Petição
"De fato, este meu ato refere-se à não aceitação deste pato com vista a assassinar a Língua Portuguesa.
Por isso ... por não aceitar este pato ... também não vou aceitar ir a esse almoço para comer um arroz de pato ...
A esta ora está úmido lá fora ... por isso, de fato lá terei de vestir um fato..."
Concordas com o modo de escrever acima exemplificado?
Se não concordares, clica no link que se segue e assina:
http://www.ipetitions.com/petition/manifestolinguaportuguesa/
Recebi por mail este texto e este link que nos remete para a petição contra a entrada em vigor do novo acordo ortográfico.
Eu até nem sou contra as mudanças e até me vejo como uma pessoa que facilmente deixaria cair algumas inutilidades da língua portuguesa, mas de facto, de facto, parece-me que com este acordo se exagerou de carago!
Por isso decidi assinar. Hoje mesmo. Sou a 108880.
Porque mais vale tarde que nunca.
domingo, 19 de abril de 2009
Fé

Fé
Resolução da Assembleia da República n.º 21/2009
Quando li nem queria acreditar.
7 — A palavra do Deputado faz fé, não carecendo por
isso de comprovativos adicionais. Quando for invocado
o motivo de doença, poderá, porém, ser exigido atestado
médico caso a situação se prolongue por mais de uma semana.
Mas afinal isto não é inconstitucional?
Querem ver que estes políticos alteraram a Constituição Portuguesa à socapa e ninguém deu por nada?
Acabou aquela porra do somos todos iguais perante a lei?
Alguém me saberá responder?
E por que não fazem fé na minha palavra se eu até me dou mal com a mentira?
Política nojenta que me dá cada vez mais vómitos!
Invasões

Reconstituição do Incêndio da Vila de Amarante - 1984
Fotografia de Artur Matias de Magalhães
Invasões
"(…)Amarante nunca teve cerca de muralhas, nem castello que a defendesse; todavia é uma posição militar muito importante. A esta mesquinha vantagem deve ter-se visto, por vezes, transformada em theatro de guerra. Na invasão dos francezes de 1808 padeceu crueis estragos. Foi occupada pelo inimigo, o qual achando a ponte defendida pelas tropas portuguezas, commandadas pelo general Silveira, depois de inuteis tentativas para forçar a passagem, vingou-se das perdas que ahi soffreu, e da vergonha da derrota, incendiando a melhor parte da villa.(…)"
Fotografia de Artur Matias de Magalhães
Invasões
"(…)Amarante nunca teve cerca de muralhas, nem castello que a defendesse; todavia é uma posição militar muito importante. A esta mesquinha vantagem deve ter-se visto, por vezes, transformada em theatro de guerra. Na invasão dos francezes de 1808 padeceu crueis estragos. Foi occupada pelo inimigo, o qual achando a ponte defendida pelas tropas portuguezas, commandadas pelo general Silveira, depois de inuteis tentativas para forçar a passagem, vingou-se das perdas que ahi soffreu, e da vergonha da derrota, incendiando a melhor parte da villa.(…)"
In Archivo Pittoresco, 1864
Nota - É verdade que os portugueses deram luta renhida aqui em Amarante e tal facto fica comprovado pela resistência que durou desde o dia 18 de Abril até ao dia 2 de Maio, dia em que as tropas invasoras conseguem os seus intentos e abrem caminho através da nossa Ponte Velha, aquela que ainda hoje calcorreamos e que foi palco de acontecimentos tão sangrentos e trágicos há duzentos anos atrás.
Os franceses passaram. Aqui fica o reparo porque ontem havia muita gente a comentar que não.
Ainda as Invasões
Invasores - S. Gonçalo - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
Ainda as Invasões
Não sei o que o meu avô Rodrigo teria pensado ao ver o que eu vi hoje de tarde, em pleno Café-Bar.
Pois não é que os franceses tiveram a lata de ir tomar café, a bem dizer a bica, todos lampeiros, muito calmamente, de barrigas encostadas no balcão do dito cujo?
É como diz a Elsa D, esta guerra mais parece a guerra do Solnado!
Agora fora de brincadeiras, os franceses eram mesmo franceses, da cidade de Toulouse e aproveitámos para falar da crise.
"En France c`est la catastrophe" - disseram-me eles sinceramente preocupados.
Eu lá os animei com um "Au Portugal c`est la même chose!"
Depois fiquei na dúvida... será que os animaria mais se dissesse "Au Portugal c`est la même merde?"
Depois fiquei na dúvida... será que os animaria mais se dissesse "Au Portugal c`est la même merde?"
sábado, 18 de abril de 2009
Reconstituição das Invasões Francesas

Reconstituição da Invasões Francesas - S. Gonçalo
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
Reconstituição das Invasões Francesas
A Reconstituição das Invasões Francesas e da Defesa da Ponte fez andar os amarantinos numa roda viva durante grande parte da tarde de hoje. Os invasores entraram por Stª Luzia onde se deram os primeiros confrontos e eu, pendurada da varanda de casa da Avó Arminda, lá fui tirando as fotografias que pude e que me darão um jeitaço para o PowerPoint "As Invasões Francesas em Amarante" onde explanarei a temática do ponto de vista histórico.
Por hoje ficar-me-ei por uns pequenos apontamentos engraçados da guerra, tal como o momento dramático em que um soldado, que por acaso até me parece uma soldada, mas adiante, certamente ferido ou mesmo meio morto, recebe assistência ali mesmo, deitado no chão da rampa relvada que dá acesso ao Solar dos Magalhães e bebe uma belíssima duma Água do Marão, simplesmente a água de que eu sou consumidora assídua sem mesmo sonhar que a dita já existia desde então.
É caso para dizer que estamos sempre a aprender, não?
Reconstituição das Invasões Francesas e Defesa da Ponte
Reconstituição das Invasões Francesas
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
Reconstituição das Invasões Francesas e Defesa da Ponte
Por aqui por Amarante a guerra está no intervalo. Estamos todos cansados de progredir com as tropas, nós de varanda em varanda das casas estrategicamente situadas em pleno centro histórico. Ufa! Ufa!
Mais logo darei conta de mais pormenores.
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Natário
Natário
O Natário faz hoje 63 anos. Ou, como ele diz, 36. Para o caso pouco importa e a verdade é que ninguém lhe dá a idade que tem, está com saúde e recomenda-se, e isso é que é realmente importante.
Este meu amigo, que conheço de longa data, irmão mais velho da Celeste Natário, pessoa já anteriormente falada neste blogue, minha colega de carteira no liceu, e depois na Faculdade de Letras, muito embora eu em História e ela em Filosofia, continua, desde que o conheço, a ser um rapaz sensível, amigo do seu amigo, preocupado com o bem estar dos que o rodeiam.
A este propósito relembro uma história curiosa passada não há muito tempo. Um dia passei por ele a caminho da escola, eu de carro e ele a pé, abrandei o carro e pergunta-me ele "Então, está tudo bem contigo?" E eu "Ah! Já conheci melhores dias!" Lá lhe sorri, atirei-lhe para aí um beijinho e segui viagem.
Pois não é que deixei o rapaz preocupado com a minha saúde? No dia seguinte toca o telefone à hora de almoço e era o Natário. "Ó Artur, estou preocupado com a Anabela. É que ontem passei por ela e ela disse-me que já conheceu melhores dias... passa-se alguma coisa com ela?" Gargalhadas do Artur "Ó Natário, não lhe ligues! Ela agora diz isso a toda a gente! Asseguro-te que está bem. Está mesmo aqui ao meu lado na risota com a tua preocupação." E o Artur lá tratou de despreocupar o rapaz, que foi insistindo com receio de se passar de facto alguma coisa comigo. Conto esta história para se ver o cuidado extremo que este indivíduo tem com as pessoas que considera suas amigas. E eu tenho a honra de assim ser considerada por ele. E de lhe retribuir a consideração.
Que estes 63 se repitam por muitos e longos anos, Natário, e que te continue a ver na nossa rua para brincarmos com o despovoamento da mesma.
Pois, é que a parte alta é minha e a parte baixa é dele! :)
O Natário faz hoje 63 anos. Ou, como ele diz, 36. Para o caso pouco importa e a verdade é que ninguém lhe dá a idade que tem, está com saúde e recomenda-se, e isso é que é realmente importante.
Este meu amigo, que conheço de longa data, irmão mais velho da Celeste Natário, pessoa já anteriormente falada neste blogue, minha colega de carteira no liceu, e depois na Faculdade de Letras, muito embora eu em História e ela em Filosofia, continua, desde que o conheço, a ser um rapaz sensível, amigo do seu amigo, preocupado com o bem estar dos que o rodeiam.
A este propósito relembro uma história curiosa passada não há muito tempo. Um dia passei por ele a caminho da escola, eu de carro e ele a pé, abrandei o carro e pergunta-me ele "Então, está tudo bem contigo?" E eu "Ah! Já conheci melhores dias!" Lá lhe sorri, atirei-lhe para aí um beijinho e segui viagem.
Pois não é que deixei o rapaz preocupado com a minha saúde? No dia seguinte toca o telefone à hora de almoço e era o Natário. "Ó Artur, estou preocupado com a Anabela. É que ontem passei por ela e ela disse-me que já conheceu melhores dias... passa-se alguma coisa com ela?" Gargalhadas do Artur "Ó Natário, não lhe ligues! Ela agora diz isso a toda a gente! Asseguro-te que está bem. Está mesmo aqui ao meu lado na risota com a tua preocupação." E o Artur lá tratou de despreocupar o rapaz, que foi insistindo com receio de se passar de facto alguma coisa comigo. Conto esta história para se ver o cuidado extremo que este indivíduo tem com as pessoas que considera suas amigas. E eu tenho a honra de assim ser considerada por ele. E de lhe retribuir a consideração.
Que estes 63 se repitam por muitos e longos anos, Natário, e que te continue a ver na nossa rua para brincarmos com o despovoamento da mesma.
Pois, é que a parte alta é minha e a parte baixa é dele! :)
A D. e os Répteis

A Iguana e o Escorpião Azul - Marrocos
Fotografia de Artur Matias de Magalhães
A D. e os Répteis
Hoje reencontrei a D, minha aluna durante os últimos três anos que passaram a voar, no cinema, durante a projecção do filme "A Turma", filme originalmente chamado "Entre les Murs". Falámos das saudades mútuas e de como os meus alunos, acho que sem excepção, gostaram do meu método de lhes leccionar História, transformando os assuntos, por vezes pesados, em assuntos leves e atractivos, sem que lhes tenha aliviado os conteúdos propriamente ditos.
Durante a conversa falámos da trabalheira que dá elaborar uma aula em PowerPoint, e então elaborar PowerPoints para todas elas nem se fala, e de como eles sabem bem disto, porque já lhes saiu do pêlo, e fui relembrada de um tal de trabalho realizado no 7º ano que, estando tão mau, mas tão mau, para a generalidade da turma, eu esqueci de tal forma que se me varreu completamente da minha memória! Mas é que não ficou nem resquício! O que é estranho!
Enfim! Aproveitei para a informar que lhe faria uma surpresa neste blogue e aqui está ela. Porque desde Marrocos que esta surpresa para a D estava na minha cabeça, literalmente na minha cabeça... kakakakaka...
Ó p`ra mim de iguana linda estacionada na minha farta cabeleira!
Mas afinal quem tem medo de répteis?
TU?!
Nota - A fotografia está cortada e o original foi alterado exagerando o contraste.
Só porque me apeteceu.
U2 - Fez
U2 - Fez
Companheiros de route, por acaso alguém reconhece este riad?
Por acaso alguém reconhece estes espaços cobertos de zelliges azuis e brancos, pintalgados de amarelo aqui e ali, e atapetados por coloridos e macios tapetes?
Por acaso alguém reconhece estas portas de madeira primorosamente trabalhadas, estes moucharabiens misteriosos?
Por acaso já alguém passou os dedos das mãos e a cara, suavemente, muito suavemente como numa carícia, sobre paredes de tadelakt de cor creme, verde, azul, vermelho...?
Por acaso alguém já subiu estas escadas, altas e estreitas, a caminho de uma alcova acolhedora e quente, com cama a condizer?
Por acaso já alguém acordou de madrugada embalada no cântico dos milhares de pássaros que chilreiam atarantados e penetram, estouvados, nestes riads, neste riad, bem no coração da medieval medina, em Fez, a Magnífica?
Por acaso já alguém se deleitou, durante um jantar servido a horas tardias, com manjares de fazer lamber os beiços, e os dedos, e o que mais calhar, e de fazer cometer o pecado da gula uma e outra vez?
Por acaso já alguém percorreu estas vielas, quais veias e capilares sanguíneos do meu corpo, que de noite assustariam a esmagadora maioria dos turistas?
Por acaso alguém ficou já a escutar os sons que se desprendem duma medina habitada até dizer chega de vultos esvoaçantes, que mais parecem fantasmas, e onde entram rebanhos e cavalos e burros aos molhos para aumentar a confusão?
Por acaso já alguém acordou a meio da noite, numa cidade mágica como só esta sabe ser, com o muezzin, na mesquita mais próxima, a chamar os crentes para a oração?
Por acaso alguém sabe do que eu estou para aqui a falar e já o experimentou na pele?
É que é exactamente como fazer rafting no Paiva. É só deixarmo-nos ir, embalados na correnteza de um rio, ora calmo, ora tumultuoso.
E assim é Fez, a Magnífica.
Afinal de que é feita a vida?
Companheiros de route, por acaso alguém reconhece este riad?
Por acaso alguém reconhece estes espaços cobertos de zelliges azuis e brancos, pintalgados de amarelo aqui e ali, e atapetados por coloridos e macios tapetes?
Por acaso alguém reconhece estas portas de madeira primorosamente trabalhadas, estes moucharabiens misteriosos?
Por acaso já alguém passou os dedos das mãos e a cara, suavemente, muito suavemente como numa carícia, sobre paredes de tadelakt de cor creme, verde, azul, vermelho...?
Por acaso alguém já subiu estas escadas, altas e estreitas, a caminho de uma alcova acolhedora e quente, com cama a condizer?
Por acaso já alguém acordou de madrugada embalada no cântico dos milhares de pássaros que chilreiam atarantados e penetram, estouvados, nestes riads, neste riad, bem no coração da medieval medina, em Fez, a Magnífica?
Por acaso já alguém se deleitou, durante um jantar servido a horas tardias, com manjares de fazer lamber os beiços, e os dedos, e o que mais calhar, e de fazer cometer o pecado da gula uma e outra vez?
Por acaso já alguém percorreu estas vielas, quais veias e capilares sanguíneos do meu corpo, que de noite assustariam a esmagadora maioria dos turistas?
Por acaso alguém ficou já a escutar os sons que se desprendem duma medina habitada até dizer chega de vultos esvoaçantes, que mais parecem fantasmas, e onde entram rebanhos e cavalos e burros aos molhos para aumentar a confusão?
Por acaso já alguém acordou a meio da noite, numa cidade mágica como só esta sabe ser, com o muezzin, na mesquita mais próxima, a chamar os crentes para a oração?
Por acaso alguém sabe do que eu estou para aqui a falar e já o experimentou na pele?
É que é exactamente como fazer rafting no Paiva. É só deixarmo-nos ir, embalados na correnteza de um rio, ora calmo, ora tumultuoso.
E assim é Fez, a Magnífica.
Afinal de que é feita a vida?
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Feiras Medievais
Feiras Medievais
Dudú, os posts já podes vê-los na etiqueta "Feiras Medievais", com todo o conforto possível. Tinha-me esquecido que participei em duas feiras medievais, e não uma, como por lapso te referi, a última quando já estava colocada na ESA e fiz uma perninha na E. B. 2/3 de Amarante. :):) :)
Naquele tempo em que dávamos o litro por amor à camisola, lembras-te?
Que saudades que eu sinto!
Lulú, Lulú, onde estavas tu?
É claro que os posts visavam outros fins que não uma descrição exaustiva do trabalho feito. Servirão como inspiração?
Dudú, os posts já podes vê-los na etiqueta "Feiras Medievais", com todo o conforto possível. Tinha-me esquecido que participei em duas feiras medievais, e não uma, como por lapso te referi, a última quando já estava colocada na ESA e fiz uma perninha na E. B. 2/3 de Amarante. :):) :)
Naquele tempo em que dávamos o litro por amor à camisola, lembras-te?
Que saudades que eu sinto!
Lulú, Lulú, onde estavas tu?
É claro que os posts visavam outros fins que não uma descrição exaustiva do trabalho feito. Servirão como inspiração?
U2 - Aperitivo
U2 - Aperitivo
Infelizmente estamos excluídos da tourné deste ano. A excelente notícia é que os U2 virão a Portugal no próximo ano.
Gritarei presente pela terceira vez. Com orgulho!
Infelizmente estamos excluídos da tourné deste ano. A excelente notícia é que os U2 virão a Portugal no próximo ano.
Gritarei presente pela terceira vez. Com orgulho!
Recriação Histórica

Recriação Histórica
É já no próximo sábado que se realizará a recriação histórica do avanço das tropas napoleónicas por Amarante e dos confrontos daí resultantes entre tropas francesas e portuguesas.
Acontecimento a não perder, integrado nas comemorações dos 200 anos da defesa da ponte de Amarante.
Aqui deixo o convite, com programa anexo, para quem quiser aparecer.
É favor ampliar as imagens clicando sobre elas.
De notar que o trânsito e o estacionamento estarão absolutamente interditos, durante todo o dia 18, em quase todo o centro histórico de Amarante.
Educação
Educação
"Governo recua no limite de vagas para professor titular"
"O Governo admite prescindir do número limitado de vagas para acesso à categoria de professor titular se os sindicatos puserem fim ao clima de contestação dos últimos tempos, disse hoje à Lusa o secretário de Estado Jorge Pedreira"
Para ler mais consulte http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=132283
Resposta minha a estes nossos governantes:
"Mas é que nem faltaria mais nada!"
"Governo recua no limite de vagas para professor titular"
"O Governo admite prescindir do número limitado de vagas para acesso à categoria de professor titular se os sindicatos puserem fim ao clima de contestação dos últimos tempos, disse hoje à Lusa o secretário de Estado Jorge Pedreira"
Para ler mais consulte http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=132283
Resposta minha a estes nossos governantes:
"Mas é que nem faltaria mais nada!"
Notícia de Última Hora

Notícia de Última Hora
A criatividade do Antero continua imparável!
Gargalhemos.
In http://antero.wordpress.com/
Novas da Plataforma

Novas da Plataforma
"Mário Nogueira, em nome da Plataforma Sindical dos Professores, apresentou à Comunicação Social (foto) as conclusões do encontro (3/04/2009) que reuniu em Lisboa representantes de todas as organizações sindicais de professores. Em síntese, o secretário-geral da FENPROF e porta-voz da Plataforma apresentou as formas de acção e consulta aos professores que, logo a abrir o 3º período lectivo, se irão desenvolver. Na primeira semana completa de aulas do período, entre 20 e 24 de Abril, decorrerá uma enorme operação de consulta aos professores e educadores de todo o país, com reuniões em todas as escolas ou agrupamentos que receberá a designação de Consulta Geral. Nestas reuniões apurar-se-ão as formas de acção para prosseguir a luta, far-se-á um balanço dos avanços que se obtiveram neste percurso e que resultados devemos exigir para a melhoria das condições de trabalho dos professores.Em relação às formas de luta esta Consulta Geral aos Professores e Educadores sobre o Prosseguimento da Acção Sindical apurará da disponibilidade dos professores e educadores para a realização de uma manifestação nacional, em Lisboa, na semana que termina em 16 de Maio ou de outras formas de luta a concretizar na mesma data. A justificação apresentada para esta data foi que "é a última semana antes da campanha eleitoral para as eleições europeias e não queremos que se confundam as coisas". Em relação a outras formas de luta, nomeadamente o recurso à greve, procurar-se-á igualmente "conhecer a disponibilidade dos professores" e, neste caso, "sobre o tipo de greve a adoptar e o momento mais adequado para que se realize". / M.G."
In site da Fenprof
E a minha resposta é:
Greve por tempo indeterminado, com manifestação em Lisboa a realizar de segunda a sexta, em dia à escolha.
Vamos arrumar com isto de vez, p.f.
Lagoa dos Salgados
Lagoa dos Salgados
Vejam o holocausto ambiental. E depois vejam a patranha e a lata.
É caso para perguntar - O Ministério do Ambiente existe?
Helloooooooo?!!!!
Ok. Parece que não existe.
Nota - Obrigada meu irmão, pela dica.
Vejam o holocausto ambiental. E depois vejam a patranha e a lata.
É caso para perguntar - O Ministério do Ambiente existe?
Helloooooooo?!!!!
Ok. Parece que não existe.
Nota - Obrigada meu irmão, pela dica.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Sem Eira nem Beira
Sem Eira nem Beira
E como hoje estamos numa muito musical, aqui está uma outra versão do tema dos Xutos que está a fazer furor na actualidade. Qualquer semelhança entre a letra desta música e a actualidade política é mera coincidência. Ou não será?
É ver as imagens, é ver a gigantesca Manif de Professores, em Lisboa!
Ó p`ra mim, lá!
E como hoje estamos numa muito musical, aqui está uma outra versão do tema dos Xutos que está a fazer furor na actualidade. Qualquer semelhança entre a letra desta música e a actualidade política é mera coincidência. Ou não será?
É ver as imagens, é ver a gigantesca Manif de Professores, em Lisboa!
Ó p`ra mim, lá!
Alberto Costa
Alberto Costa
Recebido por mail. Thanks Helder Colmonero.
E fica a gente a pensar... que mais nos irá acontecer?!
E fica a gente a dizer... porca miséeeeeeria!
07.04.09
Alberto Costa: demissão e revogação
"Não costumo usar os blogs aos serviço de questões pessoais. É estranho, mas é um modo de ser. Só que desta feita está em causa algo de nobre: a verdade num assunto de Estado.
Não quero entrar, nem entrei, por razões compreensíveis na questão Freeport, nem na matéria das pressões ou que se aleguem terem sido pressões. Não conheço os factos e só falo do que sei. Além do mais, desempenho um cargo na Ordem dos Advogados que me obriga ao dever de reserva.
Ora sucede que na sua edição de hoje o jornal Público recorda a demissão de Alberto Costa, actual ministro da Justiça, por despacho meu. Sob o título «Alberto Costa foi demitido de director da Justiça em Macau, há 21 anos, por pressões sobre juiz», o jornal relata as razões da demissão e a sequência da mesma.
O texto, que está todo aqui, tem, porém, uma omissão, pelo que na memória dos que lerem, ficará assim a pairar uma versão incorrecta dos factos e sobretudo uma versão que o demitido tentou passar para a imprensa quando de uma visita oficial sua ao território de Macau, em 2005 e que tive de desmentir então: a de que o acto de demissão fora, afinal, ilegal, e por iso anulado pelos tribunais.
Terei permitido tal omissão ao não ter aceite falar com o jornalista? Talvez. A discrição tem destes efeitos.
Cito, pois, aquilo que acabo de comunicar ao jornal, esperando publicação e para que fique assim mais substanciada a verdade:
«Demiti Alberto Costa por despacho fundamentado, que se baseava no que foi adquirido por um inquérito realizado pelo Procurador-Geral Adjunto do território: contactara um juiz por duas vezes com o propósito de que este arquivasse um processo e soltasse os dois arguidos presos. Estava em causa a televisão de Macau e a ligação desta a uma empresa de que eram sócios várias criaturas gradas ligadas ao partido socialista, mais uma empresa de um senhor chamado Robert Maxwell, que morreria mais tarde em condições estranhas. Após a minha saída do território o Governador Carlos Melancia revogou o meu despacho na parte em que fundamentava a demissão, não ignorando que isso abria a porta ao que veio a suceder: o demitido veio a recorrer para o STA e obviamente ganhou a causa, recebendo choruda indemnização.
Em suma: a razão substancial da demissão de Alberto Bernardes Costa não foi anulada pelos tribunais, foi anulada, sim, a habilidade do Governador, pela qual o meu despacho de demissão foi substituído por outro apto a ser anulado por vício de forma, ou seja por falta de fundamentação.
Quem quiser ler os documentos, pois está tudo documentado, é só ir aqui. Agradeço o favor de ser reposta toda a verdade»."
Publicada por José António Barreiros
Recebido por mail. Thanks Helder Colmonero.
E fica a gente a pensar... que mais nos irá acontecer?!
E fica a gente a dizer... porca miséeeeeeria!
07.04.09
Alberto Costa: demissão e revogação
"Não costumo usar os blogs aos serviço de questões pessoais. É estranho, mas é um modo de ser. Só que desta feita está em causa algo de nobre: a verdade num assunto de Estado.
Não quero entrar, nem entrei, por razões compreensíveis na questão Freeport, nem na matéria das pressões ou que se aleguem terem sido pressões. Não conheço os factos e só falo do que sei. Além do mais, desempenho um cargo na Ordem dos Advogados que me obriga ao dever de reserva.
Ora sucede que na sua edição de hoje o jornal Público recorda a demissão de Alberto Costa, actual ministro da Justiça, por despacho meu. Sob o título «Alberto Costa foi demitido de director da Justiça em Macau, há 21 anos, por pressões sobre juiz», o jornal relata as razões da demissão e a sequência da mesma.
O texto, que está todo aqui, tem, porém, uma omissão, pelo que na memória dos que lerem, ficará assim a pairar uma versão incorrecta dos factos e sobretudo uma versão que o demitido tentou passar para a imprensa quando de uma visita oficial sua ao território de Macau, em 2005 e que tive de desmentir então: a de que o acto de demissão fora, afinal, ilegal, e por iso anulado pelos tribunais.
Terei permitido tal omissão ao não ter aceite falar com o jornalista? Talvez. A discrição tem destes efeitos.
Cito, pois, aquilo que acabo de comunicar ao jornal, esperando publicação e para que fique assim mais substanciada a verdade:
«Demiti Alberto Costa por despacho fundamentado, que se baseava no que foi adquirido por um inquérito realizado pelo Procurador-Geral Adjunto do território: contactara um juiz por duas vezes com o propósito de que este arquivasse um processo e soltasse os dois arguidos presos. Estava em causa a televisão de Macau e a ligação desta a uma empresa de que eram sócios várias criaturas gradas ligadas ao partido socialista, mais uma empresa de um senhor chamado Robert Maxwell, que morreria mais tarde em condições estranhas. Após a minha saída do território o Governador Carlos Melancia revogou o meu despacho na parte em que fundamentava a demissão, não ignorando que isso abria a porta ao que veio a suceder: o demitido veio a recorrer para o STA e obviamente ganhou a causa, recebendo choruda indemnização.
Em suma: a razão substancial da demissão de Alberto Bernardes Costa não foi anulada pelos tribunais, foi anulada, sim, a habilidade do Governador, pela qual o meu despacho de demissão foi substituído por outro apto a ser anulado por vício de forma, ou seja por falta de fundamentação.
Quem quiser ler os documentos, pois está tudo documentado, é só ir aqui. Agradeço o favor de ser reposta toda a verdade»."
Publicada por José António Barreiros
Ghandi
Coragem e Resistência - Erg Chebbi - Sahara - Marrocos
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
Ghandi
"A primeira qualidade do caminho espiritual é a coragem. O mundo parece ameaçador e perigoso para os covardes. Estes procuram a segurança mentirosa de uma vida sem grandes desafios, e armam-se até aos dentes para defender aquilo que julgam possuir. Os covardes acabam construindo as grades da própria prisão."
Nota - Com os meus agradecimentos à Elsa D, do blogue http://olhaiosliriosdacampos.blogspot.com/
Sem Eira nem Beira
Sem Eira nem Beira
Eu bem disse que precisávamos de Xutos e Pontapés. A torto e a direito.
Pareceu-me. E continua a parecer-me.
Eu bem disse que precisávamos de Xutos e Pontapés. A torto e a direito.
Pareceu-me. E continua a parecer-me.
Jardins Majorelle - Yves Saint Laurent
Jardins Majorelle - Yves Saint Laurent
Os belíssimos!
Os Senhores Jardins que eu amo e que eu queria para mim! Pelo contraste de cores em jogos arriscados e sempre felizes! Pela música permanentemente feita pela passarada que parece louca em tal lugar!
Jardins Majorelle. Os de visita obrigatória. Ontem, hoje, amanhã. Em Marrakech. Os Jardins que receberam as cinzas de Yves Saint Laurent que agora aí fazem afluir filas intermináveis de turistas. Os Jardins Majorelle nunca foram tão visitados como agora, depois da morte do seu dono, que o diga eu que os visito religiosamente há dezanove anos, e vi os seus bambús crescerem, sem nunca os ver assim tão movimentados!
Yves Saint Laurent, natural da Argélia, fez questão de ficar sepultado em Marrocos, nesta cidade que ele tanto amou, nestes jardins que eram seus, mesmo ao lado da sua casa ocre de Marrakech.
O seu memorial, simples, fará deste lugar, certamente, um lugar de peregrinação para muitos. Para mim já o era antes de o ser.
Que descanse em paz, nesta quietude, neste paraíso, entre os chilreios dos milhares de pássaros que o acompanham por certo, agora, e sempre.
Marrakech Tv : Jardin Majorelle
Enviado por MARRAKECHTV
Os belíssimos!
Os Senhores Jardins que eu amo e que eu queria para mim! Pelo contraste de cores em jogos arriscados e sempre felizes! Pela música permanentemente feita pela passarada que parece louca em tal lugar!
Jardins Majorelle. Os de visita obrigatória. Ontem, hoje, amanhã. Em Marrakech. Os Jardins que receberam as cinzas de Yves Saint Laurent que agora aí fazem afluir filas intermináveis de turistas. Os Jardins Majorelle nunca foram tão visitados como agora, depois da morte do seu dono, que o diga eu que os visito religiosamente há dezanove anos, e vi os seus bambús crescerem, sem nunca os ver assim tão movimentados!
Yves Saint Laurent, natural da Argélia, fez questão de ficar sepultado em Marrocos, nesta cidade que ele tanto amou, nestes jardins que eram seus, mesmo ao lado da sua casa ocre de Marrakech.
O seu memorial, simples, fará deste lugar, certamente, um lugar de peregrinação para muitos. Para mim já o era antes de o ser.
Que descanse em paz, nesta quietude, neste paraíso, entre os chilreios dos milhares de pássaros que o acompanham por certo, agora, e sempre.
Marrakech Tv : Jardin Majorelle
Enviado por MARRAKECHTV
terça-feira, 14 de abril de 2009
Poesia
Paraíso - Jardins Majorelle - Marrakesh
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
Poesia
Esta poesia foi-me deixada lá atrás no blogue, assim como a dedicatória que agora posto. Achei-as tão belas, mas tão belas, a ambas, à poesia e à dedicatória, que vi logo a fotografia, tirada em Marrakech, nos belíssimos e transcendentais Jardins Majorelle, para a ilustrar.
É favor clicar sobre a fotografia para a admirar em toda a sua plenitude, para admirar as pombas que se refrescam na tina de água transparente e perfumada, os cactos que se erguem altivos, masculino e feminino a par, as buganvílias floridas, as cores azuis dos azuis Majorelle que ejaculam frescura sobre a canícula de Marrakesh, o branco imaculado, o verde água... que isto de beleza tem que se lhe diga e não é para ser dada assim de bandeja... e exige um outro clique!
Ok, Ângelo, sociedade feita!
Só me está a faltar um nome adequado para esta poesia... quem me ajuda?
Em Viagem
Jardins d’água e flores,
onde retine chilreio a múltiplas avezinhas.
A vendedora das ditas canoras diminutas criaturas
achou assim maneira de embora ainda aqui
emigrar de vez.
Tal fuga lhe admiro, sempre que lá passo
apressando a redutora sequência
dos sincopados segundos.
E se com ela estabelecesse sociedade?
Que um outro poeta
aceite a sugestão.
‘Mas onde, aonde, essa Lua, essa Estrela, essa Chymera?’
Simplesmente:
Passando a esquina, depois um arco, ao CCB, Loja 6.
-Esta poesia vai directa, COMO SETA OU VOO + PICADO DE AVE, A a Anabela Magalhães, também vendedeira, ou MELHOR, dadora de chilreios do deserto do exílio a que cada portuguÊs(a) é obrigado e A que as aves que aches por aí sejam mesmo migratórias e nos levem a todos os malfadados poetas deste país de me... e terra de stª maria -- DE VEZ!!!
Insólito... ou talvez não...

In Correio da Manhã, Sexta-feira, 10.04.2009
Insólito... ou talvez não...
O meu dia de ontem foi verdadeiramente para esquecer!
Retornada a casa, repleta de energia e vontade de trabalhar, e depois de uma noite excelentemente dormida, eis que acordo pela manhã, tudo muito bem, lá vou como de costume arranjar o meu pequeno-almoço, leite quente com um pingo de café, pão torrado sem nada, sento-me para o tomar descansadinha, e não é que tenho a infeliz ideia de começar a ler os recortes dos jornais que o meu pai sempre me deixa cá em casa, sobre Educação, o Freeport e outras porras que tais... e eu sem acesso a estas porcarias há onze dias... comecei a sentir uns enjoos, uma vontade de vomitar, umas dores de cabeça... e toca de correr para a casa de banho, onde vomitei, acho que Milú, Lemos, Pedreira, Sócrates e outras figuras que tais... e meti-me na cama, com a cabeça sei lá onde, a andar à roda num corropio! Resultado do tratamento de choque a que me submeti voluntariamente: dormi quase vinte e quatro horas, só interrompidas para fazer um postezito rápido aqui no bloguito!
Safa, que não aguentei semelhante choque... vinda do paraíso mergulhei directamente na m...!
Nota - Resposta à Dudú e a todas as outras pessoas a quem ocorrer o mesmo pensamento que a Dudú deixou lá atrás nos comentários: se as figuras continuarem a emergir e vos continuarem a perturbar, garanto-vos que a culpa não é minha! É que eu tenho a certeza... puxei mesmo bem o autoclismo! Kakakakaka...
A Turma

A Turma
Um filme imperdível, nas palavras de Elsa Cerqueira, a ver já na próxima sexta-feira, aqui mesmo no CineClube de Amarante. Há duas projecções à escolha: uma pelas 10:30 da manhã e outra pelas 21:30 da noite.
Podes contar com a minha presença, Elsa. Não perderei o imperdível.
"O comportamento humano é condicionado pela aprendizagem. Esta remete, inevitavelmente, para convenções (tradições, costumes, usos, língua).
A Escola é o espaço privilegiado da educação formal/institucional e a sala de aula o local onde convergem múltiplas personalidades, sensibilidades e experiências. Neste filme Laurent Cantet transforma um professor (de francês) em actor e os alunos (de uma escola problemática de Paris) em actores.
Não há relações humanas fáceis, simples. “Somos muitas pessoas dentro de uma só Pessoa”, escreveu Pedro Paixão.
A complexidade de variáveis que confluem dentro da mesma Pessoa, tornam-na singular, mas também de difícil compreensão. Seja ela o Professor, o Aluno, o Vizinho ou o Merceeiro.
O desafio de qualquer obra de arte – independentemente da sua manifestação -, consiste em captar o “interior” do humano. Os Interiores. As Almas Invisíveis. Mas o esforço maior radica no facto do espectador fruir a obra e ser convidado a reflectir sobre a sua mensagem.
Eis um filme que descreve, realisticamente, as relações social, afectiva, cognitiva, do Professor e dos seus Alunos. Pedagogia comportamental ou o inverso?
No momento em que os comportamentos considerados inadequados, convencionalmente catalogados como indisciplina, são cada vez mais numerosos e mediatizados, compete-lhe a si visionar a película e reflectir sobre o rumo da Educação e do Ensino e agir procurando com o seu contributo melhorá-los. Todos somos pais ou filhos de alguém. Por isso, esta problemática é/deveria ser do interesse de todos.
Saberia responder às seguintes questões: serão coincidentes o acto de rebeldia e o acto de indisciplina? Qual a fronteira de demarcação entre ambos? E qual é o papel do inconformismo na educação, no ensino e na evolução do ser humano?
Nota: Um filme obrigatório para Professores, Alunos, Encarregados de Educação, Conselhos Executivos, Núcleo de Apoio Educativo...e Ministra da Educação. Simplesmente imperdível."
Elsa Cerqueira
http://www.hautetcourt.com/fiche.php?pkfilms=142
Nota - Thanks, Elsa C, pelo envio dos logotipos, lindos, da autoria da Karin, artista plástica por mais de uma vez já falada e badalada neste blogue.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Dunas
Dunas - Erg Chebbi - Merzouga - Marrocos
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
Dunas
Este post rápido pretende ser uma resposta a uma pergunta deixada pelo Ângelo Ôchoa, lá atrás nos comentários.
E a final de que cor são as dunas iluminadas apenas pela lua e pelas estrelas?
Pois são "apenas" sombras escuras e frias que se percepcionam no horizonte e que vão adquirindo cor à medida que o sol se levanta nas curvas sensualíssimas das mesmas, prometendo mundos e fundos. E que se vão alterando constantemente ao longo do dia conforme a intensidade e a incidência da luz e a passagem das nuvens, conforme o vento que levanta tempestades de areia, conforme a humidade que tinge os grãos de múltiplas cores.
Digamos que as dunas se reinterpretam constantemente a cada momento que passa. E digamos que eu gosto disto.
domingo, 12 de abril de 2009
At Home

Home - Fez - Marrocos
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
At Home
Eis que chego de novo a casa, depois de percorridos alguns milhares de km em terras de sua majestade, o rei Mohammed VI, depois de percorridas as terras onde me continuo a sentir como um peixinho dentro de água, passados já dezanove anos sobre a minha primeira experiência marroquina.
Todas as viagens são diferentes, principalmente quando se viaja como nós, ao sabor do momento, sem nada marcado, que quem tem amigos tem tudo e eu já posso dizer que os tenho em Marrocos, espalhados por aqui e por ali, e que me acodem ao primeiro ai.
"Não há quartos aqui no riad?!"
"Pas de probleme! Levo-te a outro onde os há!"
"Será que a pista para Télouet está transitável?" E há logo um telefonema que confirma o facto.
"O lago Irikki está com água?"
"Mas é claro que está depois deste Inverno chuvoso como não se via há trinta anos aqui pelo Sul!"
E a viagem faz-se assim, de improviso, sem saber onde dormiremos, onde comeremos, o que veremos.
O país reencontrei-o mais verde do que nunca, mais encharcado do que nunca, as albufeiras cheiinhas de Norte a Sul, os lagos de Merzouga, durante tantos anos completamente secos, estão agora enormescos e transbordantes de vida!
O país atrasado e pobre, olhado de soslaio por muitos turistas que o visitam e se ficam por um olhar superficial sobre as gentes, as paisagens, as cores e os sabores, revela-se para nós em todo o seu esplendor, em hospitalidade e acolhimento primoroso, a nós que nunca o olhamos de cima para baixo, a nós que nunca o olhamos como quem olha um parente pobre, mas que sempre o olhamos como a um igual, em muitos aspectos reconhecendo até uma certa superioridade. Superioridade agrícola, logo para começar, que o país parece Espanha, ou mesmo França, de tão bem aproveitado que está. Tudo o que pode ser cultivado está cultivado, das grandes planícies cobertas de cereais do Norte, aos pequeninos talhões dos oásis do Sul que produzem, para além do trigo, as amêndoas, as laranjas, as romãs, as favas, os tomates, as tâmaras, num esforço sobrehumano de respeitar e admirar.
Marrocos deixa-me a pensar no meu Norte, tão abandonado, as terras improdutivas cobertas de mato, as florestas em estados calamitosos e excelentes para pasto de chamas e tanta gente que não faz nada por este país fora! Mas adiante.
Depois superioridade no Ser. De facto os marroquinos, no geral, têm menos do que nós portugueses, mas estão longe de estar deprimidos enquanto população. Muito pelo contrário! Vêem o seu país avançar, avançar a olhos vistos, melhorando o dia-a-dia de populações de sorriso aberto e de riso contagiante que amiúde explode em sonoras gargalhadas. E eu deixo-me ir e gargalho com eles esquecendo-me desta porra desta crise onde nos trouxeram os políticos que, feitos com gestores e administradores e economistas trataram mas foi da sua saúde financeira marimbando-se para o resto. "Crise, qual crise?" perguntam-me eles em jeito de resposta às minhas perguntas curiosas aqui e ali "Crise é na Europa e nos Estados Unidos!" E eu fico feliz por eles, porque os vejo trabalhadores e esforçados e é sempre bom ver o nosso vizinho bem, não é assim?
E a viagem faz-se com um plano apenas esboçado, que vai sofrendo alterações e ajustamentos ao sabor do momento e tanto se dorme num riad das mil e uma noites por um preço bem acessível, como se dorme num albergue, que oferece condições básicas a preços super acessíveis, mas que nos permite dormir com os olhos postos nas dunas e nas estrelas e na lua que as iluminam.
O melhor do mundo em viagem é mesmo sentir-me em casa, tanto mais em casa quanto mais avanço para Sul.
E continuo "At Home!"
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Ait Ben Haddou - Telouet - Porca Miséria
Pista Ait Ben Haddou - Telouet - Alto Atlas - Marrocos
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
Ait Ben Haddou - Telouet - Porca Miséria
A pista que liga Ait Ben Haddou a Telouet através do Alto Atlas é uma pista minha velha conhecida de ha muitos e muitos anos.
Recordo que a primeira vez que a fiz, quase completamente sem informaçao a nao ser um "Passa-se em 4x4!" fui a viagem quase toda a dizer ao meu cara metade "Artur vai mais devagar!"... e o Artur a circular a 10 ou 20 Km à hora!
Ontem ataquei-a pela quarta vez, sendo que para a Scènic foi a sua segunda experiência numa pista dura e complicada. E quando digo dura e complicada quero mesmo dizer dura e complicada pois trata-se de um percurso de apenas 40 Km, mais coisa menos coisa, que nos demoraram mais de seis horas a fazer, e onde os obstaculos a enfrentar foram mais do que muitos pois os oueds estão la, ocupando a passagem, os calhaus soltos pelo caminho dificultam a viagem, a pista ingreme e estreita revela-se tão complicada como fantastica.
Para além da Scènic avançam um Jeep Jeep e uma carrinha Volvo Cross Country. A paisagem é imponente, e logo que chegue postarei fotografias fantasticas de povoações primitivas habitadas por berberes que vivem da agricultura praticada nos estreitos oasis que acompanham o leito serpenteante dos oueds la no fundo.
A temperatura é elevada, quase sempre acima dos 30 graus e a pista vence-se muito lentamente, ao ritmo do salta fora dos carros, afasta pedras do caminho... "Por aqui! Mais pela esquerda! Sempre em frente! Mais pela direita!" Ufa! Obstaculo atravessado! Mas logo de seguida voltamos ao mesmo. Ufa! Ufa! Que canseira!
Mas o pior foi mesmo quando a pista estava num estado tal que eu tive de sair da Scénic para orientar o caminho numa pista onde apenas cabe um carro e o A, sem poder parar sob pena de ali ficar para sempre, me deixou apeada, e a ter de caminhar num solo irregular e pedregoso até dizer chega, sempre a subir, sempre a subir durante 2 quilometros que me pareceram uma eternidade debaixo daquele sol inclemente e abrasador!
O Artur foi pois o primeiro a chegar a um ponto da pista mais largo e estratégico, com umas vistas magnificas sobre o vale verde la no fundo, onde pacientemente aguardavam a nossa chegada uns italianos apeados dos seus 4x4 e de seguida cheguei eu, a pé, com a minha garrafa de agua ja esgotada e de lingua de fora e ali ficamos todos à espera do resto da expediçao que subia muito lentamente.
Uma italiana abre a boca de espanto quando a carrinha Volvo, literalmente aos saltos, aparece no horizonte, e nao contém uma exclamaçao de espanto que lhe sai da boca em alta voz " Uma carrinha volvo na pista?! Porca miséria!!!
Realmente! Porca miséria! Saimos daquela pista mais amassados que massa de pao do Pardal!
E dissemos, definitivamente, adeus à pista. As obras ja se iniciaram junto a Ait ben Haddou e, para o proximo ano, a pista estara ja alcatroada pondo fim a percursos de aventuras cheiinhos de adrenalina. Para bem das populaçoes berberes que habitam aquela zona do Alto Atlas até agora tao isoladas.
Nota - E continuo sem acentos. :(
terça-feira, 7 de abril de 2009
Coincidências - Ouarzazate
Coincidências - Ouarzazate
Escrevo na recepçao do Hotel Riad Salam, no pc do Chakib, Director Informatico da rede de hoteis a que pertence este onde me encontro alojada. Pelo meio converso com o Chakib, em português. Marrocos continua um pais acolhedor e hospitaleiro, as suas gentes também, e Chakib nao é excepçao. Amigo do peito de Tarik, sim Helder o Tarik do FCP, viveu catorze anos em Portugal e diz-me, entre gargalhadas, que por certo conhece melhor o Norte de Portugal do que eu. E diz-me que em Portugal ha muitos malandros, que vivem de subsidios e nao fazem nada. Concordo. Nada como uma visao de fora sobre nos proprios para interiorizarmos algumas caracteristicas adquiridas recentemente com esta subserviência ao Estado que me deixa particularmente aflita.
Aproveito este post para fazer, mais uma vez, publicidade a Marrocos, o pais ensolarado e quente, acolhedor e hospitaleiro, o pais do deserto escaldante e dourado, o pais dos azuis espampanantes de Chaouen, dos ocres unicos das kasbhas de adobe de todo o Sul, dos vermelhos de Marrakech onde estarei amanha, dos verdes vivos dos oasis.
E aproveito para recomendar o Riad Salam Hotel, em Ouarzazate que pode ser visitado aqui http://www.mahdsalam.com/, entre os varios hoteis do mesmo grupo.
Nota - E continuo sem acentos! :(
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Iniciar Bem a Semana
Nascer do Sol - Merzouga - Sahara - Marrocos
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
Iniciar Bem a Semana
Depois de uma noite bem dormida no Auberge La Gazelle Blue, mesmo no sope da grande duna de Merzouga, eis que a hora de saltar fora da cama se situou ainda antes do nascer do sol. A caminhada, pela areia fria do deserto ainda escuro, começou pelas cinco da manha e prolongou-se por horas. Pelo caminho o deserto foi mudando de cor, à medida que o sol nascia colorindo as dunas de tons ora rosados, ora dourados, ora frios e gelidos, ora quentes e acolhedores.
Do topo da duna o panorama e impressionante. Felizmente mais do mesmo! Ao longe lagos a perder de vista. Prescruto o horizonte com o olhar. Felizmente nem rasto do trio. Concentro-me no exercicio respiratorio costumeiro. Expiro politica educativa. Inspiro o ar puro, revigorante e retemperador do Sahara.
domingo, 5 de abril de 2009
Salam Aleikum

Home - Grande Duna de Merzouga - Sahara - Marrocos
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
Salam Aleikum
Cheguei a casa. Agora cheguei verdadeiramente a casa e ja as vi.
Ja vi as suas silhuetas, sensuais e quentes, com a ajuda deste luar de Abril que me tem iluminado as noites. As dunas, enormescas e curvilineas, mantêm-se exactamente no mesmo sitio, à minha espera, desde o ano passado.
O Erg Chebbi mantem-se verdadeiramente espampanante, percepcionado ao som destes tambores tocados entre amigos. E os amigos estao entusiasmados com esta experiência marroquina.
E como poderia ser o contrario com o deserto aqui tao perto?
E agora Aleikum Salam!
sábado, 4 de abril de 2009
Petiçao
Petiçao
Cara(o)s amiga(o)s:
Assinem pela destituição de Domingos Névoa, do cargo de presidente de uma empresa intermunicipal! Este senhor foi condenado por corrupção e agora como prémio pelo seu bom desempenho de corrupto, Mesquita Machado e outros autarcas nomeiam-no por unanimidade Presidente da "Braval" - Empresa Intermunicipal de Tratamento dos Resíduos Sólidos dos concelhos de Braga, Póvoa de Lanhoso, Amares, Vila Verde, Terras de Bouro e Vieira do Minho
Domingos Névoa deve merecer a censura e não o prémio daqueles que são eleitos pelo povo para gerirem a "causa pública". Esta prepotência de domínio dos "poderosos" com a conivência dos eleitos num jogo de interesses comuns é sintomático do apodrecimento democrático do poder local. Este modo indigno de lidar com a democracia e de perpetuar e premiar a corrupção, tem que enfrentar a oposição de quem tudo isto combate. É por isso que o BE Braga lança esta petição para que todos os que se opõem a este tipo de atentados à democracia tenham espaço de manifestação.É preciso levantar a voz e afrontar com frontalidade os "poderosos" e oportunistas da ganancia do poder.
José Maria Cardoso
http://www.petitiononline.com/nevoanao/petition.html
consultar - http://www.esquerda.net/
Nota - Com os meus agradecimentos ao Joao Vasconcelos.
So para nao esquecer a pouca vergonha que reina no meu pais. Sou a 1302.
E continuo sem os acentos de que preciso.
Cara(o)s amiga(o)s:
Assinem pela destituição de Domingos Névoa, do cargo de presidente de uma empresa intermunicipal! Este senhor foi condenado por corrupção e agora como prémio pelo seu bom desempenho de corrupto, Mesquita Machado e outros autarcas nomeiam-no por unanimidade Presidente da "Braval" - Empresa Intermunicipal de Tratamento dos Resíduos Sólidos dos concelhos de Braga, Póvoa de Lanhoso, Amares, Vila Verde, Terras de Bouro e Vieira do Minho
Domingos Névoa deve merecer a censura e não o prémio daqueles que são eleitos pelo povo para gerirem a "causa pública". Esta prepotência de domínio dos "poderosos" com a conivência dos eleitos num jogo de interesses comuns é sintomático do apodrecimento democrático do poder local. Este modo indigno de lidar com a democracia e de perpetuar e premiar a corrupção, tem que enfrentar a oposição de quem tudo isto combate. É por isso que o BE Braga lança esta petição para que todos os que se opõem a este tipo de atentados à democracia tenham espaço de manifestação.É preciso levantar a voz e afrontar com frontalidade os "poderosos" e oportunistas da ganancia do poder.
José Maria Cardoso
http://www.petitiononline.com/nevoanao/petition.html
consultar - http://www.esquerda.net/
Nota - Com os meus agradecimentos ao Joao Vasconcelos.
So para nao esquecer a pouca vergonha que reina no meu pais. Sou a 1302.
E continuo sem os acentos de que preciso.
Evasao?
Evasao?
Dizem-me que por aqui a crise nao tem a mesma expressao que tem na Europa. Dizem-me que algumas vantagens têm por serem um pais do terceiro mundo. Dizem-me que nunca ouviram falar de Maria de Lurdes Rodrigues, nem de Walter Lemos ou mesmo de Pedreira e eu nao consigo deixar de olhar para eles sem sentir uma boa dose de inveja. Porque as noticias que me chegam atraves dos blogues, consultados à pressa, continuam a ser mais do mesmo e continuam a nao augurar nada de bom.
Entao a luta continua em Maio?
Por mim podia continuar ja hoje.
Nota - E la continuo eu sem acentos! :(
Dizem-me que por aqui a crise nao tem a mesma expressao que tem na Europa. Dizem-me que algumas vantagens têm por serem um pais do terceiro mundo. Dizem-me que nunca ouviram falar de Maria de Lurdes Rodrigues, nem de Walter Lemos ou mesmo de Pedreira e eu nao consigo deixar de olhar para eles sem sentir uma boa dose de inveja. Porque as noticias que me chegam atraves dos blogues, consultados à pressa, continuam a ser mais do mesmo e continuam a nao augurar nada de bom.
Entao a luta continua em Maio?
Por mim podia continuar ja hoje.
Nota - E la continuo eu sem acentos! :(
sexta-feira, 3 de abril de 2009
Imaginemos
Imaginemos
Imaginemos que me evadi.
Imaginemos que empurrei a porta, devagarinho, e entrei num mundo azul, onde as cores, os cheiros, os sabores, os sons, as silhuetas, me sao completamente familiares.
Imaginemos que depois de abrir a porta, azul, com as minhas duas maos, acedi a um Norte ensolarado e quente, pintado de varios tons de verde, onde a agua esta presente a torto e a direito.
Imaginemos que agora me encontro no coraçao da medieval Fez e que estou sozinha, no Riad El Yacout, escutando os sons lamentados da musica tradicional marroquina, enquanto faço um post curto, sem fotografias, na recepçao do dito riad, e que à minha espera tenho um jantar tradicional, saboreado lentamente, entrecortado com conversas entre amigos .
Imaginemos que estou numa casa tradicional de Fez, de Fez a Magnifica, que so se da a conhecer para quem se aventura pelas vielas da medina, a coberto da noite, ao som dos muezzins que chamam os crentes para as oraçoes da noite.
Imaginemos que estou num teclado arabe, sem direito a acentos, tal como os conheço, e por isso escrevo e sai-me um português à Directora Regional.
Imaginemos que me evadi. E que estou "em casa".
Aqui em http://www.riadyacout.com/
Imaginemos que me evadi.
Imaginemos que empurrei a porta, devagarinho, e entrei num mundo azul, onde as cores, os cheiros, os sabores, os sons, as silhuetas, me sao completamente familiares.
Imaginemos que depois de abrir a porta, azul, com as minhas duas maos, acedi a um Norte ensolarado e quente, pintado de varios tons de verde, onde a agua esta presente a torto e a direito.
Imaginemos que agora me encontro no coraçao da medieval Fez e que estou sozinha, no Riad El Yacout, escutando os sons lamentados da musica tradicional marroquina, enquanto faço um post curto, sem fotografias, na recepçao do dito riad, e que à minha espera tenho um jantar tradicional, saboreado lentamente, entrecortado com conversas entre amigos .
Imaginemos que estou numa casa tradicional de Fez, de Fez a Magnifica, que so se da a conhecer para quem se aventura pelas vielas da medina, a coberto da noite, ao som dos muezzins que chamam os crentes para as oraçoes da noite.
Imaginemos que estou num teclado arabe, sem direito a acentos, tal como os conheço, e por isso escrevo e sai-me um português à Directora Regional.
Imaginemos que me evadi. E que estou "em casa".
Aqui em http://www.riadyacout.com/
quinta-feira, 2 de abril de 2009
A Carga Pronta
A Carga Pronta
A carga pronta e metida nos contentores
Adeus ó meus amores que me vou
P`ra outro mundo!
É uma escolha que se faz!
O passado foi lá atrás!
Num voo nocturno num cargueiro espacial
Não voa nada mal isto onde vou
P'lo espaço fundo
Mudaram todas as cores
Rugem baixinho os motores
E numa força invencível
Deixo a cidade natal
Não vou nada mal
Não vou nada mal
Pela certeza dum bocado de treva
De novo Adão e Eva a renascer
No outro mundo
Voltar a zero num planeta distante
Memória de elefante talvez
O outro mundo
É uma escolha que se faz
O passado foi lá atrás
E nasce de novo o dia
Nesta nave de Noé
Um pouco de fé
Partilho a energia dos Xutos.
E constato que muito gente neste país está a precisar de Xutos e Pontapés.
A torto e a direito.
Parece-me.
A carga pronta e metida nos contentores
Adeus ó meus amores que me vou
P`ra outro mundo!
É uma escolha que se faz!
O passado foi lá atrás!
Num voo nocturno num cargueiro espacial
Não voa nada mal isto onde vou
P'lo espaço fundo
Mudaram todas as cores
Rugem baixinho os motores
E numa força invencível
Deixo a cidade natal
Não vou nada mal
Não vou nada mal
Pela certeza dum bocado de treva
De novo Adão e Eva a renascer
No outro mundo
Voltar a zero num planeta distante
Memória de elefante talvez
O outro mundo
É uma escolha que se faz
O passado foi lá atrás
E nasce de novo o dia
Nesta nave de Noé
Um pouco de fé
Partilho a energia dos Xutos.
E constato que muito gente neste país está a precisar de Xutos e Pontapés.
A torto e a direito.
Parece-me.
Escapatória
Intromissões Azuis - Chefchaouen - Marrocos
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
Escapatória
O meu país está doente.
Vai daí partilho uma porta entreaberta para outro.
Outro que é uma escapatória.
E mergulho na escapatória.
E aproveito e mergulho no Azul.
No Azul espampanante de Chefchaouen.
Chaouen para os amigos.
Chaouen para mim... que a trato por tu.
A Voz a um Socialista
A Voz a um Socialista
A sem vergonha neste país chegou a isto!
És corrupto? Corrupto mesmo, provadinho em tribunal? És do ps?
Então pega lá um tacho na administração pública! E já agora governa-te bem que quanto a nós também já estamos bem governados!
Ah! Só por acaso lembrei-me que o poder instalado em Braga é ps! Mas é por acaso. Por mero acaso!
A sem vergonha neste país chegou a isto!
És corrupto? Corrupto mesmo, provadinho em tribunal? És do ps?
Então pega lá um tacho na administração pública! E já agora governa-te bem que quanto a nós também já estamos bem governados!
Ah! Só por acaso lembrei-me que o poder instalado em Braga é ps! Mas é por acaso. Por mero acaso!
quarta-feira, 1 de abril de 2009
PGR
PGR
O Procurador Geral da República garante em comunicado que não existiram quaisquer pressões sobre os magistrados que averiguam o tristemente célebre "Caso Freeport". Entretanto vai ouvir não sei quem, hoje mesmo durante a tarde, sobre as alegadas pressões exercidas no âmbito deste processo.
Confuso?
Náaaaaaaaaaaa! É Portugal no seu melhor, em pleno ano de... decerto 2009, Odisseia no Espaço!
O Procurador Geral da República garante em comunicado que não existiram quaisquer pressões sobre os magistrados que averiguam o tristemente célebre "Caso Freeport". Entretanto vai ouvir não sei quem, hoje mesmo durante a tarde, sobre as alegadas pressões exercidas no âmbito deste processo.
Confuso?
Náaaaaaaaaaaa! É Portugal no seu melhor, em pleno ano de... decerto 2009, Odisseia no Espaço!
Notícia de Última Hora
Notícia de Última Hora
"Perante a escandaleira que reina na Nação, com repercussões negativas no estrangeiro e até nos seus arredores, José Sócrates entregou o seu pedido de demissão às primeiras horas da manhã de hoje, numa atitude inédita, e surpreendente, que ninguém esperava, dado o seu perfil psicológico, e colocou-se à disposição das autoridades portuguesas para conceder todo e qualquer esclarecimento sobre o caso mais quente que abalou e abala a democracia Portuguesa. Freeport."
"Perante a escandaleira que reina na Nação, com repercussões negativas no estrangeiro e até nos seus arredores, José Sócrates entregou o seu pedido de demissão às primeiras horas da manhã de hoje, numa atitude inédita, e surpreendente, que ninguém esperava, dado o seu perfil psicológico, e colocou-se à disposição das autoridades portuguesas para conceder todo e qualquer esclarecimento sobre o caso mais quente que abalou e abala a democracia Portuguesa. Freeport."
Perguntas de Mário Crespo
Perguntas de Mário Crespo
Porque é que o cidadão José Sócrates ainda não foi constituído arguido no processo Freeport? Porque é que Charles Smith e Manuel Pedro foram constituídos arguidos e José Sócrates não foi? Como é que, estando o epicentro de todo o caso situado num despacho de aprovação exarado no Ministério de Sócrates, ainda ninguém desse Ministério foi constituído arguido? Como é que, havendo suspeitas de irregularidades num Ministério tutelado por José Sócrates, ele não está sequer a ser objecto de investigação? Com que fundamento é que o procurador-geral da República passa atestados públicos de inocência ao primeiro-ministro? Como é que pode garantir essa inocência se o primeiro-ministro não foi nem está a ser investigado? Como é possível não ser necessário investigar José Sócrates se as dúvidas se centram em áreas da sua responsabilidade directa? Como é possível não o investigar face a todos os indícios já conhecidos? Que pressões estão a ser feitas sobre os magistrados do Ministério Público que trabalham no caso Freeport? A quem é que o presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público se está a referir? Se, como dizem, o estatuto de arguido protege quem o recebe, porque é José Sócrates não é objecto dessa protecção institucional? Será que face ao conjunto de elementos insofismáveis e já públicos qualquer outro cidadão não teria já sido constituído arguido? Haverá duas justiças? Será que qualquer outro cidadão não estaria já a ser investigado? Como é que as embaixadas em Lisboa estarão a informar os seus governos sobre o caso Freeport? O que é que dirão do primeiro-ministro de Portugal? O que é que dirão da justiça em Portugal? O que é que estarão a dizer de Portugal? Que efeito estará tudo isto a ter na respeitabilidade do país? Que efeitos terá um Primeiro-ministro na situação de José Sócrates no rating de confiança financeira da República Portuguesa? Quantos pontos a mais de juros é que nos estão a cobrar devido à desconfiança que isto inspira lá fora? E cá dentro também? Que efeitos terá um caso como o Freeport na auto-estima dos portugueses? Quanto é que nos vai custar o caso Freeport? Será que havia ambiente para serem trocados favores por dinheiros no Ministério que José Sócrates tutelou? Se não havia, porque é que José Sócrates, como a lei o prevê, não se constitui assistente no processo Freeport para, com o seu conhecimento único dos factos, ajudar o Ministério Público a levar a investigação a bom termo? Como é que a TVI conseguiu a gravação da conversa sobre o Freeport? Quem é que no Reino Unido está tão ultrajado e zangado com Sócrates para a divulgar? E em Portugal, porque é que a Procuradoria-Geral da República ignorou a gravação quando lhe foi apresentada? E o que é que vai fazer agora que o registo é público? Porque é que o presidente da República não se pronuncia sobre isto? Nem convoca o Conselho de Estado? Como é que, a meio de um processo de investigação jornalística, a ERC se atreve a admoestar a informação da TVI anunciando que a tem sob olho? Será que José Sócrates entendeu que a imensa vaia que levou no CCB na sexta à noite não foi só por ter feito atrasar meia hora o início da ópera?
Nota: O Director de Informação da Antena 1 fez publicar neste jornal uma resposta à minha crítica ao anúncio contra as manifestações sindicais que a estação pública transmitiu. É um direito que lhe assiste. O Direito de Resposta é o filho querido dessa mãe de todas as liberdades que é a Liberdade de Expressão. Bem-haja o jornal que tão elevadamente respeita esse valor. É uma honra escrever aqui.
In Jornal de Notícias.
Retirada daqui http://olhaiosliriosdacampos.blogspot.com/, com os meus agradecimentos à TVstar
Porque é que o cidadão José Sócrates ainda não foi constituído arguido no processo Freeport? Porque é que Charles Smith e Manuel Pedro foram constituídos arguidos e José Sócrates não foi? Como é que, estando o epicentro de todo o caso situado num despacho de aprovação exarado no Ministério de Sócrates, ainda ninguém desse Ministério foi constituído arguido? Como é que, havendo suspeitas de irregularidades num Ministério tutelado por José Sócrates, ele não está sequer a ser objecto de investigação? Com que fundamento é que o procurador-geral da República passa atestados públicos de inocência ao primeiro-ministro? Como é que pode garantir essa inocência se o primeiro-ministro não foi nem está a ser investigado? Como é possível não ser necessário investigar José Sócrates se as dúvidas se centram em áreas da sua responsabilidade directa? Como é possível não o investigar face a todos os indícios já conhecidos? Que pressões estão a ser feitas sobre os magistrados do Ministério Público que trabalham no caso Freeport? A quem é que o presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público se está a referir? Se, como dizem, o estatuto de arguido protege quem o recebe, porque é José Sócrates não é objecto dessa protecção institucional? Será que face ao conjunto de elementos insofismáveis e já públicos qualquer outro cidadão não teria já sido constituído arguido? Haverá duas justiças? Será que qualquer outro cidadão não estaria já a ser investigado? Como é que as embaixadas em Lisboa estarão a informar os seus governos sobre o caso Freeport? O que é que dirão do primeiro-ministro de Portugal? O que é que dirão da justiça em Portugal? O que é que estarão a dizer de Portugal? Que efeito estará tudo isto a ter na respeitabilidade do país? Que efeitos terá um Primeiro-ministro na situação de José Sócrates no rating de confiança financeira da República Portuguesa? Quantos pontos a mais de juros é que nos estão a cobrar devido à desconfiança que isto inspira lá fora? E cá dentro também? Que efeitos terá um caso como o Freeport na auto-estima dos portugueses? Quanto é que nos vai custar o caso Freeport? Será que havia ambiente para serem trocados favores por dinheiros no Ministério que José Sócrates tutelou? Se não havia, porque é que José Sócrates, como a lei o prevê, não se constitui assistente no processo Freeport para, com o seu conhecimento único dos factos, ajudar o Ministério Público a levar a investigação a bom termo? Como é que a TVI conseguiu a gravação da conversa sobre o Freeport? Quem é que no Reino Unido está tão ultrajado e zangado com Sócrates para a divulgar? E em Portugal, porque é que a Procuradoria-Geral da República ignorou a gravação quando lhe foi apresentada? E o que é que vai fazer agora que o registo é público? Porque é que o presidente da República não se pronuncia sobre isto? Nem convoca o Conselho de Estado? Como é que, a meio de um processo de investigação jornalística, a ERC se atreve a admoestar a informação da TVI anunciando que a tem sob olho? Será que José Sócrates entendeu que a imensa vaia que levou no CCB na sexta à noite não foi só por ter feito atrasar meia hora o início da ópera?
Nota: O Director de Informação da Antena 1 fez publicar neste jornal uma resposta à minha crítica ao anúncio contra as manifestações sindicais que a estação pública transmitiu. É um direito que lhe assiste. O Direito de Resposta é o filho querido dessa mãe de todas as liberdades que é a Liberdade de Expressão. Bem-haja o jornal que tão elevadamente respeita esse valor. É uma honra escrever aqui.
In Jornal de Notícias.
Retirada daqui http://olhaiosliriosdacampos.blogspot.com/, com os meus agradecimentos à TVstar
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