Morocco From Above
Saudades da beleza surreal destas terras sem fim.
O meu blogue sou eu...mas eu não sou o meu blogue...
Saudades da beleza surreal destas terras sem fim.
E já saímos do top do risco extremo em termos de propagação da COVID-19. Por aqui, pelo concelho de Amarante, devagar, devagarinho, entramos agora em risco muito elevado sendo que todas as restrições se mantêm tal e qual como se nos mantivéssemos em risco extremo.
Ou seja, no nosso dia-a-dia, todo o cuidado será pouco...
Confira aqui.
É o Youtuber mais novinho da família, ainda é pequenino, e estreou-se com um vídeo em que partilha uma experiência engraçada em que faz uma espécie de lava... falsa, claro!... com apenas quatro ingredientes.
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A lista está incompleta, aviso desde já, pois peca por omissão no que a Amarante diz respeito já que a Escola Básica de Amarante continua com amianto nas coberturas apesar da intervenção realizada durante o ano lectivo transacto e que culminou na retirada das coberturas com amianto dos pavilhões 1, 2, 3 e 4, faltando agora grande parte da cobertura do pavilhão central, do pavilhão 5, do pavilhão de desporto e faltando ainda para lá uns telheiros, tudo com coberturas contendo amianto, espalhados pelo recinto.
De resto... falta saber se o linóleo, todo estuporado, que reveste quase todo o chão das salas de aula não conterá também amianto, mais alguma pintura nas paredes que por lá há e mais o resto que não se vê porque uma construção com mais de quarenta anos de idade pode ser uma autêntica caixinha de surpresas.
Pode consultar a lista, incompleta, clicando aqui.
Nota - Por cá, a responsabilidade destas obras é agora municipal. Esperemos que a autarquia local esteja à altura das suas responsabilidades e que a Associação de Pais consiga ter voz para exigir uma escola segura para os seus filhos/educandos. É o mínimo, já que financiamento... há!
Anteontem andávamos de manga curta ao sol e ainda não tínhamos tido direito nem a unzinho dia de frio a sério. Entretanto, ontem nevou. E hoje, aproveitando a manhã de liberdade, foi dia de fazer uma criança feliz pelos caminhos da Serra da Aboboreira e de pensar que Natal que se preze é Natal com neve... e sem COVID!!!
Por aqui, o frio que se faz sentir desde ontem relembra-nos que o Natal está aí à porta e que este vai sendo o tempo de retirar as decorações natalícias dos caixotes de arrumação para que voltem a brilhar, piscando, nas belíssimas varandas aqui da rua.
Esta rua, sendo que é uma das mais antigas ruas de Amarante, continua a não ter direito a iluminação de Natal colocada a mando da autarquia. Tempos houve em que vi este facto como uma discriminação. Hoje, confesso, vejo-o como uma oportunidade.
Os dias passam e nessa passagem dão lugar às semanas que se seguem umas às outras e, por aqui, continuamos na zona pintada a vermelho carregado, o que significa que continuamos em zona de risco extremamente elevado e mais elevado do que este não há relativamente ao perigo de contracção da doença COVID-19.
Se pensarmos que continuamos no pódio europeu deste risco, mais concretamente em terceiro lugar, talvez isso nos faça reflectir um pouco e tomar consciência que todos os cuidados são poucos e que não podemos baixar a guarda contra o estuporado que nos virou a vida do avesso e a deixou de pernas para o ar.
Vale a pena relembrar, máscara na cara, desinfectante nas mãos, distanciamento social e arejamento dos espaços... e nada de abrir o flanco ao SARS-CoV-2... sim?
Um dia escrevi neste blogue, hoje apenas adapto, que sou Anabela, Anabela Maria, Anabela Queirós, Anabela Magalhães, Anabela Matias, Anabeluska, Anabelinha, Belinha, Bela e até Pilrotinha... para o Padre Pacheco. Sou Mulher, Mãe, Avó Morcega, Avó Morcega e Voadora, Vovó, Madrinha, Tia, Tia Abuelita e até Tia Condessa para o meu querido sobrinho Pedro Magalhães... porque sou a mais chique... eheheh... diz ele. Sou Professora, Senhora Professora, Stora, Senhora Doutora e até Sora. Sou Ceguinha para o Eduardito e Lara Croft para os alunos do meu 9.º F.
Sou a "Minha Menina" para aquela que foi a minha Professora de Português um dia e Menina, na minha rua, para o Senhor Manuel. Sou Princesa do Tâmega, Morcega para a minha amiga de infância Isabel Vasconcelos, Madrinha de Guerra para o Hélio Matias e Parteira do Em@ para a Emiliana Silva. Sou Escorpião, Escorpiãozinho, Escorpiona e Escorpião Azul para o Hélder Barros. Sou Melga, Turista, Miss PowerPoint, Menina das Páginas Web, Fadinha do Campo, Fadinha da Quelha... e serei sempre a Rainha da Calceta para o eterno Tó Abreu ... e também tenho os meus dias de Exauridinha... para o Paulo Santos Silva. Sou Fogo que Arde e, atenção!, que se vê e mais uns quantos epítetos que eu vou colecionando sempre de forma prazenteira. Ah... e continuo Moça.... para os mais íntimos... e, já agora, continuo a trepar paredes desde que nasci.
Mas hoje, confesso, recebi o mais original e improvável de todos os epítetos que uma pessoa pode receber, motivado pela partilha do meu trabalho, agora muito às voltas com as salas de aula virtuais.
Existo... eheheh... e sou "uma malga de verde tinto que dá miragens"... a acreditar nas palavras da Elisabete Ribeiro da Silva.
O meu trabalho, na vertente produção de materiais pedagógicos próprios, começou imediatamente a seguir à minha primeira colocação na extinta Educação de Adultos. Sem manuais, tinha de ir produzindo materiais à medida que deles necessitava, improvisando, por vezes martelando numa velhinha máquina de escrever, fotocopias para aqui e para ali, corta e cola, junta uns acetatos e junta uns slides et voilá! Eram os anos oitenta... ainda eu não sonhava que grande parte da minha vida profissional seria passada à frente de um computador, a teclar forte e feio, produzindo PPTs, páginas web, blogues profissionais e, mais ultimamente, salas de aula virtuais, tudo arrumadinho num Padlet, tudo organizado por ordem cronológica, como convém a quem é de História, e onde partilho todo o meu património feito de materiais pedagógicos, abertos e, portanto, não codificados, tudo à distancia de um clique nesta net que também consegue ser um espaço de partilha e que consegue ser coisa maravilhosa caso as pessoas estejam dispostas a fazer bom uso dela.
Por estes dias de paragem lectiva, andei às voltas com a reciclagem das minhas aulas sobre uma das fabulosas civilizações clássicas, neste caso a grega, da qual somos enormemente devedores.
Duas estão já partilhadas. A última está a caminho.
Pode acompanhar o meu trabalho clicando aqui.
Nota - Ainda me falta colocar o meu bitmoji a falar... mas lá chegarei um dia!
Portugal, não temas, nas escolas, a deriva e o abandono nos/dos altos postos de comando. É verdade que eles por vezes ameaçam, baixinho, bem o sei, mas, na prática, ficarão todos nos seus postos até à impossibilidade mais impossível.
Portugal, também não temas, nas escolas, a deriva e o abandono nos/dos baixinhos postos de comando. É verdade que eles por vezes ameaçam, baixinho ou ruidosamente, bem o sei, mas, na prática, ficarão todos nos seus postos até à impossibilidade mais impossível.
Afinal, o que é um SARS-CoV-2 se comparado com tanto sapo obeso já engolido a mando da tutela?
Covid-19. Professores dizem estar exaustos, diretores de escolas ponderam abandonar o cargo
O Natal e o Comércio Local - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães
O Natal e o Comércio LocalAmarei sempre o Natal. E amarei sempre o Comércio Local, aquele que me aquece a alma ao percorrer, sempre a pé, as belas ruas da minha cidade, hoje a viverem tempos difíceis de pandemia ao rubro, mas onde as pessoas não desistem, não baixam os braços e se empenham no aconchego que nos entra pelos olhos dentro através das belíssimas montras de Natal que se podem admirar por aqui.
Quem lê este blogue há mais tempo sabe bem que eu não sou uma adepta das grandes superfícies, que não frequento, que sou uma muito minúscula frequentadora de centros comerciais, já que raramente ponho lá os pés e que, pelo contrário, vou procurando fazer as minhas compras pela minha cidade já que abomino, a cada dia que passa mais, meter-me num carro para fazer quilómetros com o fito de fazer compras numa outra cidade que não a minha.
Assim, estes são os dias que antecedem o Natal, época determinante para a sobrevivência deste comércio de rua que é local, que promove o auto-emprego e mesmo o emprego de outros residentes neste concelho que por sua vez vivem e consomem predominantemente, espero, por aqui, dias determinantes para a sobrevivência de quem vive e trabalha e paga impostos aqui mesmo, uns locais outros nacionais, de qualquer modo dias importantes para quem, lucrando localmente, não drena os seus lucros para bem longe daqui como fazem muitos tubarões, e eles bichos que me desculpem, importados unicamente com o lucro das suas mega superfícies e muito pouco importados com a coesão social.
Posto isto, amarei sempre de forma muito especial o Natal e o comércio local também pelas memórias de infância que guardo em mim... ai que tentação infantil a loja do Sr. Rebelo, o cheiro a doçaria natalícia, o calor íntimo das casas em longas reuniões familiares alargadas, as árvores de Natal e os presépios, os passeios em família pelas ruas desta cidade que hoje continuo a percorrer sem nunca me cansar e sem vacilar.
Acredito que serão cada vez mais as escolas que se juntarão ao lote das pioneiras que adoptaram, desde a primeira hora, boas práticas junto de toda a comunidade escolar, em termos informativos sobre a COVID-19.
E as boas práticas serão sempre, neste campo, as informações fidedignas e oportunas que se prestam e são partilhadas com toda uma comunidade educativa que vive mais ou menos ansiosa, mais ou menos preocupada, mais ou menos tranquila, mais ou menos aflita, mais ou menos consciente de uma realidade omnipresente no nosso dia-a-dia profissional e no particular também.
O meu agrupamento juntou-se a este lote. Só posso ficar satisfeita por isso.
A palavra ao S.TO.P:
GREVE POR SEGURANÇA E QUALIDADE NAS ESCOLAS
Apesar da narrativa do governo, em muitas escolas não estão garantidas condições de segurança (e de qualidade de ensino) para os alunos, Profissionais de Educação e respetivas famílias. Mesmo com uma espécie de “lei da rolha” que existe em muitas escolas e de se evitar ao máximo realizar testes nas escolas (mesmo aos contactos próximos de infectados), em Portugal o grupo etário dos 10 aos 19 anos (idade escolar) é claramente aquele onde o aumento de casos COVID-19 tem sido mais expressivo (um aumento de 142%!). É difícil não relacionar estes números com as medidas insuficientes e assimétricas que estão a ser aplicadas nas Escolas (tanto em termos preventivos como de atuação face a casos de infeção de COVID-19). Após 2 meses do início deste ano letivo continuam milhares de alunos sem professores de várias disciplinas e também ainda faltam milhares de assistentes operacionais nas Escolas, estes que são particularmente essenciais para garantir a higiene/segurança neste contexto de pandemia. E o governo continua sem uma resposta urgente e uniforme para estes e outros graves problemas que se vivem em muitas escolas e que criam um sentimento de insegurança crescente. Tendo como base os resultados do recente inquérito independente realizado em parceria com o ComRegras, Blog DeAr Lindo e Vozprof (onde 80% dos que participaram foram favoráveis à greve), o S.TO.P. avança para a greve. Esta greve é dirigida a todos os Profissionais de Educação (pessoal docente e não docente) que não sintam segurança na sua Escola (para si e os seus alunos) e pretende exigir medidas concretas para que os nossos alunos possam aprender em segurança numa Escola de qualidade para todos e em condições de igualdade em todo o país nomeadamente:
– um protocolo igual em todo o país que torne uniformes as medidas a adotar perante infeções da COVID-19 nas escolas (com testes para todos os contactos próximos, incluindo os da escola). Uniformizar também os procedimentos de prevenção da COVID-19 em todas as escolas nomeadamente a medição da temperatura corporal a todos os elementos da comunidade educativa à entrada dos Estabelecimentos Escolares bem como a utilização de separadores acrílicos entre alunos e alunos/professores dentro da sala de aula. NÃO ACEITAMOS QUE EXISTAM ESCOLAS DE 1.a E 2.a!;
– transparência total dos reais números de casos COVID-19 em cada escola. Pelo fim de uma espécie de “lei da rolha” que muitas escolas estão a aplicar, tentando esconder nomeadamente dos profissionais da educação e dos encarregados de educação os casos de infeções que vão surgindo. A sociedade tem direito a saber o que realmente se passa nas nossas escolas e não é com “secretismos” que as Escolas ganham confiança das comunidades educativas;
– a contratação efetiva (e sem precariedade) de todos os profissionais de educação (pessoal docente e não docente) realmente necessários para acompanhar devidamente os nossos alunos. Também é fundamental a valorização destes Profissionais da Educação (em particular do pessoal não docente) cada vez mais essenciais para a segurança e bem-estar dos nossos alunos e de todas as comunidades educativas;
– um regime de proteção aos Profissionais de Educação inseridos nos grupos de risco definidos pela DGS em contexto da atual pandemia;
– iniciem efetivas medidas urgentes de rejuvenescimento da classe docente e simultaneamente de atração de jovens para esta profissão e dos muitos que foram forçados a desistir de o ser (nomeadamente o fim da injustiça dos colegas lesados na Segurança Social, criação de subsídios de alojamento/transporte para docentes deslocados e a vinculação imediata dos professores contratados efetivamente necessários para o sistema educativo);
– uma significativa redução do número de alunos por turma que, além das vantagens no contexto atual da pandemia, permitiria uma melhor qualidade de ensino particularmente quando todos reconhecem que as aprendizagens de milhares de alunos foram severamente comprometidas no 3.oPeríodo.
Todas estas medidas, em última instância, defendem o direito dos nossos alunos aprenderem em segurança numa Escola de qualidade para todos e em todo o país. Isto é manifestamente incompatível com profundas assimetrias regionais, turmas enormes e Profissionais de Educação esgotados, desmotivados e profundamente desrespeitados.
Pré-avisos de greve já entregues: https://sindicatostop.pt/pre-avisos-de-greve-4/
Ver aqui.
E agora, da minha lavra, acrescento ainda e relembro a Greve de Professores que já está em curso, desde o dia 27 de Outubro, ao Sobretrabalho nas escolas, marcada pela FENPROF que, acrescento ainda, deverá marcar uma outra greve para os próximos dias, mais concretamente para os dias 9, 10 e 11 de Dezembro, caso o Ministério da Educação não passe cartão a esta central sindical e não reúna, como de resto é de lei, com os representantes dos professores. Ora, quem está atento a este ministério sabe que isto é o mais certo. Certo?
É muito bela e, volta e meia, quando falamos sobre ela em sala de aula, sugiro aos meus alunos que realizem uma pesquisa para, posteriormente, escreverem os seus nomes próprios, fazendo corresponder a cada particular letra do alfabeto o hieróglifo adequado.
Realizado este trabalho, os alunos só têm de o colocar nos seus portefólios digitais que constituem os diários de bordo de todo o trabalho desenvolvido em sala de aula, e fora dela também, no que à disciplina de História diz respeito.
Hoje resolvi fazer uma pequenina brincadeira com as duas imagens captadas durante a última aula e já que estamos a aproximar-nos a passos largos do Natal... acrescentei-lhes um efeito especial de neve!
E é isto. Porque a nossa vida profissional tem muitas variantes, lombas, buracos e múltiplas curvas de estrada que é necessário vencer.
Tão bonito e tão comovente para os dias que vivemos. E tão educativo também.
Muito embora o muro presente nas várias fotografias seja sempre o mesmo, e seja o que dá suporte à terra do meu maior campo na Serra da Aboboreira, a verdade é que há uma distinção bem grande a fazer entre as duas primeiras fotografias e todas as que se lhes seguem - é que a parte do muro fotografada hoje de manhã, nas duas primeiras fotografias, foi acabada há mais de uma década e os musgos, os fetos, os líquenes e demais plantas e plantinhas tomaram conta do dito cujo por igual já não se distinguindo a parte que já lá estava, e que é sempre a das pedras grandes, da parte que foi por mim terminada, a das pedras mais pequenas que o fazem subir ao nível da terra do campo que ele sustenta. Consequentemente, nas cinco fotografias que se seguem a estas duas primeiras, nota-se muito bem o meu trabalho de força e de paciência para terminar o que não estava terminado. Afirmei um dia, neste blogue, que detesto coisas inacabadas e que terminarei estes muros, as minhas muralhas da China, um a um.
Este é gigantesco e não o terminarei tão cedo. Mas, nunca desistindo, porque parar é morrer, garanto-vos que está já acabada uma extensão de sessenta e oito passos, bem medidinhos, hoje, pela manhã.
Está a ser obra! E excelente para dias de confinamento.
Todas as sextas-feiras, numa Escola muito decente perto de si ou a Escola a fazer o que tem de ser feito.
E ainda bem que a GNR, já de atalaia porque esta vergonha é recorrente, chamada ao local pelos comerciantes e não só nem demorou um segundo para impor a ordem na casa Amarantina, por estes dias pintada a vermelho rubro.
Estamos lixados, estamos bem lixados, é o que é!
E não há que saber - Controlaremos o estuporado... não vos parece?