campanha de recolha de calçado usado de adulto e de criança até ao dia 16 de Fevereiro de 2009. O calçado recolhido será posteriormente reparado, higienizado e entregue a instituições de solidariedade social, com o apoio da Lions de Portugal.
Esta iniciativa, que se realiza pelo segundo ano consecutivo, já calçou mais de 3000 pessoas, tendo entregue 1610 pares de sapatos a pessoas carenciadas como resultado da acção anterior. A grande meta para este ano é ultrapassar estes valores, conseguindo aquecer um número bem maior de pessoas necessitadas.
Depois de tanto receber, dê. É bom dar.

Nota - Obrigada, Angie, aqui deixo a informação que circula por mail para quem quiser e puder colaborar.

Incompetência

Incompetência

"A desenvoltura com que quase todos os nossos Governos Constitucionais se têm julgado habilitados a legislar por decreto-lei, muito para além do estritamente necessário, é uma prática inconstitucional e deve ser reprovada".

Diogo Freitas do Amaral, "Jornal de Notícias", 2-2-2009

Nota - Com os meus agradecimentos à Maria Almeida

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Avaliação em Tribunal

Avaliação em Tribunal

Primeira avaliação prejudicou docentes

RITA CARVALHO

Educação. Docentes avaliados no ano passado estão indignados com injustiças detectadas no processo e denunciam a aplicação de critérios diferentes a quem concorre aos mesmos concursos
Contratados já avaliados falam de injustiças na nota
Reclamações, recursos, processos nos tribunais. É este o resultado da primeira aplicação do sistema de avaliação de desempenho que decorreu no passado ano lectivo, de forma simplificada, e abrangeu 17 mil professores, na maioria contratados. Numa altura em que o Governo insiste em avançar com o modelo, já alvo de nova simplificação, centenas de docentes ainda contestam a nota do ano passado, alegando injustiças e ilegalidades na sua atribuição.
Professores que tiveram nota mais baixa porque faltaram para ir ao médico ou assistir a família, grávidas penalizadas porque deram menos aulas, docentes prejudicados por acompanharem visitas de estudo, não dando todas as aulas previstas. São alguns dos casos denunciados à Fenprof que recebeu mais de 600 reclamações por e-mail. Apesar de o Governo ter justificado o avanço da avaliação - mesmo só no terceiro período - com a necessidade de os contratados se apresentarem a novo concurso, a realidade demonstra que a nota da avaliação nem foi contabilizada nesse concurso. Aliás, há ainda professores que não sabem a nota e já estão a dar aulas. Na base de muitas reclamações está a atribuição de quotas às classificações de Excelente e Muito Bom. Como a legislação que definiu a quantidade de notas elevadas que cada escola podia atribuir só foi publicada no final de Julho, muitas escolas tentaram "gerir" o problema à sua maneira. Umas resolveram atribuir Bom a todos os avaliados, enquanto que outras classificaram alguns docentes com as notas mais elevadas, mesmo antes de as quotas saírem. A revisão de notas na sequência de queixas de "injustiças" chegou até a virar-se contra os queixosos, que viram a classificação diminuída.
É esta a base da maioria das reclamações, disse ao DN, Mário Nogueira, da Fenprof. "A lei diz que devem ser dados Excelente e Muito Bom. Houve pessoas descontentes porque na sua escola só houve Bom. Outros reclamaram pelo motivo contrário", acrescenta, sublinhando esta "enorme injustiça". O pior, diz, é que professores avaliados segundo critérios diferentes candidatam-se aos mesmos concursos. Apesar do descontentamento ser "generalizado", muitos não avançaram com queixas com medo de represálias ou de confronto com os colegas.

Direitos Humanos

Direitos Humanos

Continuo atenta ao que se passa no mundo árabe, um mundo que conhece realidades muito díspares, mas que vai dando os seus passos, aqui e ali, no caminho do respeito pelo outro, independentemente das opções religiosas, políticas, sexuais.
Continuo particularmente atenta a este país, onde deixei amigos, onde deixei o Sahel. Fico contente sempre que observo um passo dado em direcção a um futuro mais cristalino.
Espero que a fundação desta aliança defensora dos Direitos Humanos e da Democracia contribua para o bem comum.

Médio Oriente: Filho de Muammar Khadafi funda aliança defensora dos Direitos Humanos e da Democracia

31 de Janeiro de 2009, 22:44

Davos, Suíça, 31 Jan (Lusa) - O filho do líder líbio Muammar Khadafi anunciou hoje que prepara uma aliança de associações sem fins lucrativos do mundo árabe, defensoras dos Direitos Humanos e da Democracia.
Seif Al-Islam Khadafi afirmou numa entrevista à agência noticiosa Associated Press que cerca de 45 organizações não-governamentais (ONG) tanto cristãs como muçulmanas acordaram juntarem-se à Aliança para a Democracia e os Direitos Humanos no Mundo Árabe.
Cada Estado no Médio Oriente tem sido acusado de violar os Direitos Humanos, incluindo a Líbia que é liderada por Muammar Khadafi desde 1969, quando chegou ao poder através de um golpe militar.
Seif Al-Islam Khadafi admitiu as violações dos Direitos Humanos em grande escala na região, afirmando que é essa a razão pela qual quer criar a aliança.
"Temos de enfrentar a questão dos Direitos Humanos e da Democracia no Médio Oriente através de uma aliança local, em coordenação com a sociedade civil global, e outros países da Europa, América do Norte e Ásia, de modo a impor sanções inteligentes aos governos e... aos indivíduos responsáveis pelas violações dos Direitos Humanos, ou crimes de guerra", afirmou.
Seif Al-Islam Khadafi participa no Fórum Económico Mundial, que reúne em Davos, estância de Inverno suíça, a elite política e económica mundial.
NL.
Lusa/Fim
 
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