GALP - Que Vómito!
Quase 400 milhões de euros de lucro. Impossível baixar preços.
Que vómito!
sábado, 16 de fevereiro de 2013
Manifes
Convocadas pela CGTP são esperadas várias manifes para hoje, a realizar em várias cidades do país.
Confesso que, ainda não refeita da minha gripe violenta, a esta jornada de luta faltarei esperando poder participar já no próximo dia 2 de Março... mesmo se ainda não com toda a minha energia recuperada...
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
Vergonha
Vergonha
Português premiado no World Press Photo está desempregado
Um país que assim trata as suas gentes/talentos maiores, é um país desgraçado.
E ponho-me a pensar num Relvas... nojento também... assim o fazem à sua imagem e semelhança... e ele a deixar-se ir... a deixar-se ir...
Orquestra Orff - Porto
Orquestra Orff - Porto
Divulgo a partir daqui.
Porque achei a orquestra de xilofones simplesmente deliciosa...
Divulgo a partir daqui.
Porque achei a orquestra de xilofones simplesmente deliciosa...
Protesto - Grândola, Vila Morena
Protesto - Grândola, Vila Morena
Excelente protesto. Elegante. Significativo. Simbólico. Na Casa da Democracia. Na Casa do Povo.
Confesso que gostaria de o ver repetido até à exaustão... até à exaustão deles...
Excelente protesto. Elegante. Significativo. Simbólico. Na Casa da Democracia. Na Casa do Povo.
Confesso que gostaria de o ver repetido até à exaustão... até à exaustão deles...
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Portugal em Queda Livre
Gráfico surripiado aqui.
Relvas afirma que Governo alcançou todos os objectivos para 2012
A Palavra a Francisco José Viegas, Ex-Secretário de Estado da Cultura
A Palavra a Francisco José Viegas, Ex-Secretário de Estado da Cultura
Confesso que jamais me ocorreria semelhante expressão... mesmo se furibunda...
Confesso que jamais me ocorreria semelhante expressão... mesmo se furibunda...
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
Horas em Sala de Aula
Recorte surripiado aqui.
Professores portugueses do 2º e 3º ciclos e secundário simplesmente campeões.
Esta é a estatística que não interessa divulgar...
Mais do Que Vergonha
Surripiado aqui... onde já é viral...
Mais do Que Vergonha
E sim, há qualquer coisa de muito errado com este país...
E sim, há qualquer coisa de muito errado com este país...
E Isto Deixa-nos Sossegados?
E Isto Deixa-nos Sossegados?
Governo afasta aumento da carga horária e despedimento de professores
E isto deixa-nos sossegados? A mim não. Porque tanta coisa não foi dita... e outra apenas foi meia dita...
Não me vou pôr aqui a especular. Apenas afirmo que acredito que vai sobrar, de novo, para nós. E vou deixar uma pergunta no ar. Quantos professores contratados foram despedidos já no ano lectivo em curso?
Pois. Demasiados. E no entanto ninguém foi despedido, não é assim? Pois. Apenas não foram contratados...
Governo afasta aumento da carga horária e despedimento de professores
E isto deixa-nos sossegados? A mim não. Porque tanta coisa não foi dita... e outra apenas foi meia dita...
Não me vou pôr aqui a especular. Apenas afirmo que acredito que vai sobrar, de novo, para nós. E vou deixar uma pergunta no ar. Quantos professores contratados foram despedidos já no ano lectivo em curso?
Pois. Demasiados. E no entanto ninguém foi despedido, não é assim? Pois. Apenas não foram contratados...
A Palavra a Beatriz Talegón
A Palavra a Beatriz Talegón
A crítica interna, dentro da família socialista. Como promover a revolução a partir de um hotel de 5 estrelas?
A escutar com toda a atenção...
A crítica interna, dentro da família socialista. Como promover a revolução a partir de um hotel de 5 estrelas?
A escutar com toda a atenção...
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
Mosquita Motoqueira
Auto-Retrato - S. Gonçalo - Amarante
Aviso desde já que este foi o cognome com que me baptizaram os meus alunos dos CEF. E sim, precisei de explicações para a parte da Mosquita...
"Professora, todos têm uma alcunha..." eheheheh... disseram-me eles um dia destes, mortinhos por desenbuchar os cognomes dos seus professores e professoras...
"Ai, sim? Que surpresa surpreendente... eheheh... não quero saber as dos outros, sei lá se eles acharão piada à brincadeira... mas então, qual é a minha?"
A cara deles abriu-se num sorriso colectivo, rasgado de orelha a orelha, e lá me disseram que eu, para eles, sou a Mosquita Motoqueira.
Confesso que Motoqueira, ok, eles acham que eu tenho ar de motoqueira, talvez devido ao usual preto, ao cabelo curto, eu sei lá... mas Mosquita?! Como raio se lembraram eles de semelhante baptismo?
"Muito simples, professora, porque a professora consegue ser pior do que as melgas. Porque as melgas ferram-nos, nós sacudimos as ditas e elas voam para longe de nós. Quanto aos mosquitos... eles permanecem agarradinhos à nossa pele e não desgrudam do nosso pé mesmo quando sacudidos! É a professora."
E foi assim que eu acrescentei mais cognomes à minha já muiiiiito extensa lista...
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
Mosquita Motoqueira
Aviso desde já que este foi o cognome com que me baptizaram os meus alunos dos CEF. E sim, precisei de explicações para a parte da Mosquita...
"Professora, todos têm uma alcunha..." eheheheh... disseram-me eles um dia destes, mortinhos por desenbuchar os cognomes dos seus professores e professoras...
"Ai, sim? Que surpresa surpreendente... eheheh... não quero saber as dos outros, sei lá se eles acharão piada à brincadeira... mas então, qual é a minha?"
A cara deles abriu-se num sorriso colectivo, rasgado de orelha a orelha, e lá me disseram que eu, para eles, sou a Mosquita Motoqueira.
Confesso que Motoqueira, ok, eles acham que eu tenho ar de motoqueira, talvez devido ao usual preto, ao cabelo curto, eu sei lá... mas Mosquita?! Como raio se lembraram eles de semelhante baptismo?
"Muito simples, professora, porque a professora consegue ser pior do que as melgas. Porque as melgas ferram-nos, nós sacudimos as ditas e elas voam para longe de nós. Quanto aos mosquitos... eles permanecem agarradinhos à nossa pele e não desgrudam do nosso pé mesmo quando sacudidos! É a professora."
E foi assim que eu acrescentei mais cognomes à minha já muiiiiito extensa lista...
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Pastéis de Carnaval
Pastéis de Carnaval - Confeitaria Mário - S. Gonçalo - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
Não sei se os há noutras terras, noutras confeitarias, noutras épocas do ano. Conheço-os desde tenra idade, à venda por alturas do Carnaval, na Confeitaria Mário, em Amarante, a única confeitaria que os produz desde sempre e que por estes dias tem a sua montra enfeitada com a doce tentação.
São uma brincadeira, que pode ser doce, feita de um pastel gigantesco cheio de ar e um nico de creme amarelo e docinho, ou pode ser salgado, gigantesco pastel cheio de ar recheado com um nico de picado de carne deveras saboroso.
Esta última versão faz-me lembrar a deliciosa Pastilha de Fez, onde o doce do açúcar misturado com a canela e o picado da carne de pombo dão um sabor único e divinal à iguaria que tanto pode ser sobremesa como prato principal, consoante os gostos e apetites.
Nota - A minha mãe fazia-os tal e qual estes. Infelizmente, não herdei os seus dotes culinários...
Portugal e a Corrupção
Portugal e a Corrupção
Combate à corrupção continua 'sem progressos'
Portugal continua sem combater corrupção e sem cumprir recomendações
A sério? E nós que pensávamos estarem a ser tomadas todas as medidas e mais alguma para acabar com o flagelo muito responsável pelo nosso empobrecimento colectivo... e pelo enriquecimento de uns poucos quantos...
Uma pessoa lê isto e nem acredita... porque nós somos como a Cândida Almeida... não haverá engano? Não se estarão a referir a um qualquer país manhoso dos confins mundiais?
Combate à corrupção continua 'sem progressos'
Portugal continua sem combater corrupção e sem cumprir recomendações
A sério? E nós que pensávamos estarem a ser tomadas todas as medidas e mais alguma para acabar com o flagelo muito responsável pelo nosso empobrecimento colectivo... e pelo enriquecimento de uns poucos quantos...
Uma pessoa lê isto e nem acredita... porque nós somos como a Cândida Almeida... não haverá engano? Não se estarão a referir a um qualquer país manhoso dos confins mundiais?
domingo, 10 de fevereiro de 2013
Branco Mais Branco Não Há
Caixa de Esmolas - Mosteiro do Pombeiro - Portugal
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
PS considera falta de seriedade culpar-se um qualquer Governo pela origem da crise
É favor deixar esmolas para o ceguinho... sins?
Sins?
Nós e Eles

Nós somos os desgraçados que labutamos nos empregos para nos mantermos à tona, gerindo orçamentos cada vez mais magros, esmifrados por eles.
Nós somos aqueles que nunca ganharemos 10 milhões de euros por 6 meses de trabalho. E que ainda os temos de aturar a mandar bitaites do alto das suas cátedras sobre num sei o quê do Estado Social e aguenta aguenta... mais austeridade, pois então!
Nós seremos sempre nós. Eles serão sempre eles. E curiosamente eles são sempre os mesmos à volta da gamela imensa em que se tornou este estado depauperado.
Vira o disco e toca o mesmo... ai vira, vira, ai toca, toca!
Até quando?
sábado, 9 de fevereiro de 2013
Política Nojenta
Política Nojenta
Ministra alemã acusada de plágio demite-se
A acusação é feia e a ministra da Educação Alemã decidiu agir em conformidade para não embaraçar o governo.
Por cá, tudo se passa parecendo não se passar nada...
Ministra alemã acusada de plágio demite-se
A acusação é feia e a ministra da Educação Alemã decidiu agir em conformidade para não embaraçar o governo.
Por cá, tudo se passa parecendo não se passar nada...
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
Quer Recuperar a Elegância Perdida?
Limões Contra Parede de Betão - Serra da Aboboreira
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
Mas qual dieta maluca, qual farelo de trigo misturado no leite e na sopa... apanhe uma gripe e recupere a sua silhueta de adolescente em dois tempos.
A mim aconteceu-me...
Cloaca Máxima
Tampa de Saneamento - Jerash - Jordânia
Cloaca Máxima
No meu regresso à blogosfera, ainda longe de completamente reestabelecida da gripe manhosa que me atacou forte e feio, registo que a Cloaca Máxima está identificada. E infelizmente é o meu país.
Podia destacar mil e uma notícias asquerosas, são tantas que até dói!, que durante uns bons cinco dias não li obrigando-me agora ao pesadelo de um exercício de masoquismo puro e duro, mas destaco apenas uma que, para mim, diz muito sobre esta nossa Cloaca Máxima.
PSD sobe na intenção de voto mas PS continua em 1º
Não, assim não vamos lá.
Frente e verso da mesma moeda, farinha do mesmo saco, o meu país está por eles capturado.
E apresenta-se como uma verdadeira alternadeira que ora alterna com o pê esse, ora alterna com o pê esse dê dando-lhes de mamar até à exaustão.
O meu país está uma cloaca. E não é uma cloaca qualquer. É mesmo a cloaca máxima.
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
No meu regresso à blogosfera, ainda longe de completamente reestabelecida da gripe manhosa que me atacou forte e feio, registo que a Cloaca Máxima está identificada. E infelizmente é o meu país.
Podia destacar mil e uma notícias asquerosas, são tantas que até dói!, que durante uns bons cinco dias não li obrigando-me agora ao pesadelo de um exercício de masoquismo puro e duro, mas destaco apenas uma que, para mim, diz muito sobre esta nossa Cloaca Máxima.
PSD sobe na intenção de voto mas PS continua em 1º
Não, assim não vamos lá.
Frente e verso da mesma moeda, farinha do mesmo saco, o meu país está por eles capturado.
E apresenta-se como uma verdadeira alternadeira que ora alterna com o pê esse, ora alterna com o pê esse dê dando-lhes de mamar até à exaustão.
O meu país está uma cloaca. E não é uma cloaca qualquer. É mesmo a cloaca máxima.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Gripe
Céus da Barca - Serra da Aboboreira - Amarante
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
Apanhou-me. Não sei se foi/é a estirpe A, se a B, se a C, a Z ou até a estirpe o raio que a partisse e era já... se é que existe... o que sei é que a estuporada fez de mim gato sapato, atirou comigo violentamente contra as boxes e aí me deixou ficar a marinar e a vegetar desde sábado.
Na sexta à noite a coisa já se manifestava num mal-estar geral, num certo enjoo a que de juntou, a partir de sábado, arrepios violentos de frio de me fazer gelar até aos ossos. Ainda desci ao povoado, para o café da praxe, mas fui avisando... "estou a ficar doente"...
E estava. Sábado mergulhei em vale de lençóis cheia de febre, ora com os ditos arrepios gélidos, ora com ondas de calor a fazerem-me sair da cama directamente para o chuveiro com a sensação que, pegando em mim pelas duas pontas, e torcendo-me, eu não deixaria de encher uma boa bacia de água de vírus. Esta estuporada veio ainda acompanhada de dores de cabeça e de garganta violentíssimas e tosse a rodos que ainda ontem me deixava toda dobrada e agarrada aos músculos da barriga, amparando-os, perante a perspectiva de novo ataque de tosse.
Tenho passado os dias e as noites numa espécie de torpor, incapaz de fazer o que quer que seja o que me deixa deveras stressada porque tenho tanto trabalho para fazer...sempre... e ele a berrar por mim da minha secretária de quatro pernas...
Hoje o meu Anjo-da-Guarda telefonou-me. Notou o meu aquietamento na blogosfera e não o achou normal. Queria saber de mim. "Pois tu andas sempre a mil à hora, agora é o teu corpo a exigir-te que abrandes".
Pois abrandei, Maria Adelaide. A bem dizer, aquietei-me... debilitada, forçada por uns malditos de uns vírus tão insignificantes que nem se vêem... mas estuporados como o raio que os parta e capazes de fazer estragos sérios na vida de uma pessoa.
Demorarei ainda a voltar ao meu ritmo normal de energia... sei-o...
sábado, 2 de fevereiro de 2013
A Palavra a Daniel Oliveira
A Palavra a Daniel Oliveira
Surripiado aqui.
Os islandeses não aguentam
"O banco islandês Landsbanki, na sua bebedeira de oferta de crédito, criou o Icesave. Uma espécie de banco virtual onde os clientes estrangeiros, sobretudo holandeses e ingleses, puseram muito dinheiro em troca de juros impossíveis. Depois sabe-se o que aconteceu. A banca islandesa, sempre aparada pelo governo neoliberal que tratou da sua privatização, colapsou. O islandeses revoltaram-se e o governo caiu. Os governos britânico e holandês decidiram pagar, sem perguntar nada a ninguém, os estragos aos clientes do Icesave dos seus países. E apresentaram a factura aos contribuintes islandeses. Ou seja, os islandeses tinham de pagar com os seus impostos as dívidas de um negócio entre privados: bancos e investidores.
Quando o governo se preparava para começar a pagar os astronómicos estragos da banca, o presidente Ólafur Grímsson decidiu referendar a decisão. Todos os governos europeus, todas as instituições financeiras e quase todas as forças com poder na Islândia, incluindo o governo e a maioria do Parlamento, foram contra a sua decisão. Tal referendo seria uma loucura. De fora e de dentro vieram todas as pressões. Se a Islândia tivesse a ousadia de não pagar seria uma "Cuba do norte". Ficaria isolada. Nem mais um investidor ali deixaria o seu dinheiro. Os islandeses votaram. 92% disseram que não pagavam. E, mesmo depois de um segundo referendo, não pagaram. A reação não se fez esperar. O governo do Reino Unido até se socorreu de uma lei para organizações terroristas, pondo a Islândia ao nível da Al-Qaeda.
A decisão repousava há algum tempo no Tribunal da EFTA. Quando estive na Islândia ouvi, de alguns especialistas, a mesma lengalenga: a Islândia ia acabar por pagar esta dívida. E até lhe ia sair mais caro. Que tinha sido tudo uma enorme irresponsabilidade fruto de populismo político.
Contrariando a posição de uma equipa de investigação da própria intuição e as temerosas autoridades judiciais da Islândia, que defendiam "um mínimo de compensação aos Governos britânico e holandês", o tribunal da EFTA isentou, esta semana, a Islândia de qualquer pagamento ao Reino Unido e Holanda.
O que estava em causa não era pouco. Era se deve ou não o Estado ser responsabilizado pelos erros dos bancos. E se devem ser os contribuintes a pagar por eles. Claro que a Europa já prepara novo enquadramento legal para atribuir uma maior responsabilização aos Governos pelas quebras no sistema financeiro. Duvido que resulte em maior vigilância ao sistema bancário. O mais provável é dar à banca a segurança que o dinheiro dos impostos cá estará para cobrir os prejuízos das suas irresponsabilidades.
Há coisas imorais que se naturalizam. Usar os dinheiros dos contribuintes para salvar os bancos das suas próprias asneiras foi uma delas. Como me disse o presidente Grímsson, "Temos um sistema onde os bancos podem funcionar como querem. Se tiverem sucesso, os banqueiros recebem enormes bónus e os seus acionistas recebem o lucro, mas, se falharem, a conta será entregue aos contribuintes. Porque serão os bancos tão sagrados para lhes darmos mais garantias do Estado do que a qualquer outra empresa?" Perante isto, os islandeses apenas fizeram o que tinham de fazer. Mas o Mundo está de tal forma de pernas para o ar que o comportamento mais evidente por parte de quem tem de defender os cidadãos e o seu dinheiro parece absurdo.
Afinal, a Islândia saiu-se bem. Saiu-se bem na economia, já abandonou a austeridade, está a mudar a Constituição no sentido exatamente inverso ao que se quereria fazer por cá e manteve a sua determinação em não pagar as dívidas contraídas por empresas financeiras privadas, tendo sido, no fim, judicialmente apoiada nesta decisão. Porque o governo islandês assim o quis? Não. Pelo contrário. Porque as pessoas exigiram e mobilizaram-se. E as pessoas, até na pacata Islândia, podem ser muito assustadoras.
Por cá, o mesmo banqueiro que se estava a afundar (parece que tinha comprado demasiada dívida grega) e que disse que os portugueses "aguentam" mais austeridade, recebeu dinheiro de um empréstimo que somos nós todos que vamos pagar, apresentou lucros excelentes e até vai comprar, imagino que com o nosso próprio empréstimo, dívida nacional. Ou seja, empresta ao Estado o que é do Estado e cobra juros. Porque nós aguentamos."
Surripiado aqui.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
Ai Aguenta, Aguenta!

Imagem surripiada aqui.
E será que este Ulrich aguentava o roubo equivalente ao que o Estado nos está a roubar todos os dias para acudir a este bando de sacanas?
Quem me acode se eu fizer asneira? Quem me acode se eu endoidar com o dinheiro de terceiros? Quem me acode se eu fizer malabarismos criativos e ficar sem dinheiro? E arrastar mais uns quantos na minha loucura especulativa?
Que puta de lata é esta? Que puta de democracia é esta? Que puto de tempo obsceno é este?
Joana Vasconcelos
Joana Vasconcelos
Representa um Portugal que eu amo - arrojado, criativo, indomável.
Que orgulho!
Mostra de Joana Vasconcelos em Versalhes foi a exposição mais visitada em Paris nos últimos 50 anos
Representa um Portugal que eu amo - arrojado, criativo, indomável.
Que orgulho!
Mostra de Joana Vasconcelos em Versalhes foi a exposição mais visitada em Paris nos últimos 50 anos
Sol
Sol
Feito de nevoeiros vários e de animações constantes.
Na capa, uma excelente notícia... portugas à frente nas Bimby... ufa! que alívio saber que estamos à frente em alguma coisa...
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Parabéns, Fernando Ulrich!
Parabéns, Fernando Ulrich!
Porque as dificuldades, quando nascem, não nascem para todos!
BPI - Lucros de 2012 - 249 milhões de euros.
A isto chamo eu falar de cátedra. Somos todos iguais, ou não?
Pois não. Enquanto nós apertamos o cinto porque nos cortam à força os nossos magros rendimentos, outros há que os aumentam de forma obscena.
Porque as dificuldades, quando nascem, não nascem para todos!
BPI - Lucros de 2012 - 249 milhões de euros.
A isto chamo eu falar de cátedra. Somos todos iguais, ou não?
Pois não. Enquanto nós apertamos o cinto porque nos cortam à força os nossos magros rendimentos, outros há que os aumentam de forma obscena.
A Palavra a Noronha Nascimento
A Palavra a Noronha Nascimento
O magistrado, parafraseando o antigo presidente do Instituto Universitário Europeu de Florença, Yves Mény, disse que "os partidos tornaram-se máquinas politicas alimentadas a dinheiro com efeitos no financiamento oculto". Por isso, acrescentou, "percebe-se, assim, que assessores minsteriais com vinte e poucos anos de idade ganhem o que fará inveja a juízes de tribunais superiores e muito mais a qualquer juiz de comarca".
Pode continuar a ler aqui.
O magistrado, parafraseando o antigo presidente do Instituto Universitário Europeu de Florença, Yves Mény, disse que "os partidos tornaram-se máquinas politicas alimentadas a dinheiro com efeitos no financiamento oculto". Por isso, acrescentou, "percebe-se, assim, que assessores minsteriais com vinte e poucos anos de idade ganhem o que fará inveja a juízes de tribunais superiores e muito mais a qualquer juiz de comarca".
Pode continuar a ler aqui.
"Morreu Um de Nós"
"Morreu Um de Nós"
Janeiro 31, 2013
Carta Aberta: Morreu Um De Nós. (E.B. 2,3 Professor Óscar Lopes)
Posted by Paulo Guinote under Carta Aberta[30] Comments
CARTA ABERTA
Morreu um de nós: um daqueles que zelava pela segurança de todos (alunos, funcionários e professores); O nosso elo mais forte, em pleno exercício das suas funções.
Para evitar que um aluno maltratasse um colega fazendo perigar a sua vida, durante a aula, mesmo perante a pronta ação do professor e de um funcionário, foi pedida a intervenção dos vigilantes da escola, para que fosse conduzido à Direção Executiva para que esta acionasse os técnicos da Escola Segura.
Desde o início do comportamento, de extrema violência, materiais foram destruídos, funcionários e docentes ameaçados de morte verbalmente e agredidos fisicamente.
O esforço dos vigilantes em controlar tais atitudes foi imenso mas não conseguiram evitar a destruição descontrolada de mesas, quadros, armários, cadeiras e os atos de ataque físico.
Já na Direção Executiva, e perante o continuado comportamento violento, o vigilante Correia manietando o aluno, manteve-se como pilar determinante na segurança física de outros elementos da comunidade educativa, que tentavam também intervir. Mais de dez pessoas tentaram, sem sucesso, conter o aluno!
Assim, perante uma violência física e emocional tão demorada e brutal o vigilante Correia colapsou.
De imediato foi assistido por professores e funcionários que lhe fizeram as manobras de reanimação (respiração boca a boca e massagem cardíaca) até à chegada do INEM, que prestou toda a assistência possível que, no entanto, se mostrou ineficaz para salvar o Sr. Correia.
Estamos profundamente abalados e consternados com o falecimento do colega em pleno exercício das suas funções, num local, por excelência, educativo, onde uma morte nesta situação é inaceitável.
Estamos de luto, estamos perante algo que não conseguimos aceitar e, por isso, não sentimos capacidade de gerir emocionalmente uma situação tão dramática; estamos na escola sem darmos aulas, incapazes de pedagogicamente abordar o assunto junto dos restantes alunos.
Todos os que se encontravam na escola ficaram em choque. Como pode isto ter acontecido numa escola? Que ambiente se vive? Que aprendizagens se fazem quando há quem possa frequentá-la enchendo-a de ameaças e de violência?
O contexto escolar do Agrupamento está pormenorizadamente descrito no Projeto Educativo. Todos os profissionais que nele trabalham estão conscientes do universo em que se movem e procuram por todos os meios ajudar a orientar crianças e jovens de um meio problemático, com fragilidades várias, com comportamentos difíceis de gerir. Temos uma equipa técnica preparada e muito ativa, no âmbito dos recursos TEIP. Lidamos com os problemas que vão surgindo e conseguimos muitos resultados positivos.
No entanto, há sempre um pequeno número de alunos, bem identificados na escola, que ultrapassam todos os limites do aceitável numa comunidade escolar, pois põem em risco os seus membros, a nível físico e psicológico, de forma sistemática: não aceitam a autoridade de ninguém, pelo que não cumprem as regras da escola, nem as mais básicas de convivência; ameaçam; aterrorizam; agridem.
Em relação a estes alunos já tudo foi feito, desde as estratégias aplicadas pelos professores e pelos diretores de turma para motivar o aluno para a aprendizagem e para a socialização, passando pelas medidas previstas no Estatuto do Aluno, completamente ineficazes para estes casos. Tiveram a intervenção do SPO, GAAF, ADEIMA, CPCJ, Tribunal de Menores. Aos diretores de turma são pedidos relatórios, pareceres, esclarecimentos de todos estes organismos. Enquanto isto acontece e durante anos, a situação destes alunos na escola mantém-se inalterada, até os jovens saírem da escolaridade obrigatória ou terminarem o ciclo de estudos. Isto é, embora várias instituições estejam envolvidas, a escola tem de manter os alunos ou transferi-los para outras escolas, deslocando o problema, não resolvido, para os outros. Estes continuam assim a ameaçar e a agredir colegas, funcionários e professores, continuam a impedir os colegas das turmas em que estão inseridos de poder ter um ensino de qualidade, minando as aulas. Têm e criam um sentimento de poder ter impunidade e de ausência de limites, que é o oposto do que lhes deveria ser ensinado.
A escola regular não pode dar a estes alunos a resposta de que eles precisam. A tutela não está a cumprir o seu papel, que inclui o de resolver a situação destes alunos e o de proteger o direito à educação e à integridade física e psicológica de todos os outros e de quem trabalha nas escolas.
Por estes motivos, dirigimo-nos à Tutela, exigindo que, com a maior urgência, se debruce sobre este problema e o resolva eficazmente, criando acompanhamento adequado às crianças e jovens com comportamentos disruptivos, que põem em riscos elementos da comunidade escolar em que se inserem. Este acompanhamento terá de implicar o afastamento destes jovens das escolas regulares e a sua integração em ambientes controlados, específicos e preparados para este tipo de perfil psicológico.
Morreu o Sr. Correia, dizemos. Já tinha problemas de saúde, dirão. Nos olhos uns dos outros lemos «Mataram o Sr. Correia».
Para evitar que um aluno maltratasse um colega fazendo perigar a sua vida, durante a aula, mesmo perante a pronta ação do professor e de um funcionário, foi pedida a intervenção dos vigilantes da escola, para que fosse conduzido à Direção Executiva para que esta acionasse os técnicos da Escola Segura.
Desde o início do comportamento, de extrema violência, materiais foram destruídos, funcionários e docentes ameaçados de morte verbalmente e agredidos fisicamente.
O esforço dos vigilantes em controlar tais atitudes foi imenso mas não conseguiram evitar a destruição descontrolada de mesas, quadros, armários, cadeiras e os atos de ataque físico.
Já na Direção Executiva, e perante o continuado comportamento violento, o vigilante Correia manietando o aluno, manteve-se como pilar determinante na segurança física de outros elementos da comunidade educativa, que tentavam também intervir. Mais de dez pessoas tentaram, sem sucesso, conter o aluno!
Assim, perante uma violência física e emocional tão demorada e brutal o vigilante Correia colapsou.
De imediato foi assistido por professores e funcionários que lhe fizeram as manobras de reanimação (respiração boca a boca e massagem cardíaca) até à chegada do INEM, que prestou toda a assistência possível que, no entanto, se mostrou ineficaz para salvar o Sr. Correia.
Estamos profundamente abalados e consternados com o falecimento do colega em pleno exercício das suas funções, num local, por excelência, educativo, onde uma morte nesta situação é inaceitável.
Estamos de luto, estamos perante algo que não conseguimos aceitar e, por isso, não sentimos capacidade de gerir emocionalmente uma situação tão dramática; estamos na escola sem darmos aulas, incapazes de pedagogicamente abordar o assunto junto dos restantes alunos.
Todos os que se encontravam na escola ficaram em choque. Como pode isto ter acontecido numa escola? Que ambiente se vive? Que aprendizagens se fazem quando há quem possa frequentá-la enchendo-a de ameaças e de violência?
O contexto escolar do Agrupamento está pormenorizadamente descrito no Projeto Educativo. Todos os profissionais que nele trabalham estão conscientes do universo em que se movem e procuram por todos os meios ajudar a orientar crianças e jovens de um meio problemático, com fragilidades várias, com comportamentos difíceis de gerir. Temos uma equipa técnica preparada e muito ativa, no âmbito dos recursos TEIP. Lidamos com os problemas que vão surgindo e conseguimos muitos resultados positivos.
No entanto, há sempre um pequeno número de alunos, bem identificados na escola, que ultrapassam todos os limites do aceitável numa comunidade escolar, pois põem em risco os seus membros, a nível físico e psicológico, de forma sistemática: não aceitam a autoridade de ninguém, pelo que não cumprem as regras da escola, nem as mais básicas de convivência; ameaçam; aterrorizam; agridem.
Em relação a estes alunos já tudo foi feito, desde as estratégias aplicadas pelos professores e pelos diretores de turma para motivar o aluno para a aprendizagem e para a socialização, passando pelas medidas previstas no Estatuto do Aluno, completamente ineficazes para estes casos. Tiveram a intervenção do SPO, GAAF, ADEIMA, CPCJ, Tribunal de Menores. Aos diretores de turma são pedidos relatórios, pareceres, esclarecimentos de todos estes organismos. Enquanto isto acontece e durante anos, a situação destes alunos na escola mantém-se inalterada, até os jovens saírem da escolaridade obrigatória ou terminarem o ciclo de estudos. Isto é, embora várias instituições estejam envolvidas, a escola tem de manter os alunos ou transferi-los para outras escolas, deslocando o problema, não resolvido, para os outros. Estes continuam assim a ameaçar e a agredir colegas, funcionários e professores, continuam a impedir os colegas das turmas em que estão inseridos de poder ter um ensino de qualidade, minando as aulas. Têm e criam um sentimento de poder ter impunidade e de ausência de limites, que é o oposto do que lhes deveria ser ensinado.
A escola regular não pode dar a estes alunos a resposta de que eles precisam. A tutela não está a cumprir o seu papel, que inclui o de resolver a situação destes alunos e o de proteger o direito à educação e à integridade física e psicológica de todos os outros e de quem trabalha nas escolas.
Por estes motivos, dirigimo-nos à Tutela, exigindo que, com a maior urgência, se debruce sobre este problema e o resolva eficazmente, criando acompanhamento adequado às crianças e jovens com comportamentos disruptivos, que põem em riscos elementos da comunidade escolar em que se inserem. Este acompanhamento terá de implicar o afastamento destes jovens das escolas regulares e a sua integração em ambientes controlados, específicos e preparados para este tipo de perfil psicológico.
Morreu o Sr. Correia, dizemos. Já tinha problemas de saúde, dirão. Nos olhos uns dos outros lemos «Mataram o Sr. Correia».
Matosinhos e EB 2, 3 Professor Óscar Lopes, 31 de janeiro de 2013
Assinatura de docentes e não docentes
Post surripiado ao Paulo Guinote.
Apresento as minhas sentidas condolências à família.
Mimos
Manif de 26 de Janeiro de 2013 - Lisboa
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
Porque a minha vida profissional não é só feita de patadas, muito embora também o seja, não o esqueço, mas também é feita de mimos onde me enrosco, saboreando-os lentamente, neste caso duplamente saborosos porque vindos de um aluno que foi meu... em tempos que já lá vão...
Obrigada, Ricardo Pinto! Deixas-me sensibilizada...
Manelito, o Meu Herói!
Manelito e Afins - Manif - 26/01/2013
Fotografia de Anabela Matias de Magalhães
O Manelito, a criança que docemente desce a avenida lisboeta em dia de manifestação de professores, foi/é, mais uma vez, o meu herói das manifes.
Criança de tenra idade, filho de um jovem casal de professores de quem eu fui um dia professora por breves instantes, neto de professoras por via materna e paterna, sobrinho de professoras muitas e até bisneto de professora por via paterna... eheheh... por acaso minha professora de Francês... o Manelito não perde uma manif de profs, por certo partilhando das preocupações familiares de um e de outro lado.
O Manelito é o meu herói. Criança de tenra idade já carrega no seu ADN de lutador mais manifes do que muitos professores que eu conheço... todos juntos!!!
Nota 1- Este post só foi feito porque eu fui licenciada, hoje mesmo na escolinha... eheheh...
"Ó Manel, eu queria a tua licença..." mas é que nem precisei de me explicar... "Estás licenciada!"
Nota 2 - A feliz família encontra-se enquadrada pelos manos Cardoso... da ESA. Cumprimentos... e, já agora, também larguras daqui para aí!
Blogging connecting people *
Lelé Batita,
Editora do Blogue Pérola de Cultura...
... abraçada pela Editora deste Anabela Magalhães
Foto de Armanda Sousa, 26-01-2013, Lisboa
"Afetos são coisas do coração. Lutas são coisas da razão e da lógica. Se os segundos se decidem, com hora e dia marcado, já os primeiros não só não se decidem como não se escolhem.
Antes mesmo de ter encontrado pela primeira vez pessoalmente a Helena Feliciano em Lisboa, já a "conhecia" razoavelmente do seu Blogue Pérola de Cultura.
A empatia não se fez demorar e antes se confirmou em presença.
Esse era um tempo em que não havia divisões partidocráticas e Maria de Lurdes Rodrigues com Jorge Pedreira e Valter Lemos tinham conseguido colocar contra si a esmagadora maioria da classe docente. De tal modo foi a avalanche que até mulheres de membros do partido do governo de Sócrates iam para a rua engrossar as manifestações. Era um tempo em que os Blogues da esfera docente se uniram aos movimentos independentes de professores para não raramente tomarem em mãos a mobilização dos professores de todos os graus de ensino e arrastar consigo as forças sindicais, quantas vezes hesitantes e conciliadoras.
Desse tempo vem a minha amizade com a Helena. Ela mulher do Sul, eu do Norte, temos em comum a coerência e o horror à cobardia. E quantas faturas temos pago por causa disso. Mas ainda assim, parece que não nos conseguem parar nem calar, enquanto as injustiças e os absurdos nos baterem à porta.
Ao longo dos anos a Helena veio a revelar-se uma das bloggers mais ativas e participativas em todas as lutas da classe docente. Grande professora, mulher de armas e sem dúvida alguma, uma boa amiga.
A Armanda Sousa, outra grande mulher do Norte, excelente professora e grande colega, com o seu espírito de guerreira celta, também veio por aí abaixo, de câmara fotográfica em punho e apanhou este que considerei um dos mais belos momentos do dia. Sob o olhar atento do compagnon de route da Helena, Luís Diferr, este foi mesmo "aquele abraço"!
Obrigada, queridas amigas por, estando tão longe, me fazerem sentir tão perto."
Nota - Este texto foi inteiramente plagiado à Lelé Batita... e sem a sua autorização... eheheh... apenas com umas muito cirúrgicas alterações...
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