sábado, 19 de julho de 2008

Reencontro com a História


Rapaziada de História - Salamanca - Espanha
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Reencontro com a História

um apontamento de "post".

A rapaziada de História, da ESA, está sob control0.

sexta-feira, 18 de julho de 2008


Sexo? Mosaico Romano - séc. IV d. C. - Museu de León
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Sexo

Garanto que este blogue não vai descambar para nada a exigir bolinha no canto do post e também não se vai ouvir nada a exigir uns piiiiiiiiiiiiiiiiiissssssssssssss.
É apenas uma experiência que aqui deixo para o vosso e meu fim-de-semana e que retirei do blogue do Zé que, coitadito, está lá pela Noruega, sim, com a menina do forcado, e vai daí deu-lhe para estas coisas.
A experiência é muito, muito simples e consiste em colocar a palavra SEXO no título do dito postezito e monitorizar, ai o que eu gosto desta palavra que já ouço lá pela ESA!, as entradas neste blogue.
Confesso que fiquei com curiosidade de ver o que acontece. Como o meu recorde de entradas é de trezentas e tal, depois confirmarei o número exacto, a ver vamos se baterei o meu recorde só com este truquezito.
Desafio os meus leitores que estão na blogosfera como bloggers a fazerem o mesmo!
Bolas... e agora ocorreu-me... serei mesmo um bocadito mafarrica?!

Nota - Agora não tenho mesmo tempo de postar uma fotografia. No meu regresso... talvez? Quiça?!

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Radiohead - House of Cards

Aqui deixo os Radiohead num clip fabuloso roubado ao Clap.
Música para o fim-de-semana, é o que eu vos dou.

I don't wanna be your friend
I just wanna be your lover
No matter how it ends
No matter how it starts
Care about your house of cards
And I'll deal mine
Forget about your house of cards
And I'll deal mine
Fall off the table
Get swept under

Denial, Denial

The infrastructure will collapse
From vaulted spikes
Throw your keys in the bowl
Kiss your husband good night
Forget about your house of cards
And I'll deal mine
Forget about your house of cards
andI I'll deal mine
Fall off the table
Get swept under

Denial, Denial
Denial, Denial

Your ears should be burning

Denial, Denial

Your ears should be burning



Mosaico Dois Furos

E foi assim que fiz outro mosaico, desta vez com dois furos. Se fizer um terceiro será que me sai com três furos?
Vou pensar no assunto.

Ah! Alterei as minhas respostas aqui e ali! Kakakakaka


Mosaico

Este mosaico foi criado segundo instruções dadas pela Passiflora. Presumo que um código não esteja a funcionar já que me saiu com um buraco branco - ainda bem que não foi um buraco negro! - no meio destas fotografias tão catitas e escolhidas a dedo na primeira série de imagens que me apareceu.

As perguntas eram:

1.O seu primeiro nome?
2.Comida preferida?
3.Em que escola estudou?
4.Cor favorita?
5.A sua «celebrity crush»?
6.Bebida preferida?
7.Férias de sonho?
8.Sobremesa preferida?
9.Carreira de sonho?
10.O que mais ama na vida?
11.Uma palavra para se descrever?
12.Nome de utilizador do Flickr (se não aparecer nenhum resultado, usem um de outro site qualquer)

Dão-se alvíssaras a quem deslindar o puzzle!
E amanhã faço outro sem buraco... espero!
E passo o desafio à Carmo, ao Helder, ao Raul, ao Rui Galego, à Maria, ao Maracujá, à Vera, à Inês, ao Xico e ao Camões.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Petição

Visite o Blog Mobilizaçãoeunidadedosprofessores e, se concordar, assine a petição pela revogação dos novos requisitos de aposentação. Para assinar a petição não precisa ser professor, por isso esteja à vontade.
Deixo apenas três exemplos retirados do blogue do Ramiro Marques, ProfAvaliação, das injustiças criadas pela Lei nº 11/2008 de 20 de Fevereiro.

"1. Quem iniciou funções em 1971, com 18,5 anos, tem uma carreira contributiva de 45 anos. Tem de trabalhar mais 8 anos e só pode aposentar-se em 2016.
2. Quem iniciou funções em 1975, com 20 anos, tem uma carreira contributiva de 45 anos. Tem de trabalhar mais 12 anos. Só pode aposentar-se em 2020.
3. Quem iniciou funções em 1975, com 28,5 anos, tem uma carreira contributiva de 33 anos."

Se compararmos estas carreiras, cheias de anos de labuta, com as carreiras de ex-políticos, que trabalham aqui e ali meia dúzia de anos e se reformam, ou lá o que é, com pensões vitalícias chorudas a mim já só me dá vontade de chorar.
Este país não é sério. Os políticos deste país andam a gozar forte e feio com a "populaça"!
E um dia destes vamos ter chatices sérias.
Eu, que nem penso ainda em reforma, e que sei que a reforma me espera - esperará?- aos 65 anos, não posso deixar de apoiar os meus colegas colocados nesta anormal situação.
E assim sendo, assinei a petição.

Fada-Madrinha-Mafarrica - Barca - Aboboreira
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Fada-Madrinha-Mafarrica

O Clap, sim, o tal que espalha o caos pela blogosfera, chamou-me de Fada-Madrinha-Mafarrica no seu blogue. E eu, apanhada de surpresa, pergunto:

- Eu?!!!!!!
- Fada-Madrinha-Mafarrica?????!!!!!!!!

Gastos Energéticos



Gastos Energéticos

Ando preocupada com os gastos energéticos mundiais. Vai daí também ando preocupada com os gastos energéticos desta casa. Não porque gaste de facto muito em energia, mas porque acho que posso gastar bem menos.
Assim sendo, hoje foi dia de passar das palavras aos actos, e fui-me abastecer de lâmpadas economizadoras classe A, que poupam 80% de consumo de electricidade.
As lâmpadas até são catitas, com uma espiral tubular branca e podem emitir luz branca ou amarela segundo os gostos pessoais e os locais a que se destinam. Podem ser de casquilho grosso ou fino, curtas ou compridas, com tubos em espiral ou direitos e com potências para todos os gostos. Fica à vontade do freguês.
Bom, eu já mudei as de cá de casa. Agora vou ficar a pensar o que posso fazer de seguida para atenuar o massacre do planeta que eu amo.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Lionel Neykov - In The Sunshine

Já apresentei este menino talentoso neste blogue e afirmei, à época, que ia ficar de olho nele. Hoje foi dia de descobrir mais uma novidade musical deste americano, no YouTube.
Partilho-a com todos os que gostam de sol a brilhar na sua vida e que lutam para o ter. Vá lá... e com os outros também!
E dedico-a à S, desde ontem "at home".


Sem dúvida A - Akakus - Sahara - Líbia
Fotografia de Artur Matias de Magalhães

Os A e os B

Li este texto no blogue Terrear, de Matias Alves, no passado mês de Junho. O texto é interessantíssimo e traça uma dicotomia, onde está presente o humor, entre pessoas de tipo A - esforçadas, inovadoras, generosas, entusiastas, sensíveis, lutadoras, optimistas, sacrificadas, trabalhadoras, corajosas - e pessoas de tipo B - as que não querem que se mude nada porque prezam acima de tudo as suas rotinas bem oleadas, decoradas, mecanizadas, automatizadas.
O texto é um pouco longo mas vale a pena ler com atenção.

"En todas las instituciones se produce un curioso fenómeno que consiste en la fagocitosis de aquellas personas que desean esforzarse (las llamaremos personas A) por parte de quienes no quieren hacer nada para innovar y mejorar lo que se hace (las calificaremos de personas B). Los innovadores ponen en entredicho a los comodones porque, con su conducta y actitud rompen su apacible tranquilidad.
A los B no les resulta fácil destruir el signo “mejor que”, manifiestamente interpuesto entre las propuestas comprometidas de los A y su palmaria pasividad. Pero a quien sí pueden destruir es a los A. Existe una colección de afilados cuchillos para matar a estas personas entusiastas. y trabajadoras. Eliminándolas, se destruye a la vez su causa. Mencionaré solamente algunos cuchillos.
- El A tienen problemas afectivos. No es que desee mejorar la institución sino que no quiere llegar a su casa porque se está separando, o no tiene hijos, o es muy raro. Esta es la reflexión última de un B: “Todos somos raros, menos tú y yo. Incluso tú eres un poco raro”. Si el A está tarado (o tarada, que el género como en todas las dimensiones de la vida, también está aquí presente), ¿por qué le vamos a hacer caso?- El A persigue fines ocultos y perversos. Quiere sobresalir, adular a sus jefes o, lo que es peor, hacer méritos para escapar de la institución. Le pasa al A lo que le sucedió a aquel soldado que cavó una trinchera tan profunda, tan profunda, que le declararon desertor.- El A es muy jovencito. Tiene una ingenuidad asombrosa, casi ridícula. Todavía no ha madurado. No sabe de lo que va esto. (El cuchillo puede funcionar de forma inversa cuando el A es un veterano y el B es un joven que achaca al primero el ser tan tonto como cuando era joven).- El A es de Izquierda Unida. Es un visionario que no sabe por dónde van los tiros. No ha entendido cuáles son las reglas de juego de esta sociedad meritocrática, competitiva y eficientista. Es un “progre” desinformado e iluso.- El A no sabe que esto que propone ya se intentó hace tiempo sin éxito alguno. No sólo sin éxito sino con repercusiones nefastas para la comunidad, porque la dividió de manera innecesaria entre defensores y detractores de la innovación.
- El A desea que le hagan un monumento, que le dediquen una calle o que le regalen “la tiza de oro”. Piensa que va a heredar la institución, que le agradecerán eternamente todo lo que pretende hacer, lo que ya hizo y lo que ahora mismo está haciendo
Hay muchos más cuchillos. Los B suelen saber manejarlos con maestría. En unos minutos pueden organizar una tremenda escabechina. El problema se agrava cuando el Director/a de la Institución (o incluso el Inspector/a) son también personajes tipo B, puestos ahí para defender la tranquilidad de sus semejantes. “Que no haya problemas”, es su gran lema.
En la micropolítica de las instituciones este mecanismo es perverso porque la cultura crea modelos. En toda institución, además de los A y de los B, están los C, los D., los E., los F, etc. Y, en este caso, está muy claro que el modelo, el personaje de referencia es aquel que no tiene problemas afectivos, que no es un prófugo, que no es un jovencito iluso (o un veterano inmaduro), que no es de Izquierda Unida, que aprendió de las experiencias y que no busca una gloria vana…. Es decir, un B.
Existen pantalones y chalecos para protegerse de los los cuchillos. La marca más eficaz es la pertenencia a un grupo de trabajo cohesionado y comprometido. Aún así, habrá puñaladas, pero también existen pócimas que suelen poseer los amigos y familiares, las personas que de verdad nos quieren. Esta sana reacción desconcierta a quienes pensaban que habían acabado defnitivamenrte con un A:
- ¿No te habían dado a ti una puñalada?- Sí, era yo. Pero ya estoy recuperado. No voy a estar sangrando toda la vida.
El peligro de los A es hartarse. Pensar que es inadmisible no sólo no recibir compensaciones por un trabajo bien hecho sino ser el destinatario de cuchilladas múltiples,. muchas de ellas traperas. Es duro cavar una profunda trinchera para defender una causa. Pero es muy cruel ser detenido y castigado por hacerlo y, además, ser tachado de desertor.
Dejar de ser A no es sólo una desgracia para la institución. Es, sobre todo, una desgracia para el A. Porque va a dejar de ser feliz, va a dejar de ser generoso y entusiasta. Hay que ser A y jubilarse de A. Siempre me han producido admiración aquellas personas que, a medida que han avanzado en experiencia han ido haciéndose más entusiastas, más sensibles, más generosos, más sabios y más optimistas.
¿Qué hacer con lo B?, me preguntan algunos. ¿Los matamos?, añaden. No. No se puede (suelen ser muchos), no se debe. Hay que invitarlos a incorporarse a la buena causa. Algunos son B porque nadie ha contado con ellos para incorporarse la causa de los A. Lo que siempre pueden hacer los A respecto a los B es lo que decía Voltaire: “No hay mayor venganza sobre nuestros enemigos, que la de que nos vean felices”. Lo he comprobado muchas veces: aquellos que más trabajan, que más compromiso tienen con su institución, que son más generosos y sacrificados, suelen estar más felices. Curiosa paradoja. Me lo decía un profesor tipo A: “Yo no tengo la escuela que quiero (me gustaría una escuela más comprometida, más generosa, más entusiasta) y sin embargo me siento más feliz que aquellos que tienen la escuela que quieren (una escuela rutinaria, adocenada y acrítica)”.
Ya sé que he dibujado un panorama dicotómico que dista mucho de la realidad. Puede alguien pasar por la postura de A, B, C y D en una misma mañana. No es tan fácil levantar una invisible barrera que separa a buenos y a los malos. Pero creo que el esquema básico de este mecanismo fagocitador existe en todas las instituciones. Es importante conocerlo para no caer en las redes que constituye su trama."

Miguel Santos Guerra

segunda-feira, 14 de julho de 2008


Vestíbulo ao Ar Livre - Barca - Serra da Aboboreira
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Vestíbulo ao Ar Livre

Vestíbulo ao ar livre também se arranja na Barca.
O da fotografia serve-lhe, Clap?

Poupança - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Poupança de Recursos

Toda a mulher de farmacêutico sabe que depois de "acabarem" as pastas dos dentes, os cremes para o corpo, os cremes para as mãos, e outros produtos afins, os conteúdos dos frascos e tubos ainda não acabaram verdadeiramente. Muito pelo contrário. Vai daí, depois de cortados transversalmente com uma tesoura e bem aproveitados por dentro, pode ser até surpreendente o tempo de duração da coisa que muita gente deita de imediato ao caixote do lixo. De entre uma semana a mais de um mês, tudo é possível, dependendo das características do frasco ou do tubo. O corte dos tubos ou frascos faz parte das rotinas instaladas nesta casa, numa poupança de recursos indispensável nos dias que correm e que se vai colocar, a cada um de nós, de forma cada vez mais impositiva, durante este nosso século XXI.
O corte dos tubos ou frascos traz consigo uma tripla poupança. Poupam-se matérias-primas, reduz-se a poluição, poupa-se dinheiro.
Só vantagens e com um mínimo de trabalho.

domingo, 13 de julho de 2008

Caminhos







Caminhos - Barca - Serra da Aboboreira
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Caminhos

Hoje foi dia de acordar às seis e meia da manhã e começar a trabalhar bem cedo nos meus caminhos da Barca. O trabalho nos caminhos é muito moroso, não pelo empedrado em si, mas por tudo o que antecede o empedrado propriamente dito. De facto, muita volta preciso de dar até os meus caminhos tomarem forma. Depois de definidos os trajectos em longas contemplações, traçando percursos mentais, é necessário cortar todo o mato que ocupa o lugar onde serão colocadas as pedras para, posteriormente, de enxada na mão, alisar percursos, preparando o leito do empedrado. Segue-se a parte mais complicada, a que me dá mais trabalho. Esgotado que está o meu stock de pedras por ali perto, abasteço-me de pedras em sítios cada vez mais distantes, monte acima, monte abaixo, de carreta em punho, até juntar um bem pesado transporte. E aí vou eu de volta, monte acima, monte abaixo até chegar ao meu destino cada vez mais longínquo.
Chegada ao local a calcetar, é "só" colocar as ditas lado a lado e, com o material dos calceteiros, marretas, picos e afins, acondicionar as pedras até elas estarem exactamente como eu as quero.
O caminho que ilustra este post foi o resultado de uma manhã inteirinha de trabalho. Parece pouco, não é? E é. Mas os meus caminhos não têm fim.
Continuo a fazer os meus caminhos da Barca com o mesmo entusiasmo de sempre, ao som do chilrear da passarada da Barca. Os meus caminhos são intermináveis já que, quando acabo um percurso, aparece-me outro logo de seguida, a exigir ser feito.
Amo-os assim. Rudes e toscos como a Serra por onde eles serpenteiam.
E ando nisto há anos. Empreendimento interminável que me acompanha a vida desde os meus vinte e poucos anos, confundindo-se já, a esta altura do campeonato, com a minha própria vida.
Assim é. Assim será.

sábado, 12 de julho de 2008


Portas Abertas - S. Gonçalo - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Portas Abertas

As portas abertas permitem uma visão mais colorida e nítida sobre o mundo exterior. Gosto destes azuis que se escancaram em portas abertas sobre sardinheiras cor-de-rosa vivo.
As minhas sardinheiras também estão a colorir os meus dias.

sexta-feira, 11 de julho de 2008





Mãos de Professores de CEF`s - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Cardoso e Anabela Matias de Magalhães

Professores de CEF`s

Hoje foi dia das últimas reuniões de CEF`s. Estágio e prova prática final terminados, hoje foi dia de encerrarmos o processo das turmas que nos tocaram durante dois anos. A equipa, muito embora não seja exactamente a mesma para as três turmas, de serralheiros, carpinteiros e electricistas, mantém-se com um núcleo duro constante. Ora o núcleo duro, constituído pela Mafalda, Cristina, eu própria, Cardoso, Rui e Hélder, com um relacionamento muito afectuoso entre si, resolveu ir almoçar fora para fazer o balanço final das actividades desenvolvidas com os nossos meninos.
Vai daí lá fomos e colocámos a escrita em dia. Falámos do bom e do mau que é ter CEF`s, que não há bela sem senão, e recordámos visitas de estudo e aulas mais ou menos bem passadas, e mal passadas também.
E recordei a história do professor Rui baptizado, durante uma visita de estudo, por um serralheiro, de "Princezinha". Eu nunca mais quis outra coisa e agora o Rui é "Princezinha" para trás e "Princezinha" para a frente.
As dificuldades aproximam as pessoas e as turmas de CEF`s, não sendo nada, mas mesmo nada fáceis, fazem-nos estreitar o relacionamento, tornando-o mais íntimo e pessoal e, por isso mesmo, mais enriquecedor.
Foi o caso de hoje, com reuniões de manhã e de tarde e almoço e jogo da sardinha pelo meio.
The Big Hole - Líbia

Para eu observar nos próximos dias.
Para relembrar que quando se entra num buraco só há uma maneira de sair dele, sob pena de ficarmos por lá encurralados para todo o sempre.

quinta-feira, 10 de julho de 2008




Brincadeiras de Verão - Louredo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Brincadeiras de Verão
 
A Joana voltou de férias e com ela este meu sobrinho Rodrigo que é um postal ilustrado. Ontem combinámos com ele uma ida à piscina e o desgraçado, em pulgas, esteve à nossa espera, pronto, desde as 3 horas da tarde. E às 3 horas, como todos nós adultos sabemos, não são horas de colocar a nossa pele ao sol, que fará a de uma criança, mesmo se empastelada com protector. Vai daí fomos buscá-lo quase às 5, e ele abriu a porta todo equipado, de calções, mochila às costas, crocs nos pés, feliz por poder gozar as férias de Verão como convém, dentro de água, com a prima e a tia predilectas.
Deu gosto ver os primos a divertirem-se. Aproveitei para tirar umas fotografias, para a posteridade, destes saltos e bombas para a água, em que eu também participei.
Foi a minha primeira tarde a cheirar verdadeiramente a Verão, férias, descanso, longe de computador e de escola.

Auto-Retrato Azul - Louredo - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Auto-Retrato Azul

Devo confessar que só descobri este tipo de fotografia no seguimento do trabalho desenvolvido neste blogue.
Nunca me tinha fotografado a mim mesma, pelo menos que me lembre, mas o blogue espevitou a minha criatividade, que sempre foi muita, e agora é ver-me fotografar, a torto e a direito, tudo o que mexe e o que está quieto também. Assim sendo, a minha pessoa, ou a sombra dela, não podia escapar a este meu ímpeto fotográfico. São novas perspectivas, perspectivas improváveis e difusas de mim mesma, que estou a gostar de descobrir. E gosto particularmente dos resultados fotográficos.
Partilho este auto-retrato azul que me deu gozo fazer, ontem mesmo, em Louredo.

quarta-feira, 9 de julho de 2008


S. Gonçalo - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Titularidades

Ontem foi feriado aqui em Amarante. Foi um feriado triste, como sempre são, desde que me lembro, os dias em que se comemora a "elevação", para utilizar um termo muito caro aos politiqueiros locais, de Amarante a cidade.
O gosto pelas titularidades dos portugueses nota-se nas mais pequenas coisas. No "concurso" aberrante para titulares onde apenas pouco mais de meia dúzia de professores, com condições para "ascender" a este título, se recusou participar nesta perfeita palhaçada montada pelo ME. Na preocupação e pressa política que certos politiqueiros locais tiveram para alterar a condição de Amarante. E assim Amarante mudou de condição. De excelente vila, que o era, passou a uma merda de cidade, que tem vindo a morrer aos poucos, ano após ano, sem que os politiqueiros locais actuem no sentido de inverter a situação. Permitiram, uma após outra, a construção de urbanizações que se estenderam cada vez mais para as periferias da cidade, onde as pessoas permanecem em casas confortáveis com piscina e máquina de café, a bem dizer resorts autosuficientes, isolando-se cada vez mais, perdendo a pouca urbanidade que tinham e que se ia notando nos passeios a pé pela vila maravilhosa, no hábito da tertúlia no café. E as casas do centro histórico, vazias de gente, degradando-se mais um pouco a cada ano que passa. Contradições de um povo que não respeita o legado dos seus antepassados. Contradições de um povo que ama as titularidades. Contradições de um povo com mentalidade de novo rico. Contradições de um povo, que é o meu, pobre de espírito, que valoriza o Ter, e acima de tudo o Parecer, em detrimento do Ser.
Assim sendo ontem foi mais um dia triste, com o meu café fechado, o Largo de S. Gonçalo despovoado, as ruas desertas.
E chegava-me aos ouvidos a música vinda da florestal, do almoço oferecido pela autarquia, a todos os amarantinos acima dos 65 anos, da terceira idade dizem eles.
Lembranças de Pão e Circo. Tantos séculos já volvidos e continuamos nisto!
Hip Hop Marroquino

Amo esta fusão de sons e de culturas. Hip hop e música marroquina entrelaçados numa mistura improvável que, para mim, resulta melhor do que o hip hop genuíno.
Para escutar e ver que o mundo árabe não está propriamente petrificado. O mundo árabe também avança, ancorado na sua cultura tradicional, suportado pela sua cultura tradicional, que não é, nem pode ser, castradora. Aprecio isto.
O mundo árabe também avança em direcção ao futuro!
Excelente som vindo do Magreb.
Forte. Poderoso. Enérgico. Profundo.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Taras Masculinas

Toda a gente conhece estas taras masculinas que por vezes causam aos homens algumas chatices. Eu até já falei de uma delas, muito embora de forma pouco mais que sugerida, a propósito do meu post Epidemias II. Ora a publicidade, de que eu tanto gosto, não ia deixar de explorar este filão, já que é de um filão, inesgotável, que se trata.
Aqui ficam as taras e os efeitos colaterais delas. Sem mais comentários... apenas gargalhadas femininas... kakakakaka...kakakakaka...






Quelha dos Eirados - S. Gonçalo - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Quelhas III


Já postei a quelha dos Eirados durante o Inverno. Hoje posto-a com uma luz mais intensa e luminosa, vestida e adornada de Verão.
Continuo a percorrer e a explorar os pequenos recantos, das quelhas e das vielas, com gosto. São locais a descobrir, mais fechados sobre si próprios e sem grande movimento que, amiúde, nos presenteiam com surpresas agradáveis. Foi o caso desta mancha cor de fogo, desta trepadeira surpreendente caída sobre esta típica janela de guilhotina, modelo que ainda abunda neste centro histórico.
Foi lindo de se ver. Foi lindo de se percorrer.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Azul





Azul - Barca - Serra da Aboboreira
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Azul

Foi o tema de um dos meus primeiros posts. O azul, cor do céu, do mar, dos Jardins Majorelle e das minhas calças de ganga, continua a ser uma das minhas cores favoritas. Gosto tanto da cor azul que a estendo sistematicamente à loiça onde como, aos copos onde bebo, às cadeiras onde me sento, às blusas com que me visto.
Continuo a gostar de entrar no azul, seja nas minhas calças de ganga, nas minhas blusinhas com nós, laços, lacinhos e folhinhos, no mar ou no ar. Continuo a associar a cor azul a tempo de férias em praias e mares distantes, a voos desenfreados pelos ares fintando o branco das núvens, a deserto a morrer no azul azulíssimo do mar.

Ou será exactamente o contrário? Ou será que é o mar, azul, que morre, inteiramente rendido, inteiramente abraçado pelo deserto num abraço escaldante de morte?

domingo, 6 de julho de 2008

Bóias








Pecados - Iguarias - Amarante
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Bóias

Este fim-de-semana foi perfeitamente desgraçado para a minha boa forma física.
Festa de aniversário da minha sobrinha Cláudia, que comemorou já 23 anos, e da minha sobrinha Mel, que se tornou trintona! Até a ela lhe custa acreditar como o tempo passou depressa! Ontem uma miudita, hoje uma futura mãe, barriguda, quase a dar à luz!

E como resistir a iguarias por todo o lado, eu que sofro do pecado da gula?
Pois é claro... é que nem me esforcei!
Vai daí, estou que nem posso, com bóias aumentadas que só me poderão trazer uma vantagem. Se cair ao rio Tâmega não precisarei de nadar. Flutuarei automaticamente à custa das minhas bóias!
Assim sendo é caso para perguntar...
Bóias?
Mas é claro que bóias!
Nota - Bom poder regressar ao meu frigorífico, sem tentações de qualquer espécie, depois de dois dias de ausência.

sábado, 5 de julho de 2008




Pulpo, Pimentos Padrón, Andorinhas
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães

Post Culinário

E hoje vou fazer o tal do "post" culinário dedicado ao Rui, o Galego, que, coitado, afastado destas iguarias da sua pátria natal, sentirá decerto a sua barriguita aos saltos, só por olhar para as fotografias destas maravilhas que eu comi, consolada, durante as minhas férias de Verão do ano passado.
As fotografias foram todas tiradas na Galiza. As andorinhas comi-as em La Guardia e devo confessar que as encontrei divinas. Eu que não sou fã de marisco e que o troco por uma pescada cozida, acho estas andorinhas um manjar dos deuses. O mesmo sinto relativamente ao pulpo, na Galiza arranjado de forma diferente, e para mim melhor, do que o tradicional polvo de molho verde, que se faz por aqui, pela nossa terrinha. Nunca dispenso o pulpo quando ando em terras dos meus antepassados.
E o que dizer dos famosos padrón? Daquela incógnita de saber se uma trincadela num pimento te vai transportar directamente ao fogo do inferno e se te vai deixar a suspirar por um carro de bombeiros que te apague, instantaneamente, o fogo em que se transformou todo o interior da tua boca?! Gosto desta incógnita. Será que vai ser este? E olho-os, tentando adivinhar sabores picantes que me saem todos furados.

Delícia, Rui. Delícia a gastronomia galega.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

6 milliards d`autres

6 milliards d`autres

6 milliards d`autres

Já falei do fotógrafo Yan Arthus-Bertrand neste blogue a propósito das suas incomparáveis fotografias aéreas.
Hoje dou-lhe a palavra, e deixo-o explicar o seu projecto chamado 6 milliards d`autres. Sábias palavras as dele. Para escutar atentamente.
Em francês, meninos, em francês!

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Importa-se de repetir?

Walter Lemos no seu melhor.

3 de Julho - Lusa

(...) “A transferência de pessoal não é para poupar dinheiro, mas no pressuposto de que ganharemos eficiência com isso e que isso trará melhorias para as escolas e para o trabalho educativo”, acrescentou.
Segundo o secretário de Estado, esta transferência é inevitável.
“Não percebo como é que uma autarquia explicaria aos seus eleitores não querer cuidar das suas escolas, das suas crianças”, afirmou."

E o ME? Como se explica?

Entrevista a Medina Carreira

Entrevista a Medina Carreira

Para quem não viu. Aconselho a que ouçam atentamente esta entrevista. O quadro traçado do país é deprimente. Medina Carreira traça um quadro muito, mas mesmo muito negro dos políticos e das políticas. As suas palavras são duríssimas. E eu, a optimista, concordo com a sua visão que considero lúcida.
Estou preocupada.

Ah! E pelo meio fomos brindados pela notícia da libertação da Ingrid. Enfim, ao menos uma boa notícia.

http://sic.aeiou.pt/online/scripts/2007/videopopup2008.aspx?videoId={1D4B7A66-F406-41EC-A76B-F85F44E18D3C}
Terrorismo

Tema perigoso, este, a exigir múltiplas cautelas.
O que o poder político encara como terrorismo hoje pode não o ser amanhã. Uma verdade hoje pode muito bem transformar-se numa enormíssima mentira amanhã, sendo que a realidade dos factos é a mesma, mudando unicamente a perspectiva de visão sobre essa mesma realidade. Aliás, o terrorista de hoje pode ser o herói de amanhã, e já assim foi, inúmeras vezes, ao longo da nossa já longa História.
Alerto os meus alunos para isto, para a necessidade de haver uma certa cautela neste e noutros assuntos polémicos.
Espero que me escutem.

E vem isto a propósito de uma notícia pequenina, quase uma nota de rodapé, saída ontem no Jornal de Notícias, e que reza assim:

EUA

Mandela deixa de ser "terrorista"

Nelson Mandela, campeão do combate anti-apartheid, foi retirado ontem, simultaneamente com o seu partido, das listas negras norte-americanas do terrorismo, após a promulgação por George W. Bush de uma lei nesse sentido. A lei foi aprovada pelo Congresso, a tempo do 18 de Julho, data do 90º aniversário do prémio Nobel da Paz, primeiro presidente negro da África do Sul de 1994 a 1999.

Pois é, digo eu, mais vale tarde que nunca.
Escuteiros - Inês

Já aqui falei dos escuteiros que me irromperam Barca adentro, na Aboboreira, durante um certo exercício de orientação que se prolongou noite dentro.
A minha sobrinha Inês é a única de entre todos os meus sobrinhos, e são muitos, que é escuteira, e acho que o é quase desde que nasceu!
Sempre a vi por aqui por Amarante vestida com o seu traje a rigor, a crescer, a crescer, sempre ajudando em dias de Festas de Junho, e outros eventos cá do burgo, no patrulhamento das margens do rio Tâmega, no acompanhamento dos meninos na procissão, nos encontros de escuteiros, que os vi de tamanho gigantesco, aqui em Amarante, a preparar-se em casa para as actividades que frequentemente a levavam para fora de casa, por montes e vales, de dia e de noite, num contacto íntimo com a Natureza que eu aprecio.
Hoje partilho este vídeo dos Caminheiros do Bonfim, grupo onde ela se alojou, agora que a sua vida se faz mais pelo Porto devido aos estudos universitários que já faz.
Nunca tinha visto os escuteiros assim, vistos por eles mesmos. E gostei de ver esta juventude que cresce saudavelmente sem se meter em confusões. Amei ver esta energia que emana destas imagens, esta convivência franca entre géneros, estes sorrisos francos, estas gargalhadas abertas de puro gozo e felicidade.
Amei ver a minha sobrinha assim. Amei ver a minha sobrinha assim, com a palavra SERVIR colada à testa. E sinto um enoooooorme orgulho em ser sua tia.

quarta-feira, 2 de julho de 2008



"O Aconchego dos Outros" - Karin Somers - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Meio Vazio / Meio Cheio

Não resisti a este texto, excepcional, da Vera Matias.
Aqui o deixo, para que os meus leitores o possam ler e reler, que ele é digno disso! Não tenho absolutamente nada a acrescentar.

Do alto dos seus 14 anos, do fundo do seu coração, esta rapariga disse:

(Xiiiii!!! Nem sei se ele se vai aguentar!!!!! E isto fui eu que disse!)

PP/M,

Não. Tu não sabes nada.
Porque é que para ti tudo tem de ser certo e exacto, não sei. Tu não sabes nada, só sabes números e fórmulas e palavras caras. Tu não sabes nada, à excepção daquilo que nunca mudará. Tu não sabes o rio e o céu porque o amanhã pode não querer levantar-se, tu não sabes o amor e o toque de alguém porque isso te pode fugir entre as mãos, tu não sabes escrever palavras básicas porque o seu significado não é específico, tu não sabes nada. Tu não és como eu, há demasiadas controvérsias na tua vida complicada, e tu não sabes nada, tu não sabes o quão maravilhoso é acordar e não saber nada, tu não sabes a frescura da ignorância química e matemática, tu não sabes nada.
Eu escrevo tragédia e amor, eu escrevo o que o meu coração manda para as minhas mãos e tu não sabes o que é isso, tu não sabes nada para além da escrita correcta e das palavras específicas, tu não sabes escrever nada para além do que a tua cabeça exige e do que eles querem ler, tu não sabes nada.
Os teus textos talvez façam mais sentido que os meus, talvez, mas tu não sabes nada para além disso, do sentido. O que escrevo está vazio? Tu não sabes nada, tu não és como eu e nunca vais saber se as letras do meu papel estão meias vazias ou meias cheias, porque eu escrevo tragédia e amor e tu não sabes isso, tu não sabes nada, não sabes mesmo nada, e hoje vais sentir pela primeira vez a frescura que é a ignorância.

Com amor.

Flores de Aniversário - S. Gonçalo - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Aniversário

E ontem foi dia de mais um aniversário, de uma colega de liceu, de turma, de carteira, mais tarde de faculdade, muito embora ela em Filosofia e eu em História, que já aqui foi falada por diversas vezes neste blogue. Foi dia de mais um aniversário, especial, de uma amiga que fez ontem 50 anos. É verdade, ninguém lhos dá!, e está feliz que dá gosto ver.

Agrupados numa mesa de amigos e familiares amarantinos, constatámos que, no tempo dos nossos pais, uma mulher de 50 anos era praticamente uma mulher arrumada, encostada, a bem dizer uma velhota. Pois hoje em dia uma mulher de 50 anos está ainda prontíssima para as curvas, para utilizar uma expressão popular aqui da minha zona.
Ontem foi dia de observar a Celeste: jovial, feliz, enérgica, simpática, interessante, bonita, atractiva, sexy.
Sexy, sim. A Senhora Professora Doutora Celeste Natário está sexy dentro dos seus 50 anos. E está confortável. E está feliz.
E eu amei vê-la assim. E aqui deixo o registo do acontecimento.
Com flores picantes e atrevidas, pois então!

Obrigada, Celeste, por prolongares a nossa velha, longa e profunda amizade.
Fica bem, querida amiga!


Flores Campestres - Barca - Serra da Aboboreira
Fotografias de Anabela Matias de Magalhães
Flores Campestres

Acho que nem preciso de confessar que adoro flores. Tenho a certeza que todas as pessoas que frequentam este blogue já perceberam isso há muito. E este amor pelas flores vai das flores mais sofisticadas às mais singelas, vai das orquídeas às papoilas vermelhas.
No jardim do Escorpião Azul, o meu único jardim, não semeio flores, não planto flores. Jamais tive a tentação de por lá plantar palmeiras. Jamais tive a tentação de por lá semear flores que me exijam regas constantes, contrárias ao meu espírito ecológico. E faço o quê, então, para que a Natureza me presenteie com as flores mais belas que eu possa imaginar?
Diria que faço muito pouco. Diria que ao mesmo tempo faço muito.
Limpo a manta morta, acumulada, tratando de prevenir possíveis incêndios. Corto giestas indesejáveis e em excesso, que elas são belíssimas mas uma verdadeira praga. Selecciono algumas, amarelas, brancas, que mantenho e cuido podando e limpando amorosamente, de quando em vez, o que provoca genuínas gargalhadas aos meus amigos que nunca souberam de ninguém que podasse giestas. Arranco silvas furiosamente lembrando-me de políticos portugueses, o que me faz arrancá-las ainda com mais vontade. Subo aos carvalhos e podo-os, aninho-me e corto a erva rente, de tesoura manual de cortar relva. Varro os rochedos da caruma acumulada, para depois os admirar em todo o seu esplendor, limpos de "lixos", cobertos de musgos e flores belíssimas. Amontoo as pinhas num monte, junto ao tronco específico de um carvalho, apenas porque gosto de as ver ali. Acabo por dar as pinhas aos amigos que delas precisam para as suas lareiras. Observo a Natureza. Volto a observar. Apanho as pedras soltas, monte acima monte abaixo, de carreta em punho, que depois integro nos meus caminhos, pedra a pedra, num trabalho de paciência e determinação. Imagino um caminho serpenteando por aqui e por ali. Imagino integrar este ou aquele rochedo nos meus caminhos da Barca. Imagino-me a percorrê-los. Percorro-os, depois de feitos, observando um maciço de flores aqui e ali, ouvindo o cuco lá longe. Coloco um galho de árvore partido num canto dum rochedo ficando a ver, ano após ano, os musgos a envolvê-lo num abraço íntimo até ser uma coisa só. Em suma, acarinho a Natureza tratando de não a adulterar, de não a perturbar no seu equilíbrio frágil e ao mesmo tempo, num egoísmo perfeitamente egoísta, equilibro-me a mim, que necessito deste contacto com a terra, deste contacto com a altura e a folhagem das árvores, desta exaustão física para evitar a exaustão psíquica.
A Natureza retribui-me assim. Generosa, delicada e preciosamente.
É favor clicarem sobre as fotos para apreciarem a beleza desta partilha absolutamente espontânea. A responsabilidade destas flores é da Natureza. Eu apenas respeitei a obra dela.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Peixes

Peixes

Já aqui coloquei por diversas vezes spots publicitários e curtas metragens de animação de que gosto particularmente. Continuo uma admiradora da capacidade de transmitir mensagens, eficazmente, num curto, por vezes curtíssimo, espaço de tempo.
A curta metragem que hoje vos deixo foi premiada no festival de curtas de Berlim e tem uma mensagem que, por diversas vezes, já foi focada neste blogue, tanto a propósito de peixes como a propósito de pássaros. Desta vez retornamos aos peixes, aos aquários e ao mar.


Auto-Retrato - Barca - Serra da Aboboreira
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

ASAE

E fiquei eu a pensar desde o meu post de ontem... ainda bem que a ASAE não existia durante a minha infância.
É que eu não me limitei a beber o leite, ainda morno, à entrada de casa dos meus pais, o que já de si foi muito grave, não sabendo eu até como sobrevivi a semelhante perigo!
Fiz pior. Assisti à leiteira na sua hábil tarefa de tirar o leite à vaca que fornecia a minha casa do dito! E aproveitava, e bebia-o ali mesmo, num púcaro de lata, acabadinho de tirar das tetas da vaca, quente, quentinho, simplesmente delicioso.
Bolas! Ainda bem que não existia ASAE.
Teria fechado a vaca, a leiteira, e bolas... decerto fechava-me a mim!!!!!
 
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