terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Avaliação de Desempenho Doente


Quero - Salamanca - Espanha
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Avaliação de Desempenho Doente

Já escrevi e mais que escrevi porque estive contra a anterior avaliação de desempenho docente. Sendo que esta é herdeira directa da outra e, em alguns aspectos até a agrava, obrigada sindicalistas!, não poderei estar de acordo com o novo modelo parido.
As minhas críticas são simples e rápidas e centradas apenas no fundamental:
1- Este modelo de avaliação, feita pelos pares, que são amigos de infância, amigos do peito, inimigos figadais ou mesmo de estimação, parentes afastados ou próximos, em alguns casos até muito próximos, enferma desta maleita da falta de distanciamento permeabilizando a avaliação a juízos pré-concebidos, a vontades de não prejudicar, até a vontades, deliberadas, de prejudicar.
2 - Este modelo de avaliação determina avaliadores aos molhos que, sem qualquer preparação para o serem, o vão ser, contrariando a conversa da própria tutela de que tudo será feito assegurando competências adquiridas em formação disponibilizada para o efeito e seriedade nos procedimentos. Ora nós sabemos que das palavras aos actos vai um passo de gigante.
3 - Depois mantemos a questão das quotas. Dou de barato que elas tenham de existir e que nem todos os 140 ou 150 mil professores portugueses possam chegar ao topo da carreira, estrangulada por quotas. Não me repugna esta ideia. Dentro de uma farmácia nem todos os farmacêuticos chegarão a Director Técnico da mesma, por falta de vagas, lá está. Aceito este princípio pacificamente e convivo muito bem com ele. Já não posso aceitar que sendo eu uma professora excelente tenha que gramar uma nota chapada no meu currículo de muito bom, ou mesmo de bom, apenas porque não há vagas para as outras avaliações. Seria lindo se avaliássemos assim os nosso alunos! Promovemos assim a mentira, a aldrabice, aquilo que parece mas não é, a bota que não corresponde à perdigota.
4 - E volto aos avaliadores e avaliados que concorrem exactamente às mesmas quotas decididas pela tutela. Está bom de ver a pouca vergonhice e aberração à solta nas escolas do país. E nem vou deter-me mais neste ponto porque não me quero irritar muito logo pela manhã. Só dizer que aguardo informação do meu sindicato sobre este ponto da avaliação de desempenho docente, e doente, porque quero saber o que está a ser feito, em concreto, para resolver este conflito de interesses que é ilegal, sendo apenas legal para este (des)governo que já provou à exaustão ser capaz de tudo. É que como não admito o princípio, a meu ver subversivo, e ele me causa asco, asco este de impossível digestão, estou disposta a actuar em conformidade nem que esteja sozinha.
5 - Este modelo, colocando uns a avaliar os outros, sendo que avaliados e avaliadores são iguais entre si, ou seja todos são professores, promove o que de mais baixo tem um povo e que é a inveja, a dor de cotovelo, a má língua, o egoísmo e a falta de partilha porque se eu partilhar o que sei e tenho, as minhas estratégias e os meus projectos, as minhas planificações, os meus materiais construídos, os meus instrumentos de avaliação, as minhas reflexões, estou a colocar um trampolim por debaixo dos pés do outro que me pode, no futuro, fazer frente na ocupação das quotas.

Posto isto vou ser claríssima. Se não estivesse num escalão que me obriga a ter aulas assistidas não as pediria. Avaliar, honestamente, o trabalho nas aulas de um qualquer professor, obrigaria a um acompanhamento constante, da primeira à última aula do ano lectivo porque só assim se estará certo que há um fio condutor, uma finalidade prosseguida, objectivos alcançados.
Ter duas aulas assistidas pode ser o mesmo que zero. Já assisti a cenas lamentáveis de professores que sempre zurziram contra o PowerPoint e se gabaram da sua não utilização, da sua recusa de aprendizagem de manuseamento e construção, do que quer que fosse e eis que surge a aula assistida, e toca de pedir aos amigos do peito "fazes-me um PowerPoint para a aula assistida?"
Que show... off! Lamentável de falta de seriedade, de honestidade, de rectidão, de verticalidade.
Mas são duas as aulas assistidas previstas, poderão ser três, no máximo, e o modelito previsto presta-se à aldrabice e à trapaça.
A minha primeira aula assistida ocorrerá amanhã. Escolhi a minha Direcção de Turma, a minha turma de CEF de Padaria/Pastelaria porque quem não deve não teme e eu sempre gostei de caminhos que me dão luta. A aula será a de iniciação ao módulo Lusofonia: A Língua Portuguesa para além de Portugal. A planificação do módulo está aqui há uns anos que eu não gosto de andar a chover no molhado e prefiro organizar de uma vez, para depois ser só dar pequenos retoques.
A planificação da aula foi feita em três tempos a partir da planificação do módulo, que isto já é quase mecânico e é mais papel, menos papel, mais grelhado, menos grelhado.
Única alteração aos meus procedimentos normais será o facto de distribuir uma fotocópia com exercícios. Não que eles não os façam regularmente, que fazem, aliás estes alunos têm de estar sempre ocupados sob pena da coisa virar uma feira, só que eu tenho preocupações ecológicas, para além de pedagógicas e económicas e obrigo os meus alunos a terem portefólios organizados, onde registam tudo tudinho, obrigando-os a escrever, excelente exercício que parece estar a ficar fora de moda, poupando assim verbas ao Estado, poupando recursos ao país, contribuindo para a manutenção das florestas... mas as evidências, as evidências... e reter portefólios não sei se será correcto para mostar o trabalho feito, por mim e pelos meus alunos, ao longo de todo um ano lectivo. De resto utilizarei esta apresentação em PowerPoint que está feita há vinte mil anos... parece-me... e que foi só cortar pela abordagem da CPLP a que não chegarei numa aula.

Vou ainda concretizar mais a minha posição - confesso que não pediria aulas assistidas se confiasse nesta gente que detém o poder. Mesmo estando no 4º escalão a passar... deixa-me rir... para o 5º em Fevereiro próximo. Mas não confio. Sei lá se estes não serão os primeiros a ter problemas mesmo se não está agora prevista qualquer sanção?! Não me quero ver nesta situação que não controlo, muito embora perspective a minha saída do Ensino, que eu amo, exactamente por isso mesmo, porque, a acontecer, deverá ser fruto de uma decisão minha, ponderada, que rumina volta e meia na minha cabeça, fruto da exaustão, por precisar de digerir a anormalidade e não o estar a conseguir muito bem, porque muito do que se passa colide com a minha estrutura de ser humano, com a minha matriz, da qual não abdico, apesar das minhas contradições, próprias de qualquer ser humano que pensa.
Vai daí observo. E registo. Principalmente dentro da minha cabeça.

Nota final - Não apresentei objectivos individuais. São facultativos, pois são?
Pois então...

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Falos/Doces de S. Gonçalo


Falo/Doce de S. Gonçalo Digitalizado

Falos/Doces de S. Gonçalo

Não, não enlouqueci.
Não tenho culpa que hoje seja o dia do santo, que não é santo mas é adorado como tal.
Não tenho culpa que os seus doces sejam estes... falos... estes e os enormes que não cabiam no meu scaner.
Pois hoje é dia de S. Gonçalo e para além de hoje ser dia de comer destes doces... eheheh... é ainda dia de comer sequilhos... e não é que já me sequilhei toda na acção de formação do sexo?
Ai meus deuses, ai meus deuses... importa só dizer que a culpada foi a Zinha...

Parabéns!

Parabéns!

«Este prémio é um grande orgulho para mim»

José Mourinho

Para mim também, José. Parabéns!

Inacreditável Mesmo

Inacreditável Mesmo

Leia aqui. A vontade de fugir para Marte é imensa... e vai daí... será que estaríamos a salvo em Marte?

20 Milhões para Aqui, 20 Milhões para Ali

20 Milhões para Aqui, 20 Milhões para Ali

Se já estiverem muito stressados não cliquem aqui.

Dia Difícil


Prioridades - Salamanca - Espanha
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães


Dia Difícil

Hoje vou ter um dia difícil, não porque esteja naquele período da vida de qualquer mulher em período ainda fértil, que é uma valente grandessíssima seca, diga-se de passagem, mas apenas porque tenho muitos afazeres na Escola, para além das aulas durante toda a tarde a encadearem na formação de educação sexual, para além de já ter ido atender uma encarregada de educação, que me telefonou no sábado a solicitar o atendimento fora das horas normais. O argumento foi poderoso e lá fui. Temos de nos apoiar uns aos outros, solidariedade precisa-se e as coisas vão piorar, a olhos vistos, neste maldito 2011 que devemos aos xuxialistas.
Não sei se ainda postarei hoje. De qualquer forma aqui fica a promessa de um post sobre a Avaliação de Desempenho Docente.

Pedido


Homem Correndo - Pintura Rupestre do Neolítico - Líbia
Fotografia de Artur Matias de Magalhães

Pedido

Preciso do seguidor 80 para aqui. Quem se atreve?

domingo, 9 de janeiro de 2011

Pedido

Pedido

Preciso do seguidor/seguidora 140. Quem se atreve?

Os Demagogos

Os Demagogos


E cu-protagonistas desta viagem guiada pelas estrelas... entre muitas nuvens...

Cagamerdeira Alegre... ou Alegre Cagamerdeira?



Cagamerdeira Alegre... ou Alegre Cagamerdeira?

Atenção que este blogue continua com um nível cultural elevado... e trago agora à liça o nosso mui querido e amado Gil Vicente, pessoa de palavra acima de qualquer suspeita e que tanta falta nos tem feito aqui no rectângulo.

O recorte foi surripiado daqui.

Acção de Formação Sobre Sexo


Mosaico Romano - Museu de Leon - Espanha
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Acção de Formação Sobre Sexo

A opção cega do ME de impor por lei, aos directores de turma, a obrigatoriedade de estes leccionarem Educação Sexual à rapaziada que povoa as nossas escolinhas... tem que se lhe diga. Porque uns não têm qualquer apetência para, porque uns têm formação em arquitectura e outros em engenharia civil e outros em alemão e francês e outros sentem-se mesmo desconfortáveis ao falar dos assuntos do sexo e patati e patatá.
Por acaso não é o meu caso, que eu sou a bem dizer pau para toda a colher, ganhei uma grande endurance na Educação de Adultos e nos CEF, onde já tive de lidar com situações que não lembra ai diabo, e não me sinto especialmente desconfortável perante tão interessante e basilar tema. Mas nem todos se sentem assim e, mais uma vez, o ME decidiu de forma cega, o que me deixa sempre incomodada de sobremaneira. Mas adiante.
A acção de formação, que tem um nome pomposo que me abstenho de reproduzir, é por nós carinhosa e familiarmente tratada de sexo para a frente e sexo para trás e é ver-nos na Escola em conversas alto e bom som -"Para onde vais?" Vou para o sexo!" ; "Já vais embora?" "Não, ainda tenho sessão de sexo!" E é ver-nos no bar, pelas 17 horas a pedir lanches reforçados "porque temos sexo até às 21:00 e já nem temos energia para tanto!"
Ou seja, o sexo ganhou uma dimensão, agora profissional, nunca antes vista, nem observada, pelo menos por mim, em todas as escolas por onde passei.
Que o sentido de humor não nos falte, nem nos abandone, porque garanto que é penoso, no fim de um dia de trabalho, entrar em formação de não sei quantas horas seguidas, mesmo se o tema é tão interessante, mesmo se a acção é deveras interessante, opinião partilhada por todos, pelo que me é dado observar.
Um dia destes acho que causei até uma certa perplexidade na formação. Porque sou, talvez, a mais velha, pelo menos uma das mais velhas. Em idade, bem entendido!
Perguntou a nossa formadora se alguém de entre nós tinha tido Educação Sexual na escola.
Tudo em silêncio... e eu estiquei o braço e o dedo e partilhei a informação, alto e bom som, orgulhosa "Eu tive, antes do 25 de Abril, com a Maria Eulália Macedo, a professora de Moral que não cumpria os programas impostos pelo Estado Novo e era, por certo, para grande alegria das suas alunas, uma subversiva." E fui secundada pela Zinha, feliz usufruidora das aulas da Lala.
Já falei da Menina Lalinha, Lala, Eulália, Maria Eulália, Tia Lala... variadíssimas vezes neste blogue, etiquetada na secção dedicada a "Professores Muito Especiais" que povoaram e povoam os meus dias. Cliquem nos linkes a vermelho. A Lala teve, e continua a ter, uma enorme importância na minha vida.
Foi minha professora na Escola que antecedeu aquela onde agora sou professora. Vejo-a todos os dias ao entrar na Biblioteca Maria Eulália Macedo, nome da Biblioteca da EB 2/3 de Amarante. Sei que ela me continua a envolver com as suas asas maternais capazes de albergar o Mundo.
Obrigada, Tia Lala.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Porreiro, Pá!

Porreiro, Pá!

Se se quiser chatear mais um enormesco bocado pode ler aqui o que eu surripiei aqui.
Não sei se não correrei o risco de ficar depré...

Se a França e a Alemanha Querem...

Se a França e a Alemanha Querem...

Venha o FMI. É que a sua vinda apenas perde e peca por tardia.
Apesar de se concretizar bem antes do que muitos julgam, não é assim?
Veremos.

O Caldo Aquece


Sobre o Abismo - Portugal Preso Por Molas, Piscos ou Lá o Que É
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

O Caldo Aquece

O caldo do descontentamento, da insubordinação e da revolta tem estado a aquecer em lume brando alimentado diariamente por casos inacreditáveis que vão chegando ao nosso conhecimento. O que está para além da superfície, da linha de água, somente pode ser imaginado.
Entretanto o caldo continua a aquecer no fogo alimentado por cavacos, acendalhas, pintos, varas, acendalhas, robalos, chernes, loureiros, acendalhas, penedos e eu sei lá mais o quê!
Apenas sei que o caldo cozinhado pode tornar-se explosivo.
E não o será já?

Novas Sobre Amarante


A Cada Ocasião Seu Bouquet de Sabão
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Novas Sobre Amarante

O Centro Histórico de Amarante, e a freguesia de Padronelo revelam níveis anormais de radioactividade.
Ip! Ip! Cuidado connosco! Estamos radioactivos!
Manif, aqui vou eu!

Nojo/Vómito


Sais de Banho Desinfectantes Precisam-se
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Nojo/Vómito

E já me faltam as palavras para comentar isto.
Confesso-me cansada de dar para este peditório.
Porque... e o que não se sabe e anda por aí à solta?
E depois uma pessoa lê isto e.... desculpem... tive que ir ali vomitar.

Portugal no Seu Melhor


Cartoon surripiado aqui.

Portugal no Seu Melhor

Esgotei as palavras.

Campanha Eleitoral

Campanha Eleitoral

Coelho ao Poleiro!



Com os meus agradecimentos ao Donatien.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Novas para os Profs Contratados a Leccionar CEF e Profissionais


Documentos surripiados daqui.
Novas Para os Profs a Leccionar CEF e Profissionais

Muito embora não atingida por esta novidade de pagamento de vencimentos de professores através do POPH e não do empregador Estado, apesar de leccionar CEF ... estranho... olho o horizonte... e cheiro a borrasca.
Acho que estou a delirar...ou então estou mula velha...
Levanto apenas três questões.
O Estado está a desorçamentar despesa?
Os professores pagos pelo POPH vão ter os seus pagamentos em dia?
E quando acabar o POPH? O que não demorará muito, os cursos são extintos?
Acho que estou a delirar...

Aqui está o Melhor Candidato às Presidênciais

Aqui Está o Melhor Candidato às Presidênciais

Confesso que estava a pensar votar no Tiririca. Porque pior do que tá não fica.
Mas eis que surje na minha vida o candidato Coelho que diz verdades seguidas de verdades. Além do mais apaixonei-me pelo slogan da sua campanha.

Coelho ao Poleiro!

Por mim, tá lá. Porque este Coelho é do melhor que há!

Nota - Se a entrevista está linkada no slogan, aqui pode ler o resumo.

Prognóstico


Manif convocada pelos Movimentos de Professores 19-9-2009
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Prognóstico

O próximo ano lectivo vai abater-se nas escolas do país sem apelo nem agravo e vai ser uma verdadeira hecatombe. Pasmo com a falta de informação de muitos professores, pasmo com a falta de reacção de muitos professores, pasmo e até, confesso, chego a invejar a indiferença, a passividade, a ignorância que observo em muitos.Tomara eu poder/conseguir poupar-me assim.
Na minha Escola, uma EB 2/3 a hecatombe atingirá os efectivos, os da casa, aqueles que julgavam/julgam estar a salvo não se apercebendo que, nos dias que agora correm, dias de Sócrates, ninguém está a salvo de coisíssima nenhuma e é um salve-se quem puder, valetudo até arrancar olhos.
O prognóstico está feio na minha Escola - estimativas de cortes para o próximo ano e só para não lançar o pânico... em consequência do fim de Área de Projecto menos 6 horários e em consequência do fim do par pedagógico em EVT menos outros tantos... e já vamos em 12 horários que verão o eclipse e vou parar por aqui antes que me dê uma qualquer coisinha má.
Depois não digam que não avisei. Continuem a dormir na forma... continuem...

Reacção da FENPROF


Manif dos 300 Mil - Avenida 5 de Outubro - Lisboa
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Reacção da FENPROF

É pá! Os sindicalistas estão a acordar.

Façam o favor de ler este texto com atenção.
Por mim, já não é a primeira vez que o assumo e por certo não será a última, todas as formas de luta serão bem vindas independentemente se convocadas pela esquerda, pela direita ou pelo centro... é que eles atacam-nos por todos os lados, não é assim?
Contem comigo para o que for preciso. Apesar de zangada, porque ainda não me passou a mágoa do Acordo.
E já tive a oportunidade de transmitir tudo isto ao Mário Nogueira. Pessoalmente. Em meu nome e em nome de muitos outros que não eu, apesar de não mandatada por ninguém, para o efeito.

Mais logo a ver se tenho tempo de ilustrar este post com uma fotografia das minhas...
Ok! Já está.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

A Constituição É Uma Batata

A Constituição É Uma Batata

Providências Cautelares

Providências Cautelares

Contem comigo.

Dia Abaixo de Cão

Dia Abaixo de Cão

Mais um. Apenas mais um na minha vida.
Aqui fica o relato do que já foi hoje e do que me espera ainda hoje. Entrei na escolinha ao primeiro tempo da manhã, para uma aula de 90 minutos. Depois por ali fiquei a fazer trabalho diverso que precisarei para hoje à tarde para a reunião com os encarregados de educação da minha direcção de turma. Entrei em casa pelas 12:20, engoli o almoço e entro já de seguida na escolinha onde me esperam aulas, seguidas da tal de reunião que engrena logo de seguida na formação... sobre sexo... ai ai ai... que isto de ser DT tem que se lhe diga e precisamos de tocar todas as teclas de um piano, ou de orgão ou lá o que seja!.
Hora prevista de saída da Escola - 21 horas.
Pois é! Os professores não fazem nenhum, pois não?

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Anedota

Anedota

A polícia vai lavar os automóveis com a água da chuva.
Para poupar. Dizem eles. Nos entretantos ele é milhões a voar com as asinhas que os políticos lhes deram... a voar em consultadorias, pareceres e publicidade!
Fantástico, pá!

Bloco Central

Bloco Central

O vídeo é giro. Só não subscrevo a parte que vai para além do ponto final ao Bloco Central.
Ora veja.

Ainda o Espírito de Natal

Ainda o Espírito de Natal

Xôoooooooooooooo... stresse...
Cantemos. Bailemos.

Mafalda Costa e Afins

Mafalda Costa e Afins

É com orgulho que apresento a adolescente desenvolta que me conseguiu bilhetes para o concerto dos U2, agarradinha que esteve à Net até ter exactamente o que queria... ou melhor, o que eu queria.
Parabéns pelo teu prémio, Mafalda. Parabéns também aos teus colegas e professores.
Gosto em rever o Padre Clemente, director deste mesmo colégio quando eu para lá entrei, como aluna, aos 4 anos de idade.
Como o tempo voa...

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Projecto História em Movimento


Visita ao Museu Amadeo de Souza-Cardoso - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Projecto História em Movimento

Hoje iniciámos as visitas ao Museu Amadeo de Souza-Cardoso.
O relato da Visita de Estudo do 9º A está aqui. O slideshow está aqui.
Parabéns alunos meus! Pelo exemplo hoje dado.
Hoje deixaram-me orgulhosa.
Ops! E lá cometi outra vez o tal de pecado mortal!

Transgressões


Bustos/Retratos Romanos - Galeria degli Uffizi - Florença - Itália
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
Gravuras - Réplicas - Museu de Foz Côa - Foz Côa - Portugal
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Transgressões

Já aqui deixei dito neste blogue que sou fã de museus e que os visito sempre que posso, grandes ou pequenos, mais ou menos importantes, alguns uma e outra vez sem jamais me cansar de os percorrer, cheirar, absorver.
Relativamente à possibilidade de captação de fotografias há basicamente três normativos e tomadas de posição absolutamente distintas por parte dos seus dirigentes, por vezes mais do que iluminados.
Vou começar pela que mais odeio e que é a posição dos mais do que iluminados, que está em vigor em muitos dos nossos museus nacionais e nos italianos também, só para dar dois exemplos de países que já tendo sido grandes são agora pobres de espírito demonstrativo da falta de abertura das sociedades que os geram.
"É proibido tirar fotografias!" - avisam-me logo à chegada quando me avistam de "arma" na mão. "Mas olhe que eu sou professora de História, preciso mesmo de fotografar algumas peças do museu, não se preocupe que não uso flash..." e por ali fico numa pedinchice tentando levar a água ao meu moinho, o que por vezes consigo se dou com funcionários mais benevolentes... "Vá lá, tire então mas sem que eu veja" respondem-me alguns, por certo cansados da minha conversa. Mas por vezes a coisa não funciona mesmo, não funciona de todo e recebo em troco dos meus pedidos adocicados curtos e secos "É proibido tirar fotografias"que reiteram a proibição anterior.
Posto isto o que me resta? Ficar danada, pois então, com o egoísmo de quem engendra semelhantes normativos como se a captação de fotografias sem flash danificasse o que quer que fosse ou tirasse algo às peças em exposição!
O máximo dos máximos de caricato passou-se este Verão último, no museu de Foz Côa.
Pois não é que não nos deixam fotografar as réplicas das gravuras existentes no museu e podemos disparar à vontade sobre as gravuras originais existentes ao ar livre? Kakakakaka. Só tenho a dizer que isto é ridículo e confesso que estas normas me deixam até baralhada... mas por certo é porque a minha inteligência não acompanha a dos tais mais do que iluminados que por certo querem o conhecimento só para si.
Há uma segunda versão da coisa e esta encontrei-a já em muitos museus de países de leste e em muitos museus de países árabes "Pode tirar fotografias sem flash mas tem de pagar uma taxa suplementar."
Tudo bem, penso eu, as taxas nunca são de valores astronómicos e é mais uma forma de conseguirem mais umas verbas para manutenção daqueles espaços, muitos dos quais muito custosos de manter.
Por vezes confesso que sou malandra e entretenho-me a pregar umas partidas aos zelosos funcionários, tapando com a alsa da máquina o autocolante que me identifica como portadora do salvo-conduto para disparar a torto e a direito sobre tudo o que se move e o que não se move também e é vê-los dirigir-se a mim em passo apressado e eu lá lhes faço um sorriso de orelha a orelha enquanto lhes mostro o emblema provisório... tchiiiiiiiiiii... que mazinha...
Confesso que a terceira via é a que me deixa absolutamente delirante. "Pode tirar fotografias sem flash" é a frase que me parece música pura a entrar nos meus ouvidos.
Esta foi a versão que encontrei já em inúmeros museus de França, da Bélgica, da Holanda, que isto de gente evoluída tem que se lhe diga e não é para qualquer iluminado rafeiro, desses que por aqui há à solta e que parecem estar nos poisos para prejudicar o trabalho a terceiros, nomeadamente a mim que tanto preciso de informação para as minhas apresentações em PowerPoint.

Falta-me só assumir o que faço, sempre, perante tais proibições.
Pois perante elas, sempre que posso, transgrido. E confesso que é das poucas situações em que eu, voluntária e conscientemente, violo as leis e o faço com enorme prazer. Mas é que é mesmo com enorme prazer.
Foi assim no Museu de Foz Côa. Foi assim no museu mais antigo da Europa moderna, a Galeria degli Uffizi, em Florença.

E se se deixassem de empecilhar o trabalho dos outros em plena sociedade da informação?

Prenda

Prenda

Recebi uns camiões bem originais e carregadinhos de coisas boas que não resisto a partilhar com os meus leitores.
Apreciem esta criatividade. E esta generosidade também.
Refugiem-se no essencial.
Bom 2011.

Nota - A mensagem recebida funcionava melhor... porque ao passar para aqui desapareceram uns traços verticais que fechavam os camiões. Não interessa. O que conta é mesmo a intenção.
Beijinhos a todos.

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_ ............*AMIZADE*.........'''_
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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Recomeço


Baptistério de Florença - Florença - Itália
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Recomeço

Hoje recomeço com a sensação de ter saído ontem da Escolinha, atolada em trabalho, e de, pelo meio, ter tido festividades muito cansativas e stressantes entre jantaradas várias com familiares e grupos de amigos, porque realizadas no meio de um trabalho perfeitamente de doidos.
O tempo passou a voar durante esta curtíssima pausa lectiva, a mais curta de que tenho memória e entre meia dúzia de trabalhos realizados para a Escola, diversos, a coisa não foi muito mais além.
Os contactos e confirmações para as Visitas de Estudo que faremos ao nosso maravilhoso Museu Amadeo de Souza-Cardoso estão feitos e deles já dei novas aqui e cumpriremos as visitas já a partir de amanhã, para começarmos com a História Local e as saídas de campo que tanta falta fazem para que os miúdos apreendam competências ligadas ao domínio do saber estar em espaços públicos, sejam eles as ruas da nossa bela cidade, sejam eles um espaço museológico.
De resto apenas tive tempo para reformular nem meia dúzia de apresentações em PowerPoint, dando cumprimento, a muito custo, ao meu plano de reformulação de todas as apresentações para o 8º ano de escolaridade que deverá estar concluído no final deste ano lectivo.
Antes da chegada de Maria de Lurdes Rodrigues ao Ministério da Educação e antes desta pressão doida de trabalho, que eu considero não fundamental na Escola e para a Escola, a minha gestão de tempo era muito mais minha e a prioridade das prioridades era a preparação de aulas que fossem o mais interessantes possíveis para que os alunos parassem de dizer, aquando da chegada à minha sala de aulas, no início dos anos lectivos - "Professora, detesto História."
O meu trabalho era assim completamente focalizado para a minha clientela, alunos, e era ver-me a fazer acetatos e mais acetatos num tempo em que estes ainda não eram fornecidos pelas editoras, e mesmo depois que eu nunca me adaptei muito bem aos materiais por outros feitos já que nunca coincidiram/coincidem exactamente com aquilo que eu pretendia/pretendo. E era ver-me com caixinhas de slides, todas organizadinhas, principalmente para as aulas de História da Arte que nunca entendi ser possível leccionar arte com duas ou três imagens constantes nos manuais, de uma pobreza visual a toda a prova.
Algures em meados dos anos 90 eis que surge o programa que me iria revolucionar a vida em termos profissionais e até pessoais.
Penso que o programa de que falo terá surgido algures em 2003 e no final do ano lectivo de 2004/2005 agarrei o programa PowerPoint com unhas e dentes e desde aí não mais parei de aperfeiçoar o meu trabalho, um retoque aqui, uma nova fotografia acolá, uma nova estrutura que a antiga está já demodé.
A base das ilustrações foram as imagens constantes nos manuais da ASA, depois da permissão obtida dos seus autores, e, a partir daí, foi "apenas" enriquecer o trabalho feito com viagens culturais que englobam safaris fotográficos maravilhosos e exaustivos de tudo o que me pode vir a interessar seja para as apresentações, seja para ilustrar o blogue, entretanto iniciado em Fevereiro de 2007.
Com as horas lectivas e as reuniões, poucas, sobrava-me muito tempo para gerir esse tempo como entendesse, e eu assim o fazia, e foi ver-me produzir material em catadupa para os meus alunos. Depois foi tempo de começar a partilhar o material já realizado na minha primeira página web, ainda on-line, mas já a ser substituída por uma outra, mais moderna e actual. E depois fui abrindo outras páginas para os CEF, para o meu portefólio digital... cada vez com mais dificuldade por falta de tempo, pelo tempo passado na Escola, cada vez mais, cada vez mais.
Agora confesso que tenho saudades do tempo em que o Ministério da Educação me deixava trabalhar a meu bel-prazer e me dava tempo abundante para isso porque hoje vejo-me aflita para conseguir renovar e melhorar as apresentações, trabalho que tem de ser feito pois entretanto resolvi mudar a estrutura, que era temática, para uma estrutura em que cada apresentação corresponde a uma aula.
A Escola de hoje afoga-nos, literalmente, e asfixia-nos e só com muita capacidade de trabalho conseguimos fazer algo para além do rame rame diário e extenuante.
Acabada a acção de formação sobre os quadros interactivos na última semana de aulas de Dezembro, que falta de respeito pelo trabalho dos professores!, iniciarei hoje uma outra, alvo de tratamento "carinhoso" lá na escolinha, entre risos e mais risos, sobre Sexo, já que eu sou DT e esse foi mais um presente envenenado que o ME nos deu.
Volto a repetir - A Escola de hoje afoga-nos entre planos e mais planos, PCTs, dossiers disto e daquilo, reuniões atrás de reuniões, asfixia-nos literalmente e esgota-nos deixando-nos pouca energia para fazermos algo direccionado para quem de facto interessa e que são os nossos alunos, aqueles que se sentam à nossa frente aula após aula.
Não me conformo com este estado de coisas. E acuso o ME de prejudicar o meu trabalho.
Por isso afirmo que os grandes prejudicados, com a passagem de Maria de Lurdes Rodrigues e seus muchachos Valter e Pedreira pelo ME, são os alunos e os professores que não se limitaram nunca a chegar à sala de aula, a abrir o livro, a fazer testes e a corrigi-los.
Sei do que estou a falar. Sinto isso na minha pele.
Hoje recomeço cansada e com a certeza de que o Ministério da Educação prejudica o andamento do meu trabalho.
Haverá luz ao fundo do túnel?

A Luta Continua

A Luta Continua

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domingo, 2 de janeiro de 2011

Pecado Mortal - Orgulho


Auto-Retrato Sobre Zeligges - Fez - Marrocos
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Pecado Mortal - Orgulho

Confesso que cometo alguns e já aqui falei do pecado da gula, sem qualquer sombra de arrependimento. E também falei aqui. E continuei sem sombra de arrependimento. E como esquecer este aqui?
Por vezes cometo outros, listados pela Igreja Católica, no lote dos pecados mortais. O pecado do Orgulho cometi-o hoje, ao ler as palavras generosas do Ramiro Marques no seu Profblog e que me são dirigidas a mim e ao meu blogue homónimo.
Confesso que o meu orgulho é peculiar. Não é aquele orgulho bacoco do olha para mim, aqui estou eu, a sabichona cá do sítio, eu é que sei e sou boa, mas antes o orgulho de quem olha para trás e vê um trabalho realizado do qual não me envergonho de todo, enérgico, decidido e honesto, tal e qual eu, um trabalho partilhado porque não há Avaliação de Desempenho Docente que me faça abdicar dos valores que escolhi para mim e defendo com unhas e dentes.
O orgulho que sinto faz-me aumentar a responsabilidade pelo trabalho a desempenhar neste ano mal iniciado que, espero, será melhor do que o já desempenhado durante este ano que ainda agora findou. Apesar das tormentas que se avizinham e das núvens super carregadas e pretas que se avistam no horizonte.
Haja saúde. Física e mental. Haja zeligges coloridos e espampanantes para nos amparar a sombra e acompanhar na caminhada que se perspectiva difícil.
Muito obrigada Ramiro Marques.

Relembrando Informação Pertinente

Relembrando Informação Pertinente

sábado, 1 de janeiro de 2011

Arrumações/Limpezas


Armas de Fadinha do Lar - Chefchaouen - Marrocos
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães

Arrumações/Limpezas

A geração da minha mãe ficou marcada, em termos de arrumações e limpezas, pelas arrumações e limpezas da Páscoa.
Guardo na memória a azáfama das semanas anteriores às comemorações da efeméride, marcada pelo retirar das cortinas e sanefas das janelas e portas... e ai como os vidros transparentes sempre me pareceram bem deixando entrar livremente a luz e o arvoredo do exterior!, do arrastar de móveis para as limpezas por detrás, igualmente importantes, dizia a minha mãe, maníaca por elas, pelo retirar da cera velha do velho chão de madeira, esfregado com água e sabão amarelo até ao tutano, para depois recolocar de novo a cera fresca cor-de-laranja, macia como o raio que a parta, embalada em pacotes transparentes que eu gostava de abrir e apertar para lhe sentir o cheiro generoso duma limpeza recente. Depois era espalhar bem, com o auxílio de uma meia velha, e, finalmente, puxar o lustro, de enceradeira eléctrica em punho, Electrolux, pois claro!, que deixava o chão a brilhar depois de passagens e mais passagens das rodelas dançarinas que poliam a madeira.
Estas arrumações/limpezas da Páscoa já não são do meu tempo de dona-de-casa jamais exemplar. Sempre as fiz quando para aí estive virada e nunca para cumprir calendário, normalmente durante a noite, que eu durante muitos anos fui um escorpião azul amorcegado.
Confesso que a minha alma não é de fadinha do lar, assim à imagem da minha exemplar mãe, maníaca das limpezas e arrumações lá de casa. Mas confesso que também faço as minhas arrumações e limpezas, que por certo hoje deixariam a minha mãe orgulhosa da sua pupila difícil. E foi assim que hoje iniciei o ano novo arrumando e limpando a porra do meu computador fixo, que mal se arrastava e mais parecia uma carroça, e foi ver-me mandar porcaria e mais porcaria para o cestinho da reciclagem, que lindo barulhinho faz!, e a enviar documentos e mais documentos para o meu disco externo mega tetra, arrumando tudo em pastinhas com nomes tão excitantes como "pen amarela em 1-1-2011", "pen cinza em 1-1-2011", pen transparente 1 em 1-1-2011 e por aí adiante que transparentes tenho várias que eu amo tudo o que é transparente.
Ai vida boa! Mas que bela maneira de entrar em 2011!

Referência

Referência

Acabar o ano de 2010 com esta referência no ProfBlog só pode ser para mim motivo de sentido orgulho, por permanecer pela blogosfera docente e tão bem acompanhada, num trabalho diário, empenhado, não desistente, crítico.
Obrigada, Cristina.
Espero poder continuar em 2011 com a força de sempre, que sempre me caracterizou.

E Aqui Está Ele...

E Aqui Está Ele...

O novo ano violento... desta vez no Egipto, país pródigo a sofrer com os atentados terroristas e extremistas. Desta vez contra cristãos.
Mas veremos mais, e veremos cada vez mais a violência medrar na nossa velha e segura Europa... vai uma aposta?

E Aqui Está Ele...

E Aqui Está Ele...

O ano de 2011... por agora é assim, meus caros, por agora... porque com tamanha incompetência já demonstrada não ficaremos por aqui.
E é verdade... com a entrada neste novo ano transformei-me em bruxa com poderes adivinhatórios.
Vai uma aposta que não ficaremos por aqui?
 
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