segunda-feira, 16 de julho de 2007

Tinariwen - Breve História

Tinariwen - Breve História

Tuaregues ou Homens Azuis

Tuaregues ou Homens Azuis

Uma aproximação à história, cultura, música e sabedoria tuaregue, um dos últimos povos nómadas actuais. Um povo que não reconhece fronteiras no deserto. Um povo em que, curiosamente, é o homem que anda velado, com uma espécie de turbante azul, chamado tagelmust, que lhe tapa quase integralmente a cara, só deixando ver os olhos, e às vezes nem isso, protegidos que estão por detrás de óculos de sol. Não há vozes a erguerem-se contra este facto e a surgirem neste nosso mundo ocidental tão civilizado? Só contra o uso dos lenços pelas mulheres árabes islâmicas? Não há vozes contra esta "discriminação" no masculino dentro desta cultura onde as mulheres andam de rosto totalmente destapado?
Enfim! Hipocrisias.

Uma beleza de imagens e de sons a transportarem-nos para o continente berço da humanidade, tão maltratado, ao longo dos tempos, por esta mesma humanidade.




Saltões - Barca - Carvalho de Rei - Amarante
Fotografias de Artur Matias de Magalhães
Animais da Barca IV
O mundo dos insectos parece não ter fim e a Barca é um bom exemplo disto pois está pejada deles. Para além das borboletas, que já postei neste blogue, grandes, pequenas, exuberantes, discretas, e das abelhas, também já postadas, temos uma variedade incrível de insectos que vão das aranhas mais variadas a estes saltões que ampliados dariam certamente bichos de aparência monstruosa.
Aliás, não é por acaso que os criadores de seres extra-terrestres, para os filmes de ficção científica, vão ao reino dos insectos buscar inspiração para criarem os seres mais estranhos e assustadores que se possam imaginar.
Falei sobre esta variedade infindável dos insectos, no sábado à noite, na Barca, com o meu amigo e conhecedor desta matéria, Paulo Fontoura, que me levou uns manuais de identificação deste tipo de bicharada, e que sugeriu que seria interessante começar a fazer uma observação mais cuidada, e uma identificação dos animais que vou observando e postando no blogue. Gostei da ideia, só não me parece viável por falta de tempo. Talvez se os dias tivessem quarenta e oito horas isso fosse possível! Mas gostei da sugestão e ela vai ficar aqui dentro da minha cabeça, por agora votada ao limbo, talvez a germinar para um futuro mais ou menos próximo.

domingo, 15 de julho de 2007

A Treinar para Vovó




J - Barca - Serra da Aboboreira - Amarante
Fotografias de Artur e Anabela Matias de Magalhães
 
A Treinar para Vovó

Sexta-feira à noite lá arranquei eu para a Barca munida de fraldas, leites, biberões e o pedaço de gente que é o J. Combinei com o A e a J que eu tomaria conta do J durante a noite e que, de manhã, eles me sucederiam na incumbência, para eu poder trabalhar um pouco nos meus caminhos da Barca. E assim foi. Noite de sono naturalmente interrompido pois de quatro em quatro horas o tipo quer comer.
O J continua a crescer tranquilamente e começa agora a dar os seus primeiros sorrisos olhando, fixamente, para nós. Está cada vez mais tempo acordado e continua um doce de menino.
Ao almoço tive companhia alargada. A E, a M, o J e a minha sogra foram à Barca almoçar.
A M só se ri e agradece-me o eu ter ficado mais uma vez com o J. A sua cara está mais tranquila e relaxada nesta manhã de sábado. Dormiu até às dez horas, disse-me entre gargalhadas. A cara do J pai perdeu agora aquele ar de morto-vivo que se estava a acentuar dia-a-dia. O que uma noite de sono bem dormida pode fazer por nós!
Eu por mim continuo a treinar para vovó. Não que alguma coisa tenha ficado esquecida, que isto de tratar de crianças é como andar de bicicleta - uma vez aprendido, jamais esquecido!
Mas o treino deve continuar pois esta juventude de hoje parece tudo menos interessada em assumir a responsabilidade de constituir família. Assim sendo, aguardo calmamente a hora de levar netos ao topo das dunas mais altas da Líbia para as podermos descer, a correr, fazendo-as cantar por debaixo dos nossos pés...
As fotografias que ilustram este post foram tiradas no sábado. Na primeira o J está deitado sobre o meu peito, numa posição que a J conhece de cor. Tanto eu como o A gozámos largo a J e esta era uma maneira de a sossegar e acalmar. Mais tarde, já com ela grandita, apanhava-me deitada na areia e vinha empiloucrar-se em mim ajeitando-se como podia sobre o meu peito ou sobre as minhas costas, soltando gargalhadas. Tenho vários registos fotográficos destas habilidades da J.
As outras fotografias mostram a mãozita, branca, macia e delicada, do J, numa a contrastar com a minha própria mão... que já foi mais nova...
Ficam aqui postadas para a posteridade.

sexta-feira, 13 de julho de 2007


Amigos - Espinho - Portugal
Fotografias de José Ismael Queirós

Amigos - Amman - Jordânia
Fotografia de um de nós

Os Amigos

Por muito que apreciemos o isolamento e o silêncio a verdade é que somos seres sociais e não adianta tentar contrariar esta premissa.
A nossa socialização inicia-se mesmo antes do nosso nascimento, quando ainda estamos dentro da nossa primeira casota, quando ainda estamos dentro da barriga da nossa mãe. Muito embora não conservemos memórias desse período beneficiamos do estado de espírito, do ambiente e do tipo de relacionamento existente entre os nossos pais. A nossa socialização acentua-se após o nascimento e durante a infância têm muita importância os nossos primeiros amiguinhos e amiguinhas, primos e primas, irmãos e irmãs com quem nós aprendemos e interiorizamos as primeiras noções de partilha, de afeição, de apoio, de companheirismo, de brincadeira... de amizade. Mesmo se não conseguimos ter plena consciência disto, o crescimento vai-se fazendo no sentido da aprendizagem, convivência e aceitação dos outros. Na adolescência ganha-se consciência de tudo isto e o grupo passa a desempenhar um papel importantíssimo na vida de cada um de nós. Foi exactamente o que aconteceu comigo. A partir do início da adolescência passei a deslocar-me em bandos normalmente extensos e numerosos e a sentir-me um zero à esquerda sem os meus amigos que ganharam, na minha vida, uma importância enormesca e surpreendente. Tudo era feito em grupo: íamos ao café em grupo, passeávamos a pé ou de mota em grupo, íamos ao cinema em grupo, íamos para o rio em grupo... até namorávamos em grupo! Engraçado porque vários relacionamentos dessa época acabaram em casamento e ainda perduram...
Mas as prioridades vão-se alterando, ao longo da nossa vida, relativamente aos amigos. Fundamos famílias e os filhos passam a encher-nos a alma. Os amigos continuam lá, mas às vezes votados ao limbo. E deixamos de andar em grupo. Ou não! Por mim continuo ainda hoje a gostar de andar em bando... mas confesso que só às vezes! No tempo restante preciso do recolhimento e silêncio da Barca. Não teria pachorra para a intensa vida de grupo que tive dos catorze aos vinte anos. Mas também confesso que fico com saudades da convivência sã entre o meu grupo de amigos e dos programas que engendro para tornar alguns dias das nossas vidas dias bem diferentes e especiais. E já está mais um na forja para Setembro que agora anda tudo despassarado, uns já de férias, outros com muito que fazer. Lá teremos que aguardar mais um pouco!
Chegados a este ponto convém distinguir os "amigos" dos Amigos. E os Amigos são aqueles que contam mesmo se não nos encontramos todos os dias ou se falamos uns com os outros quando o rei faz anos! E, muito importante, são aqueles que nos apoiam, e nos abraçam, e estão ao pé de nós na hora das derrotas, na hora das perdas. Porque apoiar na hora das vitórias é canja e não tem o mesmo sabor, a mesma dificuldade.
É claro que com a idade se passa a ser mais tolerante com os erros dos nossos amigos, até porque tomamos mais consciência dos nossos próprios erros. Deixámos a fasquia elevadíssima para trás e tomamos consciência de que não há amigos perfeitos.
Os amigos são exactamente o que nós somos... pessoas muito imperfeitas!

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Arte

Obrigada ao meu queridíssimo primo Paulo que, sempre atento às artes gráficas, me enviou esta hiperligação para um site russo, que mostra como se desenha uma mulher de dentro para fora em três tempos!!! Excepcional.
Duplamente obrigada porque, depois de um dia inteiro passado na ESA, e falando francamente, estava com pouca vontade de postar. Assim sendo, safaste-me!

http://fcmx.net/vec/v.php?i=003702

quarta-feira, 11 de julho de 2007


Amman e Dinastia Hachemita - Jordânia
Fotografias de Artur Matias de Magalhães

Amman - عمان

Amman, capital do reino Hachemita da Jordânia, tem uma localização muito especial entre o vale fértil do Jordão e o interior desértico. É uma das cidades, continuamente povoada, mais antiga do mundo, e as suas raízes assentam na Pré-História, mais concretamente no Neolítico, período fascinante da nossa história colectiva, onde devemos procurar as raízes longínquas do nosso modo de vida actual, sedentário. Sem esse passo de gigante, dado pelos nossos antepassados, nada do que fomos construindo teria sido possível e eu não estaria aqui hoje, teclando em frente ao meu computador, escrevendo este blogue.
A cidade de Amman está referenciada na Bíblia, no Antigo Testamento, com o nome de Rabbath Ammon, capital do reino Amonita. Foi depois israelita, de novo amonita, assíria, babilónica, ptolomaica, síria, nabateia, para ser conquistada pelos romanos a partir de 30 a.C. que a rebaptizaram de Philadelphia. A riqueza de Philadelphia provinha da sua situação geográfica estratégica que ocupava na rota caravaneira que ligava Bosra, na Síria, Petra e Aqaba, na Jordânia actual. Foi depois bizantina, árabe, entrando posteriormente em declínio e ficando quase abandonada, até 1868, ano em que começou a ser repovoada. Foi capital da Cijordânia em 1921 e capital da Jordânia a partir de 1950.
Em 1970 tinha 570 mil habitantes. Em finais dos anos noventa cerca de 2 milhões e o seu crescimento continua acelerado, continuamente alimentado por vagas de palestinianos e iraquianos que aqui procuram refúgio dos problemas existentes nas suas terras de origem. Inicialmente construída sobre sete colinas ou djebels ocupa hoje dezanove e a cidade não pára de crescer. Apesar deste crescimento a cidade é mais caótica na aparência do que na realidade. É uma cidade simpática, acolhedora, calorosa, dinâmica, tranquila, com uma circulação automóvel fluída onde nos passeamos, de dia e de noite, de táxi ou a pé, sem problemas absolutamente nenhuns. Aliás, quem vai para uma cidade árabe, e não se atreve a sair à noite, perde grande parte da beleza e da dinâmica da cidade em questão, seja aqui, seja na longínqua Marrakech. É à noite que as cidades árabes são mais atractivas, vivas e misteriosas! Encontramos em Amman uma cidade onde nos movimentamos em absoluta segurança sendo cumprimentados a cada passo pelos transeuntes de quem recebíamos sorrisos rasgados. Frequentamos os cafés bonitos e acolhedores de Amman onde, à noite, grupos de amigos, rapazes e raparigas, e casais de namorados, trocavam impressões, sorrisos, gargalhadas e olhares carinhosos à volta de umas fumarolas de narguilé. É, as coisas nem sempre estão de acordo com os mitos que se vão criando aqui, a Ocidente, sobre o mundo árabe.
Adorei Amman, mas eu também sou uma aficcionada da cidade árabe tradicional, de que um dia falarei neste blogue.

A primeira fotografia que ilustra este post mostra o casario branco, amontoado, aparentemente caótico, da parte mais antiga de Amman, fotografada a partir da cidadela romana de Philadelphia.
A segunda mostra-nos a dinastia hachemita que desemboca no actual rei Abdullah II, casado com uma das mulheres mais bonitas e elegantes do mundo e, certamente, a mais bela rainha, a palestiniana Rania Abdullah.
A primeira hiperligação disponibiliza uma vista de 360 graus da cidade antiga e das suas colinas totalmente ocupadas pelo emaranhado de casas.
Quanto à segunda hiperligação é para explorarem esta cidade mais ou menos profundamente, segundo as vontades, a partir do ar!
Boa visita!

terça-feira, 10 de julho de 2007





Barcos/Nações Unidas - Nouakchott - Mauritânia
Fotografias de Artur Matias de Magalhães
Nações Unidas/Nações Desunidas
As fotografias que ilustram este "post" foram tiradas na praia de Nouakchott, ao entardecer de um dia nublado e quente. A praia estende-se a perder de vista e estas pirogas toscas e multicolores parecem não acabar, alinhadas às centenas pelo areal fora. É um espectáculo de que eu já vira imagens mas que só o ano passado me foi possível presenciar. E é mesmo um espectáculo!
Neste dia os barcos não saíram para a pesca, daí o termos perdido a azáfama do regresso da faina. Mas apanhámos estas embarcações quietas e em repouso, mesmo assim com características guerreiras, pela forma, a fazer lembrar peixes-espada, e pelas cores vivas e sanguinolentas das pinturas geométricas e das bandeiras esfarrapadas que esvoaçam com a brisa. E é a bordo destas toscas, mas também belíssimas embarcações, que os pescadores da Mauritânia, predominantemente negros senegaleses, se fazem ao Atlântico. Sem medo. Daí tirando o seu sustento que alimenta corpos esbeltos e lindos nas cores e nas formas.
O Artur baptizou ironicamente uma destas fotografias de "Nações Unidas" e eu recuperei e adaptei este título para o meu segundo "post" de hoje. As pirogas, todas diferentes todas iguais, em que eu quase me diluí na perfeição, qual camaleão mutante, fazem de facto lembrar as "Nações Unidas"... só que é bom demais para ser verdade pois, o que vemos, é precisamente o seu contrário. O que vemos é os países a movimentar-se somente de acordo com os seus interesses económicos rasgando tudo à sua passagem!
A vida humana interessa pouco nesta lógica capitalista do vale tudo. E vale a trapaça e vale o jogo sujo...
"Nações Unidas"? Só se for feitas em trapos!
"Nações Desunidas" caracteriza melhor a realidade mundial!
Uma Noite Invulgar

Continuando a explorar a minha costela de boa samaritana fui buscar o João, o doce que ainda não tem um mês, e trouxe-o para passar a noite comigo. O João pai já tinha dito que a única pessoa a quem ele confiava o filho era ao Artur, mas na verdade o que ele queria dizer era que a única pessoa a quem ele confiava o filho, durante a noite, era a mim! É que o Artur, durante a noite, não dá nem por burro nem por albarda!
Assim sendo, ontem depois do jantar, lá fui eu buscar o embrulho e a tralha acoplada - doses de leite, biberões, fraldinhas minúsculas, toalhitas...
Foi uma obra de caridade... a cara daqueles pais exaustos andava-me a meter dó!
O João é um paz de alma, mas claro, mais ou menos de três em três horas quer a sua refeição, quer arrotar, quer que lhe mudem a fralda... exige essas rotinas absolutamente necessárias a um desenvolvimento harmonioso e saudável. E assim foi a minha noite... no mínimo invulgar!
A Mónica disse-me hoje de manhã toda bem disposta "Dormi à brava!".
Ora ainda bem.

segunda-feira, 9 de julho de 2007

Madona - Frozen

Madonna - Frozen

A Dianita, minha aluna do 8ºH e grande colaboradora deste blogue, pediu-me Madonna. Por isso aqui vai o único clip desta senhora que consigo postar no meu blogue. Não gosto especialmente das músicas de Madonna. Gosto muito da beleza de muitas imagens presentes nos seus vídeos, com é o caso deste Frozen e de Rain entre muitos outros. Por isso aqui fica o registo.
Vamos lá ver se gostas, Diana!


domingo, 8 de julho de 2007

Brincadeira de Muito bom Gosto

Obrigada, Eugénio! Gostei tanto que postei esta brincadeira de muito bom gosto no meu blogue.

http://users.telenet.be/kixx/
Turno da Noite - Memórias

Na quinta-feira passada estive a fazer o "turno da noite" na ESA. Por opção, um grupo de professoras resolveu começar a trabalhar às 9 da noite, na transposição das notas dos miúdos, das pautas para os livros de termos. Trabalho chato e moroso que todos os anos tem que ser feito. Este ano calhou-me a mim e lá fui eu trabalhar para a biblioteca. Eu bem disse neste blogue que ia trabalhar para a biblioteca. Pois está confirmado, já lá estou!
No pavilhão central trabalhava-se afanosamente na afixação das notas dos exames nacionais de 11º e 12º anos. Já faz parte da tradição da casa fazer as maratonas necessárias para que os alunos possam consultar os seus resultados logo a partir da meia-noite.
O turno da noite correu como o previsto para quem gosta de trabalhar pela noite dentro. Grande concentração, ausência de barulhos e interrupções perturbadoras, grande produtividade. À meia-noite resolvemos interromper o trabalho e espreitamos o central. O barulho adensava-se e subia de tom até que os alunos começaram a entrar por ali adentro, uns não disfarçando a correria, outros em passo muito apressado tentando controlar o stresse, outros em passo de passeio aparentemente descontraído, uns com as mães, outros com os pais, agarrados às namoradas e namorados... uns lançando gritos de alegria frente às pautas, outros tentando controlar as lágrimas! Naquela confusão tive oportunidade de falar com o Luís, a Patrícia, a Mariza, a Tânia, o Luís Rodrigues... uns satisfeitos, outros nem por isso.
Lembrei-me do sufoco que foi o 12º ano da Joana que queria entrar em Farmácia, média quase de 18 nesse ano, e a quem eu sempre tranquilizei dizendo para fazer o seu melhor, e a quem eu sempre disse que se não conseguisse entrar na pública lhe restaria sempre a privada. Mesmo assim foi vê-la emagrecer a olhos vistos e foi um stresse de ano para ela e para nós.
E os pais que não podem dar esta "tranquilidade" aos filhos? E os sonhos que ficam desfeitos em frente a uma qualquer pauta de exames de 12º ano?
Oportunidade para relembrar sentimentos e emoções e oportunidade para ficar a reflectir neste nosso ensino tão cheio de contradições!

sábado, 7 de julho de 2007





Joana - Home - Cepelos - Amarante
Fotografias de Artur Matias de Magalhães

Relembrando Velhos Tempos

Hoje vou passar a tarde a fazer de babá do meu sobrinho mais novito, do João, que tem apenas três semanas. Tirei-o aos pais que estão muito cansados e stressados e mandei-os a todos dormir a sesta. Ema e minha sogra incluída.
Enquanto escrevo vou deitando o olho ao João pois tenho-o mesmo aqui ao pé de mim. Dorme lindo e tranquilo parecendo um sapinho de braços e pernas abertos. Um sossego de menino. Continuo a gostar do cheiro das crianças pequenas, da macieza da sua pele, dos seus primeiros sorrisos, das suas primeiras palrações.
Lembrei-me da Joana, pequenina, sempre sempre ao meu lado e igualmente sossegada e tranquila. E de como foi crescendo feliz da vida, com ar de malandra, dia e noite a palrar, com cara de escorpiona safada. Por isso a postei mais uma vez no meu blogue, aqui servindo de modelo às primeiras experiências fotográficas do Artur, com a sua muito querida máquina analógica Cannon, da qual continua a sentir saudades.

O meu programa da tarde só teve um senão... telefonou-me o meu queridíssimo amigo Renato... está cá e queria, coisa estranha!... queria conversar!!!
Algures no meu fim-de-semana vou ter que arranjar tempo para pôr a escrita em dia com ele.
Talvez amanhã o mande embarcar para a Barca... é que eu e o Renato somos os viciados em conversinhas!
Nota Final - Problema ultrapassado. Jantamos juntos. Assim dá tempo para falar e gargalhar!
U2 - One

U2 - Whit Or Without You

sexta-feira, 6 de julho de 2007

U2 - Miss Sarajevo

Em 1997 tive oportunidade de assistir a um concerto dos U2, em Lisboa, inserido na histórica, memorável e mítica tour "Popmart". E em 2005 voltei a ver estes grandes senhores em palco, durante o espectáculo dado, mais uma vez, em Lisboa, desta vez inserido na tour "Vertigo" e assisti a esta "Miss Sarajevo", comovente, que é sempre bom recordar na grande voz de Bono Vox. Uma banda sempre preocupada com as grandes causas, nomeadamente com a defesa dos direitos humanos, que me enche de orgulho e me acompanha desde o início dos anos 80.

A mensagem de Bono "Não nos tornemos monstros para combater os monstros" continua mais actual do que nunca!

U2 - Miss Sarajevo

Is there a time for keeping your distance
A time to turn your eyes away.
Is there a time for keeping your head down
For getting on with your day.
Is there a time for kohl and lipstick
Is there time for cutting hair
Is there a time for high street shopping
To find the right dress to wear.
Here she comes, heads turn around
Here she comes, to take her crown.
Is there a time to run for cover
A time for kiss and tell.
Is there a time for different colours
Different names you find hard to spell.
Is there a time for first communion
A time for East 17
Is there time to turn to Mecca
Is there time to be a beauty queen.
Here she comes, beauty plays the clown
Here she comes, surreal in her crown.
Dici che il fiume trova la via al mare
Che come il fiume giungerai a me
Oltre i confini e le terre assetate
Dici che come fiume, Come fiume
L'amore giungerà, l'amore
E non so più pregare
E nell'amore non so più sperare
E quell'amore non so più aspettare.
Is there a time for tying ribbons
A time for Christmas trees.
Is there a time for laying tables
When the night is set to freeze.



Home - 10º E - Ano Lectivo de 1992/1993

Alteração de Procedimentos

Iniciei a minha actividade profissional como docente na extinta Educação de Adultos. Leccionei em escolas primárias, à noite, em freguesias do concelho de Amarante e mesmo Marco de Canaveses. Estou a ouvir a minha mãe a perguntar-me com uma ponta de receio na voz "E tu vais aceitar, minha filha?" Tratava-se de aceitar um horário incompleto, numa aldeia do Marco de Canaveses, chamada Paredes de Viadores, que me obrigava a fazer 60 quilómetros todas as noites, e a chegar a casa já depois da meia-noite. Pois aceitei. E durante vários anos continuei a aceitar horários nocturnos, nas freguesias mais diversas, que me possibilitaram acompanhar completamente o crescimento da minha filha ainda muito pequena.
Na Educação de Adultos habituámo-nos a cativar os alunos com aulas muito práticas e agradáveis de que faziam parte actividades extra-curriculares diversas, como a realização de magustos no dia de S. Martinho, em que fomentávamos o convívio entre alunos de escolas vizinhas, festas de Natal, de Carnaval, com concursos de máscaras, grandes festas de final de ano em que por vezes até participava a rádio local. Era uma alegria e uma boa forma de cativarmos os alunos para voltarem a sentar-se de novo nos bancos da escola, que não raras vezes associavam a más recordações de castigos corporais como latadas, palmatoadas, canadas, permanências de pé voltados para um canto da sala, e até ao estarem ajoelhados em cima de grãos de milho, naquilo que constituíam autênticas torturas infligidas pelos nossos professores primários formados no Estado Novo. (Eu como aluna também conheci o género!)
Saí da Educação de Adultos no ano lectivo de 1992/93, ano em que fui colocada na Escola Secundária do Marco de Canaveses. Leccionei História a esta turma do 10º ano que está postada no meu blogue e com quem estabeleci uma relação muito especial. No final do ano lectivo convidei-os para um lanche em minha casa e lá vieram eles até Amarante. Vieram quase todos, ao todo dezasseis e eles não eram muitos mais. Alunos que eu passei à disciplina e que eu chumbei... sim, porque a amizade entre professores e alunos tem que prevalecer para além das avaliações. Recordo de cor vários nomes... Maria João, Francisco, Carla, Paula, Nelson (que teve a gentileza de estar presente no funeral da minha mãe e que, passados todos estes anos, eu não reconheci! Só pelos seus olhos azuis depois de óculos de sol retirados!) ...
Continuei com estes procedimentos. Outras turmas passaram por minha casa, para o costumeiro lanche, ou pelo bar da escola, ou pela arca dos gelados...
Até agora sempre avisei os meus alunos, no início do ano lectivo, que teste sem negativas dá direito a prenda para cada um dos elementos da turma... foi sempre uma forma de os espicaçar para o trabalho e para o esforço porque sem eles nada feito! E quando eles conseguem ficam felizes e orgulhosos de tamanho feito e vêm logo em grande alvoroço cobrar a promessa da sua professora que a cumpre religiosamente. De forma quase simbólica, claro está!
Pois este ano, depois de mais uma vez ter procedido desta forma com o meu 8º F, única turma a ter um teste com zero negativas durante o ano, dei comigo a pensar que tenho que alterar procedimentos.
É que nós vamos entrar em avaliação e vamos ser avaliados pelos alunos e pelos pais dos alunos e eu sou muito cuidadosa. E não quero ser mal interpretada... se é que me faço entender!!!
Gosto de jogar na antecipação.
Ok, lá haverá alteração de procedimentos!

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Traquinices

Sem Comentários

Eu não me queria acreditar... mas a verdade é que é mesmo verdade!
"Dizer mal do governo... só em privado", segundo a nossa Secretária de Estado Adjunta da Saúde, Carmen Madalena da Costa Gomes e Cunha Pignatelli.
Será do clima?!!!
Ops! Será que a Senhora Secretária de Estado vai trabalhar para a biblioteca?!





Deserto de Wadi Rum - Jordânia
Fotografias de Artur Matias de Magalhães

Wadi Rum - وادي رم

Dei agora conta que estava a ficar sem ar... é que passei muito tempo dentro de água e está na hora de regressar ao meio onde me sinto mesmo como um peixinho dentro de água. Por isso regresso ao deserto, desta vez ao deserto de Wadi Rum, na Jordânia, deserto associado, para sempre, a Sir Lawrence da Arábia e às lutas pela independência do mundo árabe.
Para mim este deserto ficará para sempre associado a uma oportunidade perdida de o sobrevoar a bordo de um ultra-leve. Tudo marcadinho em Aqaba, chegada ao deserto e uma tempestade desgraçada que impedia, naturalmente, qualquer aventura aérea. A reportagem fotográfica que ficou por fazer teria sido de elevada categoria e isto já para não falar da reportagem/experiência vivencial que teria sido certamente inesquecível. Não gosto disto! Fico sempre com um amargo de boca quando coisas destas me acontecem! Mas, gostando ou não, o que é certo é que a experiência ficou adiada para melhores dias.
O deserto de Wadi Rum é um deserto pequeno em extensão e muito diferente do grande Sahara. Aqui não há grandes ergs como em Marrocos, muito menos os há descomunais como na Líbia e também não há mares de areia como na Mauritânia. Fui encontrar um deserto rochoso cortado por grandes canyons, onde ainda habitam nómadas beduínos, para quem a hospitalidade do deserto continua a fazer-se à volta da cerimónia do chá.
A areia continua a ser multicolor indo do quase branco ao vermelho. As formações rochosas perecem rendas trabalhadas nas paredes que se erguem verticalmente em direcção ao céu azul.
Quanto ao céu da noite, impossível descrevê-lo! Não é sequer semelhante às nossas referências para um céu nocturno. É preciso vê-lo para nos comovermos e arrepiarmos...e não estou a falar do frio, que também se sente por aqui, durante a noite.
Dormi neste deserto, numa das tendas acima postadas e aqui rapei o maior frio da minha vida com as temperaturas a cairem muito próximo dos zero graus. Dormi vestida, com reforço de casaco, dentro do meu saco cama fechado até ao pescoço, cabeça o mais possível tapada e protegida daquele frio que se entranhava até à medula! Para de manhã acordar num deserto caloroso e quente onde eu me sinto um escorpião completamente azul e completamente feliz.
Onde eu me sinto um peixinho dentro de água!

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Embarca para a Barca II

Pois tornei a embarcar para a Barca. Se ontem estava um dia de Inverno, hoje estava um dia de Verão. Céu azul sem uma nuvem, ar transparente e sem poeiras, deixando perscrutar o horizonte longínquo.
Onde ontem estavam dezasseis graus hoje estavam trinta e seis! Ao sol, claro!
Mas isto não é uma loucura de tempo?!












Diversidade - Maldivas
Fotografias de Artur e Anabela Matias de Magalhães

Diversidade

Visitei as Maldivas pela primeira vez em Agosto de 1999. A Joana ficou em Amarante a estudar para subir notas do secundário e eu e o Artur mandamo-nos, mais uma vez sozinhos, para um paraíso chamado Maldivas.
Se aqui entramos nos carros para nos deslocarmos, lá apanhamos barcos, lanchas rápidas ou mesmo Treco-Trecos que se encarregam de nos deixar na ilhota pretendida entre as quase duas mil que constituem a República das Maldivas.
As ilhas que compõem os atóis têm uma estrutura característica. São ilhas normalmente muito pequenas, formadas pelo desenvolvimento dos corais, muito pouco elevadas, com praias branquinhas, águas absolutamente transparentes e barreiras de coral a rodeá-las protegendo-as das intempéries e tempestades.
Basta entrar na água para vislumbrar este espectáculo que é a diversidade animal das Maldivas. É visível até de fora da água tal é a sua transparência. Claro que a prática do snorkelling é aqui amplamente recomendada.
Se a barreira de coral, no Mar das Caraíbas, me surpreendeu pela vida e pelos movimentos de tudo para onde olhava, principalmente dos corais, nas Maldivas foi sobretudo pela diversidade dos peixes observados.
Devo esclarecer que em 1999 o aquecimento planetário, nomeadamente das águas, já aqui tinha tido consequências desastrosas no ano anterior à minha estadia. Os corais estavam já quase todos mortos o que retirava muita da beleza que aqueles fundos marinhos deveriam ter tido ainda no ano anterior. Bastou uma ligeiríssima subida da temperatura das águas para o resultado ser aquele. Corais transformados em esqueletos sem vida, sem movimento!
Mas a beleza dos peixes continuava lá.
A diversidade, de que eu tanto gosto, continuava lá.
Nos peixes de todas as cores, formas, feitios, tamanhos, espessuras! Nas tartarugas avistadas, e até num ou outro coral mais resistente que teimava em sobreviver.
Um espectáculo, a Natureza, apesar dos maus tratamentos a que é sujeita!
Claro que as fotografias voltaram a ficar muito aquém da realidade observada. É que voltaram a ser tiradas com míseras máquinas descartáveis!

terça-feira, 3 de julho de 2007

"Embarca para a Barca"

Pois foi o que fiz hoje à tarde. Embarquei para a Barca e dei por mim a subir a serra lentamente, de faróis de nevoeiro ligados. Na Barca estava um nevoeiro cerrado e assim permaneceu a tarde toda.
Dezasseis graus em pleno Julho, em pleno Verão, é obra. Pensei no Sahel, em Sebha, a derreter com o calor. Se por um passe de mágica ele aterrasse na Aboboreira hoje à tarde nem acreditaria que tal fosse possível. Para dizer a verdade nem eu!
Mas foi óptimo para a preparação das apresentações em power point para o 9º ano de escolaridade. O trabalho correu lindamente e sem possibilidade de distracção.
É que nem deu para pôr o nariz fora de casa durante toda a tarde.
Será que vamos ter Verão?

Snorkeling


Snorkeling - Cayo Largo - Cuba
Fotografias de Artur Matias de Magalhães

Snorkeling

A minha estreia na prática do snorkelling foi feita em Cuba, no Verão de 1996. Viajámos num pequeníssimo avião, a que eu gosto de chamar Treco-Treco, de porta aberta em pleno voo, sobre um Mar das Caraíbas de azuis muito belos, e aterrámos em Cayo Largo. Nas Caraíbas, as pequenas ilhotas que povoam estas águas quentes chamam-se Cayos e há-os de todos os tamanhos, cores e feitios.
De Cayo Largo saímos de barco para alto mar onde iríamos fazer snorkelling, numa grande barreira de coral que atravessa a região e é muito famosa e apreciada pelos especialistas nestas prática do snorkelling e do mergulho. Devo dizer que, à chegada, a prática do snorkelling não me pareceu especialmente aliciante. Se há tubarões por perto os marinheiros encarregam-se de os alimentar na extremidade oposta àquela onde os turistas loucos se metem na água. Nem sei se alguém naquele barco pensou em tubarões enquanto mergulhava naquela água esquisita, com largas manchas que pareciam rochedos e que, diga-se de passagem, não eram lá assim muito atractivas vistas de fora. O que sei é que foi vê-los saltarem para a água todos equipados, como se não tivessem um minuto a perder. Num instante fiquei só na embarcação, de barbatanas nos pés e máscara na cara a pensar se poria ou não na minha boca um tubo de respiração que tinha já passado nas bocas de sei lá quem. Estava eu neste dilema quando o comandante da embarcação, de dentro de água, reparou em mim e me chamou. Que fosse para a água. Lá me arrastei para as escadas que davam acesso à dita, confesso que sem sentir um grande entusiasmo, enquanto o comandante da embarcação me aguardava na água. Mal entrei ele deu-me a mão e arrastou-me dali para fora sem eu ter tempo de avisar o Artur e a Joana de que me ia afastar daquele grupo de turistas que, sem tirar a cara de dentro de água, nadava perto da embarcação. Fui literalmente transportada para um mundo irreal onde eu nunca pensei ir e que eu pensava ser inacessível a quem mergulha sem oxigénio. Nadámos entre canais feitos de corais de todas as cores, de todas as formas e feitios e por entre cardumes de peixes às vezes enormes. Por vezes o comandante largava-me a mão e mergulhava em apneia indo-me buscar beijinhos ao fundo do mar que eu guardava no meu fato-de-banho azul sentindo-os escorregar até à barriga.

É incrível como nos basta meter a cabeça dentro de água, protegida pelas máscaras, para um novo mundo nos ser revelado... um mundo subaquático que eu nunca pensei ser assim: imediato, muito belo, cheio de vida animal e vegetal. Os peixes são de todas as cores - amarelos, roxos fluorescentes, pretos, brancos... às riscas, às pintas, grandes e pequenos... isolados ou em cardumes... Os corais são leques, são arabescos, são cogumelos, são... nem sei o que são... Só sei que tudo se movimenta em movimentos lânguidos e elegantes e tem vida, e é um espectáculo extraordinário! De tal forma que eu me esquecia de respirar!... Pois, fui sem tubo de respiração e, como não queria perder um segundo que fosse do espectáculo que decorria à minha volta, levava o esforço até tirar a cabeça fora de água quase completamente sufocada.

Não sei o nome do comandante que me levou a tão invulgar passeio e me restituiu à embarcação em completa segurança. Nem me lembro tão pouco da sua cara, mas guardo os beijinhos que ele me ofereceu, religiosamente transportados no meu fato-de-banho azul marinho e depois passados para uma pequena garrafa de plástico.

Memórias. Memórias de que é feita e construída a vida.

As fotografias que ilustram este post foram tiradas nessa altura, com uma mísera máquina de usar e deitar fora e o resultado foi aquilo que se vê. Muito, mas muito aquém da realidade observada.

segunda-feira, 2 de julho de 2007




Muros - Barca - Serra da Aboboreira - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Trabalhos em Curso

Ontem foi dia de trabalho nos muros da Barca. Os dias têm estado óptimos para este tipo de trabalho pois se estivesse muito quente seria impossível continuar com esta actividade já que, no sítio onde decorrem os trabalhos, não tenho nem uma sombrinha disponível!
O muro acima postado foi fotografado ontem e regista a evolução dos trabalhos deste ano. A outra ponta do muro, visível na segunda fotografia, foi recuperada durante as duas últimas campanhas e no meio há ainda uma selva que terá de ser desbravada. Gostaria de unir as duas pontas ainda este ano.
Ontem medi com passos o muro que já foi totalmente recuperado. Ufa! Já quarenta e oito passos de muro! O problema é que este muro é enormesco e o meu trabalho está muito dependente do tempo e da minha disponibilidade... que não é assim tanta como isso. Mas veremos.
Entretanto tive uma alegria. O Eugénio e a Paula, meus companheiros de "route" das grandes viagens em que papamos quilómetros, estiveram ontem na Barca e ficaram espantados com o aspecto ordenado e limpo da coisa. Não iam lá desde o ano passado e o Eugénio achou mesmo que eu já tinha acabado o muro todo tudinho de tão organizada lhe pareceu a propriedade.
Lá lhe demonstrei que não. Mas obrigada, Eugénio, a intenção é que fica!
E, paulatinamente, a coisa vai!

domingo, 1 de julho de 2007



Nevoeiro - Barca - Carvalho de rei - Amarante
Fotografias de Artur Matias de Magalhães
Ainda a Propósito de Nevoeiro
A Barca, estando num local elevado da Serra da Aboboreira, proporciona-nos muitas manhãs de nevoeiro, mesmo em pleno Verão, como foi o caso de hoje. Mesmo com tempo muito quente, não é raro olharmos para o vale coberto de um manto branco, enquanto na Barca já o sol vai alto.
O interessante de sítios como a Barca é que, estando sempre iguais a si próprios, vão apresentando diferentes matizes e cambiantes ao longo dos anos. Ora mais sombrios, ora mais luminosos. Tal como nós. Permanecendo estruturalmente os mesmos vamos variando ao longo dos dias, ao longo dos anos, corrigindo trajectórias e percursos. Daí a importância dos caminhos. Ora mais sombrios, ora mais luminosos.

Nevoeiro - Barca - Serra da Aboboreira - Amarante
Fotografias de Artur Matias de Magalhães
 
Nevoeiro
Hoje acordei de forma completamente atípica. Fui abanada, às sete da manhã, pelo meu sobrinho Rodrigo que me ordenou um "Acorda!". Acho que nem cheguei a abrir os dois olhos, levantei um pouco a cabeça e lancei-lhe um "Está calado!" enquanto me virava para o outro lado. Senti-o a andar pelo quarto e a abanar o A do outro lado da cama e pelos vistos resultou porque o A levantou-se, tomou o pequeno almoço e foi com ele passear para o monte. Acho que o rapaz quis ir ao ponto mais alto da propriedade que, à hora de saída para tão invulgar passeio, estava ainda envolto na bruma. Andaram monte acima, monte abaixo, rompendo o nevoeiro, por vezes denso, com que fomos brindados neste dia 1 de Julho.
Não paro de pensar como este governo tem sido eficaz na governação!!! Noutros anos por esta altura era ver incêndios e mais incêndios que se podiam avistar da Barca em todas as direcções. Pois este ano ainda nem um! As medidas preventivas do governo estão a resultar em pleno.
Ai, o que seria de nós sem eles?!!! Sem os políticos?! 

sábado, 30 de junho de 2007

G.N.R.

G.N.R.

O Grupo Novo Rock formou-se em Setembro de 1980, no Porto, cidade à qual permaneceu ligado pelo coração. (Se dúvidas houvesse quanto a esta ligação afectiva elas ficariam desfeitas ao escutarmos "Pronúncia do Norte").
Com uma composição inicial diferente, a banda é, hoje em dia, formada pelo Grande Rui Reininho, vocalista, Tóli César Machado, bateria e Jorge Romão, baixo.
Tive oportunidade de assistir a um concerto dos G. N. R., na nossa vizinha cidade de Vila Real, aí pelos idos anos de 1986. Levei a J porque é de pequenino que se torce o pepino e assistimos a um Rui Reininho espectacular, em palco. Não voltei a ver os G.N.R. em concerto mas continuei a comprar os cd`s que foram saindo e as suas músicas continuam a acompanhar-me nas grande viagens! Letras como " Dunas", "Efectivamente" e "Popless" são letras que ainda hoje continuo a cantar de cor.
Gosto particularmente de Rui Reininho.
Passados todos estes anos continua irreverente e criativo. Aliás Rui Reininho sempre teve a criatividade a rebentar-lhe por tudo quanto era poro!
Como este país precisava de mais gente assim!

É que o tempo em Portugal tem estado tão cinzento e amaçador! E se por acaso e por azar se ouvem notícias ou se folheiam as páginas de um jornal... borrasca!...
Acho mesmo que vem por aí borrasca!

E não resisto a acrescentar: "Ao longe a barca louca perde o Norte."

Grupo Novo Rock - Tirana

Grupo Novo Rock - Tirana
Rui Reininho

Tirana é um lugar Quem sabe?
Difícil de encontrar
E tirar à sorte e dar
Avançar retirar
Tirana é uma menina Foi
Muito sedutora
Atirar à sorte P'ro ar
Sem o intuito de acertar
2x3=6 multiplicar somar
carne p`ra canhão
investir
3-2=1 é só subtrair
aprender a dividir para
poder reinar
depois
Tirana é só sofrimento Foi!
É ferida e unguento
Tirana é sincera
Mas só por um momento
Tirana é um bom nome Foi!
Para quem não sentiu fome
Se ela ainda te enganar
Não vais partir e podes cá ficar

Animais da Barca - Os Lagartos da Dianita


Lagarto - Barca - Aboboreira - Amarante
Fotografia de Artur Matias de Magalhães

Animais da Barca
Os Lagartos da D.

Mais um lagartito para a minha D. Antes que ela me chame de novo à pedra, como fez com o "post" sobre a sua turma, que sairá um dia, sem data e hora previamente marcadas.
É que estive a falar com ela no messenger e informei-a deste lagartito, que me parece que está mesmo a olhar para ela, com um olhar frágil, quase como quem pede um colinho bom!
Dás-lho, D?

sexta-feira, 29 de junho de 2007

O Mar e Tu

O Mar e Tu

Sendo eu um animal terrestre não deixo nunca de apreciar o mar. Continuo com a voz belíssima de Dulce Pontes que desta vez se juntou à excepcional voz de Andrea Bocelli. Momentos de rara beleza também proporcionados pelo vídeo clip que me fizeram lembrar o deserto e o mar, a sua relação amorosa e o texto que escrevi " suis je?" sobre a minha praia no deserto.

Canção do Mar

Canção do Mar

Muros e Flores





 Muros e Flores - Barca - Aboboreira - Amarante - Portugal
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Muros e Flores

Os meus muros, talvez reconhecidos pelos carinhos que lhes vou dispensando ao longo do ano, continuam a brindar-me com explosões de cor super variadas.
Domingo passado, foi dia de limpeza dos ditos. Pela segunda vez feita, desde o começo da Primavera, limpei-os. Não é normal as ervas e as silvas crescerem tanto, mas este ano continua anormalmente chuvoso e é ver os silvados florescerem descontrolados, quais políticos neste jardim à beira-mar plantado! Estripados de ervas daninhas e silvados, os meus muros, na quarta-feira, estavam esta beleza comprovada pelas fotografias que ilustram este "post".
A Natureza mais não faz do que seguir o comportamento dos homens. Se te esforças por espalhar coisas boas à tua volta recebes isso mesmo de volta das pessoas que te rodeiam. Se pelo contrário fomentas as discussões, as invejas e os ódios receberás isso em troca.
Ora com a Natureza passa-se exactamente a mesma coisa e a única coisa que faço é eliminar as plantas indesejáveis para deixar florir em todo o seu esplendor todas as que me interessam. E faço isso também com as pessoas. Arranco da minha vida as ervas daninhas. E os meus muros brindam-me com cachos e cachos de flores diversas. E os meus amigos brindam-me com lembranças sem fim. Obrigada Helder, pelas boas conversas que temos tido. Obrigada, Helder, pela prenda tão apropriada de um Tchador e pelo incentivo para uma próxima ida ao Irão. Obrigada, Carlos Afonso, pelo apoio a esta "autora" que por acaso é também uma "velha" amiga.
Já aqui postei este muro vestido de flores rosa e de flores brancas. Chegou a vez das flores roxas, amarelas e ainda rosa forte, em múltiplos cambiantes.
Como eu gosto.
 
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