sábado, 19 de dezembro de 2009
A Nossa Escola Não existe e os Nossos Alunos também Não
Esta história conta-se em duas penadas.
Ontem foi um dia atípico lá pela EB 2/3, preenchido que foi com provas desportivas, que envolveram os nossos alunos, os alunos da ESA e do Colégio de S. Gonçalo e que ocuparam toda a parte da manhã, e actividades ligadas ao Desporto Escolar e ainda um Concerto de Natal que ocuparam a tarde de alunos e professores.
Pelas 18:30 saí da Escola e, no portão, encontrei-me com a C., minha aluna de 7º ano, ao lado de quem caminhei um pouquito. Meti conversa com ela. Coisas de professora! Mas a C. pareceu-me triste.
- Que carita é essa, C? Noto-te um pouco triste...
- Por acaso até estou, professora.
- Mas o que se passa? Logo hoje, com uma festa tão bonita na escola...
- Foi uma seca!
- Uma seca?!... Não me digas que preferias ter aulas?
- Pois preferia, professora, preferia ter aulas.
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sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Strip-tease
Veja aqui.
Para aliviar o blogue... e não, não estou nem adoentada!
Apenas gostei de ver.
Thanks, Paulo!
Nem tudo o que parece é, nem tudo o que é parece

Nem tudo o que parece é, nem tudo o que é parece
De agora em diante, passarei a verificar os trabalhos de casa dela mais cuidado.
Atenciosamente,
Mrs. Smith
Nota - Recebido por e-mail. Com os meus agradecimentos ao Rodrigo Oliveira.
A Palavra a Manuel Monteiro
Hoje dou a voz a Manuel Monteiro e amplio um texto que gostaria de ter escrito. Subscrevo-o.
"Temos o Governo que merecemos?
O director deste semanário perguntou, na passada semana, Onde estão as elites? Eu creio que estão em casa, exiladas e em silêncio, trabalhando no anonimato e querendo manter toda a distância possível da chaga que alastra pelo país
Podemos condená-las por tal atitude? Penso que não. Que poderiam elas fazer para competir com a horda de gente que ocupa as tribunas e a maioria dos lugares públicos? Se sabem escrever sem erros, se têm competência, se são honradas e não dependem do favor partidário, que motivos terão para se misturar? Estamos a falar de elites e não de classe dirigente. Há épocas, situações, circunstâncias, em que as expressões convergem, mas seguramente esse não é o nosso caso. Talvez isso explique as razões para estarmos como estamos e talvez isso nos faça perceber que, a despeito do que eu próprio sempre acreditei, as culpas não cabem todas na classe política. Quando as elites se exilam e o povo que vota pouco se importa com o facto de eleger pessoas condenadas pelos tribunais, ficamos com uma noção exacta do país em que nos transformámos.
Mas, afinal, qual a causa da nossa surpresa? No período pós-revolucionário varreram-se quadros competentes e sanearam- se cidadãos íntegros; e de então para cá, salvo honrosas excepções, assistimos ao que de pior poderia haver.
O povo parece pouco incomodado com os que roubam, desde que façam obra; a maioria das associações empresariais vivem dependentes do erário público e do favor político; muitos sindicatos estão subordinados aos cofres do Estado; os gurus do regime pulam de conferência em conferência, debitando teorias para o país, apesar de apenas conhecerem certos hotéis de Lisboa, o Palácio da Bolsa, no Porto, e algumas zonas do Algarve; e aqueles que o novo Estado designou, a seguir à revolução, de incultos foram simplesmente substituídos por autênticos patetas pedantes, sem princípios e sem qualquer noção de rigor e de ética.
Não chegámos aqui por acaso. Há causas e todas podem ser identificadas. Houve um tempo em que se afirmava que a maioria tinha sempre razão, mas nesse tempo ainda havia aquilo que Sá Carneiro, em 1976, dizia existir: «Um povo com uma cultura autêntica, não literária, não livresca, mas verdadeiramente humana».
Trinta e três anos depois, onde está esse povo? Uma parte morreu e outra abstém-se, refugia-se, isola-se e pertence a uma maioria silenciosa, que olha à esquerda e à direita e só vê corrupção, com chefes políticos atolados na lama e demasiado comprometidos uns com os outros, para poderem livremente falar.
Esse povo sabe que a cidade definhou, que o mundo rural desapareceu e que o novo sindicato de voto está, essencialmente, nos bairros sociais e no que de mais negativo existe na periferia e nas redondezas suburbanas.
Esse povo sabe que houve um regime onde havia segurança, mas onde faltava liberdade e percebe que vive hoje num regime onde existe liberdade, mas onde falta a justiça. E esse povo, no qual se integram as elites, tem consciência que liberdade sem justiça não é liberdade – é pura ilusão de liberdade. É nesta realidade que vivemos!"
Manuel Monteiro
Líder do PND
Tentem com Lexívia
É caso para dizer que a limpeza da imagem está em marcha. Chegados a este ponto aconselho lixívia. Se a nódoa não sair ainda vos resta a soda caustica. Experimentem.
Caso Freeport
Ministro da Justiça aponta «grande nobreza» a Lopes da Mota
O ministro da Justiça, Alberto Martins, considerou hoje que a demissão de Lopes da Mota de representante português na Eurojust revela «grande nobreza» e «responsabilidade» no sentido da «defesa do Estado português»
Daqui.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Também queriam silenciar este
Justiça
Supremo Tribunal dá razão a recurso do juiz Rui Teixeira
O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) deu razão ao recurso apresentado pelo juiz Rui Teixeira ao anular a decisão do Conselho Superior de Magistratura (CSM) de congelar a sua nota de avaliação, disse o presidente do STJ, Noronha Nascimento
Daqui.
Novas de Aminetu Haidar
Saara OcidentalAminetu Haidar vai regressar a casa
Hoje
O protesto pacífico surtiu efeito. A activista pela independência do Saara Ocidental que está em greve de fome há 32 dias deverá em breve regressar a casa, depois de ter sido expulsa por Marrocos, revelou o primeiro-ministro espanhol em primeira mão a Pilar del Río, mulher de José Saramago
Daqui.
Aminetu Haidar

Aminetu Haidar
A lutadora saharauí cumpre, nesta Quinta feira, o 32º dia de greve da fome numa cama de hospital. Na vigília do Porto foi distribuído um apelo a que o governo português interceda. O Congresso espanhol aprovou finalmente uma resolução em que critica Marrocos. Aminetu Haidar foi hospitalizada, a seu pedido, durante esta madrugada. O internamento foi provocado por fortes dores abdominais, vómitos e náuseas. A activista saharauí mantém a greve da fome no hospital, estando a ser hidratada apenas com água, sem receber soro. Aminetu Haidar cumpre nesta Quinta feira 32 dias de greve da fome, o mesmo número de dias que cumpriu quando foi presa em Marrocos em 2005. Na vigília de solidariedade realizada nesta Quarta feira no Porto foi distribuída uma carta aberta onde é pedida a intervenção do governo português no sentido de pressionar as autoridades marroquinas, para que a activista saharauí "possa finalmente regressar e juntar-se aos seus no seu país". O apelo, que será entregue na próxima Sexta feira no Governo Civil do Porto, é subscrito, entre outros pelos escritores valter hugo mãe, Richard Zimmler e Regina Guimarães, pelos médicos Albino Aroso e Júlio Machado Vaz, pelo advogado Mário Brochado Coelho, pelo músico Miguel Guedes, pelo artista plástico Ângelo de Sousa e pelo professor universitário João Teixeira Lopes. Nesta Quarta feira, o Congresso espanhol aprovou, finalmente, uma resolução que critica a atitude de Marrocos. Fernando Peraita da Plataforma de apoio a Aminetu Haidar, em declarações ao jornal El Pais, salientou que na resolução "se pede que Marrocos aceite Aminetu e lhe devolva o passaporte", o que é uma novidade, e sublinha também que na resolução se fale do direito à autodeterminação e se pede a que a missão da ONU no Sahara "aceite entre as suas funções o controlo e vigilância dos direitos humanos no Sahara Ocidental, tornando-o extensivo aos acampamentos de refugiados". Para o próximo Sábado está convocada uma manifestação ibérica de solidariedade com Aminetu Haidar em Madrid, às 12h na Pr. Cibeles. Em Portugal há inscrições p/ autocarro por email
Este endereço de email está protegido contra spam bots, pelo que o Javascript terá de estar activado para poder visualizar o endereço de email ou tel. 969891050."
Daqui.
Via Em@.
Catástrofe, eu?

Catástrofe - Café-Bar - S. Gonçalo - Amarante
Fotografia de J. P. F.
Catástrofe, Eu?
Nasci em Amarante e por aqui continuo.
Como os meus leitores podem constatar facilmente, não parti para longe e não fugi de uma interioridade pesada. Permaneci na terra que eu amo. E que me desgosta de quando em vez. Profundamente. Para ser sincera, nem é a terra em si, é antes o uso que dela fazem certas pessoas que se julgam suas donas.
Ao longo dos meus 48 anos de vida acumulei "nomes".
Sou ou fui:
Belinha, Dona Belinha, Anabela, Anabela Maria, Moça, Menina, Mulher, Escorpião, Escorpião Azul, Princesa do Tâmega, Guapa, Guapita, Miss PowerPoint, Menina do Portefólio, Menina e Moça, Ent, A Voz Livre da ESA, Lara Croft, Mãe, Madrinha, Tia Abuelita, Ceguinha, Menina do Sorriso, Miga, Milhé, Professora, Setora, Srª Doutora e até Sora já fui...
Não esperava era ser vista como uma catástrofe para Amarante, quiçá até para os seus arredores. Sim, parece que há quem me veja como dando mau nome ao burgo porque de quando em vez denuncio uma merda a cair em cascata na penedia do rio, em pleno Largo de S. Gonçalo, e denuncio uma merda a boiar por toda a superfície do Tâmega de descargas por certo não legais, e denuncio uns esgotos que de quando em vez regurgitam em pleno centro da cidade e até, pasmem! que a mulher tem lata! denuncio até a própria catástrofe em que o meu rio já se transformou depois da construção da Barragem do Torrão. Volto a sublinhar - Depois da construção da Barragem do Torrão.
Eu nem sabia... mas parece que a coisa funciona assim: a turistada está em Tóquio, Bamako, Bruxelas, Brasília, Madrid, Paris... e pensa... vou para Amarante. Ora Amarante, Amarante... a turistada põe-se a pensar... Amarante... Anabela Magalhães, pois então! Pesquisa Google - Anabela Magalhães - e pumbas, logo eu à cabeça que o Google têm-me em grande consideração.
Vai daí a turistada entra por aqui adentro, pelo bloguito e... ai meus deuses!... já não vou!... o rio está nojento... aquela gente só pode ser troglodita com um rio tão belo assim neste estado! E pumbas!Cadê a turistada? Não a viste? Pois nem eu!
Daí eu ser uma ameaça, a bem dizer uma catástrofe, transferindo-se a própria catástrofe do rio para a minha pessoa, como se os problemas ficassem resolvidos só por não serem denunciados e por não se falar neles.
Uma mentira mil vezes repetida transforma-se numa verdade?
Uma verdade silenciada torna-se uma mentira?
Um prejuizo para Amarante, eu?! Catástrofe, eu?!
Garanto que quem assim "pensa" só pode ter uma mente tortuosa, doente, esquizofrénica e fedorenta a condizer com o estado do Tâmega que parte a minha cidade em duas.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Política Nojenta
Catástrofe no Tâmega - Tujidos - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
Política Nojenta
Chegam-me rumores do extremo incómodo, para não lhe chamar outra coisa mais feia, por mim causado a algum triste poder local, para não lhe chamar outra coisa mais feia, que se terá verificado aquando das minhas postagens sobre o estado catastrófico do rio Tâmega.
Ao que parece, nem todos gostaram de ler e, principalmente, nem todos gostaram de ver.
Por acaso as fotografias até nem me saíram nada mal, apesar de eu, enquanto fotógrafa muito mais do que amadora, ter a perfeita noção das minhas limitações e saber que estou mesmo a anos luz de um Eduardo Pinto. Mas, confesso, até gostei delas, esteticamente falando, e só lamentei o objecto fotografado, o incómodo para os meus olhos que foi ver um rio surrealista que ainda hoje mantenho na minha cabeça. Ok, o fedor nauseabundo também não foi nada agradável de sentir e a viscosidade verde do alguedo e o lamaçal preto das margens putrefactas a agarrarem-se às minhas sandalinhas também, confesso, não foi coisa bonita de se ver.
Ora, ao que parece, este não é o problema para esta gente medíocre, para os "palhaços" de que fala Mário Crespo, e, assim sendo, o estado do rio que se lixe. Mas que se lixe mesmo!
Parece até que na cabeça desta gente medíocre enraizou a ideia que o problema por certo se resolverá de uma maneira mui simples - não se fala do assunto e prontus. E prontus!
Ora, ora meus senhores, no lo creo que euzinha "dê mau nome à terra onde nasci e a deixe ficar mal". Até muito pelo contrário. Se por cá esperneasse mais gente do meu calibre por certo, mas por certo, estaríamos bem melhor! Modéstia à parte, claro!
Já agora aproveito para postar uma outra fotografia sobre o desastre ambiental do Tâmega, com silhueta minha, elegante, a contrastar com o alguedo em que se transformou o rio após a construção da Barragem do Torrão. Sublinho - Após a construção da Barragem do Torrão. Pena que não a consiga postar em tamanho gigantesco pois em tamanho gigantesco aproximava-se da verdadeira dimensão da catástrofe ambiental que por aqui se quer silenciada.
Pois posto a fotografia e não a tiro. E também não me calo. Porque a editora do blogue Anabela Magalhães, euzinha, não é pressionável. Sorry. Para vocês, claro. E é verdade, por vezes tropeçam por aqui uns jornalistas abelhudos que parece não se calarem também. Sorry. Para vocês, claro!
E deixo sugestões para actuação:
- Cortar o abastecimento de água cá a casa.
- Meter um batoque no esgoto que sai desta minha casa.
- Cortar o abastecimento de electricidade cá a casa....
- ...
- Encanar o rio, tornando-o invisível. (Esta é boa! E sempre delapida mais uns recursos ao país, coisa que agora passou a estar na moda.)
- ...
Nota/Esclarecimento final
A fotografia é minha, sem truques nem trocadilhos, que foi disparar e já está. Pode ampliá-la clicando sobre ela. Chama-se "Catástrofe no Tâmega" sendo que, nada de confusões, a catástrofe não sou eu.
Percebido? Ou terei que fazer um esquema?
Não, Amarante não amanheceu assim...
Beleza em Estado Puro - Nevão de 9-01-09 - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
Não, Amarante não amanheceu assim...
Se bem que me disseram na escolinha que por volta das três da manhã nevou um pouquito...
Não vi. Acabei de corrigir portafolhas às duas e fui para vale de lençóis.
Alguém confirma a informação?
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Será?
Se bem me lembro...
Se bem me lembro
in illo tempore
eu era um rapazito
sonhador
que fazia projectos
e estudava
para a um lindo domingo
obter um canudo de engenhoso,
depois fui de bibe pra ambiente,
ambientei e desambientei,
era o predilecto do meu conterrâneo
católico Guterres,
não sei de tios ou primos
que mais fizessem por mim
do que eu próprio,
«sempre no meu ambiente...»
Como era um pão ou um gatão
subi ao estrelato e deixei
o Alegre triste de meus dias;
más línguas disseram que eu tinha
um aparelho de jeito hitleriano
gobellsistico que me cuidava
a imagem e me injectava em todos
os canais televisivos;
e a remoques, como bom Citzen Kane,
mudava de assunto...
Agora estão prestes a dar-me
um pontapé, e eu convenço-os
de que vai uma crise global
que nada tem que ver comigo.
Assim me encontro pronto
para servir-me de novo mandato,
pese a professores abaixo de cão
que juraram a pés juntos
QUE JAMAIS VOTARIAM EM MIM!!!
CONTO INDEFECTIVELMENTE COM TODOS OS QUE GOSTAM DE SER ENGANADOS
COM PROMESSAS!!!
Para quê cumprir promessas?
O barco afunda a pique, e quando todo for a fundo
do fosso, ninguém se lembrará de mim,
será então que me esquecerei
das patifarias
verdadeiras que fiz
e me deram sumo gozo dilectante.
Assinado,
Nem Filósofo,
Nem Médico,
Nem Futebolista Brasileiro,
mas Portuga Engenhoso como Quijote Cavalheiro
de... triste figura.
Ângelo Ôchoa
O Palhaço

Ontem
MÁRIO CRESPO, JORNALISTA
O palhaço compra empresas de alta tecnologia em Puerto Rico por milhões, vende-as em Marrocos por uma caixa de robalos e fica com o troco. E diz que não fez nada. O palhaço compra acções não cotadas e num ano consegue que rendam 147,5 por cento. E acha bem.
O palhaço escuta as conversas dos outros e diz que está a ser escutado. O palhaço é um mentiroso. O palhaço quer sempre maiorias. Absolutas. O palhaço é absoluto. O palhaço é quem nos faz abster. Ou votar em branco. Ou escrever no boletim de voto que não gostamos de palhaços. O palhaço coloca notícias nos jornais. O palhaço torna-nos descrentes. Um palhaço é igual a outro palhaço. E a outro. E são iguais entre si. O palhaço mete medo. Porque está em todo o lado. E ataca sempre que pode. E ataca sempre que o mandam. Sempre às escondidas. Seja a dar pontapés nas costas de agricultores de milho transgénico seja a desviar as atenções para os ruídos de fundo. Seja a instaurar processos. Seja a arquivar processos. Porque o palhaço é só ruído de fundo. Pagam-lhe para ser isso com fundos públicos. E ele vende-se por isso. Por qualquer preço. O palhaço é cobarde. É um cobarde impiedoso. É sempre desalmado quando espuma ofensas ou quando tapa a cara e ataca agricultores. Depois diz que não fez nada. Ou pede desculpa. O palhaço não tem vergonha. O palhaço está em comissões que tiram conclusões. Depois diz que não concluiu. E esconde-se atrás dos outros vociferando insultos. O palhaço porta-se como um labrego no Parlamento, como um boçal nos conselhos de administração e é grosseiro nas entrevistas. O palhaço está nas escolas a ensinar palhaçadas. E nos tribunais. Também. O palhaço não tem género. Por isso, para ele, o género não conta. Tem o género que o mandam ter. Ou que lhe convém. Por isso pode casar com qualquer género. E fingir que tem género. Ou que não o tem. O palhaço faz mal orçamentos. E depois rectifica-os. E diz que não dá dinheiro para desvarios. E depois dá. Porque o mandaram dar. E o palhaço cumpre. E o palhaço nacionaliza bancos e fica com o dinheiro dos depositantes. Mas deixa depositantes na rua. Sem dinheiro. A fazerem figura de palhaços pobres. O palhaço rouba. Dinheiro público. E quando se vê que roubou, quer que se diga que não roubou. Quer que se finja que não se viu nada.
Depois diz que quem viu o insulta. Porque viu o que não devia ver.
O palhaço é ruído de fundo que há-de acabar como todo o mal. Mas antes ainda vai viabilizar orçamentos e centros comerciais em cima de reservas da natureza, ocupar bancos e construir comboios que ninguém quer. Vai destruir estádios que construiu e que afinal ninguém queria. E vai fazer muito barulho com as suas pandeiretas digitais saracoteando-se em palhaçadas por comissões parlamentares, comarcas, ordens, jornais, gabinetes e presidências, conselhos e igrejas, escolas e asilos, roubando e violando porque acha que o pode fazer. Porque acha que é regimental e normal agredir violar e roubar.
E com isto o palhaço tem vindo a crescer e a ocupar espaço e a perder cada vez mais vergonha. O palhaço é inimputável. Porque não lhe tem acontecido nada desde que conseguiu uma passagem administrativa ou aprendeu o inglês dos técnicos e se tornou político. Este é o país do palhaço. Nós é que estamos a mais. E continuaremos a mais enquanto o deixarmos cá estar. A escolha é simples.
Ou nós, ou o palhaço.
Rabanadas

Rabanadas - S. Gonçalo - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
Rabanadas
Não é usual falar aqui de receitas e outras coisas que tais relacionadas com cozinha, a não ser para postar as minhas aventuras/desventuras na dita. Por isso o post de hoje, intitulado "Rabanadas", é uma excepção completa e absoluta a vários níveis.
Confesso que as rabanadas saem-me tão bem que no fim ataco sempre uma ou duas. As minhas acho-as simplesmente deliciosas, antes não me soubessem tão bem!, e por isso partilho uma receita que se faz em três tempos.
Ingredientes
1 Cacete
Leite
Açúcar
Casca de limão
Ovos
Canela em pó
Vinho do Porto (facultativo
Óleo
Execução
Parte-se o cacete da Padaria Pardal... kakakakaka... ok, pode ser de outra padaria qualquer... em fatias grossas.
Coloca-se o leite a ferver com a casca de limão e o açúcar, em maior ou menor quantidade, consoante o gosto e a linha o permitir. Pode, ou não, juntar o Vinho do Porto.
Entretanto bata muito bem os ovos inteiros, comece por quatro, se precisar de mais acrescente posteriormente.
Logo que o leite levante fervura, vá colocando as fatias de cacete num prato fundo e regue-as como o leite a ferver. Deixe demolhar até ficarem bem encharcadas. Retire-as com uma espátula, com cuidado, passe-as por ovo e coloque na sertã a fritar.
Logo que estejam louras, retire-as, escorra-as e polvilhe-as com uma mistura de açúcar e canela em pó.
Coma imediatamente. Uma, duas...
E bom apetite!
E a Desgraça Continua...
A desgraça continua, infelizmente, com golpadas descobertas aqui e ali, que delapidam os nossos recursos desviando-os para os bolsos de alguns, poucos, e que agora tocaram o sector farmacêutico. Não quero, no entanto, deixar de registar e sublinhar a postura irrepreensível da Associação Nacional de Farmácias, que não hesitou em denunciar um dos seus membros quando a coisa lhe cheirou a esturro. Fez bem. Com isto não se tornou cúmplice e teve uma atitude pedagógica e exemplar relativamente a outras associações existentes no país.
De facto, chega de corporativismos bacocos e prejudiciais ao desenvolvimento normal do país.
Viremos a página no sentido de uma maior responsabilidade e maturidade.
Santiago do Cacém
Farmácia burlou Estado em 700 mil euros e continua aberta
por ROBERTO DORES
Hoje
A PJ fala numa "autêntica fábrica de falsificação e contrafacção de receituário médico", ao longo de quatro anos. Mas a farmácia não fechou
Os proprietários da Farmácia Mendes, em Vila Nova de Santo André (concelho de Santiago do Cacém), estão indiciados pela prática de uma fraude que terá lesado o Estado em mais de 700 mil euros, segundo apurou a investigação da PJ realizada ao longo de dois anos.
Os crimes terão sido cometidos entre 2003 e 2007 com recurso a uma burla, segundo a qual o casal acrescentava aos receituários, que eram prescritos pelos médicos, medicamentos destinados a tratar a hepatite e o cancro, assegurando a comparticipação a 100% do Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Segundo fonte da PJ, a investigação, na qual foram ouvidas mais de 250 testemunhas - muitas delas profissionais de saúde -, concluiu que terão sido forjadas centenas de receitas médicas, onde se incluem assinaturas falsas de médicos e pacientes, embora os proprietários do estabelecimento, que continua de portas abertas (ver texto em baixo), possam ainda ter contado com a colaboração de outros profissionais de saúde, segundo admite a investigação.
Contudo, "é provável que essas pessoas nem tivessem consciência do que estavam a fazer, acabando agora por serem testemunhas deste processo", adiantou a fonte policial.
Aquela que já é adjectivada pela PJ como "uma das mais gigantescas fraudes" no sector farmacêutico em Portugal, como uma "autêntica fábrica de falsificação e contrafacção de receituário médico" - resultando na detenção do responsável clínico de farmácia, que acabaria por ficar com termo de identidade e residência -, seria denunciada ao SNS e à ADSE pela própria Associação Nacional de Farmácias (ANF) no primeiro semestre de 2005, responsável pela distribuição das comparticipações dos medicamentos pagos pelo Estado.
Entre Setembro e Outubro desse mesmo ano, as autoridades de saúde confirmaram as suspeitas, mas a burla perdurou até 2007, o tempo que demorou a realização de auditorias e peritagens.
A burla viria a cair nas malhas dos controlos das respectivas facturas apresentadas pela Farmácia Mendes, que exibia regularmente valores muito superiores à média dos outros estabelecimentos. Fonte próxima do processo alerta ainda ter causado estranheza que em Santo André houvesse tantos pacientes com cancro e hepatite a aviarem receitas na Farmácia Mendes, quando existia uma outra unidade farmacêutica naquela freguesia com valores muito mais baixos nas prescrições médicas paras as mesmas patologias.
O valor dos medicamentos adicionados aos receituários, à revelia dos próprios clientes, ainda segundo a investigação, rondavam os 200 euros, vindo a farmácia a receber a totalidade da verba do SNS mesmo sem efectuar a venda.
Nas buscas domiciliárias efectuadas pelo Departamento de Investigação Criminal de Setúbal, a PJ viria ainda a apreender armas e automóveis, além de centenas de prescrições fraudulentas com assinaturas falsificadas de médicos e de utentes.
Do processo enviado ao Ministério Público com a dedução de acusação das duas pessoas fazem parte cinco mil páginas distribuídas em nove volumes e dez apensos, que reúnem os elementos probatórios.
O DN tentou contactar os proprietários da farmácia via telefone, mas sem sucesso.
Daqui.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Vampiros Gordos é o que é!
Obama: Banqueiros de Wall Street são uns "gatos gordos"
Tiago Figueiredo Silva
14/12/09 16:40
Obama está em guerra aberta com os financeiros de Wall Street que "não percebem porque é que as pessoas estão chateadas com o sector".
No programa "60 minutos" transmitido ontem pela CBC, Obama qualificou os banqueiros de "gatos gordos que não entendem o que se está a passar".
"Não concorri à presidência dos Estados Unidos para ajudar um conjunto de gatos gordos instalado em Wall Street", afirmou Obama.
As críticas do presidente continuaram: "Os banqueiros ainda não perceberam porque é que as pessoas estão chateadas com o sector. Bem, é fácil de perceber. Os bancos estão a dar prémios de 10 e 20 milhões de dólares depois da América ter enfrentado a pior crise económica em décadas cuja causa esteve no próprio sector".
As relações entre a Casa Branca e o sector financeiro têm sido difíceis desde o início da crise e parecem ter azedado nos últimos meses, com os bancos a fazerem ‘lobby' para tentar impedir a aplicação de legislação que endureça a regulação e as remunerações.
Ainda assim, Obama tem hoje agendada uma reunião com os principais banqueiros do país, como Lloyd Blankfein do Goldman Sachs ou Ken Lewis do Bank of America. Obama deverá usar a reunião para exigir aos bancos que passem a facilitar crédito aos norte-americanos, de forma a ajudá-los no desemprego.
Daqui.
Prenda de Natal

Cheia de 1939 - Largo do Arquinho - Amarante
Fotografia de Joaquim Teixeira Pinto
Prenda de Natal
Foi a primeira que recebi este ano e é caso para dizer que a tradição ainda é o que era.
A história repete-se e hoje recebi das mãos do Pedro Barros Pereira, um mais do que apaixonado coleccionador de postais, meu conterrâneo e editor do blogue Das Margens do Rio, o postal por ele editado e que retrata a cheia de 1939, aqui mesmo em Amarante, mais concretamente no Largo do Arquinho, vista pelo objectiva de Joaquim Teixeira Pinto.
Muitíssimo obrigada, Pedro, pela gentileza de mais esta oferta de uma Amarante em parte desaparecida.
Convite
Em Amarante-Fridão nem nos vale o Mexilhão

Local da futura barragem de Fridão - Amarante
Fotografia de...
Em Amarante-Fridão nem nos vale o Mexilhão
A carta que hoje transcrevo, da autoria do Sr Coronel Artur Freitas, é um pouco longa, mas asseguro-vos que vale a pena lê-la sem perder picada do recorte humorístico e irónico de um português irrepreensível posto ao serviço da defesa de um bem inestimável, que é de todos nós, e se chama Tâmega.
Por isso a publico na íntegra e agradeço a gentileza da autorização para publicação aqui no blogue.
Cara Carla Tomás:
saiba que reflecti maduramente sobre a entrada em cena do "mexilhão, em jeito de Deus Ex Machina salvando o Beça", através do programa da passada semana "Nós Por Cá" da SIC, como sobre o vosso artigo na mesma senda, que li no primeiro caderno do semanário Expresso que ontem me chegou às mãos, e pelo qual vos felicito .
Contudo, o fosso ontológico que separa a colónia de Magaritifera margaritifera lá pelo Beça, (com a devida vénia aos ambientalistas cuja queixa corroboramos em Bruxelas) da também ameaçada colónia de Homo sapiens que ainda resiste na zona ribeirinha de Amarante (a sarjeta de todos os venenos do Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico, e do admirável mundo novo, concebido por um impaciente Engenheiro Sócrates, um democrata refractário à participação da sociedade civil, para quem os referendos não valem o papel onde são prometidos), leva-me a concentrar no que na minha terra, na minha rua, no meu sítio, e no meu rio, e muito para além dos mexilhões, anda em leilão, sob os auspícios de um poder local fidelíssimo, calado que nem um bivalve, como os que também resistem neste troço do Tâmega, à espera de alguém que os cartografe ou traga para a ribalta..
E só não optei por introduzir mais essa areia na engrenagem de Fridão, porque temo que o mexilhão não dê pano para mangas, por falta de massa crítica para fazer tombar o PNBEPHE, no seu conjunto.
E conhecimento prático não me faltaria, já que mexilhões-de-rio, sempre os houve e haverá por aqui, porquanto cresci e moro com os pés no Tâmega, onde tomava banho e bebia com as mãos em concha , sou pescador desportivo, conheço " a" Tâmega como as minhas mãos, e bem assim, tudo quanto é rio truteiro a Norte e a Sul, até onde a vista e as trutas alcançam, inclusive o Beça, desde Ribeira de Pena até Boticas, o Ôlo, da nascente até à Foz, não podendo deixar de exultar quando o crime de lesa Pátria do transvase do Ôlo, e a venda a pataco, das Fisgas de Ermelo, que conheço a partir de baixo e de cima para baixo, não resistiu ao peso da estupidez. E com essa experiência toda nunca tive que retirar uma larva de mexilhão das guelras das trutas que sempre faço questão de amanhar (mas concedo e vergo-me à autoridade de quem a detém).
Por despiciendo, deixo de lado o interesse económico dos camarões-de-rio, versus a minha carcaça, limitando-me a que, quando os experimentava crus sabiam a coisa alguma, em contraste dos que saboreava no restaurante do meu avô, o "Zé da Calçada" no terraço sobre o rio.
No entender do Engenheiro Sócrates que manda em nós todos, temos então que a própria declaração ambiental que falta ainda sujeitar a discussão pública, não passará de um mero pro forma, nesta altura do campeonato, em que não teve escrúpulos em proferir aquela bojarda de que "basta de palavras, agora há que construir", um verdadeiro manguito ao principio da boa-fé, e um atestado de menoridade, aos ingénuos que ainda embarquem na esparrela obscena e desavergonhada de uma discussão pública sobre um projecto que, ao fim e ao cabo, está já decidido.
E assim se avizinha a passos largos e com o caminho desbravado pelos acólitos do costume, o pesadelo de duas barragens colossais com que teremos que passar a coabitar, qualquer coisa como 200 Hectómetros cúbicos de água, 100 metros acima da minha mesinha de cabeceira, entregue à minha boa estrela (empreendimento principal de Fridão com um paredão de 100 metros, mais um pseudo contra-embalse de 30 metros de altura, logo dois quilómetros a montante do perímetro urbano, no fundo uma outra grande barragem que a EDP tirou da cartola, como as matrioskas , já depois de adjudicada a concessão) .
Neste cenário arrepiante, e sem melindre do bivalve, um valor irrepetível como qualquer outro, no plano da biodiversidade, creio, ainda assim, que o meu percurso acaba por entroncar no mesmo desiderato, fazendo, embora, fulcro, no topo da cadeia alimentar.
Transporte para o caso de Fridão, os 90 minutos, que segundo os técnicos, constitui o intervalo de segurança mínimo para accionar qualquer plano de emergência interno, minimamente credível, e veja que garantias de sobrevivência se preservam aos autóctones em caso de um remoto acidente e com a enxurrada por aí abaixo em menos de um fósforo.
E este cenário não é ficção.
Anote que no programa "Terra a Terra Especial" encomendado e pago pela EDP , gravado na barragem de Lever e emitido no Sábado seguinte, há duas semanas atrás, na TSF e trabalhando com rede, sem a participação dos ouvintes, mesmo assim, o responsável regional da Protecção Civil e os tecnocratas da energia e os supostos paladinos das águas, acabaram em pólos opostos no que toca às implicações de segurança de uma barragem incomparável a Fridão, tendo o pivot do programa achado por bem dar o programa por findo antes que lhe escapasse ao controlo .
Ainda por cima, a responsabilidade legal da elaboração do Plano de Emergência Interno, recai...(!!?) sob a alçada da empresa construtora, obviamente muito mais focalizada na derivada do cimento e ferro, em ordem ao lucros, (um claro conflito de interesses) .
Premonitoriamente ou não, mas sempre um sério aviso à navegação, ninguém diria que na semana passada o tecto do altar de S.Gonçalo, todo azul e juncado de estrelas, desabou sobre a cabeça do Santo, degolando-o e decepando-lhe uma das mãos. Mas a verdade é que lá caiu e de pouco lhe valeu a Providência divina, ou o facto de a imagem haver sido ofertada pela família que controla uma grande empresa que aqui nasceu e hoje ocupa um lugar destacado a nível do concursos para obras públicas, a nível mundial.
Enquanto isso, o autarca de Amarante, por sua vez, fez um arco nas implicações de segurança e avançou esta semana por arregimentar uma claque restrita para um sínodo para o qual não foi convidada a Comunicação Social, nem a população, ou sequer os representantes dos grupos cívicos constituídos sob a égide de Fridão, a pretexto de a EDP debitar o que quis, sendo, o mínimo que haverá que aguardar, que as sumidades que ali os confrontaram, e tão pouco ou nada têm feito na Assembleia-Municipal, se apressem a transmitir as dúvidas ou certezas com que dali saíram sob pena de haverem feito ofício de corpo presente ou se haverem prestado conscientemente a um frete dentro do cronograma da EDP e a quem se prepara para lhe servir Amarante numa bandeja.
A finalizar, e como mais um dos mexilhões que aqui por Amarante o Governo se propõe lixar, ou, se preferir, das gerações futuras, que jamais saberão quem era um tal Orlando Borges que ao jeito do His Master's Voice , (ou do boneco dos ventríloquos) e num clamoroso erro de casting se concede a desfaçatez de debitar para a comunicação social, que :
«Este país não pode viver sem barragens e ninguém nos pode impedir de as construir», uma aleivosia mais própria de um qualquer investidor de uma empresa de construção ou de produção de energia que de um figurante do Instituo da Água (INAG) Orlando Borges (citando Marco Gomes, no blogue do Grupo Cívico "Por Amarante Sem Barragens" disponível em http://poramarantesembarragens.blogspot.com/ ).
E leve de bandeja este meu pequeno contributo que abaixo lhe faculto, e que consubstancia que esta gente ainda não assimilou o tratado de Lisboa que sem procuração assinou por nós todos , europeus , já que assim quiseram .
Cumprimentos e o meu inteiro aval para usar este depoimento como muito bem entender, nomeadamente elimina-lo na sua caixa de correio .
Artur Freitas
domingo, 13 de dezembro de 2009
Abaixo-Assinado
Este abaixo-assinado "Trabalho Laboratorial (Português EB)" visa a melhoria das condições para a concretização do programa de Língua Portuguesa do Ensino Básico.
Leiam e, se concordarem, assinem e divulguem.
Eu já li, concordei e assinei.
Thanks, Elsa Duarte.
E aqui deixo o link para quem o quiser levar.
http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/5294
sábado, 12 de dezembro de 2009
Debate - Programa Nacional de Barragens

Debate - Programa Nacional de Barragens
Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega - PNBEPH - MCDT promove esclarecimento
Programa Nacional de Barragens em debate público
Impacto das Barragens no Vale do Tâmega
Local: Casa do Povo de Arco de Baúlhe (Cabeceiras de Basto)
Hora: 21h30
18 de Dezembro de 2009 (sexta-feira)
Oradores convidados:
Prof. António Crespí (UTAD)
Coordenador da Apreciação dos Estudos de Impacte Ambiental no Tâmega
José Emanuel Queirós (Geógrafo)
Movimento Cidadania para o Desenvolvimento no Tâmega
João Branco (Eng. Florestal)
Associação Ambientalista "Quercus"
Moderação:
Vítor Pimenta
Entrada Livre
Daqui.
"Atropelamentos"
A nossa história recente está cheia de "atropelamentos". O meu sector não foge à regra e é até paradigmático destes atropelamentos.
Aqui fica mais um, com final feliz.
Antigo Conselho Executivo reintegrado
Ontem
ANA PEIXOTO FERNANDES
A ministra da Educação foi obrigada pelo Tribunal Administrativo e Fiscal (TAF) de Braga a reintegrar o antigo Conselho Executivo (CE) do Agrupamento de Escolas de Melgaço, que tinha sido substituído em Julho.
A substituição decorreu do novo modelo de gestão das escolas. Com a posse, anteontem, dos ex-membros e o afastamento da equipa que agora estava em funções, culminou um braço de ferro de oito meses. O TAF de Braga tinha, em Setembro último, dado provimento a uma providência cautelar apresentada por Albertino Martins, que era presidente do CE do Agrupamento de Escolas de Melgaço há cerca de 22 anos, quando o seu mandato foi interrompido antes de tempo para eleição de uma nova direcção conforme dita o novo modelo de gestão das escolas.
Só que, à margem dessa decisão do tribunal, Paula Cerqueira, eleita entretanto nova directora, manteve-se em funções, o que levou Martins a requerer a execução da sentença. O TAF de Braga acabou agora por, segundo o gabinete AFAdvogados que o assistiu, dar-lhe novamente razão e condenar a ministra da Educação "como pessoa responsável" pelo processo, à execução da sentença no prazo de três dias a contar da data de notificação do tribunal (3 de Dezembro). A condenação prevê ainda o pagamento de "uma sanção pecuniária compulsória correspondente ao montante diário de 10% do salário mínimo nacional mais elevado", e, caso a sentença não fosse executada em tempo útil, que a ministra poderia incorrer "no crime de desobediência".
Albertino Martins cumpriu ontem o seu primeiro dia efectivo de regresso a funções, depois de na quarta-feira, um membro da DREN lhe "ter entregue a escola". "Esta situação não é nem de vitórias nem de derrotas. Foi-nos reposto um direito que era o de completar o mandato", declarou ao JN, responsabilizando o competente presidente do Conselho Geral Transitório pela batalha judicial encetada em Abril deste ano contra a tutela. "Foi atropelado todo o sistema e é lamentável que esta seja a única escola do país nesta situação. Se o presidente do Conselho Geral Transitório tivesse procedido como os das outras escolas isto não tinha acontecido", lamenta.
Recorde-se que na generalidade das escolas a aplicação do novo modelo de gestão não provocou problemas porque os mandatos dos CE já tinham terminado ou porque os seus elementos abdicaram deles. Só que em Melgaço os membros eleitos não aceitaram a interpretação do Ministério da Educação (ME), segundo a qual até 31 de Maio de 2009 deviam estar escolhidos os directores em todos os estabelecimentos, independentemente de, à data, os CE eleitos terem terminado, ou não, os respectivos mandatos.
Daqui.
Nova Águia
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Patrícia Nogueira e o Mexilhão

Patrícia Nogueira e o Mexilhão
Abri a minha caixa de correio electrónico por volta das 19:30 e vi o mail da Patrícia Nogueira a alertar-me para esta reportagem, na SIC, no programa Nós por cá, sobre a construção, ou não, de uma barragem já concessionada à IBERDROLA.
Foi o tempo de ligar a televisão e assistir ao início da dita.
Obrigada, Patrícia, mais uma vez, pelo cuidado e atenção.
E vamos ver quem se lixa no final.... se o mexilhão... ou, em alternativa, se se lixa o mexilhão... que é o mesmo que dizer - NÓS!
Corrupção
"Acusação contra CTT refere ‘luvas’ de 1,6 milhões de euros"
Daqui.
Assim, sim! Estamos no bom caminho!
1, 6 milhões de euros? Mas que ricas "luvas" tão necessárias a algumas mãos nestes dias frios de Inverno!
Terão "frieiras"?
Não me parece. Gente que assim se comporta está a marimbar-se no aumento de impostos encapotados ou por encapotar, na taxa de desemprego absolutamente galopante que se abate sobre os portugueses sem dó nem piedade, no congelamento de carreiras e ordenados durante anos e anos, no endividamento externo que nos atira para o abismo...
De notar que ainda não há condenados. E que o mais certo é no final só o Vale e Azevedo ser de novo condenado... ah, pois... o Vale e Azevedo não faz parte deste processo!
Triste país este que delapida recursos escassos, que são de todos nós e provêm no nosso trabalho árduo, nas mãos destes vampiros sem freio!
A Palavra a Aminetu Haidar
CARTA ABIERTA DE AMINETU HAIDAR A LA SOCIEDAD ESPAÑOLA EN EL DÍA INTERNACIONAL DE LOS DERECHOS HUMANOS
Hoy es 10 de Diciembre, Día Internacional de los Derechos Humanos. En estos momentos en los que se conmemora un día sagrado para la Humanidad, un día de ideales y de principios que garantizan los derechos básicos; yo, que soy defensora de Derechos Humanos, estoy en huelga de hambre desde hace 25 días a causa de la injusticia y de la falta de respeto a los Derechos Humanos.
Hoy, después de mi expulsión ilegal de mi tierra por las autoridades marroquíes, después de ser retenida ilegalmente en este aeropuerto de Lanzarote por el Gobierno español y de ser separada de mis hijos contra mi voluntad, siento más que nunca el dolor de las familias saharauis separadas desde hace más de 35 años por un muro de más de 2.600 kilómetros.
Hoy, como cada día, sufro pensando en mis compañeros encarcelados, sufro pensando en los siete activistas de Derechos Humanos que, por decisión arbitraria del gobierno marroquí, van a comparecer ante un tribunal militar y son amenazados con la pena de muerte. Pienso también en la población saharaui, oprimida y reprimida diariamente por la policía marroquí en el Sahara Occidental. Y pienso en su futuro.
En este Día Internacional de los Derechos Humanos felicito a todas las personas libres que defienden los derechos elementales y se sacrifican para lograr paz en el mundo, y al mismo tiempo les lanzo un llamamiento urgente para la protección de los derechos de mi pueblo, el pueblo saharaui.
Hoy es también un buen día para la esperanza, un día que aprovecho para pedir al mundo y especialmente a las madres, que apoyen mi reivindicación, que es el regreso al Sahara Occidental. Deseo abrazar a mis hijos, deseo vivir con ellos y con mi madre, pero con dignidad.
Hoy quiero agradecer a la sociedad española su solidaridad y su defensa continua de los derechos legítimos del pueblo saharaui y también, su solidaridad conmigo en estos duros momentos.
Aminetu Haidar
Aeropuerto de Lanzarote, 10 de Diciembre de 2009
Aminetu Haidar
Marcha Verde - Ocupação do Sahara Ocidental por Marrocos
Novembro de 1975
Fotografia sobre fotografia - Layounne
Haminetu Haidar
Aminetu Haidar. Uma mulher de paz!
"Considerada la "Gandhi Saharaui" por su resistencia y lucha pacífica por la autodeterminación de su pueblo y la denuncia de la violenta y constante represión marroquí en el Sahara Occidental, fue expulsada en avión la mañana del sábado 14 de noviembre desde El Aaiún hacia Lanzarote, por la fuerza, sin documentos ni ninguna de sus pertenencias y después de casi 24 horas de aislamiento e interrogatorio. Madre de dos hijos, ha sido galardonada, entre otros, con el Premio de Derechos Humanos Robert F. Kennedy 2008, el austríaco Silver Rose Award 2007 y, un año antes, con el Premio de Derechos Humanos Juan María Bandrés. Fue nominada por el Parlamento Europeo para el Premio de Derechos Humanos Andrei Sakarov, ha sido candidata para el Premio Nobel de la Paz y Amnistía Internacional (EE.UU.) presentó su candidatura para el Premio Ginetta Sagan. En 1987, con 21 años, fue una de las 700 personas detenidas por participar en un mitin que pedía el referéndum de autodeterminación. Permaneció "desaparecida" sin cargos ni juicio durante cuatro años, torturada junto a otras 17 mujeres saharauis. En 2005, la policía marroquí la volvió a detener y golpear tras su participación en una manifestación pacífica. Fue liberada después de 7 meses gracias a la presión internacional de organizaciones como Amnistía Internacional y el Parlamento Europeo. Desde entonces, Aminetu Haidar ha recorrido el mundo para denunciar la ocupación militar marroquí y la violación sistemática de derechos de la población saharaui y para abogar pacíficamente por el derecho de su pueblo a la autodeterminación."
"Em greve de fome há 24 dias num parque de estacionamento do aeroporto de Lanzarote, Aminetu Haidar continua a morrer aos poucos. O governo espanhol não se limita ao silêncio e comporta-se como autêntico delegado diligente da ditadura marroquina. Do resto da Europa, governo português incluído (o partido que o sustenta nem a favor de um voto de solidariedade conseguiu estar), o silêncio cobarde. O Sara luta pelo mesmo que Timor lutou. A história é aliás quase igual. Mas os negócios falam mais alto. Aminetu Haidar, prémio Sakarov entre tantos outros, pode morrer a qualquer momento. Em solo europeu. Perante o silêncio cobarde de todos. Apenas porque não a deixam regressar ao seu país, à sua casa, aos seus filhos. Apenas porque os mesmos que a elogiam e a premeiam são incapazes de aprender alguma coisa com o seu exemplo: o da dignidade e da coragem.
Quando Marrocos fez saber que ela só poderá regressar se pedir desculpas ao rei Mohammed VI, o seu filho mais novo, de 13 anos, disse: “A minha mãe nunca vai voltar a casa porque nunca vai pedir perdão ao rei.” Não por frieza, mas pela coragem de uma combatente, Aminetu mediu todas as palavras: “podem viver sem mãe, mas não sem dignidade”.
Por mim, ao ver esta mulher firme e de paz morrer na Europa que se diz da liberdade sinto uma vergonha sem fim. E um desprezo enorme pelos cobardes que nos governam. Tivessem os nossos líderes um pingo do que tem Aminetu e estariamos muito melhor servidos."
O primeiro texto, em espanhol, pode ser lido no seu contexto original no blogue Todos com Aminetu. O segundo texto circula via e-mail. Obrigada, Maria José, pelo seu envio.
Subscrevo a vergonha do silêncio nojento. O crime de Aminetu? Ter escrito o nome da sua terra - Sahara Ocidental - ao invés de Marrocos.
O Sahara Ocidental, deixado ao deus dará por Espanha, foi ocupado por Marrocos em 1975, aquando da famosa Marcha Verde.
A antiga colónia espanhola, único território africano que chegou ao século XXI por descolonizar, assim permanece, território ocupado por Marrocos, e com tropas da ONU por todos os lados, instaladas nos melhores hotéis de Layounne e arredores, movimentando-se para trás e para a frente em jipes xpto e dura isto há anos e anos porque, pasmem, preparam um referendo sobre a a autodeterminação dos sarauis que, pelo caminho já cumprido, jamais verá a luz do dia, descumprindo assim uma missão que já criou raízes em pleno deserto e se arrasta desde 1991 e que se chama não sei o quê URSO*!
Grandes ursos me saíram estes políticos!
Assim é que está certo!
*MINURSO
E aqui deixo a sugestão de mudança de nome, desta missão da ONU, de MINURSO para GRANDEURSO
quinta-feira, 10 de dezembro de 2009
Desafio
O Raul, do blogue Por um Mundo Melhor, lançou-me o desafio de revelar um pouco de mim, completando as frases que me foram propostas. Vou ser sintética. E não me vou confinar à época natalícia. Embora o desafio original fosse este.
E bato à porta de mais cinco blogues para que respondam também.
Toc... toc...
Olhares
Olhai os Lírios da Campos
Quem puxo esse papel na porta
Lendo Sempre
http://emapretoebrancoouacores.blogspot.com/
Aqui ficam as minhas respostas:1. Eu já... fiz das tripas coração e segui em frente, apesar da vontade de parar.
2. Eu nunca... perdi o meu sorriso a não ser por breves instantes em que precisei de lavar os olhos e com as mesmas lágrimas lavei os meus interiores.
3. Eu sei... que sou um pequeno grão de areia misturado na imensidão do deserto infindável que sinto quente e acolhedor.
4. Eu quero... ser melhor pessoa amanhã.
5. Eu sonho... com um mundo asseado.
6. Eu prometo... não prometer nada para além de esforço e trabalho muito.
Só Boas Notícias
As boas notícias sucedem-se a um ritmo avassalador.
Ai que é tão bom viver em Portugal neste fim de ano de 2009!
Ora leia aqui a última.
Será a última? Hummmmmmmmm...
Este país está bem bom!
Campanha de Troca de Lâmpadas

Campanha de Troca de Lâmpadas
A protecção do ambiente é uma preocupação da Humanidade
"O Ministério da Economia e da Inovação e o Ministério da Educação, com o apoio do FAI* e da EDP, estão a promover uma acção nacional de distribuição gratuita de 2,5 milhões de lâmpadas eficientes.
Esta iniciativa insere-se no Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética e promove a substituição de lâmpadas incandescentes por lâmpadas economizadoras, porque a iluminação é responsável por cerca de 10 a 15% do consumo total de electricidade de sua casa.
A escola, como espaço de aprendizagem e de desenvolvimento de competências, sensibiliza os alunos para os problemas ambientais que afectam o nosso planeta e para os comportamentos que cada um deve adoptar para a preservação do ambiente.
A campanha de trocas de lâmpadas é mais uma forma da escola envolver os alunos e a comunidade na defesa do nosso planeta. Associe-se a esta campanha e, com o seu gesto, contribua para reduzir o consumo de energia e para promover o desenvolvimento sustentável."
*Fundo de Apoio à Inovação
Esta campanha de troca de lâmpadas decorreu, durante toda a semana, na EB 2/3 de Amarante e terminará amanhã. Os miúdos deveriam levar para a Escola uma lâmpada incandescente e, em troca, levariam para casa quatro lâmpadas economizadoras.
Hoje visitei uma turma de 6º ano e fotografei a operação de troca das lâmpadas que, naquele caso, foi um sucesso. Presumo que nas outras turmas os miúdos também tenham participado e colaborado activamente para o êxito da iniciativa.
Todos os pequenos gestos que visam a poupança energética são bem vindos.
A bem das gerações futuras.
Nota - No estado em que o Estado está só espero que não surja nenhum escândalo à volta destes 2,5 milhões de lâmpadas agora distribuídos gratuitamente! É que as verbas envolvidas devem ser bastante apreciáveis, e apetecíveis, para um comum mortal destes que abundam aqui pelo rectângulo e que, curiosamente, partilham um passado comum: algures foram políticos!
Professores
"Si un doctor, un abogado o un dentista tuviera a treinta personas o más en su oficina a la vez, todas com diferentes necesidades e algunas que no quieren estar allí y el doctor, abogado o dentista, sin ayuda, tuviera que tratarlos a todos com excelencia profesional durante diez meses, entonces podrían tener una idea de lo que es el trabajo del docente en la aula."
(Kathy A. Megyeri. "Chocolate Caliente para el Alma de los Maestros")
Nota - Thanks, Clapinho! E beijinhos e abracinhos...
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
"Palhaços e Palhaçadas"
A política eleva-se e, ao elevar-se, eleva-nos. Pelo menos assim deveria ser. Mas não é. A política sai agora de uma cloaca monstruosa que parece não ter fim.
É com o maior desprazer que dou voz aos "palhaços" que povoam a nossa Assembleia da República.
Garanto-vos que os meus alunos dão mil zero a esta gente em matéria de educação e bom comportamento.
Por isso... haja esperança... pode ser que o futuro não esteja completamente comprometido!
Medina Carreira
Demolidor. Lúcido. Exigência precisa-se.
"O Parlamento vale tanto como a Assembleia Nacional de Salazar."
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Porque a Luta Não Acabou Ainda

Porque a Luta Não Acabou Ainda
Porque a luta não acabou ainda e convém fazer o ponto da situação, que, por agora, não é favorável a muitas das nossas pretensões.
E vivemos agora uma época de mais do mesmo, conversações para cá e para lá, blá, blá, blá, três estrangulamentos na carreira porque é preciso poupar que o Estado está nas lonas e já não está a dar conta do recado, blá, blá, blá, uma prova para ingresso na carreira, blá blá, blá, e acabou-se o professor titular e agora pegai lá com o professor delator... perdão... relator e mais não sei o quê, não sei que mais...
Haja paciência para mais esta volta, para mais esta viagem, ao circo em que se transformou a vida em Portugal.
É preciso estar atento. E vigilante.
Aqui fica a partilha da informação desta iniciativa, que contaria com a minha presença não fora eu estar para aqui numa terrinha, quase esquecida, deste interior longínquo que se quer morto o mais depressa possível.




